BC baixa juros a 14% ao ano; Flávio escolhe relator da CPI do INSS como vice; e Lula sinaliza que vai buscar Trump
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- Corte de Juros do BC· EconomiaSelic a 14% ao ano·Banco Central·COPOM·inflação·cenário internacional·política fiscal
- Definição da vice na chapa de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro·Alfredo Gaspar·CPI do INSS·Ludmilla·Marco Aurélio Santana Ribeiro
- Lula e Trump· PoliticaLula·Donald Trump·crise diplomática·Visto Embaixadora Brasileira·Estados Unidos
Banco Central baixa juros a 14% ao ano, mas evita apontar novas reduções no futuro. Flávio Bolsonaro escolhe relator da CPI do INSS como vice e mira escândalos de Lulinha. Em meio à crise diplomática, Lula sinaliza a aliados que vai procurar Donald Trump na próxima semana. Os 3 assuntos mais importantes do dia em apenas 10 minutos. Ouça agora só o que é essencial para você começar a sua quinta-feira. Eu sou Frederico Goulart e você está no CBN Primeiras Notícias.
O Banco Central cortou mais uma vez a taxa básica de juros da economia brasileira. Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária, o COPOM, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14% ao ano. Esse foi o quarto corte consecutivo na mesma intensidade. Com a nova queda, a Selic atinge o menor patamar desde março do ano passado e consolida um dos ciclos de redução mais suaves da história do Banco Central. A decisão confirmou as expectativas do mercado financeiro.
Segundo a autoridade monetária, o alívio nos juros é compatível com uma convergência da inflação para a meta, além de atuar para suavizar as oscilações da atividade econômica e incentivar o emprego no país. O Banco Central destacou que a inflação oficial acumulada em 12 meses tem mostrado sinais de desaceleração, puxada principalmente pelo alívio nos preços dos alimentos. No entanto, o índice segue acima do teto da meta perseguida pelo governo.
Para esse encontro de ontem, o Copom optou por um comunicado mais curto e objetivo, buscando evitar ruídos com os agentes econômicos, Após divergências registradas na reunião de junho, o colegiado voltou a pregar serenidade e cautela na condução da política monetária. O diagnóstico é que o mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, embora os juros altos já comecem a desacelerar o ritmo do crescimento do país. Sobre os próximos passos, o Banco Central não deu sinais.
O comitê reforçou que o tamanho total do ciclo de queda vai depender da evolução dos indicadores econômicos. No radar do Banco Central estão as incertezas no cenário internacional, com atenção aos conflitos armados no Oriente Médio e a manutenção dos juros altos nos Estados Unidos pelo Federal Reserve. No cenário doméstico, a preocupação gira em torno da política fiscal e dos estímulos ao consumo que podem pressionar os preços.
O Copom alertou que o risco de a inflação ficar acima do esperado ainda é maior do que o de ficar abaixo. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 15 e 16 do mês de setembro. Terminou o prazo das convenções partidárias e, a partir de agora, os candidatos escolhidos pelos partidos para concorrer nas eleições de outubro têm até o dia 15 para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha começa no dia 16.
Foram confirmadas ao todo 12 candidaturas à presidência da República. O presidente Lula terá o apoio de 6 partidos e o maior tempo na propaganda eleitoral na TV e no rádio. Flávio Bolsonaro tentou fechar alianças com os partidos do Centrão, mas não conseguiu, e terá uma chapa puro-sangue com a maioria dos candidatos colocados. O candidato do PL, Vai ter como companheiro de chapa o deputado Alfredo Gaspar, que é da mesma legenda.
O parlamentar foi relator da CPMI do INSS e teve o nome impulsionado pelas investigações contra Lulinha. É o que nos conta agora de Brasília a repórter Samanta Klein.
Olá, Fred! Gaspar foi relator da CPMI do INSS, que apurou o esquema fraudulento de descontos de aposentadorias e pensões e chegou a pedir a prisão de Lulinha por relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Lulinha é investigado por suposto tráfico de influência. Flávio aproveitou para tentar colar o escândalo ao presidente.
E a degradação moral atingiu em cheio o atual governo. Não que nós não soubéssemos, nós sempre soubemos. E a corrupção, o desvio, o roubo dos aposentados do INSS entrou no gabinete do Lula. O seu Marcola, o próprio Marcola do Lula, tá aí sendo acusado de receber dinheiro que provavelmente veio do desvio do INSS.
A referência foi ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola, que admitiu ter recebido empréstimo de R$249 mil da empresária Roberta Lutzinger, citada nas investigações do INSS. Marcola disse que o empréstimo foi quitado e negou irregularidades. Nesta quarta-feira, porém, o aliado de Lula anunciou ter deixado a campanha. Outro fator determinante que pesou na escolha é que Gaspar é do Nordeste, onde Flávio enfrenta mais resistência do eleitor.
O parlamentar também foi promotor de justiça, o que o liga à pauta da segurança. Até então, a campanha falava na escolha de uma mulher. Ao se manifestar, Gaspar citou aliadas de outros partidos que foram cotadas, a exemplo da senadora Tereza Cristina.
O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que neste momento trouxessem um soldado do Nordeste, alguém que tem boa-fé, sabe o tamanho da responsabilidade. Terei lealdade e gratidão, terei a coragem de enfrentarmos juntos, presidente Flávio, a corrupção, o crime organizado.
A decisão encerra um período de indefinição na composição da chapa após semanas de negociações com os partidos do Centrão e da direita. No entanto, Republicanos, Podemos, União Brasil e PP decidiram pela neutralidade.
E o presidente Lula sinalizou a aliados que vai tentar conversar com o líder americano Donald Trump na próxima semana, em meio à crise diplomática com os Estados Unidos. A declaração foi feita em encontro no Palácio do Alvorada para oficializar o apoio da Federação Pessoal e Rede à candidatura dele à reeleição. Segundo relatos de participantes da reunião ao jornal O Globo, Lula reiterou a preocupação com o risco de interferência da administração americana no processo político do país.
Ontem, o presidente também disse que a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington foi irresponsável. O repórter João Rosa conta agora que o governo brasileiro não pretende acelerar a concessão do aval diplomático ao indicado pelo presidente Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Oi, Fred! O governo brasileiro avalia que há chance zero de acelerar a concessão do Acremont ao republicano Daniel Pérez para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Fontes do Planalto também afirmam que a embaixadora Maria Luísa Ribeiro Viotti deverá permanecer em Washington mesmo após o governo norte-americano ter revogado o visto da diplomata. O entendimento é que analisar a autorização diplomática diplomática ao indicado da Casa Branca seria uma forma de ceder a uma chantagem do Departamento de Estado norte-americano.
As mesmas fontes explicam que a revogação do visto é avaliada como simbólica porque não retira Viotti do cargo de embaixadora. A principal consequência é que, se ela deixar os Estados Unidos, precisará obter uma nova autorização para voltar ao país. Em outra frente, o presidente Lula criticou duramente a decisão do governo americano. Em entrevista ao canal Meteoro Brasil, Lula classificou a medida como irresponsável e impensável.
Ele também afirmou que a decisão representa uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras.
Ele tomou essa atitude que eu acho uma atitude irresponsável, impensada para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática. Eu tô dizendo, é necessário. E não dá para ninguém imaginar que vai derrotar o Brasil com mentira. Não dá para ninguém pensar que vai se intrometer de fora aqui para disputar as eleições. Se eles quiserem fazer no outro país, que façam. Aqui no Brasil não vão fazer.
Apesar do tom duro adotado pelo presidente, o governo brasileiro pretende agir com cautela e fala em negociação. De acordo com fontes da diplomacia, a orientação neste momento é acompanhar os próximos desdobramentos da crise e só adotar novas medidas caso a embaixadora sofra algum constrangimento ou os Estados Unidos tomem novas decisões unilaterais contra o Brasil. Eu volto com você, Fred.
Essas foram as 3 principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Paula Jalmin. A edição sonora hoje é do Reginaldo Pires. Estamos todos os dias antes das 6 da manhã no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia para você!