Episódios de CBN Primeiras Notícias - Frederico Goulart

Governo libera R$ 18 bi a empresas; Flávio emite notas fiscais para empresa ligada ao Master; PP-União ficará neutra

23 de julho de 202611min
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3 notícias em 10 minutos: Governo anuncia R$ 18 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos; notas fiscais revelam pagamento de R$ 500 mil a Flávio Bolsonaro por empresa ligada ao Master; e novo revés para Flávio após federação PP-União optar por neutralidade.

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Participantes neste episódio1
F

Frederico Goulart

HostJornalista
Assuntos3
  • Caso Master e desgaste de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro e Vorcaro · Banco Master · Notas fiscais · Assessoria jurídica · Empresa de fachada
  • Uso de cartão de créditoGoverno libera R$ 18 bilhões · Tarifas dos Estados Unidos · Setores afetados · BNDES
  • Revisão de candidaturas e neutralidade do CentrãoRodadas Brasileirão · Eleição presidencial · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Tempo de rádio e televisão
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
FGFrederico Goulart

Governo anuncia R$18 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo novo tarifácio dos Estados Unidos. Notas fiscais revelam pagamento de R$500 mil a Flávio Bolsonaro por empresa ligada ao caso Master. Na corrida presidencial, novo revés para Flávio. Federação PP União Brasil opta pela neutralidade e frustra plano de ampliar alianças. 3 informações em 10 minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia. Eu sou Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.

O presidente Lula assinou uma medida provisória que libera um crédito bilionário para socorrer as empresas afetadas pelas novas taxas aplicadas pelos Estados Unidos. Os detalhes sobre o apoio para o pagamento aos segmentos afetados serão definidos de forma setorizada. Hoje, o Planalto deve receber representantes da Confederação Nacional da Indústria para discutir a questão. De Brasília, o repórter Igor Cardim traz agora informações atualizadas sobre esse assunto.

?Voz B

O presidente Lula anunciou nesta quarta-feira a liberação de R$18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A nova etapa do Brasil Soberano pretende ampliar o apoio às empresas exportadoras e setores prejudicados pelos impactos da guerra no Oriente Médio. Do total, R$13,5 bilhões serão destinados por meio de recursos do Tesouro, enquanto outros R$5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES.

O financiamento deve atender empresas de setores como aço, alumínio, automotivo, setores de madeira, máquinas, fertilizantes, farmacêutico, têxtil e minerais críticos, além de exportadores afetados pela redução dos embarques para o Golfo Pérsico. A liberação dos financiamentos será definida conforme a demanda de cada segmento, com regras elaboradas por um comitê interministerial. Durante o anúncio, o presidente Lula disse que o Brasil não vai ficar chorando pelas exportações que não irão aos Estados Unidos e afirmou que o país está buscando novos mercados.

?Voz C

Há males que vêm para bem. Na política costuma-se dizer, toda vez que aparece uma crise, seja no campo da política, da economia ou na saúde, a sociedade sempre encontra um jeito de sair mais forte. Ninguém, mesmo a decisão abrupta do governo americano de achar que fazendo a taxação que ele fez sem comunicar ninguém, sem conversar com ninguém, que o mundo ia ruir. O que que tá acontecendo no mundo? As pessoas estão aprendendo a se mexer, as pessoas estão aprendendo a conversar com outras pessoas que pareciam que eles não sabiam conversar.

?Voz B

Entre as exigências para acesso ao crédito do Brasil Soberano está a manutenção de parte dos empregos, embora os empresários defendam a flexibilização dessa contrapartida. O governo mantém negociações diplomáticas para tentar evitar uma nova tarifa de 12,5%, que poderá ser anunciada pelos Estados Unidos na sexta-feira no âmbito da investigação comercial da Seção 301. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, A expectativa é que a eventual taxação atinja todos os setores. A estratégia agora é evitar que a tarifa seja cumulativa.

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O pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, recebeu R$500 mil de uma empresa de contabilidade ligada ao escândalo do Banco Master. A relação aparece em uma nota fiscal emitida em 9 de abril de 2025, pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador. O documento, revelado pelo portal Metrópoles, indica que Flávio, que é advogado, prestou serviço de assessoria jurídica à empresa contábil Correia Contabilidade e Auditoria Limitada.

A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da Copenhagen de Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima, apontada pela Polícia Federal como empresa de fachada do conglomerado do Banco Master. Investigações e documentos enviados à CPI do Crime Organizado revelaram que a Copenhagen recebeu quase R$58 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento apontou ainda que o escritório de Flávio Bolsonaro chegou a emitir outras duas notas fiscais no valor total de R$1 milhão diretamente para a Copenhagen.

Mas os documentos foram cancelados no mesmo dia. As movimentações reacenderam as suspeitas sobre as conexões financeiras entre o pré-candidato do PL e o dono do Banco Master, a quem, você se lembra, Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para supostamente financiar aquele filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, Flávio confirmou que prestou serviços jurídicos para a empresa de contabilidade, mas não explicou quais seriam esses serviços e negou qualquer repasse ou vínculo com o Banco Master.

O senador afirmou ter recusado atuar para a Copenhagen, justificando o cancelamento das notas, e acusou órgãos do governo de vazamento ilegal de dados fiscais com fins eleitorais.

?Voz 1

Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo. Relação completamente legal e privada. E em outra oportunidade eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Kopenhagen, que supostamente é usada por Voo Caro, foi usada por Voo Caro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso, eu não sou investigado em nada. Ou seja, algum órgão governamental, não vou falar qual que eu suspeito, mas algum órgão governamental pega isso criminosamente, quebrando o meu sigilo sem nenhuma espécie de investigação formal, sem autorização judicial, sem nada, gente, não tem nada, e vaza isso para imprensa.

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E a lista de problemas nessa semana para o pré-candidato Flávio Bolsonaro não para por aí. A federação formada pelo PP e pela União Brasil vai optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno e não deve embarcar na campanha dele ao Palácio do Planalto. Flávio contava com o apoio da Legenda e da União Brasil para incorporar a sua coligação e ampliar o tempo de rádio e televisão. João Rosa.

?Voz E

O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, informou ao senador que deverá manter a neutralidade. Segundo fontes dos partidos, a decisão foi tomada em uma reunião na noite de terça entre Ciro e Antônio Rueda, presidente do União Brasil. De acordo com interlocutores da federação, um dos fatores que pesaram na decisão foi a falta de manifestações públicas de apoio de Flávio a Ciro depois que dirigente passou a ser citado nas investigações da Polícia Federal sobre supostos negócios ilícitos envolvendo Daniel Vorkaro, dono do Banco Master.

Integrantes do Podemos também falam em manter a posição de neutralidade. Apesar disso, a legenda ainda não descarta uma composição com o PL e avalia que as definições devem ficar para o prazo final das convenções. O PSDB também foi procurado pelo PL, mas avalia sobre as alianças estaduais para candidaturas ao Senado e a Câmara. No momento, a avaliação predominante do partido é pela liberação das lideranças estaduais. Para o analista político David Lira, a falta de alianças no entorno de Flávio deverá trazer impactos no tempo de TV.

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E tem um outro aspecto também dessa dificuldade dele conseguir fazer alianças. O primeiro é um impacto estrutural, porque sem ele conseguir ampliar a coalizão, o PL ele vai ter menos tempo de propaganda eleitoral e menor capilaridade nacional.

?Voz 1

Então vai reduzir a capacidade de unificar os palanques estaduais em torno de uma candidatura presidencial.

?Voz E

Entre outros fatores que trouxeram resistências do Centrão no embarque à campanha do senador estão a revelação do caso Dark Horse e as relações de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, além dos atritos com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro.

FGFrederico Goulart

Essas foram as 3 principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Paula Jaume. A edição sonora é do Renato Silva. Estamos todos os dias antes das 6 da manhã no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia para você!

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