Episódios de CBN Primeiras Notícias - Frederico Goulart

Governo discute ajuda antes do tarifaço; Trump concede Green Card a Eduardo; e convenções partidárias com impasse

21 de julho de 202610min
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3 notícias em 10 minutos: Governo reúne setores afetados para fechar plano de socorro antes do tarifaço dos EUA; Trump concede Green Card a Eduardo Bolsonaro; e convenções partidárias começam com impasse na definição dos candidatos a vice.

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Participantes neste episódio5
F

Frederico Goulart

HostJornalista
H

Haroldo Ferreira

ConvidadoPresidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
R

Rani Veloso

ReporterRepórter
R

Rubens Figueiredo

ConvidadoCientista político
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
Assuntos3
  • Medidas econômicas do governoSegurança Pública e Governo Federal · Tarifaço americano · Setores afetados · Plano de socorro financeiro · Exportadoras brasileiras
  • Emissao de Green CardsDonald Trump e a NASA · Eduardo Bolsonaro e STF · Green Card · Estados Unidos · Relações Brasil-EUA
  • Federações PartidáriasConvenções partidárias · Definição de vices · Pré-candidatos à presidência · Impasse na formação de palanques regionais
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
FGFrederico Goulart

Governo reúne setores afetados para fechar plano de socorro antes do tarifaço americano. Donald Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Convenções partidárias começam com impasse na definição dos candidatos a vice. 3 notícias em 10 minutos. Comece a sua terça-feira bem informado comigo, Frederico Goulart. Aqui você encontra o que é mais importante que você precisa saber antes de iniciar o seu dia. Bem-vindo ao CBN Primeiras Notícias.

O governo federal vai receber hoje representantes dos setores afetados pelo novo tarifaço americano de 25%, que entra em vigor amanhã. O objetivo é mapear a perda de contratos e o risco de demissões. Os encontros devem definir os detalhes do plano de socorro financeiro, como nos conta de Brasília a repórter Samanta Klein.

?Voz B

O governo começa nesta terça-feira uma série de reuniões com setores afetados pelo tarifação de 25% às exportações brasileiras. Os primeiros a serem consultados serão as entidades que representam os calçadistas, vestuário e setor de plásticos. Coordenados pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Fazenda, os encontros vão dar base para o programa de apoio às exportadoras. A intenção é ouvir os segmentos e mapear perdas de contratos e a necessidade de crédito.

Depois disso, a equipe econômica deverá calcular o tamanho da ajuda e priorizar os setores mais prejudicados pelas tarifas que entram em vigor na quarta-feira. A ideia do governo também é manter um programa de auxílio sem extrapolar os limites fiscais. Entre as possibilidades na mesa estão a ampliação do Plano Brasil Soberano, lançamento de novas linhas de financiamento e abertura de novos mercados para as exportações. Para o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, Haroldo Ferreira, a ideia é que a negociação do governo com os americanos continue.

?Voz C

A FDR, que é a principal associação do mercado norte-americano que representa a indústria calçadista norte-americana, bem como seus importadores, os distribuidores, está trabalhando junto ao governo federal norte-americano para ter um teto limite de tarifas de calçados. Se conseguir lá, os calçados brasileiros também terão esse teto. Então estamos trabalhando com os nossos congêneres no mercado norte-americano, bem como estamos continuando dialogando com o governo federal.

?Voz B

Conforme a Bicalçados, o tarifação deverá provocar uma queda de 7% nas exportações totais de calçados em 2026. O tarifácio de 25% passa a vigorar a partir desta quarta-feira.

FGFrederico Goulart

Ontem à noite, durante um discurso na convenção do PDT, o presidente Lula reiterou que o objetivo do tarifácio americano é interferir nas eleições brasileiras. Ele voltou a defender a soberania nacional.

?Voz F

Aliás, eu tô convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país.

FGFrederico Goulart

Ainda ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma nova tarifa adicional de 50% sobre produtos importados do Canadá. A sobretaxa vai entrar em vigor no dia 19 de agosto e afeta centenas de itens comerciais como vinho, laticínios, cimento e até tacos de hóquei, símbolo do esporte canadense. A Casa Branca justificou a medida alegando que o país vizinho aplica restrições e tarifas discriminatórias contra produtos americanos nos setores automotivo, de bebidas alcoólicas e de laticínios.

O governo Trump argumentou ainda que o Canadá e a China foram as únicas nações que optaram pela retaliação em vez de negociar novos acordos comerciais. Em meio ao aumento de tensão diplomática entre Estados Unidos e Brasil, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro obteve o visto de residência permanente americano, chamado Green Card. O documento autoriza o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a morar, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, além de garantir acesso a serviços públicos e há praticamente os mesmos direitos civis de um cidadão americano.

Em contrapartida, o green card não dá direito a voto nas eleições federais nem à emissão de passaporte dos Estados Unidos. Eduardo alegou que o processo foi estritamente burocrático, conduzido no Texas sem qualquer interferência política do governo americano. Segundo ele, a solicitação foi feita na categoria destinada a pessoas com habilidades extraordinárias e a concessão garante mais segurança jurídica. O ex-deputado deixou o Brasil em fevereiro do ano passado com visto de turista e na época chegou a dizer que pretendia pedir asilo político, alegando perseguição por parte do Poder Judiciário brasileiro.

Depois de receber o green card, voltou a afirmar que se sente seguro nos Estados Unidos. A concessão acontece em meio ao agravamento dessas relações entre Brasília e Washington, Lembrando que no mês passado Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de prisão, além de multa e inelegibilidade por 8 anos por coação no curso do processo e por articular sanções junto ao governo americano contra o Judiciário brasileiro durante o julgamento da tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A temporada de convenções partidárias começou ontem sem a definição de vices nas chapas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, dois dos principais pré-candidatos à presidência da República. Dos cinco principais nomes na corrida, apenas três já anunciaram os companheiros de chapa. Voltamos a Brasília com Rani Veloso.

?Voz E

O calendário eleitoral segue até o dia cinco de agosto, data limite para formalização das candidaturas. O primeiro a oficializar o nome foi Renan Santos, do Partido Missão, que vai concorrer à presidência. O evento foi online sem transmissão. Convenção. O candidato antecipou o ato por motivos de segurança, após relatar ameaças de facções criminosas. Com a oficialização, a Polícia Federal poderá reforçar a proteção para o lançamento da campanha em público no dia 1º de agosto, em São Paulo.

O vice da chapa será o militar da Reserva Haroldo Medina. A maior parte dos presidenciáveis escolheu São Paulo para as convenções. Flávio Bolsonaro, do PL, será lançado no próximo sábado, Ronaldo Caiado, do PSD, no dia 26. O presidente Lula, do PT, terá o nome homologado em 2 de agosto. Já Romeu Zema, do Partido Novo, oficializa a candidatura em Brasília na segunda-feira, dia 27. Apesar do início do prazo, os partidos enfrentam impasses na formação dos palanques regionais.

O PT tenta fechar alianças em Goiás após confirmar Patrícia Ananias para o governo de Minas Gerais. Já o PL, de Flávio Bolsonaro, busca resolver a indefinição de vice e palanques em 10 estados. Uma das cotadas para vice a economista Daniela Marques, do Republicanos. Mas a legenda condiciona a Aliança Nacional ao apoio do PL em estados estratégicos como Mato Grosso. Em Minas Gerais, o maior desafio é definir o palanque para o governo estadual entre o senador Cleitinho, também do Republicanos, ou lançar o nome do presidente da Federação das Indústrias de Minas, Flávio Roscoe, para tentar aproximar o setor empresarial.

No Distrito Federal, o impasse é a decisão de Michele Bolsonaro se vai ser candidata ao Senado após o vídeo que ela fez com críticas a Flávio ao dizer que ele tinha a maltratado. O cientista político Rubens Figueiredo analisa essa dificuldade de composição que ocorre, segundo ele, porque os partidos atuam como confederações com interesses regionais.

?Voz D

E o candidato a presidente que ajuda em um estado, ele pode atrapalhar em outro. Além disso, as lideranças e os partidos estaduais, eles ganharam autonomia, principalmente em função das emendas. Então o presidente tem cada vez mais dificuldade em fazer uma aliança vertical que contemple palanque na maioria dos estados ou em todos os estados.

?Voz E

Já Ronaldo Caiado não tem unanimidade de apoio da própria sigla nos palanques regionais, a exemplo do Rio de Janeiro, onde o candidato ao governo, Eduardo Paes, apoia Lula. E Zema ainda não tem vice. Uma das opções colocadas por ele seria Michele Bolsonaro, Mas a ex-primeira-dama negou ao dizer que não há nenhuma possibilidade.

FGFrederico Goulart

Essas foram as 3 principais informações de hoje. Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Paula Jaume. A edição sonora é do Reginaldo Pires. Estamos todos os dias antes das 6 da manhã no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia para você!

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