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Fachin defende limite a penduricalhos; reação à possível alta no petróleo; oposição pede CPMI do Master

11 de março de 202611min
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Três notícias em 10 minutos: presidente do STF, Edson Fachin defende limites a penduricalhos e fala em crise de confiança na corte; Fernando Haddad diz que Brasil não pode tomar 'decisões açodadas' diante da alta do petróleo; oposição aciona Supremo para Senado instalar CPMI do Master.

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Assuntos7
  • Banco MasterEnvolvimento de ministros do STF · Ministro Tófoli e negócios com o banco · Alexandre de Morais e contrato da esposa · CPMI solicitada pela oposição · Investigações no STF
  • Conflito EUA-IrãConflito entre Estados Unidos e Irã · Minas navais no Estreito de Ormuz · Rota marítima crucial para petróleo · Volatilidade de preços do barril · Reação de Donald Trump
  • Preços de Combustíveis e PetróleoCautela ante à alta do petróleo · Impacto na inflação · Oscilações externas de preços · Comparação com tarifas americanas · Análise de cenários antes de medidas
  • Aprovação legislativa de projetosCriação de cargos no executivo federal · Reestruturação de carreiras · Reajustes salariais · Impacto orçamentário de 5,3 bilhões de reais · Benefício a 270 mil servidores
  • Mandado de segurança e CPMIAção judicial da oposição · Negativa de presidentes de Câmara e Senado · Quatro pedidos de abertura de comissão · 35 assinaturas de senadores
  • STF Setor PrivadoReconhecimento de erros da corte · Equilibrio entre instituições · Rastreabilidade de emendas parlamentares
  • Autonomia Banco CentralDecisão sobre taxa de juros sem interferência · Ciclo de redução de juros · Taxa básica em 15%
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Presidente do STF, Edson Fachin, defende limites a penduricalhos e fala em crise de confiança na corte. Fernando Haddad diz que Brasil não pode tomar decisões açodadas diante da alta do petróleo. Oposição aciona o Supremo para o Senado instalar a CPMI do Banco Master. Os três assuntos mais importantes do dia em apenas 10 minutos. Ouça agora só o que é essencial para você começar a sua quarta-feira.

CBN Primeiras Notícias. Hoje o tema penduricalhos volta a pauta. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, reúne nesta quarta-feira a comissão técnica criada para analisar uma transição no pagamento desses benefícios a servidores públicos. A reunião acontece um dia depois de o ministro ter defendido a necessidade de se frear o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto constitucional.

de cortes superiores, ao se referir aos penduricalhos, Fachin disse que o momento é de tensão numa referência ao foco sobre o judiciário. O ministro afirmou que debater super salários vai além da questão financeira para envolver a percepção de integridade e legitimidade da justiça.

Interlocutores do ministro afirmam que a intenção é não deixar o tema na gaveta. Entre as propostas em discussão com integrantes dos três poderes está, por exemplo, a ideia de elevar o teto constitucional do funcionalismo que é defendido por Fachin.

Dino, também do Supremo, saiu em defesa do STF. Ele afirmou que a corte erra, mas acerta muito mais. A fala ocorreu enquanto Dino defendia decisões relacionadas à transparência e à rastreabilidade de emendas parlamentares. Falta moderação, prudência e cuidado em reconhecer que esse Supremo que erra, e erra como instituição humana, acerta também, acerta muito. No momento em que há uma espécie de

perda de equilíbrio na aquilatação do papel de cada instituição. Agora, em meio às discussões sobre funcionalismo público, o Senado aprovou ontem, de maneira simbólica, um projeto que cria milhares de cargos no Executivo Federal, reestrutura carreiras e concede reajustes a categorias. A proposta tem impacto estimado de R$ 5,3 bilhões em 2026, segundo cálculos do Ministério da Gestão.

sem alteração em relação à versão aprovada pela Câmara após o relator, o senador Randolfo Rodrigues, recomendar a rejeição de todas as emendas apresentadas pelos senadores. O senador Randolfo Rodrigues afirmou que o texto vai beneficiar 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto no orçamento desse ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos.

O texto agora segue para a sanção do presidente Lula antes de virar lei.

começou a instalar minas na faixa marítima por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto do mundo. A notícia causou rápida reação dos Estados Unidos. Nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse que as consequências serão de uma magnitude nunca vista antes, caso o Irã tenha colocado minas no estreito de Hormuz. Na sequência, Trump informou que as forças americanas atacaram 10 embarcações iranianas que tentavam lançar minas navais.

do petróleo em todo o mundo dispararam nos últimos dias em razão dessas preocupações com o transporte por essa rota marítima considerada crucial. No entanto, ontem, na prática, após Donald Trump afirmar que a guerra poderia acabar rápido, os contratos futuros do petróleo Brent caíram mais de 11%. Foi o maior recuo em um único dia no período de quatro anos. O barril fechou cotado a 87 dólares. No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que não se tomem decisões açodadas diante da alta do petróleo e afirmou que o cenário internacional não pode levar a medidas precipitadas que afetem os combustíveis e a inflação. Segundo ele, as oscilações externas devem ser analisadas com prudência para evitar impactos desnecessários na economia brasileira.

Haddad destacou ainda que aumentos persistentes no petróleo tendem a pressionar os preços de combustíveis e podem contaminar a inflação, mas ponderou que o governo trabalha com diferentes cenários antes de qualquer medida. O ministro comparou o aumento às reações ao tarifácio imposto pelos Estados Unidos no ano passado e disse que previsões alarmistas não se confirmaram.

Você veja como o preço do petróleo está oscilando dia a dia. Você não pode, com base nisso, já ir tomando decisões estruturais que vão comprometer. Nós temos que observar, verificar o andar das coisas, estabelecer cenários, como nós fizemos no caso do tarifácio, desenhar cenários, o cenário A, o cenário B, o cenário C, desenhar o pior cenário também, porque o papel do Estado brasileiro é sempre não dar chance para o azar, e oferecer para o Presidente da República alternativas para cada um deles.

Sobre a previsão de um corte menor na taxa básica de juros por causa desse cenário externo, Haddad disse que o Banco Central tem autonomia para decidir sobre a Selic sem interferência do governo ou do mercado. A taxa está em 15% e pode iniciar um ciclo de redução na próxima reunião do Copom. Parlamentares da oposição acionaram o Supremo Tribunal Federal para garantir a instalação da CPMI do Banco Master.

após negativas dos presidentes da Câmara e do Senado. A repórter Larissa Lopes explica agora que, até o momento, quatro pedidos de abertura de comissão foram protocolados no Congresso Nacional. Oi, Fred. Parlamentares da oposição protocolaram um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para que o presidente do Congresso Nacional, Davi Ocolumbre, instale uma CPI mista para investigar o Banco Master. Nesta terça, o deputado Carlos Jordi, do PL, afirmou que,

quatro pedidos para a instalação de CPIs e CPMI no Congresso, mas que Hugo Mota e Alcolumbre se negam a instalar. O que nós estamos vendo é uma blindagem ocorrendo. A blindagem que já ocorria no Supremo Tribunal Federal, a partir de Dias Toffoli e outros ministros que estavam impedindo as investigações, chegou ao Congresso Nacional. O presidente Alcolumbre tem postergado a sessão, ele não quer abrir uma sessão.

Senado, a oposição insiste na necessidade de investigação. O senador Alessandro Vieira apresentou um pedido de CPI com foco nas relações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro. Ele reuniu 35 assinaturas de senadores, oito a mais que o mínimo necessário, e também fala em judicializar caso o requerimento não avance. Em meio à crise que afeta o STF, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, afirmou

a representantes da OAB que as apurações do caso Master vão seguir, mesmo que envolvam ministros e que nada ficará sob o tapete. Nesta terça, em reunião com os chefes de tribunais, Fachin defendeu que os juízes devem manter a imparcialidade e disse que a lei é para todos.

A fala veio no momento em que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão envolvidos nas apurações do caso Master. Toffoli, ex-relator do inquérito, em função de negócios da família com o Banco de Vorcaro e Moraes em razão do contrato da esposa com o Master e de supostas mensagens trocadas com o banqueiro.

A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você! Música

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