Fim da escala 6x1 na Câmara; Eduardo Bolsonaro pediu ‘máximo de verba’ para filme; Caiado e Zema discutem aliança
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Frederico Goulart
Bruna Barbosa
Erika Hilton
Larissa Lopes
- Fim da escala 6x1Jornada de trabalho · PEC · Senado · Lula · Larissa Lopes · Hugo Mota · Sócines Cavalcante · Erika Hilton · Luiz Marinho · Davi Alcolumbre
- Financiamento de filme sobre BolsonaroEduardo Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Dark Horse · Daniel Vorcaro · Tiago Miranda · Banco Master · Polícia Federal · Havengate Development Fund · Altieres Santana · Paulo Calisto
- Conflito Gilmar Mendes e Romeu ZemaRonaldo Caiado · Romeu Zema · Eleições presidenciais 2026 · Flávio Bolsonaro · Lula · Bruna Barbosa
Câmara dos Deputados aprova a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal para 40 horas. Texto vai agora ao Senado. Eduardo Bolsonaro pediu o máximo de verba para o filme sobre o pai, revela nova reportagem. Ronaldo Caiado e Romeu Zema discutem aliança ainda no primeiro turno em eleição presidencial.
Três informações em dez minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia? Eu sou o Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.
A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a PEC, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A proposta recebeu mais de 400 votos favoráveis nas duas etapas. O presidente Lula comemorou a aprovação. Nas redes sociais, ele disse que o resultado é uma conquista civilizatória e reforçou que agora o governo vai trabalhar pela aprovação também no Senado. Quem acompanhou foi a repórter Larissa Lopes.
A Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição, que põe fim à escala 6x1.
O placar ficou em 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Agora, a PEC seguirá para o Senado. A votação em plenário na Câmara estava prevista inicialmente para esta quinta. Mas, para evitar manobras em relação ao texto de Léo Prates, o presidente Hugo Mota colocou o item na pauta logo após a aprovação na comissão especial.
O debate foi marcado por protestos e também bate-boca entre os parlamentares. O líder do PL, Sócines Cavalcante, que já assinou uma emenda prevendo jornada de até 52 horas semanais e transição pelo período de 10 anos,
apresentou destaques propondo justamente o contrário. Um deles, na comissão, querendo a implementação imediata da PEC sem transição. Outro, no plenário, estabelecendo jornada 4x3. Quando Sostenes falou sobre isso...
foi vaiado e criticado por parlamentares da base. Vocês terão a oportunidade de provarem que vocês são a favor do trabalhador aqui, no Destaque, e no plenário. Porque o Brasil vai saber quem de verdade é a favor do lado do trabalhador.
Sabe o que eu posso dizer? É que o PL vai mostrar a sua cara. E diferente do que andaram falando, nós estaremos sim ao lado da 4x3, porque isso é justo para o trabalhador. Muito obrigado. Malandro é malandro, mané é mané.
Presidente, pessoal, peraí, peraí, pessoal. Ao ser confrontado, o líder afirmou ter sido induzido ao erro ao assinar a emenda sobre aumento da jornada e do período de transição. A deputada, Erika Hilton, do PSOL, rebateu os sóstenes e os demais parlamentares.
que endossaram o discurso do líder. É muito impressionante a cara de pau, a desonestidade intelectual e o teatro de biruta de aeroporto que a extrema-direita está protagonizando dentro deste plenário. O líder, o presidente do partido deles, foi a imprensa dizer que dariam o sangue para não aprovar o fim da escala 6x1.
Se hoje nós estamos votando 5 por 2, é porque eles obstruíram e impediram a votação do 4 por 3. Aí levaram uma lambada da classe trabalhadora, levaram uma lambada das forças sindicais, levaram uma lambada da sociedade e agora estão fazendo esse teatro, esse papelão, essa farsa...
A votação foi acompanhada de perto pelos ministros da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho. Marinho afirmou que com a aprovação na Câmara, o presidente Lula deve tratar com Davi Alcolumbre sobre a votação no Senado. Tenho certeza, senadores e senadoras, são maduros, são maduras, são inteligentes. Pelo texto aprovado,
A jornada será reduzida de 44 para 42 horas semanais em 60 dias após a promulgação da PEC com dois dias de folga. E após um ano, serão reduzidas mais duas horas, fixando a jornada em 40 horas semanais sem redução de salário.
Novas mensagens de WhatsApp divulgadas pelo portal The Intercept Brasil revelam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro operava diretamente os detalhes para o envio de dinheiro aos Estados Unidos para o financiamento do filme sobre o seu pai Jair Bolsonaro.
Os diálogos mostram o parlamentar tratando sobre a movimentação financeira do filme Dark Horse com o banqueiro Daniel Vorcaro. Essa engenharia financeira contava com a intermediação de Tiago Miranda, sócio do portal Léo Dias. Nas mensagens, Eduardo dá ordens expressas para acelerar as remessas antes que o mecanismo de controle travassem as contas.
O ex-deputado demonstrava extrema preocupação com a burocracia e com a fiscalização do Banco Central sobre o envio de grandes quantias de dinheiro para o exterior. Em mensagem enviada a Tiago Miranda, o ex-deputado afirmou que o ideal seria que os recursos já estivessem nos Estados Unidos porque transferências feitas dentro do próprio país seriam mais simples.
Segundo ele, caso a empresa brasileira responsável pelo envio não tivesse grande capacidade financeira, seria necessário fazer remessas aos poucos, o que poderia levar cerca de seis meses. Demonstrando preocupação com o impossível monitoramento, Eduardo voltou a insistir no envio rápido do dinheiro.
disse temer que Tiago tivesse dificuldades para viabilizar a operação e sugeriu aproveitar o sistema atual e o remetente já utilizado para transferir o máximo possível o quanto antes. A Polícia Federal mapeou que os R$ 61 milhões negociados entre a família Bolsonaro e o Banco Master foi parar em um fundo imobiliário sediado no Texas.
Os investigadores apontam que os recursos foram transferidos pela Entre Investimentos, empresa parceira do banqueiro Daniel Vorcaro, para a Havengate Development Fund. O fundo americano é controlado pelo corretor Altieres Santana e pelo advogado Paulo Calisto. Os dois são homens de confiança extrema e ligados diretamente a Eduardo Bolsonaro.
Ontem, o ex-deputado se envolveu em um forte bate-boca com a imprensa brasileira em Washington ao ser confrontado com os detalhes dessa investigação. Eduardo tentou desqualificar a reportagem que localizou a mansão de luxo em que ele mora, no Texas, cujo aluguel é estimado em R$ 30 mil por mês.
Desde março não recebo dinheiro público, sou uma pessoa igualzinha a vocês, dinheiro privado, tudo meu. Não querem saber, não querem saber. O valor pode ser o valor que quiser. O dinheiro é seu, é do padrão do imposto. O dinheiro é meu. A Polícia Federal tenta descobrir se os milhões de reais entregues por Daniel Vorcaro para financiar o filme foram desviados para o Texas com o objetivo oculto de bancar o exílio e o padrão de vida de Eduardo nos Estados Unidos.
Como o Supremo Tribunal Federal bloqueou as contas da família no Brasil, a Polícia Federal suspeita que o fundo imobiliário foi usado como uma lavanderia para burlar a justiça. Hoje, o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, retorna ao Brasil depois de uma maratona de compromissos nos Estados Unidos para tentar estancar a crise do Vorcaro.
Os bastidores da reunião com Donald Trump no Salão Oval revelaram um momento de desconforto para a comitiva do PL. O presidente americano fez elogios públicos ao presidente Lula, repetindo que o mandatário brasileiro é uma liderança dinâmica.
Com o desgaste de Flávio Bolsonaro na pré-campanha às eleições presidenciais, os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema passaram a discutir uma possível aliança. Caiado confirmou que as conversas com o mineiro estão em andamento. No entanto, interlocutores de Zema afirmam que ele pretende levar a candidatura ao Palácio do Planalto até o fim. As informações são da repórter Bruna Barbosa.
Os pré-candidatos à presidência Romeu Zema, do Novo, e Ronaldo Caiado, do PSD, discutiram em São Paulo a possibilidade de uma aliança para as eleições de 2026 e meio ao desgaste da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, após a crise envolvendo a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo interlocutores, a conversa entre os dois foi motivada pela avaliação de que a desaceleração da candidatura de Flávio pode pulverizar os votos da direita e favorecer a reeleição do presidente Lula, do PT.
Em entrevista à Rádio Nova Difusora, Caiado confirmou que existe diálogo sobre uma eventual composição entre os dois nomes. Mais uma última pesquisa que nós conversamos. Existe esse sentimento. E ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando. Neste momento, as duas candidaturas vão em uma posição. Vamos reconhecer, ele tem com a humildade que a gente tem acima de nós.
Unidas com os outros cursos, elas poderão chegar forte só no segundo turno ou poderão ainda chegar competitiva ainda no...
Como a CBN mostrou, desde a semana passada, Romeu Zema tem aproveitado o enfraquecimento da campanha de Flávio Bolsonaro para ampliar a aproximação com empresários paulistas. O ex-governador de Minas Gerais intensificou reuniões com setores estratégicos da economia e tem se apresentado como alternativa da direita para a disputa presidencial. Internamente, Zema tem afirmado que qualquer definição sobre alianças ficará para agosto, prazo final para o registro das chapas na justiça eleitoral.
A CBN e fontes ligadas à campanha do mineiro afirmam que ele pretende manter a candidatura até o fim. Em uma publicação feita nas redes sociais nesta quarta-feira, Zema não confirmou nem negou a possibilidade de aliança, mas voltou a afirmar que vai trabalhar para tirar o PT de Brasília.
Não é de hoje que os nomes de Zema e Caiado aparecem em especulações sobre composição para a vice-presidência, embora ambos tenham descartado publicamente essa possibilidade em outras ocasiões. Antes da crise envolvendo o Master, a hipótese considerada mais forte nos bastidores era uma possível aliança entre Zema e Flávio Bolsonaro. Hoje, porém, interlocutores do ex-governador mineiro tratam esse cenário como fora de cogitação.
No início dessa semana, em agenda em São Paulo, Ronaldo Caiado admitiu que ainda enfrenta baixa tração nas pesquisas por causa do desconhecimento do eleitorado em relação ao seu nome, mas avaliou que os debates eleitorais podem alterar o quadro. Na última pesquisa da Datafolha, divulgada em 22 de maio, Caiado aparece com 4% das intenções de voto. Zema tem 3% e, dentro da margem de erro, os dois aparecem tecnicamente empatados, assim como Renan Santos, do Missão, que também soma 3%.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luísa Barreto. A edição sonora é do Reginaldo Pires. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!