Pressão interna sobre Trump nos EUA; Alcolumbre mantém quebra do sigilo de Lulinha; resultado fraco do PIB
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- Conflito EUA-IrãOfensiva de Israel e EUA contra Irã · Represálias iranianas com drones e mísseis · Bombardeios no Líbano · Controle do Estreito de Ormuz · Impacto no preço do petróleo
- Quebra de SigiloDecisão de Alcolumbre mantendo a quebra · Parecer técnico da Advocacia do Senado · Votação na CPMI do INSS · Resultado de 31 parlamentares presentes · Investigação de esquema de fraudes
- Política AmericanaContradições sobre justificativas da guerra · Questionamentos do Congresso e aliados · Autoridade constitucional para ações unilaterais · Visita do Chanceler alemão à Casa Branca · Críticas a países como Espanha
Agravamento do conflito no Oriente Médio eleva a pressão interna sobre Donald Trump nos Estados Unidos. Davi Alcolumbre impõe derrota ao governo e mantém a quebra do sigilo de Lulinha. Resultado fraco do PIB deixa o Brasil fora do grupo das dez maiores economias do mundo. Três informações em dez minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia? Eu sou Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.
A ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã está escalando, assim como a represália de Teheran a outros países do Oriente Médio. Na tentativa de forçar um recuo de Washington e Tel Aviv, o plano iraniano é lançar drones e mísseis contra a infraestrutura de petróleo e gás dos vizinhos do Golfo Pérsico. Enquanto isso, bombardeios já deixaram quase 800 mortos no Irã.
Últimas informações do conflito.
retirar vítimas dos escombros do edifício de quatro andares. O exército dos Estados Unidos afirmou que afundou 17 barcos do Irã desde o início da guerra no sábado. O governo americano afirmou ainda que não há nenhuma embarcação iraniana em operação no Golfo Arábico e de Oman. Donald Trump ainda disse que os Estados Unidos vão escoltar e oferecer seguro aos petroleiros no Estreito de Hormuz.
A guarda revolucionária do Irã afirmou que o estreito está sob controle total da Marinha da República Islâmica. A escalada da guerra fez o preço do petróleo fechar no maior patamar em 14 meses. A cotação do Brent chegou a disparar 9% durante o início do pregão ontem, recuou durante o dia e fechou em alta de 4,7% a US$ 81,40 por barril. Com você, Fred.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a iniciativa de atacar o Irã partiu exclusivamente do país, contradizendo o seu próprio secretário de Estado, Marco Rubio, que havia dito em reunião com congressistas que os Estados Unidos agiram em apoio a Israel diante de uma operação iminente do país contra o Irã. Essas contradições nas justificativas intensificaram os questionamentos de opositores e até de aliados sobre os motivos da entrada americana no conflito.
Acontece que, para declarar guerra formalmente, Trump precisaria do aval do Congresso, mas a Constituição americana permite ações unilaterais em casos de risco iminente à segurança nacional. O argumento, segundo os opositores de Trump, não se aplica nessa situação. Donald Trump disse que a ofensiva conjunta com Israel destruiu praticamente tudo no Irã, incluindo lideranças estratégicas. E ele disse também que os ataques vão continuar.
Estamos derrotando eles do ponto de vista militar porque estamos atirando contra os porta-aviões. Estamos atirando contra a munição. Eu acho que o pior caso seria que nós fizéssemos tudo isso e depois quem assumir o poder é tão ruim quanto a pessoa anterior, não é? Isso poderia acontecer. Nós não queremos que isso aconteça. Isso provavelmente seria o pior cenário que podemos passar. E depois, em cinco anos, você percebeu que você colocou alguém e não foi melhor.
A maioria das pessoas que tínhamos em mente para serem os líderes foram mortas. Então, nós tínhamos algumas pessoas em mente que foram mortas.
eu acho que você vai ter uma terceira onda de ataques. Ontem, a presença do chanceler alemão na Casa Branca chamou a atenção. Friedrich Merz foi o primeiro líder europeu a visitar Washington após o início dos ataques. Trump afirmou que a Alemanha tem colaborado com a operação permitindo o desembarque de tropas em determinadas áreas. O presidente americano fez duras críticas à Espanha e ameaçou, inclusive, encerrar relações comerciais com o país
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou o pedido do PT para anular a quebra de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva aprovada na CPMI do INSS.
Alcolumbre confirmou a validade da votação na CPMI do INSS que aprovou o requerimento de quebra de sigilo em uma sessão marcada por discussões e trocas de agressões entre deputados e senadores. Segundo ele, não houve desrespeito flagrante ao regimento interno do Senado nem à Constituição Federal na contagem de votos que justificasse uma intervenção excepcional da presidência
O presidente do Senado afirmou que o parecer foi embasado pela advocacia do Senado, da Polícia Legislativa, por técnicos da Casa e pela análise das imagens da sessão. Ele também confirmou o número apresentado pelo presidente da CPMI, Carlos Viana, de 31 parlamentares presentes no momento da deliberação.
contra a quebra de sigilo, o número não seria suficiente para alcançar a maioria necessária de 16 votos para reverter a decisão.
que o presidente da CPMI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram contra os requerimentos, o número de votantes contrários demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação. A aceitação do quórum por Alcolumbre acendeu um sinal de atenção no governo. Para evitar um novo embate com o presidente do Congresso, parlamentares reconheceram a decisão
considerada técnica e disseram que vão apresentar novos requerimentos de pessoas ligadas ao governo do ex-presidente Bolsonaro. O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar, com base em uma representação da Polícia Federal. Segundo o documento, Fábio Luiz Lula da Silva teria sido destinatário indireto de repasses investigados em um esquema bilionário de fraudes. Ele não é investigado.
O Brasil saiu do grupo das 10 maiores economias do mundo após o PIB registrar crescimento de 2,3% em 2025. A repórter Isa Morena nos conta que o resultado, divulgado pelo IBGE, representa o menor avanço desde o período da pandemia e confirma a desaceleração da economia em relação a 2024. O resultado representa uma desaceleração em relação aos 3,4% registrados em 2024.
interno bruto chegou a R$ 12,7 trilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a alta foi de 0,1%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira. Com o resultado, o Brasil saiu da lista das dez maiores economias do mundo, ficando em 11º lugar. A coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palles, atribui a desaceleração principalmente aos juros elevados que reduziram o consumo das famílias.
mas principalmente aos efeitos da política monetária restritiva sobre a economia. E a gente vê um efeito maior sobre a economia no segundo semestre do ano passado. Olhando pela ótica da demanda, chama a atenção a desaceleração do crescimento do consumo das famílias. Isso se deve principalmente pela política monetária restritiva e também o recorde de endividamento das famílias.
em 2025, bem abaixo dos 5,1% registrados no ano anterior. Entre os setores, a agropecuária foi o destaque, com alta de 11,7%. O setor de serviços avançou 1,8%, impulsionado por informação, comunicação e atividades financeiras. Já a indústria cresceu 1,4%, puxada pela extração de petróleo e gás. O PIB per capita, que representa a produção média por habitante, alcançou R$ 59.687.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia para você!