Na Guerra no Irã, Trump vive entre a tentativa diplomacia e as ameaças
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Fernando Andrade
- Política de TrumpGuerra no Irã · Negociações com o Irã · Ameaças e diplomacia
- Guerra no Oriente MédioMortes civis no Irã · Intervenção do Paquistão
- Primeira carta Nicolás MaduroNarcoterrorismo · Audiência no Tribunal de Nova Iorque
O Mundo em 3 Minutos Olá, eu sou Fernando Andrade, seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Sobre a guerra no Irã, tem acordo, não tem acordo? O que se sabe é que o presidente Donald Trump está ansioso para vender a ideia de que o Irã está pronto para encerrar a guerra. Mas não tem nenhum indício de que a República Islâmica esteja disposta a recuar.
Trump agora está no modo jogo de palavras. Primeiro ele disse que eles, os iranianos, estão implorando por um acordo. Aí falou que os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos. E que eles precisam levar isso a sério, rapidamente, antes que seja tarde demais.
E não haverá volta, não será nada bonito. Então quer dizer, ora sinaliza com diplomacia, ora com ameaça. E quando a gente olha as duas propostas, uma é exatamente o oposto da outra. Teheran exige o final total das agressões, garantias concretas de que a guerra não voltará a acontecer. Também o pagamento das reparações de todos os danos sofridos. A interrupção das ofensivas contra seus aliados na região. Lê-se Hezbollah, Hamas, Routes.
e o reconhecimento do controle iraniano soberano sobre o Estreito de Hormuz. Do outro lado, o plano americano segue em direção oposta. São 15 pontos, mas basicamente é o seguinte. Prevê o desmantelamento do programa nuclear iraniano, a entrega dos estoques de urânio enriquecido, o fim do apoio aos grupos aliados no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Hormuz para o fluxo internacional.
Paquistão. Paquistão continua na mediação. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão confirmou que o país está facilitando comunicações indiretas entre Estados Unidos e Irã. Mas não há nada sobre possibilidade de negociações formais no curto prazo, nem reunião ou algo do tipo.
Neste sábado, a guerra completa um mês. No Irã, ao menos 1.348 civis morreram desde o início da guerra. É um número que não foi atualizado desde 11 de março. No Líbano, quase 1.100. Em Israel, 15.
Já os Estados Unidos registraram 13 militares mortos. Falamos agora sobre o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Acilia Flores. Os dois participaram de uma audiência no Tribunal Federal de Nova Iorque. Essa foi a segunda audiência desde que o casal foi preso pelos Estados Unidos. Eles são acusados de narcoterrorismo.
Primeiro, o juiz responsável pelo caso rejeitou o pedido da defesa para arquivar o processo. Então a discussão foi mais sobre o direito dos réus escolherem seus advogados e que o dinheiro usado para pagá-los seria dinheiro do governo venezuelano, mas seria um dinheiro sancionado pelos Estados Unidos. A promotoria dos Estados Unidos chegou a dizer o seguinte, que Maduro e sua esposa já haviam saqueado a riqueza da Venezuela em benefício próprio. Então não aceitaria esse dinheiro.
Diferentemente da audiência anterior, quando Maduro foi lá, fez um discurso de alguns minutos dizendo que era inocente, dessa vez não disse uma palavra. Os dois estão presos no centro de detenção do Brooklyn, uma prisão de segurança máxima, e podem ficar até 23 horas isolados. Não tem data para a nova audiência nem para julgamento. Muda em três minutos. Até a próxima edição.