Após críticas de empresariado paulista, Alckmin defende 'diálogo' para avanço da proposta do fim da escala 6x1
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Fernando Andrade
Frederico Goulart
Samantha Klein
Bruna Barbosa
Erlon Ortega
Geraldo Alckmin
Jorge Messias
Tarcísio de Freitas
- Debate sobre fim da escala 6x1 e jornada de trabalhoProposta de fim da escala 6x1 · Críticas do empresariado paulista · APAS Show · Impactos econômicos e aumento de custos · Dificuldades para preencher vagas de trabalho · Geraldo Alckmin · Tarcísio de Freitas · Erlon Ortega
- Diálogo Prefeitura-plataformasImportância do diálogo · Equilíbrio entre trabalhador e empregador · Poder de compra do trabalhador
- Indicação ao STFJorge Messias · Supremo Tribunal Federal · Prerrogativa do Presidente
Tem mais informações em São Paulo com Bruna Barbosa. Bruna, boa tarde. Fernando, boa tarde pra você, pra Tati. O vice-presidente Geraldo Alckmin ouviu críticas do empresariado paulista à proposta que prevê o fim da escala 6x1 durante a abertura da APAS Show, uma das principais feiras supermercadistas do país que aconteceu hoje, começou hoje aqui em São Paulo, uma feira que se estende ao longo de toda semana.
Representantes de entidades do comércio, da indústria e do setor de supermercados afirmaram que a redução da jornada de trabalho precisa ser debatida sem urgência e alertaram para possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas. O presidente da Associação Paulista de Supermercados, a APAS, Erlon Ortega, por exemplo, disse que o setor já enfrenta dificuldades para preencher vagas de trabalho.
Já o governador Tarcísio de Freitas criticou a forma como a proposta vem sendo discutida e disse que o debate não pode enganar o trabalhador ao defender medidas de desoneração para o setor produtivo.
Todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa. Lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa ter uma escala menor e possa ganhar as mesmas cores e possa estar com seus ex-queridos, mas a gente não pode ganhar um trabalhador. Essa é a construção. E o trabalhador e o empreendedor funcionam juntos, formam o único sistema. Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador. E não adianta achar que de repente aquele trabalhador vai ter uma jornada reduzida, mas vai perder seu poder de compra.
vai aproveitar essa jornada com sua família. Vai ter que perder o tempo livre, fazendo o livro para garantir o mínimo de renda. E isso é extremamente preocupante. Questionado sobre as alfinetadas que recebeu de quase todas as autoridades, Alckmin respondeu que o tema precisa ser tratado com diálogo. A gente tem o trecho.
O caminho é o caminho do diálogo, né? Esse é sempre o bom caminho, é você ter o diálogo. Agora, eu até dei aqui o depoimento de uma moça, o que ela falou? Falou, olha, eu estou trabalhando aqui sábado, 10 horas da noite, nenhum problema. Agora, eu preciso de dois dias, porque eu tenho casa para cuidar, eu não tenho empregado, eu preciso cozinhar. Eu tenho dois filhos para cuidar, então é possível, sim, a gente avançar nesse bom diálogo.
Bom, há menos de cinco meses das eleições, a presença do vice-presidente no evento era vista justamente como uma tentativa de ampliar a interlocução do governo federal com o empresariado aqui de São Paulo. Diferentemente de Alckmin, Tarcísio foi aplaudido por representantes do setor. Durante a cerimônia, o presidente da APAS exibiu no telão uma foto ao lado do governador e citou parcerias do governo estadual com o segmento.
Quando a cerimônia foi finalizada, Alckmin e Tarcísio e as outras autoridades que estavam presentes abriram oficialmente a feira para o público e caminharam. Só que caminharam cada um de um lado. Fernando Alckmin foi de um lado da feira, Tarcísio do outro, para visitar os estandes da exposição. Numa conversa com jornalistas, numa entrevista coletiva, Alckmin também voltou a defender o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.
O vice-presidente afirmou que Messias tem espírito público, prepare experiência para ocupar a vaga na corte, mas que a indicação é prerrogativa do presidente e que é necessário aguardar a decisão de Lula, ao que me deixou a entrevista coletiva sem comentar a crise política envolvendo o caso Master.
APAS Show