Investigação de financiamento a Eduardo Bolsonaro; prisão do pai de Vorcaro; fim da reunião entre Trump e Xi Jinping
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Polícia Federal investiga se dinheiro de Daniel Vorcaro para filme financiou Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Pai do dono do Banco Master é preso, suspeito de contratar serviços ilícitos. Donald Trump e Xi Jinping encerram o encontro na China com acenos de cooperação sobre o Irã e comércio global. Três notícias em dez minutos. Comece a sua sexta-feira bem informado comigo, Frederico Goulart.
Aqui você encontra o que é mais importante, o que você precisa saber antes de iniciar o seu dia. Bem-vindo ao CBN Primeiras Notícias!
A Polícia Federal vai investigar o destino dos dólares transferidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um fundo indicado pelo senador Flávio Bolsonaro para financiar o filme sobre a vida do pai. O foco é o fundo Heavengate, sediado no Texas, Estados Unidos, e administrado pelo advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Paulo Calisto. Os investigadores suspeitam que o dinheiro foi desviado para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro no país.
A PF investiga se a estrutura financeira no Texas serviu para burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal às contas de Eduardo Bolsonaro no Brasil. Em entrevista à Globo News, Flávio Bolsonaro admitiu que o advogado do irmão é o gestor do fundo que recebeu os cerca de R$ 61 milhões pagos pelo dono do Banco Master.
O pré-candidato negou, em resposta à jornalista Malu Gaspar, que os recursos tenham sido usados para bancar as despesas de Eduardo, que vive sem trabalhar nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Não foi que o Eduardo Bolsonaro, todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção deste filme. De qual fundo? Heaven Gate?
Não sei exatamente qual é o nome do fundo. Esse fundo está no nome do advogado do Eduardo Bolsonaro, advogado de imigração. Esse dinheiro vai para o fundo, esse dinheiro é integralmente utilizado para fazer o filme. Agora, para você botar de pé uma estrutura como essa, você criar um fundo, você cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar...
Um advogado. De imigração. E o advogado é um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro. É alguém que cuidou de todo o seu procedimento, o seu processo de green card.
Em nota, o deputado Eduardo Bolsonaro também negou que tenha recebido o dinheiro liberado por Daniel Vorcaro para o suposto financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro também negou que haja contradição entre as explicações dele e dos produtores do filme. Inicialmente, o deputado Mário Frias e a empresa produtora do longa disseram que o projeto não havia recebido um tostão de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.
Para a Polícia Federal, a discrepância levanta a suspeita de que o filme seria apenas uma fachada para a movimentação de capitais. O pré-candidato do PL à presidência da República também citou o tal contrato de confidencialidade para justificar por que mentiu ao dizer várias vezes, após o escândalo viratona, que não teve qualquer relação com Daniel Vorcaro.
Se eu dissesse, Malu, que eu tinha relação com ele, a pergunta seguinte seria, qual é a sua relação, por que justifica a possibilidade de vocês? E a única conexão que eu tenho com este senhor, Daniel Vorcaro, é esse filme. O senhor mentiu, então, foi isso? O senhor mentiu, eu não podia descumprir uma cláusula contratual, isso gera multa, isso gera exposição dos investidores. Mas o senhor é uma pessoa pública, o senhor deve mais ao Vorcaro com quem tinha um contrato ou ao eleitor? Eu não estou entendendo. Quem que o senhor deve à fidelidade?
Olha só, eu não posso descumprir um contrato. Vamos por partes. Tem investidores nesse filme. Eu tinha que cumprir esses contratos.
Durante a entrevista à Globo News, o senador Flávio Bolsonaro insistiu que não sabia das suspeitas sobre Daniel Vorcaro, mesmo tendo falado com ele até a véspera da prisão, quando prometeu apoiá-lo sempre. Ele também negou intimidade com Daniel Vorcaro, apesar da linguagem informal das mensagens trocadas com o banqueiro. Segundo o pré-candidato, as expressões usadas nas conversas com o empresário são apenas linguagem típica carioca.
Irmão, meu irmão, é uma expressão que a gente cumprimenta até o... Vai pedir um pouco na praia, meu irmão, me dá um pouco aí. Ah, mas não perde 60 milhões. É igual o Morir, no Rio Grande do Sul, é igual o Piá, no Paraná. Comprar um pouco é diferente de pegar 60 milhões com um banqueiro desonesto, senador. Cara, não tem... Se você querer me empurrar, goela abaixo, uma intimidade que eu não tenho com ele. E digo uma forma como eu falo, é o meu linguajar, como eu falo com as pessoas. Qual o problema de falar assim com ele?
Ontem, no dia seguinte das revelações, durante um evento em Camassari, na Bahia, o presidente Lula comentou as notícias sobre o elo entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Eu não sou policial, eu não sou procurador geral. O caso dele é de polícia. Você precisa ter algum delegado aqui? Não tem. Então vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunte como é que vai ser tratado o caso dele.
Em outra frente de investigação do escândalo do Banco Master, o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso sob o aval do ministro do STF, André Mendonça. A Polícia Federal diz que ele demandava serviços de dois grupos ligados ao esquema do filho, um de ataques cibernéticos contra adversários e outro que fazia ameaças e intimidações. É o que informa a repórter Larissa Lopes.
Mesmo depois da prisão de Daniel Vorcaro, o pai dele, Henrique Vorcaro, seguiu com o esquema envolvendo fraudes financeiras e intimidações ligadas ao escândalo do Master. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a prisão também do pai do ex-banqueiro.
De acordo com a Polícia Federal, Henrique era demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo suspeito de, além de intimidações, ataques hackers a sistemas para obtenção de informações sigilosas. As investigações apontam que o pai do empresário continuava pagando R$ 400 mil para os integrantes do grupo A Turma, composto por policiais federais e ex-integrantes da corporação.
Além de Henrique Vorcaro, cinco policiais federais também foram presos na sexta fase da Operação Complice Zero, nesta quinta-feira. Uma parte integrava a turma e outra os meninos. Este último grupo era de uma estrutura paralela para vigilância e intimidação e os membros recebiam R$ 75 mil por mês. Além das prisões, 17 mandados de buscas foram cumpridos.
A defesa de Henrique Vorcaro, representada pelo advogado Eugênio Pacelli, disse que a operação realizada nesta quinta foi baseada em fatos que ainda não tiveram sua legalidade comprovada no processo e também ainda não foi demonstrado, segundo ele, um motivo econômico legítimo. Já o advogado Bruno Correa Lemos, que representa os dois servidores investigados na operação,
Uma delegada e um agente público aposentado afirmou que os servidores não tiveram acesso a documentos da operação. Essa veitulação, que foi feita um acesso indevido a uma investigação e a divulgação de fatos dessa investigação para terceiros, ela não prospera porque não é possível um agente público que não esteja cadastrado em uma investigação sigilosa ter acesso a essa investigação.
Os alvos desta última fase da Compliance Zero estão sendo investigados pelos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
No noticiário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a China nessa madrugada depois de dois dias de visita. Quem traz os detalhes de como foi o segundo dia de agenda entre os líderes das duas maiores potências globais é o repórter Matheus de Souza. Olá, Fred. Se no primeiro encontro o clima entre os dois era tenso com o alerta do presidente chinês...
Sobre a possibilidade de conflito entre os dois países, caso as conversas sobre Taiwan não sejam bem resolvidas, o segundo dia prometia uma agenda mais pacífica. Os dois líderes tomaram chá e almoçaram. Eles também tiraram uma foto da amizade. Donald Trump e Xi Jinping passearam pelo John Nanhai, complexo em Pequim, onde fica a sede oficial do governo chinês.
O local raramente recebe autoridades estrangeiras. O último presidente americano a visitar foi Barack Obama, em 2014. Trump elogiou as flores do Jardim do Complexo e Xi Jinping ofereceu algumas sementes de presente para a Casa Branca. Mesmo assim, as conversas eram sérias. O assunto principal...
foi a guerra conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Pouco antes da reunião, o ministro das Relações Exteriores da China declarou que o conflito, que nunca deveria ter começado, não tem razão para continuar. Após a conversa a portas fechadas, Trump disse que ele e Xi Jinping têm posições parecidas sobre o Irã. Segundo o presidente americano, os dois defendem um fim da guerra e não querem que Teherã tenha uma arma nuclear.
O governo iraniano nega estar desenvolvendo uma bomba atômica. Outro ponto de acordo é o Estreito de Hormuz. Os líderes emitiram um comunicado conjunto em que defendem liberação imediata da passagem. Xi Jinping sinalizou que pode parar de fornecer equipamentos militares e apoio diplomático caso Teheran continue bloqueando a rota.
O líder chinês expressou interesse em comprar mais petróleo dos Estados Unidos para depender menos de rotas no Oriente Médio. Antes de embarcar, Donald Trump disse que a relação entre os dois líderes está melhor do que nunca. Xi Jinping deve visitar Washington no final deste ano.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!
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