Encontro entre Lula e Trump; novas regras para explorar terras raras; Planalto tenta se reaproximar de Alcolumbre
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Frederico Goulart
Larissa Lopes
Samanta Klein
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- Terras RarasTerras raras · Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos · Câmara dos Deputados · Senado · China
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Lula e Trump se encontram na Casa Branca com pauta que vai do crime organizado ao PIX. Na véspera da reunião, Câmara dos Deputados aprova novas regras para a exploração de terras raras no país. Planalto tenta reatar a relação e retomar contato com Davi Alcolumbre após derrota de Jorge Messias no Senado.
Os três assuntos mais importantes do dia em apenas 10 minutos. Ouça agora só o que é essencial para você começar a sua quinta-feira. Eu sou Frederico Goulart e você está no CBN Primeiras Notícias.
Depois de meses de negociações diplomáticas, o presidente Lula vai se reunir hoje com o líder americano Donald Trump nos Estados Unidos. A conversa com Trump está prevista para começar logo depois do meio-dia, pelo horário de Brasília, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro é classificado como visita de trabalho.
modalidade mais objetiva e discreta do que uma visita de Estado. Diferentemente de cerimônias oficiais, com jantar de gala e honras militares, o encontro vai ser limitado a negociações bilaterais e conversas reservadas no Salão Oval. A comitiva de Lula indica que os dois líderes devem discutir parcerias estratégicas em minerais críticos e exploração de terras raras, que teve nova legislação aprovada na Câmara dos Deputados ontem aqui no Brasil.
Também o combate ao crime organizado, a eliminação total das tarifas americanas e investigações sobre o PIX brasileiro. A pauta do encontro é ampla. Outro assunto que deve ser prioritário na reunião de hoje é a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Daí a presença do ministro da Justiça e do diretor-geral da Polícia Federal na comitiva de Lula.
O governo americano vem considerando a possibilidade de classificar as facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O Itamaraty resiste à ideia e prefere focar na cooperação técnica para a repressão à lavagem de dinheiro e tráfico de armas. O governo brasileiro teme que a mudança resulte em ingerência e sanções americanas no país.
Para discussões na área econômica, Lula levou os ministros da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Apesar do recuo de Trump sobre o tarifaço, o Brasil está sendo investigado com base na seção 301 da Lei de Comércio Americana. Os Estados Unidos investigam, por exemplo, se o PIX cria um monopólio estatal que prejudica empresas americanas de cartões e pagamentos como Visa, Mastercard e Paypal.
Antes de deixar o Brasil, ontem o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que Lula vai contestar as alegações americanas contra o sistema de pagamento instantâneo brasileiro. Há dúvidas nos Estados Unidos em relação ao PIX, por exemplo? Nós estamos à disposição para explicar. O PIX é uma infraestrutura de pagamento pública.
que os Estados Unidos, inclusive, conhecem, tem algo parecido. O FedNow, o Zell, eles têm ferramentas parecidas, então eles entendem o que é o Pix, e a gente precisa afastar algum lobby indevido que exista em relação ao Pix. Então, tem muito debate a ser feito, e eu estou muito, já comentei da cooperação contra o crime organizado, eu estou muito otimista para essa conversa com o presidente Trump, nessa linha de que não se pode ter interferência no Brasil indevida, e nem nos Estados Unidos.
A questão das terras raras é estratégica para os Estados Unidos porque o Brasil concentra a segunda maior reserva dos minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética, indústria de defesa e produção de tecnologia.
Nessa reunião de hoje, Lula deve citar o projeto aprovado ontem na Câmara dos Deputados que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei estabelece as regras de exploração de elementos como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. O projeto prevê a criação, por exemplo, de um conselho para gerir esses recursos. É o que nos conta agora de Brasília, a repórter Larissa Lopes.
Com votos favoráveis de parte da oposição e contrários da Federação Pessoal Rede, que compõe a base do governo, o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi aprovado na Câmara dos Deputados. Dentre outros pontos, o projeto prevê a criação de um Conselho Nacional para fiscalizar a exploração de minerais, como, por exemplo, o nióbio, que é crucial para indústrias de alta tecnologia.
O texto também estabelece a criação de um fundo garantidor de crédito público e privado de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento no Brasil, que é o segundo maior detentor de terras raras do mundo e fica atrás somente da China. O parecer foi apreciado nesta quarta-feira no plenário, na véspera do encontro do presidente Lula com Donald Trump nos Estados Unidos. O presidente da Câmara, Hugo Mota, comemorou a aprovação.
Ele afirmou que o texto vai guiar o Brasil na exploração dos minerais estratégicos e também proteger a soberania nacional. Este não é um projeto de lei qualquer. É a bússola que orientará o Brasil na vanguarda da transição energética global e no desenvolvimento de tecnologias essenciais.
Um ponto de embate foi a criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, que terá maioria dos membros indicados pelo governo federal. O comitê terá, inclusive, poder de veto a projetos. O Partido Novo até apresentou destaque para excluir a criação do Conselho, mas acabou sendo derrotado. O texto agora será analisado no Senado.
Em nota, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores afirmou que o PL dos Minerais Críticos ignora municípios mineradores e ameaça repetir os erros históricos da mineração brasileira. A associação também manifestou preocupação com o que chamou de forma precipitada e politicamente oportunista com que foi conduzida a tramitação do projeto.
Uma semana depois, o governo começa a buscar um diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a derrota na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Ontem, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, se reuniu com ele. E quem conta os detalhes do encontro é a repórter Samanta Klein.
O Palácio do Planalto vem fazendo um esforço de reaproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a rejeição histórica à indicação de Jorge Messias para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal. Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães,
se reuniu com o Alcolumbre na residência oficial. Já na manhã de terça, foi a vez do ministro José Múcio Monteiro, da Defesa, que se reuniu com o presidente do Congresso também com o objetivo de apaziguar os ânimos e afirmar que o governo não busca nenhum tipo de retaliação.
Representando o Palácio do Planalto, Múcio ainda participou da sessão solene dos 200 anos da Câmara nessa quarta. Ao falar sobre a rejeição de Messias, o ministro afirmou que é necessário dar um primeiro passo e também admitiu que há uma ressaca em relação à derrota que o Senado impôs ao governo.
Temos tantas coisas para tratar, mas a coisa mais importante desse encontro é o encontro. Nós estamos precisando, nesse mundo tão desperto de tantos conflitos, a gente precisa se encontrar mais, conversar mais, e dizer o que a gente pode ter de melhor, que é a grande arma do mundo, é a diplomacia. Durante a homenagem à Câmara, o Columbre falou em relação verdadeira e honesta entre o Congresso e o Palácio do Planalto, ao elogiar o ministro José Guimarães.
É deputado federal licenciado e que representa no Poder Executivo a relação verdadeira e honesta do Parlamento com o governo. Guimarães, a sua presença neste momento, naturalmente na condição de membro do Poder Executivo, mas que conhece profundamente ao longo dos últimos 20 anos e convive nesta casa. A sua presença é a presença do governo federal no Parlamento.
No entanto, ao ser questionado por jornalista se ele aguarda uma nova indicação para preencher a vaga aberta no Supremo, Alcolumbre rebateu. Abre aspas, tem que esperar alguma coisa? Não tem que esperar nada. Aliados do Centrão afirmam que Alcolumbre já sinalizou que não colocaria nenhum outro nome para ser votado neste ano.
O presidente do Congresso também vai ficar com a promulgação ao PL da dosimetria, já que o presidente Lula se negou a promulgar o veto ao projeto, que é um aceno à base bolsonarista.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!
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