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Novo Desenrola com uso do FGTS; governo articula aprovação de Messias; brasileiros morrem em ataque no Líbano

28 de abril de 202611min
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Três notícias em 10 minutos: novo Desenrola vai liberar uso do FGTS para brasileiros endividados; Jorge Messias tenta destravar resistência de parlamentares evangélicos antes de sabatina; ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano.

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Participantes neste episódio2
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Frederico Goulart

HostJornalista
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Samantha Klein

ReporterJornalista
Assuntos3
  • Maior ataque a BeiruteIsrael · Líbano · Bilal Nader
  • FGTSDario Durigam · Renegociação de dívidas
  • Indicação Jorge Messias ao STFJorge Messias · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Comissão de Constituição e Justiça
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Novo Desenrola vai liberar o uso do FGTS para brasileiros endividados. Jorge Messias tenta destravar resistência de parlamentares evangélicos antes de sabatina no Senado. Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano. Três notícias em dez minutos. Comece a sua terça-feira bem informado comigo, Frederico Goulart. Aqui você encontra o que é mais importante, o que você precisa saber antes de iniciar o seu dia. Bem-vindo ao CBN.

Primeiras Notícias.

O governo federal pretende anunciar ainda nessa semana uma nova etapa do Desenrola. Após reunião com representantes do setor financeiro, o ministro da Fazenda, Dario Durigam, afirmou que o Executivo vai permitir, com restrições, a utilização do FGTS para a renegociação de dívidas. De São Paulo, quem explica os detalhes de como essa iniciativa vai funcionar é o repórter Luiz Fernando Figliage.

O ministro da Fazenda, Dario Durigam, confirmou que o governo pretende utilizar recursos do FGTS para abater dívidas no novo programa do governo para conter o endividamento. Na semana passada, o governo havia desistido da proposta por ter encontrado dificuldades jurídicas na operação. Mas nesta segunda-feira, o ministro apresentou a medida após se reunir com representantes do setor financeiro em São Paulo.

Sem dar detalhes, Turigam disse que haverá restrições quanto à utilização dos recursos do fundo para abater as dívidas. O ministro da Fazenda falou sobre as principais dívidas que serão alvo da nova fase do programa Desenrola. O programa tem aquela linha geral de exigir reduções de uma dívida.

que as famílias brasileiras mais sofrem hoje, o cartão de crédito, o CDC, o cheque especial. Então tem esse compromisso de dentro do programa ter uma redução dessa dívida e já com uma dívida menor ter um novo financiamento, já uma taxa de juros muito mais aceitável, uma taxa de juros menor, uma dívida também menor, dentro de um programa que vai trazer medidas estruturantes.

Dario Durigan afirmou que vai apresentar as ideias sobre o programa ao presidente Lula nesta terça-feira e que o anúncio da nova fase do Desenrola deve ser feito ainda nesta semana. O ministro afirmou que os descontos no processo de renegociação podem chegar a 90% da dívida e que os prazos foram acertados com os representantes dos bancos. Durigan voltou a dizer que o governo estuda formas de restringir as bets a aqueles que estão endividados.

com o objetivo de evitar novos ciclos de endividamento. O governo intensificou a articulação para garantir no Senado a aprovação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele será sabatinado amanhã na Comissão de Constituição e Justiça. O Planalto ainda tenta articular uma reunião entre Messias e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes da audiência.

Às vésperas da votação, Messias enfrenta a resistência da frente evangélica, mesmo com o apoio de pastores, o que torna ainda mais importante o endosso de Davi Alcolumbre. Dos 18 senadores que integram essa bancada, pelo menos 7 já estão no bloco de oposição, PL Novo e Avante, que fechou o voto contra o advogado-geral. Quem traz os detalhes atualizados é a repórter Samanta Klein.

Olá, Fred. O governo ainda tenta articular uma reunião entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, mas também segue operando em outras frentes para garantir os votos suficientes para aprovação do indicado ao Supremo.

Conforme aliados, Messias tem pelo menos de 45 a 48 votos. Para ser aprovado, ele precisa de 14 votos na CCJ e 41 no plenário. Apesar das resistências, a expectativa é que haja uma votação maior.

do que a obtida por Flávio Dino, que foi aprovado com o apoio de 47 senadores. O relator, o Everton Rocha, estima pelo menos 45 votos pró-Messias e lembra que a estratégia está em buscar os apoios silenciosos. Ele também destaca que ao columbre está neutro.

Muita calma agora pra conduzir, mas assim, estamos animados, ele tem os votos suficientes, né? O Davi não recaba o eleitoral dele, mas não tá atrapalhando em nada. Então isso já ajuda, até porque o fato de eu estar na relatoria subintente pros senadores que não tem veto dele. A gente tá trabalhando, eu acredito que vai dar certo.

O PT também reforçou a base com a volta do ministro Wellington Dias do Desenvolvimento Social nesta terça-feira. Ainda que a suplente dele, a senadora Jussara Lima, vote com o governo, o Wellington tem mais trânsito político e retorna ao Senado com a missão de articular com senadores do Piauí e de outros estados do Nordeste.

A resistência maior é de um núcleo de senadores mais alinhados a Flávio Bolsonaro. Há exemplos de Rogério Marinho, Marcos Pontes, Jorge Seife, Marcos Rogério, além de Isalci Lucas. Todos do PL. Apesar da votação ser secreta, o líder do novo Eduardo Girão também disse que vai abrir o voto.

Eu sou contrário, vou votar contra, publicamente, e também vou fazer perguntas, né? A sabatina é pra isso. Embora que não adiante muita coisa, essas sabatinas, porque os candidatos vão lá, né? Os sindicatos se comprometem com um monte de coisa, mostram a Constituição, que vão defender. Quando chegam lá, são aprovados, viram as costas pra Constituição, fazem tudo errado. E como o Senado não corrige, fazendo o impeachment dessa turma, eu acho que não deveria mais essa composição do Senado fazer.

Na sessão da CCJ, os senadores se revezam em perguntas ao indicado pelo presidente. Cada parlamentar vai ter 10 minutos para questionar e Jorge Messias terá 10 minutos para responder. Há também a possibilidade de réplica e tréplica de forma imediata por 5 minutos.

Uma brasileira e o filho de 11 anos foram mortos durante um bombardeio de Israel no sul do Líbano. No mesmo ataque, o pai da criança, que era libanês, também morreu. Um segundo filho do casal, também brasileiro, ficou ferido e está hospitalizado.

Eles foram atingidos em casa no domingo, numa cidade a pouco mais de 100 quilômetros da capital Beirute. A Embaixada do Brasil no Líbano está prestando apoio à família e monitora o estado de saúde do filho sobrevivente. O tio do menino Bilal Nader, que mora no Brasil, falou à TV Globo sobre o ataque israelense à casa do irmão.

Estava preparando a mala e as coisas que eles iam levar embora da casa, né? Aí estavam os dois, meu sobrinho lá de fora, e meu irmão e a minha cunhada dentro. Nessa hora deu o bombardeio na casa deles. Os dois e meu sobrinho voaram, né?

O menor não resistiu. Tão forte que foi o bombardeiro, ali a casa virou de três andares, virou tudo pedaço, sabe? Uns pedaços.

O Itamaraty classificou o ataque que matou os brasileiros como um exemplo de reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar fogo, citando que dezenas de civis já morreram nas últimas semanas. Desde o início do atual conflito, mais de 2.500 pessoas foram mortas por Israel.

no território libanês. A guerra no Irã completa dois meses, hoje sem nenhuma perspectiva de trégua permanente. Segundo a ONG Human Rights Activities, sediada nos Estados Unidos, já são mais de 3.600 mortos.

O fechamento do Estreito de Hormuz já elevou o preço do petróleo em quase 50% nesse período, enquanto isso aumenta a pressão de países europeus como França e Alemanha por um cessar-fogo duradouro. Ontem, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os Estados Unidos estão sendo humilhados pelo Irã e criticou a condução americana da guerra.

Berlim integra uma colisão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação em Ormuz. O governo americano pode dar hoje uma resposta a mais uma proposta do regime iraniano para o fim da guerra. O plano condiciona a abertura do estreito ao encerramento das hostilidades e ao adiamento das discussões sobre o programa nuclear.

O presidente Donald Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para avaliar o texto, mas ele exige que o tema nuclear seja tratado agora e não depois. Donald Trump ficou insatisfeito com a proposta por não abordar o programa nuclear do IRAP.

Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!