Investigações sobre ataque nos EUA; sabatina de Messias na pauta política; PT suaviza discurso para eleições
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Frederico Goulart
Rani Veloso
Samanta Klein
- Ataque ao jantar da Casa BrancaCole Thomas Allen · Motivação política do ataque
- Indicação Jorge Messias ao STFComissão de Constituição e Justiça · Indicação ao STF
- Atuação de Lucia na políticaReeleição de Lula · Reforma do Judiciário
Atirador que invadiu jantar com Donald Trump passa por audiência, enquanto investigação apura a motivação do ataque. Sabatina de Jorge Messias e vetos sobre dosimetria entram na pauta da semana em Brasília. PT suavisa discurso em Congresso do Partido para atrair o apoio do Centrão à reeleição de Lula. Os três assuntos mais importantes do dia em apenas 10 minutos.
Ouça agora só o que é essencial para você começar a sua segunda-feira. Eu sou o Frederico Goulart e você está no CBN Primeiras Notícias.
A justiça dos Estados Unidos deve acusar formalmente nesta segunda-feira o homem que tentou invadir o salão onde ocorria um jantar com o presidente Donald Trump e correspondentes da Casa Branca em Washington. A investigação sobre o caso avançou em detalhes sobre a ação do atirador desde a compra da arma até a execução na noite de sábado.
Publicações em redes sociais do suspeito com críticas a Donald Trump reforçam a linha de motivação política para o caso e a polícia afirmou ainda que outras autoridades presentes no evento também eram possíveis alvos desse atirador. É o que explica o repórter Matheus Leite.
O homem responsável pelo ataque a tiros num jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, onde estava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será levado à justiça nesta segunda-feira. Cole Thomas Allen, de 31 anos, deve ser formalmente acusado de uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais. O suspeito estava hospedado no Hotel Washington Hilton, onde ocorria o evento, e portava diversas armas, incluindo revólveres e facas. O que é isso?
O ataque aconteceu na noite de sábado. Após o som dos tiros chegar ao salão do jantar, Donald Trump e outras autoridades de alto escalão do governo americano foram retirados do espaço pelo serviço secreto. Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas pelo presidente, mostram o suspeito correndo em alta velocidade para passar pelo bloqueio de segurança em direção ao salão do jantar. Houve troca de tiros entre ele e agentes de segurança, e o suspeito fez pelo menos um dos disparos ouvidos.
Um agente do serviço secreto foi atingido e salvo pelo colete à prova de balas. Ele passa bem. Cole Thomas Allen foi derrubado por agentes e preso ainda do lado de fora do salão. Em coletiva de imprensa após o incidente, Donald Trump disse não saber se houve motivação política, mas afirmou acreditar que ele era o alvo. O presidente também elogiou o trabalho da equipe de segurança.
Ele estava muito longe de mim e tinha que passar por muitas coisas. Tínhamos agentes por toda parte. Tínhamos agentes sentados em mesas, literalmente disfarçados. Então ele tinha um longo caminho a percorrer. Essa foi a primeira linha de defesa e eles o pegaram. E eles agiram de forma incrível.
A correspondente da TV Globo nos Estados Unidos, Raquel Crahembu, estava no jantar. Ela relatou que a segurança no local era fraca. Aqui no hotel tem vários eventos que acontecem antes do jantar. E todo mundo chega, ninguém passa por segurança, não teve raio-x, não teve nada. Daí quando você vai para o salão onde acontece o jantar, sim, que é quando a gente tem que passar pelo raio-x, tem a verificação da nossa bolsa, mas nisso a gente já está num andar lá para cima, é diferente, é uma sala diferente.
A polícia acredita que o homem agiu sozinho. Ele foi levado a um hospital para avaliação. Cole Thomas Allen é professor particular e desenvolvedor de jogos na Califórnia. Registros públicos e perfis profissionais indicam que o suspeito tem formação em tecnologia e mantinha projetos próprios na área.
Em Brasília, dois assuntos importantes devem ser destravados nessa semana. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, etapa decisiva para indicação ao Supremo Tribunal Federal e a votação no Congresso do veto do presidente Lula ao projeto que altera a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A proposta pode beneficiar cerca de 180 presos e muda regras de cálculo e progressão das munições. Confira os detalhes com Samantha Klein.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quer encerrar neste mês duas novelas que se arrastam há meses na casa. Uma delas é o veto à dosimetria para os condenados pelos ataques golpistas do 8 de janeiro e outra é a indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal. As duas votações foram costuradas por integrantes do PL e do governo, respectivamente.
Na quinta-feira, o Congresso vota os vetos do presidente Lula ao PL da dosimetria, que vai beneficiar cerca de 180 presos pelos atos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
O texto muda o cálculo das condenações e o regime de progressão de penas. Pelo projeto, se a pessoa for condenada por, abre aspas, exercer o comando individual ou coletivo de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverá ser cumprido pelo menos 50% da pena. Governistas afirmam que estão trabalhando para evitar a derrubada do veto, porém a derrota é quase certa.
Neste final de semana, o vice-líder do governo, o deputado Lindbergh Farias, lembrou que o projeto pode beneficiar condenados por crimes como tráfico, estupro, entre outros. Todo mundo beneficiado, e tem mais. Esses bolsonaristas dizem, nós queremos o CPI do Mastro. Olha, nós assinamos duas CPIs, não a deles. Assinamos duas CPIs. Eles fizeram o acordão, fizeram o acordão para não falar no assunto. Vão ficar tudo caladinhos.
Um dia antes está prevista a sabatina do atual advogado-geral da União ao STF, cinco meses depois da indicação feita pelo presidente Lula. A reunião será na Comissão de Constituição e Justiça, onde os 27 senadores titulares e os suplentes farão perguntas ao indicado e vão votar o parecer. Se aprovado, segue ao plenário, onde a votação é secreta.
e vai precisar de pelo menos 41 votos dos 81 senadores. Os bolsonaristas, por sua vez, tentam convencer colegas que eventualmente possam dar apoio ao Messias. Até na Câmara tem este movimento. O Messias tem uma margem apertada em plenário e conta com parte dos evangélicos que não podem abrir o voto. Neste final de semana, Messias também esteve em forte articulação com os senadores aliados.
E aguarda uma conversa final com o presidente Davi Alcolumbre. O Partido dos Trabalhadores suavizou o tom do manifesto aprovado no Congresso para tentar atrair o centro à campanha de Lula à reeleição. O texto poupou críticas ao Banco Central e ao sistema financeiro e diminuiu o tom sobre a reforma do judiciário.
O PT oficializou a defesa de sete reformas estruturais como prioridade para um eventual segundo mandato. Estão na lista uma reforma política para reduzir o poder das emendas parlamentares e a mais polêmica, a reforma do judiciário. Rani Veloso.
Oi, Fred. Sem a presença de Lula, o PT definiu a reeleição do presidente da República como prioridade absoluta para as eleições de 2026. No encerramento do oitavo congresso do partido, o presidente da legenda, Edinho Silva, pediu humildade para o diálogo com os jovens evangélicos.
defendeu uma reforma política para limitar o poder das emendas parlamentares impositivas e, em meio ao escândalo do Banco Master envolvendo supostamente ministros do STF, defendeu a reforma do Judiciário, mas com objetivo, segundo ele, diferente da família Bolsonaro.
Aquilo que o PT majoritariamente aprovou, que está no manifesto. Nós queremos reforma do Poder Judiciário, sim, mas não da perspectiva que defende a família Bolsonaro, que é enfraquecer o Judiciário para abrir espaço para o autoritarismo. Não, nós queremos a reforma do Judiciário para que a gente aprimore a democracia, para que a gente possa fazer com que o Judiciário seja forte, legítimo e sendo o sustentáculo da democracia.
O manifesto aprovado tem como principal aposta eleitoral o fim da escala de trabalho 6x1. E para justificar a continuidade do projeto, o texto destaca dados econômicos, como crescimento médio de 2,8% e inflação a 3%, além de traçar um forte contraste com o governo Bolsonaro. No evento, o ex-ministro e pré-candidato ao governo pelo estado de São Paulo, Fernando Haddad,
afirmou que a experiência de Lula é um antídoto contra o retrocesso ao dizer que o presidente vai concorrer com um bolsonarinho. A reeleição do Lula é um imperativo do nosso futuro. Nós não temos a menor alternativa. O Lula vai concorrer com o bolsonarinho, com o filho do Jair Bolsonaro. Uma família que só entregou o caos para esse país.
Desde sempre, porque eles estão há 30, eles se vendem como antissistema e estão há 30 anos fazendo a pior política da história do país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia. O documento petista também critica a política externa do presidente americano Donald Trump, condenando o uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!