Episódios de CBN Primeiras Notícias - Frederico Goulart

CCJ da Câmara aprova fim da escala 6x1; ex-presidente do BRB troca defesa; PF retira credenciais de agente americano

23 de abril de 202610min
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Três notícias em 10 minutos: Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova fim da escala 6x1, e texto avança na Casa; ex-presidente do BRB troca defesa, e inicia negociação para delação premiada; Polícia Federal retira credenciais de agente americano em retaliação à expulsão de delegado que atuou na prisão de Alexandre Ramagem.

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Participantes neste episódio3
F

Frederico Goulart

HostJornalista
A

Ana Carolina Tomé

ReporterJornalista
L

Larissa Lopes

ReporterJornalista
Assuntos3
  • PEC da Escala 6x1Comissão de Constituição e Justiça · João Barradas · PEC · direitos trabalhistas
  • Troca de defesa do ex-presidente do BRBPaulo Henrique Costa · delação premiada · Banco Master
  • Retirada de credenciais de agente americanoPolícia Federal · Conselhos de Lula · Alexandre Ramagem
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Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprova fim da escala 6x1 e texto avança na casa. Ex-presidente do BRB troca defesa e inicia negociação para delação premiada. Polícia Federal retira credenciais de agente americano em retaliação à expulsão de delegado que atuou na prisão de Alexandre Ramagem. Três informações em dez minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia? Eu sou o Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, deve instalar nos próximos dias a comissão especial que vai analisar a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. Esse é o próximo passo da tramitação na Casa após a aprovação do texto ontem na Comissão de Constituição e Justiça.

Agora, a proposta será discutida por trabalhadores e empresários em audiências no grupo especial. Depois, a iniciativa terá que passar ainda por duas votações no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. A repórter Larissa Lopes conta agora que a expectativa de Hugo Mota é votar o texto final em plenário até o final de maio.

Oi, Fred. Após a aprovação da PEC que põe fim à escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça, o presidente da Câmara, Hugo Mota, afirmou que vai criar o mais rápido possível a Comissão Especial para viabilizar a votação em plenário. A intenção de Mota é votar a PEC até o final de maio. Em uma sessão com poucos parlamentares da direita, a CCJ aprovou a admissibilidade da proposta, que apensa duas PECs.

da deputada Érica Hilton, do PSOL, e do deputado Reginaldo Lopes, do PT. Contudo, será na comissão especial que o mérito da matéria será debatido, com a definição da nova carga horária, os dias que serão de trabalho ou de folga, além de uma eventual compensação para que a mudança não prejudique os empregadores. Este último ponto, inclusive,

é o principal conflito com a oposição. O deputado Lucas Redecker, do PSD, questionou quem vai pagar a conta da redução da jornada com a manutenção dos salários. Eu acho que isso é muito bom para o trabalhador, mas isso vai gerar um déficit para o empregador, para aquela pessoa que gera o emprego e que vai ter lá na sua ponta da sua receita uma diminuição prevista de mais ou menos 22% do seu valor agregado pelo custo do empregado.

Esses 22% vão cair na conta de quem? Ou eles vão cair na conta do consumidor lá embaixo? Já a base governista defende que a redução da jornada vai gerar a diminuição dos gastos previdenciários, que segundo o deputado Reginaldo Lopes, correspondem a 8% das contas públicas, que tem impacto inclusive na taxa de juros. A compensação é um trabalhador saudável, é um trabalhador mais produtivo.

A redução da jornada, enfim, da escala, traz ganho de produtividade para as empresas. Esta é a compensação. Os estudos comprovam isso. Quem trabalha menos, ganha mais. Quem trabalha menos, entrega as obrigações operacionais dentro do prazo. Quem trabalha mais, não consegue entregar.

A compensação até para o governo é que ele vai diminuir o déficit previdenciário, que é 8% de déficit nominal. Ele ainda afirmou que deve apresentar uma emenda à PEC para que o texto fique mais próximo ao projeto de lei que foi enviado pelo governo na semana passada em caráter de urgência. Fred.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu trocar a equipe de defesa com o objetivo de fechar um acordo de colaboração premiada. Ele é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Banco Master. Os acionistas do Banco Master aprovaram ontem a ampliação do capital social da instituição em quase R$ 9 bilhões. Vamos à Brasília saber as atualizações do caso com Ana Carolina Tomé.

Oi Fred, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, trocou de advogado e deve tentar negociar uma delação premiada. O advogado, Kleber Lopes, deixou a defesa, enquanto os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino assumiram o caso. As informações foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar.

e confirmadas pela CBN. A mudança ocorre para evitar um conflito de interesse, já que Lopes também faz parte da defesa de Baneis Rocha, ex-governador do DF, que poderia ser citado em uma eventual delação. A troca também repete o caminho de Daniel Vorcaro, preso no âmbito da Operação Complice Zero. Ele já negocia uma delação e está na fase de depoimentos.

Enquanto as tratativas para a delação avançam, os acionistas do BRB aprovaram o aumento do capital social do banco em até R$ 8,8 bilhões para cobrir o rombo provocado pelas negociações fraudulentas com o Master. Além disso, o governo do Distrito Federal também busca recursos para fazer um aporte ao banco. Como principal acionista...

Para manter a maioria das ações, o governo pode precisar aportar cerca de R$ 4 bilhões. Renan Silva, professor de economia do IBIMEC, explica que o melhor caminho é o empréstimo junto ao FGC, negociação no valor de R$ 6,6 bilhões, que já acontece.

É que ele não possui disponibilidade de caixa para arcar sozinho com um aporte bilionário dessa magnitude. Tentar recorrer ao mercado, buscando parcerias, negociações com fundos de investimento. Também nesse quesito de apoio externo existem discussões sobre a participação de linhas de auxílio, inclusive envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito, chamado FGC.

No início da semana, o BRB anunciou um acordo com uma gestora de fundos para vender 15 bilhões de reais em ativos ligados ao Banco Master. Desse montante, cerca de 3 a 4 bilhões de reais devem ser pagos à vista. O restante do valor será convertido em cotas do fundo, que será criado para negociar os ativos.

O presidente Lula disse esperar que as relações com os Estados Unidos voltem à normalidade depois que a Polícia Federal decidiu adotar a reciprocidade e retirar as credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília. A medida foi uma resposta à decisão do governo americano.

de expulsar o delegado da Polícia Federal, que participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O funcionário americano trabalhava como oficial de ligação na unidade de migração da Polícia Federal na capital federal. Quem conta os detalhes é o repórter Igor Cardim.

O Itamaraty acusou o governo dos Estados Unidos de não seguir as boas práticas diplomáticas ao retirar, sem qualquer aviso prévio, as credenciais do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que trabalhava no país. Segundo o Itamaraty, não houve diálogo.

e nem pedido de esclarecimentos, apesar de o agente atuar com base em um acordo formal de cooperação internacional. Nesta quarta-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que o Brasil aplicou a reciprocidade e retirou as credenciais de um agente norte-americano que atuava dentro da corporação em Brasília.

Com a decisão, o servidor deixa de ter acesso às instalações e aos sistemas utilizados nas ações conjuntas entre os dois países. Segundo Andrei, a medida é respaldada nos acordos de cooperação internacionais. Sinceramente, eu não recebi nenhum comunicado oficial, acho que o governo brasileiro também não recebeu nenhum comunicado oficial. Não trabalho por rede social, eu trabalho com muita efetividade naquilo que a gente faz. E o que nós fizemos foi cooperação policial internacional. E essa alegada tentativa...

de enganar, isso soa risível. Não é possível alguém imaginar, de sã consciência, que não seja nessa vilania de rede social, de que o policial federal está lá nos Estados Unidos para enganar as agências americanas e para ludibriar um processo que a própria agência que ele está lotado produz.

Segundo o diretor da PF, a medida não implica a expulsão do agente estrangeiro do Brasil, mas representa uma resposta direta ao tratamento dado ao policial brasileiro. O delegado brasileiro, Marcelo Ivo, atuava como oficial de ligação junto ao ICE em Miami e foi informado verbalmente sobre a suspensão imediata de suas atividades. Ele, no entanto, não deixou-se Estados Unidos, segundo a PF.

Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!

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