Recuo de Trump sobre a guerra; liberação do FGTS para reduzir dívidas; STF decide modelo de eleição no RJ
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Frederico Goulart
Guilherme Marconi
Samantha Klein
Tanguy Bagdad
- Oposição interna ao Trump sobre guerra no Irãcessar-fogo de duas semanas · Estreito de Hormuz · negociações com o Paquistão
- Liberação do FGTSredução do endividamento · medidas do governo
- Eleições RJeleição direta ou indireta · renúncia de Cláudio Castro
Donald Trump recua de novo e anuncia cessar fogo de duas semanas depois de ameaçar destruir o Irã. Governo avalia liberar FGTS para quitar dívidas e reduzir o endividamento no país. SDF decide hoje se Rio terá eleição direta ou escolha indireta para governador tampão. Três informações em dez minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia? Eu sou Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou do ultimato feito ao Irã quando faltavam menos de duas horas para o prazo e anunciou um cessar-fogo de duas semanas, enquanto as partes negociam uma saída definitiva. O acordo, mediado pelo Paquistão, foi confirmado logo em seguida pelo Irã.
Ele prevê a reabertura do Estreito de Hormuz e contou também com o aval de Israel. Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir na sexta-feira no Paquistão para negociar um plano de paz definitivo. O convite partiu do primeiro-ministro paquistanês, responsável por intermediar o cessar-fogo anunciado ontem.
O desfecho trouxe um alívio após um dia de forte tensão, marcado pela declaração de Donald Trump de que uma civilização inteira morreria na noite de ontem. O repórter Guilherme Marconi nos conta agora como foi.
O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos e indicou a reabertura do Estreito de Hormuz por um período inicial de duas semanas. A passagem segura dos navios, segundo o regime, vai ser possível por meio da coordenação com as Forças Armadas do Irã e considerando as limitações técnicas.
A resposta ocorreu após o presidente Donald Trump adiar o ultimato que estava previsto para a noite desta terça-feira, que previa a destruição total de infraestrutura de energia e todas as pontes do país persa. O republicano tinha afirmado que uma civilização inteira iria morrer com os ataques previstos.
Trump publicou em sua rede social que suspendeu por duas semanas os bombardeios e colocou como principal condição processar fogo temporário a reabertura completa, imediata e segura do Estreito de Hormuz. E diz que a decisão teve como base conversas com o primeiro-ministro do Paquistão.
O professor de Relações Internacionais Tanguy Bagdad avaliou em entrevista à Globo News que o fim definitivo do conflito passa por uma negociação que envolva também uma cobrança de passagem pelo Estreito de Hormuz.
tentativa iraniana nesse momento não é apenas que parem de bombardear o Irã. O Irã não está nessa posição. O Irã está numa posição de, eu quero que a guerra termine em condições mais favoráveis. E essa talvez seja uma armadilha na qual os Estados Unidos se colocaram. A impressão que dá é que Donald Trump tomou a decisão de fazer esse ataque sem consultar.
o pessoal técnico do Departamento de Estado e do Departamento de Defesa. Tomou a decisão ali entre pessoas muito próximas que muitas vezes ou concordam com essa ideia ou então não dizem não para Donald Trump, foi junto com Israel e acabou se metendo numa guerra que não estava muito bem planejada.
Mesmo com acordo temporário, o mercado já havia sinalizado de forma positiva a tratativa. O petróleo tipo Brent, que estava na casa dos 109 dólares, caiu para 103 dólares o barril, uma queda de cerca de 2%. Enquanto a diplomacia não avançava, países da região se preparavam para o pior. No Kuwait, o governo chegou a pedir que a população permanecesse em casa durante a madrugada.
No Irã, parte da população atendeu a convocação do regime teocrático e foi até a usina termoelétrica de Kazerun para formar uma corrente humana em torno do local. Depois que Donald Trump anunciou a suspensão temporária dos bombardeios ao Irã, o preço do petróleo despencou mais de 16%. As ações subiram no mercado financeiro e o dólar caiu. Na Ásia, as bolsas também operaram no positivo durante essa madrugada.
Aqui no Brasil, o governo federal avalia liberar o uso de parte do FGTS para o pagamento de dívidas. A proposta é um dos pontos do pacote em análise para reduzir o índice de endividamento da população brasileira. O combo depende do aval do presidente Lula e deverá ser anunciado até o final de abril. Vamos à Brasília com Samantha Klein.
Olá, Fred. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira que o governo está avaliando liberar o uso do fundo de garantia por tempo de serviço dos trabalhadores para o pagamento de dívidas. O estudo faz parte das medidas em discussão para reduzir o superendividamento das famílias. A manifestação ocorreu depois de uma reunião com a bancada do PT na Câmara dos Deputados.
Durigan ressaltou que essa possibilidade está sendo analisada de modo a evitar que os trabalhadores fiquem sem qualquer indenização em caso de desemprego ou até mesmo de doença. Nós estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a agidez do fundo de garantia. Então, ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável...
Uma utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido, mas isso aqui é feito não só por mim, como pelo ministro Marinho, e nós estamos caminhando com essa avaliação do impacto que isso vai ter no FGTS. Vale destacar que o FGTS é uma das principais fontes de recursos do sistema de financiamento de habitação, o que também impacta nessa decisão do governo. A equipe econômica ainda avalia a utilização do dinheiro esquecido em bancos,
O programa Valores a receber do Banco Central tem cerca de 10 bilhões de reais no sistema. O pacote ainda deverá incluir descontos no refinanciamento de débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com taxas de juros menores e uma garantia adicional do governo junto aos bancos.
por meio do Fundo Garantidor de Operações. O ministro disse também que apresentou o programa ao presidente Lula, que vai dar o aval às medidas. O foco está nas famílias de baixa renda, com ganhos de até três salários mínimos, já que eles que estão com as contas em dia, mas sofrem com o peso de parcelas altas no orçamento.
poderiam trocar a dívida por uma linha de crédito com juros menores. O anúncio do pacote deve ocorrer nos próximos dias. E os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem hoje se o Rio de Janeiro terá eleição direta para escolher o governador tampão ou se a definição ficará a cargo da Assembleia Legislativa. Ontem, o Ministério Público Eleitoral se posicionou de forma favorável ao voto popular. Diogo Bugalho doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce doce do
Na véspera do julgamento que vai decidir o formato das eleições para o governo do Rio, a Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu o parecer favorável a uma eleição direta. A ação foi apresentada pelo PSD, partido do ex-prefeito da capital e pré-candidato ao governo Eduardo Paes.
A legenda questiona a renúncia de Cláudio Castro às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que poderia caçá-lo. Como o Estado não tinha mais vice, a escolha de um novo governador ficaria nas mãos da Assembleia Legislativa. Por outro lado, se Castro fosse caçado no exercício do cargo, a eleição seria direta de acordo com a lei
e a população teria de ir às urnas. Ao Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador eleitoral Alexandre Espinosa sustenta que o motivo para a vaga estar aberta é a condenação de Castro pelo TSE por abuso de poder político e econômico. Nesse caso, vale a eleição direta, independentemente de ele ter renunciado.
No julgamento da semana retrasada, em que ministros do STF analisavam as regras para uma possível eleição indireta, o procurador-geral da República, Paulo Gonê, havia considerado a renúncia de Castro legítima. Mas na visão do doutor em Direito Constitucional e especialista em Direito Eleitoral, Guilherme Barcelos, isso não altera os efeitos do julgamento no TSE.
A renúncia, como um ato unilateral e um ato soberano de vontade, foi válida. Não há dúvida alguma acerca disso. E nesse caminho, a renúncia não teve e não deveria ter nenhum efeito no trâmite e no desfecho daquele processo judicial eleitoral, valendo, inclusive, para saber a eleição a ser realizada, se direta ou indireta. A renúncia não teve, não deveria ter, não deve ter nenhum efeito a esse respeito.
O especialista avalia que o parecer da procuradoria tem força de influenciar decisões dos ministros. Além de suspender a eleição indireta, o relator do caso, o ministro Cristiano Zanin, em decisão liminar, manteve o presidente no Tribunal de Justiça do Rio, no comando do Estado, até a decisão final desse caso. O eleito para o mandato tampão governa até janeiro, quando assumem os vencedores da eleição de outubro.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!