'Pacotão de bondades' do Planalto; articulação para Messias no STF; fase final da Artemis II
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Frederico Goulart
Felipe Igreja
- Pacotão de bondades do Planaltomedidas para reverter desaprovação · renegociação de dívidas · subvenção para o diesel · distribuição de gás para famílias carentes
- Indicação Jorge Messias ao STFarticulação política · Comissão de Constituição e Justiça · votos favoráveis e contrários
- Missão Artemissobrevoo lunar · exploração de hélio-3
Com popularidade em queda, Planalto prepara pacote de bondades para reverter desaprovação antes da eleição. Sem votos suficientes no Senado, o governo intensifica articulação para viabilizar Jorge Messias do Supremo. Artemis II inicia a fase final antes de sobrevoo lunar histórico. Três informações em dez minutos. O que você precisa saber para começar o seu dia? Eu sou Frederico Goulart e esse é o CBN Primeiras Notícias.
Há seis meses das eleições, o Palácio do Planalto ligou o alerta com a popularidade do presidente Lula em queda e os números piores do que em mandatos anteriores. O governo prepara um pacote de bondades para tentar reconquistar o eleitor na reta final. As medidas estudadas vão desde a subvenção para o diesel, passando pela distribuição de gás para famílias carentes e até mesmo o novo programa de renegociação de dívidas.
Quem nos conta de Brasília os detalhes é o repórter Felipe Igreja.
Oi, Fred. Com a popularidade do presidente Lula em baixa nas pesquisas, o Palácio do Planalto prepara um pacotão de bondades às vésperas do período eleitoral. São medidas para tentar baixar o combustível, o gás de cozinha e renegociar as dívidas, enquanto o prazo para as eleições se aproxima. Com menos de seis meses para a disputa nas urnas, o petista vem registrando um desempenho pior do que outros presidentes que buscavam a reeleição.
Nas eleições de 2006 com Lula, 2010 e 2014, quando Dilma foi eleita e depois reeleita, os governos petistas sempre chegaram a seis meses da eleição com aprovação maior do que a reprovação. Agora, o último levantamento, feito pela Quest, mostra que 51% reprovam o governo Lula III, enquanto 44% aprovam.
Já Bolsonaro, quando tentou a reeleição e não conseguiu, chegou a ter mais de 60% de desaprovação. Para tentar se recuperar, o petista prepara uma série de benesses. A principal delas até o momento seria um pacote de renegociação de dívidas. O governo chegou a fazer o desenrola no início do mandato.
mas o nível de endividamento voltou a subir, mesmo com o emprego em alta. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, se reuniu com representantes do setor financeiro para esboçar um novo projeto, para garantir a troca de dívidas mais caras por outras mais baratas, que não comprometam tanto o orçamento das famílias. Já no setor de energia, além do gás do povo, que distribui botijões a famílias mais carentes, outra ideia pode ser segurar os reajustes na tarifa de luz.
Medidas semelhantes foram feitas em outros anos eleitorais por Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff. Para o cientista político Alexandre Bandeira, o pacote mira resultados rápidos, mas a conta depois precisa ser paga por toda a sociedade.
o governo entrou no modo eleição. Dessa maneira, pretende abrir mão aí de um pacotaço de benesses que vai abarcar não só as classes mais populares, né? Classe C, D e E, mas também existe aí medidas, inclusive, para o empresariado. Aquele momento em que tudo vale para que ganhe essa eleição. Não existe também almoço grátis. Todas essas benefícios, todas essas coisas, isso vai acabar sendo pago por alguém. E o alguém se chama o conjunto coletivo da população brasileira.
brasileira, inclusive essas pessoas que de uma certa forma vão ser agraciadas por esses benefícios. Já nesta semana deve entrar em ação a medida para tentar reduzir o preço do diesel. O Ministério da Fazenda está fazendo os ajustes finais para que a medida provisória da subvenção do diesel seja publicada até a próxima terça-feira.
E sem votos suficientes para aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, deve passar por articulação política intensa nesta semana. Com a proximidade do período eleitoral, cresce a pressão sobre o governo, que ainda enfrenta dificuldades para viabilizar a escolha feita pelo presidente Lula. Voltamos à Brasília com Ana Carolina Tomé.
As articulações políticas desta semana serão determinantes para o governo garantir apoio suficiente à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mesmo que o nome dele já tenha sido oficialmente encaminhado ao Senado. A tramitação ainda depende de etapas importantes antes da votação em plenário.
como passar pela Comissão de Constituição e Justiça, onde o indicado será sabatinado pelos senadores. Um levantamento feito pelo jornal O Globo mostra que Messias já conta com ao menos 10 votos favoráveis, concentrados na base governista e em parte do MDB e PSD, mas ainda não alcançou o mínimo suficiente para ter seu nome chancelado pelo colegiado.
Isso porque são necessários 14 votos para aprovação na CCJ. Até agora, seis parlamentares declararam voto contrário e outros 11 evitam se posicionar publicamente, o que mantém a indefinição sobre o desfecho da indicação. Cabe ainda ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, liberar o documento para a CCJ e o presidente do colegiado marcar a sessão para iniciar os trabalhos. Depois o nome vai ao plenário, onde ele precisa de, no mínimo, 41 votos favoráveis e, em caso de aprovação, o STF precisa marcar a data da posse.
A indicação de Jorge Messias pelo presidente Lula desagradou Davi Alcolumbre e lideranças do Senado, que defendiam o nome de Rodrigo Pacheco, além de enfrentar resistência da oposição. O cientista político Melilo Diniz explica que, com a proximidade do período eleitoral, cresce a pressão sobre o governo, que ainda enfrenta dificuldades de articulação para viabilizar a aprovação.
A partir de junho começa o período eleitoral e é provável que isso diminua a margem de manobra que Davi Alcolumbre tem. O governo tem pressa também porque é um ano eleitoral e precisa resolver isso antes que esquente as tensões políticas do ano. O governo tem feito ainda com dificuldade essas negociações.
Jorge Messias tem feito o caminho certo, dialogado, visitado quase todos os senadores. Isso, na verdade, é uma nomeação do governo. É nesse contexto que se coloca toda a fraqueza da articulação do governo nesse momento. Messias foi indicado pelo presidente Lula ao STF no dia 20 de novembro do ano passado. Ou seja, o governo conseguiu encaminhar a mensagem ao Senado Federal mais de quatro meses depois, mediante sinalização do próprio Jorge Messias. Atual advogado-geral da União.
Messias foi o nome escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso no STF.
Os quatro astronautas da Artemis II vão sobrevoar a Lua hoje, após cinco dias de viagem espacial. No início desta madrugada, a cápsula Orion entrou na esfera de influência lunar, quando a gravidade da Lua passou a ser a força dominante sobre a nave, superando a da Terra. O início oficial do período de observação lunar está previsto para as 3h45 da tarde, pelo horário de Brasília.
No momento mais crítico da missão, às 7h44 da noite, a Orion começará a passar por trás da Lua e os astronautas vão ficar cerca de 40 minutos sem comunicação com a NASA. Pouco depois das 8h da noite, a tripulação vai atingir a aproximação máxima do satélite, a menos de 7 mil quilômetros, e atingir o ponto mais distante da Terra já alcançado por seres humanos.
A Artemis II vai bater esse recorde porque ela vai dar a volta por trás da Lua, enquanto a Lua estiver no ponto mais distante da Terra. Nas missões Apolo, que pousaram na Lua cinco décadas atrás, os astronautas ficavam na parte da frente da Lua, ou seja, mais perto de nós. O período intensivo de observação científica...
científica vai durar cerca de 7 horas, terminando por volta das 10h20 da noite de hoje, no horário de Brasília. Durante esse tempo, os astronautas vão obter o máximo de informações possíveis para garantir o próximo pouso na Lua previsto para 2028.
A jornada de volta começa ainda hoje, logo após a Orion atingir o seu ponto mais distante. Segundo a NASA, a cápsula sairá da esfera de influência gravitacional da Lua amanhã e vai iniciar uma viagem de quatro dias em direção na Terra. O pouso no Oceano Pacífico próximo a San Diego está previsto para sexta-feira à noite.
A retomada do programa lunar dos Estados Unidos após mais de 50 anos acontece em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais. Segundo os cientistas, um dos recursos é o hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra.
Estima-se que o satélite tenha quantidade suficiente para produzir até 10 vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis na Terra. O Helio 3 é apontado como combustível para reatores de fusão nuclear, tecnologia que pode mudar radicalmente a forma como o mundo produz energia.
Em entrevista à TV Globo, o professor do Instituto de Física da USP, Ricardo Galvão, falou sobre essa corrida para explorar a Lua do ponto de vista energético.
Essa reação de função com L3 teria uma eficiência estupenda. Se nós quisermos prover toda a energia usada pelo mundo em um ano, nós precisaríamos da ordem de umas 200 toneladas de L3, isso é isso. É muito pouco, um fator imenso comparado com os combustíveis fósseis que nós vamos utilizar. É muito pouco. Minerar L3 na Lua, se pode minerar lá.
transformar em líquido e trazer o foguete de volta para a Terra na forma líquida. Isso é inteiramente possível.
Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!