Episódios de Entretanto

#166; Real Time Big Data aponta empate entre Lula e Flávio; Putin anuncia cessar-fogo temporário na Ucrânia; e mais

05 de maio de 20261h59min
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Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data indica empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno pela Presidência. Flávio aparece com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em outros cenários testados, Lula empata com Ciro Gomes e aparece numericamente à frente de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Já no cenário internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo temporário, em relação à Ucrânia, durante as celebrações do Dia da Vitória, entre os dias 8 e 9 de maio. A trégua, segundo Moscou, busca garantir a segurança dos eventos, enquanto o governo russo espera reciprocidade de Volodymyr Zelensky. A medida ocorre em meio a novas tensões e à possibilidade de ataques durante as comemorações, com a Rússia alertando para reação militar em caso de ações contra o território. Apuração, informação e análise de qualidade, de segunda a sexta-feira, na apresentação de Isabela Veiga e Leonardo Macachero, com participação do comentarista político Raphael Machado e convidados.

Assuntos9
  • Denúncia contra Flávio DinoMovimento Brasil Laico · Silas Malafaia · Culto religioso · Propaganda eleitoral antecipada · Abuso de poder religioso · Inelegibilidade
  • Pesquisa eleitoral Lula vs Flávio BolsonaroReal Time Big Data · Empate técnico · Cenários de segundo turno · Sentimento anti-petista · Capital político do pai · Anistia · Tarifácio · Economia
  • Indicação ao STF por LulaJorge Messias · Rejeição do Senado · Ministério da Justiça · Mulher no STF · Jurista negra · Politização da Corte Suprema
  • Cessar-fogo Rússia-UcrâniaDia da Vitória · Grande Guerra Patriótica · Vladimir Putin · Volodymyr Zelensky · Ataques ucranianos
  • Influência de Donald Trump nas eleições brasileirasApoio de Trump · Percepção dos eleitores · Afinidade ideológica · Servilismo · Efeitos colaterais negativos
  • Mercenários na UcrâniaGustavo Petro · Colômbia · Brasil · Recrutamento forçado · Crime organizado · Uso de drones
  • Detenção de ativistas em GazaFlotilha para Gaza · Tiago Ávila · Saif Abu · Bloqueio naval israelense · Hamas · Maus tratos · Reação do governo brasileiro
  • Conflito EUA-IrãInteresses nacionais · Lobby sionista · Política externa soberana · Estado de Israel
  • Comércio no Dia das MãesCrescimento das vendas
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Entretanto, porque toda notícia tem outro lado.

Boa tarde, sejam todos muito bem-vindos. Agora, 4 horas e 1 minuto, você está na Rádio Sputnik, na Metropolitana, em 80,5 FM, aqui no Rio de Janeiro, e também estamos nas principais plataformas de áudio. Uma excelente tarde, hoje, terça-feira, 5 de maio. As principais notícias do Brasil e do mundo estão aqui. Começa agora o programa Entretanto, porque toda notícia tem outro lado. Esta é uma produção da agência de notícias russa Sputnik.

Eu sou Isabela Veiga. E eu, Leonardo Macaxeiro. A gente chama agora o nosso analista geopolítico, Rafael Machado. Rafa, boa tarde para você. Como sempre, dia de muitos eventos para a gente comentar.

Com certeza, Rafa. E daqui a pouco a gente conta também com a participação de Paulo Nicoli Ramírez, ele que é cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da ESPM. Muito boa tarde, Rafa. Bom, vamos às principais notícias desta terça. Associação Movimento Brasil Laico pede ineligibilidade de Flávio Bolsonaro.

Putin anuncia cessar fogo temporário com a Ucrânia durante celebrações do Dia da Vitória. E tem também as atualizações do trânsito aqui no Rio de Janeiro, tem a previsão do tempo e economia. Fica com a gente porque começa agora o programa Entretanto. Entretanto. Porque toda notícia tem outro lado. Outro lado do mundo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira um cessar-fogo temporário no conflito com a Ucrânia durante as celebrações do Dia da Vitória, que é comemorado no dia 9 de maio, próximo sábado. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, a trégua terá início na sexta-feira, dia 8, e seguirá até o sábado, período em que a Rússia comemora a vitória contra as forças nazistas na chamada Grande Guerra Patriótica.

travada entre 1941 e 1945. E é com esse assunto que a gente começa o Entretanto de hoje. Abre aspas.

Bom, segundo as autoridades russas, a decisão tem como objetivo garantir a segurança das comemorações. Moscou também declarou esperar que o governo ucraniano adote a mesma medida durante o período. Recentemente, durante a Páscoa, a Rússia também propôs um cessar-fogo.

A iniciativa ocorre em meio a tensões recentes. Antes desse anúncio, por parte de Putin, Vladimir Zelensky havia indicado durante visita à Armênia a possibilidade de ataques contra Moscou no dia 9 de maio. Leo, como é que fica então essa questão?

Bom, Isa, vamos lá. Olha, em resposta, autoridades russas afirmaram que, caso haja ações para interromper as celebrações, haverá sim uma reação militar. O Ministério da Defesa alertou para possibilidades de ataques contra o centro de Kiev se houver tentativas de atingir os eventos. A Rússia já adotou cessar fogos temporários em outras ocasiões.

A gente relembra aqui algumas datas religiosas e também comemorativas, como é o caso do Natal, a Páscoa e o próprio Dia da Vitória. Rafa, a gente começa o Entretanto de hoje com a informação de que Vladimir Putin anuncia um cessar-fogo temporário com a Ucrânia durante as celebrações do Dia da Vitória. Para a gente começar o Entretanto, eu queria primeiro que você explicasse um pouco o que é esse Dia da Vitória e o que ele representa para a Rússia. Lembrando que vai ser comemorado no próximo sábado, 9 de maio.

E para você, Rafa, haverá o bom senso da Ucrânia em aceitar e respeitar esse cessar-fogo? Bem, em primeiro lugar, em relação propriamente ao Dia da Vitória, é uma das festividades mais importantes da Rússia já há 80 anos.

comemorando exatamente a guerra, talvez a guerra mais importante na história da Rússia e certamente aquela na qual morreram mais russos, entre todos os conflitos dos quais a Rússia participou. Praticamente não existem famílias nas quais não tenha falecido alguém durante a Grande Guerra Patriótica, que para nós é a Segunda Guerra Mundial. Então todo russo hoje...

Tem algum avô, bisavô ou tio-avô, algo assim, que participou ou mesmo que faleceu nesse conflito. Então é algo que atinge, afeta todas as famílias. Mas, ademais, é importante levar em consideração que, nos planos alemães daquela época, existia ali um projeto de limpeza étnica das partes ocidentais da União Soviética.

para o fim de transferência de famílias alemãs, para a colonização desses territórios. Por isso que entre todas as baixas, todos os mortos durante esse conflito, tanto em números proporcionais, a União Soviética foi o país que mais sofreu. É por isso que tem a importância para a Rússia...

essa data da vitória da União Soviética sobre a Alemanha, uma importância que, por exemplo, não tem para o Brasil. O Brasil mandou a FEB, mandou ali...

alguns milhares de soldados, como parte de uma força expedicionária, que participou principalmente da campanha italiana e tiveram um papel importante, porém não foi um conflito travado no nosso território e que tenha causado o mesmo grau de impacto. Então, para os russos é algo bastante importante recordar essa data.

Agora, a gente tem acompanhado ao longo dos últimos anos na Operação Militar Especial que a Rússia sempre propõe um cessar-fogo, porém, tal como aconteceu no ano passado, a Ucrânia não respeita esse cessar-fogo. Então, ano passado houve um cessar-fogo por ocasião dessa comemoração, porém, os ucranianos continuaram atacando, realizaram ataques durante...

esse período. É claro que, especialmente em Moscou, as defesas antiaéreas, especialmente nessas ocasiões, sempre têm conseguido abater drones ou qualquer outro tipo de ataque lançado, mas ainda assim, evidentemente, isso gera...

gera preocupação pelo fato de que nessa data é muito comum que chefes de Estado e outras autoridades estrangeiras, especialmente de países da antiga União Soviética, tomem parte no desfile, na comemoração dessa data. Então, ano passado, por exemplo, foram presidentes de vários países ali, do Cáucas, da Ásia Central e de alguns outros países.

próximos da Federação Russa, bem como algumas outras autoridades convidadas. Então, ainda que não se possa, evidentemente, prever o comportamento do regime de Kiev, considerando os precedentes, é muito provável que a Ucrânia realize algum tipo de ataque na direção da Federação Russa, especialmente na direção de Moscou. Talvez aleguem, por exemplo, que foi a Rússia que teria violado o sessafogo ou algo nesse sentido.

ou simplesmente lancem um ataque e fingem que não fizeram nada. Em diferentes ocasiões, a Ucrânia já fez esses dois tipos de coisa. Ou alegar que os russos violaram o cessar-fogo primeiro, ou então atacar e fingir que não atacaram. Então, isso de fato acontece. Então é isso, tem essa importância bastante significativa. Entre todas as comemorações russas contemporâneas, essa é de fato uma das mais importantes.

por causa do impacto imenso que isso teve nas famílias russas, algo que é sentido até hoje, como eu falei, por exemplo, algo que é muito comum e que acontece inclusive fora da Rússia, que é a marcha do regimento imortal, em que você vai ter ali pessoas desfilando com fotos de familiares, de antepassados que participaram da grande guerra patriótica.

Então é algo que tem ainda um impacto significativo, inclusive na identidade russa, na autoimagem russa, na maneira pela qual os russos interpretam outros conflitos mais recentes. E considerando o histórico, é muito plausível que os ucranianos, que o regime ucraniano, realize algum tipo de ataque contra Moscou.

O que inclusive é absurdo, já que, em tese, essa era também para ser uma data bastante comemorada pelos ucranianos, comemorada e respeitada. Já que, quando a gente pega ali os territórios que na época faziam parte da União Soviética, mas hoje são países separados, países independentes...

Me parece que das antigas repúblicas soviéticas, ou bem, dos países atuais que na época eram repúblicas soviéticas, o território que mais teria sofrido, mais até do que o território que hoje pertence à Federação Russa, teriam sido, em conjunto, Belarus e Ucrânia.

já que bem são, por assim dizer, as primeiras províncias, naquela época, eram os primeiros territórios, as primeiras províncias da União Soviética, no sentido de oeste para leste, e, portanto, foram os territórios que foram invadidos primeiro e que permaneceram sob ocupação alemã por mais tempo. E, por isso, evidentemente, sofreram mais com o impacto desse conflito. Mas, bem, é óbvio que Belarus continua comemorando o dia da vitória, mas a Ucrânia...

dar um espaço cada vez menor para essa comemoração, além de tentar atrapalhar, desde o início da Operação Militar Especial, as comemorações realizadas em Moscou.

Olá, gente. No episódio de hoje do Jabuticaba Sem Caroço, vamos falar sobre a CPMI de Inquérito sobre o Tráfico de Armas. Estudiosos, profissionais de segurança e membros da sociedade civil defendem a criação dessa comissão parlamentar mista de inquérito. O grupo aponta a falta de um diagnóstico nacional atualizado sobre as rotas e mecanismos que abastecem o mercado ilegal de armamentos, assim como defende uma apuração aprofundada para enfrentar o fortalecimento do crime organizado e a violência armada no país.

Para entender melhor o que está acontecendo, a gente entrevista o pastor Henrique Vieira, deputado federal do PSOL, membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara e também a gente bate um papo com o André Batista.

Ele que é coronel da Reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro e ex-comandante do Comando de Operações Especiais e também é especialista em segurança pública. Então não perca, a gente tem um encontro marcado, esperamos vocês aqui na programação da Rádio Sputnik Metropolitana.

O governo federal e Total Energies, por meio do Ministério do Esporte e via Lei de Incentivo ao Esporte, apresentam EcoRun. Domingo, dia 3 de maio, na Praça da Capoeira, em Niterói. Na EcoRun Total Energies, cada passo é uma semente de mudança. É energia... Outro Lado do Mundo

Agora são 4 horas e 13 minutos. A gente continua aqui, no Entretanto, no assunto internacional, trazendo a informação que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que 7 mil mercenários colombianos estão lutando em uma guerra alheia e morrendo sem motivos na Ucrânia. Ele publicou o seguinte na rede Social X. Há 7 mil colombianos com formação militar lutando em uma guerra estrangeira e morrendo sem motivo. Não queremos exportar a morte.

O líder colombiano também ressaltou que as atividades de mercenários são proibidas por lei em seu país. Pois é, Léo, essa declaração foi feita em resposta a comentários do embaixador russo em Bogotá em entrevista a Sputnik ao relatar que um número de colombianos...

que viajam para a Ucrânia como mercenários continua alto. Em uma outra oportunidade, o diplomata já havia ressaltado que colombianos estavam voltando da Ucrânia com sequelas graves. Em março, a Colômbia, em meio à participação maciça de colombianos em operações de combate ao lado das Forças Armadas da Ucrânia, ratificou um projeto de lei que adere à Convenção Internacional contra o Recrutamento, Uso, Financiamento...

e treinamento de mercenários de 1989. Rafa, a gente pode até estender essa questão para além até dos colombianos que estão sendo recrutados como mercenários para, como bem disse o presidente Gustavo Petro, morrerem sem motivo.

a gente sabe de casos até não só de mercenários, mas de alistamento compulsório. Então eu queria que você traçasse para a gente esse panorama, até para a gente poder ter uma visão mais completa desse cenário. Bem, de fato é um problema bastante grave. No começo da Operação Militar Especial, a gente via no lado ucraniano.

talvez uma maior representação de europeus e norte-americanos, porém, ao longo dos últimos dois anos, especialmente, dois, três anos, a gente vê uma presença cada vez maior de latino-americanos, ibero-americanos, atuando como mercenários nesse conflito. A principal nacionalidade dessa esfera são os colombianos, mas os brasileiros ficam em segundo lugar. Então, apesar de não haver números.

oficiais ou números confiáveis, provavelmente, se são 7 mil colombianos nesse momento, eu não duvidaria que seria, por exemplo, até mesmo 50% disso sendo brasileiros ou um terço desse número sendo composto por brasileiros. E, de fato, quase todos os dias agora a gente recebe informações sobre morte de brasileiros nesse conflito.

sem que haja também qualquer tipo de atuação do Estado brasileiro no sentido de impedir ou atrapalhar esse recrutamento de mercenários no Brasil por parte da Ucrânia. Inclusive isso é algo que já foi objeto de denúncia do Ministério Público e assim por diante, mas não houve qualquer movimentação das autoridades brasileiras para tentar obstaculizar.

esse fluxo de brasileiros para lá. Bem, no caso dos colombianos, isso acontece até porque existe um histórico disso. Existe uma experiência de colombianos participando de conflitos internacionais, como mercenários, ou, por exemplo, na própria região estrangeira francesa. Isso é algo que tem se tornado muito comum. Dizem que, por exemplo, até na captura do cadastro.

Havia mercenários colombianos participando, que não foi ali uma captura realizada por forças líbias propriamente, sim, por estrangeiros. Então já existe um histórico, de modo que não surpreende a presença dessa quantidade de colombianos ali. Também é um país que tem um histórico de guerra civil, de participação de pessoas em grupos paramilitares e também em guerrilhas.

Então, a quantidade de pessoas ali que têm um certo grau de experiência militar, inclusive experiência militar irregular por fora das Forças Armadas e das Forças Policiais, é relativamente grande. Então, por isso que você tem essa presença significativa de colombianos participando do conflito. Também é necessário levar em consideração...

Uma impressão muito forte que as pessoas têm nesse momento de que o governo ucraniano estaria tentando propriamente utilizar estrangeiros para suprir as suas dificuldades de recrutamento. O recrutamento hoje na Ucrânia é praticamente forçado.

as pessoas são sequestradas no meio da rua e muitas vezes são utilizadas como bucha de canhão. Então algo que acontece muito comumente com eles recrutados à força no meio da rua é que eles recebem ali um treinamento de uma semana, 15 dias, e são mandados para a linha de frente, porque aí a Ucrânia estaria economizando.

os seus soldados mais bem treinados, os seus soldados profissionais, os seus membros de forças especiais e assim por diante. O mesmo tende a acontecer com mercenários. Então, é muito comum que mercenários sejam utilizados em missões suicidas ou então ali como linha de frente, como bucha de canhão. É por isso que a taxa de mortalidade de mercenários parece ser bastante alta nesse conflito ucraniano.

Isso é um problema da seguinte perspectiva, porque existe a expectativa, o horizonte de dar fim ao conflito através do esgotamento da capacidade ucraniana de recrutamento. Porém, a impressão que se passa...

é de que a Ucrânia está usando cada vez mais dinheiro da ajuda ocidental para recrutar mercenários, exatamente para continuar o conflito. Então, se a quantidade de ucranianos indo para a linha de frente talvez esteja diminuindo, tanto por conta de baixas, fugas do país, a própria diminuição da quantidade de homens em idade militar no território ucraniano, por outro lado, a quantidade de mercenários.

parece que está aumentando. Tem uma outra dimensão nessa questão, que é o fato de que, nessa busca por soldados, mercenários para participarem do conflito, a Ucrânia tem recorrido a criminosos, a membros do crime organizado, membros de facções narcotraficantes, de cartéis, tanto no México quanto na Colômbia e no Brasil. Muitos membros do Comando Vermelho, especificamente.

lutam pelo lado ucraniano, lutam pela Ucrânia na operação militar especial. Já foi noticiado na televisão, vários já tiraram foto, foram divulgados aqui pelo próprio Comando Vermelho. Como esses contratos de mercenários são temporários, talvez as próprias organizações estejam intencionalmente...

enviando voluntários para que eles peguem experiência, especialmente na guerra de drones. No aprendizado do uso de drones em operações militares, talvez até trazendo ou comprando drones militares de volta para trazerem para a América Latina. Então esse é outro aspecto significativo. Agora...

Me parece haver um limite para essa capacidade de substituir soldados ucranianos por mercenários, porque tem morrido muitos mercenários e a própria capacidade de recrutamento dentro da Ucrânia está diminuindo. Então eu não sei por quanto tempo o regime ucraniano vai conseguir sustentar esse fluxo. Talvez já não esteja conseguindo e a prova disso é que...

Há cada vez mais avanços na operação militar especial. É claro que esses avanços são lentos, eu estou falando aqui de alguns quilômetros quadrados por dia, mas isso tem sido incremental, é como se houvesse aí uma progressão aritmética ou mesmo geométrica na quantidade de terreno que os russos vão tomando, vão libertando mês após mês.

Olá, Bela, olá, Léo, olá, ouvintes do Entretanto. Chegando daqui a pouquinho com o Mundo de Oca. Hoje para falar da atuação dos Emirados Árabes Unidos que anunciaram a saída da OPEP. É, a gente vai falar o que implica essa saída, por que os Emirados Árabes Unidos decidiram sair da OPEP, quem gostou e quem desgostou desse assunto. É daqui a pouco no Mundo de Oca.

É hora de continuar escrevendo a sua história. Vem aí a etapa inverno do Circuito das Estações, no Rio de Janeiro, dia 31 de maio, com largada na Marina da Glória. Escolha a sua distância, 5, 10 ou 15 quilômetros e teste a sua disciplina e a sua resiliência.

Acesse o site circuitodasestações.com.br e garanta já a sua inscrição. Circuito das Estações, 20 anos. Escreva a sua história. Outro Lado do Mundo

Agora 4 horas 24 minutos e a gente aproveita aqui para lembrar você que nós temos um WhatsApp para você entrar em contato, poder dar sua sugestão, fazer sua pergunta, não só aqui no Entretanto, mas ao longo de toda a programação da Sputnik na Metropolitana 80.5 FM. Então vamos lá, 21 98065 0066.

Vamos repetir? 21-98065-0066. E bom, a gente continua com o nosso noticiário internacional, agora falando que o ataque dos Estados Unidos ao Irã difere das outras aventuras de Washington contra Venezuela, Cuba e Groenlândia, por não ter como objetivo o fortalecimento da sua posição.

Isso foi assumir uma responsabilidade perigosa e incerta, é o que afirma o jornal norte-americano. Segundo ele, se as ações hostis dos Estados Unidos contra Venezuela e Cuba forem feitas por causa do desejo de Washington em combater o crescente poder econômico da China, que tem os seus próprios interesses na América Latina,

Então, a campanha militar dos Estados Unidos no Irã tem poucas explicações. Segundo o veículo, a guerra no Irã acabou sendo um passo de alto risco, que não visava garantir os interesses dos Estados Unidos e que não estava nos planos de ninguém na Casa Branca há vários meses.

E olha Isa, o artigo ainda evidencia a natureza, a sistemática e a inutilidade dessa guerra ao afirmar que os Estados Unidos não têm os meios militares suficientes para impor sua vontade ao Irã.

em um conflito prolongado e destaca que Washington terá que redirecionar recursos para o Irã de outras regiões que são de vital interesse nacional, como a Europa e o leste asiático. Outra opção, segundo a publicação, seria uma tentativa de recorrer às medidas militares extremas que Trump insinuou sombriamente em postagens nas redes sociais desde o início de abril.

o que seria o que o jornal chamou de uma desgraça eterna para os Estados Unidos. Bom, Rafa, queria trazê-lo para comentar um pouco sobre esse assunto. De fato, a gente pode interpretar que tem poucas explicações para essa campanha militar dos Estados Unidos no Irã, e se são poucas, elas são explicações que a gente pode considerar aceitáveis ou não.

Sim, tem poucas. Não me parece que haja, pelo menos se a gente tomar como padrão, se a gente tomar como critério interesses nacionais, interesses geopolíticos, interesses econômicos. Tem muita gente que alega que se trata de tentar prejudicar a China, mas isso não está acontecendo na prática.

O impacto na China é relativamente pequeno. Esse conflito está causando mais impacto nos próprios Estados Unidos do que na China. É claro que sempre vai ter alguma maneira dos Estados Unidos tentarem se beneficiar ou prejudicarem algum inimigo. Só que o custo parece tão alto...

que torna a insistência nesse conflito uma decisão pouco racional, uma decisão propriamente irracional. Está parecendo que, tal como inclusive já foi dito, até mesmo por autoridade estadunidenses, os Estados Unidos entraram nesse conflito para agradar o Estado de Israel. Então, se não me engano, o próprio Rubio...

chegou a comentar que eles entraram a pedido do Estado de Israel, e não parece ser mentira, não parece ser aí um artifício, uma transferência de responsabilidade. Agora, nenhum país soberano entra num conflito, ou pode entrar num conflito, exclusivamente para agradar, para atender às expectativas ou às solicitações de um outro país, porque senão o país está fazendo isso.

está demonstrando que não tem uma política externa soberana. E, de fato, a impressão que muita gente tem é de que, em relação ao Estado de Israel, os Estados Unidos, de fato, não têm uma política externa soberana. Eles atuam, inclusive, em contrariedade aos próprios interesses dos Estados Unidos. Se a preocupação, por exemplo, é com lucro, com comércio, petróleo, etc.,

Evidentemente, mais valeria um Oriente Médio estável e pacificado do que um Oriente Médio em estado permanente de conflito há 25 anos já, desde o 11 de setembro, pelo menos. É por isso que a gente tem que dizer que sim, de fato, tal como foi dito.

não se trata de uma atuação racional. Na época da invasão do Iraque, por exemplo, ao contrário do que diz a narrativa dominante que a gente ouve, foi por causa do petróleo, foi por causa do petróleo, na verdade as grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos eram contra uma guerra contra o Iraque já desde os anos 90. Porque, bem, uma empresa de petróleo para poder lucrar...

ela tem que fazer altos investimentos e altos investimentos que, ainda assim, vão levar 10 anos, 15 anos, 20 anos para poder compensar, para poder render. Então, empresas como, enfim, não apenas nos Estados Unidos, mas empresas internacionais como Shell, BP e assim por diante, Halliburton, etc.

inicialmente, pelo menos até o momento da invasão propriamente, eram contra um ataque dos Estados Unidos ao Iraque. Inclusive, algumas dessas empresas estavam negociando com o Saddam Hussein para poderem fazer investimentos dentro do território iraquiano. Então, a desestabilização do Oriente Médio não responde a interesses puramente materiais, puramente econômicos.

Para explicar essa insistência, você necessariamente tem que apelar à atuação de um lobby sionista dentro dos Estados Unidos, bem como um lobby sionista cristão também, através dos evangélicos neopentecostais que acreditam que você tem que apoiar o Estado de Israel para que aconteça o fim do mundo ou qualquer coisa do tipo. Então isso tem um peso muito grande nos Estados Unidos e isso tem um peso grande.

e faz com que a política externa dos Estados Unidos acabe atrelada aos interesses do Estado de Israel, mesmo quando seria mais lucrativo e mais interessante que os Estados Unidos, ficar neutro, tentar manter uma boa relação com todos os países da região e assim por diante.

E aí Isabela e Léo, tudo bem com vocês? Os ouvintes ainda podem conferir o virada de história sobre o Cerco de Cusco e o processo de conquista espanhola do Império Inca. Esse episódio é logo mais às 23 horas.

E amanhã nós vamos revirar o passado da Primeira Guerra Internacional dos Estados Unidos, a Guerra Bérbere ou Guerra de Trípoli, que aconteceu entre 1801 e 1805, para variar, uma intervenção norte-americana no mundo islâmico. Esse episódio é amanhã, começando às 7 da manhã, com reprises às 15 e 23 horas. Aquele abraço, entretanto!

Outro lado do mundo. 4 horas e 32 minutos, um tribunal israelense prolongou até o próximo domingo a detenção de dois ativistas da flotilha para Gaza, o brasileiro Tiago Ávila e o espanhol palestino Saif Abu, que cheque presos na semana passada, perto da costa da Grécia.

As advogadas do ativista brasileiro vão recorrer da decisão com a prerrogativa de violação de direito de defesa. Os dois compareceram hoje pela segunda vez a um tribunal a 60 quilômetros de Tel Aviv. Os dois foram levados a Israel depois que foram capturados a bordo da flotilha Global Summit, que pretendia romper o bloqueio naval israelense da faixa de Gaza.

O governo de Benjamin Netanyahu acusa os ativistas de vínculos com o movimento palestino Hamas, o que ambos negam. Uma ONG que conseguiu visitá-los denunciou maus tratos que eles supostamente sofreram na prisão, acusações rejeitadas pelas autoridades israelenses. No domingo, os tribunais de Israel já haviam validado uma primeira prorrogação de dois dias da prisão preventiva.

A Espanha e o Brasil exigiram a libertação dos dois. O governo espanhol expressou indignação com as prisões e classificou a medida como ilegal e inaceitável. Além disso, por meio do Ministério das Gelações Exteriores, afirmou que Israel não apresentou nenhuma prova dos vínculos com o Hamas, que governa Gaza.

É, Léo, a flotilha era inicialmente composta por cerca de 50 embarcações e, segundo os organizadores, tem como objetivo romper o bloqueio israelense ao território palestino devastado pela guerra, em que o acesso à ajuda humanitária permanece...

severamente restrito. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que os dois ativistas têm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, que é uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Washington acusa o grupo de agir clandestinamente em nome do grupo islamista palestino Hamas.

Olha, Rafa, essa justificativa, vamos dizer assim, de Israel, de que os ativistas que estão detidos fazem parte de uma organização islamita, que fazem parte do Hamas, enfim, isso aí é algo que...

perante as nações, enfim, a opinião pública, tem o potencial de fazer com que, de fato, as pessoas acreditem e, de alguma forma, se voltem a favor de Israel contra esse tipo de ajuda humanitária? E quero também aproveitar e te fazer uma pergunta meio que dois em um.

sobre a forma como o Brasil vem conduzindo os protestos em relação não só à detenção de brasileiros, mas também à situação em Gaza. Porque a Itália, por exemplo...

já está com uma investigação em andamento a respeito do sequestro de ativistas italianos por conta dessa interceptação de Israel contra a Flotilha. Falta também, será que o governo brasileiro não estaria agindo conforme deveria? Gostaria de saber a sua análise a respeito. Bem, em relação à opinião pública ou à maneira pela qual...

Israel está tentando moldar a narrativa em relação a esse evento, me parece muito claramente um artifício, e que o objetivo aí, basicamente, é tentar esticar, pelo menos um tanto, a permanência dessas pessoas em prisões israelenses com o objetivo de intimidá-las, de fazer uma intimidação e ver se com isso elas param de...

realizar esse tipo de ação, fazer participar de flotilhas semelhantes. Então, me parece, em primeiro lugar, que existe aí um objetivo muito claro de intimidação e que, por isso, criam ali um artifício com o objetivo de estender ao máximo possível a permanência desses ativistas ali em prisões israelenses, em condições...

talvez não muito boas, fala-se até na possibilidade de maus tratos, eu também vi alguma notícia falando na possibilidade de tortura, então isso claramente tem o objetivo de gerar um certo efeito de intimidação para evitar a repetição desse tipo de situação. Bem, tirando esse aspecto,

no que concerne a reação de outros governos, eu diria que, considerando várias violações por parte de Israel em relação ao direito internacional, uma atuação bastante grosseira em relação ao Brasil inúmeras vezes, ações que claramente...

violam nossos interesses e agora vem um tratamento inadequado em relação a um cidadão brasileiro, eu diria que o governo brasileiro está pegando bastante leve. Me parece que o governo brasileiro talvez devesse finalmente tomar uma atitude mais dura em relação ao Estado de Israel.

durante um ano e meio, quase dois anos após o início da limpeza étnica em casa, o governo brasileiro, por exemplo, continuou vendendo combustível para o Estado de Israel. A gente quase comprou equipamento militar israelense. Tudo isso só mudou tanto a venda de combustível quanto a compra de...

de equipamento militar israelense, só não foi adiante, porque houve polêmica, especialmente nas redes sociais, na internet, e aí o governo correu atrás para evitar o prejuízo de imagem. Mas, historicamente, apesar de declarações, o atual governo é perito em declarações, em discursos, notas de repúdio.

críticas a uma série de coisas dentro e fora do Brasil, mas em termos de ação, fica uma situação bem solta, não acontece muita coisa. Então, por exemplo, a gente poderia dizer, inclusive, que a Itália está tendo uma postura mais dura em relação ao Estado de Israel do que o Brasil. Agora mesmo, por exemplo, a gente está falando...

em outro assunto já, mas vinculado ainda à questão de Israel. A gente está falando em mandar os equipamentos eletrônicos do Vorcaro para Israel.

para Israel verificar as informações, pegar ali os dados do telefone celular do Vorcaro, o que é um negócio um tanto quanto inaceitável, uma perspectiva de segurança nacional, ainda mais considerando que esse caso aí envolve seguras importantes de vários poderes, de várias instâncias administrativas brasileiras. Mas a gente não, parece que a gente abre mão.

em nome de uma pseudo-neutralidade técnica, super ideológica, a gente abre mão, muitas vezes, de se posicionar politicamente em relação a assuntos internacionais, especialmente no caso de Israel. Então, eu acho, sim, que o Brasil deveria estar assumindo uma postura mais rígida em relação a esse topo, mas também não me surpreendo que haja essa...

essa postura da parte do governo brasileiro de reclamar, de fazer nota de repúdio, talvez leve isso a algum tribunal internacional, né? Então, são sempre meios ineficazes, tudo por conta de um certo apego a uma determinada maneira de agir no âmbito internacional que não parece ser mais atual de respeito a um período anterior.

e que hoje em dia não parece tão eficaz nesse momento aí de conflitos, de transição geopolítica. Você já conhece o canal da Sputnik Brasil no Telegram. Lá você acompanha notícias em tempo real, transmissões ao vivo e vídeos que movimentam a web. É buscar Sputnik Brasil e se inscrever.

4 horas e 41 minutos. A gente está de volta aqui com o Entretanto. A gente vai para o noticiário nacional. Vamos falar um pouco de Brasil. Mas antes a gente apresenta o nosso convidado do programa de hoje, Paulo Nicoli Ramírez. Ele que é cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e também da ESPM.

Paulo, mais uma vez, seja muito bem-vindo aqui ao Entretanto. A gente fica muito feliz quando descobre que você vai participar aqui com a gente. Afinal de contas, para a gente é sempre uma aula quando você participa, não é isso, Isa? Com certeza. Muito bem-vindo novamente aqui ao Entretanto. A casa é sua. Uma excelente tarde. Boa tarde. Agora sim, né? Boa tarde. Queria agradecer o convite. Sempre uma honra estar com vocês.

Obrigado, Paulo. Bom, e a gente começa o nosso noticiário nacional trazendo a informação que a Associação Movimento Brasil Laico encaminhou uma denúncia à Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal no Rio contra Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e também o senador Flávio Bolsonaro, por um culto realizado no último domingo. Durante o evento religioso, o pastor declarou publicamente que...

É o tempo de apoiar o Flávio para presidente e fez críticas ao Supremo Tribunal Federal. Além de Flávio, o culto contou com a presença do deputado estadual Douglas Ruas, pré-candidato ao governo do estado do Rio.

Também do deputado Sostenes Cavalcante, do ex-governador Cláudio Castro e também do deputado Marcelo Crivella. É, Léo, a entidade pede uma multa de R$ 25 mil por propaganda irregular e a inelegibilidade por oito anos de todos os envolvidos, não só de Flávio, mas de todos esses que você acabou de citar. O Movimento Brasil Laico também pede que o Ministério Público Federal oficia a Receita Federal.

para apurar um eventual desvio de finalidade da Igreja de Malafaia, além da preservação imediata de vídeos e transmissões do culto nas plataformas digitais. Segundo o documento, Malafaia conduziu uma oração coletiva em favor dos políticos presentes e fez discursos de conteúdo político partidário.

O que na avaliação da entidade configura uma propaganda eleitoral antecipada em bem do uso comum, abuso de poder religioso e doação vedada por entidade religiosa.

E olha, a denúncia argumenta ainda que a presença de Flávio Bolsonaro e de outros políticos no culto não teve caráter religioso. Segundo o texto, foi exclusivamente para receber publicidade eleitoral por meio da Autoridade Pastoral de Malafaia e da infraestrutura institucional da associação, obtendo acesso privilegiado a uma base de fiéis que não é de sua congregação natural.

A representação cita o artigo 37 da Lei das Eleições, que enquadra templos religiosos como bens de uso comum, proibindo a realização de propaganda em seu interior. Também sustenta que o endosso de Malafaia, líder de uma rede com 149 templos em 14 estados, pode ser caracterizado como doação estimável em dinheiro.

Flávio Bolsonaro já havia sido alvo de outra denúncia da entidade por participação em um culto conduzido pelo pastor José Wellington da Costa, que realizou uma oração pedindo que Deus o tornasse presidente. Bom, Paulo, eu queria trazê-lo para a gente começar os assuntos nacionais falando...

dessa denúncia contra Flávio Bolsonaro, a Associação Movimento Brasil Laico, pedindo a inelegibilidade dele após esse culto com Malafaia. E a gente percebe aqui um modus operandi, não é a primeira vez que o Flávio participa de um culto, que é numa outra ocasião, conduzido por um outro pastor, mas mais ou menos com a mesma pegada em que as orações se voltam para Deus.

pedindo que Flávio se torne presidente. Pelo histórico daquilo que já aconteceu em outras eleições aqui no nosso país, você enxerga alguma possibilidade de punição ao Flávio por conta disso? Não só o Flávio, a gente está falando dele pelo caso específico da pré-candidatura presidente, mas nós temos outros políticos envolvidos também nesses cultos.

Mas falando especificamente do Flávio, a nível nacional, você enxerga, Paulo, alguma possibilidade de punição a ele por conta desse tipo de participação em culto ou coisa parecida? Olha, é sorrente de questão, né? Geralmente essas atitudes não ocorrem só com a direita, também com a esquerda, e geralmente o que o TSE faz é impor multas, né? É geralmente essa punição. Mas o que eu destacaria de tudo isso é que a campanha antecipada...

ela não é uma raridade, principalmente no público evangélico. Existem vários estudos sobre os evangélicos na política, demonstrando que a pré-campanha ocorre durante os quatro anos, não só nesse período eleitoral que vai começar em breve. Considerando que eles têm poder econômico, com a doação dos dízimos, têm, com esses dízimos, acesso à compra de horários na TV, se não suas próprias TVs, assim como também rádios,

Fora toda a monetização que é feita em relação às redes sociais, a discussão que a gente tem na ciência política é que os evangélicos, assim como a Ibélica, estão plenamente, permanentemente em campanha. E o resultado disso é essa esmagadora hegemonia que nós temos dentro do Congresso. E o problema é que, para piorar a situação, os evangélicos têm uma série de...

vistas grossas do poder público em relação à maneira como esse dinheiro é manejado. Então, além dos recursos públicos destinados à eleição, os evangélicos contam com o capital que vem dos próprios dízimos, os fiéis. E, consequentemente, muitos políticos, durante os quatro anos, entre uma eleição e outra, ou dois em dois, se preferirem, muitos políticos frequentam os cultos, não é a primeira vez nem a única, e não só com Flávio Bolsonaro, com a família Bolsonaro que isso ocorre.

Então é permanente essa quase que lavagem cerebral feita entre boa parte do público evangélico. Fora a exploração da fé. Se utilizar de meios religiosos para gerar convencimento político é afelar exatamente para a fé das pessoas, contar, querendo ou não, uma fragilidade que elas tenham existenciais no seu percurso de vida, para adquirir votos. Um discurso absolutamente falseador.

como se a esquerda, o PT, fosse acabar com a família, com a propriedade, com a religião, quando, na verdade, o que há de interesse de muitos líderes evangélicos ligados ao bolsonarismo é que investigações não sigam em frente, seja em relação à lavagem de dinheiro em bancos ou até mesmo como esses recursos são utilizados. E daí a exploração seguir sendo ainda mais elevada, em função do fato de que se está explorando o pão

Algo que é tão íntimo, tão particular, que é a fé de cada um. Nossa, perfeito cirúrgico o seu raciocínio, Paulo, Nicoli. Ramírez, a gente estava até comentando o quanto você falava, e eu quero, óbvio, claro, aproveitar e chamar o Rafa também para essa discussão, Rafa, porque temos, até que se diga, encontrar um...

um Estado laico. Então, ações como essa, por exemplo, que estão sendo impetradas pelo movimento Brasil Laico, na sua avaliação elas procedem, porque a gente também não pode esquecer, nas eleições de 2018, a importância que as igrejas evangélicas tiveram na eleição de Jair Bolsonaro.

Vários relatos de que pastores, bispos da Universal realmente faziam pedidos para votos em Jair Bolsonaro, até então um candidato que não era tão conhecido assim, passou a ser ao longo de toda a campanha, teve episódios da facada. Enfim, percebemos depois também uma aproximação muito grande.

de dar record com o Jair Bolsonaro em entrevistas exclusivas e tudo mais, destinação de verba, cortou verbas da TV Globo, redirecionou especialmente para a...

Rede Record, enfim. Então, a gente também não pode esquecer e tem que ver até que ponto a fé não pode caminhar de mãos dadas com a política. E atos como esse, enfim, gostaria de saber a sua avaliação, se atos como esse realmente não deveriam acontecer.

No bojo dessas acusações, e são várias, é bem possível que haja algumas coisas que sejam vistas como pertinentes pelas autoridades, pelo judiciário no caso. Por exemplo, a maneira pela qual se faz referência à questão da candidatura ou pré-candidatura.

do Flávio Bolsonaro, pode acabar sendo vista assim como campanha antecipada. É claro que aí também pode ser que a demanda de inelegibilidade, essa demanda é muito improvável, até porque seria alguém que não é candidato estaria propriamente fazendo a campanha e também talvez fosse vista como uma medida extremamente.

radical, né, decretar ali uma inelegibilidade pra todo mundo que foi do culto, etc. Mas é possível que se encontre algo pertinente nessas várias acusações que estão sendo feitas por essa associação. Agora, no debate mais geral sobre o uso político da religiãoICK

ou sobre os pontos de contato entre política e religião, isso é algo mais amplo e mais complexo. Por quê? Porque, bem, na verdade, sempre são instâncias que caminharam juntas. Política e religião nascem misturadas, absolutamente. E por mais que se fale hoje, desde a modernidade, desde a Revolução Francesa, em laicismo,

o que seria laicismo, o que seria um Estado laico, é algo que não está muito bem definido. Porque se o Estado é laico, então, para início de conversa, a gente pode começar extinguindo os feriados de Natal, Páscoa e uma série de outros feriados que são intimamente religiosos. Por mais que haja um esforço capitalista de dessacralizar o Natal, a Páscoa e uma série de outros feriados religiosos.

através da mudança da natureza desses feriados e sua transformação em surtos de consumo, surtos estéricos de consumo, ainda assim são feriados fundamentalmente religiosos. O que se comemora no Natal é o nascimento de Jesus Cristo e não a visita do Papai Noel. O que se comemora na Páscoa é a ressurreição de Jesus Cristo e não, sei lá, a viagem do coelhinho da Páscoa, distribuição de chocolate ou o que quer que seja.

Então, o Brasil é um país, e a maioria dos países também são assim, em que a dimensão religiosa sempre esteve fundada, sempre esteve misturada com a política. E de uma perspectiva psicológica ou mesmo de uma perspectiva ideológica, não existe também muita diferença entre religião e ideologia.

ambos lidam com crenças então, por exemplo, você ter alguém ali que está no congresso e é cristão evangélico, católico adepto de alguma outra religião enfim, espírita

ou um bandista, etc, etc, e você ter adeptos de quaisquer ideologias, liberais, marxistas, etc, está mais ou menos na mesma, porque a gente está falando de crenças. Por mais que, especialmente as ideologias, por conta do seu nascimento e desenvolvimento, especialmente no século XIX, tentem atribuir a si mesmas um caráter científico,

Nenhuma ideologia é propriamente científica em termos que não sejam autorreferenciais. Então, muito trivial, na verdade, vincular todas as ideologias a religiões, no sentido de um sentimento religioso. Os liberais, os marxistas, anarcocapitalistas, fascistas, etc., todos eles são movidos por mitos, por expectativas escatológicas.

possuem uma certa dimensão missiânica nas suas crenças e assim como diante. Então o limite entre religião e política, ele sempre é muito confuso, não me parece algo que seja possível de ser separado. Mesmo que a gente tivesse ali um Estado não laico, mas ateu, que colocasse ali no topo da pirâmide uma suposta ciência com C maiúsculo, a gente ainda estaria lidando com um sentimento religioso.

Agora voltado para a ciência, ou seja, um cientificismo, o que é muito comum entre os ateus também. E de fato, no Brasil, de um modo geral, nesse período de eleições, não são nem apenas os bolsonaristas, etc. Mas todos os políticos se transformam em fiéis, se transformam em pessoas muito religiosas. A gente muitas vezes vê políticos, isso de várias ideologias.

que ao longo do resto do ano ou dos anos nunca puseram os pés numa igreja, mas estão ali. Também acontece, por exemplo, de padres da CNBB se pronunciarem em relação a eleições, defenderem votos, por exemplo, no Lula, em vários outros candidatos, defendendo também ali da própria orientação ideológica daquele padre em questão. Alguns padres católicos gostam muito do Lula, até porque o próprio PT também tem base religiosa.

Se o bolsonarismo tem um vínculo mais ou menos íntimo com as igrejas evangélicas, o petismo tem um vínculo mais ou menos íntimo com certos setores da igreja católica. E outros padres acabam fazendo campanha para o Bolsonaro. Então eu acho que é algo que está muito misturado e que é muito difícil de separar. O que certamente é reprovável é submeter ali a função ou dimensão religiosa.

a politicagem eleitoral, o que acontece bastante. Agora, de resto, como a religião não é algo individual, ela não é algo meramente interior, ela é algo que se pronuncia em relação ao mundo e que possui uma dimensão fundamentalmente comunitária. Então, todas as religiões, não apenas a evangélica, a católica, mas também a espírita.

hindu, budista e várias outras, têm posições muito claras, por exemplo, em relação a temas como aborto, em relação a temas como economia, em relação a temas como juros, em relação a todos os temas. Tem ali uma imagem de como que a sociedade deve funcionar. E impede, demanda que os seus fiéis se posicionem na hora de votar, ou na hora de entrar em partido, ou na hora de apoiar um ou outro político em concordância com os seus próprios...

princípios religiosos. Esse fenômeno, por exemplo, do católico não praticante, é o católico que é a favor do aborto, o católico que é a favor disso ou daquilo, isso aí é algo comum no Brasil, mas me parece até que está sonando menos comum, no sentido de que você tem aí um ressurgimento católico.

Mas católico, no sentido disso, a pessoa que tem a religião segue aquela religião. Se a religião diz que X é errado, então X é errado. E se um político defende X, então você não vai votar naquele político X. Então, me parece que aquilo que... Tem uma dimensão dessa imbricação entre religião e política que é inevitável, que é típico, que não vai mudar nunca e se mudar no sentido de você substituir as religiões tradicionais.

por novos mitos, novos deuses, novas fés, você ainda vai estar lidando com um sentimento religioso, mesmo que esteja ali disfarçado de ciência. Mas existe também, evidentemente, a dimensão em que existe a exploração da fé para fins exclusivamente politiqueiros. E aí, evidentemente, essa segunda característica, esse segundo aspecto, ele precisa ser coibido.

Só que, em alguma medida, isso tem que partir de dentro da própria religião, de outros líderes religiosos e dos próprios fiéis. Porque fazer um controle externo em relação à religião, a não ser com coisas muito óbvias, tipo proibir a propaganda político-partidária dentro dos tempos, e aí a gente tem que ver em que medida, por exemplo, o padre tem a liberdade de sugerir e aí

um determinado posicionamento ou expressar uma preferência. Porque também existe uma certa tendência, cada vez mais, de, em nome da preservação de determinadas sensibilidades, tentar até mesmo suprimir o direito das religiões e dos sacerdotes religiosos.

e se posicionar em relação a questões da esfera pública, como eu falei, a religião pertence à esfera pública e não à esfera privada. Sempre foi assim e as tentativas de evitar isso são fadadas ao fracasso, porque não correspondem à própria natureza da religião.

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Cinco horas e um minuto, antes de eu atualizar o trânsito aqui no Rio de Janeiro, eu vou trazer mais uma vez aqui o nosso número de WhatsApp, o 219-8065-0066. Repetindo aqui, 219-8065-0066.

Através dele você pode participar da programação da Rádio Sputnik na Metropolitana. Você pode mandar aqui sua sugestão de reportagem, pode mandar também sua sugestão de pergunta para os nossos entrevistados. Enfim, participar não apenas aqui do Entretanto, mas de toda a programação da nossa rádio.

Nesse momento eu vou fazer um giro de trânsito pela Tijuca, rua Conde de Bonfim, trânsito intenso desde a Avenida Heitor Beltrão, isso no sentido Usina. Não há retenções no sentido elevado Paulo de Fronten. Avenida Maracanã, trânsito sem retenções no sentido Tijuca, em direção ao centro, há uma intensa movimentação.

Tem também informação da linha amarela no sentido fundão. Trânsito apresenta congestionamento desde o acesso ao túnel da Covanca até a altura da estrada do Pauferro. Já em direção à Barra da Tijuca, o trânsito apresenta retenções desde o fundão até Bom Sucesso.

Vamos falar um pouquinho também de Copacabana, Avenida Atlântica, em direção ao Leme, o trânsito apresenta intensa movimentação de veículos. No sentido Ipanema, o trânsito segue sem retenções. Avenida Princesa Isabel, em direção à Orla, o trânsito está intenso. Já no sentido Botafogo, há retenções na altura da Avenida Atlântica.

Avenida Nossa Senhora de Copacabana apresenta lentidão nos trechos entre a rua Barão de Ipanema e a rua Figueiredo de Magalhães e retenção no acesso à Avenida Princesa Isabel. Como é já tradicional aqui...

No entretanto, a gente fecha com as informações da ponte Rio-Niterói, sentido Rio de Janeiro, fluxo normal, travessia prevista em 13 minutos. Já no sentido Niterói, fluxo com lentidão do Mocangue ao Pedágio e também na saída para Jansen, travessia prevista em 18 minutos.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Real Time Big Data indica um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto contra 43% de Lula.

Outros quatro cenários possíveis de segundo turno entre Lula e Nomes da Direita também foram testados. Lula disputaria com Ciro Gomes, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e também Renan Santos, Isa.

É, Léo, e segundo esse levantamento, Flávio leva a melhor numericamente contra Lula, com 44% contra 43% do petista. Se a margem de erro de dois pontos percentuais for considerada, aí os dois estão em um empate técnico. Nos outros quatro cenários de segundo turno testados, o atual presidente tende a levar vantagem contra os adversários. Contra Ciro Gomes, o cenário é de empate numérico.

com 43% das intenções de voto para os dois, contra Ronaldo Caiado a vantagem é de 1%, que é de 44% contra 43%, Romeu Zema pontua 39% contra 43% de Lula, e Renan Santos...

fica com 24% contra 48% de Lula. Então, como a gente pode interpretar, aí eu já faço a pergunta para o nosso convidado de hoje, o Paulo Nicoli Ramírez, como a gente pode, Paulo, interpretar esses números?

A gente sabe que nem sempre quem larga em primeiro é quem vai vencer. Muitas das vezes nem acaba sendo isso. Mas, no caso específico de Lula, a gente está vendo, no que diz respeito a essa pesquisa, pelo menos, uma diferença quase que mínima, por exemplo, dele em relação a Ronaldo Caiado, Romeu Zema, num cenário de segundo turno, claro. Então, eu gostaria de...

Realmente, que você nos ajudasse a interpretar esses números. Bom, em primeiro lugar, a seleção vai se caracterizar, com todo o respeito aos demais candidatos, mas é qualquer coisa contra o Lula. Por isso que os números se mostram tão parecidos. O caso com o Flávio Bolsonaro, o próprio Ciro Gomes, que vocês citaram, Caiado, Zema. Então, isso revela um sentimento antifetista.

e que talvez coloque até mesmo em risco o bolsonarismo, porque o bolsonarismo não vive unicamente da... Aliás, o bolsonarismo vive, claro, da crítica que se faz ao Lula, mas a gente vê outros segmentos mais ao centro, que é o caso do Zema, o Caiado, que conseguem a transferência, inclusive, dos votos bolsonaristas para eles mesmos. Então existe uma camada da população que não necessariamente é bolsonarista.

mas é que é de direito e de centro, e não quer o Lula de jeito nenhum. E a campanha do Lula vai tentar se concentrar nessa, digamos assim, conversão desses antilulistas, por isso a viagem aos Estados Unidos, que a imprensa deu ontem, que seria a visita do Lula ao presidente Trump, o Lula também oferecendo o desenrola 2.0 e outras ações que deverão surgir ainda um pouco antes desse período eleitoral.

com a intenção de atrair esse público, digamos assim, mais moderado, que hoje se aproxima mais de Flávio Bolsonaro. Agora, um detalhe que é interessante da candidatura do Flávio Bolsonaro, é claro que ele é do capital político do pai, que não foi pouca coisa, algo em torno de 49% dos votos válidos na última eleição, no segundo turno, mas o Flávio Bolsonaro é um candidato que pouco se manifestou nos meios de comunicação. Claro, tem participado de um evento aqui, acolá, mas...

entrevistas coletivas, há dias em que a agenda está vazia também, ou não declara agenda, muitos jornais deixam de cobrir o que o Flávio Bolsonaro está fazendo, exatamente porque ele não tem uma agenda declarada, mas o que eu queria chamar a atenção é que o Flávio Bolsonaro é um candidato que mal abriu a boca, e claro que ele vai ter que tocar em assuntos polêmicos, a começar pela anistia do pai, que gerou mais estardalhaços.

com a aprovação que o Congresso fez na semana passada da dosimetria. Há tendência que mesmo para a redução da terapia, ele, como o primeiro ato busque, como o Caiado declarou que vai fazer, é decretar em Chia, o Zeman também disse isso, isso pode afastar um público que não necessariamente é bolsonarista, mas que tem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro para ver alguma mudança. Mas esse voto pode ser perdido, esses votos.

em função da questão da amistia. Outro ponto também polêmico é o tarifácio. A gente não pode esquecer que a família Bolsonaro foi totalmente a favor, junto com esses grupos de direita, de centro, ao tarifácio. Isso gerou incômodo da população brasileira e foi nesse momento que a popularidade do Lula chegou a subir relativamente alguma coisa no ano passado, exatamente naquele momento do tarifácio.

E há outras questões também, quem vai ser o ministro da economia, né? Ele quer mudar, assim como fez o pai, o nome do Ministério da Fazenda para a Economia, mas vai ser o Paulo Guedes. O Guedes ou qualquer outro de linha totalmente neoliberal pesa, na época da pandemia, uma elevação do preço dos alimentos, descontrole das contas públicas também. Então, não me parece que o Flávio Bolsonaro...

por enquanto, gozes de uma situação confortável. Claro que ele está liderando, isso é positivo para a sua campanha, mas eu diria que o grande problema de Flávio Bolsonaro é quando começar a campanha, ele tiver que apresentar propostas concretas, para além de todo aquele discurso moral, moralista, melhor dizendo que a gente já está acostumado dos bolsonaristas, vão falar de Deus, pátria, família, mas não há Deus que consiga interferir sobre essas questões econômicas, ou amor à pátria que consiga também.

estabelecer um equilíbrio econômico. A gente precisa saber quais são as políticas efetivas de Flávio Bolsonaro. E quando isso vier à tona, eu diria que o Lula tem um pouco mais de vantagem, já que pegou uma situação econômica pior com a saída de Jair Bolsonaro da presidência. Houve modestas e tímidas melhorias, alguns dados importantes a favor do Lula, como a redução da taxa de emprego, controle da inflação.

até mesmo o crescimento tímido ainda assim do PIB, mas a gente não sabe se isso vai ser suficiente para convencer o eleitorado, aquele típico que vai ao mercado, que sente que os preços estão elevados. Então, eu diria que as duas campanhas terão grandes dificuldades. Mas voltando à pergunta inicial, está mais do que claro que a campanha desse ano é Lula contra qualquer outro. Pode ser Flávio Bolsonaro, Zema.

Há uma vantagem do Flávio Bolsonaro, exatamente porque ele é do capital político do pai, mas vamos ver se ele consegue sustentar, já que, por exemplo, o Romeu Zema e o próprio Caiado tiveram posturas muito mais ousadas e declaradas a respeito da anistia, dizendo, por exemplo, que são a favor, no primeiro dia de mandato, de decretar a libertação de todos os presos pelo 8 de janeiro, aqueles atos golpistas. Então, nesse caso...

Eu não sei até que ponto o nome do Flávio Bolsonaro se manterá permanentemente forte nesse nível de votos. Fora o fato de que o fato do Lula chegar ao segundo turno é quase um fato, já que ele é o único candidato de esquerda, enquanto que os concorrentes de Flávio Bolsonaro, Copuzema, Caiado e, eventualmente...

o próprio Ciro Gomes, eu duvido que a candidatura dele tenha se concretizar, ou mesmo a candidatura do NBL, essas candidaturas buscarão chegar no segundo turno e, para isso, terão que tirar votos do Flávio Bolsonaro, não só de Lula. E, nesse aspecto, pode ser que o Flávio Bolsonaro tenha alguma queda nas intenções de voto.

Perfeito, Paulo. Obrigado pela análise e pela resposta. Eu vou trazer o Rafa para comentar um pouco esse assunto. Rafa, a gente tem um cenário de muita proximidade entre os candidatos. No primeiro cenário, Flávio e Lula tecnicamente empatados, e depois, na comparação com Ciro, com Ronaldo Caiado, enfim, há também uma disputa muito parelha. E como bem disse o Paulo, muda-se o candidato.

mas parece que a eleição de fato é todos contra o Lula. Eu queria entender com você, Rafa, em um cenário que a gente apresenta aqui, 44% das intenções de voto em um candidato. No caso, Flávio Bolsonaro, 43% de intenções de voto no outro candidato, que é o Lula.

O que pode fazer a diferença, Rafa, em um cenário de empate técnico? Para você, o que pode pesar na próxima eleição aqui no nosso país? Bem, geralmente, o cenário internacional não influencia tanto, ou, por exemplo, questões de política externa tendem a não influenciar tanto. Mas, nesse ano, isso parece que vai ter influência. A gente já viu...

como a questão do tarifácio, inclusive como já foi comentado, influenciou na opinião pública em relação ao Bolsonaro. Houve ali, inclusive, um fortalecimento do Lula durante algumas semanas, durante dois meses, durante aquele período do tarifácio, porque, evidentemente, houve uma reprovação social generalizada pelo papel do bolsonarismo nesse...

nesse embrólio, na tentativa de convencimento do Trump a impor tarifas e soluções com o Brasil. Se o Trump tiver a ideia brilhante de repetir essa peripécia, isso vai, evidentemente, impactar e vai enfraquecer a candidatura do Flávio Bolsonaro, a não ser que ele tome uma posição muito frontalmente contrária e crítica a essa eventual postura do Donald Trump.

Então, existe um elemento de incerteza pelo próprio cenário internacional. É óbvio também que o cenário internacional, conflito moso, a possibilidade de tensões com os Estados Unidos, a possibilidade da economia brasileira ser ainda mais afetada pelo conflito no Oriente Médio, isso também pode prejudicar o Lula pelo fato de que é o Lula quem está na presidência disputando uma reeleição. Então, tudo que piora a situação econômica, a situação social do Brasil,

é algo que acaba sendo cobrado de quem está no poder. E para um presidente tentando reeleição, sempre é ruim que haja um contexto internacional bastante negativo, especialmente em áreas que afetam o abastecimento do Brasil, por fertilizantes, abastecimento de combustíveis e assim por diante. Então tem essa possibilidade. Agora, eu acho que...

a disputa em si, o início da campanha, realmente pode mudar a dinâmica dessas eleições. Eu diria, inclusive, que para o Flávio Bolsonaro chegar bem para essas eleições, ele tem que aumentar a vantagem dele em relação ao Lula. Porque o Flávio tem uma fraqueza muito óbvia, que a gente já viu em eleições anteriores,

que é o debate. Ele chegou, inclusive, uma vez a desmaiar durante um debate. Então, a não ser que, de fato, ele estivesse com algum problema de saúde naquela época ou com alguma outra questão, isso pode indicar uma certa fragilidade diante de debates, o que vai ser sentido e pode impactar as suas chances de vitória, especialmente se a gente considerar...

que está muito apertado, está na margem de erro, e aí todo voto é significativo. Todo evento, por menor que seja, pode afetar o resultado das eleições. Mas não é por acaso que existem pessoas que atribuem a derrota do Bolsonaro nas últimas eleições, aqueles surtos da Zambelli, do ex-presidente do...

do PTB, que me fugiu o nome, que usaram armas e agrediram, ameaçaram pessoas. O Roberto Jefferson, no caso, que recebeu a polícia na bala e assim, e a Zambelli apontando arma para cidadãos pelo meio da rua. Tudo isso acontecendo poucos dias antes das eleições. Então, quando você tem um processo eleitoral, uma disputa eleitoral,

tão polarizada, em que os candidatos principais estão tão próximos um ao outro, qualquer coisa pode afetar. E no caso brasileiro você tem, para além das influências de sempre, a situação econômica, escândalos de corrupção, isso também é algo que pode afetar caso você tenha no avanço.

das investigações sobre o INSS, sobre o Banco Master, os holopotes caminhando muito numa direção ou noutra, isso evidentemente pode afetar, mas esse ano também tem, você tem os conflitos internacionais, a pressão dos Estados Unidos, tudo isso pode afetar a opinião pública brasileira e a própria campanha em si, em que você tem bem de um lado

Um político bastante experiente, que é o Lula, e do outro alguém que está ocupando o lugar do Jair Bolsonaro e que já demonstrou algumas fragilidades durante campanhas eleitorais.

Certo, Rafa. Bom, ainda falando em pesquisa, ainda falando sobre a real-time Big Data, a gente traz que um outro recorte da pesquisa mostrou que um eventual apoio do presidente norte-americano Donald Trump a um candidato nas eleições presidenciais brasileiras é visto de uma forma negativa por 35% dos eleitores.

Esse levantamento indica ainda que 26% avaliam essa influência como positiva, enquanto 32% consideram o tema indiferente. Ou seja, tem mais gente considerando indiferente do que positiva. Bom, esse levantamento mostra que a percepção sobre o apoio de Trump varia significativamente de acordo com o perfil político dos eleitores.

o que evidencia divisões claras entre diferentes bases eleitorais. Entre os eleitores do presidente Lula, por exemplo, a rejeição ao apoio de Trump é mais acentuada. Nesse grupo, 48% consideram a eventual manifestação do líder norte-americano como negativa. Outros 30% afirmam que o apoio seria indiferente, enquanto apenas 13% veem como positivo.

Os dados sugerem resistência significativa à influência estrangeira nesse segmento, especialmente quando associa a uma liderança política internacional com posicionamentos ideológicos distintos. Ainda entre os lulistas, 9% disseram não saber ou preferiram não opinar sobre o impacto desse eventual apoio. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o cenário se inverte.

Nesse grupo, 41% consideram positiva uma eventual declaração de apoio de Trump, enquanto 25% avaliam como negativa. Outros 27% classificam o tema como indiferente.

A diferença entre os grupos, como a gente falou aqui, pode evidenciar como essa afinidade ideológica influencia a percepção sobre a participação de lideranças internacionais no processo eleitoral brasileiro. Entre os eleitores ligados a esse campo político, 7% afirmaram não saber ou não responderam a questão.

O levantamento também avaliou a opinião de eleitores de outros possíveis candidatos. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado, 32% consideram o apoio positivo, 35% indiferente e 30% negativo. No caso de eleitores de Ciro Gomes, 42% avaliam negativamente o apoio de Trump, enquanto 21% veem como positivo e 32% consideram indiferente.

Entre os eleitores de Romeu Zema, classificam como apoio positivo 35%, 31% como negativo e 27% como indiferente. Entre os apoiadores de Renan Santos, o maior porcentual está na indiferença. 42% disseram que o eventual apoio não iria fazer diferença alguma. Outros 30% avaliam como negativo e 26% como positivo.

Os dados mostram que, embora haja rejeição relevante ao apoio de Trump, uma parcela significativa do eleitorado ainda demonstra neutralidade em relação à influência externa nas eleições brasileiras. O cenário reforça que o impacto político de manifestações internacionais depende diretamente da identificação ideológica dos eleitores e da leitura que fazem sobre o papel de atores estrangeiros no processo democrático nacional.

Bom, Paulo, eu queria entender com você o seguinte, a gente aqui traz alguns cenários relacionados ao apoio de Trump a candidatos brasileiros, mas eu queria entender com você o seguinte, esse apoio pode ser algo...

que resolva uma eleição que está tão disputada, que a gente costuma brincar que está ali na régua, são números muito parecidos, porque quando a gente fala no eleitorado brasileiro e a gente pensa no verdadeiro povão, eu não sei se o apoio de Trump tem tanta relevância assim. Para você, esse é um assunto que pode decidir a eleição aqui no Brasil?

Olha, dificilmente decidiria uma eleição, mas com certeza é capaz de afastar muitos votos. Talvez não a ponto de decidir a eleição, como eu disse, mas também é uma demonstração de posturas diferentes, eu diria, na relação dos presidenciáveis com o Trump. Que o Lula, por exemplo, embora ele vá se encontrar agora quinta-feira, ao que tudo indica, com o Donald Trump,

Não se trata de uma posição demonstrada publicamente ou pelos meios de comunicação, é uma relação de servidão, de servilismo, de rebaixamento, de um posicionamento colonial, ou melhor dizendo, de colonizado. O Lula sempre vende essa imagem de que está indo conversar de olho com olho, de presidente para presidente.

Então, é claro que o Trump dificilmente apoiaria o Lula numa candidatura, até por uma questão de aproximação ideológica conservadora com os bolsonaristas. Porém, pode-se dizer que esse encontro entre Lula e Bolsonaro tem uma função de propaganda política, de tentar fazer com que Lula se mostre de igual para igual, ou corajoso. Ao mesmo tempo que critica o Trump, consegue se encontrar com ele.

E o que o governo vai tentar vender é a imagem de que Trump teria se dobrado aos encantos de Lula. Provavelmente é isso que a gente vai ver nos próximos dias. Agora, o apoio de Trump aos bolsonaristas, que eu acho que é o que deve já estar em direção, mesmo porque o Trump apoiou o Milley na Argentina e foi decisivo na Argentina, com a discussão de que ajudaria a Argentina a pagar suas dívidas ou alguma coisa do tipo, foi esse.

discurso que o Bilei vendeu, e por isso venceu a eleição. Agora, isso não faz sentido aqui no Brasil. O Brasil, apesar de ser um país com muitos déficits das contas públicas, honra com as suas dívidas, de qualquer forma. Então, primeiro que não há um caminho possível para que o Trump ajude o Brasil. Os tarifácios caíram. E qualquer eventual apoio de Trump ao Flávio Bolsonaro soa...

para os eleitores petistas, e certamente uma parte dos próprios eleitores que hoje manifestam a intenção de voto a Bolsonaro, mas pode soar como um civilismo, como uma posição colonialista, que até hoje a gente não viu nenhum bolsonarista questionar ao menos alguma decisão do Trump.

a dizer que o tarifácio foi equivocado, ou até mesmo fazer oposição aos ataques dos Estados Unidos ao Irã e ao apoio irrestrito que é dado a Israel. Então, eu diria que o apoio do Trump ao Fábio Bolsonaro é mais prejudicial do que uma hipótese muito distante do Trump apoiar o Lula. Eu diria que o Lula terá de demonstrar e fará isso uma...

uma posição de igual para igual com o presidente Trump, ou até mesmo, como eu disse, capaz de dobrá-lo, a ponto de sair algum acordo importante nessa reunião, seja na área de segurança, na área econômica e assim por diante. Mas o Flávio Bolsonaro, além de não ter experiência internacional e além de ser um puxadinho do pai, no final das contas, um puxadinho eleitoral, o Flávio Bolsonaro...

A família Bolsonaro como um todo não fez outra coisa nos últimos anos, a não ser abaixar a cabeça para a família Trump, sem questionamento, numa visão bem fundamentalista e pouco reflexiva. Então, eu diria que nessa situação de dominação, de servilismo, o apoio de Trump a Flávio Bolsonaro pode trazer efeitos colaterais negativos à candidatura do Flávio Bolsonaro.

Certo, muito obrigada. Rafa, como é que a gente pode analisar esses números ligados a Trump e frente a isso, o que a gente consegue esperar de estratégia de ambos os candidatos, tendo em vista já a divulgação dessa pesquisa? Bem, uma coisa que fica muito clara é que o Trump é mais unanimidade entre porta-vozes e políticos.

bolsonaristas do que entre os eleitores do Bolsonaro. Porque, por mais que haja um percentual maior, um percentual significativo de eleitores, potenciais eleitores do Bolsonaro, que considerariam positiva uma declaração de apoio por parte de Trump, você ainda tem uma parcela significativa que consideraria negativa, que poderia, portanto...

afetar negativamente aquela vontade, aquele desejo de votar pelo Flávio Bolsonaro. É claro que majoritariamente você vai ter ali uma maioria de potenciais eleitores do Lula que vê isso como negativo, mas o fato de você ainda assim ter uma parcela significativa.

de bolsonaristas ou de potenciais eleitores do Bolsonaro que veem isso como negativo, já significa que, pelo menos, se a candidatura do Flávio Bolsonaro for prudente, pode até sinalizar um pouco, num sentido favorável, a uma aproximação com os Estados Unidos, mas não pode, ou pelo menos não deveria,

vincular excessivamente a sua imagem ao Donald Trump. Isso me parece uma tendência internacional, essa visão negativa em relação ao Donald Trump, inclusive em setores conservadores, setores soberanistas, etc. Na Hungria, por exemplo, muita gente considera que foi um erro crasso por parte do Victor Orbán receber o J.D. Vance para o último comício da campanha.

Isso um ou dois dias antes das eleições. Então aquela vinculação com a imagem do Donald Trump parece que foi negativa para o Victor Orbán. Você tem vários outros políticos de orientação conservadora, soberanista, populista, etc., assumindo posturas críticas em relação aos Estados Unidos, em relação ao Donald Trump. E onde isso tem acontecido, inclusive...

aumenta-se ali as intenções de voto. Então, o AFD na Alemanha, por exemplo, começou a se posicionar num sentido anti-Estados Unidos e passou a aumentar de maneira significativa nas pesquisas ao longo dos últimos 30 dias. Então, isso em alguma medida deveria ser algo a ser analisado pelos bolsonaristas. Porém, os bolsonaristas parecem mais trumpistas...

do que os trumpistas, já que a própria base ali, e não apenas a base eleitoral, mas a base de influenciadores, a base de porta-vozes, de líderes do trumpismo, está rachada, está dividida. Você tem vários nomes extremamente conhecidos se posicionando de maneira contrária ao Donald Trump. O Tucker Carlson, o Alex Jones, Candace Owens e várias outras pessoas, até mesmo representantes como o Thomas Massey e a Marjorie Taylor Greene.

que eu acho que entregou o cargo dela, são figuras ali trumpistas, conservadoras, soberanistas, etc, etc, que se posicionam de maneira cada vez mais contrária ao Donald Trump. Mas essa ruptura, por assim dizer, praticamente não se vê no Brasil, exceto nesse caso recente do enfrentamento com o Papa, o Papa Leão.

porque aí sim, como uma parte do bolsonarismo é católico, então você teve algumas figuras ali, como aquele senador, o senador Cleitinho, se eu não me engano, que se posicionaram contra o Donald Trump e alguns outros, mas um grupo bem minoritário. Então, na verdade, eu não sei se o Flávio Bolsonaro vai se ligar nisso, vai perceber que a maré não está positiva para o trumpismo.

Porque existe ali um apego que já quase virou reflexo, já quase se tornou um mero reflexo mecânico de apoiar os Estados Unidos e Israel, independentemente das circunstâncias. Se isso acontecer, especialmente caso o governo dos Estados Unidos e o governo de Israel também acabem cometendo outros tipos de ações,

má vistas internacionalmente, isso pode acabar afetando, sim, o desempenho do Flávio Bolsonaro nessas eleições. Você está ouvindo Rádio Sputnik na Metropolitana FM. Outro Lado do Mundo Outro Lado do Mundo

Agora 5 minutos e 30... 5 horas e 33 minutos. Agora são 5 minutos e 33 horas. Gente, ai, ai, ai. Mas vamos lá, né? Terça-feira ainda, Isa. Imagina na sexta, né?

Mas, gente, o que acontece é que o que importa é que nós vamos trazer uma notícia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenou auxiliares do governo que ele pretende definir uma nova indicação ao STF após retornar de sua viagem aos Estados Unidos.

Lula vai embarcar amanhã para um encontro na quinta-feira com o presidente norte-americano Donald Trump e a expectativa de que ele retorne ao Brasil no final de semana seguinte. A ideia desenhada atualmente é que o presidente se reúna novamente com o advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi recusado pelo Senado Federal na semana passada.

Segundo a rede de notícias CNN, o presidente quer definir o destino de Messias antes de indicar um novo nome. Hoje, a tendência é de que Messias assuma o Ministério da Justiça e se mantenha em evidência para ser indicado de novo à Suprema Corte, caso o petista seja reeleito em outubro deste ano. Depois, Lula quer ter uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O esforço é para que ambos superem as diferenças e o petista aproveite o encontro para sondar o senador sobre a disposição de uma nova indicação. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou na segunda-feira que Lula quer definir a indicação ainda em maio.

Atualmente, Lula considera três nomes para a vaga. Além de Simone Tebet, são citadas no Palácio do Planalto a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manoelita Hermes Rosa Oliveira Filha, da Advocacia Geral da União.

Bom, Paulo, eu queria trazê-lo para comentar um pouco esse assunto. Queria que você falasse um pouquinho sobre como você assistiu essa rejeição de Jorge Messias e depois queria que você comentasse, a gente traz aqui três nomes de três mulheres. Para você, de fato, é uma tendência que essa indicação, de fato, seja uma mulher. Você apostaria em algum nome? Como é que você está avaliando esse caso?

Bom, começando pela semana passada, quando o nome de Jorge Messias foi recudado pelo Senado, é claro que foi uma derrota histórica do Lula. Se não me engano, eram 134 anos que o Senado não recusava uma indicação do presidente. Claro que isso tem um peso político imenso. Mas, ao mesmo tempo que Lula sai derrotado, ele escolhendo o Jorge Messias, que é um evangélico,

ele lança todo o ônus da sua derrota e da justificativa dela para o Congresso, para o Senado especificamente. Então, as redes sociais e alguns meios de comunicação capturaram com muito mau tom, digamos assim, os ocorridos, já que houve, ao que tudo indica, um acordo entre parte do STF, principalmente Alexandre de Moraes, a Columbre, presidente do Senado.

e os próprios grupos de centro, para não aprovação do Jorge Messias, para que exatamente não houvesse um voto a mais, por exemplo, na questão que envolve o Banco Master. É basicamente isso que está acontecendo, ou seja, as situações totalmente diferentes se uniram nesse consenso. Mesmo porque Jorge Messias deveria ter agradado muito mais aos senadores de centro do que um nome como Flávio Dino, que está bem indicado por...

Por Lula, sendo que Flávio Dino, ele é um comunista declarado, e nem por isso nós vimos esse estardalhaço na indicação de seu nome. Agora, quando o Lula escolheu Jorge Messias, o objetivo estava claro, né? Claro que uma derrota estava no horizonte. O Lula foi perdendo o pouco apoio que tinha dentro do Senado, né? Durante o mandato, então a escolha de um evangélico tinha um propósito, né? Talvez sabendo que seria derrotado...

Lula, então, joga lenha na fogueira exatamente porque a base de apoio dos políticos de direita, de Flávio Bolsonaro, são os evangélicos. Não a totalidade deles, mas boa parte deles, pode-se dizer assim. Então, isso passa a dividir o próprio eleitorado. Então, por que não escolher um evangélico? Vão pensar parte dos eleitores de Flávio Bolsonaro, ou os que estão mais direcionados ao centro, à direita, seja lá como for.

E claro que o interesse ficou claro, porque não é indicação dele. Não era uma questão técnica, não era uma questão também de carreira acadêmica. O Jorge Messias, mestre, doutor, tem também amplo histórico profissional dentro de instituições públicas e jurídicas. Então, a única justificativa era esse conluio, esse acordo entre grupos de centro de direito, para que...

caso o Borcaro não tivesse mais um juiz que certamente contenerá muitos desses políticos de centro. Então é mais ou menos isso que aconteceu, né? Por isso que eu disse que o Lula lançou todo o ônus da sua derrota às mãos dos grupos de direito. Perdeu, mas venceu. Perdeu dentro do Senado. Venceu diante da opinião pública. Agora, o que o Alton Lula queria, de fato, e os grupos de centro de direita querem...

é que um novo nome ao STF apenas seja indicado pelo próximo presidente. E o Lula não está abrindo mão dessa prerrogativa, enquanto o seu mandato perdurar. E uma das estratégias é exatamente lançar um nome que seja polêmico, pelo menos dentro do ponto de vista da interpretação de mundo da direita. E claro que escolher uma mulher...

já é polêmico, já que para muitos desses grupos conservadores, as mulheres sequer deveriam participar ativamente da política. E outra cartada de Lula seria a indicação de uma jurista negra. Me parece que seria uma atitude assertiva, afinal de contas, escolher uma mulher e ainda uma mulher negra, acabam acendendo temas que envolvem...

a interseccionalidade, ou seja, essa combinação de conflitos e preconceitos que são operados diante de certos grupos da sociedade. Então, a população negra já praticamente não faz parte do poder público, enfim, das principais forças políticas do país. Segundo, as mulheres também são deixadas de lado.

E fora o fato de que a Carmen Lúcia está para se aposentar também. Então a gente pode ter um STF absolutamente dominado por homens, então o Lula colocando uma mulher, e talvez negra, que me parece ser o destino que o Lula deve tomar, é provocar ainda mais visões conservadoras e reacionárias dentro do Senado. E desagradando também a Columbre, que tinha com o desejo Pacheco, que é uma figura mais próxima a ele,

Mas, ao que tudo indica, Lula fará alguma indicação que gere algum estardalhaço entre os grupos de direitos.

Certo, muito obrigada, Paulo Nícoli Ramírez. Rafa, como a gente estava falando agora há pouco, realmente tudo leva a crer, a tendência é que Lula indique uma mulher para o cargo. Agora, também tem a tendência de que o Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado, assuma o Ministério da Justiça, que é o que se fala aí nos bastidores.

E Messias pode ser novamente indicado por Lula, caso o presidente seja reeleito. Você acha que, seja qual for, especialmente, por exemplo, em se tratando de uma mulher, que é um clamor mais popular, que a gente observa nas redes sociais, o Senado vai ter coragem de vetar uma nova indicação de Lula?

Sim, uma coisa que pode acabar sendo feita é, de fato, o Alcolumbre não pautar, né? O Alcolumbre, por assim dizer, tentar enrolar, tentar em cima da indicação, vai arrastar essa discussão, arrastar esse processo até, por exemplo, após as eleições, para saber qual vai ser o resultado, ou até o próximo ano.

Então, essa é uma possibilidade. Agora, talvez, de fato, Lula aposte no seguinte, na proposição de um nome feminino ou de um nome, além de feminino, ou seja, feminino e negro, com o objetivo de colocar o Senado numa saia justa.

pela sugestão, pela, entre aspas, promessa velada de que uma negativa, uma rejeição da indicação seria abordada pelo governo e pela militância como sendo fruto de machismo, misoginia, racismo, etc. E atualmente você tem setores...

da oposição, que são bastante sensíveis em relação a esses temas, por acreditar na necessidade de um discurso numa linha representativa de minorias para tentar disputar a vota. Então pode ser que seja uma situação na qual o Lula consiga o que ele quer.

através de uma promessa ou de uma possibilidade de um constrangimento da oposição, através da proposição de um nome cuja rejeição poderia ser instrumentalizada pela propaganda através daquela litania de ismos e acusações de discriminação, preconceito, etc. Poderia ser uma boa jogada, só que permanece a dificuldade.

de que o presidente do Senado tem uma certa liberdade para conduzir essa questão, no sentido de quando vai pautar, de pautar ou não pautar e assim por diante. Isso aí é uma certa liberdade que o presidente do Senado desfruta, que pode acabar dificultando um pouco a vida do Lula.

É claro que talvez, caso a campanha do Lula efetivamente deslanche, pode ser que o Alcolumbre decida então não adiar o inevitável e falte e assim por diante. Porém o mais provável é que pelo menos por um tempo ele espere para ver como a própria pré-campanha e campanha vão começar a se desdobrar.

antes de se posicionar e começar a tentar influenciar os senadores. Mas me parece bastante claro que, até por um ânimo também de revanche ou de correção de algo talvez visto como uma injustiça,

Caso o Lula ganhe, certamente ele vai voltar a indicar o Jorge Messias. Talvez já num Senado um pouco menos desfavorável, a gente vai ter que esperar o resultado das eleições para ter certeza. Mas é muito claro que ele provavelmente vai voltar a indicar o Jorge Messias, até porque para o próximo presidente do Brasil...

Vão sobrar vagas no STF, né? Você tem essa atual do Barroso e mais três que serão esvaziadas durante o mandato do próximo presidente. Por isso que agora essa questão das indicações para o STF e de também quem vai ser o próximo presidente, ela é uma das questões...

que mais vão chamar atenção e mais serão discutidas. Bem, a gente está num período político em que, de maneira muito clara, os presidentes estão tentando, sim, aparelhar o SCF para terem uma corte favorável aos seus interesses. E em décadas anteriores, por exemplo, ali nos anos 90,

você tinha ali uma nomeação talvez um pouco menos polarizada, por assim dizer, agora tanto o Bolsonaro quanto o Lula, o Bolsonaro durante o mandato dele quanto o Lula, pensam o STF nos termos de quem é confiável. Então você tem ali o Flávio Dino, o próprio ex-advogado do...

Lula, você tem aí essa indicação do Jorge Messias, e no caso, do Bolsonaro, o Mendonça, etc. O Nunes e assim por diante. Então, cada vez mais, aquela dimensão meramente técnica do STF é o que vai se afastando diante da politização da Corte Suprema.

Ok, Rafa, muito obrigada. Agora, 5 horas e 47 minutos. A gente se despede do nosso convidado de hoje, Paulo Nicoli Ramírez, cientista político, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da SPM. Foi uma aula mesmo, como você falou, né, Leo? A gente tê-lo aqui com respostas sempre muito proveitosas, muito cirúrgicas. Eu gostei bastante.

Eu também, Isa. E já fica o convite para uma próxima oportunidade do Paulo participar mais uma vez aqui do Entretanto com a gente. E hoje tem dica, né Isa? Exatamente. Agora a gente quer, Paulo, antes da gente se despedir de você, uma dica que você possa aqui dar para a gente, para os nossos ouvintes. Bom, primeiro eu queria agradecer o convite. É sempre uma honra estar com vocês. E eu vou sugerir...

todo o respeito a vocês e também não querendo ser orgulhoso, eu tenho um livro sobre o golpe na Bolívia de 2019. É um livro da editora Coragem, que se chama O Golpe na Bolívia em 2019 e o Imperialismo contra Evo Morales. Eu conto como que os americanos planejaram a queda do Evo Morales. Tem uma entrevista com ele também no livro. Então, eu fico muito agradecido em poder divulgar esse livro que foi lançado faz dois anos, mais ou menos.

Ótimo, muito obrigada, dica mais do que anotada aqui, Paulo. Então até uma próxima ocasião e a gente segue agora com o tempo. FITO O CLIMA

A temperatura permanece alta no Rio. É o outono carioca com cara de verão, né minha gente? De acordo com o Climatempo, a quarta-feira vai ser de sol o dia todo, sem nuvens no céu. A noite será de tempo aberto, também sem nuvens, mínima de 18 e máxima de 31 graus. Contando as moedas

O dólar comercial operando dia em queda de 1,12%, cotado a R$ 4,91. Já a bolsa de valores operando em alta de 0,62% a 186.754 pontos. Aproveitar que a gente está falando de economia, o comércio projeta crescimento nas vendas para o Dia das Mães deste ano. O repórter Lucas de Andrade tem os números para a gente.

O Dia das Mães deste ano deve impactar o comércio brasileiro em cerca de R$ 17 bilhões, um aumento de 4,25% em relação a 2025. Os números são de uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, a ABEX, em parceria com o Datafolha. Apesar da alta, representantes do setor varejista avaliam que as projeções indicam um crescimento moderado, sem recuperação do poder de compra dos brasileiros.

Em entrevista ao jornal Vale Nota, da rádio Sputnik Brasil, o especialista em varejo e fundador da Mola Educação, Gustavo Malavota, afirmou que os juros altos e a variação cambial dificultam o crescimento sustentável para o setor, além das eleições presidenciais de outubro.

A gente está diante de um cenário político desafiador, um ano de eleição, a gente ainda tem algumas perspectivas de mercado variando por conta de oscilação de dólar. Então, o povo em geral está um pouco mais atento. Embora nós tenhamos um interesse natural pela compra, principalmente nessa data que é a segunda mais forte do ano, lembrando que o Dia das Mães...

ele só compete com Natal e, em alguns casos, Black Friday. O que vai fazer o principal diferencial para que quem está no varejo consiga ter um resultado melhor vai ser tudo aquilo que ele vai conseguir agregar para conseguir fazer esse consumidor tomar a decisão dele com base principalmente no propósito. Lembrando que essa data tem um fenômeno. Todas as pessoas que compram o presente do Dia das Mães estão comprando algo que está atrelado a um sentimento, a uma emoção, alguma coisa que faz aquelas pessoas lembrarem daquela data.

O levantamento mostrou que 65% dos brasileiros pretendem presentear na data, o que representa aproximadamente 109 milhões de pessoas. A pesquisa também revela diferenças geracionais. Entre jovens de 18 a 24 anos, a intenção de compra chega a 87%. Entre pessoas com mais de 60 anos, cai para 35%.

E mesmo com a expansão do e-commerce, as lojas físicas seguem na preferência de 72% dos entrevistados, contra 25% de quem prefere o comércio online. Para Gustavo Malavota, a dominância das lojas físicas nessa data não é por acaso.

Bom, existe um espaço, obviamente, para o crescimento online, mas uma oportunidade muito grande para o varejo físico, porque presentear mãe tem uma questão de dúvida envolvida. O que comprar? Para quê? Então, o varejo físico, nessa hora, tem um fator muito importante à sua disposição, que é poder conversar, poder dialogar com esse comprador que ainda não tomou decisão sobre o quê. Ele quer comprar, ele quer presentear.

Ele quer tornar aquela data importante para a mãe quando estiver entregando o presente, mas ele ainda não sabe como. Então, varejo físico, muita atenção, porque o poder de decisão vai ser tomado na hora. O ticket médio esperado para os consumidores no dia das mães está estimado em R$ 262,00, acima dos R$ 249,00 gastos em média em 2025. Vestuário lidera as intenções de presente, com 41% das menções.

seguido de cosméticos e perfumaria, com 28%, e itens para casa, com 12%. Flores e eletrodomésticos aparecem com 7% cada. Na hora de pagar, o cartão de crédito lidera. 37% dos entrevistados citam o meio como preferido, e 61% dos brasileiros pretendem parcelar as compras. Reportagem Lucas Andrade.

Quer ficar por dentro de tudo o que acontece no Brasil e no mundo? Aquilo que a grande mídia não mostra pra você? Acompanhe o site da Sputnik Brasil. É só acessar noticiabrasil.net.br Brasil adentro.

Aproveitar que já chamei o Lucas de Andrade aqui uma vez, vou chamar uma segunda vez, porque está terminando o prazo para regularização do título de eleitor. Para quem pretende votar nas eleições de outubro, o Lucas traz as orientações para a gente. Quem ainda não está com a situação regularizada com a justiça eleitoral, tem até esta quarta-feira, 6 de maio, para resolver pendências.

O prazo vale para quem quer tirar o primeiro título, atualizar dados cadastrais, cadastrar biometria ou transferir o domicílio eleitoral para quem mudou de cidade ou estado. Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e só será permitida a emissão de segunda via do documento. Quem já tem biometria cadastrada consegue resolver tudo pela internet. Quem não tem, precisa ir até um cartório eleitoral. Em entrevista ao jornal Manhã em Foco, da rádio Sputnik Brasil, a diretora-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Elisa...

Nini Iris, explicou como verificar a situação. O cidadão pode verificar se o título dele está regular consultando no site do TRJ. Ali no atendimento ao eleitor, ele vai saber se ele deixou de votar em algum turno, se o título dele está cancelado, se o título dele está regular. Se esse eleitor já tiver a biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, ele pode, inclusive, acessar todos os serviços virtualmente.

Pode atualizar um nome, pode pedir uma troca de endereço, uma sessão com acessibilidade, tudo isso pela internet. Para quem precisar de atendimento presencial, no caso do Rio de Janeiro, o TRE conta com 165 zonas eleitorais espalhadas pelo Estado, com horário estendido até 7 horas da noite. O eleitor pode ser atendido em qualquer unidade, independentemente de onde mora.

Quem tiver o título cancelado por não ter votado em três turnos consecutivos precisa ter atenção. Além de perder o direito ao voto, a irregularidade traz restrições sérias à vida civil, como explica Eline Iris. A pessoa que deixou de votar em três turnos consecutivos, ela vai ter o título dela cancelado e aí vai ter uma série de restrições na vida civil dela, emitir e renovar passaporte.

Para tirar o primeiro título, o eleitor precisa levar documento oficial com foto e comprovante de residência com menos de 90 dias de emissão. Jovens que completam 16 anos até o dia da eleição, marcada para 4 de outubro, também podem solicitar o título até esta quarta-feira.

Para a transferência de domicílio eleitoral feita pela internet, além desses documentos, é necessário enviar uma selfie com o documento ao lado do rosto. Para saber se há alguma irregularidade com o cadastro, o eleitor pode consultar o site www.tre-rj.jus.br. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone e WhatsApp 3436-9000. Reportagem Lucas de Andrade.

Pois é, fique atento aí, não deixe passar, porque, olha, as eleições, mais do que nunca, são importantíssimas. Ainda mais essas, né, que a gente vai eleger um bando de gente. Bom, agora, a gente, por falar em... Ô, gente, isso é burro! Ué, mas, né, gente, eles são o quê? Então, errada eu não tô, né, gente? Bando de político, ué, e de candidatos, né? Vocês entenderam.

Bom, agora a gente vai falar, ainda falando em política, de um deputado estadual, que é o Tiago Rangel, do Avante. Ele foi preso em mais uma fase de uma operação da Polícia Federal no Rio. E quem vai contar pra gente é o repórter Paulo Fonseca.

O deputado estadual Tiago Rangel do Avante foi preso nesta terça-feira na quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. O objetivo desta vez é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio, a CEDUC.

Os agentes saíram para cumprir sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão aqui no Rio, em Campos dos Oitacazes, em Miracema e em Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. As apurações que levaram esta quarta etapa da Operação 1 e Carne revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da CEDUC.

para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Segundo a Polícia Federal, essa diretoria regional noroeste é uma zona de influência política de Tiago Rangel. A investigação foi iniciada após a análise de celulares e computadores apreendidos na primeira fase da operação contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos.

Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacelar foi preso. Os valores desviados eram mesclados com recursos de origem ilícita, em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Em 2024, o deputado Tiago Rangel foi o principal investigado na operação Postos Demidas.

Na ocasião, a PF investigava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goitacazes, reduto eleitoral do parlamentar. Antes de chegar à Lerge, Rangel passou pela Câmara de Campos e tem uma trajetória política conhecida no município do interior. Em nota, a defesa do deputado negou a prática de qualquer ato ilícito e disse que vai prestar todos os esclarecimentos nos autos da investigação. Reportagem Paulo Fonseca

É isso, gente. 5 horas e 59 minutos. Chegamos ao fim do nosso programa. E a gente só tem a agradecer pela sua companhia. E, claro, te convidar para estar com a gente novamente amanhã, aqui no Entretanto, a partir das 4 da tarde. Rafa, muito obrigada. Não deu para a gente se despedir adequadamente, mas fica aqui o nosso agradecimento, né, Léo?

Com certeza. Uma boa noite ao Rafa e uma boa noite para você que ficou sintonizado com a gente até agora aqui no Entretanto e até amanhã aqui em 80,5 na Rádio Sputnik, na Metropolitana FM, no Rio de Janeiro. Entretanto. Porque toda notícia tem outro lado.

Rádio Sputnik Metropolitana, 80.5 FM.

#166; Real Time Big Data aponta empate entre Lula e Flávio; Putin anuncia cessar-fogo temporário na Ucrânia; e mais | Castnews Index — Castnews Index