Episódios de Entretanto

#165⁠; Zema defende trabalho infantil; Lula prepara viagem para encontro com Trump; e mais

04 de maio de 20262h
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O presidente Lula da Silva deve viajar aos Estados Unidos nos próximos dias para se encontrar com Donald Trump. A reunião havia sido combinada no início do ano, mas acabou adiada e ainda não tem nova data oficial divulgada. Na conversa entre os dois líderes, serão discutidos temas como Venezuela, Faixa de Gaza e combate ao crime organizado. A agenda também deve incluir exportações, indústria e minerais estratégicos, em meio a uma reaproximação entre os dois países após tensões comerciais recentes. Já no cenário nacional, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu que crianças possam trabalhar no Brasil, e reacendeu o debate sobre legislação trabalhista. Ele afirmou que começou a trabalhar ainda jovem e criticou o que chamou de restrições atuais, que permitem apenas a atuação como jovem aprendiz a partir dos 14 anos. Zema também voltou a defender a flexibilização da CLT, com modelos de contratação mais livres. Dados recentes mostram que o país ainda tem mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, apesar de uma tendência de queda no longo prazo. Apuração, informação e análise de qualidade, de segunda a sexta-feira, na apresentação de Isabela Veiga e Leonardo Macachero, com participação do comentarista político Raphael Machado e convidados.

Assuntos10
  • Lula e TrumpAgenda de temas a serem discutidos · Reaproximação entre Brasil e EUA · Tensões comerciais recentes · Soberania brasileira na mesa de negociações · Intervenção dos EUA na América Latina · Relação Brasil-China
  • Trabalho infantilProibição atual do trabalho infantil no Brasil · Comparação com trabalho infantil em outros países · Flexibilização da CLT · Dados sobre trabalho infantil no Brasil · Impacto de declarações polêmicas nas intenções de voto
  • Conflito Irã-EUADisparo de mísseis iranianos contra fragata dos EUA · Negação dos EUA sobre o ataque · Guerra de narrativas e desinformação · Resistência e capacidade militar do Irã · Possibilidade de escalada do conflito
  • Direito de cidadania e nacionalidadeAbuso da administração norte-americana · Violação da Convenção de Viena · Tentativa de interferência nos assuntos familiares · Criação de embaraços para a diplomacia russa
  • Show da Shakira no RioQueda no número de ocorrências policiais · Comparação com eventos anteriores · Operação de segurança e mobilização de agentes · Baixos índices de roubos e furtos de celulares · Confusão entre órgãos de segurança após o show
  • Caso Henry BorelManutenção do julgamento na capital · Pedido da defesa para transferência do júri · Repercussão do caso na mídia · Homenagem ao menino
  • Eleições Rio de JaneiroQueda na cobertura vacinal como principal razão · Complicações graves da doença · Alerta para a necessidade de vacinação
  • Programa DesenrolaUso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas · Descontos e taxas de juros · Bloqueio de usuários de plataformas de apostas online
  • BRICSInteresse em livros sobre países do Sul Global · Tradução de Darcy Ribeiro para mandarim
  • Previsao Climatica BrasilPrevisão de sol e aumento de temperatura
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Entretanto, porque toda notícia tem outro lado.

Muito boa tarde, seja muito bem-vindo, começando a semana aqui juntos em 4 horas agora e 1 minutinho. Você está na Rádio Sputnik, na Metropolitana 80.5 FM e a gente também está nas principais plataformas de áudio. Muito boa tarde, hoje é segunda-feira, dia 4 de maio, início de uma semana sem feriados, Isabela. Pois é, até me desacostumei.

sabia? Exatamente, a gente veio semana passada, outra semana então foi um dia trabalhado para um dia de folga, agora só Corpus Christi, Léo. É verdade, daqui a pouco Corpus Christi tem também. Daqui exatamente um mês. Um mês, né? Falta um mês e depois ainda temos os jogos da Copa do Mundo, vai ter gente, vai conseguir aí um...

Um descansozinho, enfim. Bom, aqui no Entretanto, as principais notícias do Brasil e do mundo estão aqui. Começa agora o programa Entretanto, porque toda notícia tem outro lado. Esta é uma produção da agência de notícias russas Sputnik. Eu sou o Leonardo Macaxeiro.

E eu, Isabela Veiga. A gente chama o nosso analista geopolítico, Rafael Machado. Muito boa tarde, Rafa. Espero que você tenha conseguido descansar um pouco nesse feriado. E agora estamos aqui iniciando um novo, uma outra semana com muitas análises de qualidade. Seja muito bem-vindo. Boa tarde.

Boa tarde, Isabela, Leonardo, toda a galera da rádio nosso público, é isso aí. Depois de um descanso bem merecido, retornamos. E contudo, né, considerando aquilo que já está acontecendo no Oriente Médio.

Exatamente. E também, daqui a pouquinho, a gente vai contar com a participação do nosso convidado de hoje, que é o Beto Almeida, jornalista formado pela Universidade de Brasília, pesquisador da América, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa e um dos fundadores da Telesur, a rede de televisão multistatal de notícias da América Latina.

Aproveito e deixo aqui meu boa tarde ao Rafa também, Isabela e o Beto, um convidado mais do que especial aqui do nosso programa, já esteve inclusive presente aqui na Rádio Sputnik na Metropolitana com a gente, é sempre muito bem-vindo. Vamos às principais notícias de hoje. Olha, no dia 1º de maio, Romeu Zema defendeu o trabalho infantil.

Lula vai viajar aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump. E tem também as atualizações do trânsito, a previsão do tempo aqui no Rio de Janeiro, economia, fica com a gente, porque começa agora o programa Entretanto. Entre Poderes Entre Poderes

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema, defendeu a volta do trabalho infantil no Brasil durante uma entrevista ao podcast Inteligência Limitada.

Na entrevista, Zema mostrou uma foto da própria carteira de trabalho assinada quando ele tinha 14 anos de idade e afirmou que no Brasil criou-se a ideia de que jovem não pode trabalhar. Zema mencionou exemplos internacionais, mas não detalhou como seria a implementação dessa medida. E é com este assunto que a gente começa o Entretanto de hoje.

Bom, Isa, vamos trazer aqui a fala de Romeu Zema, ele que é pré-candidato à presidência da República pelo Partido Novo. Olha só, abre aspas. Eu trabalho desde que aprendi a contar, mas quando eu era criança era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos.

Infelizmente, no Brasil, se criou a ideia de que jovem não pode trabalhar, fecha aspas, afirmou o pré-candidato à presidência da República. Atualmente, o trabalho infantil é proibido no Brasil. Apenas adolescentes, a partir dos 14 anos, podem atuar como jovens aprendizes com regras fixas para esse tipo de vínculo.

Zema culpou a esquerda pela existência da proibição ao trabalho infantil. Além dessa proposta, Romeu Zema também já defendeu a flexibilização das regras da CLT. Entre as ideias do ex-governador está o plano de permitir o trabalho e o pagamento por dia, semana ou quinzena, além de autorizar jornadas superiores a oito horas de trabalho.

Abre aspas mais uma vez para o pré-candidato. Olha, não vamos acabar com a CLT, mas queremos uma alternativa. O funcionário e o patrão devem decidir se querem a CLT ou um novo modo de trabalhar, em que uma pessoa pode fazer contrato para trabalhar duas horas por dia. Isso existe no mundo inteiro, defendeu ele durante um ato de lançamento da pré-candidatura.

O Brasil é um dos signatários, Léo e Vale, a gente lembrar isso, de duas convenções da Organização Internacional do Trabalho que abordam a adoção de uma idade mínima para admissão no mercado de trabalho e também para eliminar as formas violentas de trabalho infantil. Além disso, o país tem mais de um milhão e meio de pessoas com idades entre 5 e 17 anos vítimas de trabalho infantil em 2024.

Os dados do ano passado, que são os mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o IBGE, indicam que o número total de crianças e adolescentes nesta condição representa 4,3% de toda a população nessa faixa etária. Em relação aos dados anteriores, que é de 2023 e 2024, houve um aumento de 34 mil jovens em situação ilegal de trabalho.

o que representa uma variação de 2,1%. No entanto, o IBGE alerta que o movimento não pode ser visto como uma tendência de ampliação, já que há queda no longo prazo. Desde 2016, houve uma redução acumulada de aproximadamente 21,4% no número de pessoas de 5 a 17 anos trabalhando em situação...

Irregular. Bom, Rafa, é uma situação que a gente, poxa, né? Teve um feriado aí que, na verdade, não é nem nacional, né? É internacional. 160 países comemoram o dia do trabalho. E aí nós temos uma defesa de que as crianças...

possam trabalhar no Brasil, feita por um pré-candidato. E não é só isso, ele também chegou a defender, dentro das pautas sociais, que programas como o Bolsa Família criam uma geração de imprestáveis. Ele afirmou também que marmanjões preferem ficar em casa, recebendo auxílio do governo em vez de trabalhar.

Ou seja, ele está fazendo aí uma série de declarações polêmicas, sem contar as que ele já fez antes, dizendo que vai privatizar tudo se for eleito presidente. Afirmou também, em relação aos aposentados, que ele não vai dar um aumento real para os aposentados de forma alguma. Muito barulho, mas ele tem apenas 3% das intenções de voto, segundo pesquisas que a gente até trouxe aqui.

Queria saber, na sua análise, o que dizer exatamente dessas falas recentes de Zema? Bem, me parecem as falas de um candidato que pretende convictamente permanecer com 3% de intenções de voto. Porque, de fato, se a gente fizer uma análise biológica da população brasileira...

entre aqueles que se categorizam como libertários, anarcocapitalistas e adjacências, deve ter ali uns 3%, 4%, 5%. Uma parte desses aí são absorvidos pelo bolsonarismo, outros que...

que colocam ali mais puritanos ideologicamente no seu libertarianismo, e aí vão de zema. Mas não vai muito além disso a parcela da população brasileira que estaria aí entre libertários e anarcocapitalistas. A maior parte da população brasileira, penso eu, que rechata a noção de trabalho infantil, pelo menos nesses termos aí.

que ele aparenta colocar, que a gente tem que ir para além até do trabalho infantil ilegal, a gente sabe que existem determinadas circunstâncias em que crianças trabalham. Criança, por exemplo, em novela, em filme, está trabalhando, tem ali um contrato especial, um contrato diferenciado, os pais participam ativamente, tem uma série de limitações, tem um controle, se eu não me engano, o Ministério Público fiscaliza também.

tem que ter uma atenção ali no sentido de se adequar ao época. Então, criança em publicidade, criança em novela, criança artista, cantora ou coisa do tipo, isso aí tem até bastante no nosso país. Agora, da maneira que ele fala, fica muito óbvio que ele está pensando em termos de trabalho e...

mas de botar a mão na massa mesmo. Trabalho um pouco mais pesado, pelo menos, do que trabalho como ator-atriz. Ele faz a comparação com entregar jornal lá nos Estados Unidos.

E aí eu não sei como é que funciona nos Estados Unidos, se é algo meio voluntário, como é que funciona, né? Não me parece que esses rapazes que entregam jornal lá nos Estados Unidos ficam mais do que uma hora, né? Porque parece que entregam ali no bairro, na rua. Então passa ali, às vezes antes da escola ou depois da escola, pra ganhar um trocado. E enfim, adolescente ou criança ganhando um trocado pra...

uma vez, né, ajudar alguém a fazer alguma coisa, isso aí acho que nem dá para colocar nesses termos que ele fala de trabalho, né, que envolve ali uma subordinação, várias horas por dia, regularidade, né, algo que você faz todos os dias ou cinco vezes na semana, quatro vezes na semana. A maneira pela qual ele se pronunciou se assemelhar mais àquela época na qual zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó z

crianças de volta trabalhavam em fábrica, o que obviamente era extremamente danoso para a saúde dessas crianças. Agora, eu duvido muito que ele conseguiria fazer esse tipo de transformação. Eu penso que o máximo que ele conseguiria fazer seria, por exemplo, diminuir a idade mínima do jovem aprendiz de 14, por exemplo, para 12 anos.

talvez impondo ali algumas limitações a mais no caso de menores de 14 anos. Porque simplesmente autorizar, ele nunca teria apoio do Congresso para isso, haveria amplo fechato popular e talvez na prática ele até estivesse pensando algo assim, mas o desejo de polemizar ou então uma incompetência na hora de se pronunciar,

levam a dar a impressão de que ele está falando de criança trabalhando em fábrica. Porque a maneira que ele fala ali, ah, se criou uma ideia de que criança não deveria trabalhar. Não, existe aí um consenso razoável em relação a isso, que, excetuando determinadas circunstâncias, né, tipo horário curto, né, jovem aprendiz é no máximo seis horas por dia, determinadas atividades, evidentemente, não pode ter criança ou adolescente, e adolescente, principalmente, no caso...

não pode ter adolescente trabalhando. E, claro, esses casos aí que eu mencionei, de contratos especiais, que tem ali até sempre a supervisão no Ministério Público, que é a criança que trabalha como ator, atriz, etc., etc., e alguns outros casos semelhantes. Mas não parece que ele estava falando desse tipo de coisa. Parece que ele identifica um certo problema na juventude brasileira,

ou na relação da juventude brasileira com o trabalho, com noções de ordem e disciplina, ele acha que simplesmente, sei lá, botar a criança de 8 anos ou de 10 anos para trabalhar numa fábrica vai dar ali um senso de responsabilidade que elas não estão tendo. A gente pode até concordar que as gerações mais jovens, chamada geração alfa,

ela tem determinadas dificuldades ou problemas com responsabilidade, comportamento, etc, etc. Mas, evidentemente, existem outras maneiras de abordar esse problema e não vai ser através de um trabalho braçal, trabalho duro. Nesses termos, isso aí vai ser resolvido.

Pois é, Rafa, obrigado pela sua resposta. Inclusive, era um questionamento que eu ia levar a você com relação a essa fala. Se de fato era algo que Romeu Zema quer colocar na prática ou se é uma fala só para...

polemizar e de alguma forma ser falado, ser comentado, né? Porque me parece muito mais algo nesse sentido, principalmente quando o Zema fala que lá atrás isso acontecia. Obviamente que o mundo lá de trás não é o mundo de hoje. As coisas mudam, evoluem, amadurecem, melhoram. Nesse caso, eu acho que aquilo que ficou no passado, de fato, vai ficar no passado. Não vamos retroceder.

justamente em 2026. Agora, Rafa, eu queria que você avaliasse a seguinte coisa. De alguma forma, uma fala como essa, ou de fato, se o Romeu Zema, vamos aqui fazer um trabalho de imaginação, colocar a cabeça para imaginar uma vitória de Zema, de alguma forma, se ele quiser mexer nisso, isso afeta...

Acordos comerciais, algo nesse sentido, pensando a nível global, porque eu não sei se, como ele disse, outros países no mundo permitem o trabalho infantil. Não sei aquilo que você tem de informação com relação a isso, Rafa. Mas uma fala como essa de um possível presidente altera algo nesse sentido a nível global? Bem, o Brasil é signatário...

de alguns acordos internacionais envolvendo essa questão do trabalho infantil. Na própria Organização Internacional do Trabalho, tem ali, se não me engano, convenções, tem ali algumas disposições em relação a esse tópico.

É claro que como existe uma ampla diversidade entre os países, entre as leis dos países, não são ali disposições muito impositivas, mas sim existe, vamos supor, que ele realmente radicalizasse, que ele eliminasse a noção de uma idade mínima.

Porque, de modo geral, se não me engano, as convenções internacionais não obrigam a idade mínima a ser 14, mas impõem a necessidade de uma idade mínima para adolescentes, no caso. Acho que não permitem para criança. Vamos supor que ele simplesmente eliminasse essa noção de uma idade mínima.

já estaria aí num descumprimento desses acordos internacionais dos quais o Brasil é parte. Então, o Brasil, primeiro, teria que denunciar esses acordos, teria que se retirar desses acordos internacionais. E, ainda que, evidentemente, os países não possam e não devam interferir em assuntos internos uns dos outros, isso aí talvez gerasse uma certa polêmica.

comercial. Isso a gente está pensando aí, caso o Zema esteja falando a sério, caso ele esteja falando mesmo, não nos termos, por exemplo, vou passar a idade mínima do jovem aprendiz para 13 anos em vez de 14. Não, vai eliminar a idade mínima e liberar quase tudo. Não seria nem louco de liberar todo tipo de trabalho para crianças e adolescentes. Vamos supor que ele fosse fundo nesse tipo de reforma.

Quando, vamos supor, um país importasse determinados bens, determinados produtos do nosso país, e aí lá fora se ficasse sabendo que, por exemplo, às vezes alguma importação agrícola ou algum outro tipo de produto foi produzido com um trabalho infantil, pré-adolescente ou adolescente,

em termos que não estão de acordo com a nossa atual legislação, ou em termos mais abertos, em termos mais permitivos, penso eu que poderia haver uma movimentação de boicote contra o Brasil fora do país. Isso aí é uma possibilidade. É claro que aqui eu estou pensando já num cenário em que ele radicalize nessa pauta.

o que eu acho muito improvável, acho que é improvável que mude praticamente qualquer coisa, que seja possível mudar praticamente qualquer coisa, a não ser algo muito pontual, ou, por exemplo, o máximo que eu consigo visualizar seria que ele criasse uma modalidade ainda mais limitada do jovem aprendiz.

para adolescente, pré-adolescente, ali entre 12 e 14. Então você tem no jovem aprendiz o máximo de 6 horas por dia. Aí cria lá alguma coisa que bote o máximo de 2 horas por dia, 4 horas por dia, já seria extremamente polêmico, mas ele teria mais probabilidade de conseguir passar essa pauta.

isso é o que eu penso que ele talvez conseguisse fazer. Mas se a gente colocasse ali da maneira que ele falou, e ele falou de uma maneira mais radical, por assim dizer, isso poderia gerar, sim, uma movimentação de boicote internacional contra determinadas importações brasileiras, caso se verificasse que houve ali trabalho infantil ou trabalho adolescente em termos mais permitidos.

na produção daquele bem.

Olá pessoal, hoje vamos te contar no Jabuticaba Sem Caroço que ao fim de 2025 o Brasil registrava 894.900 famílias recebendo ao menos um salário mínimo mensal em benefícios sociais, segundo dados disponíveis do Data Brasil, embora o número real possa ser ainda maior devido a subnotificação por parte de estados e municípios.

Para este assunto, a gente bate um papo com a Carla Beni, economista e professora da FGV, e Jimmy Medeiros, professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas. Então não perca, a gente tem um encontro marcado. Esperamos vocês aqui na programação da Rádio Sputnik Metropolitana.

É hora de continuar escrevendo a sua história. Vem aí a etapa inverno do Circuito das Estações, no Rio de Janeiro, dia 31 de maio, com largada na Marina da Glória. Escolha a sua distância, 5, 10 ou 15 quilômetros e teste a sua disciplina.

e a sua resiliência. Acesse o site circuitodasestações.com.br e garanta já a sua inscrição. Circuito das Estações 20 anos. Escreva a sua história. Você está ouvindo Rádio Escutinique na Metropolitana FM. Brasil Adentro

4 horas e 22 minutos. Isa, estou muito feliz da gente retornar após esse feriado, porque nosso amigo Geraldo estava com muita saudade da gente, né? A verdade é essa. Eu soube que ele nem trabalhou direito. Tamanha saudade. Que ele olhava no relógio hoje, de 5 em 5 minutos, esperando dar 4 horas. É verdade. Esperava pelo nosso retorno. É, foi tão... Ele estava tão assim que a gente... Você perguntou, né? E aí? Quando essa dupla maravilhosa entra? Quem?

quem? quem? quem? quem é esse negócio de dupla? é maravilhosa? não conheço não lembrando que você amigo ouvinte que está sintonizado com a gente que acompanha o Entretanto todos os dias pode participar do nosso programa através do nosso WhatsApp que é o 21 98065 0066

Repetindo, 21 98065 0066. Você pode participar aqui com a gente, mandar sua sugestão de reportagem também, sua sugestão de pergunta para os nossos especialistas. Enfim, pode participar aqui não só do Entretanto, mas de toda a programação da Rádio Sputnik na Metropolitana. E agora a gente vai falar do assunto do fim de semana.

que foi o show da cantora Shakira em Copacabana, o esquema de segurança desse show apresentou queda no número de ocorrências em relação a grandes eventos anteriores aqui no Rio de Janeiro. O repórter Lucas de Andrade traz os detalhes pra gente.

O show da cantora Shakira em Copacabana, na zona sul do Rio, registrou o menor número de ocorrências policiais de todas as edições do Todo Mundo no Rio. Ao todo, foram 115 casos durante o evento da artista colombiana, que reuniu um público estimado em 2 milhões de pessoas. O número de ocorrências representa uma queda de 52% em relação ao show de Lady Gaga e de 54% com...

parado à apresentação de Madonna. Os dados são do balanço divulgado pelo governo do Estado do Rio nesta segunda-feira. O secretário de Segurança Pública do Rio, Vitor Santos, afirmou que não houve intercorrências que prejudicassem o deslocamento do público até o show ou o retorno para casa, e destacou que o trabalho de prevenção foi essencial para a baixa nos números. Isso a gente, o número de ocorrências mais baixo, isso denota que o trabalho de prevenção foi muito bem feito. Esse trabalho de prevenção...

Claro que o policiamento ostensivo, policial atento a esse tipo de delito, de crime que acontece nesses grandes eventos. Todo mundo trabalhando de forma integrada e buscando um objetivo comum, que é a tranquilidade das pessoas irem a um show desse e voltar com tranquilidade, sabendo que esse bem não vai ser subtraído. E a gente vê uma delegacia com um baixo número de exigências de ocorrência e isso é um resultado positivo.

que vem mais de contra a todo o planejamento feito pelas forças policiais. A chamada Operação Shakira mobilizou quase 8 mil agentes das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, do Programa Segurança Presente, da Operação Lei Seca e de órgãos municipais. O planejamento incluiu uso de reconhecimento facial, drones, câmeras, torres de observação, helicópteros, viatórios...

O secretário da Polícia Civil, Delmir Coveia, informou que os índices de roubos e furtos de celulares durante o evento foram baixos, um dos menores já registrados em operações do tipo.

Tivemos um número muito baixo, nós temos uma operação rastreio que vem dando resultado e conseguiu nesse evento também demonstrar isso, uma vez que nós estamos combatendo não só o furto propriamente, como a receptação dos telefones. E tivemos um número aqui muito, muito baixo, tivemos 66 furtos apenas.

com relação a outros erguemos que passamos do centro. Então acho que a operação, todo o trabalho que foi feito, inclusive o trabalho preventivo, orientação à população, da qual participaram todas as secretarias envolvidas, deu resultado.

185 materiais foram retirados de circulação com os pórticos de revista instalados em vias de acesso ao show. Em outra frente, com ações preventivas durante os três dias que antecederam o evento, a Secretaria Municipal de Ordem Pública retirou mais de mil garrafas de vidro apreendidas, quase 2 mil itens diversos, entre botijões, armas falsas, 35 facas e outros objetos perfurocortantes. E um homem foi preso por tentar vender ingressos falsos para uma suposta área VIP do show por R$ 1.500 cada. Reportagem, Lucas Jandré.

Pois é, apesar de todo o policiamento, enfim, houve alguns casos, na verdade, entre eles, uma confusão envolvendo a Secretaria Municipal de Ordem Pública e Policiais Civis, que marcou o pós-show da Shakira. O Lucas de Andrade mesmo é que vai contar para a gente tudo o que aconteceu.

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a ação de agentes que invadiram um depósito de veículos da Prefeitura do Rio de Janeiro no domingo de manhã. A confusão aconteceu no pátio do Andaraí, na zona norte da cidade, e foi denunciada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública. Durante as operações de trânsito para o show de Shakira...

Em Copacabana, agentes da C.O.P. guincharam um Nissan Versa Prata, após flagrarem o veículo estacionado irregularmente nas proximidades da 12ª Delegacia de Polícia. O veículo, no entanto, era uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, sem adesivos ou pinturas, do tipo usada em investigações e campanas.

Segundo servidores do pátio, policiais civis da Delegacia de Campos Elísios chegaram ao local em uma viatura oficial, invadiram o depósito e retiraram o carro à força, sem seguir os trâmites legais. Durante a ação, funcionários municipais que tentaram impedir a retirada foram agredidos. Um fuzil chegou a ser apontado para os servidores. Na saída, a viatura derrubou o portão do depósito. Uma agente da secretaria quase foi atropelada.

O secretário de Polícia Civil, Delmir Gouveia, afirmou que o caso foi registrado como transgressão disciplinar.

o serviço civil ratifica que ela não compactua qualquer desvio de conduta. No dia que eu tomei conhecimento, foi domingo pela manhã, tão logo tomei conhecimento disso, eu pessoalmente liguei para o corredor geral e determinei que ele tomasse todas as providências.

Os depoimentos começaram a ser tomados ainda no domingo pela manhã. Os servidores estão sendo todos envolvidos, estão sendo ouvidos. Esse servidor policial da assistência civil já foi afastado preventivamente até o término do apuratório. Com relação a centranha de ordem pública, nós fizemos contato ainda no domingo para que os servidores comparecessem à corredoria. Isso não abalou e não vai abalar a integração que nós temos entre todos os órgãos de segurança, sejam estaduais ou...

Imagens das câmeras de segurança do depósito registraram as agressões e intimidações praticadas pelos policiais contra os funcionários municipais. O material deve compor um inquérito aberto pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Reportagem Lucas de Andrade

Obrigado ao Lucas pelas reportagens. Agora já está aqui no estúdio com a gente, nosso repórter Vinícius Fernandes. Ele vai trazer aqui mais informações, já que o estado do Rio registrou aumento nos casos de Cachumba neste início de ano e autoridades de saúde fazem um alerta. Não é isso, Vinícius? Boa tarde.

Boa tarde para você, Léo e Isa, ouvintes ligados aqui na Rádio Metropolitana Sputnik. Quase que dobrou esse número no primeiro trimestre desse ano. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados 395 casos entre janeiro e março desse ano, contra 210.

Do mesmo período de 2025, o avanço da doença tem preocupado principalmente por atingir a maioria crianças. Mais da metade das infecções foi confirmada em pacientes com menos de 9 anos e a faixa etária de crianças de 5 a 9 anos concentra 37%. Está aqui.

dos registros, enquanto crianças de 1 a 4 anos representam 26% desses casos. Segundo a Secretaria, a principal razão para o aumento está diretamente ligada à queda na cobertura vacinal. Atualmente, o índice de imunização no Estado segue abaixo da meta de 95% recomendada.

pelo Ministério da Saúde. A primeira dose da vacina alcançou 85,62% do público-alvo, mas apenas 70% completou o esquema vacinal com a segunda aplicação. A vacina tripsiviral...

O que protege contra a cachumba, o sarampo e a rubeula é oferecida gratuitamente nos postos de saúde e o esquema prevê duas doses aplicadas a cada 12 meses e também com 15 meses de idade. Especialistas reforçam...

que apesar de muitas vezes ser vista como uma doença comum da infância, a cachumba pode provocar complicações graves como meningite viral e também a perda auditiva. A Secretaria de Saúde destaca que apesar do crescimento expressivo dos casos, o Estado não enfrenta um surto da doença nesse momento e ainda assim o cenário reforça essa necessidade de ampliar a vacinação entre crianças e adolescentes para conter o avanço da infecção.

Pois é, Vinícius, muito obrigada. Fica aí o alerta para os pais, hein? Vamos logo vacinar os filhos, porque esse aumento aí de casos não dá, né? A gente estava com índices aí tão baixos, enfim. E Vinícius, aproveitando que ele está aqui com a gente, ele vai dar uma outra notícia, agora falando que a Justiça do Rio de Janeiro manteve na capital o julgamento do caso Henri Borel, após negar um pedido da defesa. Conta pra gente, Vinícius, por favor.

Os advogados, então, alegaram a justiça que indeferiu esse pedido da defesa do Jairo Souza Santos Júnior, que era o padrasto do Henrique Borel.

Ela tentou transferir a transferência desse júri para Brasília, Curitiba ou até cidades do interior do estado. Os advogados alegaram que a grande repercussão do caso, somada à exposição intensa na mídia, a presença de outdoors e cartazes espalhados pelo pai do menino, Leniel Borel, poderia influenciar os jurados. No entanto, a sétima vara criminal rejeitou esse pedido.

O relator do caso, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, afirmou que aceitar esse tipo de argumento poderia transformar a transferência em uma regra para qualquer processo de grande repercussão nacional. Segundo ele, isso comprometeria a competência constitucional do Tribunal do Júri. O julgamento estava inicialmente marcado para março, mas precisou ser adiado depois.

de que, de forma inesperada, a defesa de então ex-vereador Jairinho abandonou o plenário durante a sessão. Sem alternativa, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o novo júri para este mês, no dia 25. Neste domingo, Henrique completaria 10 anos e antes do clássico entre Flamengo e Vasco, houve um minuto de silêncio em homenagem ao menino. Henrique Borel morreu no dia 8 de março de 2021, aqui no Rio de Janeiro.

E perícias apontam que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática. E o Ministério Público aqui do Rio de Janeiro sustenta que Henri foi vítima de agressões. É muito triste esse caso. Tomara que realmente não fique nunca no esquecimento. E foi muito bonita a homenagem que fizeram a ele. Bom, Vinícius, muito obrigada pelas suas informações. Amanhã a gente volta com você aqui no Entretanto. Uma excelente tarde.

Boa tarde para você, todo mundo ligado aqui com a gente.

Olá, Bela, olá, Léo, olá, ouvintes do Entretanto. Semana começando, daqui a pouquinho tem Mundioca na Rádio Metropolitana e a gente traz hoje um assunto muito legal. Qual é, Mel? O assunto, Marcelo, é o BRICS na estante. Será que tantas notícias sobre o BRICS, muitas coisas acontecendo sobre o BRICS, os países do BRICS, isso tem atiçado a vontade das pessoas de saber mais sobre a cultura dos países do Sul Global? Você acha que sim, Marcelo? Você já leu algum livro por conta do BRICS?

talvez, não lembro agora ainda não, mas dá tempo de começar Marcelo, você sabia que Darcy Ribeiro está sendo traduzido para mandarim? Fiquei sabendo muito legal, a gente espera vocês daqui a pouco no Mundioca FITOU UM CLIMA

Olha, gente, essa semana começou com solzinho, né? Tivemos até um frio ontem no domingo. Foi um dia mais frio, né? Aquele diazinho com cara de domingo mesmo, enfim. Mas, novamente, a temperatura volta a subir com uma terça-feira de sol e algumas nuvens na parte da tarde, mas não chove. De acordo com o clima, tempo a mínima será de 17 e a máxima de 29 graus.

Outro lado do mundo.

Bom, a gente volta agora ao nosso olhar, né, Léo, para falar sobre o noticiário internacional. Sim, porque o presidente Lula vai viajar aos Estados Unidos nos próximos dias para se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump. Os dois líderes haviam anunciado a agenda em Washington após uma conversa por telefone no início deste ano, com a expectativa inicial de que o encontro ocorresse em março.

o que acabou não acontecendo. A nova data ainda não foi divulgada oficialmente. No telefonema em que selaram essa reunião presencial, Lula e Trump conversaram sobre diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a faixa de Gaza e o combate ao crime organizado, segundo o comunicado oficial do Palácio do Planalto.

Ela é a agenda da viagem internacional, deve incluir exportações, indústrias e a exploração de minerais críticos e terras raras. De acordo com o Planalto, o objetivo do encontro é identificar questões que afetam as duas nações.

e trabalhar em conjunto em assuntos de interesse mútuo. O presidente brasileiro vem ressaltando, no entanto, que a soberania do Brasil é o único tema fora da mesa de negociações. Em julho do ano passado, o líder americano impôs tarifas extras a produtos vendidos pelo Brasil para os Estados Unidos, o tarifácio, e vinculou essa medida a processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Depois de um esforço diplomático...

diversas tarifas foram revogadas. Desde então, Lula e Trump se aproximaram e passaram a comentar publicamente a melhora nessa relação. Rafa, o que dá para a gente esperar deste encontro que está prestes a acontecer segundo o próprio Palácio nos próximos dias?

Bem, bastante coisa aconteceu desde que houve aquele curto encontro entre o Trump e o Lula, bem como alguns encontros entre representantes dos dois governos. Aconteceu ali o sequestro do Nicolás Maduro, também a guerra contra o Irã.

bem como um novo tensionamento em relação ao Brasil, ainda que mais leve do que no ano passado. Então, falou-se na questão dos PICs, gerou um certo incômodo a compra da Serra Verde por uma empresa com vínculos verificáveis, comprováveis com o governo dos Estados Unidos. Então, tem havido alguns desentendimentos.

porém não de modo a levar aquele tipo de atuação por parte dos Estados Unidos, de impor sanções, impor tarifas e assim por diante. Bem, me parece que tudo isso vai estar na ordem do dia. Tanto a questão das terras raras, como que isso seria, se vai haver alguma obrigação.

de empresas estrangeiras de processarem esses minérios no Brasil e assim por diante. O quanto se vai investir, se vai haver parceria e várias outras questões que certamente serão discutidas, mas também provavelmente vai haver alguma conversa sobre um panorama geopolítico um pouco mais amplo, pelo menos no que concerne o nosso continente, a questão da Venezuela.

e a presença e a atuação dos Estados Unidos em outras questões aqui do nosso continente. Em uma outra entrevista, em uma entrevista algum tempo atrás, o Lula falou que não se importava com o que estava acontecendo no Irã. Não obstante da perspectiva do interesse brasileiro, que envolve, que acaba sendo acertado pelo preço dos combustíveis, pela questão dos fertilizantes e assim por diante, ainda assim eu acho.

pelo menos alguma coisa sobre a necessidade de buscar o diálogo, de buscar a paz no Oriente Médio, de prática o Itamaraty ou o Lula pessoalmente vão transmitir ao presidente Trump. Mas a gente sabe que negociação com os Estados Unidos

Pelo menos nesse governo atual é difícil, não é que é impossível, mas o governo dos Estados Unidos joga duro nas negociações. O governo brasileiro tem conseguido sustentar pelo menos algumas posições perante os Estados Unidos, mas pela própria perspectiva do governo brasileiro atualmente,

muito certamente o governo do Brasil vai querer algum tipo de acordo com os Estados Unidos para explorarem terras raras em conjunto. Então, a não ser que os Estados Unidos sejam muito intransigentes, muito incapazes de ceder em qualquer ponto, é possível que o Brasil faça, sim, tenha algum entendimento com os Estados Unidos nesse topo.

Perfeito, Rafa, muito obrigado pelo comentário, pelas informações. Já está aqui com a gente o nosso convidado do programa de hoje, o Beto Almeida, ele que é jornalista, formado pela Universidade de Brasília, pesquisador da América, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa e um dos fundadores da Telesur, rede de televisão multi-estatal de notícias da América Latina.

Beto, mais uma vez, seja muito bem-vindo aqui ao Entretanto. Nós já tivemos o prazer de tê-lo aqui com a gente, inclusive no estúdio aqui da Metropolitana. Espero que você tenha gostado de estar aqui com a gente, mas acredito que sim, já que você mais uma vez retorna aqui conosco. E, Beto, a gente já começou o anúncio aqui, o noticiário internacional, falando sobre esse encontro entre Lula e Trump, previsto para acontecer na próxima quinta-feira.

Queria que você já comentasse um pouquinho, falasse um pouquinho daquilo que você espera, imagina, desse encontro na próxima quinta-feira. Mais uma vez, uma boa tarde para você. Muito boa tarde, Léo. Muito boa tarde, Isabela. Boa tarde a todos os ouvintes do programa Entretanto. É um prazer estar aqui novamente. Gostei muito de ter estado no estúdio também, na Metropolitana, na Rádio Sputnik.

realmente é desse tipo de programa que eu gosto muito de participar. Eu creio que esse encontro entre o Trump e o Lula, nos próximos dias, pode ser um encontro cheio de muitas interrogações, porque há muitos, digamos, cenários conflitivos para serem equacionados, para serem resolvidos por ambos.

O que será muito difícil, dada a natureza estratégica dos interesses norte-americanos, que em vários cenários contrariam os interesses brasileiros, legítimos interesses brasileiros. Por exemplo, o Trump já mencionou, inclusive, um documento oficial da política externa norte-americana que mudou.

a sua contraliedade pelos países latino-americanos que desenvolvem boas relações de cooperação com a República Popular da China. E é o caso do Brasil, especialmente do Brasil, que é o maior parceiro da China no continente latino-americano, com uma tendência claramente de crescimento.

Então nós temos aí até um nome a retomar de um velho livro importante, livro do grande pesquisador intelectual e politólogo Muniz Bandeira, que falava da rivalidade crescente entre Brasil e Estados Unidos. É um livro essencial porque ele já mostrava essa rivalidade.

inclusive dado o nacionalismo econômico que havia no Brasil naquela época, se referia ao governo militar ainda, especialmente ao governo Geisel, mas que perdurou uma série de projetos, programas, que foram instalados naquela época e que permanecem até hoje. Por exemplo, o programa do submarino nuclear brasileiro é algo que contraria enormemente aos Estados Unidos.

O próprio programa nuclear brasileiro, como está ficando tragicamente claro, lamentavelmente claro, com a atitude dos Estados Unidos em não querer permitir que o Irã tenha o seu próprio programa nuclear, que é um absurdo, porque eles se acham no direito de dizer quem pode e quem não pode. Amanhã eles vão dizer quem pode ter.

Água potável e eletricidade, quem não pode? É uma coisa assustadora. O desenvolvimento da tecnologia, da ciência, deve ser compartilhado por toda a humanidade porque ele é produto do desenvolvimento civilizacional humano. Então, nesse sentido, essas e outras questões podem surgir.

nessa conversação. Uma coisa que talvez não seja mais importante, porque foi relativamente minimizada, é a questão das tarifas, que o próprio Trump recuou. De certa maneira, ele recuou. Mas veja, ele recuou também na imposição de tarifas contra o Brasil, porque foi alertado por uma série de grandes grupos conglomerados norte-americanos.

que as relações econômicas com o Brasil já eram muito favoráveis aos Estados Unidos. Aliás, o próprio Lula argumentou isso mostrando o superávit que havia nessas relações e que favoreciam muito os Estados Unidos. Nesse sentido, nós temos que ir mais além do que essa simples discussão, porque o que favorece na prática é uma exportação cada vez mais...

de matérias-primas, de produtos primários para os Estados Unidos e aquela continuidade histórica de importação de produtos de enorme valor agregado. Produtos industrializados, computadores, telefones. E é aí que existe exatamente o conflito.

que pode aparecer na mesa de debate entre os dois presidentes, esse encontro, que é a questão da presença da China. Isso é algo incontornal, é uma sombra, que pode até não aparecer nitidamente na agenda, mas aparecerá, porque é a grande preocupação dos Estados Unidos e o Brasil tem uma tendência verificada facilmente pelos números.

um potencial muito maior com a China, aliás, a entrada de novas indústrias automobilísticas chinesas, carros elétricos, sobretudo, no mercado brasileiro, isso diminui o espaço antes dominado quase que monopolicamente pela indústria automobilística norte-americana, quase monopolicamente.

Mas muitas outras indústrias de outros países também vão perdendo espaço, já que o poder de competição da China com esses carros, pelo valor agregado de tecnologia que tem apresentado, que surpreende pelas novidades, pela sofisticação, é algo que assusta o consumidor.

ele encontra uma opção de preço melhor, de vantagens tecnológicas maiores nos carros chineses do que nos carros, digamos, tanto nos carros norte-americanos como até mesmo em carros japoneses, em carros sul-coreanos, em carros alemães, na Fiat.

carros italianos e tal. Então, nesse sentido, essa é uma agenda que tende a não produzir, digamos, acordos fáceis, concordâncias fáceis. O Brasil não quer abrir mão da sua relação com a China, nem deveria, porque a Azon abriria.

E nem os Estados Unidos vai abrir mão de uma tendência absolutamente inaceitável, que é de considerar, como eles consideram de forma ditatorial, que a América Latina é uma área de influência norte-americana. E não é. Não é. Não é mais. Eles podem até querer desenvolver iniciativas políticas.

para recuperar o tempo e o espaço perdido. Aliás, fizeram isso na eleição agora na Argentina, apoiando o Bilei. Fizeram isso em Honduras, inclusive com o uso de formas muito irregulares para garantir.

uma vantagem de um candidato que favorece aos Estados Unidos, lamentável isso do ponto de vista democrático. Fizeram isso prendendo ou forçando a prisão do presidente Pedro Castilho. E o Peru é um país que tem desenvolvido muitas relações com a China, apesar da mudança de governo.

A Bolívia é igual, é outra coisa que se deve. O Chile nem se fala com a eleição recente de um candidato absolutamente conservador, neoliberal, confesso, até fanático, tremendamente neoliberal. Então é preocupante e sumamente preocupante a partir da intervenção na Venezuela, que deve ser um dos pontos de pauta.

Aliás, está assinalado que seria uma questão a ser debatida. Por quê? Primeiro porque a violação da soberania da Venezuela pelos Estados Unidos alerta, todos os demais países alertam o México. As ameaças a Cuba, ameaças que podem ser interpretadas como ameaças a qualquer outro país que queira.

usar o seu direito, sua prerrogativa, de ter uma política externa soberana, né? É próprio de cada país. Não deve pedir ordem aos Estados Unidos para ter política externa assim ou assado, de forma nenhuma. Mas o México, o Brasil e mesmo especialmente a nova situação que agora ordo ordo ordo ordo ordo

caracteriza a Venezuela, é uma situação anômala, com esse caso muito estranho, muito raro, porque é absolutamente original, porque os Estados Unidos intervieram, raptaram, sequestraram o presidente da República, Nicolás Maduro, e estão buscando impor uma linha de política econômica na exportação do petróleo, por exemplo.

onde pressionou para que a Venezuela não exportasse mais petróleo para Cuba e para a China. E não apenas pressionou no sentido de declarações ameaçadoras, não, impôs um bloqueio naval. Há um bloqueio naval que não foi desfeito ainda no mar do Caribe, ali na região do mar territorial venezuelano. Então muita gente às vezes se desespera, diz, zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó z

dizendo que a Venezuela não poderia ter suspenso a exportação de petróleo para Cuba, mas existe um bloqueio naval. E os Estados Unidos já deixaram claro que bombardeiam, como bombardearam vários, vários barcos ali no mar do Caribe e no Pacífico também, como estão bombardeando o Irã. É uma agressão absolutamente ilegal e criminosa.

Então, quer dizer, essa situação, mas ela tem uma outra contradição, porque internamente o governo bolivariano não deixou de existir. O presidente está preso, mas o governo da Venezuela continua a ser bolivariano, embora amputado de parte de sua política fundamental, que é a exportação petroleira. Mas os Estados Unidos, é curioso, porque o sequestrador, que geralmente cobra o resgate,

ele está, na verdade, pagando pelo petróleo que impõe que a Venezuela exporte unicamente em direção aos Estados Unidos. Claro que isso tem efeitos estratégicos para os Estados Unidos, mediante imposição ditatorial, mas tem efeitos vantajosos nos Estados Unidos porque recupera aquela ideia de um dólar lastreado no petróleo, de um petróleo que só pode ser negociado em dólar.

Ao contrário do que nós percebemos a partir da postura da Arábia Saudita, que deixou de vender unicamente o petróleo em dólar, também aceita yuan e outras moedas. E agora esse cenário está mudando os países petroleiros daquela região, a partir da valente, valente, valente...

reação iraniana em defesa da sua soberania, em defesa dos seus direitos, surpreendendo o mundo inteiro, causando admiração e encorajando outros países a fazerem políticas externas cada vez mais sem estarem cabisbaixos.

e submissos, nem vassalos, às políticas impostas e exigidas ditatoriamente pelos Estados Unidos. O cenário é muito interessante. Agora, bilateralmente, há também o problema interno brasileiro. Sabemos que o Trump tem apoio e apoia a família Bolsonaro. Isso é um perigo no ano eleitoral.

Nós sabemos que há muitas formas de desestabilização de um regime democrático para impor mudança de regime. Tantas formas foram feitas na Líbia, no Iraque, tentaram tantas vezes no Irã, não conseguiram, lançaram a guerra, tentaram várias vezes na Venezuela, tiveram que sequestrar o presidente, mas internamente o regime continua sendo bolivariano.

Agora numa posição de defensiva, claro, mas é bolivariano, ainda é bolivariano. As políticas públicas são bolivarianas. A receita de petróleo que recebe dos Estados Unidos, por enquanto estão pagando, são aplicadas nas políticas públicas bolivarianas. Então, nesse sentido, no ano eleitoral...

que o presidente Lula conseguisse uma neutralidade, mas é algo difícil. O intervencionismo é do DNA dos Estados Unidos. O intervencionismo é sobre várias, variadas formas, até porque existem maneiras muito claras de desestabilizar uma eleição, por meio de desestabilizar o fluxo de informações.

na internet e outras questões. Nós sabemos que a eleição brasileira é totalmente eletrônica, isso pode, não elimina, evidentemente, que possa estar sujeito a algum tipo de manipulação externa, como outros países sofreram também manipulação.

ingerência ou interferência, eletrônicas. Ou seja, todo cuidado é pouco. O presidente Lula haverá de buscar uma neutralidade, defender a soberania brasileira, como sabemos que é a posição dele. Mas de um presidente como Donald Trump, pode-se esperar qualquer coisa. Ele disse que, inclusive, queria fazer o Irã voltar à idade da pedra.

Para um presidente que diz coisas como essas, o presidente brasileiro deve estar sempre na defensiva, com a sua inteligência, com o seu instinto muito aguçado de político matreiro, alguém que superou todas as barreiras que a vida lhe impôs, sobretudo a da fome, ele saberá encontrar a maneira mais correta.

para que o Brasil possa ter uma eleição sem influências norte-americanas. Tá certo. Muito obrigada, então, aproveitando aqui para dar o meu boa tarde para o nosso convidado, Beto Almeida, jornalista formado pela Universidade de Brasília, pesquisador da América, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa e um dos fundadores da Telesur.

Rede de televisão multistatal de notícias da América Latina. Bom, Beto, a gente vai continuar no nosso noticiário internacional e agora trazendo que o Irã anunciou que disparou dois mísseis nesta segunda contra uma fragata da Marinha dos Estados Unidos que se aproximava do Estreito de Hormuz.

praticamente bloqueada a navegação desde o início da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro. E essas informações são da agência iraniana de notícia Fars. As Forças Armadas dos Estados Unidos, porém, negaram que a embarcação tenha sido atingida.

Em uma postagem oficial na rede social, o comando central responsável pelas operações militares no Oriente Médio escreveu que nenhum navio da Marinha dos Estados Unidos foi atacado. As forças americanas apoiam o projeto Liberdade e mantém um bloqueio aos portos iranianos.

Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças armadas do país vão conduzir navios bloqueados no estreito, incluindo embarcações de países que não estão envolvidos na guerra. Bom, trazendo o Beto Almeida para comentar um pouco sobre esse assunto, Beto, a gente traz a informação que o Irã ataca um navio da Marinha Norte-Americana.

Os Estados Unidos, por outro lado, negam que a embarcação tenha sido atingida. Eu queria que você falasse um pouco sobre o assunto, Beto, na verdade, partindo do princípio que a gente aqui, na verdade, não é entretanto, a gente vem trazendo, desde o início da guerra, o desenrolar e a construção de narrativas sobre essa guerra. Lá atrás, quando ela começou no final de fevereiro, Donald Trump havia dito que duraria poucas horas.

A gente acompanhou aqui. Depois, poucos dias, poucas semanas. Bom, a gente segue nessa guerra até hoje, apesar de um cessar-fogo frágil. A gente percebe a fragilidade do cessar-fogo. A gente, inclusive, vem trazendo informações sobre ele aqui no Entretanto.

Roberto, você enxerga a possibilidade do fim dessa guerra nos próximos dias? Ou para você, o poder de resiliência e de superação do Irã surpreendeu os Estados Unidos e essa guerra ainda vai durar? Eu gostaria que ela nem tivesse acontecido, essa guerra, porque ela é uma guerra de agressão criminosa. É uma guerra de imperialistas contra um país soberano.

que fez um processo revolucionário importantíssimo, profundo, com o Irã. Para mim, quanto mais cedo terminar essa guerra, melhor. Essa é também a vontade do Irã e do povo iraniano. E daí a maioria, a esmagadora maioria da humanidade, vai do Papa aos poetas, vai todo mundo. Gostaria que não houvesse essa guerra a mais.

Mas, digamos, ela vem sendo também regada. Mentiras, né? O presidente norte-americano fala coisas que ele cai logo em seguida no ridículo. Por exemplo, acaba de chegar aqui as imagens do barco norte-americano que foi atacado pelo...

pelas forças iranianas, pela marinha iraniana, atacado com o sentido defensivo da soberania iraniana, ou seja, com o direito legítimo e defesa. Está na Carta das Nações Unidas. Qualquer país atacado tem direito a legítimo e defesa. Está na Carta das Nações Unidas.

conjectura minha, uma vontade minha, não é voluntarismo. Não, isso está na carta das Nações Elidas. E a imagem está circulando. Está aqui na rede de TV pública iraniana, que também foi bombardeada logo no começo, mas mesmo assim ela não saiu do ar, ela não foi destruída, ela teve impactos importantes, danos importantes, que foram corrigidos, mas continuam no ar.

Recomendo também às pessoas que possam visitar e conhecer a SpanTV. A SpanTV também tem um tipo de jornalismo muito voltado para independência em relação aos conglomerados capitalistas mundiais, a essa rede mundial dominada pelos Estados Unidos, pelos seus anunciantes, sobretudo pelos fabricantes de armas.

Eles controlam a linha editorial de muitos países. Não é por acaso que o chefe de redação da BBC foi mudado, porque acabou ficando denunciada com muita robustez a preferência ideológica e editorial dele contra os palestinos e sempre a favor de Israel. Quer dizer, uma linha editorial do chefe de redação da BBC sempre pró-Israel.

Então, eles dizem assim, para dizer, não, não é verdade que o Irã conseguiu tal coisa. Bom, mas os Estados Unidos disseram que iam terminar com a guerra, como você mesmo disse, em poucas horas. Depois do trânsito, eles já foram destruídos, já acabamos com eles, eles não existem mais, eles vão voltar e dar da pedra sem descartar, digamos, o risco de uma...

de uma ameaça que não deve ser descartada, de uso de uma bomba nuclear tática, em que os Estados Unidos são capazes. Ou seja, eles têm uma direção política nos Estados Unidos, no Pentágono.

inclusive hoje com a participação de enorme quantidade de generais sionistas fanáticos no O Tentáculo, como foi denunciado por jornalistas independentes norte-americanos, eles podem realmente lançar uma arma nuclear tática construída sobre determinada cidade, sobre determinada indústria petroleira.

como eles já tentaram, bombardearam 97 pontos, elas foram reproduzidas em pouco mais de dois dias, reconstruídas no Irã. Pontes ferroviárias, pontes que são patrimônio cultural da humanidade que foram destruídas no Irã pelos Estados Unidos. Olha só, o Instituto Pasteur foi bombardeado, isso é um crime contra a humanidade.

Uma instituição que tem suas congêneres em várias partes do mundo, inclusive aqui no Brasil, o Instituto Paster, produtor de vacinas e medicamentos para o bem da humanidade. Os Estados Unidos bombardearam os institutos de tecnologia, de ciência, e o Instituto Paster nos Estados Unidos mostraram quem é que está com a cabeça na idade da pedra.

que é a direção política dos Estados Unidos. Então, não se pode excluir que eles cometam a loucura, como já fizeram no Japão, Hiroshima e Nagasaki. Não estou falando de uma abstração. Eles já fizeram.

Como eles já usaram bombas de fósforo, como já usaram no Iraque uma série de armas completamente desconhecidas até então, letais. Como usaram bombas de napalm no Vietnã, não há que se surpreender com isso, por exemplo. Mas eles encontraram uma resistência de que eles não imaginavam que fosse possível. Mas desde a Revolução de 1979...

a República do Islã, o Catuísmo, foi obrigada, porque foi agredida desde o primeiro momento, foi obrigada a desenvolver a sua própria tecnologia de defesa. Toda essa tecnologia de defesa, muito sofisticada, muito aperfeiçoada, aliás, que chegou, inclusive, a desenvolver armamentos criativamente de baixo custo. Os drones norte-americanos são caríssimos.

caríssimos. Então, é claro que isso está muito ligado ao fato de ser essa a indústria mais importante dos Estados Unidos, a indústria de armas. É a primeira economia dos Estados Unidos. No caso do Irã, os drones são de fabricação de baixo custo de uma tecnologia surpreendente para os mecanismos de defesa de Israel, que já se mostraram zonas zonas zonas zonas zonas zonas

claramente surpreendidos e preocupados, porque não imaginavam que isso fosse possível, tamanha criatividade, inteligência e desenvolvimento tecnológico do Irã. Um desenvolvimento tecnológico, aliás, que teve um desdobramento da indústria espacial do Irã. Hoje, para aqueles, sobretudo para aqueles que querem ver nas mulheres iranianas, os humanos medievais,

Como é que se fala com tanto deboche, com zombaria. São as mulheres iranianas que pilotam as naves, que vão ao espaço sideral, tudo com tecnologia iraniana, meu Deus. São inteligentes, são capazes. E as roupas que elas usam, isso é uma questão ligada à cultura deles. Nós não podemos proibir que...

alguém nem se queixar, que alguém use roupas que para nós possam parecer exóticas, extravagantes. Nós temos que ver o que tem no cérebro. E o que tem no cérebro, na consciência, é um desenvolvimento muito importante, muito ligado.

ao próprio desenvolvimento de uma nação, o Irã, que é uma nação culta, uma nação com um belo cinema humanista, com capacidade científica muito importante. Ontem veio uma notícia que eles fizeram pela primeira vez, não se tem notícia ainda, de uma cirurgia com extração de uma hérnia biliar. Acho que uma hérnia biliar, sim.

sem anestesia, porque a pessoa já tinha mais de 92 anos, não suportaria pelos seus problemas cardíacos que estivesse sob o efeito de anestesia. Então fizeram a cirurgia dessa maneira. É uma coisa completamente inovadora.

Porque o Irã tem um desenvolvimento econômico, científico, educacional, tecnológico muito avançado. Muito avançado. Então, como você mencionava, sim, os Estados Unidos foram completamente surpreendidos. E basta ver as pesquisas nos Estados Unidos amplamente contra a guerra do Irã na maioria da população.

E como causa de admiração, até mesmo em certos redutos da esquerda brasileira que torciam o nariz para a Revolução Iraniana, e agora estão se convencendo. Quem, afinal, é capaz de peitar os Estados Unidos com essa valentia antiimperialista e revolucionária? A Revolução Iraniana. Agora, eu desejo paz. Mas a paz? Não a paz de que os Estados Unidos imponham.

que o Irã tem que abrir mão do seu programa nuclear. Ué, por quê? Porque daqui a pouco eles vão querer que o Brasil também desista do programa nuclear, do submarino nuclear, de que não pode ter mais o PIX, não pode ter etanol. Quer dizer, só podemos fazer o que os Estados Unidos... Que coisa é essa? Que mania de querer ser dono do mundo? E o Irã está dizendo, com a sua rebeldia legítima,

encorajadora de outras nações para também buscar uma postura independente na economia, na capacidade de defesa também, é muito importante o que o Irã está fazendo hoje para toda a humanidade.

Certo, muito obrigada, Beto Almeida, importantes considerações aqui. E aí eu passo uma pergunta bem parecida, Rafa, que o Léo fez para o nosso convidado para o Beto Almeida, porque é o que a gente mais vivencia hoje em dia, ainda mais com as redes sociais e tudo mais.

E Trump é mestre nisso, o Irã já deu com aquele shut up, aquele videozinho feito em ar, uma resposta bem à altura, dizendo que também está sabendo jogar essa guerra. Mas enfim, eu gostaria que você...

Na sua análise, como é que você vê essa guerra de narrativas? Irã afirmando uma coisa, Estados Unidos negando. Nessa guerra tanto das narrativas quanto na guerra real, como é que a gente pode vislumbrar um vencedor? O ideal seria que o fim estivesse próximo. Mas você visualiza esse cessar-fogo, essa paz tão bem falada pelo nosso convidado como algo próximo?

Bem, começando pelos eventos do dia, entre ontem e hoje o Irã disparou mísseis contra um navio dos Estados Unidos, ordenou que os navios que estavam atracados num porto dos Emirados Árabes Unidos saíssem dali e fossem para outro porto, um pouco mais distante.

fossem ali para o porto de Dubai, e parece que também dispararam ali alguns drones, alguns projéteis na direção dos Emirados Árabes Unidos. Tudo isso, evidentemente, a gente tem que levar em consideração o seguinte. Em duas outras ocasiões em que houve conflito entre o Irã e Israel, junto com os Estados Unidos, o Irã deixou...

intencionalmente ou não, que o inimigo tomasse a iniciativa. Isso, evidentemente, tem um custo. Porém, parece que, no momento atual, não existe essa disposição para permitir que o inimigo tome a iniciativa. Pode ser que isso seja um fruto da mudança, nas mudanças de liderança.

no governo iraniano, houve ali uma substituição do falecido Ayatollah Ramenei por seu filho também, Ayatollah Ramenei, Mostaba Ramenei, que tem vínculos mais profundos com a guarda revolucionária e que, segundo vários analistas, teria uma visão um pouco...

diferente ali daquele pacifismo do seu pai. Então, muito claramente, o Irã está demonstrando que ele tem força, que ele ainda tem capacidade militar e que pode, e talvez inclusive, parta para a tomada de iniciativa em relação a esse conflito.

Geralmente não se tem incluído Emirados dos Estados Unidos como parte direta e principal do conflito, porém discute-se no Irã a possibilidade de que aviões dos Emirados dos Estados Unidos tenham participado de operações contra o Irã. Não é algo confirmado, mas é algo que está sendo discutido no Irã.

bem como outras maneiras pelas quais os Emirados Árabes Unidos teriam participado de maneira mais direta nessas agressões contra o território iraniano. É por isso que, de fato, existe, pelo menos em comparação com outros países árabes, uma maior atenção do Irã em relação aos Emirados Árabes Unidos.

Então isso é algo que a gente tem que levar em consideração. Quando os Estados Unidos falam que nenhum navio de Estados Unidos foi atingido, nada disso aconteceu e por aí vai, eu não acho que isso tenha muita credibilidade, porque a gente, em alguma medida, já se acostumou com uma postura dos Estados Unidos de negar perdas ou danos aos seus ativos militares.

Parece que para manter aquela mística das forças armadas dos Estados Unidos, como uma hiperpotência, como uma força militar sem par, que não pode ser enfrentada ou derrotada, eles têm que negar qualquer tipo de perda, mesmo que para isso tenham que mentir. Eu vou dar um exemplo. Ao longo da Operação Militar Especial Russa na Ucrânia, a gente sabe que houve ali a presença e a presença.

de muitos soldados, especialmente membros de forças especiais dos Estados Unidos, no território ucraniano. Muitas vezes esses membros de forças especiais, eles tiravam férias, né? Eles davam ali a férias, uma licença médica, etc, etc, lá nos Estados Unidos, e iam parar lá na Ucrânia. Ou simplesmente iam em segredo mesmo. E aí teve um período especialmente...

em que quase toda semana, ou com uma certa frequência todo mês, sai alguma notícia de algum site, algum jornal dos Estados Unidos, falando que três soldados dos Estados Unidos morrem no alpinismo, escalando uma montanha.

dois morrem afogados, quatro caíram num helicóptero, e todo mundo que presta atenção sabe que isso aí é um esforço dos Estados Unidos para, por assim dizer, desovar o número, fechar ali a contabilidade sem dar o braço a torcer para admitir que membros das suas forças armadas morreram em operações militares. Então, por exemplo...

ontem ou anteontem, falaram que dois soldados dos Estados Unidos morreram afogados após caírem de um penhasco no Marroco. Imediatamente, combate na experiência acompanhando esse tipo de noites, eles já falaram, os caras devem ter morrido lá nesse conflito com o Irã, estavam em bases, chegou-se a conclusão de que eles iam parar de admitir morte, né?

Isso para a gente ver como essa dimensão narrativa, ela é fundamental para entender os conflitos e o quão pouco, na verdade, a gente sabe daquilo que está acontecendo a partir das fontes primárias. Eu vou puxar uma outra questão, da qual a gente falou, inclusive. Pouco antes de acontecer aquele sexta-fogo...

entre o Irã, Estados Unidos e Israel, falou-se, né, uma grande operação para resgatar um piloto que estava no território iraniano, caiu lá do avião, estava lá no território iraniano, e aí fez-se uma grande operação, né, estilo Tom Cruise, Missão Impossível, etc., etc., e o piloto foi resgatar. Quem é esse piloto? Cadê o piloto? Já até esqueceram o piloto.

Em momento nenhum, o governo dos Estados Unidos apresentou esse piloto, botou ele para dar uma entrevista, ele passou por uma experiência incrível, coisa para fazer filme em cima disso. Então cadê esse piloto? Por que ninguém mais fala desse piloto? Por que esqueceram esse piloto? Na minha perspectiva, porque esse piloto não existe. Tudo pertence a essa lógica das narrativas em que se conta sempre.

com a nossa pouca memória, com a nossa baixa capacidade de atenção. É uma sucessão de eventos tão rápida, uma sucessão de notícias tão veloz que a própria mídia contemporânea está tão fundada na sucessão rápida, né? Basta a gente ver a importância do TikTok, especialmente para os jovens, dos Reels de YouTube, de Instagram e por aí vai.

em que a pessoa vê alguns segundos de vídeo e já passa para outro. Alguns segundos de vídeo e já passa para outro. O pessoal que transmite alguma informação, às vezes com algum conteúdo, até acelera o vídeo para capturar a atenção. Você não bota a sua fala ali em 1.0, você bota em 1.5. Até porque quem está acompanhando muitas vezes não vai te assistir, não vai aguentar te assistir no seu ritmo normal. Então, assim, por causa dessa...

liquefação generalizada dos fatos, dos dados, da nossa própria atenção, então é muito fácil fazer narrativa que só precisa colar hoje. Essas narrativas só precisam colar hoje, porque amanhã tem outro fato, né? O pessoal está chamando a atenção para o fato de que, por exemplo,

Apesar de por aproximadamente 15 dias, um mês, a gente, pelo menos na internet, né? Só falar do caso Epstein, ninguém mais lembra do caso Epstein. Virou folclore já. Virou algo que foi ali pro fundo do nosso inconsciente. A gente sabe que aconteceu, mas aconteceram outras coisas. Então, isso aí foi empurrado um pouco pra trás da cortina. Nesse caso aí do conflito iraniano é basicamente isso, né?

existe uma guerra de narrativa, mas dessa vez eu tenho a impressão de que a principal vítima não é nem o público mundial, é o próprio Donald Trump. Porque a gente vê claramente, em relação a esse caso, que o Vance e o Rubio estão tomando distância em relação à questão iraniana, provavelmente porque acham um vexame, um fracasso, mas que o Donald Trump não aceita.

que a situação está tão ruim assim, e impõe a sua vontade. O Sr. Carlson deu uma entrevista esses dias, não me recordo agora para qual mídia, mas alguma mídia grande, alguma mídia relativamente grande dos Estados Unidos. E ele disse que, na presença do Donald Trump, é muito difícil discordar dele, né? E ele sempre dá um jeito de impor...

a vontade dele, através ali, enfim, do carisma dele, do magnetismo, da capacidade dele de convencimento, enfim, às vezes a pessoa treinou pra isso também, né, ele tem experiência como empresário, como negociador e assim por diante. Então, o professor Carlton diz que na presença dele é difícil bater de frente com ele. Ele não dá espaço, ele consegue te dobrar. Então imagina, assim, uma pessoa aqui.

Portanto, não vai ouvir ali os oficiais do Pentágono trazendo objeções, o pessoal da inteligência, tanto que um dos chefes de inteligência dos Estados Unidos se demitiu, Joe Kent, se não me engano o nome dele, acho que era da contra-inteligência, alguma coisa do tipo. Porque os funcionários ali do Pentágono e de outras agências devem trazer ali as informações e dar a sua opinião, e normalmente não aceita, né?

não aceita essa perspectiva e insiste naquilo que ele acredita que é a verdade. Ele tendo a empolho a concepção dele da realidade por cima dos fatos. E aí a gente tem o seguinte, teve um round de um dessa guerra e nesse round de um o Irã claramente venceu. Só que obviamente muita coisa pode acontecer e agora com essas operações, essas zonas zonas zonas zonas

esses testes de armas, por assim dizer, de hoje, eu acho que a gente está perto do início do round 2 desse conflito. Porque os Estados Unidos estão sendo intransigentes, evidentemente o bloqueio, mesmo sendo parcial, os Estados Unidos não conseguem impedir 100% dos navios de passarem, mas impedem vários navios de passarem. Isso tem um impacto econômico para o Irã, um impacto econômico significativo.

No longo prazo, no curto prazo não, mas no longo prazo tem o impacto significativo. E o Irã não pode simplesmente ficar parado esperando ou ceder, porque aquilo que os Estados Unidos querem que o Irã ceda envolve ali direitos fundamentais de soberania. O direito de enriquecer urânio, o direito de produzir mísseis de longo alcance.

o direito de ter projeção geopolítica no Oriente Médio, envolve uma série de questões ali que dizem respeito à própria sobrevivência do Irã enquanto Estado e enquanto República Islâmica, porque, bem, eles têm um sistema e eles querem preservar o sistema que eles construíram através da Revolução. Então, me parece muito claro que vai...

Esse conflito vai voltar. As causas estão aí, os elementos subjacentes, especialmente o papel de Israel, que não é um papel 100% racional. Os interesses israelenses não são econômicos. Eu acho que Oriente Médio não se explica através da economia. Os interesses israelenses não são nem mesmo apenas geopolíticos.

Como existe no sionismo uma dimensão que é também religiosa, mística, etc., então é muito difícil, inclusive, demonstrar ali para o próprio Estado de Israel que determinadas ações deles na região não correspondem aos interesses geopolíticos e econômicos do país. Porque existem determinadas demandas que precisam ser atendidas e que precisam ser atendidas.

E eles utilizam ali a sua influência sobre os Estados Unidos para utilizar os Estados Unidos como se fosse ali uma tropa de choque dos interesses sionistas. E isso permanece, né? A paz não tem como ser alcançada nesse momento, já que as exigências dos Estados Unidos são imensas, são absolutas.

o que eles querem é uma rendição total do Irã, sendo que o Irã venceu a primeira parte do conflito. Ninguém que está vencendo se rende. Então não vai acontecer paz através dessas negociações. E o conflito vai voltar porque as causas do conflito estão ali. Então, o que é preocupante, porém, é que uma fase 2 talvez seja mais pesada, mais dura, do que uma primeira fase.

porque na medida em que os Estados Unidos percebem que eles estão ficando com pouca munição, eles podem querer partir para um uso de quantidades maiores e até mesmo de armas mais destritivas contra o território iraniano. Então tudo isso são coisas que, creio, vão começar a se desdobrar já a partir dos próximos dias.

E aí, Léo e Isabela, tudo bem com vocês? Os ouvintes ainda podem conferir o Virada de História sobre o exílio e os anos finais de Napoleão Bonaparte. É logo mais às 23 horas.

E amanhã nós vamos revirar o passado da tal conquista espanhola do Império Inca e do Cerco de Cusco, um episódio de resistência em que 100 mil incas cercaram os espanhóis na antiga capital desse império. Esse episódio é amanhã, começando às 7 da manhã, com reprises às 15 e 23 horas. Que ele abraça, entretanto!

Entre Trânsitos

5 horas e 26 minutos, você está sintonizado aqui na Rádio Sputnik, na Metropolitana, em 80,5 FM, no Rio de Janeiro. Essa é a hora de falar com você, motorista sintonizado com a gente. Informação da Vila Valqueire, acidente na estrada Intendente Magalhães. Uma faixa da vista ocupada no sentido Cascadura, altura Rua das Camélias, em razão de um acidente envolvendo carro e moto. Equipes do Corpo de Bombeiros já acionadas por enquanto.

Ainda não chegaram no local, trânsito lento, mas sem retenção. Você que está passando por lá, paciência motorista. Tem também informação de momento da Avenida Brasil. Uma faixa da pista central está ocupada devido a um carro enguiçado na altura da Passarela 21 no sentido centro. Trânsito intenso, mas no momento sem retenção. A gente faz também...

Um giro de informação pela Avenida Ayrton Senna, uma faixa da via ocupada no sentido Orla, devido a um acidente envolvendo carro e moto. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Sete Rio no local, Polícia Militar já acionada, trânsito com retenção no trecho. Veja aqui as câmeras do Centro de Operações da Prefeitura, o trânsito está muito complicado na Avenida Ayrton Senna. Você motorista que vai passar pelo local.

Muita paciência por lá. E a gente fecha nosso giro de trânsito com informações da Ecovias Ponte, concessionária responsável pela travessia da Ponte Rio-Niterói. Olha, sentido Rio de Janeiro, fluxo normal. Travessia prevista em 13 minutos. Já no sentido Niterói, fluxo com lentidão na chegada ao pedágio e também na saída para Niterói. Travessia prevista em 20 minutos.

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Outro lado do mundo. Moscou não vai reconhecer a cidadania estadunidense imposta a familiares de diplomatas, funcionários técnicos administrativos e consulares russos que trabalham nos Estados Unidos. Pelo menos foi o que afirmou neste domingo a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zaharova.

Segundo ela, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está estendendo a cidadania a filhos de diplomatas russos nascidos nos Estados Unidos, citando o direito de solo, mas na verdade a concessão arbitrária visa dar a Washington poder de influência para pressionar o pessoal das missões diplomáticas russas. Abre aspas para Zaharova.

Agora, o Departamento de Estado, ou aqueles por trás da fachada da diplomacia americana, começou a estender a cidadania aos filhos de funcionários consulares russos, nascidos sob jurisdição americana, até que atinjam a maioridade, efetivamente a força, sob o pretesto de direito constitucional ao território e da suposta natureza limitada.

da imunidade consular. Foi o que escreveu a representante do governo russo em um artigo para o jornal Vedomost. O problema ocorre desde pelo menos 2023, antes de Donald Trump assumir a presidência, afirmou ela.

Mais uma vez, abrindo aspas para Zaharova, como se estivessem deliberadamente armando uma cilada para Trump a fim de apresentá-lo da maneira mais ridícula possível, disse a representante do ministério. Ela ainda concluiu, a lei suprema dos Estados Unidos não foi alterada durante esse período, nem as convenções bilaterais sobre relações diplomáticas e consulares foram revisadas.

A isenção relativa aos filhos de diplomatas estrangeiros está prevista em praticamente todos os regulamentos internos, disse Zaharova. É, Léo, inclusive Zaharova acrescentou que a Rússia não aceita essa imposição.

E ela contra-argumentou assim, e se uma criança fosse sequestrada sob o pretexto, por exemplo, da lei juvenil ou da necessidade de verificar a conformidade de gênero como parte de uma nova onda do novo normal? Vimos já casos, muitos casos como este.

E ela completou que o governo russo vai exigir a confirmação em cada caso específico de que o recém-nascido não está sujeito à jurisdição dos Estados Unidos e de que goza de todas as imunidades e privilégios previstos pelas Convenções de Viena sobre as relações diplomáticas e consulares, bem como por acordos bilaterais. Portanto, eu chamo novamente agora o nosso convidado de hoje, que é o Beto Almeida.

Beto, como é que a gente pode analisar essas falas da Maria Zaharova de que Moscou não vai reconhecer a cidadania norte-americana imposta à família de diplomatas russos? E me chamou muita atenção um trecho em que ela falou o seguinte, que esse é um problema que ocorre pelo menos desde 2023, que é, portanto, antes do Donald Trump assumir novamente a presidência.

E aí ela faz uma observação, como se estivessem deliberadamente armando uma cilada para Trump, a fim de apresentá-lo da maneira mais ridícula possível. Como explicar essa fala de Zaharova em todo esse contexto? Bom, primeiramente, a maneira como ela encara, explica, é absolutamente razoável, porque é um abuso que a administração norte-americana... Está aqui zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zaharo zah

e a data aí vem de antes de Trump, então a administração Biden, quisessem impor a cidadãos russos que trabalham na diplomacia e com suas famílias nos Estados Unidos uma cidadania obrigatória contra a vontade, goela baixa, algo absolutamente indefensável.

Inclusive não está prevista na Carta de Viena, muito ao contrário. Choca-se com a Carta de Viena. E outra questão é que essa ideia visa também um outro procedimento igualmente abusivo de tentar fazer com que cidadãos russos sejam sujeitos a determinados...

determinada exigência da legislação norte-americana aos cidadãos que podem ser cobrados cidadãos norte-americanos mas não cidadãos russos que não escolheram a cidadania norte-americana essa cidadania está sendo imposta ditatorialmente agora, outro elemento que ela também levanta com a habilidade que

e é muito peculiar, um grau de articulação política muito grande, é que talvez a data anterior à eleição do Trump precisava deixar uma bomba de efeito retardado para que ele fosse ridicularizado por esse tipo de coisa. Porque o que nós vimos é que, muito diferente do que aconteceu na administração Biden,

O Trump aceitou se reunir com Vladimir Putin no Alasca. Quer dizer, ali houve um encontro que causou muita irritação nos setores que querem guerra, guerra, guerra, guerra, porque eles ficaram apreensivos com a possibilidade de algum tipo de acordo. Evidentemente...

Depois daquele encontro, gradualmente se pode notar que os Estados Unidos não têm priorizado mais uma relação de sustentação à Zelensky, muito ao contrário, que tem inclusive atribuído, até com um grau de ridiculatização, aos europeus que cuidem da Ucrânia.

Esse é o problema de você, vocês não querem me apoiar na guerra. Mas muito antes da guerra do Irã, Donald Trump já havia se distanciado, já tinha tido aquele arranca-rabo lá com o Zelensky, aliás, não se respeita. Por mais que o Zelensky não seja merecedor de algum tipo de...

de diplomacia honesta e verdadeira, porque ele não é dessa linha. Ao contrário, ele é um sujeito que marca a sua trajetória por um golpe de Estado, por aproximação com o nazifascismo, por questões dessa natureza e por um ódio ante o Rússia, uma Rússia-fobia absolutamente inexplicável.

indefensável, mas o Donald Trump foi se distanciando cada vez mais dos elencos, da Ucrânia, suspendeu uma série de envios de recursos, como já se sabe. Isso aí vinha crescendo desde a administração padre, que teve uma presença ativa.

Porque o golpe da Praça Maidan, como é chamado, ocorrido em 2014 na administração de Barack Obama, é um golpe que deu início a esse processo de uma nova política ditada por uma ideóloga absolutamente sinistra como...

a Nuland, né? A Nuland estava à frente daquelas argumentações e orientações. E ali foi feita uma espécie de ação terrorista de falsa bandeira em plena capital de Kiev para justificar o que veio a ocorrer depois. De 2014 a 2022, houve uma agressão militar.

é desenfriada sobre a população russa do Dombás. Então, veja bem, quando a Zakharova se refere à data anterior, é porque ela preserva o fato de que, pelo menos, com Donald Trump nós podemos conversar. Essa é uma questão. Eles têm uma ideia de que a diplomacia deve ser valorizada. Por exemplo.

Recentemente, o chanceler iraniano visitou Moscou e um dos acordos alcançados na negociação com o Vladimir Putin nesse encontro foi exatamente de que a Rússia entrou no cenário.

A Rússia está no cenário, então agora Donald Trump tem que levar em consideração também a presença russa, mas os russos valorizam muito quando se pode conversar, quando se pode ter uma diplomacia. Naquele encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin lá no Alasca, é muito interessante registrar.

que o Donald Trump chegou a perguntar duas vezes para o tradutor e para o Marco Rubio se era verdade aquilo que o Trump e o Putin tinham dito, de que o governo de Kiev havia proibido a língua russa no território da Ucrânia, inclusive nas regiões habitadas pela população russa do Dom Baixo.

Ele perguntou, ele não acreditava. Quer dizer, essas informações não chegavam até ele. E aquilo ali foi revelado por ele através de duas perguntas insistentes. E a imprensa russa divulgou isso como uma prova de que o próprio presidente norte-americano é privado de certas informações importantes. Mas se houvesse mais negociações, se houvesse mais diálogos...

Quem sabe se poderia alcançar níveis menores, até propensos a encaminhar a situação, para uma solana. Que não é aquela de apostar no Zelensky como a OTAN europeia. Já que a OTAN norte-americana hoje está se diferenciando cada vez mais, sobretudo nos Estados Unidos.

pretende fazer, ou seja, todo o empenho, inclusive, com instalação de novas armas, novas fábricas de armas para abastecer a Ucrânia, como os Estados Unidos deixaram vazar que isso estava acontecendo e como a imprensa russa vem alertando, inclusive pela palavra do Lavrov, ministro de Relações Exteriores russos, que disse que ele.

Todas essas nações europeias que permitem a instalação de armas para abastecimento da Ucrânia na luta contra a Rússia, elas também se transformam em alvo. Elas também se transformam em alvo. E ele pediu assim, espero que os mandatários desses países entendam perfeitamente o que nós estamos dizendo. Vocês podem se transformar em alvo se seguirem.

essa política de instalação de armas. Então, quando surge um elemento como esse, claramente visa criar embaraços e dificuldades ainda maiores naquilo que foi encontrado na reunião do Alasco, que foi, pela primeira vez, olho no olho, presencialmente, Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram, conversaram,

Os Estados Unidos mudaram algo de sua política, reduziram o apoio à Ucrânia, claramente, o apoio financeiro, por exemplo, claramente. E critica, inclusive, Biden por ter dado 350 bilhões de dólares para os eleitos. Critica, Donald Trump tem criticado isso. Quer dizer, a posição da Maria Zagarova tem por objetivo também revelar que isso foi feito antes.

para dificultar as relações do atual governo norte-americano. Além de tantas dificuldades já existentes, essa se tornou uma outra relação de dificuldade entre a diplomacia dos Estados Unidos e a diplomacia russa.

Mas, como ela tem alertado, é possível driblar, principalmente resolvendo a questão nos parâmetros que determina a Convenção de Viena, que é até agora, até o momento, a carta maior que rege a relações diplomáticas, a bíblia da relação diplomática entre os países no mundo hoje.

Obrigado, Beto. Obrigado pela sua análise e também pela sua resposta. Agora eu quero chamar o Rafa para a gente comentar um pouquinho sobre esse assunto, Rafa. Bom, Moscou avisando que não vai reconhecer cidadania estadunidense imposta a famílias de diplomatas russos. Queria saber sua opinião sobre isso, Rafa.

Bem, em primeiro lugar, em relação especificamente a essa decisão do Departamento dos Estados dos Estados Unidos, é bem peculiar, de modo geral, a normativa em relação aos filhos de pessoal de corpo diplomático é que a sua cidadania segue a cidadania dos pais. Então, por exemplo, um filho de funcionários...

da Embaixada Brasileira, nascendo em outro país, em qualquer outro país, são brasileiros. De modo geral, o Brasil opera pelo IUSSOL, pelo menos há algum tempo, não foi sempre assim.

Porém, é um tipo de exceção que o Brasil abre para aplicar o ius sanguíneis, o direito do sangue. Então, filhos de funcionários do Estado, em missão diplomática, em missão oficial, a cidadania deles, eles são aquilo que os seus pais são. E não é assim apenas no Brasil, me parece que é assim na maioria dos países. Então, me parece uma maneira de tentar criar...

um motivo legal, um fundamento legal para algum tipo de interferência em relação a esse pessoal diplomático. E eu acho que a gente não estaria exagerando se a gente pensasse até mesmo em uma interferência ali nas próprias famílias mesmo do corpo diplomático russo e, enfim, de outras pessoas ali a serviço do Estado russo.

Quando a gente pensa, por exemplo, nas diferenças entre normas dos Estados Unidos em relação à educação, em relação à criação de crianças, etc., cada país tem as suas normas e muitas vezes as normas de um país são inaceitáveis para outros países. Então, mesmo não duvidaria de tentativas de constranger...

membros do corpo diplomático russo através ali de pressões em cima da educação dos filhos ou de outras diretrizes pedagógicas, as quais todas as crianças ou adolescentes dos Estados Unidos ou daquele Estado em questão.

tenham que se submeter e assim por diante. Isso talvez até para criar uma preocupação, uma situação, um incômodo entre as famílias de funcionários do Estado russo a ponto até disso atrapalhar o seu serviço, o seu trabalho. Então, me parece algo que pode ser usado, inclusive, de uma maneira que a gente teria que considerar como uma maneira baixa. Ou se você ali...

tentar impor cidadania para permitir que possa haver uma interferência nos assuntos familiares de famílias estrangeiras, visando ali um país específico.

Isso aí é algo bastante baixo numa perspectiva diplomática, até porque membros de corpo diplomático não devem ter algo de absolutamente nada, em qualquer circunstância. Estão ali para representar um outro Estado em tratativas diplomáticas e comerciais e, por isso, historicamente sempre...

foram vistos como tendo ali uma imunidade, como devendo ali ser considerado praticamente sagrado. Em séculos atrás, especialmente entre os povos antigos, a figura do diplomata era praticamente sagrada. Você violar aquela neutralidade do diplomata, mesmo em situações de guerra...

entre os romanos, por exemplo, é um sacrilégio. Entre os mongóis, por exemplo, a coisa que o Gengis Khan mais abominava e a razão pela qual muitas vezes ele destruía cidades inteiras era quando ele mandava diplomatas e matavam ou sequestravam ou coisa do tipo. Então, esse esforço dos Estados Unidos para tentar...

pressionar, interferir, atrapalhar, se meter. Eu não duvidaria mesmo que tentassem tomar a guarda de filhos de diplomatas russos. Isso aí é algo que vai na contramão de tudo que se entende ali por aquilo que é devido no âmbito da diplomacia.

Certo, Rafa, muito obrigada. Agora são 5 horas e 48 minutos. A gente aproveita para se despedir do nosso convidado dessa segunda. A gente começou a semana em grande estilo com Beto Almeida, nosso convidado de hoje. Ele que é jornalista formado pela Universidade de Brasília, pesquisador da América, conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa e um dos fundadores da Telesur, rede de televisão multistatal de notícias.

da América Latina. É um prazer tê-lo aqui, né, Léo? Com certeza. Sempre que o Beto participa aqui com a gente, há certeza que teremos uma verdadeira aula aqui, não é isso, Isabela? Com certeza. Uma aula com A maiúsculo. Beto, antes da gente se despedir, gostaria que você nos desse uma dica. Aquela dica que a gente pede para todos os nossos convidados.

Nos ouve? Oi, oi. Oi, Beto. Gostaria de uma dica que você desse para a gente. Dica de, pode ser de livro, filme, série, exposição. O que você quiser nos dar. Olha, eu estou aqui com um livro que foi lançado recentemente. Até no Rio vai ser lançado em breve. Aí, bem pertinho.

da rádio Sputnik, vai ser na Rio Branco, ali naquela... ali na edifício Erval, onde desce aquela plataforma, uma rampa, lá no subsolo, aquela libraria ali, esqueci o nome agora, bem na Rio Branco. Bom, o livro se chama Trabalhadores do Brasil.

discursos à nação. É uma coletânea de discursos do ex-presidente Getúlio Vargas, porque traz, aí é que entra o molho dessa nova edição, traz artigos e discursos que não são do conhecimento do povo, um deles...

defendendo o próprio Getúlio, botou o nome assim, em defesa da democracia socialista, Getúlio Vargas, tal como está escrito. Mas o prefácio é que é muito chamativo, é do presidente Luiz Inácio Plata-Tacir, onde ele diz, inclusive, que ele revisou muitas avaliações críticas que ele tinha sobre o Getúlio.

Inclusive, ele diz, escreve no texto, no prefácio, que, por exemplo, aquela associação entre a CLT e a Carta de Lavouras do Mussolini é fake news. É fake news. Ou seja, nós estamos diante de um prefácio do presidente sobre discursos de um outro presidente. É um livro imperdível, Trabalhadores do Brasil.

É uma coretânea feita pelo Lira Neto. Lira Neto. E filme? Eu assisti recentemente um filme que trata dessa tragédia do sequestro de populações da África que, no desespero, tangidas como se fossem gado, submetendo-se ao controle de máfias.

de compra e venda, como eram na época dos escravos, tentam atravessar o Mediterrâneo nas balsas, barcos completamente inseguros, completamente precários, para chegar a algum país europeu, especificamente a Sicília, na Itália, para...

comerem, para viverem como gente, para enviarem dinheiro às suas famílias que ficaram na África e tal. E esse filme, é um filme recente, se chama El Capitano. É uma produção italiana, do ano passado, mas é um filme pouco no Brasil, ainda não foi lançado no circuito comercial.

Você pode ver apenas nas TVs por assinatura, que aí estão eventualmente repetindo esse filme. É muito duro, é muito forte, é muito revelador, mas ao mesmo tempo se revela como que ainda hoje a África ainda paga o preço mais amargo pela colonização, pela escravização. Que aliás, recentemente a ONU declarou que foi...

pior de todas as violações de direitos humanos da história da humanidade. A escravização. Então, fico com essas duas dicas. Trabalhadores do Brasil, discursos da nação, Getúlio Vargas, coletânea de Lira Neto, prefácio de Luiz Inácio Lula da Silva. E o filme El Capitano. El Capitano, não sei o nome do diretor, mas é um filme sobre essa tragédia.

dos africanos desesperados tendo que atravessar qualquer custo ao custo da vida, inclusive para chegarem à Europa e terem possibilidade de comer todo dia fico com essas dicas Isabela, e agradecendo muito pelas palavras generosas suas e do Léo, muito obrigado e estou sempre à disposição aqui em Brasília sempre zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó zó z

O convite será aceito prontamente. É uma honra participar do Entretanto. Muito obrigado pelo convite. Nós é que agradecemos e até uma próxima ocasião. Contando as moedas

O dólar comercial opera o dia em alta de 0,32%, cotada a R$ 4,96. Já a Bolsa de Valores opera em queda de 0,92%, cotada a 185.600 pontos. Aproveitar, Isa, que a gente está falando de economia, o governo federal lançou hoje a nova versão do programa Desenrola.

A iniciativa prevê o uso de recursos do Fundo de Garantia de Operações para pagar os bancos em caso de calote dos beneficiários desse novo programa. O chamado Desenrola 2.0 vai destinar R$ 2 bilhões já disponíveis do fundo como garantia das operações. Além disso...

está autorizado um aporte de R$ 5 bilhões, caso haja necessidade. De acordo com o governo federal, não há impacto fiscal nesta fase inicial do programa. Isso, Léo. Os beneficiários vão poder renegociar dívidas até R$ 15 mil por pessoa.

com descontos que variam de 30% a 90%. E nessa edição do programa, eles podem usar até 20% do saldo do FGTS para quitar as dívidas. O programa permite a renegociação de dívidas referentes a cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e também do FIES. As taxas de juros serão de até 1,99%.

e os descontos podem chegar a 90%. Alguns pontos do programa já haviam sido adiantados pelo presidente Lula em um pronunciamento na última quinta. Entre as novidades, o presidente afirmou que os usuários do novo Desenrola ficarão bloqueados de plataformas de apostas online, as chamadas bets, por até um ano. Ou seja, para usar o dinheiro do governo, esse empréstimo, em Parará, nada de bet.

Bom, eu acho que não vai dar tempo, né? São 5 horas e 57 minutos. A gente, com certeza, vai trazer esse assunto em uma nova ocasião e aí sim a gente vai ouvir o Rafa, para a gente poder aprofundar melhor, Rafa, esse assunto. Então, pelo adiantado da hora, Rafa, eu apenas me despeço de você, mas renovando aqui o meu prazer e a honra em contar contigo aqui no Entretanto. Até amanhã, Rafa. Até amanhã, pessoal. Igualmente, dê uma boa noite.

Muito obrigada, Léo. É isso, né, Léo? Vamos agradecer também os nossos queridos ouvintes pela companhia e amanhã a gente está aqui novamente a partir das 4 da tarde. Exatamente, aqui na Rádio Sputnik, na Metropolitana, em 80,5 FM no Rio de Janeiro ou então na sua plataforma de áudio favorita. Pode ser no Spotify, no Deezer, no Amazon Music ou no Apple Podcast.

Poxa, Léo, não tem o aplicativo no celular. Vai no site metropolitanario.com.br. Os nossos episódios estão por lá. Você pode escolher qualquer um deles para ouvir e conhecer um pouco mais sobre política nacional, também geopolítica. Enfim, a gente está sempre debatendo os assuntos.

atuais aqui no Entretanto. Isabela, já vejo aqui do lado de fora dos estúdios André Luciana se movimentando, daqui a pouco Casus Belli, André vai estar por aqui, Farinazo também, um programa de muita qualidade que eu recomendo você, ouvinte, a continuar aqui na nossa programação. É isso então, gente, muito obrigada, continua aqui com a gente na Sputnik, na Metropolitana 80.5 e até amanhã. Entretanto.

Porque toda notícia tem outro lado. Rádio Sputnik Metropolitana, 80.5 FM.