Episódios de Making of da Vida Alheia - Mova

Casamento esfriou

04 de maio de 202618min
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O Making of da Vida Alheia - Mova é um podcast que teve origem na vontade de levar para a podosfera o universo das caixinhas anônimas, que existe no Twitter desde 2023. 

Bajô e Priscila Armani leem e comentam caixinhas com os mais diversos tipos de história. Tem para todos os gostos. Vem ouvir, se divertir e refletir também! Aqui julgamos muito! Prepare-se!  

Hashtags do episódio: #bajo35133 e #bajo35234 

Assuntos2
  • Regras de casamentoReação à vassoura como presente · O pedido de desculpas e a tentativa de reconciliação · A insegurança do marido após a promoção da esposa · A decisão de dar uma nova chance ao casamento
  • Atualização do caso da vassouraO marido reconhece o machismo e a insegurança · A esposa recebe uma moto nova de presente · A compra de um cintaralho como vingança
Transcrição48 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Making of da Vida Alheia, um podcast pra gente julgar muito. Olá bajorianos e bajorianas, eu sou Priscila e esse é o Making of da Vida Alheia, o MOVA, trazendo caixinhas com depoimentos inacreditáveis para julgarmos muito. Nós podia estar matando, se drogando. Hoje estou aqui mais uma vez com a nossa querida baju. Olá baju.

Olá Priscila, você tá boa? Tudo ótimo! Com a hashtag Bajo, 35133, a história de hoje traz o relato de uma esposa que foi presenteada de uma maneira inesperada. O nome do episódio é... Casamento esfriou. Mas antes da gente seguir, dá uma força pra gente ir lá no Spotify, dando 5 estrelas pro nosso podcast.

E confira a nossa assinatura na Orelo. Por apenas R$ 10,00 você tem direito a ouvir 10 episódios, além dos que estão saindo normalmente nas plataformas gratuitas. E atenção, a partir de junho, esse valor será reajustado e passaremos a cobrar R$ 15,00. Então, aproveite o precinho. Vai lá em orelo.cc barra makingoff da vida alheia. Vamos então à primeira caixinha de hoje.

Mulher, 29 anos, homem, 30 anos, 8 anos de casados. O casamento esfriou. É mesmo, é? Ele me levou para jantar e, muito franco, disse que achava que estava me perdendo para outro homem e queria saber como recuperar.

Foi sincera, disse que ele estava me perdendo para ele mesmo, pela forma fria e indiferente que vinha me tratando. Conversamos muito, ajustamos dores minhas e dele, fizemos o melhor sexo em anos.

E tudo mudou. Parecia que estávamos em lua de mel de novo. Ó, até aí, tudo bem. Eu ia falar, citada. Se tivesse bem, não tinha me mandado caixinha. Isso tem que ser falado? Pois é. Cadê o maço? Aí ela continua.

Até semana passada, ele me mandou mensagem pela manhã no trabalho e disse que tinha comprado algo pra mim, que eu iria amar e esperava que eu usasse muito. Já avisei que vai dar merda isso. Fiquei super animada e passei o dia imaginando o que seria, com o riso frouxo, louca pra ir pra casa. Quando deu a hora, fui embora correndo e cheguei em casa parecendo criança no Natal.

Ele tampou meus olhos e quando destampou, me entregou uma vassoura. Você não é caveira, você é moleque. Porra! Não, não, não. Depois não sabe por que fica solteiro, gente. Pois é. Nossa, eu mandava matar, eu contratava um assassino de aluguel, qualquer coisa.

Se a pessoa fala que vai me dar um presente e me dá uma vassoura, eu quebro a vassoura nele. Pois é, pelo amor de Deus, a falta de noção do cacete, bicho. Não tem condição. Depois não sabe porque o casamento tá ruim. Pois é. Eu fiquei parada uns segundos, enquanto ele ria como se fosse algo muito engraçado.

Ele realmente é bem brincalhão. Quando eu vi que era sério, eu chorei ali mesmo. Ai, nossa, mesmo que fosse uma brincadeira, eu ia achar ruim demais. É a mínima condição. Eu achei uma péssima brincadeira, sério mesmo. Ai, muito mau gosto.

Ele ficou desesperado porque eu não sou de chorar. Disse que era só uma zoeira. Será? Pediu mil desculpas e tal. Mas já era. Alguma coisa quebrou em mim naquela hora. Mas como que não quebra? Era pra ter quebrado a vassoura nele. É. Quebrar nele naquela hora. Ai, Deus.

Ele tem tentado consertar desde então. Faz uns 5 dias que aconteceu e faz 5 dias que eu ganho algo legal e ele tem se esforçado ainda mais pra funcionar. Se esforce mais não é o suficiente. Pois é, ela fala, ela inclusive continua caixinha falando exatamente isso. Mas eu não consigo mais retribuir, estou sempre apática e indiferente.

Se fecho os olhos, lembro dele rindo muito de mim, enquanto eu me sentia um lixo e idiota. Ai, nossa. Pelo amor de Deus, o maluco pode ter jogado o casamento fora de graça. Olha, eu ia pensar numa vingança muito maligna. Eu ia comprar uma capa peniana pra ele. Pô, eu conheço bem, hein?

Hoje peguei ele chorando. Quando questionei, ele disse que perdeu a única coisa boa da vida dele por ser um imbecil. É dramático, filho da puta. Pensar-se antes. Batei uma salva de palmas aqui pro profissional.

Ai, moço, não tem como te defender. Sem condições. Aí ela continua. Ele não é imbecil, mas eu não consigo agir como se não fosse. Acho que meu casamento acabou e eu sinto muito por isso. Acho que estou exagerando, mas não sei se consigo fazer diferente. Fim da primeira caixinha, Bajô. É, vai ter plot twist, vai ter... Coitada da mulher com a vassoura.

É, então, vai ter uma segunda parte, porque o que acontece? Nós é que fazemos as perguntas! Quando ela mandou essa primeira caixinha, a comunidade deu vários conselhos, de todo tipo. E aí a Anônima decidiu, felizmente, nos mandar um update contando o que aconteceu com o casamento dela. Eu vou ler agora pra vocês a hashtag Bajo35234. Vamos ver.

Atualizações, hashtag Bajo35133 Mulher de 29 anos, homem de 30 anos Primeiro, obrigada pelos conselhos, adorei o misto de opiniões KKKKK Eu imagino, deve ter pegado fogo esse negócio

Pra quem me chamou de chata e fresca, eu concordo. KKKKK. Às vezes nem eu me suporto. Não sei como ele aguenta. Ai, moça. Quem te chamou de chata e fresca não tem noção. É provavelmente alguém que daria uma vassoura de presente pra mulher que ele tá tentando reconquistar. Não, pelo amor de Deus.

Sinceramente. Nota que a caixinha começou com ela explicando o momento do casamento. Pois é. Eles não estavam numa boa. Eles estavam tentando voltar a ficar numa boa. O cara vai lá e me dá uma vassoura? É, não. Sinceramente. Achei muito falta de hora. Se em qualquer momento ele desse a vassoura, já seria uma brincadeira de mau gosto. Imagina no momento que ele escolheu dar.

É um idiota. Ontem, meu marido chegou em casa sem presentes e me chamou para conversar. Disse que sentia muito mesmo que conversou com um amigo e percebeu que, para além de cuzão, ele foi machista de graça e por isso eu surtei e este era o motivo do nosso casamento estar frio. Ah, ele precisou de um amigo para falar com ele, Bajum.

Não, por que eles não escutam a própria mulher, mas escutam o amigo? Ah, eu não entendo, eu não entendo. Não entendo. Eu quero evitar essa dica. Aí ela coloca um contexto. Sempre houve parceria e apoio mútuo no nosso relacionamento, que ao todo tem 10 anos. Seja nas tarefas domésticas, trabalho, família, profissional e financeira.

Juntos temos uma ótima vida, financeiramente falando. Ano passado, em dezembro, eu consegui uma promoção no trabalho que corria atrás o ano de 2025 todo, fazendo meu salário que antes era parecido com o dele ficar 25% maior. E em paralelo, o meu gerente deu em cima de mim.

Eu cortei na hora, ele entendeu e pediu perdão. E nunca mais aconteceu. Inocentemente, contei para o meu marido, que resolveu associar uma coisa à outra. Mesmo vendo de perto o quanto eu me esforcei por essa oportunidade.

Ah, agora eu entendi quando ela fala lá na primeira caixinha que ele fala que acha que tá perdendo ela pra outro homem. Viu? Interessante esse contexto. Dá pra ver que ele pensou, hum, vou perder. Aí vai lá e compra a vassoura. Pois é. Se trata de um indivíduo sem nenhum preparo. Era pra esse meu gerente que ele achou que eu tava me perdendo. Desde então, ele passou a fazer piadas que não fazia antes.

e implicar com coisas que antes não fazia. Exemplo, eu andar de moto tendo carro na garagem, ir trabalhar maquiada, ser muito sociável, trabalhar demais, frequentar a academia sem estar com ele, etc.

Ai, nossa, que preguiça. Ai, meu Deus, por que as pessoas não conversam? Por quê? Porque se elas conversarem, para de ter caixinha. Ai, acabou. Ai, acabou. Acabou o perfil. Eu tô aqui intermediando, eles falam pra mim, eu dou conselhas, volta lá.

Eles falam pra mim, eu dou conselho, volta lá. Ninguém, eles não conversam entre si, sabe? Pois é, bicho.

E passou a cobrar o filho que eu queria ter tido aos 26 anos. E adiei porque ele não estava em um bom momento financeiro. Ah não, isso aí pra mim é pau no cu. Ah, cobrar filho? Me ajuda, meu filho. Me ajuda a te ajudar. Não dá pra cobrar filho nessa situação, gente. Vai piorar mais o negócio. Eu não sei de onde e que inventaram que filho conserta as coisas. Pois é, tem que estar muito bom. É o item mágico, assim, ó.

Tá tudo ruim, põe um filho lá no meio que melhora. Vai, acredita no seu potencial. É, quando na verdade, no fim das contas, piora, né? Se a coisa não estiver muito bem resolvida, dificulta bem. Nisso eu disse que agora eu quem precisava de um tempo para ter o nosso bebê. Eu quero muito um bebê, só quero esperar mais um ano. Quando ele falava merda e eu cortava, ele se afastava e eu não ia atrás, por isso esfriou.

Porém, eu me recusei a ver o problema, por medo de aceitar que meu marido, que sempre me apoiou e foi meu alicerce, resolveu me podar. Acho que por isso o lance da vassoura me bateu tão forte. É, o cara já tava vacilando legal, né? Já não tava bom, ele só conseguiu piorar mais a situação. Pois é.

Resumindo a conversa de ontem, ele pediu perdão, reconheceu estar sendo machista, disse que foi inconsciente, aí ela abriu um parêntese, não sei se acredito, que anda muito inseguro desde meu chefe dar em cima de mim, porque segundo ele não dá pra competir.

Como se qualquer outro homem no mundo tivesse chance contra meu pretinho. Ai, gente. Ai, é mulher apaixonada. Ela gosta dele, não tem jeito. Ganhou a vassoura e tá aí toda apaixonada. Ai, eu odeio mulher apaixonada, é um bicho trouxa. Falo por experiência própria. Aí ela continua. Ele disse que ia provar a mudança. Acho que vamos ficar bem. Até porque eu amo muito mesmo ele.

E acredito de verdade que ele me ama também.

De qualquer forma, eu preciso descontar. Comprei um cintaralho na Amazon. Ah, justo, justo, eu falei. Eu compraria a capa peniana, porque ia pegar onde dói, mas também funciona. Cintaralho também é uma boa vingança. Não vamos falar de pornô aqui, não. Comprei um cintaralho na Amazon, tô louca pra chegar. E meu aniversário é hoje, trintei. E ele me deu uma moto nova.

Fim da caixinha. Gente, não, pera lá. Ó, eu fico triste que eu ganhei uma vassoura. Eu ganho uma moto em contrapartida. Achei justo. Sim, também achei. Justo, muito justo. Ah, e aí ele vai agora experimentar o cintaralho. Ai, Deus. Anônima, depois você conta como foi a experiência com o cintaralho aqui pra gente.

Eu prefiro não saber os detalhes. Ninguém transa. As pessoas falam que transam ou não transam. Dá muito trabalho. Eu não quero saber essas coisas. Eu sou uma pessoa que prefere não saber. Bom, Bajor, como é que você avalia essa questão? Tipo, o cara vacilou, vacilou bastante, né? Eles conversaram. Parece que o cara está disposto a melhorar.

Porque ele se sentiu inseguro, reconheceu estar sendo machista e tal. E aí ela vai dar uma outra chance para o casamento deles. O que você acha que vai acontecer? Eu acho justo. Eu não sou aquele tipo de pessoa. Embora pareça que todas as caixinhas, quase eu falo, terminam. Mas é porque as situações que as pessoas me mandam são sempre extremas. Onde o término é a solução ideal. Mas um casamento não é uma coisa simples.

Você não pode terminar por qualquer coisa Igual você termina namoro Porque namoro você termina por qualquer coisa E tá tudo bem Eu sinceramente Ai desculpa, perdi a linha de raciocínio Porra, 20 anos de curso Se ela ainda ama ele Ele diz que vai provar que mudou Tá fazendo um esforço É como você tá falando Terminar um casamento não é uma coisa simples Ainda mais por causa de Essas questões que ela pontuou Assim

Parece que são coisas que são solucionáveis, né? Não é normalmente o tipo de caixinha que a gente recebe aqui que são coisas que normalmente são extremas. Isso. Não é uma coisa que não tem solução, é uma coisa horrível. Foi uma brincadeira idiota, que ele reconheceu que foi idiota e ele tá tentando consertar. E casamento é isso, né, gente? Não vamos falar também que casamento é igual na novela das oito que vive todo mundo feliz o tempo inteiro.

Casamento tem estresse. Com certeza. E se você sair no primeiro estresse, todo casamento dura um mês. Me vejo obrigada a concordar com o palestrinha. É, mas também depende do estresse, né? Se o primeiro estresse foi um estresse, muito estresse, aí a gente perdoa também, né? Pode sair. Não, pode sair. A Priscila tem razão, depende do estresse também.

É porque assim, a gente acredita que vão existir ao longo de uma relação sempre vários tipos de estresse. Alguns piores, outros melhores. O casal conversar, ser honesto, buscar melhorar e tal. Beleza. Mas tem umas coisas que chegam pra gente que a gente fica assim, nossa senhora, não dá mais chance não, só sai. Tem casos e casos.

Não adianta também, uma coisa é uma toalha Em cima da cama, outra coisa é uma traição São casos diferentes Desejo pra Anônima tudo de bom Que ela e o Respectivo dela Consigam superar Essa crise aí deles Ah, com a moto nova vai demorar pra ter outra crise Ela vai ficar rindo Ela vai ficar rindo a toa um tempinho Pode ser Eu ficaria feliz

É, eu também ficaria bem feliz. Não é um presente barato, então... Já der nota com o esforço da parte dele, né? Gente, eu falo, eu amo ganhar presente. E eu arrumei um namorado que... No capítulo anterior... Ai, eu odeio mulher apaixonada, é um bicho trouxa. Falo por experiência própria. Fique com o capítulo de hoje. E eu arrumei um namorado que a linguagem do amor dele é dar presente.

Sabe, é perfeito. Eu amo ganhar presente, ele ama me dar presente, mas é muito bom. Porque eu leio umas caixinhas que as mulheres imploram pra ganhar flor, que imploram pra ganhar um bombom da feira, qualquer coisa. E os caras não tão...

E eu nunca tive isso, de ser presenteada com frequência. Eu fiquei casada há 10 anos e eu lembro o único presente que o meu marido me deu em 10 anos de casamento foi um vaso de violeta. Nossa senhora! Sabe daqueles de 5 reais que vêm no supermercado BH, que fica ali na porta? Sim. Pois é, um vaso de violeta. Foi a única coisa que eu ganhei em 10 anos de casamento.

De presente, assim, significativo. E nunca foi de me dar nada. Nossa, Bajo, que dureza, hein? Pois é. Já o mozão já pagou os 10 anos de casamento em menos de 5 anos de namoro, porque ele me dá presente o tempo inteiro. Oh, mozão, um romântico.

Ah, ele é a linguagem do amor dele. Eu sei que ele tá feliz comigo quando do nada brota alguma coisa que eu nem tava esperando. Eu falei, ué, por quê? Que dia é hoje? Não, não tem, não é dia nenhum. Ele só lembrou de mim. Ah, fofura. Perfeito. Oi, modzão, sei que você tá ouvindo. Ele é ouvinte deste podcast. Batei uma salva de palmas aqui pro profissional.

Lembrando que se você quiser mandar a sua caixinha e saber mais a respeito do projeto e do podcast, você pode pelo endereço bio.file.link. Vem xingar muito com a gente no nosso grupo telegram.me.podcastmova e a gente conta com vocês a partir de junho para nos apoiar pelo valor de R$ 15,00. Valeu, Bajo! Até mais! Tchau, tchau, Priscila!

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