A Freira Serial Killer
A Freira Serial Killer
Leonardo Braga
Zono Dark
- A Freira Serial KillerMarina Sola Kyoto e sua origem · O convento e a seita Velhos Calendaristas · A ascensão de Madre Marian · Fabricação de milagres e fraudes · O golpe contra viúvas ricas · Uso da tuberculose como arma biológica · A descoberta e a prisão de Madre Marian · Julgamento e condenação
- Métodos de exploração e assassinatoFabricação de milagres · Atração de vítimas vulneráveis · Transferência de patrimônio · Tortura e fome · Uso da tuberculose como arma · Atestados de óbito falsos
- A vida de Marina Sola KyotoInfância e trabalho na fábrica · Origem da seita Velhos Calendaristas · Infiltração no grupo religioso
- A queda do Império de SangueDenúncias de camponeses e sobreviventes · Investigação policial e Ministério Público · Operação de guerra no monastério · Descoberta de crianças e sobreviventes · Apreensão de bens e tesouros
- O Monastério de Panagia Pefkovo Nogia TrissaFundação e localização · Fortaleza e isolamento · Controle de Madre Marian
- Julgamento e legado de Madre MarianArrogância e negação no tribunal · Condenação por múltiplos crimes · Pena de prisão considerada pequena · Morte na prisão e veneração como santa
Uma mulher que trabalhava no chão de fábrica descobre o jeito perfeito de ficar milionária sem levantar suspeitas. Ela veste uma roupa de freira, constrói um convento no alto de uma montanha isolada e começa a atrair viúvas ricas do país, prometendo a salvação da alma e a cura para uma doença mortal. Mas assim que essas mulheres ricas assinam os papéis passando as casas, joias e fazendas para o nome dessa freira, a cura para uma doença mortal.
a máscara cai e elas são jogadas em um porão escuro. E para não sujar as mãos de sangue e não deixar nenhuma prova de assassinato para a polícia, essa freira usa a própria doença como uma arma biológica. Ela tranca mulheres perfeitamente saudáveis em celas minúsculas, sem ventilação, junto com doentes terminais que não paravam de tossir sangue.
E ela fez isso por décadas. Ela acumulou caixas de barra de ouro e exterminou centenas de pessoas com a ajuda de médicos corruptos que assinavam os atestados de óbito como se fossem mortes naturais. Bom, eu sou o Leonardo Braga, você está no canal Viróscopo. Esse vídeo tem a participação especial do meu querido amigo do canal Zono Dark, que vai me ajudar a contar esse caso pra vocês. E eu sou o Zono Dark.
Então vamos lá, vamos destrinchar agora como que uma mulher que trabalhava numa fábrica virou uma freira, criou uma seita fanática, inventou milagres e até fez um campo de concentração disfarçado de igreja só pra poder roubar a elite da Grécia. A mente de um serial killer raramente nasce do nada. E pra gente entender a cabeça fria e calculista dessa mulher...
nós precisamos olhar para as raízes dela no final do século 19. Muito antes de vestir o hábito preto e virar uma figura intocável, o nome de batismo dela era Marina Sola Kyoto. Ela nasceu por volta do ano de 1883, numa cidade pequena e esquecida chamada Keratéa.
que fica nas montanhas a cerca de 50 quilômetros de distância de Atenas, a capital da Grécia. A casa simples onde ela morava ficava exatamente no número 71 da rua Megalou Alexandrou, e essa mesma casa mais tarde seria convertida em um dos prédios do Império de Horror dela.
A Grécia daquela época era um lugar muito difícil para quem nascia pobre. Durante a infância, a Marina trabalhava na pequena fazenda dos pais, limpando galinheiros e mexendo na terra suja. Depois, a Marina começou a trabalhar muito cedo, operando máquinas pesadas no chão de fábrica.
ambiente era terrível, cheio de poeira, barulho alto e um salário que mal dava pra comer e esse estalo na mente dela de que a religião poderia deixá-la milionária veio quando ela frequentava a igreja com a família, ela olhava para a pobreza da própria casa e comparava com a riqueza dos templos cheio de luxo, ar fresco e padres com roupas impecavelmente limpas e foi engolindo a fuligem dessa fábrica que a Marina criou uma casca dura e
Ela não era uma mulher passiva. Fisicamente, ela botava medo. Tinha nariz empinado e olhos negros muito vivos, que pareciam escanear os defeitos de quem conversava com ela. Na fábrica, ela aprendeu que o trabalho duro era uma armadilha. Pra ficar rica e ter poder de verdade, ela precisava de um atalho. E o atalho que ela achou foi manipular a fé das pessoas.
A grande chance da vida da Marina caiu no colo dela em maio de 1923. Isso porque naquele ano, a igreja ortodoxa grega tomou uma decisão burocrática que mudou o país. Eles decidiram abandonar o calendário antigo e adotar o calendário moderno, pra ficar igual ao resto do mundo ocidental.
Para as pessoas comuns, isso era só arrumar a data no relógio. Mas para uma parte muito fanática e caipira da igreja, isso foi visto como uma traição contra Deus. Essa galera radical achou que a igreja tinha se vendido por demônio. Por causa disso, as ruas viraram um caos, com vários protestos e brigas com a polícia. E desse caos, nasceu uma seita extremista e isolada que se chamava de Velhos Calendaristas.
Mas é muito importante deixar bem claro, eles não tinham nenhuma ligação com a igreja católica romana e tinham rompido de vez com a igreja ortodoxa grega tradicional. Esse grupo virou uma facção isolada e independente. Eles batiam no peito dizendo que eram os únicos cristãos puros que sobraram na face da terra. E o grande líder dessa seita era um bispo chamado Mateus Carpafakis.
Pra você ter uma ideia, ele pegou os seguidores mais fanáticos da igreja e fugiu com eles pra longe da cidade. Nisso eles subiram as montanhas cheias de florestas da região de Ática pra afundar um esconderijo seguro e impenetrável. E foi justamente nesse momento de confusão e fanatismo que a Marina enxergou o buraco perfeito pra ela poder agir. Ela largou a fábrica de vez, cortou os laços com o passado dela e se infiltrou no meio desses religiosos radicais. Então, fingindo ser muito devota, ela colou no Bispo Mateus.
Ela vestiu a roupa preta da igreja, enterrou o nome de operária e passou a se chamar Madre Marian. E usando o carisma do bispo e a inteligência fria dela, os dois fundaram um convento gigantesco no ano de 1927. Inicialmente, eles compraram um terreno de sete acres localizado entre Karatea e o vilarejo de Kaki Atalassa. O lugar se chamava Monastério de Panagia Pefkovo Nogia Trissa, que significa a Virgem nos Pinheiros.
O nome era bonito, mas o lugar era uma verdadeira fortaleza imponente. O convento tinha muros de pedra muito pesados e grossos, e cúpulas brancas. O acesso dele era muito difícil. Você precisava passar por trilhas de terra no meio de uma floresta fechada de pinheiros. Era um lugar perfeito, blindado contra a polícia e contra os curiosos. No começo, o bispo Mateus serviu como uma isca, porque ele atraiu o povo com os discursos dele.
mas ele já estava ficando muito velho e doente. Ele chegou até a ser preso por um tempo, e quando saiu, passou 40 dias isolado num jejum rigoroso. E foi nessa brecha da ausência do bispo, que a Maren começou a tramar um golpe silencioso dentro dos muros do monastério.
Anos mais tarde, em 1939, com o bispo Mateus já doente de cama, um rival dele chamado Arquibispo Crisóstomos foi até um convento com o objetivo de unificar a igreja. E a Mária, sabendo que ia perder todo o poder que ela tinha com essa unificação, invadiu o quarto do arquibispo e expulsou ele de lá à força.
Depois disso, ela isolou o Matheus no quarto e começou a controlar quem podia entrar e sair. E quando o bispo Matheus finalmente morreu, em vez de lamentar, ela transformou isso num marketing macabro. Ela borrifava perfume no cadáver dele em segredo e espalhava que o corpo exalava o cheiro de mirra.
Com isso, ela inventou uma mentira, falando que essa era a prova divina de que ele era um santo, o que, com certeza, atraiu uma multidão de gente e muito dinheiro no enterro. Com a morte dele, ela tomou conta de todo o dinheiro e da rotina do lugar. E sem ninguém pra bater de frente com ela, ela se declarou a abadesa, a dona absoluta do convento. Mas isso não era o suficiente. Ela cria muito mais.
E pra ter muito mais, ela precisava trazer mais dinheiro pro convento. Ela precisava de fama. E foi aí que ela decidiu começar a fabricar os próprios milagres. Então como aquela época era uma época sem muita informação, a Maren começou a espalhar o boato de que os quadros e as estátuas de santos dentro da capela dela
estavam chorando lágrimas de verdade e pingando um óleo perfumado. É claro que a Marian era muito inteligente e isso era tudo um truque mecânico muito bem feito. Ela colocava os quadros dentro de caixas de madeira ou de vidro e usando a umidade do ar e pequenos compartimentos escondidos cheios de líquido, ela criava a ilusão perfeita de que o santo estava chorando. Quando o povo entrava na capela escura, sentindo o cheiro de incenso e via a pintura pingando água, eles entravam em choque.
Aquele choro falso do quadro convencia os fiéis de que Deus morava ali. E como a Marion era a dona da chave, ela virou uma santa viva na boca do povo. A armadilha dela já estava montada. Agora ela só precisava fisgar as presas certas.
A Madre Mária não queria saber de camponeses pobres que só traziam orações. A operação dela foi desenhada milimetricamente para roubar o topo da pirâmide financeira da Grécia. Na década de 1930, o país estava traumatizado por guerras e perdas. O alvo perfeito da Miriam eram mulheres muito ricas e vulneráveis da alta sociedade.
Ela mirava em viúvas recentes, mulheres solteiras e idosas sem herdeiros, ou garotas de famílias ricas que estavam tristes e perdidas, muitas vezes fugindo de casamentos arranjados. Para essas...
Novos jovens, o convento parecia a saída perfeita, mas em troca, elas tinham que entregar dotes milionários na mão da freira. A família precisava ter imóveis no nome dela e estar isolada da própria família. E para achar essas mulheres, a Maria não ficava sentada na montanha. Ela contratou e treinou agentes disfarçados.
homens e mulheres fingindo ser religiosos e mandou essa galera viajar pelas grandes cidades e praças da Grécia. Os agentes mapeavam as viúvas milionárias da região e começavam a dar o bote. Eles usavam duas iscas irresistíveis. A primeira era a salvação.
Eles diziam que o mundo ia acabar e que o convento dela era o único lugar seguro contra o inferno. A segunda isca era muito mais cruel e prática. A promessa de cura para a tuberculose. Naquela época, a tuberculose era uma sentença de morte rápida, porque não existia antibiótico fácil. A Mária espalhou na cidade que o convento dela, no alto da montanha, com o ar puro,
era um sanatório natural que curava a doença de graça, só com a força da fé. E ao ouvir isso, o desespero das pessoas acabou fazendo o resto. Acreditando que iam salvar a alma e curar os pulmões, mulheres podres de ricas faziam as malas, pegavam as joias e os documentos das casas e subiam a montanha da Ática buscando paz.
Mas assim que os portões fechavam, a lavagem cerebral começava. Primeiro, as vítimas eram obrigadas a tirar todas as roupas luxuosas que trouxeram do mundo exterior e vestir um tecido branco extremamente grosseiro. A roupa machucava a pele e rapidamente virava um trapo sujo. Além disso, a Marion forçava as vítimas a amascarem Papoula, uma planta entorpecente que deixava as pessoas dopadas fora da casinha e...
completamente manipuláveis. E o golpe mestre financeiro da Marian era a força do famoso voto de pobreza. Ela convencia a mulher rica de que o dinheiro e o mundo lá fora eram a causa das doenças dela. E pra receber o milagre da cura, a vítima era obrigada a aprovar o seu desapego total. Ela tinha que cortar imediatamente qualquer tipo de contato ou carta com os parentes lá de baixo. A Marian fazia uma ameaça pesada.
Qualquer contato com pessoas de fora, que ela chamava de hereges, anularia na hora o milagre de Deus. Totalmente dopada, isolada e pressionada pelas freiras fanáticas, a vítima recebia a visita de advogados e donos de cartórios corruptos que trabalhavam para a seita.
Cega pela fé e pelo medo, a mulher assinava a transferência irrevogável de todo o patrimônio dela direto para o nome pessoal da Madre Marian e do convento. Elas passavam para o nome da freira dezenas de casas de luxo em a...
antenas, fazendas imensas, contas bancárias e entregavam sacos cheios de diamantes e barras de ouro na mão da Marian. O problema é que assim que a tinta da caneta secava no papel do cartório, a vítima não servia para mais nada. A mulher rica, que antes era tratada com sorrisos, virava um peso. A Marian não ia gastar um centavo da fortuna roubada com...
comprando comida para elas. E era nessa hora que a máquina de extermínio biológico era ligado. As regras de purificação do convento não passavam de tortura física. As mulheres eram forçadas a acordar de madrugada no frio para rezar ajoelhadas na pedra dura em silêncio absoluto. Se dormissem de cansaço, apanhavam sem dó das guardas da seita.
A Marian implementou um esquema de fome sádico e cortou a comida delas quase a zero. A vítima recebia apenas um pedaço de pão velho a cada três dias e depois ficava uma semana inteira sem comer e sem beber água. E mesmo desnutridas, eram obrigadas a fazer trabalho braçal pesado debaixo do sol na horta da fazenda. Claro, os corpos...
os quebravam rápido. As punições eram extremas. Mulheres eram penduradas de cabeça para baixo e há relatos de pessoas que tiveram as nádegas furadas com agulhas. E a hipocrisia era nojenta. Enquanto as vítimas morriam de inanição comendo pão duro,
A Marian obrigava moradores locais a pescarem peixes frescos para ela comer do bom e do melhor o dia inteiro. E a crueldade não poupava nem as próprias freiras. A irmã Theodote descobriu as mortes e tentou avisar as outras.
A Marian ordenou um espancamento tão brutal que ela morreu de hemorragia interna em minutos. A irmã Maria também se revoltou e apanhou tanto das colegas de seita que chegou ao hospital com o rosto completamente desfigurado e perdeu a vida. E nem famílias escapavam. Uma mulher chamada Baca largou a vida para virar freira.
levando os dois filhos. Um dia, ela encontrou um rastro de sangue que levava aos porões. Em pânico, pegou as crianças e tentou fugir, mas deu de cara com um muro de freiras que barrou a fuga. A Baca e as crianças foram trancadas no porão escuro, junto com os corpos, onde ela entrou em coma.
E morreu. E o próprio marido da Baca, que depois subiu as montanhas para ver a família, também foi jogado no porão e morreu de fome. 27 mulheres foram assassinadas diretamente por espancamento e fome extrema. Mas a fome...
Era apenas a parte visível da crueldade. O verdadeiro golpe que permitiu matar centenas sem usar uma faca foi o uso da tuberculose. A tuberculose é uma bactéria que come os pulmões da pessoa, criando buracos e enchendo o peito de pus e sangue. A transmissão é pelo ar. Basta respirar perto de alguém que está tossindo num quarto feio.
para pegar a bactéria. E a Marian sabia perfeitamente como isso funcionava. Quando uma viúva saudável passava os bens para a freira, a Marian dava a ordem. A mulher era arrastada e trancada num porão subterrâneo minúsculo, escuro e muito úmido, sem nenhuma janela de ventilação. E o detalhe sádico, a Marian trancava essa mulher saudável na mesma cela lotada com outras mulheres.
que já estavam em estado terminal de tuberculose. Durante a noite, as doentes terminais tossiam sangue no escuro. O ar do porão ficava lotado de bactérias mortais. E a mulher saudável não tinha pra onde correr. Ela era obrigada a respirar aquele ar. Em questão de poucas semanas, ela começava a suar frio. A tosse seca vinha, os pulmões apodreciam.
e ela começava a tossir sangue no chão do porão. E pra fechar o massacre com perfeição, a Marian proibiu qualquer tipo de remédio no lugar. Nenhum médico de verdade podia entrar lá. As vítimas apodreciam vivas nos porões. E quando a mulher finalmente parava de respirar e morria sufocada no próprio sangue, a Marian acionava o esquema de blindagem dela. Ela chamava médicos corruptos que recebiam propina da seita.
Esses médicos entravam, olhavam os corpos destruídos e assinavam os atestados de óbitos oficiais alegando falência múltipla por infecção pulmonar natural. Para a polícia da cidade, era apenas uma pessoa doente que não sobreviveu ao sanatório. Sem marcas de estrangulamento no pescoço e sem veneno, o crime era completamente invisível na papelada.
A Marian enrolava os corpos, enterrava em buracos sem nome no próprio quintal do convento e descia a montanha para poder sacar o dinheiro roubado dos bancos. E a contabilidade desse matadouro é assustadora. A polícia comprovou mais de 150 mortes intencionais causada pela transmissão da tuberculose. Somando as mortes por fome e espancamento, a conta oficial bateu 177 vítimas.
Mas os legistas e as escavações que fizeram mostraram que o estrago foi muito maior. As estimativas das autoridades é que esse campo de concentração da freira matou mais de 500 pessoas. E 80% das vítimas eram enterradas sem nem dar satisfação para os parentes.
Mas um esquema gigante de sumiço de pessoas ricas não dura pra sempre. No final da década de 1940, o Império de Sangue começou a rachar, e os camponeses que andavam pelas trilhas perto do muro do convento, na calada da noite, começaram a escutar barulhos assustadores. Eles relataram que ouviam gritos de dor, choro de mulheres, e barulho de correntes batendo na pedra.
Mas o segredo começou a desmoronar de vez quando dois garotos da região escalaram os muros da propriedade por curiosidade e deram de cara com dezenas de pessoas esqueléticas implorando por ajuda através das grades do subsolo. Na mesma hora, esses meninos correram apavorados para denunciar a delegacia. Mas a queda definitiva veio de fora.
Porque os parentes das vítimas, que não eram da seita, começaram a ligar os pontos. Até porque o padrão era sempre o mesmo e não fazia sentido. A familiar rica subia a montanha, parava de mandar cartas do nada, morria de tuberculose um mês depois e, curiosamente, repassava todas as mansões pro nome da Marion alguns dias antes de morrer. É claro que os herdeiros perceberam isso e entraram na justiça.
Uma sobrevivente chamada Eugênia Mayette conseguiu ir até a polícia relatar que foi sequestrada e mantida num porão do monastério. Ela disse que enquanto ela estava presa, teve que suportar torturas e só conseguiu escapar depois de doar tudo que ela tinha pra freira. Mas a pressão explodiu de vez quando uma moça greco-americana de 18 anos, chamada Simela Spirids,
desapareceu assim que entrou no convento. E pra piorar, em 1950, a filha de uma viúva foi à delegacia denunciar que a mãe assinou escrituras de terras inteiras pra Madre Maria depois de sofrer várias ameaças psicológicas. E depois de assinar as escrituras, ninguém nunca mais viu a mulher viva.
Com tanta polêmica assim, o Ministério Público não podia mais fechar os olhos. E no dia 4 de dezembro de 1950, o Estado grego montou uma operação de guerra. Durante a noite, um comboio com mais de 85 policiais fortemente armados, junto com um juiz e promotores, subiu a montanha de terra e cercou os muros do monastério de Péfcovono Giatrissa.
A chegada desse exército iluminou a floresta inteira e atraiu uma multidão de camponeses das vilas vizinhas. O povo indignado se juntou e subiu a montanha. Eles estavam armados com tochas de fogo e ferramentas pesadas. Todos estavam clamando pelo fim daquele pesadelo e pedindo a cabeça da abadeça.
Mas quando a polícia arrombou os portões pesados de ferro, aquilo virou um caos. Os policiais veteranos tiveram que sair no soco e lutar corpo a corpo com dezenas de freiras e monges que sofreram lavagem cerebral. As freiras e monges formaram até barreiras humanas para não deixar a polícia chegar perto da Marian. E no meio dessa pancadaria no pátio, os agentes acharam algo perturbador. Eles arrancaram à força 36 crianças que viviam trancadas com os monges, com alguns relatos dizendo que eram até 46 crianças.
Essas crianças estavam todas pálidas, aterrorizadas e em um estado grave de fome. A polícia botou todas elas em viaturas e mandou elas direto para os orfanatos do governo. Mas o pior ainda estava escondido. Os policiais pegaram algumas lanternas pesadas e desceram as escadas de pedra até os porões. Lá eles arrombaram os cadeados das portas subterrâneas e uma onda de cheiro de sangue seco, fezes velhas e carne podre bateu no rosto deles.
E lá no escuro, os policiais ficaram extremamente chocados, porque eles encontraram as sobreviventes daquele matadouro. Eram dezenas de mulheres idosas num estado de fome absurdo. Elas estavam nuas da cintura pra cima, com a pele cheia de feridas abertas, e estavam amarradas com cordas em pedaços de madeira, como se elas fossem gado esperando pelo abate. Essas eram as vítimas que ainda não tinham morrido de fome.
ou de doença. As ambulâncias precisaram tirar essas mulheres que pareciam esqueletos vivos em macas de lona. E depois disso, os legistas pegaram paz e começaram a cavar os jardins e as hortas do convento. Ali, eles encontraram diversas valas clandestinas. Eles enterraram dezenas de restos mortais que estavam escondidos no meio daquela terra. Enquanto os corpos eram tirados, os auditores arrombaram as portas do quarto luxuoso da Madre Marian.
E lá eles encontraram a mulher que pregava o voto de pobreza absoluta sentada em cima de um tesouro de sangue. Quando eles analisaram os números do roubo, eles ficaram paralisados. Pra você ter uma ideia, a polícia achou 750 mil dólares em notas de dinheiro vivo guardados dentro de malas. Na verdade, nem era só dólar.
Essa grana toda era uma mistura de dólares americanos, libras esterlinas e drachmas gregos. Eles também acharam caixas lotadas de barras de ouro puro, colares de pedras preciosas e milhares de alianças de casamento que a Marinha arrancava do dedo das mulheres mortas. Nos armários, a polícia aprendeu escrituras de mais de 300 propriedades. A Marinha era dona de fazendas inteiras, terrenos caros e casas de alto padrão que estavam espalhadas por toda a Grécia.
Ela basicamente construiu uma fortuna que batia de frente com a nobreza europeia. E as pessoas pagavam esse preço com pulmões apodrecidos e passando fome. A polícia algemou a freira no pátio e arrastou ela pra fora, enquanto a multidão ali tava vaiando muito ela. Mas essa cabeça fria da Marian continuou funcionando até mesmo no tribunal. Confinada na cadeia, ela enfrentou uma série de três longos julgamentos.
E a imprensa do mundo inteiro estava chamando ela de a mulher Rasputin. E o esperado nesse momento é que fosse uma mulher idosa e pedindo perdão pra Deus. Mas a Marian entrou no tribunal com o queixo empinado e olhando pro juiz com cara de nojo e arrogância. A Marian não recuou um pouco.
milímetro, e num ato calculado de provocação, ela recusou atirar do pescoço um ícone ortodoxo gigante com a foto do bispo Mateus morto. Naquela época, os membros da seita já estavam venerando o falecido bispo com o título póstumo de São Mateus, o novo confessor. Enquanto algumas testemunhas que sobreviveram estavam lhe contando como que elas passavam fome, ficavam trancadas no porão e tossiam sangue, errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado errado
a Marion ficava simplesmente sorrindo. Ela olhou para o promotor e disse em voz alta que as masmorras e os espancamentos eram ficções satânicas criadas para derrubar a fé dela. E ela afirmou sem piscar que todas aquelas centenas de mortes eram apenas a vontade de Deus levando as ovelhas dele. E o dinheiro roubado, segundo ela, era um...
tributo merecido, mas essa lábia dela não funcionou contra os atestados, os corpos no quintal e as contas bancárias. O juiz acabou com todas as mentiras, e para garantir que ela seria condenada e quebrar de vez a imagem de intocável e santa, a justiça usou uma estratégia inteligente.
O primeiro julgamento foi focado em crimes de contrabanda ilegal de azeites e pneus. Provar que ela era uma contrabandista acabou desmanchando um pouco daquela imagem santa que ela tinha pra população, o que facilitou muito poder acusar ela dos assassinatos. E a Marion foi condenada por um combo gigantesco de crimes.
Fraude massiva, extorsão, cárcere privado, homicídio por inanição e mortes por negligência intencional usando a tuberculose. E a justiça picotou a pena dela pra poder garantir a prisão. Cara, apesar dela ter sido presa, presta atenção nessas penas porque me chamou muita atenção. Ela pegou 26 meses de prisão.
por fraude, 10 anos pelos assassinatos diretos e mais 4 anos por trancar as mulheres nas masmorras. Somando tudo, a mulher Rasputin tomou 14 anos de cadeia em regime fechado na prisão de Averoff. E cara, só eu que acho que 14 anos de prisão é uma pena muito pequena pra...
tudo o que ela fez? E trancafiada no sistema prisional duro de Atenas, ela acabou adoecendo na prisão. E longe do dinheiro, das terras e das dezenas de casas de luxo, Amália morreu aos 71 anos na ala médica do presídio, no dia 23 de novembro de 1954.
Ou seja, ela acabou morrendo apenas um ano depois de receber a sentença e acabou nem sendo julgada pelas outras mortes no convento. Cara, eu quero muito que vocês deixem a opinião de vocês aqui, principalmente com um detalhe que eu vou contar pra vocês. Depois disso tudo que aconteceu, o corpo da maior serial killer da Grécia foi levada de volta e enterrada nas terras do monastério, lado a lado com o bispo Mateus.
E vocês não estão entendendo, até hoje ela é venerada por membros da seita como uma santa injustiçada. Que pra mim não faz nenhum sentido, cara, isso que é maluquice. Mas é isso aí, chegamos ao fim aqui de mais um caso, muito obrigado por assistir. Deixa aqui seu comentário do que você achou desse caso, qual que é a sua opinião sobre isso tudo.
E se quiser, comenta também sugestões de temas, porque são sempre muito bem-vindas e eu coloco aí na minha lista para eu fazer futuramente. E se vocês gostaram dessa participação do meu amigo Zonodark, passem lá no canal dele, ele faz uns conteúdos muito top e completo e eu acho que vocês vão curtir. Dito isso, se inscrevam no canal, ativem as notificações, que eu espero vocês aqui para o próximo vídeo.