Zé do Caixão como arma da ditadura
Lançamento: O Paradoxo de Einstein : Ciência, Ética e o Deus Cósmico
Usando a ficção como alavanca para as grandes questões do ateísmo. Estamos no Spotify. Leia mais no blog Mente Ateísta.
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- Possível Transição para Ditadura MilitarZé do Caixão como arma de propaganda · Golpe de 1964 · Geopolítica do Medo · Vazio Vermelho · José Mojica Marins
- Filosofia do Zé do CaixãoNiilismo estruturado · Comparação com Raskolnikov · Moral de galinha · Desprezo pela hipocrisia
- Padrões atuais e novos 'Zé do Caixão'Novos espantalhos morais nas redes sociais · Distração de violências institucionais · Histerias coletivas
- Censura e o final de 'A Meia-Noite Levarei Sua Alma'Redublagem forçada do final · Efeito Eclesiastes · Ditadura como inquisidor
- Curadoria de Jorge Guerra Pires e ObrasAnálise de padrões de manipulação · Bioinformática e raciocínio lógico · Estudos Bíblicos para Ateus · O Paradoxo de Einstein
- Ateísmo e Tabu no BrasilRejeição do rótulo de ateu por figuras públicas · Construção política da toxicidade do ateísmo · Comparação com Silas Malafaia · Daniel Sotomayor
O homem de capa preta, unhas retorcidas e uma cartola inconfundível. Ele agride padres. Zomba de processões. Exatamente. E grita a plenos pulmões que o céu está absolutamente vazio. E detalhe, tudo isso nas telas de cinema de um Brasil recém mergulhado no ano de 1964. O que é loucura se a gente pensar no contexto.
Sim, o que deveria ser só uma experiência de terror, sabe? Tipo, o nascimento do nosso cinema de horror mais visceral, acabou se transformando de um jeito muito bizarro na arma de propaganda política mais improvável de um regime autoritário. E o desdobramento disso, a análise mostra que é ainda mais sombrio. Porque a gente não está falando só de tomar susto no escuro do cinema.
Claro que não. Estamos falando de como uma figura de ficção foi instrumentalizada, sabe? Usada para justificar atrocidades reais que aconteciam à luz do dia. Ou melhor, nos porões do Estado. Com certeza. Bom, boas-vindas a quem nos escuta a mais um Mergulho Profundo.
A nossa exploração de hoje é daquelas que fazem a gente olhar para o nosso passado e, sendo bem honesta, para a tela da nossa TV hoje, com lentes completamente novas. Com certeza. É uma mudança de perspectiva. Então hoje a gente vai dissecar o ensaio central da nossa curadoria, Zé do Cachão e o Golpe de 64. É uma análise fascinante que junta o cinema do José Mojica Marins, Dogma Religioso e a Geopolítica do Medo.
E o fascinante aqui é justamente essa intersecção, né? O material é muito rico porque não é sobre o enquadramento da câmera ou a estética do terror marginal. A proposta do texto é analisar a psicologia de massas. Tipo, entender como o Zé do Caixão, o José Féu Zanatas, serviu de espelho para uma sociedade inteira.
Uma sociedade que, ironicamente, preferia temer o monstro da ficção do que confrontar os monstros que governavam o país. Exato. Uma fuga da realidade?
E para guiar a gente por essas águas turvas, a nossa base vem dos textos e da curadoria do pesquisador e escritor Jorge Guerra Pires. Que tem um perfil super interessante para esse tipo de análise. Muito. Para quem não conhece, o Jorge Guerra Pires é um cientista. Ele tem PhD em bioinformática, com uma trajetória acadêmica super rigorosa. Ele passou pela USP, pela Fiocruz e por instituições internacionais, na Itália, na Polônia.
Uhum, universidades como a de Láquila e a Universidade Técnica de Gdansk. Isso. Ou seja, é alguém que passou a vida imerso em modelos biológicos, matemática, programação. E aí ele pegou toda essa experiência em raciocínio lógico e começou a aplicar isso para investigar inteligência artificial, política, religião e pensamento crítico.
E olha, é uma transição que faz todo sentido, sabe? A bioinformática, no fundo, lida com o reconhecimento de padrões super complexos em sistemas vivos. Certo. Então, quando o autor vira essa lupa lógica para o comportamento humano, para a religião e para as narrativas do Estado, os padrões de manipulação ficam escancarados, ficam muito evidentes.
Totalmente. O que nos traz para o lado prático da discussão. Nos livros dele, especialmente na série Estudos Bíblicos para Ateus, ele desmonta justamente esses padrões. Sim, é um trabalho bem denso. É um trabalho incrível. O volume 1 é o de Bíblia, a fábrica de absurdos, a história de Jesus sobre uma lente ateísta. E o 2 é Seria a Bíblia, um livro científico. E olha, tem um detalhe super legal para quem está ouvindo e quer se aprofundar nisso.
Ah, claro. A questão dos formatos? Isso. Os livros impressos estão na Amazon, com aquela entrega Prime gratuita e sem burocracia, e o Kindle sai na hora. Mas, para mim, a grande sacada é a versão em audiolivro.
Com certeza. O audiolivro é um caminho sem volta. Nossa, sim. Esses livros estão no Google Play e no Google Books. São mais de 10 horas de áudio, usando três vozes diferentes para melhorar a experiência. Dá para baixar no smartphone para ouvir offline.
E isso é perfeito para a rotina, né? Antes da IA, o audiolivro já foi uma revolução para mim. Eu mesmo passei a ler vários livros por mês ouvindo durante as minhas caminhadas. Exatamente. Dá para ouvir cozinhando, lavando roupa. É uma forma de consumir conhecimento sem precisar parar o dia. Sim. E essa praticidade dialoga muito com a ideia de democratizar o pensamento crítico.
Mas, voltando para o nosso tema de hoje, a fagulha para a nossa análise sobre 1964 vem de um lançamento recente dele, o livro O Paradoxo de Einstein, Ciência, Ética e o Deus Cósmico. Que vai muito além de só contar a vida do Einstein, né? Exato. O texto tem uma sessão de anexos super rica sobre o físico, mas a história principal ataca uma questão muito espinhosa. Por que figuras públicas rejeitam o rótulo de ateu?
Nossa, e isso no Brasil é um tabu enorme até hoje. Demais. A premissa do livro questiona isso. Pensa bem, por que pessoas famosas que saem da mídia como ateus, tipo um Leandro Karnal ou um Drauzio Varela, nunca cruzam certas linhas? Eles são sempre tão cuidadosos? Medem cada palavra.
E do outro lado a gente tem figuras públicas, líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia, que vão na TV aberta, pedem dinheiro para comprar avião para os fiéis e, tipo, continuam intocáveis. Tem aquele debate famoso dele na Globo ao vivo com o Daniel Sotomayor. Bem lembrado. O Daniel, que representava os ateus, meio que sumiu da mídia grande depois daquilo. Mas pastores abusivos continuam lá. A grande pergunta do autor é... ...
Por que ser ateu é visto como algo muito mais tóxico do que explorar a fé alheia? E é aí que os ensaios conectam as coisas, sabe? Essa toxicidade, essa repulsa visceral ao ateísmo, não é só uma questão de fé de cada um. É uma construção política. Uma construção bem antiga. Exato. E para entender como isso funciona hoje, a gente precisa olhar para como o Estado usou o medo lá atrás.
Se o ateísmo já é tabu hoje, imagine em 1964. Nossa, devia ser impensável. E aqui entra um conceito central que o texto do Pires aborda, que é o vazio vermelho. Certo, vamos desempacotar isso, porque esse nome vazio vermelho já carrega um peso enorme. Como isso funcionava na prática? Então,
Pensa que a gente estava no auge da Guerra Fria, certo? Certo. A geopolítica dos Estados Unidos precisava exportar um medo que unisse todo mundo do lado de cá. Não adiantava só dizer que o comunismo era uma política econômica ruim. Isso não assusta o cidadão comum. Tinha que ser algo existencial.
Exatamente. Tinha que ser uma ameaça moral. Então, o vazio vermelho foi essa ideia de associar qualquer movimento de esquerda ou crítica ao governo a um mal ateu e diabólico. A narrativa nas igrejas e jornais era o inimigo não vem só tomar suas terras, ele vem queimar a sua igreja e destruir a sua família.
O pânico precisava entrar na sala de jantar das pessoas, né? Sim, porque o medo ideológico não arrasta multidões. Mas o pânico moral, ah, esse funciona muito bem. Se você convence o povo de que um ateísmo diabólico vai engolir o país, qualquer militar que prometa ordem vai ser recebido como um enviado de Deus.
que nos traz para o timing mais impressionante dessa história toda. Parece coisa de roteirista. O Mojica Marins gravou o filme A Meia-Noite Levarei Sua Alma, em 1963. E o filme estreia exatamente em 1964.
Bem no ano do golpe. Sim. E do nada, lá na tela do cinema, aparece o Zé do Cachão. Um cara que nega a Deus, que blasfeme em cemitério, que exige comer carne na Sexta-feira Santa só para afrontar a cidade. Ele batia em padre. Ele era o vazio vermelho de carne e osso em agrandina. Perfeito. Ele era a personificação desse pânico.
E a análise mostra uma dinâmica de censura que é super contraintuitiva. A ditadura militar era implacável com a censura, certo? Totalmente, cortavam novela, música, tudo. Então, se o Zé do Cachão ofendia a moral cristã daquele jeito, o lógico seria o governo banir o filme na hora. Mas não, é como uma campanha de marketing reversa. Eles deixaram o filme rodar solto.
E a genialidade do autor é mostrar o porquê disso. O Estado usou o filme como um exemplo pedagógico negativo. A intenção da ditadura era mostrar para o povo, ali de forma bem gráfica, no cinema, o que acontece quando o homem se afasta de Deus. Nossa, é muito maquiavélico.
Muito. A mensagem implícita era tipo, olha pra esse monstro de capa. É isso que o ateísmo faz. É por isso que vocês precisam da gente, os militares. Nós somos o escurdo de Deus pra proteger a sua família. Caramba. E o cineasta, o Mojica, ele não tinha a menor intenção de apoiar o regime militar? Ele só queria fazer um filme de terror brasileiro? E acabou virando um colaborador involuntário? Um bode expiatório da ditadura?
Exatamente. Usar um medo que ele criou na ficção para justificar a força na vida real. Mas espera aí, tem um ponto nisso que eu acho que a gente precisa abordar. Lendo os ensaios sobre essa reação do público na época, sobre a miopia coletiva...
Ah, me bateu uma dúvida. O Zé do Caixão realmente era sádico na tela? Sim, ele era brutal. Tinha cena dele furando o olho, machucando as pessoas no bar com o anel dele. Não era justificável que a massa estivesse aterrorizada com ele? Quero dizer, o medo da população fazia sentido.
Fazia, claro. O medo do psicopata na tela era super compreensível. Mas a questão que o autor levanta e se conectarmos isso com o quadro geral, a coisa muda de figura. A hipocrisia não estava em ter medo do filme. Estava em temer o monstro da ficção e apoiar o monstro de verdade. Nossa, sim. A mesma massa cristã que saía do cinema tremendo, horrorizada com o ateu do filme, era a massa que ia para as ruas na marcha da família com Deus pela liberdade e com o terço na mão. Validando um regime autoritário.
Exato. Validando um Estado que institucionalizou a tortura nos porões do doicode. Sessão de choque, assassinato, tudo abençoado por essa aura de proteger a família cristã. É a hipocrisia na sua forma mais cruel, né? E os textos trazem uma ironia muito boa sobre isso, chamando o personagem de um monstro que não mente. Exatamente. O Zé do Cachão era um psicopata, sim. Mas ele era brutalmente honesto.
Ele deixava claro o que queria, a continuidade do sangue, achar a mulher perfeita para ter o filho dele. Sim, ele não usava um moralismo falso. Já o Estado e parte da sociedade usavam a religião para, tipo, lavar o sangue das mãos.
O personagem fictício virou uma cortina de fumaça moral para o ditador. Aqui é onde a coisa fica realmente interessante. Porque a gente precisa dissecar a filosofia do próprio Zanatas. Se a gente tirar o espantalho político que fizeram dele, sobra um discurso niilista bem estruturado. Muito estruturado. O Pires até compara a filosofia do Zé do Cachão com o Raskolnikov.
Do livro Crime e Castigo, do Dostoevsky. Isso. O Raskolnikov achava que era um homem extraordinário, que estava acima da moral e da lei, que podia cometer atrocidades por um propósito maior. E o Mojica colocou essa mesma cabeça num coveiro do interior do Brasil.
Sim, o Zé do Caixão via todo mundo na cidade como um rebanho ignorante que tinha medo do invisível. E tem uma cena prática no ensaio que ilustra isso de um jeito que explodiu minha mente. Aquela cena do jogo de cartas no bar.
Nossa, essa cena é brilhante. Sim. O Zé do Caixão tá jogando e ganha de forma limpa. Aí o oponente dele tenta trapacear pra não pagar. O que o Zé faz? Ele pune o cara fisicamente, machuca ele feio com um anel lá. E logo depois, no mesmo fôlego, ele chama o dono do bar, manda chamar um médico pro cara e paga a conta do doutor.
E ainda deixa o troco, né? Exatamente. E a reflexão que eu fiz lendo isso foi se a gente tirasse a cartola, tirasse a capa e o discurso ateu e colocasse essa exata cena num filme clássico de faroeste, tipo um personagem do Clint Eastwood.
Ah, o público ia enlouquecer. Iam bater palmas. Iam dizer, nossa, isso que é homem de honra. Puniu o trapaceiro, cobrou a dívida, mas arcou com a responsabilidade. É a tal da moral de galinha que o autor explica. Moral de galinha. Sim, é um conceito central no ensaio. O Zé do Cachão desprezava a população não só porque eles acreditavam em Deus, mas pela hipocrisia deles. Eles tinham esse contrato com o invisível, sabe?
Tipo não comer carne na Sexta-feira Santa por puro medo do inferno. Isso. Eles cumpriam essas regras divinas por medo da punição e se sentiam super puros e superiores por isso, mas na vida real quebravam o contrato real o tempo todo.
O contrato real seria honrar a dívida de jogo olho no olho. Exatamente. O cara reza na igreja, mas tenta roubar no bar. Para o Zé do Caixão, essa é a verdadeira mediocridade. Usar a fé para se sentir bem enquanto age como covarde na vida prática. Por isso ele despreza tanto aquela cidade. Nossa, isso é muito profundo.
E na continuação da história, no filme Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, o personagem meio que intensifica essa busca de uma forma quase científica, né? Vira um experimento de laboratório sombrio. Sim, porque ele não está mais só assustando o padre. Ele começa a sequestrar mulheres que se diziam descrentes. Ele queria testar o ceticismo delas. Tem aquela cena clássica das cobras.
A do Poço de Cobras Peçolendas. Isso. Ele joga as mulheres lá não só por sadismo, mas para ver se alguma delas manteria a frieza. E o que acontece? A maioria, na hora do pânico moral ou do medo humano, começa a rezar. Elas clamam por Deus e pela ética que elas mesmas diziam não seguir. E é super interessante porque é nesse ponto, no final desse segundo filme, que o Estado e a Igreja perderam totalmente o controle do personagem.
O exemplo pedagógico fugiu das mãos deles, né? Exato. Porque no roteiro original do Mógica, o Zé do Cachão morria no pântano afundando na lama. Mas ele morria fiel à filosofia dele. Ele gritava, ria da morte, sem mostrar nenhum pingo de arrependimento nem crença em Deus. Ele morria vencedor na ideia dele. Vencedor no niilismo dele. E o sistema militar e religioso da época simplesmente não podia permitir que um ateu morresse invicto na tela de cinema.
Ia destruir toda a propaganda. E aí rolou a censura mais bizarra. O autor detalha como o Estado obrigou o diretor a redublar o final. Forçado mesmo, na base da ameaça. Sim. Se a gente assiste hoje, dá pra ver. O personagem tá afundando com aquela cara de ódio.
Mas a voz do áudio muda completamente e ele grita, Deus, Deus é a verdade, eu creio em tua força. E a boca dele nem mexe de acordo com as palavras. É um remendo grosseiro e, olha, a análise do autor compara isso a algo muito fascinante da teologia, não é? Sim, ele compara com a edição do livro bíblico de Eclesiastes. É o que ele chama de efeito Eclesiastes. Explica um pouco mais como funciona isso. Explica um pouco mais como funciona isso.
Então, o livro de Eclesiastes original é quase um texto niilista, sabe? O autor passa o texto todo dizendo que tudo é vaidade, que a vida não tem sentido, claro, que o sábio e o tolo morrem igual. É uma visão super pessimista. Bem crua. Mas no finalzinho do livro, do nada, aparece uma conclusão super moralista dizendo teme a Deus e guarda os seus mandamentos porque isso é o dever de todo homem.
Como se alguém tivesse colado um final feliz com fita adesiva, né? Exatamente. A suspeita é que escribas posteriores acharam o texto muito perigoso para os fiéis e colaram uma lição de moral no fim. E foi exatamente isso que o Estado brasileiro fez com o filme. Usaram equipamento de som para forçar um catecismo na boca de um psicopata.
É a mesma estratégia de controle séculos depois. E com uma ironia histórica absurda, porque isso aconteceu no final dos anos 60. Nessa mesma época, lá na Europa, a Igreja Católica estava tentando se modernizar com o Conselho Vaticano II. Em 1966, a Igreja aboliu de vez o Index Librorum Proibitorum, a lista de livros proibidos.
Então, enquanto o Vaticano estava parando de censurar ideias abertamente, o Brasil estava pegando o cargo de inquisidor. O combate às ideias saiu da igreja e foi parar nos porões da repressão militar.
O Estado, que na teoria é laico, virou o braço armado da moralidade. E isso amarra nossa jornada de um jeito assustador. Porque o personagem nasceu para assustar as pessoas no cinema, mas acabou servindo como um farol para iluminar os monstros reais da sociedade brasileira. Ele expôs como a fé é facilmente transformada num cabresto político.
E essa palavra cabresto me lembra a música O Truque de Mágica, que foi baseada nos ensaios do autor. A letra diz muito sobre isso. Fazer a população ficar vidrada olhando para o demônio pintado na tela, projetando todos os medos lá e ignorando totalmente o chicote do ditador estralando nas costas.
E isso levanta uma questão importantíssima para a gente hoje, porque a gente pensa nisso como uma coisa do passado, do cinema preto e branco. Mas os padrões se repetem. Muito. A provocação que a obra deixa é quem são os nossos novos Zé do Caixão hoje em dia? Sabe, décadas depois. Quais são os novos espantalhos morais ou os novos vazios vermelhos que estão sendo jogados na nossa cara pelas redes sociais o dia todo?
Aquelas histerias coletivas no feed, né? Isso, do que eles estão tentando nos distrair. Enquanto a gente briga pelo monstro da tela, quais são as violências institucionais reais que estão acontecendo debaixo dos nossos narizes? Nossa, essa é a pergunta que fica martelando a cabeça. É brilhante. E para quem nos escuta e quer continuar escavando esses padrões entre política, ciência e crença, fica o convite para mergulhar de cabeça nas obras do Jorge Guerra Pires.
Vale muito a pena. O rigor lógico que ele traz para esses temas muda a forma como a gente enxerga as notícias hoje. Com certeza. E lembrando, os audiolivros do Estudos Bíblicos para Ateus estão disponíveis no Google Play e no Google Books. É uma ferramenta incrível para absorver ideias complexas enquanto a gente faz as tarefas do dia a dia, cozinhando, caminhando. E o novo livro, O Paradoxo de Einstein, também já está disponível. Aproveitem essa praticidade, pessoal.
Bom, a gente vai ficando por aqui. Muito obrigada pela companhia nessa viagem tão instigante pela nossa história. Fiquem de olho nas cortinas de fumaça e voltamos em breve com mais explorações profundas. Até o próximo mergulho! Tchau!
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