Episódios de Há mais homens no mundo.

Ep. 26: WAM - Wet & Messy play

11 de maio de 202615min
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Neste episódio, levo-te para dentro de uma experiência real de WAM / Wet & Messy play (brincadeiras com comida e texturas).
Partilho contigo os bastidores de uma cena prática que fiz: desde a negociação inicial, à construção da dinâmica, ao desenrolar da play e ao aftercare.
Mais do que uma experiência sensorial, este episódio é também sobre consciência, responsabilidade e presença, tanto no papel Dominante como submisso.
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Participantes neste episódio1
A

Ana Vaz

HostCoach de empoderamento feminino
Assuntos4
  • WAM e Food PlayNegociação e Checklist · Impact Play · Sensações e Texturas · Uso de Frutas (Papaya) · Aftercare e Banho
  • Segurança e Limpeza em Food PlayProteção da Área · Cuidados com Genitais · Alergias Alimentares
  • Dinâmica de PoderPapel Dominante e Submisso · Consciência e Presença · Flexibilidade de Papéis
  • Gravação de Cena EducacionalMaterial Educacional · Divulgação de Toys · Crimson King
Transcrição34 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bem-vinda! Se estás aqui é porque já te apercebeste que mereces mais do que relações assim a si. Eu sou a Ana Vaz e no podcast Há Mais Homens no Mundo vamos juntas explorar como expandir o teu poder e escolher as relações que mereces. Olá e bem-vindas a mais um episódio do podcast Há Mais Homens no Mundo. Hoje vou-vos contar uma cena que eu fiz, que foi uma cena de prática, com comida.

Agora quem me conhece já sabe que eu gosto bastante de sensações e texturas no corpo, então não deve vir como surpresa que eu gosto de dinâmicas com comida e com líquidos. Esta cena foi uma cena que eu fiz com uma pessoa que é mais dominante, surpresa, eu sou suíte, não sou só dominante.

Portanto, eu gosto também de fazer cenas em que eu própria vou experimentar as sensações que uma pessoa submissa poderá experimentar comigo e eu acho que isso dá-me alguma vantagem em termos da forma como eu organizo as minhas planhas, porque eu já estive do outro lado. Eu normalmente, por default, sou dominante, mas com algumas pessoas raras eu consigo ir para o outro lado e até...

ter com a mesma pessoa dinâmicas em que eu sou dominante, num dia, e depois no outro dia é que eu passo para o lado da submissão. Neste caso foi uma play com uma pessoa que é amiga minha, em quem eu confio, com quem eu também tenho uma relação profissional e decidimos que queríamos fazer uma cena para gravar e para dar acesso a uma cena completa com a parte da negociação, da play e do aftercare.

para termos mais material educacional para vocês, para vos ajudar. E ter também algum material de divulgação dos toys que a pessoa tem na sua loja online, que é o Crimson King. Então, antes de nós fazermos a gravação da cena, praticámos a cena antes, porque, sendo uma gravação, tínhamos tempo reduzido, achámos que era melhor fazer um run-through antes.

Até porque eu e esta pessoa não temos uma dinâmica normal, nunca tínhamos tido uma dinâmica. Na realidade tínhamos feito uma coisa pequenina num evento há uns anos atrás, mas nunca tínhamos feito uma play inteira, então achámos que era mesmo bom vermos se tínhamos até compatibilidade para gravar uma cena, porque nós não queríamos que as coisas fossem muito rígidas. Como é que isto se processou? Processou-se de uma forma que eu adoro, que é a forma objetiva, como eu gosto de ver.

o início de uma cena, que é a parte da negociação, preenchi uma checklist com uma pessoa que ia ser a pessoa submissa, com os meus limites, os meus interesses e também a minha experiência em determinadas dinâmicas, mandei para a pessoa, para a pessoa conseguir construir a cena de acordo com as minhas preferências. Então a pessoa, a partir da checklist, conseguiu visualizar onde é que havia compatibilidade e a partir daí desenhou a cena. Eu disse, eu não preciso de saber.

O que é que se vai passar, desde que siga aí o que eu escrevi na checklist, tendo eu confiança na pessoa. Ou seja, eu não tenho necessidade de, quando estou a ser submissa, ter a visibilidade total do que se vai passar na cena. Aliás, não quero mesmo, porque para eu conseguir estar numa situação em que estou a deixar ir-me, estou a deixar ser guiada por alguém, eu quero mesmo não saber 100% o que se vai passar. Quero é saber que a pessoa vai respeitar as minhas preferências e os meus limites, que eu sabia aqui.

Porque se eu não soubesse isso, a priori, eu não ia ter uma dinâmica com esta pessoa. Portanto, fizemos a negociação, a pessoa ficou a saber as coisas que eu gostava e que não gostava, a partir daí eu conseguiu desenhar a cena e depois, no dia em que tínhamos combinado para fazer a prática, a pessoa chegou e eu não sabia o que é que se ia passar, não é? Eu sabia que o potencial era do que estava lá dentro das temáticas da lista, mas foi uma dinâmica que foi separada por a primeira parte, a introdução foi uma coisa mais.

sensual, de contacto físico mais calmo. Passou a uma parte mais intensa de Impact Play, até porque a pessoa queria, na realidade, na gravação que iria acontecer depois desta prática, mostrar as suas ferramentas que vêm na sua loja. Portanto, essa parte fez todo um sentido que fosse mostrada e eu já tinha ideia que haveria alguma parte de Impact Play. Apesar de eu não ser de todo fã de dor, há certas ferramentas que servem a um propósito que é muito mais do que só dor.

que é a parte das sensações na pele, os diferentes materiais também ajudam, as diferentes temperaturas, as diferentes velocidades em que se usam as coisas. Isto seria todo um outro episódio, só na parte do Impact Play. Depois desta parte do Impact Play, começámos a fazer um crescendo e um decrescendo, porque isto também é importante. A parte principal das cenas convém que tenha alguma flutuação, ou seja, nós não vamos entrar numa cena a bater em uma pessoa,

que é o que normalmente se vê nos eventos e na cosmografia que inclui algumas dinâmicas do ADSM, é a parte do Impact Play. Não começamos o contacto com uma pessoa assim, temos que fazer um crescente, mas depois também na parte principal da cena convém haver um crescendo e um decrescendo, um crescendo e um decrescendo, até depois irmos para a parte final da Play e do Aftercare. Já lá vamos a essa parte. Estávamos ainda nesta parte principal da cena, que foi o Impact Play, que depois passou para uma coisa um bocadinho mais lenta e mais sensual, que envolveu...

comida que eu adoro. E porquê que eu adoro? Eu gosto imenso das texturas na pele, gosto imenso do teasing porque na realidade a comida pode ser usada para fazer teasing à pessoa, que é para meter um bocado de chantilly por exemplo e depois fechar a pessoa, é de pôr um bocado de fruta e espalhar no corpo da pessoa, ou seja, estamos a tocar a pessoa toda, está úmido e tal.

Neste caso específico, o que é que foi usado? Foi chantilly, foi fruta, foi uma papaya. Foi super interessante usar uma papaya. O que é interessante da papaya é que a papaya, quando vocês abrem ao meio, tem lá as sementinhas pretas naquele meio. Ela fica com... A parte interna fica com o formato de uma vulva. Então, mesmo para dinâmicas que não sejam sexuais, que foi o caso desta, foi apenas uma dinâmica.

apenas entre aspas, uma dinâmica sensual, tendo ali aquela fruta com aquele formato, dá para fazer gestos quando se está a brincar com a fruta, que copiam a dinâmica que poderia ser sexual. Por os dedos, por a língua, por aí adiante.

da chantilly, mais papaya e um pudim de chocolate. Pudim, acho que era pudim ou uma mousse de chocolate. Já não lembro bem da textura. Isto tudo no meu corpo, no corpo da pessoa, com carícias, com beijos, com amassos. E foi incrível.

Depois desta parte da comida que foi a parte do pico, na minha perceção da cena, claro que a pessoa que planeou poderia ter pensado que o pico seria noutra altura, ou que seria mesmo um impacto play. Para mim o pico foi a play com a comida. Depois desta parte, e estamos todos dombozados com a comida, vamos fazer o camdá, em que a pessoa que nos estava a guiar deixou de estar num papel tão dominante e pensou estar num papel mais carinhoso, apesar de a dominação também.

Poder ser carinhosa, há um arquétipo da pessoa dominante que é o cuidador ou a cuidadora, onde temos, por exemplo, as pessoas que servem, servem entre aspas, como figura materna ou paterna e são pessoas que cuidam de outra pessoa, portanto toda a play aí nesse contexto seria de cuidador, mas neste caso não era assim, então eu consegui perceber o come down da cena, depois da parte do food play, que se chama splosho em inglês.

Comecei a perceber que havia um countdown porque a pessoa mudou um bocadinho energeticamente. Deixou de estar tão sensual e tão controlador para uma coisa mais soft até no corpo. Eu estava a tocar na pessoa, estava mesmo sentada em cima da pessoa e consegui perceber esta diferença de energia e rigidez no corpo. Começaram as coisas a acalmar, apesar de estarem bastante quentes.

E depois fizemos o aftercare no fim, em que tirámos a comida de cima de nós, vamos tomar um banho os dois e tivemos um bocadinho numa dinâmica em que estávamos a falar, voltámos a ser suas que estão ao mesmo nível, sem estar numa dinâmica de submissão. Fomos a uma conversa, tomamos um café, comemos qualquer coisa. Isto vai-vos explicar a estrutura de uma cena e como eu faço as cenas, ou como eu gosto das cenas.

Tanto quando estou num papel dominante como quando estou num papel submisso. Agora vamos falar especificamente sobre slushing ou food play ou brincadeiras com a comida. Considerações a ter em relação a isto e algumas dicas práticas. Porquê que eu gosto? Eu gosto porque gosto de sensações, como já vos tinha dito a princípio deste episódio. Gosto de sensações no corpo, gosto de diferenças de temperatura e gosto de coisas molhadas em jejum.

Portanto, a comida é excelente para isso. O que é um cliente que sabe bem e então quando nós estamos...

a beijar uma pessoa e o corpo de uma pessoa, igual quando estamos a ser beijados, é fixe termos esta coisa adicional. Em relação a considerações de segurança e de limpeza em geral e para que a cena corra bem também, é importante conseguirem proteger a área onde vai estar a comida, porque vocês não querem estar durante uma play preocupados que vai sujar o tapete, vai sujar a cama ou vai sujar o sofá. Então é momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento momento

Cobrirem a área com qualquer coisa que depois seja para se tirar e limpar. Pode ser uma toalha, pode ser uma manta que vocês depois embrulham. Vão pôr um cachoto de lixo para a comida cair e depois metem na máquina diretamente. Em relação a coisas mais de segurança, cuidado com doces e comida em geral nos genitais, porque pode causar irritações ou mesmo infecções, por exemplo,

Nas buvas e nas vaginas não se deve pôr coisas com açúcar porque pode criar um problema de pH que depois cria uma candidíase, que é uma infecção bastante recorrente, comum e de tratamento fácil, mas que é de evitar porque cria bastante desconforto.

Depois, obviamente se vocês estão a fazer esta play com alguém cujas alergias vocês desconhecem, é preciso ter muito cuidado. Por isso é importante a parte da negociação saber se a pessoa gosta ou não gosta de alguma coisa e se tem alergias. A pessoa com quem fiz esta play perguntou-lhe antes, tens alergias? E eu disse não, sou só vegetariana. A pessoa não ia trazer, sei lá, caldo de galinha, por mais interessante que isso pudesse ser, não é? E contra as minhas preferências de dieta.

E agora, mais dicas para vocês. Coisas que são boas para este tipo de play. Eu gosto de chantilly. Chantilly é uma das coisas mais comuns que se usa porque tem aqueles aplicadores que dá para fazer depois também, assim, os desenhos na pele da pessoa. Coisas que vocês podem mesmo comer durante a play. Portanto, ter os morangos com chantilly é sempre bom. Depois, outras coisas que também podem ser interessantes. Tudo que possa ter o formato dos genitais.

para vocês fazerem o teasing da pessoa. Neste caso, a pessoa com quem fez esta play era um homem e trouxe uma fruta que tem o formato de uma vulva. E então o teasing foi feito aí, não é? Porque a pessoa, quando nós estamos a fazer, mesmo em dinâmicas que não vão ser sexuais no fim, quando nós estamos a fazer teasing nós queremos que a pessoa queira qualquer coisa, não é? E quando são dinâmicas sexuais especialmente, pode muito ter a ver com...

a pessoa quer que vocês toquem nos genitais. E então ter uma fruta que represente aos genitais e para fazer este play de vou tocar na fruta, mas não te vou tocar a ti, vou fazer sexo oral à fruta, mas não vou fazer a ti, é muito fixe para aquecer uma cena. Mais ideias. Eu gosto muito de líquidos mesmo, nós aqui só, entre aspas, usamos coisas mais sólidas, gosto imenso de líquidos, o óleo quente, cuidado com as temperaturas.

Não é que é demasiado, mas um óleo quente é super fixe. Tanto que também, se o óleo que seja amigo das bucosas pode ser usado como lubrificante. E usem a vossa imaginação, protejam o chão, levejam-se a pessoa que tem alergias e depois no aftercare incorporem o banho. E até podem preparar, ou seja, tomar um banho rápido, se tiverem um doce em casa e também um banheiro separado, tomar um doce rápido e depois...

preparar um banho de imersão onde vão ter a refeição principal. Podem ter os copos de vinho, uma comidinha para fechar a cena em alta e considerar depois que atividade vão fazer a seguir. Entretanto fiz esta cena com esta pessoa só para vocês ficarem a perceber como é que isto tudo.

ocorreu e terminou. Esta cena que eu estou com a pessoa era uma cena de prática para uma gravação nós depois fizemos a gravação mas a cena já foi completamente diferente até porque convém ter algum elemento de surpresa nas cenas que nós preparamos que é para a pessoa não achar que sabe tudo o que vai acontecer a parte da dominação ou submissão também tem muito a ver com a pessoa submissão e não saber o que vai acontecer. Então a cena que nós fizemos depois foi completamente diferente e tampa

potencialmente poderá estar disponível para vocês verem. Nós vamos disponibilizar de certeza a parte da conversa da negociação, cerca de meia hora, em que vos damos indicadores de como fazer as coisas, como as coisas podem correr bem na nossa perspectiva e como nós fizemos a nossa negociação para esta cena de prática que foi feita brevemente. Temos também uma parte em que fizemos uma play que eu não sei se vou disponibilizar.

ou não, ainda não sabemos, nós os dois não decidimos se isto vai estar aberto ao público e depois também fizemos a parte do Aftercare. Para vocês verem em prática o que é que o Aftercare quer dizer, dependendo do que nós fizemos na cena. Por hoje é tudo, espero que isto vos tenha aberto a curiosidade para fazerem Splashing ou Woodplay. Já sabem, continuem a seguir a minha página e subscrevam ao meu canal para terem as notificações sempre que saem.

alguma novidade. Conhecem alguém que poderá gostar de brincar com a comida? Enviem este episódio. Comentem, partilhem e subscrevam. Obrigada por estarem aí e até ao próximo episódio. Se gostaste deste episódio, partilha com uma amiga que também já está farta de relações mais ou menos. Obrigada por me ouvires e lembra-te, há mais homens no mundo.

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