Ep. 25: Mulheres! Não somos "kink dispensers"
Se já recebeste mensagens vagas, pedidos sem contexto ou abordagens que parecem mais exigências do que interesse genuíno: este episódio é para ti.
Falo também sobre responsabilidade no BDSM, troca de valor nas dinâmicas e a importância de não voltares a cair no papel de quem dá tudo… sem receber nada.
Este episódio é um convite a elevar padrões, proteger a tua energia e escolher relações onde existe respeito, intenção e reciprocidade.
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- Homens que se dizem submissosExpectativas de serviço vs. submissão real · Uso de elogios como pressão · Homens que querem ser servidos sem reciprocidade
- Reciprocidade e responsabilidade no BDSMImportância do respeito e intenção nas relações · Troca de valor e benefício mútuo · BDSM como dinâmica que exige tempo, planeamento e envolvimento
- Diferença entre fantasia e realidade no BDSMHomens que buscam fantasia de pornografia sem custo · Necessidade de preparação e envolvimento emocional · Cuidar de si após sessões intensas
- Lidar com abordagens inadequadasUso de humor para desviar pedidos · Respostas curtas e diretas para encerrar conversas · Criação de links de pagamento para serviços · Encaminhamento para profissionais
Bem-vinda! Se estás aqui é porque já te apercebeste que mereces mais do que relações assim a si. Eu sou a Ana Vaz e no podcast Há Mais Homens no Mundo vamos juntas explorar como expandir o teu poder e escolher as relações que mereces. Olá e bem-vindas a mais um episódio do podcast Há Mais Homens no Mundo. Mulheres, hoje vou-vos dar dicas para lidar com homens que dizem ser submissos, mas na realidade continuam a achar e eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu vejo que eu ve
e a tratar-vos como alguém que lhes vai servir as necessidades e mais especificamente os Kinks dele. Nós não somos King Dispensers. Nós mulheres dominantes não estamos aqui para servir os homens. Esse é o registro que nós já temos.
nas outras esferas da nossa vida. Esse é o registro que somos arrastadas a voltar a servir mesmo quando tentamos ser mulheres independentes, fortes e iluminantes. Vou-vos dar 5 dicas de como lidar com este tipo de registro. Primeiro vou-vos explicar que tipo de homem.
é que vocês podem identificar como sendo alguém que vos está mais uma vez a usar para as suas necessidades, em vez de vos estar a dar a submissão que diz querer dar-vos. Um homem que chega ao pé de vocês e diz, quero muito, é um homem que está a assumir que vocês vão servir as necessidades dele. Um homem que diz, és linda, estava muito a conhecer.
É um homem que está a tentar com um elogio, que não é elogio nenhum na realidade, eu já fiz um episódio do podcast, sobre elogios que não são elogios, está a tentar com um elogio, que é na realidade uma pressão dispersada, conseguir de vocês.
o vosso tempo e a vossa disponibilidade, não dando nada em retorno. Um homem que diz quero ser dominado na totalidade é um homem que quer que vocês gastem a vossa energia, a vossa atenção, a vossa paciência, a vossa sensualidade nele, sem dar nada em troca. Um homem que diz não tenho limites é um homem que quer uma coisa de qualquer pessoa e que na realidade não vos está a dar a submissão dele. Ele quer só.
ser servido e está a usar-vos como projeção das fantasias dele. Não vamos mais responder a este tipo de pedido. Não é este tipo de homem que nós temos na nossa vida e este tipo de homem não é submisso. Como lidar com este tipo de mensagens, pedidos e conversas?
1. Com humor. Uma pessoa que diz, quer muito isto, a minha resposta é sempre, ah, eu também quero muita coisa, faz no mundo, por exemplo. A partir daí, a pessoa não vai ficar ofendida, é uma piada, a pessoa até vai achar que é engraçado e a partir daí, vendo a resposta da pessoa, conseguimos perceber o que é que realmente a pessoa quis dizer com aquele pedido inicial. E normalmente o que acontece é que a conversa não dá a lado nenhum, mas ninguém fica chateado e assim vocês livram-se de um potencial problema. E, como vocês sabem,
Rejeição é um problema muito grande para a maior parte dos homens, para a maior parte das pessoas até diria eu, mas nós como mulheres ainda corremos algum risco de numa rejeição haver algum tipo de backlash que nos afete de alguma forma até potencialmente física perigosa. Segunda forma de lidar com homens que não são submissos e só querem sugar a nossa energia.
Os que dizem, ah, és muito linda, gostava de te conhecer, podem ter uma resposta só, obrigado. Ponto final, fim da conversa. A pessoa pode insistir, eu normalmente não dou seguimento a este tipo de comentário porque isso não diz nada sobre a pessoa e não diz nada sobre mim. Portanto, fechar a conversa logo que possível. Número 3, ah, não tenho limites, quero ser dominado na totalidade. Aqui podemos também lidar com o humor, dizer, ok, eu vou-te pôr dentro do forno e vou-te cozinhar.
ou uma coisa do género, para ser tão ridículo que a pessoa perceba que sim, existem sempre limites e depois de responder nós podemos também dizer eu não tenho interações com pessoas que dizem não ter limites.
4. Criar um link numa plataforma onde nós cobramos pelos nossos serviços de história da conversa a uma pessoa que claramente não tem uma intenção clara e que está a tentar manipular-nos. A pessoa diz que quer interagir connosco, nós não sabemos o que é que é, a pessoa não está a ser clara, a pessoa parece que não está a oferecer nada a nós especificamente
mas apenas a atirar para o universo as suas necessidades, pensando que nós como mulheres o vamos servir, só para estar nessa conversa já nos está a dar trabalho. Portanto, esse trabalho tem de ser pago. Podemos criar um link, por exemplo, no Stripe, que é uma plataforma de pagamentos, em que escrevemos, clica aqui para continuar a conversa, 15 minutos a 30 euros. Aí a pessoa não vai clicar porque não vai querer pagar e a conversa fica por aí.
Uma última dica, dizer à pessoa, eu não sou a pessoa indicada com quem falar, tens aqui o contacto de uma pessoa que faz este tipo de serviço e podem enviar um link para uma dominadora profissional que faz este serviço e que também não lhe vai dar qualquer tipo de conversa, porque estas pessoas não querem realmente um serviço de dominação ou uma relação em que vão estar com uma mulher dominante, o que as pessoas querem é uma fantasia que viram na pornografia e acham que nós vamos estar a dar isso sem custo e sem responsabilidade.
Tendo dito isto, que tipo de pessoas e que tipo de interações é que nós queremos? Nós queremos interações com pessoas que nos respeitam como ser humano, para além de sermos uma mulher ou uma mulher dominante, e não como alguém que lhes vai proporcionar um serviço ou servir alguma fantasia. Isso quer dizer que a interação deve sempre começar com respeito e deve começar não só com a pessoa a dizer quero isto, és linda, quero conhecer-te, quero ser dominada na totalidade, não tenho limites, mas sim uma introdução em que a pessoa...
põe-se num sítio de vulnerabilidade, porque muitas vezes estes homens têm dificuldade em admitir que podem ser mais submissos ou que querem estar com uma mulher dominante e portanto também respeitar este sítio de vulnerabilidade que as pessoas têm que se expor para dizer tenho interesse em estar num relacionamento contigo ou tenho interesse em ter uma sessão contigo ou tenho interesse em ter uma dinâmica contigo, mas sempre com respeito da pessoa que tu és e também com uma contrapartida do que esta pessoa vai proporcionar.
Em nenhuma das mensagens ou das conversas que eu mencionei no princípio, a pessoa diz o que pode oferecer em termos faltáveis. A pessoa diz só o que quer e, como vocês sabem, eu faço sessões de dominação pontualmente em que cobro e a pessoa nunca está à procura de um serviço pago. E quando nós cobramos, a pessoa ainda fica mais admirada e diz, ah, mas eu queria uma coisa mais informal. Pois, mas não há coisas mais informais. BDSM, lá trabalho. BDSM é responsabilidade.
Para DSM é preciso tempo, é preciso planear, há risco, há envolvimento. E portanto, estas dinâmicas não devem ser feitas de maninho leve. Uma conversa diferente e para mim muito mais válida é alguém vir ter comigo, por mensagem, em pessoa, e dizer-me, estava de interagir contigo, acho que uma pessoa é interessante, estes são os meus interesses. E a partir desse momento eu consigo perceber o que é que a pessoa quer oferecer. E pode ser quero.
servi-la num contexto doméstico. Tenho interesse maioritariamente em dinâmicas sexuais. Quero facilitar a sua vida. A pessoa está a dizer não só o que quer, mas o que vai oferecer. Isso é que é uma dinâmica que é bem mais equilibrada. E nem sequer estou a falar só nos contextos da BDSM e nos contextos de vocês serem mulheres dominantes. Isso devia ser o que nós queremos em geral nas nossas relações, mas no contexto da BDSM
Então ainda é mais forte e vocês devem estar mesmo à procura de ter algum tipo de benefício deste relacionamento com esta pessoa submissa, tal como essa pessoa submissa vai ter benefícios de estar numa relação com vocês. Vocês devem perceber o que é que a pessoa quer, qual é que é a intenção por trás desse contato. Se a intenção é usar-vos como uma coisa, um objeto que lhes vai dar prazer, isso vai estar a servir um homem, já é o que nós fazemos nos outros contextos.
Portanto, quando vocês recebem contactos e quando vocês recebem...
E elogios. Pensem duas vezes antes de acharem que isso realmente é um elogio e não só uma forma das pessoas alcançarem o que querem. Usem as 5 técnicas que eu mencionei para conseguir inserir dessas situações de forma mais simples e também com menos risco, mas também para conseguirem dar uma leveza às situações que podem tornar-se pesadas, porque as pessoas têm dificuldade às vezes em lidar com rejeição, mas também vos podem ajudar a perceber realmente qual é a intenção da pessoa, porque às vezes também as pessoas começam as conversas.
de uma forma, mas quando se continua a conversa, a conversa até corre bem. E porquê é que eu decidi falar sobre isto hoje? Eu recebo muitas mensagens de homens, nenhuma de mulheres, interessante, apesar da minha página, do Instagram ser maioritariamente para mulheres, muitas mensagens de homens a dizer-me que querem isto ou aquilo. E eu, que encaminho sempre para a minha página de serviços, este é o trabalho que eu faço, pode marcar uma chamada comigo e a maior parte deles não está disponível para isso, queira a penas.
apenas, entre aspas, ser servido. Isto não quer dizer que eu não compreenda a complexidade que é ser seu homem neste momento e a dificuldade que é o dating neste momento, especialmente para homens de 30 anos para cima. É difícil, muito difícil. Mas a verdade é que o comportamento destas pessoas e destes homens em específico que se dizem ser submissos não indica que sejam realmente submissos, indica apenas que querem usar uma mulher para o seu prazer.
chega, é preciso dizer que não é isto. Posso dizer que sim, pontualmente, a sessões que sejam bem pagas, mas a maior parte destes homens não vai pagar por este serviço. Portanto, isso apenas reconfirma o que eu acho em relação a estas pessoas. Por outro lado, se for para relacionamentos que não são pontuais e não são sessões isoladas, nós temos que nos dar com pessoas que também queiram tratar de nós, tratar bem de nós, cuidar de nós, porque uma sessão em que nós somos dominantes,
Supõe preparação e supõe envolvimento emocional e supõe cansaço. Quem é que vai tomar conta de nós depois de uma sessão se a pessoa com quem nós estamos apenas quer tirar algo dela e não quer dar nada de volta? Ficamos depois em casa sozinhas a lidar com o drop que existe? Não façam isso. Sigam os meus passos para lidarem com estas pessoas que é para não iniciarem relacionamentos deste tipo com pessoas que só querem tirar e não querem dar.
Continuem por aí, a seguir o meu podcast, eu vou tendo dicas específicas para vocês, mulheres dominantes, entre outros tópicos. Tenho também eventos a acontecer em parceria com o do JoySpot, sessões de mentoria e um grupo mensal online de partilha para mulheres dominantes. Quer saber mais? Podes ir ao meu website, está lá toda a informação. Ou então subscreve-me na minha newsletter que sai semanalmente às quintas-feiras. Muito obrigada por estares aí.
E até ao próximo episódio. Não te esqueças, há mais homens no mundo. Não aceites um homem que te está a querer usar. Até à próxima. Se gostaste deste episódio, partilha com uma amiga que também já está farta de relações mais ou menos. Obrigada por me ouvires e lembra-te, há mais homens no mundo.