VOCÊ DECIDE... OU DECIDEM POR VOCÊ | Fernando Manfio #33
No episódio de hoje do Bello Papo, a conversa é com quem passou décadas tomando decisões em ambientes de alta pressão e transformou essa experiência em estudo sobre comportamento humano e organizacional.
Recebemos Fernando Manfio, que acumula mais de 40 anos de experiência no mercado financeiro, com passagens por Credicard, Citibank, Itaú e Fininvest. Fundador da GoOn e criador da Decidologia, ele mergulhou no estudo das decisões humanas e dos padrões que influenciam nossas escolhas.
Neste papo, falamos sobre:
O quanto nossas decisões são realmente conscientes;
Medo, ego e padrões invisíveis na tomada de decisão;
Como pequenas escolhas constroem — ou destroem — a cultura de uma empresa;
Inteligência Artificial, comportamento humano e o futuro da liderança.
Se você trabalha com liderança, estratégia, gestão ou tomada de decisão e quer entender melhor o que existe por trás das suas escolhas, esse episódio é pra você.
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- Decisões e Lógica Humana· SociedadeTomada de decisão consciente·Medo e ego·Padrões invisíveis·Modelo mental
- Decidologia e Desenvolvimento Pessoal· SociedadeEstado de presença·Aceitação e perdão·Observar sem julgar·Respiração como ferramenta
- Liderança e Cultura Organizacional· NegociosImpacto das pequenas escolhas·Educação adulta·Líderes não treinados·Cultura da empresa
- Carreira no Mercado Financeiro· NegociosMatemática e Crédito·Credicard·Citibank·Itaú·Fininvest
- Estoicismo e Livre Arbítrio· SociedadeDecisão pelo amor ou medo·Vulnerabilidade e aceitação·Espaço de libertação
- Inteligencia Artificial e Lideranca· NegociosIA como ferramenta repetitiva·Criatividade humana·Relações humanas na era digital
Esse é o Belo Papo, e o Belo Papo de hoje a gente vai falar sobre decisões, sobre como viver num estado de presença, sobre como você se perdoar e perdoar o seu passado para que você consiga realmente tomar decisões baseadas no estado de presença. E eu tenho a honra de trazer o meu amigo, que ele criador de laboratório de decisões, a gente acabou de brincar aqui que ele é modelador de mentes, Então ele trabalhou durante muitos anos na área de crédito.
Ontem nós tivemos um evento dele maravilhoso que a gente participou disso e que ele traz que crédito é relações humanas. Manfio, Fernando Manfio, seja bem-vindo a esse Belo Papo.
Muito obrigado, muito obrigado, Taquinho. Uma delícia estar aqui. A gente nunca deixa aquilo que a gente já fez, né? Então a gente carrega várias coisas na vida. Então hoje tem risco, tem cobrança, tem crédito, tem desidologia, tem um monte de coisa que a gente faz que é para ajudar esse mundo a prosperar um pouco, né? A gente prosperar e o mundo prosperar. Então muito obrigado por ter me convidado aqui.
Você é meu amigo, você é meu amado, meu guru desidologista e meu amigo.
Você é uma querida, então você é muito suspeita no que você fala. Então pessoal, cuidado aí, eu tô falando demais.
Não sou não, vocês vão ver. Sigam ele que vocês vão ver. Bota aí, como é que é o seu IG, Fê?
Fernando Manfiel.
Ah, pode botar lá, Fernando é único, ele é único, não tem jeito.
Tem outro no Brasil.
Sério?
É, um professor de matemática, por coincidência também gosta de matemática.
Nossa, que legal! Ó, Fê, primeiro pra começar, eu quero te presentear com esse livro, Elas na Tecnologia. Você que é um entusiasta em inspirar mulheres, que você sempre quer colocar mulheres no topo, sempre quer dar o espaço que a gente merece. Ser sua embaixatriz, pra mim é uma honra, né, no movimento MUVON. E o que eu quero começar perguntando para você: por que matemática? Por que crédito? Por que concessão de crédito no início da carreira?
Você que veio da Fininvest, criou uma empresa, essa empresa depois você vendeu e continuou no mundo do crédito ainda. Por que o início da carreira?
Olha, eu sempre gostei, né, de matemática. Era minha— acho que foi um aprendizado que eu tive quando era adolescente. Eu tirei zero numa prova de matemática. Aí o professor ficou bravo, ele era um barbudão assim. Daí eu falei, nossa, ferrou, né? Vou repetir de ano. Daí ele falou assim, não, você tem que estudar um pouco mais, mas tenta entender o que é matemática. Daí eu comecei a entender, minha próxima prova eu já tirei 10 e comecei a me apaixonar por esse lugar mais lógico, né?
Eu acho que isso vem da gente, sabe, Mauro? Eu acho que sempre a gente tem algum gene, alguma coisa que acontece que você gosta de alguma coisa e não de outra, ou você é mais adaptado a uma coisa ou uma outra, enfim, os perfis psicológicos que a gente pode vir a ter aí. Mas na época nem fazia isso. Então eu comecei a me apaixonar a partir daí por matemática. Então eu tinha duas paixões: futebol e matemática. Aí eu queria ser ou professor de matemática ou jogador de futebol.
Daí comecei a treinar no MAC, no Marília Atlético Clube. E meu pai falava: não, filho, vai, vai ser jogador de futebol. Mas acho que eu era muito frutinha para ser jogador de futebol. A molecada lá era muito mais foda que eu, assim, né? Aí apareceu a minha mãe, falou assim: Vai ser engenheiro. Eu falei assim, mas engenheiro, nem é professor de matemática. Ele falou assim, vai ser engenheiro que você consegue dar aula de matemática.
Dito e feito, entrei na engenharia e comecei já a dar aula. Com 17 anos já comecei a dar aula para recuperação de matemática nas escolas. Aí o meu primeiro exemplo foi que eu tinha dado aula para 20 pessoas que estavam repetentes e eu dei aula para eles e 19 passaram, né? E eu falei assim, nossa, eu tenho dom para matemática. A matemática faz parte um pouco da minha vida, né? E também atrás da matemática tem uma coisa que eu amo, que é lógica, né?
Você me conhece, tem que ter sentido, tem que ter lógica, tem que ter uma correlação entre as coisas. Coisas não são assim, né, aleatórias, né? Até aleatoriedade, né, tem uma função que a gente não entende, a gente chama de aleatório, né? Mas que existe, para mim existe. Então começou por aí. E aí eu fui fazer engenharia. E meu primeiro estágio, olha só, meu primeiro estágio eu fui fazer na Credicard e era estágio para modelador em tecnologia.
E eu tinha uma reunião, um dia teve uma reunião lá dos trainees, né? E tinha o melhor aluno da classe, né? Tava do meu lado. E eles começaram, o diretor chegou da Credicard, não sei o quê, o Júlio, ele com cordão assim, falava, começou a falar de economia, não sei o quê, não sabia porra nenhuma de economia. Então falava nada de economia, ele falava um monte de economia, explicava tudo que o professor falava lá, o diretor falava, ele respondia.
E ele era gente boa, um japonês alto assim, muito bacana. E aí falei, bom, já era, relaxei, né, relaxei mesmo, entrei no papo, brinquei, falei de futebol, falei do que for e brinquei na entrevista, nesse lance de desistir, porque não tem lógica eles me escolherem, né. E aí depois eu fui chamado. Fala assim, foi você que foi escolhido. E aí eu liguei para RH, falei, mas por que que eu fui escolhido?
Me explica, cara.
Eu não falei de economia, eu não tô entendendo, né? O melhor cara da aula. Ela falou assim, porque você é a cultura da empresa, né?
Então você vai ser— naquela época já falava de cultura.
Pois é. E ela falava, quando ela falou de cultura, para mim veio a lógica que eu não entendia. Eu precisava da lógica. Então sempre fiquei assim, eu preciso entender Por que essas coisas acontecem? Eu sempre vou buscar o porquê, eu adoro isso, e nem sempre eu consigo achar. Mas começou ali, né? Daí eu entrei, comecei a fazer modelagem, comecei a fazer score. Hoje é óbvio, mas na época você tá falando de 40 anos atrás, na época nem nascia.
Só a Credicard tinha score, só se tiver que trazer dos Estados Unidos. Nenhuma outra empresa no Brasil tinha score.
É para você conceder crédito, então crédito por pontos, né?
Avaliação de score. Que que é o score, né? Então você vai lá no computador, pega todos os dados, o perfil dos clientes, é igual hoje o Instagram mostra, né? A gente sabe, monta uma fórmula e vai prever comportamento. Eu falei, poxa, mas como assim? Eu aqui sentado no meu computador consigo fazer uma forma que prevê o comportamento do cara lá na loja? Quer dizer, a matemática da lógica tá prevendo comportamento humano? Comecei a conectar isso, né?
Enfim, e aí comecei a investir nisso, né? E continuei trabalhando. E aí saí do Brasil, fui para fora, fui para o Citibank em Londres.
Nossa, que experiência boa!
E fui trabalhar também no Citibank lá. E também para mim um monte de coisas de eu tentar entender para as pessoas a lógica da brincadeira. Por que que você me contratou? Eu nem sei falar inglês direito. Né, acreditar que queria ficar lá, ficar 2 anos, depois voltar. Eu falei, eu não quero voltar, isso não tem lógica para mim. Se eu vou é porque eu quero liberdade, eu não quero ser amarrado. Então tudo para mim foi muito assim, né?
E é óbvio que a lógica é um mundo, né? É muito além da matemática. Lógica é uma, sei lá, uma ciência maravilhosa que você tem que descobrir todos os dias, né? Como é que você descobre a lógica?
Todo dia você pode descobrir uma nova variável, todo dia.
Então assim, Só mais um exemplo aqui para entrar. Daí um dia que eu tava seguindo isso em outras fases da vida, mas tô compondo aqui porque a nossa vida é meio vertical assim, né? Tudo acontece em várias dimensões, mas no tempo presente. Então eu fui falar com um cara que eu tava seguindo espiritual lá, e eu falei para ele: sabe por que que eu te sigo? Ele falou: por quê? Porque para mim teu trabalho é matemática. Ele falou assim: para mim espiritualidade é matemática, né?
E é difícil entender isso. São lógicas que a gente não conhece, né, mas existe, né? E quando essa lógica acontece, porque decisão, né, adiantando um pouco, depois a gente volta, mas porque decisão? Quando essa lógica acontece, você tem certeza que a vida tem uma lógica. Quando você não entende a lógica, você tem na sua decisão, você tem duas possibilidades: ficar brigando com a lógica ou ou aceitar que ela é divina. Só tem essas duas, né?
Então, se a coisa tá ali, você não entende a lógica, você aceita. Você consegue tentar, vou entender depois. Pode fazer perguntas, pode observar, mas se você não entender, tem que aceitar, né? E para mim é muito difícil aceitar certas coisas, né? Então eu fui aprendendo, tô começando a evoluir. Então, Decidologia foi um projeto que eu criei para mim, né, para eu desenvolver, me desenvolver o meu espiritual. E a partir daí eu começo a olhar para as empresas e falar, porra, serve para todo mundo, né? Não é comportamental. Então ficou legal para mim por isso.
E aí tem muita, por exemplo, você no início da carreira, tem muita gente que fala que você, depois que montou a GoOn, por exemplo, fazia as pessoas meditar. Gente, tem que meditar, tem que respirar. Ensinava as pessoas a respirar para tomar decisões. E aí quando a gente fala de crédito, que é esse mundo que a gente vive, a gente, eu falei, você acha que eu não converso com as pessoas? Eu assondo você, já que eu sou sua fã. E aí, quando a gente fala de crédito, a gente tem um planejamento do crédito, a gente tem os 5 C's do crédito, que eu gosto sempre de falar, né, que é capital, colateral, capacidade, condição e caráter.
E isso vai compor ali várias variáveis que vão ter as explicativas, que no final vai sair um conjunto matemático que vai dar ali algum, alguma pontuação para alguém. E aí a hiperpersonalização já nasce desde que você começou a fazer. E como que você concatenou esse mundo do crédito com a respiração, com o estado de presença, com a tomada de decisão humana?
Então, nessa, acho que nessa integração, né, do mundo, que a gente, a gente que segmenta, né, o mundo é integral, né, conectado, a gente que segmenta partes da nossa vida. Então eu no crédito sou a mesma pessoa que tá na decidologia, né, não existe essas duas, eu que é a mesma coisa no casamento, Tudo sou eu com a minha mente aqui, né? Dependendo do gosto da coisa, é mais amargo ou mais legal, mas assim, tudo é a mesma coisa. Então todo o meu trabalho sempre teve esse propósito de, número 1, em mim entender, entender o que eu queria fazer.
Aí você fala assim, ah, eu quero fazer. Tem gente que hoje que tem 18 anos, eu quero saber o que eu vou fazer quando eu crescer, quando eu quero saber agora em que empresa. Você não vai saber. Isso é um desenvolvimento. Então você começa a aproveitar aquilo que você tem na sua mão para se desenvolver. E para mim caiu no crédito, né? Caiu no crédito, caiu na lógica, caiu na matemática. Essa lógica que eu usei, sempre usei para várias outras coisas, inclusive pessoais também, né?
E sempre foi uma pessoa tentando trazer para mim, para o meu, para minha vida, aquele que Eu não trabalhava por trabalhar, pelo dinheiro, entende? Eu fui trabalhando para minha vida. E aí aconteceu uma coisa que não preciso falar totalmente o caso, mas na minha vida que eu tinha uma experiência de uma fatalidade que me dava insegurança se eu ia estar vivo ou não no dia seguinte, né? Então entrou um modelo mental que eu preciso ser feliz, né?
Então falou de modelo mental, né? Então existe um modelo matemático para ser feliz?
Modelo mental para ser feliz. Existe, né? Existe, né? Ele é mais simples, né? Mas existe. A gente até entra depois nele, né? Parece assim, existe. E eu, mas eu criei um modelo mental assim, ah, se eu não tô satisfeito, não é sempre bom esse modelo mental, que você não tô satisfeito, eu vou embora. Então diminui um pouco para mim a resiliência de ficar em algumas empresas, mas aumenta também a curiosidade e a vontade de expandir.
E minha carreira foi em 10 anos assim, depois que eu voltei para o Brasil, foi muito rápida, né? Eu saía, saí Fui montando equipes.
A ascensão foi rápida?
A ascensão foi muito rápida, que eu saí do— Quando eu cheguei de Londres, eu fui para a CSU, montei a área na CSU, todo o time de crédito, comecei a perceber que eu amava trabalhar com pessoas, que o meu lance ali já era liderança, formava equipe, fazia eles fazerem, treinava eles. Na hora que eles estavam fazendo, eu falo, tchau, agora eu posso montar outra equipe em outro lugar. Fui para o Citibank, remontei toda a equipe do Citibank, treinei um monte de gente, Formei Citibank, fiz a mesma coisa.
Itaú me chamou, fui para o Itaú, para o Personalité, que hoje— antes era BFB, Banco Francês Brasileiro, agora é Personalité. Eu que montei toda a área de crédito, da gestão ali de riscos do Personalité para o Itaú. Montei, fiquei 6 meses, 7 meses, me chamaram para Fininvest no Rio. Fiz um kudos enorme, porque o Rio era muito calor e tal. Riram para caramba. E fui e montei a área de gestão de riscos da Fininvest, eu sozinho montei com, sei lá, 30 funcionários.
Hoje estão tudo aí nos topos aí, né? E saí da Fininvest e montei a Govon, na Govon no caso, né? E na Govon também montei equipe e já tive 125 pessoas trabalhando comigo na Govon, que era minha empresa, né? Montei minha empresa porque eu não aguentava ficar no lugar depois que eu já tinha feito o meu trabalho, que era montar equipe.
Você tinha que inventar mais alguma coisa.
A rotina do dia a dia não me satisfazia, né? Agora tá bom, então não sei o quê. Então assim, por um lado eu cresci muito rápido, depois eu parei de crescer porque eu fui para consultoria, né? Porque daí eu fiz alguma consultoria. Então nessas consultorias eu começava a perceber que a gente faz tantos projetos para as empresas, organiza empresa, oferece processos, modelos e tudo. E mesmo assim as empresas não conseguiam colocar em prática aquilo ali, né, que demorava ou atrasava, procrastinava.
E você acha que era o quê?
Era o quê? Era o ser humano. Fui descobrir que tava na lógica humana, né, isso aí. Porque você tinha tudo. Então eu costumo dizer, adulto, né, já sabe. O adulto, você é adulto, já sabe o que você tem que fazer. A pergunta é, por que que você não faz? A gente fica como adulto, a gente sabe o que fazer.
Então a procrastinação faz parte do modelo matemático da cabeça das pessoas?
Faz. Ela tem várias variáveis, né? O quanto você acredita no seu sonho, né? Tem várias coisas a procrastinação, né?
Você traz que a nossa mente é um modelo matemático, a Matrix. Eu costumo dizer que a mente ela mente, né?
Mente muito, né?
E como é que você traz isso, traz essa Esse modelo de mente, da mesma forma que eu trago o modelo matemático de escolar.
O que que a gente tem na nossa mente? O que que é cada decisão que a gente toma, né? Um conjunto de variáveis e pesos, pesos e medidas. Então, se a mamãe falava alto, tem um peso para se eu falo alto ou não hoje, tem um peso. Não é só essa informação. Se o papai fazia isso, então hoje tem um peso de eu ser mais agressivo ou mais amoroso. Se a titia professora falava isso, ah, então eu gosto mais disso, eu não gosto disso. Se a vovó cozinhava isso ou não, então tem um peso para eu gostar mais disso, dessa comida ou não, né?
A gente quer olhar para trás e falar assim: nossa, que que meu pai me deu, que minha mãe me deu, que que minha avó me deu. Todos deram alguma coisa, só que é uma relação. Todos deram alguma coisa, algumas têm peso mais forte, outras menos fortes.
Isso faz você tomar decisões porque o modelo tá ali construído.
E aí você traz muito modelo automático do seu passado.
Exatamente. Você traz muito uma frase que pegou muito para mim, que eu repito até hoje, que é: nós fomos treinados por pessoas não treinadas. E aí a gente acaba tomando muitas decisões baseadas no passado.
Sim, nos lances, eu assim, que a gente for ver a nossa educação, né, a educação ela é baseada muito no medo, né. Então nossa educação toda é sucesso, faz isso, cuidado com isso, cuidado com aquilo, filho não faz filho não faz isso, vai estudar, professor é nota 9, não importa se essa matéria é boa para você ou não, você tem que tirar 10, você tem que ir para lá, tem isso aqui. Nós somos impulsionados o tempo todo para ter sucesso, né?
Essa é a filosofia ocidental de treinamento humano, né? E a nossa escola hoje já melhorou muito, né? Mas as nossas escolas não tinham muito essa coisa de, você fala presença, né, de consciência assim, de Uau, pera aí, para que que eu sirvo? Não existia muito disso. Isso é muito difícil trazer para uma escola. Só poderia existir isso se nossos pais, nossos ancestrais ensinassem a gente a meditar, a respirar, né? Então qualquer frustração que a gente tem, a gente já sai choramingando.
Hoje frustrou, você reclama de alguém, você justifica, não sei o quê. Aí você bate em você, você faz alguma coisa. Você vai jogar para alguém ou para você a culpa da sua frustração? Ai, eu sou ruim mesmo, eu sou um desumano. Fala um monte. É que a gente não aprendeu assim, ó, frustrou. A vida é frustração também, né? Então aceita a frustração. A gente começa a cobrir isso, né?
E aí isso vai entrando no nosso modelo matemático para tomar decisão. E aí eu acabo tomando decisão no medo. E aí são as decisões erradas.
São as decisões distorcidas, que a gente chama de enviesadas. Aliás, isso é pesquisa hoje matemática. Você toma 35 mil decisões por dia, 2/3 das suas decisões não são as melhores. Você pode olhar com tristeza uma decisão sua, olhar com tristeza. Você pode olhar como eu olho, com alegria. Nossa, ainda tenho 2/3 das minhas decisões para melhorar, né? Então, muitas empresas ficam chateadas que eu falo, cara, 2/3 das suas decisões, quer ver?
Vai lá no comitê, vai na reunião de liderança, vai nos trabalhos e começa a olhar quanto você devia ter entregado, quantos atrasos tem, quais as metas que tem, a forma como as pessoas conversam entre si, quanto você fala na reunião, quanto você não fala na reunião. Começa a observar tudo para você ver se é o melhor momento. Você vai ver um monte de falha ali. E essas falhas, esses aquéns do melhor, essas coisas que são escassas, que acontecem nas empresas, são o quê?
Decisões humanas. E a gente joga para uma aleatoriedade, como se as coisas acontecessem sem você que decidiu colocar sua energia naquele lugar. E aí você criou um script de justificativa e começa a falar: ah, eu te ofendi porque, ah, porque você falou isso para mim, ou porque não sei o quê. Aí quando as pessoas, né, de fora não colam, você vai para papai e mamãe. Ah, porque meu pai é assim, porque minha mãe é assim, porque você não sabe a história que eu tive, né?
Aquela brincadeira aí são as formas de justificar, justificar a minha reatividade automática do medo. Então nós somos criados no medo, né? Sem muito, assim, a gente recebeu muito amor, mas na hora de tomar nossas decisões sempre era um treino de precisa ser o melhor, precisa ser bom, precisa disso, preciso daquilo que você é medo, né? Isso deveria ser natural, eu querer ser bom, querer melhorar. Mas como é que eu faço para eu querer ser bom?
Sento e respiro. E cientificamente, hoje, quando eu decreto que eu sou bom, né, que eu quero ser bom, que eu sou bom, eu vou ser bom. Só que a gente não aprendeu nada disso, né? A gente aprendeu outra coisa. Para ser bom tem que estudar, para tirar nota 10 tem que ser aprovado. Tem que ser aprovado por quem? Pela escola, pelo pai, pela mãe, por mim. Aprovação, aprovação, aprovação. Eu não tô aqui para ser aprovado, né? Eu tô aqui para exercer o meu melhor.
Se aprovam ou não, é bom financeiramente, é bom para, né, para poder ter mais likes, mas lá no meu coração eu tô aqui para me aprovar, né? Para ser eu mesmo. Então esse é um processo que não terminou, obviamente infinito, mas que eu entrei muito forte de Poxa vida, onde eu, todas as vezes da minha vida onde eu estava no meu melhor? Por exemplo, quando jogava futebol, para mim era o meu melhor. Eu comecei a observar, tava lá presente, né?
Eu tava atento, eu amava fazer aquilo, né? Não era sobre o gol o tempo todo, era sobre jogar futebol, né? E é óbvio, quando você é criança, quando você perde, você chora. Mas sempre foi assim, era reunião com os amigos, né? E para mim trabalho também é isso.
E aí, no seu laboratório de decisões, que a gente teve, participou com os nossos líderes, colocamos os nossos líderes nesse projeto que você faz, você traz muito isso, né? A principalidade de trazer: você é um líder, que você, somente você tomando decisões sem medo, você vai realmente conseguir exercer sua função de liderança.
Sem dúvida.
E aí, como que você acredita que ajuda as empresas? Por exemplo, Você botou uma das nossas funcionárias para falar, que ela não falava, ela sentia vergonha, ela não traduzia, não trazia as emoções, o que ela tava, as opiniões dela. E isso tudo com mentorias e laboratórios para que ela se curasse, porque era ela, né? Não era sobre o exterior, era sobre o interior.
Sim, eu amo ouvir isso, não por um orgulhozinho, né? A mente do medo vem com orgulho, né? Que você precisa ser aprovado. Mas fora isso, que eu tenho consciência que tem isso também, é muito mais forte para mim ver essa pessoa falando, né? Então assim, eu não fiz nada, na realidade eu só provoquei todo o acontecimento. Então para mim, eu acredito, vou repetir essa frase, eu acredito muito que educação adulta não é sobre comportamento.
Ela queria falar, Ela sabia como falar, ela só não conseguia falar, e ela não sabia porque não conseguia falar. Então, o que que a gente fez em vários laboratórios, né? Vai se aprofundando, vai fazendo presença, vai entendendo que é vergonha. Que que é vergonha? Medo, né? Medo de se expor. Vergonha.
Inclusive, você faz um que é de olhar nos olhos, né? Que as pessoas não conseguem olhar fixamente.
Tem várias práticas, né? E são inúmeras práticas para se perceber, perceber o medo, perceber a vergonha, perceber a raiva, né, perceber a chatice. Quando a gente percebe isso, aí vem a parte mais importante do trabalho, né, que é, lembra disso, observa sem julgar. Porque a partir do momento que você julga, você já acabou, você interrompe o processo, né? Porque o julgamento é a não aceitação. Não existe Mudança sem aceitação. Não existe mudança sem aceitação do seu estado atual, né?
Então, primeira coisa, você precisa aceitar seu estado atual. No meu estado atual, eu não consigo falar. No meu estado atual, eu estou com vergonha. E aí, quando você observa sem julgar, abre um espaço. Aí você fala: uau, observei, eu sou assim. Aí vem a segunda parte. Você não é assim, você está assim.
Não é sobre ser, é sobre estar.
É sobre estar. O ser eu não trabalho, não é da minha competência. Eu trabalho os estados, né? Então muita gente fala assim: eu sou ansiosa. Não, você não é, você está. Terceiro passo: você está decidindo estar. Então, primeiro passo: nossa, existe ansiedade aqui. Segundo passo: primeiro, eu não quero ver, a culpa é dos outros, de Deus, do pai, da mãe, da terapia, do que for. Mas eu sou pragmático, eu não acho que você vai resolver sua vida entendendo seu pai, sua mãe.
Primeiro, porque sabe o quê? Porque eu acho que nunca vai entender seu pai, sua mãe, porque são mundos diferentes. Cada ser humano é um mundo e é uma ótica diferente. Você quer traduzir o seu pai, sua mãe em uma fala e um comportamento? Não é, eles são mais que isso, né? Muito mais. Se eles não te deram todo amor que você merece, sorry, mas eles são ainda assim, são maiores que isso. Eles não estavam bem, né, para fazer esse trabalho.
Você pode se afastar deles, mas jogar culpa não adianta nada. Então o que que você faz? Primeira coisa, você percebe a sua sombra aqui, ó. Isso aqui é a sombra. Eu percebo, pegar uma coisa bem bonitinha, sombra bem bonitinha. A sombra. Eu tô olhando para sombra. Ah, mas essa sombra é pesada. Não, não julga, é só a sombra. Sem julgar, respira. Começou a respiração, porque sem respiração você não consegue. Respira. É engraçado, ninguém dá valor para respiração, mas respiração que te mantém vivo, né?
Então só para você saber o valor da respiração, se não for respiração você morre. Aí então você olha, observa sem julgar. Uau, interessante! Olha que interessante! Estressante. Sou ansiosa, estou com ansiedade. Eu falo: mas você não é, você está. Mais uma coisa para você falar: nossa, sombra não sou eu, eu não sou a sombra. Então a primeira coisa é ver a sombra. Pois eu falo assim: a sombra não sou eu, deixa ela ali, deixa ela ali.
Sabe que ela vai voltar inúmeras vezes, mas tudo bem, que só importa agora. Meu exercício é para agora. E aí você parte para o terceiro passo, não me identifico com isso. E aí sim surge um espaço, então como que eu quero ser? Aí sim, que até então é a voz do medo, é a voz da sombra.
E você traz que a gente tá sempre a uma decisão, porque só uma decisão.
Que outra decisão você pode tomar no ser agora? Eu, você aqui só podemos ter uma decisão, essa aqui. Porque você vai ficar aqui falando comigo, tomando decisão depois? Não vai. Nem eu. Só tem uma decisão, só que ela acontece a cada momento. Então tua vida é de decisões. Você tá sempre a uma decisão de ser um sucesso, vamos supor. Como assim sucesso? Preciso fazer isso, fazer isso? Não, não, sucesso não é isso. Isso aqui são resultados.
Sucesso é você se sentir um sucesso. Neurociência explica hoje, explica matemática cientificamente. Se você se sente um sucesso, você é um sucesso e vai conseguir resultados para depois justificar que é um sucesso. Mas você não precisa se justificar que é sucesso, você pode simplesmente ser um sucesso. Então, claro que eu tô sozinho, me acho um sucesso. Mas o que que eu construí para ter um sucesso ali? Nada. Tô presente, tô comigo. Então assim, isso exige prática.
Prática, verdade. E o observar sem julgar é prática, porque a gente sempre tá julgando.
Quer ser melhor? Você olha para o espelho, começa a se arrumar, vai se filmar, começa a arrumar. Tem sempre alguma coisa melhor. Tira uma selfie, tira uma selfie, começa a criticar, né?
Então, e é legal isso que você faz. Como é que fala aí? Fala para o povo tirar uma selfie agora e fazer o quê? Faz o quê? Faz como?
É, tira uma selfie e olha para selfie, né? Tira uma selfie, olha para selfie, se observa sem julgar. Você vai começar a observar os seus julgamentos. Nossa, podia ter sido melhor a selfie, poderia ter feito isso aqui, poderia ter arrumado isso aqui. Nossa, que selfie feia! Pode observar. Ou você vai elogiar: ai, que linda que eu tô, que maravilhosa, que maravilhoso! Você simplesmente não vai observar a selfie. Eu só tô falando para você olhar para você.
Melhor ainda, espelho. É quase que impossível não julgar, né, no momento, porque tem um mecanismo automático funcionando, que é o mecanismo do medo. Por que que você se julga? Porque nada nunca é suficiente. Você não se acha suficiente. Quanto você tem para conquistar até ser você, ser suficiente? Até você falar: uau, agora eu posso viver em paz.
Nunca, nunca.
Sempre tem algo a mais. Algo a mais. Então, principalmente pessoas que tenham certa oportunidade na vida, porque quem não tem oportunidade muitas vezes não tem saída, né? Mas quem tem oportunidade tá sempre achando assim: eu tenho oportunidade, então posso ser melhor, posso ser melhor. Você não pode ser melhor, você nunca vai ser melhor. Você é, você vai melhorar suas decisões, e talvez com as suas melhores decisões você conquiste.
Mas se você for melhor Quando você fala eu quero ser melhor, é porque você se acha pior. Quando você fala eu quero ser mais bonita, é porque você não se acha bonita o suficiente, né?
E eu tava aqui mais cedo falando com você, né?
Quero ajeitar isso aqui, porque às vezes eu faço isso, eu me observo fazendo isso, né? Sem julgar. Ainda tem uma sombra em mim e tá tudo bem, talvez fique a vida inteira. Mas observa com carinho hoje, diferente de antes. E se não arrumar o negócio aqui, foda-se, eu vou tirar foto assim mesmo.
De aceitação, de aceitação.
Então tem um mantra que é: entrega, confia, aceita e agradeça, né? Então, primeira coisa, você tem que se entregar para a vida como ela é. Não tem outra saída, não existe outra saída. Então isso é a grande chamada para você falar assim: uau, Eu posso confiar na vida, mas ela não é do seu jeito. Você tem que se entregar para como ela chega. Então, tô indo para praia, chove na praia, eu fico puto, né? Então você não tá se entregando para vida, você tá perdendo vida, já tá na reatividade, já tá na máquina, já tá na Matrix, já tá no modelo mental.
E se tudo isso é matemática, por que que as pessoas não conseguem construir um modelo mental de prosperidade?
Conseguem, muita gente consegue. É o que eu tô falando, a gente não foi treinado muito para isso. Então a gente tem prosperidade em algumas áreas que são mais leves, em outras menos, né? Mas quando você fala de prosperidade no sentido de estar bem com você mesmo, né, de parar de se criticar, né, começar a se observar, aceitar as, vamos dizer assim, ainda os medos que você carrega, né? A gente acha que medo é só medo de cobra, de cachorro, ou medo de— não, ansiedade é medo, vergonha é medo, raiva é medo.
São vários tipos de medos, né? Então muita gente gosta de falar exatamente qual é a emoção que eu tô sentindo, né? E é legal falar da emoção, mas para facilitar sua vida, antes de identificar a emoção— pode identificar e é legal, mas antes de acontecer isso, pensa que você tá com medo de alguma coisa. Porque quando você percebe que você não tá presente, você quer esperar só ajuda, voltar A inspiração é a base disso, é a única forma, né?
Então começa você se observando, tal, você entrando nesse lugar de auto-observação, percebendo que tem um modelo matemático decidindo por você, né, te oferecendo falso crédito, né? E não é que lá não é confiança, porque você fala assim, ah, para eu confiar em mim eu preciso fazer isso. Não, ou você confia em você e faz isso, ou quando você chegar aqui também não vai ser suficiente, né? Nunca é suficiente. Então você precisa mudar o modelo mental agora, não é depois de acontecer algo, é agora. Quando agora? Agora, né? Ah, mas amanhã eu perdi. Volta para o agora, né?
E isso, você é estoico, né?
Eu sou bem estoico.
E por quê?
Porque eu gosto de estoicismo, traz para isso, para esse estado de presença, traz essa pragmática, né? Uma coisa mais direta, reta, né? Eu acho que filosofia também traz isso, apesar de Eu amo filosofia, amo espiritualidade, amo estoicismo, e porque eu acho que todos convergem para o mesmo lugar. As pessoas que querem interpretar diferente, para mim eles convergem para um lugar, é que você tem o livre-arbítrio. Ganhou de Deus lá o que é o livre-arbítrio.
A garrafinha era sombra, agora virou livre-arbítrio. Ganhei presente, que que eu faço com ele? Você não sabe, não sabe o que fazer com ele. Entendeu? Você decide pelo amor ou pelo medo. Até agora você tem que tomar essa decisão. Livre-arbítrio é eu decidir pelo amor. Tem que praticar, porque nós estamos acostumados e habituados.
E dá um exemplo para gente do que é tomar decisões no medo e no amor.
Por exemplo, você fala uma, faz uma pergunta que eu não sei responder aqui agora, né? Então você faz uma pergunta, aí eu decido no medo começar a te enrolar, te buscar de alguma maneira, fica meio bravo com você porque não tava nosso script. Então, no medo, eu vou justificar: ah, essa pergunta aí não tava planejado, e não sei o quê. No amor, não sei, mas não sei responder isso.
Porque no amor é sem o medo, né, do julgamento.
Porque eu tô comigo, entendeu? Quando eu tô no amor, eu tô nessa presença, no sentido que você fala de Eu tô naquele lugar que estou conectado comigo, aceitando quem eu sou, aceitando minha vulnerabilidade. Quando você me coloca em vulnerabilidade, quando você faz a pergunta, você não me coloca em vulnerabilidade, você me provoca. Eu tenho a decisão aqui de entrar na vulnerabilidade ou não. É óbvio que eu vou entrar por alguns segundos, e eu tenho 30 segundos para mudar isso.
Entre o estímulo, isso é matemático, isso é Viktor Frankl, né? Entre o estímulo e a resposta Eu tenho 30 segundos. Então, naqueles 30 segundos, você tem a chance de mudar para onde você vai sua vida, não é? Aquele cara que vai dar um tiro em alguém, uma facada em alguém, vai bater o carro em alguém, vai xingar alguém, vai falar de uma forma tóxica com alguém, vai vir algo, um estímulo, né? Um estímulo que vem da sua cultura, um estímulo que vem da sua cultura, né?
E vem tão frequente quanto a cultura é mais forte. A hora que vem esse estímulo, você tem 30 segundos para falar Eu não sou minha história, eu não sou reativo. A pessoa pode pensar o que você quiser, a pessoa falou porque falou, não é problema meu, eu não carrego isso. É isso, então não vou falar desse jeito, eu não vou falar para me defender. Isso é script. Eu falo porque eu tô com raiva, porque eu tô me sentindo vítima, que eu fui atacado, me sinto atacado.
Mas mesmo que a pessoa tenha me atacado, eu não preciso me sentir atacado. Eu posso ser maior que isso. É difícil, mas eu posso ser maior que isso. Você pode perceber que a outra pessoa tá doente, não você. Você não vai entrar na doença com ela. Ela te atacou porque ela tá doente, né? Ou que tá na Matrix, ou tá na onde você quiser, na reatividade do mundo. Tem pessoas que nascem já xingando todo mundo, pais e mães que fazem isso, né?
Então, a hora que você chega e fala assim: ela está com esse problema, Primeiro eu me curo, depois eu posso até me perguntar: como eu posso te ajudar? Você falou assim comigo, como que eu posso te ajudar? E às vezes a pessoa vai continuar te agredindo, às vezes não. Ela fala: nossa, não percebi. Eu peço muito para as pessoas, quando falam comigo, de falar assim: para, fala para mim se eu falei alguma coisa torta, porque eu tô aprendendo a me amar do jeito que eu sou, né? Então quando eu erro, eu tenho que reconhecer esse erro.
Você recebe esse feedback? Você quer esse feedback?
Eu quero feedback. Feedback. Eu quero feedback porque eu não sei como você tá interpretando. E às vezes você me dá um feedback, eu falo, não foi minha intenção, você recebeu assim, pode ser o seu mundo interpretando isso de mim. É o seu mundo, porque você é um mundo, você tem uma fórmula atrás de você decidindo por você, e eu tenho a minha fórmula. Para você, os seus medos direcionam para um lugar, para mim, para outros.
E tem muita gente que depois que eu fiz o A Gente Se Conhece, eu te mandei até uma mensagem Ontem, acho que foi ontem, falando, né, a gente se conheceu no dia 23 de maio de 2023.
Sim.
E eu senti uma luz tão forte em você. E logo depois a gente fez um laboratório de decisões. E esse laboratório de decisões, dali para frente, mudou a minha vida. E aí eu digo que mudou a minha vida porque eu consegui olhar pro que me machucava. E eu achando que estava curada do que me machucava, porque eu sempre achei que não, aquilo ali não me afeta, isso aqui só foi isso que passou na minha vida, mas não me afeta. E me afetava nas minhas relações e eu não percebia.
Me afetava como? Quando eu era grosseira com alguém, quando eu não tinha paciência com o erro das outras pessoas. E aí, de lá para cá, eu comecei a me observar. Sem julgar. E é tão intenso esse exercício que quando você faz, você para, caramba, aconteceu! E é muito louco, Manfred, porque acontece, eu logo eu volto, já aconteceu de eu tipo rebobinar, sabe? Eu voltar, falar, desculpa, eu falei assim com você, mas eu não deveria ter falado.
Você tem duas características muito fortes, né, mano? Você tem a característica muito forte que você é muito determinada E você tem pouca preguiça, né? Então você construiu isso de alguma forma. Tem gente que é menos determinado, com mais preguiça.
É que eu já tá bom, você não quer aceitar que você mudou minha vida, mas você me deu caminho.
Então acho que você já era, né? Você tava buscando, tanto que você pegou o laboratório assim, um mês você já queria o trabalho. Então você já tava buscando alguma coisa mais pragmática do que tanta filosofia, né? E que ofereço no laboratório é pragmatismo. Pouquíssimo conteúdo, vários conteúdos repetidos. Para quê? Porque é na repetição que você muda, né? É no treino, é um treino, né? Então eu falo de vergonha, de não sei o quê, mas tô falando o tempo todo de medo, né?
Então trabalha as pessoas nesse sentido, para elas confiarem mais no poder que elas têm, que é crédito, que conecta com o mundo do crédito, né? Então quando eu fiz o laboratório, laboratório ele tem especificamente Ele traz coisa para a gente, meditou, a gente fez alongamento, a gente brincou de O Mundo Não É Do Seu Jeito, a gente brincou de várias coisas que contornam um único lugar: se aceitar como você tá aqui agora para você abrir a vida.
E aí é incrível que as pessoas pensam assim: nossa, mas o que isso interfere na minha vida? Interfere em tudo, porque são relações humanas. E aí quando você vai levar esse laboratório para as empresas, para liderança, porque é a palavra convence, o exemplo arrasta. Então, se o líder é aquele líder que é grosso, fala grosso, não tem empatia pelas pessoas, obviamente que a sua equipe vai fazer a mesma coisa. E quando você entra nas empresas, você consegue trazer esse estado de consciência para liderança.
Sim, e é para isso, e é para isso que existe o laboratório de decisões. Mas o laboratório de decisões É respiração, é entender o medo, é fazer aceitação do passado, é se curar.
É um, olha, tem 700 temas no laboratório. Então, dependendo de como as pessoas pedem, o que que eu sinto naquele dia, também por prazer meu, que que eu tô a fim de fazer, também tem um pouco disso. Vou trazendo práticas, mas 100% delas é para você perceber o seu mundo, amar esse mundo aí do jeito que ele é. Aceitar suas tristezas, né? E você começa a praticar esse lugar de presença. É um nome muito forte até, mas assim, desse lugar de observação sem julgamento, que vai caminhando, é maravilhoso observar sem julgar essa respiração assim.
Você vai vendo que é possível mudar. Então assim, essa fórmula tá montada, o seu modelo mental tá montado. Quem não viu o filme Matrix, existe, né? A Matrix tá montada, mas é possível diluir, porque espiritualidade tira agora a respiração, que é espiritual, né? A respiração consegue destruir a Matrix. Tanto que tem exemplos vivos de pessoas que se iluminaram, né? Porque eles se iluminaram na respiração, não foi no conteúdo intelectual.
E hoje as empresas oferecem para os líderes, para as Porque eu não acho que tem que treinar só líder, tem que treinar todo mundo. Tava dando aula para atendente de cobrança agora, como é que ele conversa com o outro? Porque o outro é um outro mundo, né? O outro é um outro mundo.
Eu sou meu mundo, eu tô aqui vivendo uma situação de vulnerabilidade, além de estar vulnerável.
Mas eu também tô vulnerável porque eu chego de ônibus 3 horas e o cara falou isso. Eu falei assim, eu sei. Então assim, cada um tem sua coisa, né, na vida. E não tem como a gente não ser mais pragmático. Eu entendo Te acolho, entendo que você veio 3 horas de ônibus, beleza. Mas na hora de pegar o telefone e falar com aquele cliente, você vai ter que falar do jeito que tem que falar, com seu amor. Infelizmente, a sua vida é assim.
Amida, eu posso contar minhas histórias tristes também, você pode também. O cara que tá lá cobrando também tem história triste. A gente não vai se deixar levar pelas histórias tristes, a gente vai ter compaixão disso, te acolher. Então, quando o cara fala assim, mas o que a gente faz com a pessoa que seja de 6 horas, 3 horas de ônibus? Para começar a atender outra pessoa, ela já chega nervosa. E agora a gente tem que fazer NR-1.
Então veja bem, nós como organizações devemos assumir essa responsabilidade de educação dos adultos que não foram educados pela escola, que é bem ruim a nossa escola. Então as organizações têm essa missão. Se a tua não tem, você pode não ter, mas nunca vai ser, vamos dizer assim, nunca vai cumprir seu propósito. As organizações têm a obrigação de trazer um olhar de cura, né, mas de cura de consciência, vamos dizer assim. Então o que que você faz quando ela chegar de ônibus?
Você faz o seguinte: antes, 10 minutos antes de começar o atendimento, senta todo mundo aqui, nós vamos respirar. Entra na calma, você pegou o ônibus, agora descansa um pouco, né, dá uma respirada, descansa. Aí é só respirar, mano? Afinal, tem outras técnicas, mas sempre vai incluir respiração. Pode ser deitado, de pé, voando, pode ser o que for, mas vai incluir respiração. Não tem como, porque a respiração é como você vive. O ritmo da sua respiração dá o tom da sua vida, não tem jeito, né?
Então quando você tá ansioso, você é ofegante. Ansioso, você é ofegante. Então as empresas têm milhões de práticas pequenas, bobas, palavras de olhar, um olhar para o outro no olho, palavras de carinho, afirmações legais, tem muita coisa. Não faz porra nenhuma, desculpa a palavra, não faz porra nenhuma as empresas disso. Elas querem lá treinar os líderes no comportamento deles. E aí quer que os líderes passem o comportamento da cultura desejada, que tá lá linda a palavra, que o cara entende intelectualmente, mas não sabe o que faz.
Qual o propósito que entrega?
Ele não sabe porque não faz aquilo. Tá escrito lá, ó, é nosso valor aqui é honestidade. Mas aí, a hora que eu vou, como assim? O que que é honestidade? Daí você, você é honesto com você agora, não gostei do teu trabalho de liderança, você me demite. Então, que cultura é essa? Né? Então assim, a gente sabe o que é para fazer, tá escrito na tela, tá escrito lá, mas a gente não faz.
Na 4C, o que a gente faz é viver, é tornar essas frases nossas em momentos com eles. Então uma vez na semana a gente faz momentos de cultura. Então vamos viver essa cultura. É uma das coisas que a gente faz também, por exemplo, acabei de fazer, apresentar o planejamento estratégico. Vamos trazer, por que não apresentar o planejamento estratégico por 160 funcionários? Eles precisam saber aonde a empresa quer chegar. Isso chama-se inclusão.
E eu recebi uma mensagem linda no meu Instagram de uma, de uma, de uma das nossas funcionárias que acabaram, que acabou de chegar, e estagiária. E lá ela fala: muito obrigada por você ter compartilhado, muito obrigada por você ter me dado tantas informações para que eu conseguisse olhar para o meu eu e saber o que eu quero, como eu quero, como eu vou chegar, o que eu preciso fazer para chegar. Então eu acredito que isso A gente só foi capaz de entender porque a gente realmente entendeu o nosso propósito.
Porta para dentro, não só porta para fora. Porta para fora é fácil, né? Ah, eu vou servir o nosso, por exemplo, é promover a saúde financeira de empresas e clientes por meio de tecnologia e inovação. Então a gente vai buscar tecnologia e inovação o tempo inteiro. Mas e porta para dentro, que são os seres humanos? É o epicentro que faz acontecer, que é o humano no centro. E aí, falando disso, Ontem no encontro que nós tivemos, você fala muito de AI como relação humana. Fala um pouquinho para gente desse.
É, a inteligência artificial vem para fazer o que a gente não consegue fazer no tempo certo e com todo o conteúdo que existe no mundo. Então ela junta o que já existe, né? Ela junta o que já existe. Então ela é repetitiva. Parecendo criativa. Na realidade não é repetitiva, ela é repetitiva e eficiente, que ela repete o que existe no mundo. Se não existe aquela informação, ela não tem, ela não tem. Ela vai explicar o que é meditação, mas ela não medita.
Boa!
Ela vai explicar o que que é respiração para você, mas ela não respira. Então essa é a diferença, ela não respira. Então que sai do zero é só comigo, né? Pode ser que alguém já falou o que eu falo hoje de outra forma, papai dela atrás, ela repete o que outro falou. Mas se o outro falou, ela não cria. Então só o ser humano cria. E a gente perde essa missão e fica em outro lugar, né? Então quando você fala das práticas que vocês fazem lá na 4C, né, que eu admiro tanto, é porque vocês são muito foda.
Você e o seu sócio Ninho, né? Amo demais, sabe? De práticas eu tinha na Muvon, que eu tinha vários projetos, né? Consultoria tem muitos projetos. Eu reuni a equipe, vamos falar do projeto A. Então agora vamos respirar, agora vamos projeto B. Vamos esquecer o A agora, que senão você vai trazer tua historinha do A pro B. É outro projeto, outro cliente, né, outra equipe. Então não quero falar do A. Então vamos limpar o A para ir para o B, porque senão você sai com o modelo mental da reunião anterior, que você tá frustrado por causa que aquele projeto da empresa A não funcionou.
Você vai para B carregando essa porra toda, né? Você carrega isso e você já tá pronto para reagir. Então eu fazia esse intervalo. Até na reunião mudamos o tema. Agora vamos falar não sei o quê, um minuto.
Muito bom.
Deixa o tema anterior. Se a gente fizesse isso nas empresas, voar, do que teria de cura por aí, né? Que as pessoas num minuto de silêncio conseguem, por exemplo, ter a coragem de falar que elas não estavam conseguindo, né? O líder ter capacidade de ouvir que ele não consegue, né? E aí eu observava em quem isso, em mim. Eu sou meu, meu laboratório. Eu sou meu, eu não boto nada para fora que eu já não testei em mim.
Boa!
Nada, tudo testado em mim, né? E você fala, pô, tô com 64 anos com essa saúde, passado pelo que eu passei, né? É porque eu tô cuidando de mim, né? Preciso cuidar mais da saúde, vou ter filho ano que vem.
Ai, que lindo!
Então assim, são coisas que a gente precisa cada dia mais ter mais saúde, saúde física e mental.
E aí, por isso que então, olha que incrível, né, gente? Esse homem não para, ele é uma máquina. Ele começa com crédito, ele começa a fazer modelagem, e ele começa a entender as relações humanas. E aí ele cria um laboratório de decisões, pivota a carreira, e agora ele tá na NR-1, o que você já falava há muito tempo, só que agora tem uma nomenclatura.
NR1, risco psicossocial, nasce aonde? Não nasce na lei, né? Não nasce nem no comportamento, nasce no modelo mental, que é que ninguém trabalha. Então, como é? Por que que tem, por exemplo, as pessoas são tóxicas? Porque elas lá dentro estão intoxicadas. Então eu preciso fazer ela se desintoxicar. Como que se desintoxica? Observar sem julgar e respirar. Observo, sou humano, não julgo. Agora vou falar com outro. E aí tem técnicas de você lembrar que você tem um mundo atrás de você, que a outra também tem, né?
Que você não é, você está. Aí tem várias pequenas técnicas, né, de desidentificação. Você não é a sua opinião, né? Botei uma opinião na mesa, a pessoa não gostou da opinião, ficou ofendido. Mas você ficou ofendido por quê? É porque ela não gostou da minha opinião. Mas não gostou da sua opinião? Não tá falando sobre você. Como assim não tá falando sobre mim? É minha opinião. Não, sim, mas é uma opinião. Olha a dificuldade de conseguir distinguir.
Você não é sua opinião, você não é seu sucesso, você não é nada disso, você está além disso. Não gostou da minha opinião? Olha, eu peguei o livro aqui, achei maravilhoso. Você fica: nossa, enobrece, não sei o quê. Não, eu achei maravilhoso, mas ainda assim não é você. É o que você traz para o mundo. Então elogio e a crítica são fundamentais para a gente perceber nosso estado de equilíbrio. Muito bom, né? Faz elogio, você se sente maior.
Faz uma coisinha de merda, você tá contaminado pela identificação com as coisas, né? Brinquei hoje no treinamento lá. A moça chega, né, de conversar, até riu. Ah, eu não gostei do seu cabelo hoje. Pronto, acabou seu dia, acabou seu dia, porque Mas você não é seu cabelo, você é muito maior que o seu cabelo, que o seu corpo, que sua opinião, que seu bolo, que qualquer coisa. Se você dá um passo atrás e fala: deixa eu observar como eu atuo no mundo.
Você pode observar a estética também, tá tudo bem, eu quero melhorar minha estética, tá beleza, mas você não tá identificado com isso. Você dá um passo atrás: eu sou maior que tudo que acontece aqui. Esse espaço é o espaço espaço da salvação, né? É o espaço da libertação. É esse espaço.
Infelizmente chegamos ao momento final, que, gente, vocês não têm noção. Volta, é igual filosofia. Filosofia você precisa voltar várias vezes, porque quando você acha que você entendeu, você não entendeu nada. Então, e é por isso que a gente, você fala muito de treino, é treinar, é observar, é praticar. E onde a gente te acha, Manfio? Primeiro, onde a gente te acha, e depois fala para a gente, deixa uma frase para a gente para que a gente consiga realmente entender a importância de você conseguir se entender, observar sem julgar, para você conseguir tomar decisões baseadas na presença. Mas onde eu te encontro? Aonde as empresas te encontram?
Me encontram no Fernando Manfio LinkedIn, né, Instagram, é tudo Fernando Manfio, todas as minhas redes são Fernando Manfio, TikTok, tudo que Eu gosto muito, muito LinkedIn, porque é onde eu me encontro mais na organização. Mas me encontram, Fernando Manfro, qualquer lugar. E de frase, eu vou ter, posso ter, falar duas?
Pode.
Uma é assim: as pessoas, eu e você, todos nós, estamos dispostos a ir para guerra e até abrir mão das nossas vidas por uma causa. Qual é a causa? Ter sucesso, evoluir, ser promovido, é brigar com o cara no trânsito para ter razão. Uma causa, qualquer causa, eu tô disposto a ir para guerra e abrir mão da minha vida às vezes, né, da minha saúde mental. Uma causa de, por exemplo, eu vou trabalhar 12 horas e não vou comer nada. Essas causas, uma causa, um porquê qualquer, né.
Então nós somos dispostos, mas a gente não está disposto a abrir mão das causas dos nossos sofrimentos. A gente não está disposto a abrir mão daquilo que realmente importa. Eu não paro para respirar, eu não treino, eu não como bem, eu não presto atenção em mim, eu não me observo sem julgar. Tudo que é prosperidade tá lá, né? Agora, a causa, vitória, ganhar, ganhar, ganhar para não me sentir pior, melhor, eu não abro mão. Né? Então não abro mão de gritar com alguém, de falar que aquela mulher era chata, de tirar uma pessoa da minha vida.
Não abro mão, mas eu abro mão da essência humana, né? Do melhor. Porque a gente tá num nível de velocidade tão alto que isso aqui parece um tédio, mas é maravilhoso quando você começa. É delicioso estar presente, a coisa mais poderosa que eu sinto na minha vida.
E a única coisa que a gente sabe no final, que é o sucesso, né?
E a outra frase é a que já já falou, né? Você está a uma decisão, né? Se você quiser mais conteúdo meu, você pode ter, mas basta uma decisão. Começa a respirar, né? A decisão da sua vida. Começa a ter consciência, começa a se interessar por você, começa a lembrar tua intenção, começa a confiar em você, né? Isso tudo vem desse lugar maior, porque o resto aqui tá contaminado. Então você tem que ir para baixo, né? Você tem que ir lá para baixo, para as profundezas do mar, né?
Tem que nadar.
É, você olha para cima e fala: tá tudo acontecendo aqui, né? Então eu acho que a gente não é os pruridos do mar, né? A gente não é a sujeira do mar, a gente é o mar. Então a gente é muito maior. O mar não se ofende você falar que ele é verde ou vermelho, azul, tá nem aí, né? A gente tem que se colocar nesse lugar amoroso Então, cheio de slides no mundo entre escassez e amor, escassez, amor, é isso mesmo. Você tem que optar, ou você vai para reatividade, ou para— então essa frase, você está numa decisão, numa decisão de entrar na sua criatividade e largar a reatividade. A única coisa que ela acontece toda hora.
Muito obrigada.
Eu que agradeço.
Esse é o Belo Papo, direto do mercado, para quem faz o mercado. E se você quer evoluir, se você é líder, se você tem funcionários que precisam também evoluir, entendam o que é tomar decisões baseadas no estado de presença, que é sobre tudo isso que o Manfred trouxe para gente. Muito obrigada, obrigada, obrigado, eu te amo tanto, vice-versa.