Como construir a sua riqueza | Julieth Mello #32
No episódio de hoje do Bello Papo, a conversa é sobre um desafio que muitos empresários enfrentam: saber ganhar dinheiro, mas não necessariamente saber multiplicar patrimônio.
Recebemos Julieth Mello, fundadora da Classe Capytal, especialista em engenharia patrimonial, investimentos e estratégias de alavancagem. Com mais de 11 anos de atuação no mercado e mais de R$ 1,5 bilhão sob gestão, Julieth ajuda empresários e investidores a construírem patrimônio de forma estratégica e sustentável.
Neste papo, falamos sobre:
A diferença entre faturar bem e construir riqueza
Os erros financeiros mais comuns entre empresários
Como utilizar crédito e alavancagem de forma estratégica
Diversificação e construção de patrimônio no longo prazo
O que investidores bem-sucedidos fazem diferente
Se você é empresário, investidor ou quer tomar decisões financeiras mais estratégicas para o futuro, esse episódio é pra você.
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- Construção de Riqueza· NegociosDiferença entre faturar e construir riqueza·Estratégias de alavancagem patrimonial·Diversificação de carteira·Visão de longo prazo
- Erros Financeiros de Empresários· NegociosDinheiro parado·Reinvestimento excessivo no negócio·Medo de investir·Ações emocionais
- Consorcio Imobiliario e Short Stay· NegociosConsórcio como meio para multiplicar patrimônio·Estratégia de Short Stay (locações diárias)·Estudo mercadológico para investimentos·Mercado imobiliário EUA Miami·Mercado imobiliário no Rio de Janeiro
- Uso Estratégico do Crédito· NegociosCrédito como ferramenta de crescimento·Diferença entre dívida e alavancagem·Dinheiro de terceiro·Crenças limitantes sobre crédito
- Mulher Empreendedora· NegociosConstrução de autoridade em mercado masculino·Necessidade de ser tecnicamente mais preparada·Sentimento de ser testada em ambientes masculinos
É, meus amigos, essa mulher que eu vou entrevistar hoje, e é isso mesmo, uma mulher de fibra potente, desenvolveu uma metodologia para construção de patrimônio e ajudar na diversificação e construção de riqueza a longo prazo. Vocês têm noção do quão isso é importante hoje para o nosso país, para os empresários que não sabem como fazer? Por exemplo, eu tenho amigas que guardam dinheiro no colchão ainda. A gente vai falar sobre isso, mas infelizmente é verdade.
E aí é só uma analogia, né, que a gente quer fazer aqui. Mas hoje eu trago Juliette Melo. Ela é fundadora da Class Capital, a empresa que realmente protege, identifica as oportunidades para alavancagem de patrimônio. Seja muito bem-vinda, Juliette Melo!
Muito obrigada, que honra, que prazer estar aqui com você, Marcela. Tô muito feliz e muito ansiosa por esse papo, viu?
Afinal, vai ser um belo papo, né?
Vai ser um belo papo.
Cara, para começar assim, ó, eu não gosto de seguir roteiro, tá? Então daqui a pouco a gente volta aqui. Eu quero te deixar à vontade, eu quero que a gente realmente fale da importância do patrimônio, da proteção do patrimônio, da diversificação de carteira para alavancagem, para o empresário. Então a gente se conhece mais ou menos aí já tem uns 2 anos. Hoje eu já sou cliente da Class Capital, que faz muita diferença. Você trouxe para mim essa, Marcela, calma, vamos identificar aqui as oportunidades.
Você dá essa consultoria para os empresários, você mapeia como ele tá fazendo hoje com o dinheiro dele para que você consiga enxergar essas oportunidades. Eu acho isso um diferencial muito grande. Mas para começar, de onde nasceu essa vontade da Class Capital?
Perfeito, Má. Então, o que acontece? Eu venho de carreira bancária, mas a minha vida com o dinheiro começou muito antes. Como eu vim de uma família muito simples, a gente passou muita dificuldade financeira, a gente tinha muitas questões ali que envolviam dinheiro. E aí, quando eu entrei no banco, que eu conheci o consórcio, eu comecei a entender formas de eu construir uma outra fonte de renda, assim, algo que trabalhasse para mim, eu comecei a entender isso.
Eu sempre fui muito curiosa, a gente tava falando agora da Copa, né, de entender os fundamentos das coisas. Então eu vi assim, ah, sei lá, o Seu José tinha 50 imóveis na cidade, todo mundo era inquilino do Seu José. Falei, pô, é muito legal isso, mas sei lá, como é que começou isso? Como é que dá para fazer isso? E aí a minha única forma naquele momento era me planejando, né? Então eu vi uma forma de eu ter um imóvel para mim, um imóvel para eu ganhar um aluguel.
Então assim, eu comecei a fazer isso para minha vida e aí começou a dar muito certo para mim. E aí eu comecei a falar disso com mais propriedade no banco. Então eu vendia muito mais porque eu tava falando de algo que eu vivia. E ali eu falei assim, pô, isso aqui tem muito mais para ser, para se aprofundar, tem muito mais coisas que dá para desenvolvidas. Foi quando eu resolvi entrar nessa loucura que é empreender e viver isso na prática, né, de levar mesmo.
De, eu sempre falo que a gente é um canal de prosperidade na vida das pessoas e eu vivo isso. Então foi nessa intenção de mostrar algo diferente do que o mercado via, mostrar uma outra ótica de um produto já conhecido, que a gente nasceu.
Hoje você já faz gestão de bilhão, certo?
Hoje a gente tem R$1,5 bilhão em patrimônio gerido, né? Mas assim, a gente já movimentou muito dinheiro nesse Brasil afora aí. Já viu muitas histórias muito legais assim de negócios sendo transformados porque a pessoa começou a olhar diferente, não só para ganhar dinheiro, mas para multiplicar dinheiro.
E aí a multiplicação do dinheiro, muitas vezes o empresário não sabe fazer essa gestão porque ele tá com dinheiro em caixa Ele precisa desse dinheiro para pagar a folha de pagamento, para fazer... Porque uma coisa é o dinheiro que você precisa girar, a outra coisa é o lucro onde você vai colocar. E como você consegue dar essa visibilidade para esse empresário? Porque eu vejo muito, e você traz isso, né? Ah, você tá com dinheiro ali parado, o que você vai fazer com aquele dinheiro agora?
Ah, mas se eu precisar, como vai ser isso? Esse é o grande, acho que, calcanhar de Aquiles do empresário.
É porque assim, Como a gente não— hoje em dia mudou muito, mas a gente não foi educado financeiramente. Então assim, habilidade do empresário, ele aprendeu a fazer dinheiro. Então isso é uma habilidade, ele construiu algo que ele consegue fazer dinheiro. Mas na hora dele multiplicar isso não é só habilidade, ele precisa de estratégia. Então ele precisa realmente entender como que eu vou fazer isso, quais consequências de cada situação que eu faço com o meu dinheiro.
E muitas vezes nessa hora que ele começa a pensar em caminhos a seguir, como ele não foi educado financeiramente, ele fala, melhor eu não fazer nada. E aí ele deixa o dinheiro travado, que dinheiro parado você tá deixando de— você tá perdendo dinheiro, você tá deixando de ganhar, você tá deixando de multiplicar, você não tá buscando caminhos. E uma outra coisa que eu vejo acontecer muito assim com empresário, ele ainda existe muito, mudou muito, a cabeça de São Paulo é muito diferente, mas no A gente vê muito forte isso ainda, que é o tá tudo em tijolo, tá tudo no meu negócio, eu tô sempre reinvestindo no meu negócio.
Mas a gente mora num país de terceiro mundo, né, Marcelo? Então assim, existem muitas oscilações econômicas, a gente quer que o negócio sempre esteja crescendo, mas a gente tem que estar sempre preparado para todas as vertentes que podem acontecer.
E por isso que você fala de diversificar, para que você consiga fazer a proteção do seu patrimônio também.
É, o diversificar é que é o seguinte, cada um tem seu perfil de investidor lá, né? Então tem a pessoa mais corajada, a pessoa mais segura, tem um moderado. Então assim, cada um tem um perfil, mas dentro do seu perfil você precisa dividir ali para onde você tá indo. Por quê? Porque o renda fixa, ah, eu vou ganhar menos, mas é uma coisa mais segura, mas ele também não vai me enriquecer, ele não vai me deixar rico, mas ele vai fazendo os juros compostos trabalhar ali para mim.
Ações, você tem estômago para ações? Então assim, cada um vai para onde dentro do seu perfil, para onde se encaixa. Mas assim, eu tenho que buscar caminhos para estar sempre multiplicando meu dinheiro. A mentalidade é: eu ganhei, tenho habilidade de ganhar, e agora eu preciso construir estratégias para multiplicar.
E como é isso? A gente, eu tava, estava numa mentoria anteontem, que o empresário, para ele aprender a fazer o planejamento estratégico, você acredita que O quanto que você consegue enriquecer também, eu digo enriquecer não é da parte de dinheiro não, mas é de estratégia, no planejamento estratégico também do empresário. Você dá esse norte para ele, você fala, olha, peraí, você tá aqui, mas você quer chegar daqui a 1, 2, 3, 4, 5 anos, aonde você quer estar? Só que a gente vai precisar andar junto.
A gente faz muito isso, tá? Porque eu falo o seguinte, a gente precisa construir uma visão de longo prazo, Porque a gente é culturalmente imediatista. Só que é o seguinte, tem uma frase, eu acho que é do cara do Walmart lá, que ele fala que a gente superestima 1 ano e subestima 10. Só que ninguém que construiu algo muito grande construiu em 1 ano, entendeu? E se construiu em 1 ano, enlouqueceu e tá agora tipo ajustando as pontas.
Mas é muito difícil, né, de construir.
É quase impossível. Mas assim, coisas grandes, coisas que que vão perdurar, né, para o seu legado, não são construídas em um ano, são de visão de longo prazo. Então a gente sempre senta para entender a visão de passado, beleza, como que você pensava, o que que você construiu, o presente. Porque assim, para onde você quer ir, eu já entendi. Ah, eu quero ter 50 imóveis em 15 anos, beleza. Mas agora a gente vai entender a visão de presente.
Quanto que você consegue investir mensal Para que esse planejamento realmente aconteça. Porque pode ser que você tenha esse objetivo, mas a gente vai ter que andar um degrau por vez. Não dá para a gente já ir daqui do primeiro para o décimo. Então a gente vai entender isso. Então é a visão de passado, presente e futuro. O que eu já fiz, aonde eu estou e para onde eu quero ir.
E quais são as dificuldades que você mais enxerga assim nos empresários hoje brasileiros? Eu sei que você viaja muito, você pega muito as tecnologias, os formatos emergentes hoje. Que você está muito antenada nisso, essa sua curiosidade, né, de trazer sempre para o Brasil algo diferenciado para que ele realmente seja seguro, que eu acho que é isso, né? Você traz muita segurança para os seus clientes. Eu sou cliente, posso dizer isso.
Mas quais as dificuldades que você mais encontra hoje, no momento em que você entende, mapeia os empresários brasileiros?
Acredito que, para falar agora especificamente do meu produto, tá bom, a maior dificuldade que eu encontro ainda é explicar a visão que ele tem do produto, porque ele conhece o popular ali, ele conhece muito o que o mercado oferece para ele. Então isso é uma dor. E fazer também ele não agir na emoção, sabe? Porque negócio que envolve dinheiro não é oferta. Ai, que surgiu uma promoção aqui, vem aqui e faz assim. Cara, não é oferta.
O que envolve meu dinheiro tem que ser quem tá me indicando, qual referência que eu tenho de quem tá me indicando, Qual o case que eu sei dessa pessoa que vai mexer? Porque aparece coisas mirabolantes. E quando o cara ele tá nessa ideia de multiplicar, às vezes ele entra num loop de querer o rápido, fácil. E aí ele começa a procurar, pô, onde que vai... A gente teve um caso recente, eu não sei se eu posso falar, da Sprinter, né?
Pode.
Pô, eu vou ter retornos exponenciais, vou entrar ali num contrato que é como se fosse um sócio, mas tá bom. Qual que é o meu risco de longo prazo nisso? É ele realmente buscar não agir na emoção, sabe?
Mas você acha que, desculpa te cortar, né, mas você diz que a gente não foi educado e a gente não foi mesmo, e você não acha que isso tá muito na educação do brasileiro de querer tudo muito rápido?
Sim.
De ser imediatista?
Sim, mas por isso que eu falei que a habilidade de ganhar dinheiro é uma e a habilidade de você multiplicar é outra. Porque daí envolve estratégia, estratégia envolve tempo, envolve eu buscar conhecimento, envolve eu buscar as pessoas certas nos lugares certos.
Eu acho que no momento que você montou a Class Capital, você entendeu, eu vou conectar nessa habilidade, né, de conexão que você faz, mas da gente ser imediatista, e eu falo da gente porque eu sou brasileira também, não tem jeito, né, você é essa mentoria que você dá. Você não só vende o consórcio, fala do melhor consórcio, mas você também todo mês tem uma reunião. Eu sou procurada para falar: Marcela, você precisa, hoje a gente vai discutir aqui a sua estratégia, eu quero te mostrar o plano de negócio.
Isso foi você, essa metodologia que você montou foi justamente por isso, por essa dor?
Eu sempre quis atender o público empresário, sempre gostei dessa questão de multiplicar, de estar numa linha de frente que é mais estratégica, que ela tende a ser mais técnica. Para eu atender um cara mais técnico, ele é o mais exigente, porque ele chega mais informações para ele, chega opções para ele todos os dias de tudo, de tudo. Então assim, ele é mais exigente. Então como é que eu vou entrar nesse mercado? Como é que eu vou atender essa pessoa com excelência?
Buscando. E lá no escritório eu falo muito isso, o nosso cliente ele precisa ser nosso fã, você tem que tirar um uau desse cliente. Vai mandar, o cara pediu um boleto, Pô, essa mensagem está tirando o uau dele? Então assim, é uma coisa que a gente bate muito, é como é que eu vou tirar o uau? Para você ter uma noção, Marcela, lá no escritório a gente trabalha, ainda muito do nosso faturamento vem de indicação de cliente. Por quê?
Porque a gente busca fazer evento com cliente para que ele também, porque ser um canal de prosperidade não é só eu te vender e nunca mais falar, aí é comercial. Aí é comercial. A gente faz eventos, a gente tá sempre junto. Então a gente faz movimentos juntos, a gente tenta estar abrindo portas para os nossos clientes, mas também abrindo oportunidades onde ele consiga ter mais conhecimento, onde ele entenda as oportunidades. E é assim, tem muita coisa ainda para ser feita, sabe?
Eu todo mês eu falo assim, cara, ainda não fiz isso, a gente precisa rampar naquilo. Tem muita coisa para o empresário saber, tem muita informação. Que a gente precisa levar com mais qualidade.
Você é muito inquieta, né? Dá para perceber dessa inquietação sobre você conseguir levar para o teu cliente realmente valor. E dá para perceber isso por conta de todo o movimento que você faz com a gente, desde o início, desde o onboarding que você já faz, já inicia, já entende, já mapeia, para que você consiga projetar esse futuro. Quando você montou a ClassCap, tem quantos anos?
Vai fazer 11 anos agora em agosto.
Você montou em 2015 também?
Você também? Vai fazer 11 anos. Que legal! Nossa, mas passa tão rápido que quando eu paro para pensar assim, falo, mas será que tem tudo isso? Tem tudo isso.
E você começou sozinha?
Não, eu tenho um escritório ainda com uma sócia em Taubaté, que é uma— a gente, quando a gente montou, eu montei um escritório popular. Então assim, a gente tinha de tudo, como todo um corretor Quando abre um escritório, a gente tinha saúde, a gente tinha consórcio, a gente tinha seguro, a gente tinha de tudo. E lá o escritório de Taubaté ainda tem. Mas eu sempre quis nichar. E eu sempre tive muita força no imobiliário, porque eu busco muito conhecimento.
Então é algo que eu realmente vivo na prática, na minha vida, e que eu tenho propriedade para ensinar as pessoas. E aí eu queria muito, a Isa não queria seguir nesse caminho. Aí a gente manteve Taubaté. Lá no formato que é funcional e que acontece ainda, chamava Lion. Então ainda chama Lion lá. Legal. Aí eu montei Moji, na época também era Lion, ia ser duas unidades, né?
Sim, uma nichada em empresário.
Aí um dia eu tava num curso de desenvolvimento empresarial, aí eu tava conversando com um amigo lá, ele falou assim, cara, Lion não é um nome bom assim para você falar como empresário. E assim, ó, e a gente conversando, era pós-aula, então a gente tava tomando cerveja. Aí ele falou assim, pô, você não põe uma coisa assim tipo classe capital? Falei, cara, muito bom. Aí eu gostei muito, a gente pegou e colocou isso como— a gente não colocou como nome da empresa ainda.
Eu fiz umas caixinhas, fiz umas coisas, muito material ainda tem isso, um produto do grupo Lyle. Aí ficou tipo como se fosse um produto, que era mais para eu ter uma identidade mais sofisticada para apresentação. Mas aí o nome, tipo, eu era recebida com muito mais facilidade, parece que o nome deu um impacto muito bom assim. Aí aos poucos eu mudei para Clássica Capital em 2019.
E é impressionante como a gente tá sempre trabalhando, né, Ju? Você vê, às vezes tudo é o networking, é realmente você tá atento, é você tá no estado presença, ouvindo. Você tava num papo, bate-papo informal pós-aula, e você tava ali atenta a fazer essa escuta ativa. E eu acho que o que faz muita diferença hoje na— eu falo Class Capital, mas é Class Capital.
É, mas assim, não é que tem um Y ali, então as pessoas estão sempre falando Capital.
Tô quase aceitando Class Capital, vamos para o inglês. E é impressionante como você traduz isso, que é uma personalidade da Ju, para empresa. Porque essa escuta ativa que você tem também, ah não, você tá sempre, não, olha, eu quero saber se você tá gostando, se tá bom. Esse NPS que você busca o tempo inteiro para que a gente consiga te nutrir, para você fazer a melhoria.
É, a gente precisa buscar esse 1% todo dia, né, Marcelo? Na nossa vida, na nossa, no nosso negócio, em tudo, em tudo, né? Porque a gente fala que, ah, não tem que ter esse negócio de propósito, tem que ser sobre dinheiro. Eu amo dinheiro, Marcela, mas se eu não tiver motivada num propósito, eu não consigo fluir no que eu for fazer. Não importa o que você me colocar para fazer, se eu não tiver tipo motivada, não vai fluir. Teve uma vez que me colocaram num grupo de negócios lá para eu não pagar, só para você fazer conexões, parece, só que eu não conseguia me identificar. Falei assim, cara, não vai fluir nem para mim nem para eles.
Então Não faz sentido, né?
É, mesmo sendo de graça, para mim gerar lead não fazia sentido naquele momento, porque eu não estava me sentindo conectada. Então eu preciso disso, sabe? Então eu falo que eu trabalho o tempo todo, porque para mim não é trabalho, sabe?
É realmente entrega, é estar junto, você se entrega de corpo e alma. E falando disso, aqui tem uma pergunta que é o seguinte: como mulher empreendedora, em um mercado tradicionalmente masculino, e a gente não tá falando de guerra dos sexos aqui, fica tranquilo que nesse Belo Papo não tem isso. Quais foram os maiores desafios para construir autoridade e credibilidade de uma mulher falando sobre investimentos, sobre finanças? Como é isso?
Não é comum mulher falando de finanças, e eu até acredito que hoje já mudou bastante isso, mas eu nunca me senti subestimada, eu nunca senti que os homens me tratavam diferente por ser ser uma mulher, mas eu sempre me cobrei mais assim de ser mais técnica, de buscar mais informação, de ter mais embasamento, de realmente estar pronta para pergunta, independente de qual fosse. Porque a gente, a gente se sente— eu não posso nem dizer que é realmente fato que a pessoa tá me testando, mas parece que a gente se sente, quando você tá numa mesa, que se você é a única mulher, testada às vezes. É um sentimento, isso não quer dizer que é um fato.
Eu também sinto isso.
Então assim, eu tava Eu tenho, eu sinto que eu preciso estar sempre mais preparada. Então assim, tecnicamente eu sempre busquei me desenvolver mais, porque embora não me sentisse subestimada, eu vi essa necessidade de ser melhor.
Só que isso foi, então podemos dizer que temos uma life long learning aqui, não para de estudar.
Duas então?
Duas. Eu também sou movida a estudo. Você administra hoje mais de R$1,5 bi, só que Por que que grandes investidores enxergam o crédito como uma ferramenta de crescimento enquanto a maioria das pessoas veem apenas como dívida?
Perfeito. Mas o que que acontece, a gente falou já que a gente é um país de terceiro mundo, que as pessoas não são acostumadas a lidar com dinheiro, e a gente sempre associou dívida a um problema, a você ficar endividado, você deixar de pagar, a você ficar com uma restrição. A gente associou isso porque é uma crença que a gente criou. Nos Estados Unidos, as pessoas constroem tudo através de dinheiro de terceiro. Quando você vai fazer um cursinho básico no Sebrae, eles te ensinam a evitar trabalhar com seu recurso próprio e trabalhar com dinheiro de terceiro.
A gente ensina muito isso, essa questão da alavancagem. Pô, você tem o dinheiro para pagar à vista? Perfeito, deixa esse dinheiro aplicado e trabalha com o dinheiro da administradora de consórcio, trabalha, que é um dinheiro de 1,2% 100% ano, trabalha com dinheiro barato e não mexe no seu capital. Só que as pessoas associaram isso pelo nosso país, por tudo que a gente já vivenciou.
São as crenças limitantes.
São as crenças limitantes e muitos históricos, né? Eu lembro na época do banco, quando o BNDES estourou, e o BNDES nasceu para ser um baita de um braço, só que muita gente quebrou naquela época. Tipo, era crédito era um limite muito alto, o cara não tinha na primeira remessa, o cara não tinha que explicar para onde ele tava, como que ele ia usar o dinheiro.
Então assim, hoje é bem mais difícil, criterioso, né, de tomar.
Então as pessoas associam a se perder financeiramente você fazer uma dívida, mas não necessariamente, tá? Por isso que a gente tem que ter educação financeira. Então quando você, principalmente com empresários, quando você tá olhando para uma visão de longo prazo, para onde eu quero ir, porque eu preciso ter uma renda além do meu negócio, ele começa, ele tem que olhar de uma forma diferente. Beleza, é esse dinheiro aqui, eu até pode, vamos dizer, eu tenho ele, mas em vez de usar ele eu vou deixar ele aplicado para até mesmo se der uma dor de barriga, se acontecer alguma coisa, e eu vou ser estratégico, eu vou pagar uma parcela baixa e construir, alavancar, parcela baixa e alavancar. Tem tantos cases disso.
Em qual momento fazer isso?
Eu acho que eu acho, não, tenho certeza, deixa eu me corrigir, que do momento que ele cria consciência de que ele consegue utilizar disso, pô, se a gente for falar de operação, o cara consegue conseguir começar com R$340 por mês. Não com a gente, né? Com a gente lá é a partir de R$1.300, que são crédito de R$500 mil, mas é baixo assim. Então, a partir do momento que ele cria consciência, ele consegue fazer fazer movimentos financeiros muito mais estratégicos para ele.
E o empresário que não tem as PMEs, né, como que eles conseguem construir isso? Porque eles não têm muita consciência do todo ali, ele tá trabalhando todos os dias vorazmente, não sei se essa palavra existe, mas para conseguir não quebrar, não ficar endividado.
Então, mas aí também a gente bate em uma outra crença, Tá, que é a crença de quanto mais eu trabalhar, mais dinheiro eu vou ter.
Boa!
Que isso não é fato, tá? Quando a gente fala de dinheiro, a gente fala de emocional, tá? Tá muito ligado às nossas emoções. Então ele tá, ele tá todo dia ali começando, mas se ele não tiver uma estratégia de um caminho, ele vai passar a vida inteira começando, entendeu?
Ele não tem um crescimento.
Por isso que ele tem que olhar para o dinheiro dele. Você já leu Homem O Livro da Babilônia? Não. Então é uma super dica, tá? É um livro que eu acho que ele é tão antigo assim que eu acho que as pessoas que de fato todo mundo já leu, mas pode ser que não. Mas ele ensina muito esse caminho, sabe, da gente aprender que não importa quanto que eu tô ganhando, 10%, eu preciso tá investindo em algo que vai fazer o dinheiro trabalhar para mim.
Então ele bate muito em cima disso, porque é o seguinte, Marcela, senão a gente trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, porque quando você atinge o objetivo você quer outro objetivo e aí te aperta de novo porque você vai fazer outros investimentos, você nunca vai olhar para isso. E aí beleza, daqui a pouquinho você tá com 60 anos, 70 anos, você já não tem mais a mesma energia de lá atrás e você continua no mesmo lugar, entendeu?
Patinando. Então vai muito de uma crença de quanto mais eu trabalho, mais dinheiro eu vou ter. Não, quanto mais inteligência eu uso o meu dinheiro, mais eu vou fazer esse dinheiro trabalhar para mim, porque é isso. Senão a gente vira funcionário do dinheiro o tempo inteiro.
E aí você fica correndo atrás do dinheiro, né? Não o dinheiro trabalhando para você. E a gente vê muito isso nas empresas hoje, né, Ju?
Não quer dizer que não exista dificuldades, não quer dizer, não é isso.
Ninguém tá romantizando.
Mas a gente precisa ser racional com o dinheiro. Embora a raiz de você perder dinheiro emocional, a partir do momento que você cria consciência, ele precisa ser racional.
Eu falo isso porque eu tenho amigos que hoje ainda estão começando pequenas empresas e eles sempre falam, ah, isso aí não é para mim, ah, não é o meu momento ainda. E aí a gente desmistificar isso, eu falei, é sim, você só não tá olhando, que é isso que você falou, né?
E aí muitas vezes você vai ver, põe na ponta do lápis quanto ele gasta, com que ele gasta todos os meses. A gente gasta muito dinheiro, muito, entende?
E dá para Dá para você construir ali, para você conseguir pegar, ó, pega isso aqui, essa parte aqui, entende que isso aqui é um investimento para tua empresa e é para você realmente crescer o teu negócio.
Tem um case bem legal de um cliente nosso, vou te apresentar ele até, acho que vocês vão se dar bem. Ele começou com a gente lá tem uns 9 anos que ele é nosso cliente e ele não gostava de consórcio. Puts, não gosto, não quero, obrigado. Aí ele começou a fazer com a gente, no começo ele vê, na primeira vez que que contemplou, ele vendeu a carta. Então ele tava olhando para lucro, então ele vendeu, ficou com a rentabilidade. Aí ele fez outra carta, depois ele comprou um apartamento aqui em São Paulo para locação, foi construindo a renda passiva dele, foi vendo que realmente não é só fala, tipo, que na prática acontece, né?
O retorno que ele tinha versus o que ele investiu. E agora a gente tá fazendo uma obra de R$6 milhões para ele no Taboão lá em Mogi. Que é a empresa dele. Mas o que que ele vai fazer? Ele tá fazendo na holding da pessoa física dele essa operação. A empresa deles tem mais de 20 anos, mas é familiar. Então assim, é outro PJ. Então assim, ele vai locar para eles, que eles pagam aluguel há mais de 20 anos. Então vai ser deles, ele vai ter dedução ali fiscal, vai ter vários benefícios, né, por ser lucro real, e vai pagar menos do que ele paga de aluguel. E tem, além disso, ele tem patrimônio, entendeu? Que valoriza meu negócio.
E, cara, sabe o que eu acho mais incrível? É que como você— é que não era para você fazer isso, né? Não era para você pensar nas— eu digo assim, o teu negócio é consórcio, é você conseguir, mas você dá essa consultoria, você dá esse olhar, esse 360. E a gente fala muito desse método T, de você ter uma visão 360 do que você— para saber, para que todas as engrenagens que acontecem, aonde vão levar, Mas que você seja no T da vertical, profundo no teu conhecimento. E você traz muito isso.
É que eu falo que para a gente o consórcio é o meio, entendeu? O foco precisa ser como é que o cara vai ganhar dinheiro.
Que é a estratégia.
Que é a estratégia. Se ele só comprar imóvel, não quer dizer que ele vai ganhar dinheiro. Ele pode comprar num lugar que é ruim de alugar, que ele não vai ter retorno financeiro, ele pode fazer um mau negócio. Então assim, ele pode se atrapalhar em vez de se ajudar. Então a gente está sempre olhando para como é que ele vai ganhar dinheiro com isso, entendeu? Como é que ele vai ganhar dinheiro.
E como você consegue hoje ajudar as empresas que ainda não têm clareza com como vou ganhar dinheiro com isso?
Quando já é nosso cliente, a gente traz muito para o controle de investimento. Então a gente tenta trazer sempre ali opções de mercado, como tem sido o comportamento das pessoas, que vai mudando, tá? Em 2021, 2022, se não me engano, Todo mundo queria construir galpão, depois foi todo mundo short stay. Então assim, tem muito esse movimento de comprar imóveis nos Estados Unidos. Então tem imóvel aqui, deixa de garantia e opera lá fora, que é em moeda forte, né?
Então vai mudando. Então a gente vai estar sempre mostrando o comportamento de mercado. Agora, quando ele ainda não é nosso cliente, ainda é um desafio que eu preciso melhorar a gente levar conteúdo ali no digital, sabe?
Para que ele consiga ter consciência de como é o produto, de como ele pode utilizar o produto a serviço dele, entendeu? Boa. E quais são as verticais hoje da Class Capital? É consórcio, mas essa consultoria ela é cobrada ou você dá?
Não, a gente não cobra, faz parte da nossa entrega assim, faz parte do nosso trabalho.
A vertical é consórcio.
É consórcio imobiliário. Nem consórcio de veículo, de nada a gente opera. Assim, quando é um cliente nosso que quer alguma operação, a gente acaba fazendo, mas como a gente é muito focada em rentabilidade, a gente se estruturou em ser o melhor no imobiliário, entendeu?
Não, e com certeza é, porque essa consultoria ela é para os empresários, para quem não sabe como começar e para quem não sabe como fazer essa gestão. É a cereja do bolo, né? É o diferencial, porque você não— você vai ter que aprender a fazer sozinho. E tem muita gente que acha que pode fazer sozinho.
E não é que não possa, mas se eu posso pedir ajuda, se eu tenho pessoas que possam contribuir comigo, como é bom, né, a gente poder contar com pessoas que já têm um conhecimento que vai ajudar a gente a errar menos. Porque em qualquer decisão que a gente toma na vida, a gente erra. Mas quando a gente busca pessoas que já têm conhecimento daquilo, a gente erra menos, né?
E você sabe como tá o mercado, você tem esse 360 de como tá girando consórcio imobiliário no mercado. Então você já sabe aonde não ir.
Eu tô sempre olhando como tá girando o mercado imobiliário.
Legal.
Porque muitas vezes as pessoas não sabem que elas conseguem usar o consórcio. Ontem você me perguntou de leilão. É, você é nosso cliente, você ainda não sabia que dá para usar. Então eu já liguei para Raquel, falei, Raquel, tem que marcar uma mentoria para ela de leilão com a Carol. A Carol é a nossa moça de leilão. Então assim, às vezes as pessoas não sabem, então a gente tá sempre olhando para como que o mercado tá olhando o dinheiro dele.
Pô, isso aqui é legal, então vamos ver como é que ele consegue usar o consórcio nisso.
Vocês estão vendo, gente, como ela é maravilhosa? Ontem a gente tava num evento totalmente informal e eu falei, Ju, vamos marcar, eu preciso entender sobre como eu vou adquirir imóveis com leilão com os meus consórcios que eu tenho com você. E ela já mandou marcar mentoria. Isso é muito diferente, Ju. Você não pode tratar isso como se você entregasse, ah não, entrego, isso é normal. Não é normal, tá? Só para te dizer, porque é muito realmente para— eu não entendo assim, eu não entendo de consórcio imobiliário.
E por isso que eu contratei a Class Capital, para que vocês consigam me dar o norte, identificar o que que tá rolando, quais são as melhores oportunidades, para quando for contemplado, fala, cara, vamos aqui, aqui eu tenho certeza que você pode ir porque você vai multiplicar o seu patrimônio assim, assim, assado. Acho que diferença faz muito diferente.
Ai, muito obrigada. Mas assim, por exemplo, a gente não consegue ser bom em tudo, né? Então o que que acontece? A gente pegou pessoas boas para nos ajudar. Então a Carol é especialista só em leilão, ela é uma advogada que só trabalha com isso o dia inteiro, noite e dia. Então na hora dela ajudar o meu cliente, ela vai ajudar ele da melhor forma, entende? Então assim, ah, nessa parte tributária, qual que é o caminho certo? Então a gente tem o Fernando.
Então cada pessoa ajuda a gente numa ponta para que a gente consiga entregar excelência, né?
E é isso que é a diferença que eu falo do 360. Ó, parte tributária, parte de leilão, parte de você querer—
Ah, quero short stay. Short stay é minha menina dos olhos, assim.
Então conta um pouco para a gente, vamos lá.
Essa questão é que assim, beleza, a Marcela hoje é uma super empresária que construiu tudo do zero, só que ela tá fazendo no negócio dela ali trabalhar, né? Só que ela precisa de dinheiro trabalhando para ela, além do negócio dela. Então, o que a gente faz? O cliente, ele com o tempo, ele fala assim: Ju, quero comprar um estúdio em São Paulo. A gente vai fazer um estudo mercadológico, entender taxa de ocupação, margem de retorno, entender como é que vai ser a previsibilidade dos próximos 5 anos naquela região.
No Brasil nada é certo, mas é pelo menos um direcionamento. Beleza. Aí ele vai comprar esse imóvel já com uma estrutura de fazer esse imóvel em locações diárias, né, como Airbnb, né, que é o short stay, para trabalhar para ele. Então assim, ele investiu em parcelas até a contemplação. Dali por diante, ele tem um imóvel de R$500 mil, vamos falar, que você contemplou na vigésima parcela. Então você colocou ali R$26 mil mais ou menos.
Beleza. Agora você tem um imóvel de R$500 mil que tá pagando, que tá se pagando, tá se pagando e tá te gerando um retorno para você investir em outra carta. Então isso é uma estratégia muito boa para quem não tem dinheiro para começar com R$10 milhões, com R$5 milhões, pouco, mas com R$500 mil começa com uma carta e vou galgando. Por isso que eu falei dos caminhos, porque eu nunca vou recomendar você colocar grande parte do seu dinheiro em consórcio, tem que ser menor fatia.
Então Entendeu? E aí a gente vai trabalhando isso. E o short stay é minha menina dos olhos, tanto dentro do Brasil quanto fora, né? Estados Unidos, já falando da Copa, Miami. Miami hoje, a média de locação lá de uma diária de short stay é, vamos falar, de $1.500. O que que acontece? O cara que lá atrás olhou para esse mercado e já tem imóveis lá, 70% do ano lá tem alta ocupação, não é tipo ocasional, não é a Copa do Mundo, sabe?
Não, não é.
Então assim, e São Paulo, São Paulo para virar uma bolha vai demorar 20 anos ainda.
Então vamos surfar nessa onda.
Tem muito mercado, tem muito mercado.
Engraçado, né, que você tá falando sobre estudo mercadológico. É lá em Niterói, onde eu moro, estão subindo muitos estúdios.
Mas você sabe que o Rio de Janeiro parou o short stay por muito tempo, e aí esse ano Tem muita coisa sendo investida no Rio, esses eventos, esses shows, o Carnaval esse ano lá foi um marco de público e as pessoas estão voltando a olhar para o Rio de Janeiro, que existiu uma insegurança de investir no mercado imobiliário lá, estão olhando de novo para essas coisas.
E é uma das coisas que eu vou querer saber no dia que a gente fizer a reunião, porque Niterói acho que está subindo, sei lá, não tenho nem noção, mas do que eu vejo assim que eu passo quando eu vou trabalhar, uns 10 estúdios diferentes de— e literal, eu acredito que não tem público para isso. Aí eu vou querer o seu estudo mercadológico para saber se eu invisto na minha cidade também.
Demais!
Porque isso ajuda, né, para que a gente consiga. Porque quando a gente fez o meu, a minha estratégia foi para São Paulo, mas eu gostaria de ter alguns estúdios em Belo Horizonte.
Eu falei para o seu menino hoje, eu não sei por que a Marcela ainda não mora em São Paulo.
Pois é, acho que foi por isso que você falou, Marcela, vamos focar em São Paulo, que você precisa vir para cá. Quando o empresário chega até você, Ju, quais são os principais sinais de que ele tá crescendo a empresa, mas negligenciando na construção do patrimônio próprio?
Vamos lá, a gente volta para o tijolo. Ele coloca muita coisa na empresa dele, mas ele não tem dinheiro que trabalha para ele. Então ele considera como ele tem um objetivo, ele tem um imóvel ali financiado muitas vezes e não é. Então ele tá olhando para o dinheiro dele crescendo no negócio, mas não com uma estratégia para esse dinheiro trabalhar para ele.
Então esse é o principal sinal, é porque aí ele tá crescendo na jurídica, mas tá esquecendo da física também, né?
E até na jurídica mesmo, tá? Porque você só, só quero crescer Quero crescer mais, quero crescer mais, quero crescer mais.
E usando recurso próprio. É. E aí quando parar de fazer isso?
A gente tem muitos exemplos, né, de empresários que foram até lá em cima e se perderam. Mas a gente também tem muitos exemplos de grandes empresários aí que olharam com mais estratégia para o dinheiro e multiplicaram. Pô, a gente tá em época de Copa, se a gente for falar do Ronaldo Fenômeno, nossa, ele, o que ele mais ganhou dinheiro foi com imobiliário. Ele transformou em 1,5 bi. Tipo, ele é muito inteligente assim, tem muita sacada de renda passiva.
E agora ele tá construindo um clube, né? Sendo que 97% dos jogadores de futebol, quando para a carreira, quebram. Então assim, é um caso de jogador. Mas se a gente for falar do Flávio Augusto, quando ele vendeu a empresa, ele poderia só viver de renda, porque ali ele já tinha uma forma. Mas ele foi muito forte no mercado imobiliário. Ele tem imóvel alugado até para príncipe hoje.
Caramba!
Renda passiva até para príncipe. Ele fez uma das maiores transações da Flórida.
E depois ele recomprou, né?
É assim, é um olhar, esse viés de você olhar para multiplicação, que muitas vezes o cara fala assim, ah, mas fundo imobiliário ou comprar imóvel? Não tem um ou outro, você tem que diversificar a tua carteira, ser inteligente. Porque se você for ver mesmo, os caras que ficaram bilionários, eles estão no mercado imobiliário. Eles fizeram dinheiro com o negócio, o negócio deles gerou dinheiro. E aí eles foram estratégicos para multiplicar o dinheiro.
Não, incrível. Qual foi o caso mais marcante que você acompanhou de um empresário que mudou completamente a sua realidade financeira ao reorganizar a estratégia patrimonial?
Eu te contei agora um case disso muito legal. Eu acredito que foi um, ele é um dos nossos maiores cases assim, mas a gente tem muitos casos. A gente teve um caso recente da— essa eu posso até falar o nome, que é mais tranquilo, é a Roseli da Stampotec. Pô, é uma mulher, uma presidente de um grupo gigante de peças, né? Ela— a gente teve 3 contemplações esse ano dela. Uma, ela vendeu a carta e logo ela já comprou, era um sonho dela, e ela tinha dinheiro, mas ela tinha medo de comprar era um apartamento em Riviera.
Ela tinha medo de fazer o investimento. E como ela ia fazer o investimento com o dinheiro do consórcio e não com o dela? A segunda contemplação, ela comprou lá. E agora ela tá reformando, porque ela já tá dando dinheiro. Então agora ela tá fazendo um movimento para ela. Tem tantos cases assim. No dia 31 de dezembro, eu recebi uma mensagem. Você tá falando? A Andreia, da HPL. Ela me mandou uma mensagem. Ela tava— A gente fez uma operação para ela de uma cobertura cobertura.
Aí é sonho, né? A gente sai de estratégia só ganhar dinheiro, mas também entra em sonho. Uma cobertura dela de Riviera, Mogi é do lado de Riviera, então a gente tem muita, muita operação lá. E aí ela me mandou mensagem, pô, tô passando nossa primeira virada de ano aqui, obrigado por tudo que vocês fizeram. Ela nem precisava agradecer, sabe? É o nosso trabalho. Mas assim, eu acho que ali foi ver assim, putz, vale muito a pena mesmo que a gente faz, sabe? Você vê as pessoas com gratidão. Pela nossa entrega.
Isso é incrível. Daqui a pouco sou eu aí mais um case de sucesso. Existe alguma crença sobre dinheiro ou investimento que você tinha no início da sua carreira? Isso é bem legal, né? Porque a gente falou de crença limitante, né? Então, o que que você tinha no início da sua carreira que hoje você percebe que estava completamente errada?
Eu tinha essa crença que eu falei que as pessoas têm, que é essa questão de trabalhar muito e a gente não olhar para o 360. Então eu tive muito essa crença. E como eu sempre gostei de trabalhar, eu ganhava muito dinheiro, mas eu perdia muito dinheiro, tipo, acontecia muita coisa. Aí eu fui olhar para o meu emocional, eu fui entender que tinha muita coisa a ver com o que eu aprendi sobre dinheiro, com a realidade da minha família.
E aí eu fui estudar minhas emoções, então eu fui trabalhar isso parar. Porque assim, eu sabia fazer dinheiro, eu conseguia trabalhar para ele vir, mas putz, eu perdia tudo com muita facilidade. E é muito louco, porque acontece com muita gente. As pessoas não olham para as emoções, mas tem um impacto muito grande.
Que profundo isso que você tá falando.
Eu tô falando já o que eu realmente vivi na minha vida, sabe?
Não, e que se as pessoas conseguem, acho que isso vai ajudar muita gente, sabia?
Porque tem muita gente que fala assim, cara, não é possível, eu faço dinheiro, o dinheiro não fica, o dinheiro não dinheiro não fica. Dinheiro não fica porque tipo a raiz é emocional, sabe?
E quais, e como que você fez esse, eu vou aprofundar, gente, porque isso é muito profundo. Como é que você fez para estudar essas emoções para que você conseguisse entender no momento que você tava tomando a decisão por impulso ou não investir o dinheiro? Só se vive uma vez, né? Tem muito isso no Brasil.
É que assim, quando a gente fala de investimento, saúde mental precisa estar no seu portfólio de investimentos ali, né? Então o que que acontece? Eu comecei a falar assim, não é possível. Eu me sentia muito incapaz assim. Fala assim, eu trabalho para caramba das 6 da manhã às 11 da noite, o dinheiro vem, mas por que que ele vai? Porque eu não consigo fazer o que eu estou ensinando as pessoas assim na prática. Tipo, eu comecei a pedalar, passei uma fase bem ruim, e foi no momento que eu tava me separando.
Nossa, foi uma fase bem difícil. E E aí eu comecei a aprofundar isso na terapia. E como em tudo que eu pego para fazer, Marcelo, a gente é maluco, a gente quer ir para todos os lugares.
Empresário obstinado.
A ler mais livros sobre o assunto, a pesquisar pessoas que falavam sobre isso. Paulo Vieira fala muito disso, gosto muito do Paulo Vieira. Método CIS é uma raiz, é uma, é um trabalho muito forte de raiz de crença, sabe? Fiz outras Imersões. Fiz uma imersão lá em Minas que agora sumiu o nome, mas que também foi fundamental. Eu fui olhar muito para isso assim, para cura, para cura de tudo na vida, né? Porque a gente sempre tem uma coisa para curar, sempre.
E é engraçado que eu sempre falo isso em todos os lugares que eu possa falar, porque isso ajuda muito a gente. A gente foi treinado por pessoas não treinadas, e a gente precisa quebrar esses ciclos, a gente precisa deixar as crenças limitantes para trás Para que a gente consiga começar a tomar decisão baseada no estado de presença, no agora. Porque a gente fica olhando para o retrovisor o tempo inteiro, mas o que te forjou até aqui não te representa mais.
E o que te vai te levar para o outro lugar também não vai ser o que você viveu no seu passado.
E a gente já, quando você é adulto, você já não dá mais para se preocupar com seu passado, sabe? Não dá mais. Você tem que ter a autorresponsabilidade de assumir as consequências dos seus atos. E ou eu repito o padrão, ou eu pego o que começou em mim e deixo, e o que não começou em mim e falo, mas terminou em mim.
Inclusive tem uma série que é Uma Nova Mulher, que eu recomendo para todo mundo, tá na segunda, segundo, como é que chama, segunda temporada, e que realmente faz muita diferença da gente conseguir entender exatamente isso para não ter repetição de padrão.
Cara, tem um... Posso falar só de um livro?
Pode, claro!
É que se começar a falar de livros... Tem um livro que ele não é sobre finanças, mas ele é sobre vida. E eu acho que todo empresário deveria ler ele. É uma fábula pequenininha, fininha, pra quem não gosta de ler é ótimo. É O Cavaleiro Preso na Armadura. Já leu?
Já. Ele é laranja.
É muito bom, porque é exatamente isso, né? Porque a gente vai se colocando várias máscaras.
Camadas.
Que são as armaduras ali para a gente ir para o combate. Mas às vezes você vence uma batalha, mas aquilo lá não necessariamente.
E o quanto isso, Ju, e você com certeza trabalhando com finanças, você consegue identificar. E aí tá aí o propósito da Classic Capital, né, que é realmente você conseguir transformar a vida dessas pessoas quebrando essas crenças limitantes para que ele viva prosperidade. Porque é meio que às vezes a gente se pune, né, de viver a prosperidade. Não, isso não é para mim, não posso. Então é lindo o trabalho que você faz, não só de alavancagem, né, Marcela?
Pelo amor de Deus, não só de alavancagem, mas também de você conseguir. É porque é isso, é muito profundo, isso é muito verdadeiro, porque realmente a gente, o empresário precisa disso. E tem muito empresário que ou ele tá num legado, levando um legado que tá deixando, ou ele construiu por necessidade. Muitas vezes é por necessidade, porque, cara, eu preciso fazer diferente, eu preciso fazer o meu dinheiro. E muitas vezes ele faz, faz o dinheiro, mas o dinheiro nunca vem, que é muito isso do que você traz.
É, eu acredito muito que tem muito para nós assim, tem muita prosperidade. O Brasil é um país muito rico, entendeu? A gente só precisa ter as estratégias certas e fazer os movimentos certos por nós.
E aí eu vou fazer uma analogia aqui, que é o Renato Russo escreveu Índios, né, que se cortava sempre um pano de chão de linho nobre, pura seda. Então se a gente pudesse trazer isso, o quanto que você empresário tá cortando o pano de chão achando que é seda e você tá jogando o teu dinheiro para o ralo ao invés de você conseguir entender onde você vai colocar ele, comprar, propriedade do patrimônio. Acho que a gente traz isso desde que a gente foi colonizado, né? Que a gente não merece, não é merecedor disso.
Mas é muitas crenças sobre o dinheiro, muitas, muitas, muitas, que não traz felicidade. Isso, isso, isso.
E a gente precisa quebrar. E aí aqui, se você pudesse deixar 3, apenas 3 conselhos, 3 conselhos, hein, para empresários que desejam construir riqueza de forma sustentável nos próximos anos, quais seriam?
Perfeito. Quando a gente fala de conselho, eu vou falar dessa frase mesmo, que é: não subestime, não superestime um ano e subestime 10 anos. Tenha sempre visão de longo prazo, porque em um mundo onde a gente tem tantas informações, tantas coisas chegando, quem tem clareza é rei. Então seja rei da sua história, seja rei das suas escolhas, busque clareza, busque informações. E com certeza, quando a gente faz o movimento a nosso favor, a vida ela retribui isso para nós o tempo inteiro, né? O tempo todo.
Falamos de uma, tem outro conceito.
Eu acredito que ela engloba tudo, né? Nossa, Marcela quer me dificultar a vida.
Não, você falou, nossa, eu gostei muito disso, né?
É você não subestimar o curto prazo e subestimar o longo prazo. Falamos de ter clareza sobre o dinheiro. Vamos para mais uma: invista na classe capital.
Ah, boa, gostei! É isso. E é você realmente é dar, é muitas vezes eu gosto muito de falar disso porque eu trabalho, eu vendo serviço, você vende serviço. E os empresários, eles acham que eles podem fazer tudo. Mas não esqueça que você não é pato. O pato, ele nada, ele voa e ele anda. Ele não consegue fazer nada bem. Já viu um pato fazer alguma coisa bem?
Pois é.
E aí, acho que o Brasil tem essa crença limitante do empresário achar que ele é foda em tudo. Então acredito que contratar empresas especializadas significa que você vive esse core o dia inteiro. E a gente não pode superestimar isso, subestimar, né, na verdade, subestimar esse know-how que você tem, isso que você busca. Estados Unidos, você vai agora, né, para os Estados Unidos novamente, tá sempre lá pegando as tecnologias emergentes, pegando essas informações para trazer para cá, para que eu consiga confiar no teu trabalho e melhorar, alavancar o meu patrimônio através do teu conhecimento junto com que eu estudo também, claro.
E aí, quando isso se funde, aí sim você ter clareza, seja sendo rei, né, rainha no meu caso, da onde eu quero chegar, com o teu conhecimento agregando ao meu planejamento. E aí eu acho que isso fecha super a conta.
Você é demais!
Se você pudesse deixar um conselho para os empresários, fala para a gente qual seria. Se quiser olhar naquela câmera ali, que empresário ouça Ouça como você consegue. Essa mulher, ela é especialista e desenvolveu um método para que você consiga realmente alavancar o teu patrimônio.
O meu conselho é que você busque formas de realmente multiplicar o seu patrimônio, que você entenda que você ganhar dinheiro é mérito seu, mas que você precisa multiplicar para você deixar um legado. Qual o legado você quer deixar para suas outras gerações. É sobre isso, a gente acorda todos os dias para a gente deixar um legado na vida. Então que você busque realmente construir isso com prosperidade, com clareza, e sempre olhando para o longo prazo.
Obrigada, Ju, muito obrigada, muito obrigada por ter vindo aqui trazer essa clareza, trazer tanto conhecimento, metodologia, técnica. Eu tô pegando muito agora em metodologia, que eu sou formada processos gerenciais. E metodologia, ela vem de métodos, do grego, que significa direção. E logia significa ciência, estudo. Então seria a ciência da direção. E isso que você construiu é a ciência da direção. E que vocês consigam entender que sem metodologia e sem estratégia a gente não consegue chegar em lugar nenhum.
Demais!
Muito obrigada, tá? Obrigada por ter vindo. Obrigada por ter aceitado esse Belo Papo.
Olha, ganhei um livro lindo!
Elas na tecnologia, mulheres empoderadas precisam, né? É sororidade, é sobre isso. Esse é o Belo Papo, direto do mercado para quem faz o mercado. E se você quer alavancar o seu patrimônio, conheça a Class Capital. Aliás, aonde a gente te acha nas redes?
Meu Instagram é Juliette Melo e o da Class Capital é Class Capital com Y. Ah, boa!
Mas Juliette Melo não é facinho não.
É J-U-L-I-E-T-H-M-E-L-L-O.
Boa! O meu é Belo, o seu é Melo, e a gente vai assim, né? Por isso a nossa sinergia.
É isso aí!
Muito obrigada!
Obrigada, gente!