Construindo Sua Liderança Sobre a Rocha
Fala, jovens!
Dois caras, duas casas: um cava fundo, outro constrói na pressa. A tempestade vem e só a casa na rocha fica de pé.
Nesse episódio, a gente reflete: sua liderança está na rocha ou na areia?
Te mostro por que a base importa mais que a aparência. E como fortalecer isso, todo dia, com pequenos ajustes.
Dá o play, porque a tempestade vai chegar e o que importa é o que sustenta você quando ela vier.
Nos vemos no próximo!
Seguem os links das minhas outras redes sociais:
- Gestão e LiderançaConstrução de base sólida vs. superficial · Impacto das tempestades (crises) na liderança · A importância da repetição e ação para construir estrutura
- Liderança HumanizadaCiclo de percepção, ajuste, aplicação e repetição · Pequenos ajustes diários para fortalecer a base · A importância da consciência e integridade
- São Paulo na LiderançaSem base sólida, não há sustentação nem confiança · Liderança verdadeira é construída sobre a base, não aparências
Imagina a cena, dois homens recebem exatamente o mesmo objetivo, construir uma casa. Eles têm acesso aos mesmos recursos, o mesmo clima, o mesmo tempo, a mesma oportunidade. Mas eles fazem escolhas diferentes. O primeiro homem olha para o terreno, ele decide o que ele vai fazer e à primeira vista ele pensa que vai ser mais difícil. Ele cava...
fundo, ele cava realmente muito fundo, ele trabalha de forma lenta, é cansativo e muitas vezes é até invisível, né? Ninguém vê absolutamente nada enquanto ele tá ali escavando, não tem resultado rápido, é só esforço, só esforço e mais esforço.
As pessoas até pensam, ah, ele está complicando demais, mas ele continua fazendo o que ele imagina que é o melhor para ele. Dia após dia, ele remove camadas de terra, até um dia que ele encontra algo sólido, ele encontra uma rocha, algo que não cede. Então, finalmente, ele começa a construir a casa dele. A casa sobe devagar, cada parte apoiada em algo que não se move, algo rígido, e o segundo homem olha para o terreno e pensa de forma diferente. Porque...
Que complicar, né? Então ele encontra um solo aparentemente bom, plano, fácil de trabalhar, sem necessidade de esforço extra, e ele começa a construir imediatamente. E é claro, a casa dele fica pronta primeiro, bonita, visível, rápida. Enquanto o primeiro ainda está cavando, o segundo já está descansando na varanda da casa dele.
Se você estivesse lá naquele momento, provavelmente você estaria pensando, ah, esse segundo cara é mais eficiente. E é exatamente aí que mora o perigo. Meu nome é Bruno Ribeiro, sou especialista no desenvolvimento de pessoas e você está no podcast Spoilers da Vida. Se você for novo por aqui, não deixe de assinar o canal e ativar as notificações para receber toda semana um conteúdo exclusivo que eu já venho produzindo há mais de 7 anos.
Se você preferir, também pode acompanhar a gente pelas outras redes sociais que eu vou deixar aqui na descrição desse episódio, tá? E essa temporada tem uma novidade, que não é só meus óculos, né? Vocês devem ter reparado, vista cansada, a gente vai ficando velho, né? Tem que usar óculos. Mas ela também é uma temporada sobre liderança.
E a parábola que eu comecei a contar, ela fala sobre a casa na rocha, né? E por mais que tenha dado a impressão de que construir uma casa mais rápido é mais eficiente, quem pensa no futuro precisa ter mais cuidado. Então, só para relembrar, a gente tem uma casa com a base firme na rocha e outra com a base na areia. E aí, um belo dia, do nada, chega uma tempestade.
E a gente sabe que isso acontece, né? Aquela fase da vida que você não planejou, aquela pressão no trabalho que você não estava preparado, que não estava ali no seu roteiro, o vento começa a bater mais forte, a água sobe, o chão começa a ceder. E é nesse momento que uma coisa fica bem clara pra gente. A casa construída sobre a rocha, ela permanece, ela balança, óbvio, claro, ela sofre os impactos, com certeza, não tem como evitar, mas ela fica de pé. Já a casa construída sobre areia...
ela não aguenta. O solo cede, a estrutura perde sustentação e, em pouco tempo, aquilo que parecia sólido simplesmente desmorona, de forma rápida, silenciosa e irreversível. E essa história não é sobre arquitetura, ela é sobre comportamento, ela é sobre decisões, ela é sobre aquilo que você constrói quando ninguém está olhando para você.
E principalmente ela é sobre você. Pensa nos líderes que você já viu na sua vida. Aqueles que pareciam incríveis até o primeiro problema sério. Aqueles que tinham presença até que num primeiro conflito eles começaram a desaparecer. Aqueles que eram confiantes até que o primeiro resultado ruim apareceu. E de repente parece que algo muda totalmente. A comunicação fica fria, as decisões ficam confusas, o time perde a confiança. A energia ali, o ambiente, ele muda totalmente. E aí você pensa.
O que aconteceu com essa pessoa? O que de repente mudou? Nada aconteceu, pelo menos nada aconteceu naquele momento. Aquilo só revelou algo que já estava lá, uma casa construída com base de areia. E todo líder está construindo algo todos os dias, em cada decisão, em cada conversa, em cada reação sob pressão, mas quase ninguém para para se perguntar.
Beleza, sobre o que eu estou construindo no meu conhecimento, a minha base, a minha mentalidade. Porque no curto prazo não faz diferença. A casa na areia, ela parece mais rápida, ela é mais prática, obviamente, ela é mais eficiente. Você está entregando, está mostrando ali, né?
No mundo de hoje, rápido, imediato, orientado a resultados, orientado a meta, isso obviamente é sedutor. Pensa só, para que criar relacionamentos, para que cultivar um ambiente seguro, se o importante agora é resultado do próximo mês? E isso vai te fazer sobreviver.
Se essa parábola da Casa da Rocha fosse contada hoje em dia, talvez as tempestades tivessem, inclusive, outros nomes. Pressão por metas agressivas, demissões e reestruturações, reordes na empresa, conflitos dentro do time, mudanças rápidas de mercado, e a gente sabe que as empresas estão muito suscetíveis a essas mudanças, falhas em projetos críticos.
cobrança constante pela performance, seja individual, seja do time. Essas são as enchentes, as tempestades do dia de hoje. E elas não pedem licença, elas simplesmente chegam. E quando elas chegam, você não tem tempo para se preparar. Elas testam a sua estrutura.
Existe uma crença que domina o mundo profissional. Se eu sei o que fazer, eventualmente eu vou fazer. Parece lógico, mas não é tão verdadeiro assim quanto a gente pensa. Se conhecimento fosse suficiente, não existiam líderes inseguros com anos de experiência. Times que parecem organizados, mas são desorganizados, mesmo com processos claros. Empresas que têm uma cultura muito bem definida, mas que não é muito bem praticada. Saber não constrói a estrutura.
Fazer é o que constrói. E aqui entra o primeiro grande insight dessa parábola, dessa metáfora que a gente trouxe aqui. A sua estrutura fundamental é criada a partir da repetição e não só do estudo. Então seja o líder preparado para a tempestade antes que ela chegue.
Mas nem sempre é fácil mudar comportamento, a gente já falou sobre isso antes, o seu cérebro é uma máquina de eficiência, ele não quer profundidade, ele quer economia de energia, por isso ele te empurra constantemente para cenários onde o caminho é mais fácil, a decisão é a decisão mais rápida, a resposta talvez não seja a melhor, mas é a mais confortável, isso é sobrevivência, mas isso obviamente te leva também para um outro lado, para construir na areia.
Porque a gente sabe que cavar até achar uma base sólida dá trabalho, né? Exige que você abra mão de resultados imediatos, que você faça coisas repetitivas até que elas se tornem um padrão, que você suporte a ausência de recompensa imediata, de recompensa rápida, que você sustente a disciplina, mesmo que você não tenha ali um reconhecimento, um aplauso a curto prazo, né? E o seu cérebro resiste a tudo isso. Se você tivesse que liderar num cenário de crise hoje... p p p
sem preparação, sem aviso, sem tempo para pensar, você confia na sua estrutura ou você precisaria se ajustar rapidamente? Mas antes de falar sobre isso, se você está gostando desse episódio, taca o dedo aí no curtir. Se você ainda não é inscrito, assina o canal, ativa as notificações para que você receba toda semana um conteúdo exclusivo sobre liderança nessa temporada que você vai gostar muito.
E se você chegou até aqui, talvez esteja com um pensamento, beleza Bruno, entendi tudo, mas isso parece muito demorado, isso parece um trabalho grande demais. E essa sensação faz sentido, porque quando a gente fala sobre cavar até achar a roça,
Parece que você precisa parar tudo, parece que você precisa recomeçar do zero, virar uma outra pessoa, mudar sua identidade, e só depois voltar efetivamente a liderar. Tudo que você faz está errado, mas a verdade é que existe aí uma terceira via, vamos dizer assim.
Até agora, a gente viu dois cenários. O cenário da areia, que a gente sabe que ele é rápido, que ele é fácil, mas que ele é instável. O cenário da rocha, que a gente sabe que ele é lento, ele é profundo, ele é sólido, ele é fundamental, mas ele leva tempo. Mas existe um terceiro cenário, um modelo, vamos dizer assim, mais realista para os dias de hoje. Uma construção evolutiva. Você não precisa abandonar o que você já construiu em termos de liderança. Você não precisa também esperar a...
100% pronto, né? Você faz o seguinte, você continua construindo enquanto você vai fortalecendo a base por baixo de forma incremental. É como se fosse, fazendo aqui uma metáfora, né? Irmãos à obra, é como se fosse uma casa sendo reformada sem você precisar sair dela.
Ah Bruno, mas como é que eu começo a construir essa fundação sólida e principalmente de forma incremental e evolutiva, essa tal liderança ágil? Agora vem a parte boa do episódio, a parte prática, esquece essa ideia de grande mudança. Pensa assim, todo dia você faz pequenos ajustes na sua forma de liderar, como se você estivesse afinando um instrumento musical, por exemplo. Não tenta tocar perfeito, não é sobre isso, é sobre ajustar o som e melhorar ele a cada dia.
E para te ajudar, para se tornar um líder ágil, use esse ciclo aqui. O primeiro passo é perceber. Anote seus comportamentos durante o dia e no final do dia se pergunte, onde foi que eu reagi no piloto automático? Onde eu poderia ter sido mais claro ou conversado melhor? Onde eu evitei algo que precisaria ser feito, eu procrastinei, por exemplo?
Sem julgamento, só se observa. Ah, Bruno, mas você já falou isso em outros episódios. Já, e esse é exatamente o segredo, repetição. É simples, mas muita gente ignora. Você sempre vai me ouvir falar de consciência, de integridade, de intenção. Tudo isso é como se fosse um template do bom líder. E aqui eu vou trazer sempre ações para reforçar cada vez mais esse template, até ele virar uma tatuagem na sua cabeça, na sua mentalidade.
O segundo passo é ajustar. Agora que você já teve ali a visão sobre os seus comportamentos, já anotou, escolha um deles, só um deles para você ajustar. Uma conversa que você faria diferente, uma postura que você teria diferente com um colaborador.
que aconteceu uma decisão que talvez você sustentasse de forma melhor não tenta corrigir tudo isso é um grande eu né você já sabe né quem tudo quer nada tem como já dizia a nossa avó então foca no arroz com feijão bem feito e melhora só ele pensa realmente em como você poderia agir de forma mais intencional melhorar isso com consciência terceiro passo é aplicar
É claro, não adianta você ficar só na teoria. Lembra que eu falei que a diferença do líder que tem a sua fundação em uma rocha é o líder que vai se preparando no dia a dia com a experiência, com a ação? Então, na próxima oportunidade, você vai fazer diferente. Você vai pegar, de acordo com essa sua reflexão, o que você faria diferente.
E mesmo que não fique perfeito, mesmo que não seja algo que você faria naturalmente, que vai te deixar ali num desconforto, que é algo novo, novo inclusive pra você, mas faça de maneira diferente, faça pra obter outro resultado. E o quarto e último passo é repetir, né? Como eu falei, pra que você torne isso parte do seu modelo mental, você precisa fazer isso de novo e de novo e de novo, até que se torne algo natural, algo no seu dia a dia. Então vai se tornar um hábito.
Então volta comigo aqui para o início do episódio. Dois homens, duas casas, uma tempestade. O detalhe mais importante que talvez você tenha deixado de passar, né? A tempestade não escolheu a quem ela vai atingir. Ela veio de maneira igual para os dois. Porque no fundo, a pergunta não é como é que eu posso evitar a tempestade, como é que eu posso evitar momentos difíceis. Eles vão acontecer. A pergunta é...
Quem você se torna quando eles chegam? Porque eu te garanto, eles vão chegar naquele momento em que você recebe uma notícia ruim que você não esperava, um projeto importante que você está atuando ali e ele tem um erro, uma falha, alguma coisa crítica que te bota em exposição. Quando o seu time começa a perder parte da confiança, quando você precisa tomar uma decisão.
que talvez não seja a decisão mais popular e que talvez não seja bem vista por todos, ou simplesmente quando tudo começa a sair do seu controle. Nessas horas, não existe roteiro, não existe preparação perfeita, uma bala de prata que te levou para esse caminho. Só existe uma coisa, a sua base. E é por isso que é importante você construir essa base sólida, mesmo que ela seja incremental.
E se você conhece alguém que perde a estabilidade quando está pressionado, muda o comportamento diante de um conflito, evita essas decisões difíceis, que parece forte até que aconteça o primeiro problema sério, compartilha esse episódio com essa pessoa.
Porque, como eu já falei nos episódios anteriores, no fim, não é sobre a casa, não é sobre a arquitetura, não é sobre a tempestade, e nem é sobre parecer um bom líder, porque as aparências não são o que fazem a gente crescer. É sobre essa estrutura, é ter uma intenção muito forte, é ter a consistência, é ter a consciência e construir a sua base.
Não em cima da areia, mas em cima da rocha, mesmo que aos poucos. E isso vai destravar o seu crescimento, né? Porque sem base não existe sustentação. Sem sustentação você não vai conseguir construir confiança nem em você nem no time. E sem confiança não existe liderança de verdade.
já falou sobre isso aqui, né? E como eu sempre reforço, quando você curte, quando você comenta, quando você compartilha, não é só sobre o algoritmo que está mostrando isso para mais pessoas. Você pode realmente ajudar um outro Lilia a perceber uma coisa que é essencial e que talvez ele ainda não tenha percebido. Não é a pressão que define ele, é como ele se sustenta quando ela chega. E eu te vejo no próximo episódio, espero que você tenha gostado, um abraço e até lá. Tchau, tchau, pessoal.