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📊 A verdade matemática sobre religião e violência
20 de agosto de 202635min
Referências
1. Referências do Artigo: "Quando a associação corre o risco de virar causalidade" (PDF)
Este texto apresenta uma análise crítica sobre estatísticas de violência doméstica e religião, baseando-se nas seguintes fontes principais:
- Pesquisa "Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil", 5ª edição (2025): Realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Datafolha. É a fonte empírica primária dos dados de que 42,7% das evangélicas e 35,1% das católicas relataram ter sofrido violência por parceiro ou ex-parceiro ao longo da vida.
- Censo Demográfico 2022 (IBGE): Especificamente os resultados preliminares da amostra sobre Religiões, utilizados para estimar a proporção de mulheres evangélicas na população (aproximadamente 28,7%) para a aplicação do Teorema de Bayes.
- IBGE / SIDRA: Tabelas do Censo 2022 sobre religião, sexo, cor/raça e nível de instrução, usadas para analisar a composição demográfica e o fenômeno de confundimento estatístico.
- Documentário "ABUSO ESPIRITUAL: A Violência Doméstica entre Evangélicos": Obra audiovisual independente que motivou a elaboração do artigo e a análise metodológica sobre associação e causalidade.
- Estudo Nacional (PLOS ONE): Pesquisa brasileira (envolvendo cerca de 4.600 participantes) que analisou a relação entre religião e violência doméstica, demonstrando que, após ajustes estatísticos, a afiliação religiosa não apresentou associação significativa com a violência doméstica (\(OR = 0,57\); \(IC95% = 0,30–1,08\)).
- Estudo sobre Casais Seculares (Sexuality & Culture): Pesquisa internacional com casais latino-americanos que investigou a correlação entre religiosidade, patriarcado e violência por parceiro íntimo.
- Estudo Longitudinal nos EUA (Fragile Families and Child Wellbeing Study): Pesquisa publicada em 2026 acompanhando casais ao longo do tempo (em cinco ondas de coleta de dados).
- Estudo Clássico sobre Casais Americanos (Journal for the Scientific Study of Religion): Estudo longitudinal com cerca de 1.440 casais que concluiu que a religião não parecia exercer influência direta e forte sobre a violência por parceiro íntimo.
- Estudo sobre Religião, Raça e Contexto (PubMed): Pesquisa que investigou o papel protetor da participação religiosa de acordo com raça e etnia, sugerindo forte interação entre religião, raça e contexto social.
- Pesquisa Qualitativa sobre Cristianismo Conservador no Brasil (ResearchGate): Estudo qualitativo realizado em São Paulo focado em como interpretações patriarcais específicas dentro do cristianismo podem funcionar como mecanismos de controle.
2. Referências do Artigo: "Mitos e Verdades: Religião, Política e Feminicídio no Brasil" (PDF)
Este texto correlaciona taxas de feminicídio com variáveis políticas e de religiosidade nos estados do Brasil, utilizando:
- Censo Demográfico de 2010 (IBGE): Fonte utilizada para obter o percentual de pessoas que se declaram sem religião (incluindo ateus, agnósticos e sem religião) em cada estado brasileiro.
- Estatísticas de Feminicídio (2023): Dados consolidados por estado extraídos de reportagens de veículos jornalísticos de grande circulação (como o G1) e catalogados na Wikipedia.
- Dados Eleitorais de 2022 (TSE): Percentual de votos em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 por unidade federativa, utilizado para calcular o coeficiente de correlação de Pearson (\(r = 0,68\)) com as taxas de feminicídio.
- Livro: PIRES, Jorge Guerra. ***A Revolução Ateísta, a Última Minoria Silenciada: A luta por liberdade de pensamento em um mundo pós-religioso (Vol. 1: introdução)***.
- Blog/Podcast: Conteúdos e discussões publicados na plataforma ***Mente Ateísta (Atheist Mindset)***.
3. Referências do Vídeo: "Correlação não é causalidade: ao cantar, o galo faz o sol nascer?"
Na transmissão, o autor cita livros autorais, personalidades e dados de suas próprias investigações informais:
- Livro: PIRES, Jorge Guerra. Ciência para não cientistas volume dois: religião — Obra onde o autor apresenta e discute gráficos que correlacionam a taxa de cristãos em um país com variáveis como IDH, felicidade e PIB.
- Livro: PIRES, Jorge Guerra. Falácias — Livro que possui um capítulo inteiro dedicado ao uso e interpretação de diagramas de caixa (boxplots) para análise de correlações.
- Eduardo Banks (Eduardo Benx): Ativista ateu cujo comentário no blog Mente Ateísta motivou a realização da live.
- Professora Ângela Soligo: Convidada do podcast Mente Ateísta que comentou uma matéria do portal UOL (Uol/Wall) sobre a proposta de deputados para colocar a Bíblia nas escolas públicas.
- Dados de Homicídios e Cristianismo nos Estados: Estudo estatístico linear simples conduzido pelo próprio autor cruzando dados de homicídios da internet com as taxas estaduais de cristianismo.
- Análise de Votos de Bolsonaro e Feminicídio: Estudo estatístico conduzido pelo autor relacionando o bolsonarismo com taxas de feminicídio e alinhamento de discursos.
- Tracie Harris / Programa "The Atheist Experience" (mencionada como "Trace Harry" da "ET Experience"): Citada em relação às coletas de recursos financeiros e disputas judiciais envolvendo processos movidos por Testemunhas de Jeová nos Estados Unidos.
- Sam Harris (Sam H): Filósofo e neurocientista ateu citado na argumentação sobre o papel da fé e do debate público.
- Figuras Políticas e Casos Públicos: Menção à ex-deputada Janaína Paschoal e deputados de perfil militar envolvidos no debate parlamentar sobre o uso dos termos de periodização histórica AEC (Antes da Era Comum) e DEC (Depois da Era Comum) nas escolas.
- Gandhi (citado foneticamente como "o gang"): Mencionado no contexto de reflexões e falas históricas sobre a não violência.
Leia agora: A Revolução Ateísta, a Última Minoria Silenciada
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