Episódios de Grandes nomes do ateísmo

Richard Carrier: A matemática contra a história higienizada

07 de maio de 202620min
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Participantes neste episódio3
D

Dan Cahan

ConvidadoProfessor
J

Jorge Guerra Pires

ConvidadoPesquisador independente
R

Richard Carrier

ConvidadoHistoriador
Assuntos9
  • Matemática e lógica contra históriaRichard Carrier · Estatística bayesiana · Teorema de Bayes · Critério do embaraço · Rigor probabilístico
  • História higienizadaManipulação do passado · Busca pela verdade vs. peça de ficção · Neutralidade como arma de omissão
  • Ateísmo e Tabu no BrasilMedo de assumir o rótulo · Leandro Karnal · Drauzio Varella · Daniel Sotomayor · Silas Malafaia
  • Raciocínio motivado e chumbo ideológicoDan Cahan · Historicidade de Jesus · Papel da igreja na ditadura · Proteção de dogmas
  • Grandes Mentes do AteísmoEvolução do ateísmo · Neo-ateísmo · Christopher Hitchens · Sam Harris · Chidófono
  • Questão de soberania brasileiraPapel da Igreja Católica · Organizações protestantes · Marchas com Deus pela liberdade
  • Aplicação pessoal da matemática bayesianaAnálise de conflitos pessoais · Chumbo emocional
  • Albert Einstein e a imagem públicaCrítica à religião em cartas privadas · Suavização da figura pública · Albert Einstein
  • Livros e conteúdo de Jorge Guerra PiresO Paradoxo de Einstein · A Revolução Ateísta · Seria a Bíblia um livro científico · Gibiblia, a fábrica de absurdos · Audiolivros
Transcrição53 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Ateísmo é amor, é viver no agora, é sentir o calor que o presente aflora. Olá a todos, sejam bem-vindos ao meu podcast Grandes Mentes do Ateísmo. O podcast Grandes Mentes do Ateísmo é focado em pessoas que mudaram o mundo ateu, o que nós entendemos como ateísmo moderno.

É importante talvez destacar que esses nomes não necessariamente significam pessoas que contribuíram diretamente, mas que foram importantes, como Carl Sagan, Albus Einstein. Eles não eram pessoas necessariamente ateias publicamente ou declaradas. Mas esse podcast também dá um foco muito forte a pessoas que contribuíram fortemente, como o neo-ateísmo, o Christopher Hitch, Sam Heldes.

o Chidófono, que é largamente conhecido. Então, nesse podcast, eu convido vocês a fazer uma viagem no tempo, e talvez, às vezes, filosófica, sobre o ateísmo, como o ateísmo evoluiu, quais são as questões históricas. Mas também eu queria convidar vocês, aproveitando essa introdução do podcast, para conhecer os meus livros. São vários livros na Amazon.

Eu queria recomendar para vocês especificamente agora a Revolução Ateísta. A Revolução Ateísta é um livro que eu dediquei especificamente ao ateísmo, e é um livro que fala exatamente disso. O livro tem um foco na Madalyn O'Hare, que foi uma ativista ateísta norte-americana, mas o livro também fala de outros nomes e o livro é lançado em volumes.

Esse primeiro volume está focado na Madalina O'Hare, mas a ideia é que os próximos volumes também vão focar em outros nomes do ateísmo. Então esse podcast e o livro A Revolução Ateísta são dois complementares. Ou seja, ao produzir o podcast, eu estou preparando o material para os próximos volumes, que serão muito possivelmente dedicados a, talvez, nomes individuais ou grupos de ateus. Então, bom episódio, bom aprendizado e boa escuta.

Imagina a seguinte cena. Ocorre um crime grave numa mansão imponente. A polícia chega, mas em vez de isolar o local com aquela fita amarela, sabe? E procurar impressões digitais, o detetive principal entra pela porta da frente.

E ele não entra para investigar, né? Exato. Ele entra carregando um balde de água sanitária e um esfregão. E ele começa a limpar meticulosamente algumas pegadas específicas perto da janela, enquanto deixa outras perfeitamente intactas. Quase como se estivessem emulduradas ali no centro da sala, é tipo para contar a história exata que ele quer que o mundo acredite.

Nossa, é uma imagem muito forte. E choca justamente porque destrói a premissa básica de qualquer investigação. Com certeza. A busca pela verdade deixa de ser o objetivo e se transforma num obstáculo a ser eliminado. Quando quem deveria investigar passa a selecionar quais evidências sobrevivem, bom, o que a gente tem não é um inquérito, é uma peça de ficção. É, e é com essa lente que a gente abre o nosso mergulho profundo de hoje.

E se a história da humanidade não for apenas escrita pelos vencedores, como diz aquele velho ditado, mas constantemente higienizada por quem tem o poder de segurar os fregão. E essa é a grande questão que vai guiar a gente.

Convido quem nos acompanha a explorar as engrenagens de como o passado é contado e, principalmente, como ele é manipulado. O nosso guia para essa desconstrução hoje é um ensaio fascinante chamado Richard Carrier Weller do Ateísmo Moderno. Um ensaio escrito por Jorge Guerra Pires, PHD. Isso.

E a missão dessa nossa análise é explorar como a matemática e a lógica clínica podem ser usadas como antídotos contra a subjetividade e omissão na história. Mas antes da gente entrar na parte da matemática, acho importante a gente entender de onde vem esse olhar do autor.

Faz todo sentido. Porque o Jorge Guerra Pires não é um historiador tradicional, sabe? Ele é um pesquisador independente, com uma carreira acadêmica focada inicialmente em biologia, bioinformática e modelagem matemática. Áreas bem exatas, né? Sim, áreas bem exatas. Ele tem passagens por instituições super rigorosas, tipo a USP, a Fiocruz e até a Universidade de Láquila, na Itália.

Confesso que, como advogada do diabo aqui, me parece um salto enorme sair da biologia e da programação para escrever ensaios sobre ateísmo e história da religião. É, à primeira vista parece mesmo, mas a conexão fica muito clara quando a gente percebe o método que ele usa. Na biologia evolutiva, por exemplo, estuda-se como os organismos se adaptam a pressões do ambiente para sobreviver, certo? Aham. O autor das nossas fontes aplica uma lógica muito semelhante às narrativas humanas.

Ele demonstra que a história também sofre pressões evolutivas. A narrativa que sobrevive nos livros escolares não é necessariamente a mais verdadeira. Ela é mais adaptada. Exatamente. A mais adaptada para proteger as instituições de poder. Ele pega esse raciocínio lógico das ciências exatas e usa isso para investigar temas espinhosos como política, religião e pensamento crítico.

E isso leva a gente direto para o primeiro grande pilar desse ensaio. A ideia de que a tal da neutralidade, aquela que ensinam para a gente nas escolas, ela é frequentemente uma arma de omissão. Uma máscara, na verdade. Pois é. A gente cresce com essa ilusão de que a história é um relato frio e objetivo dos fatos. Mas o ensaio argumenta que essa história dita subjetiva favorece quem está no poder, higienizando as narrativas dessas instituições.

E para ilustrar como essa mecânica funciona na prática, o autor traz um exemplo bem perto da gente. O texto cita o período da ditadura militar brasileira.

Um tema com muito peso, né? E vale ressaltar para quem está ouvindo que as fontes trazem essa análise sem tomar partido político. A gente está apenas repassando a mecânica do debate que o autor propõe. Bem lembrado. O ensaio aponta que é muito comum a gente ver esse período ser ensinado como se fosse um desvio de rota exclusivo das Forças Armadas. Tipo um erro humano.

Como se um grupo restrito de militares tivesse acordado um dia e decidido tomar o poder num vácuo social total. Exato. A narrativa dominante isola o evento. E o autor argumenta que o perigo de focar só nesses atores isolados é exatamente o que fica de fora do enquadramento.

Aquilo que o esfregão limpou. Isso. O texto destaca o papel decisivo da Igreja Católica e de várias organizações protestantes da época, que deram um suporte ideológico imenso. Elas não foram meras espectadoras. Forneceram o verniz moral, mobilização popular como as marchas com Deus pela liberdade.

Mas, ao omitir essa engrenagem complexa e focar só no componente militar, a história limpa a cena do crime. E assim, essas instituições religiosas saem imaculadas da narrativa. Preservando toda a influência delas intocada para as décadas seguintes. É a mesma lógica que o ensaio aplica ao citar as cruzadas, por exemplo.

Ah sim, as cruzadas. Nos livros didáticos ou nos filmes, elas ganham uma aura super romantizada, né? Omitimos a ambição por rotas comerciais, o banho de sangue e embalamos tudo na justificativa higienizada da vontade de Deus. E a Layspore deixa de ser o estudo do passado e vira um escudo protetor. Só que essa mecânica de proteção institucional não atua só em guerras ou eventos globais.

Não, ela atua com a mesma força letal na biografia das pessoas. E aqui o autor faz uma ponte fascinante no material para investigar como montes brilhantes são domesticadas pela cultura. O que nos leva ao novo livro do autor, das nossas fontes. Que se chamou Paradoxo de Einstein, Ciência, Ética e o Deus Cósmico. Que é o livro 2 da série Mente Ateísta.

E olha, eu sempre tive a imagem do Albert Einstein como aquele gênio místico, um cara com uma reverência espiritual profunda, aquele tipo de santo secular. Essa é a versão que a cultura pop adora, né? A versão que não incomoda ninguém, o velhinho simpático de língua de fora.

Mas pelo que o livro revela, essa imagem é de novo o resultado do detetive passando o esfregão. Com certeza. O livro vai além da mera figura pública de Einstein e mergulha nas cartas privadas dele. E quando as câmeras estavam desligadas, o tom dele era radicalmente diferente. O texto revela que ele literalmente chamava os religiosos de cães que vivem na superstição.

Caramba, é um contraste brutal, né? Ele era um crítico feroz que foi suavizado pela memória coletiva. E a provocação que a fonte faz sobre isso me deixou pensando muito. O autor usa esse paradoxo de Einstein para questionar a nossa dinâmica atual no Brasil. Por que o rótulo de ateu carrega um peso tão insuportável que figuras públicas fogem dele a todo custo?

E a análise cita nomes de peso na nossa mídia, tipo Leandro Karnal e o Drauzio Varela. São pessoas que defendem a ciência com unhas e dentes. Mas o autor questiona porque eles nunca cruzam certas linhas ao falar de ateísmo de forma contundente. Existe uma linha demarcatória invisível. Eles tangenciam o assunto, mas evitam assumir o roto. E aí o ensaio traz um contraste que escancara a hipocrisia desse debate público.

Aquele caso do Daniel Sotomayor, né? Esse mesmo. A fonte, contrasta o Daniel Sotomayor, que foi um ativista ateu muito vocal no Brasil, com a figura do pastor Silas Malafaia. Os dois chegaram a debater ao vivo na televisão aberta. E o desfecho disso é muito revelador sobre a nossa sociedade.

Porque o Daniel praticamente saiu da mídia, enquanto figuras como Malafaia têm espaço em rede nacional para literalmente pedir avião para os fiéis. Exatamente. A pergunta central que o autor levanta é, por que culturalmente o rótulo de ateu é tratado como algo mais tóxico do que o comportamento escancarado de um pastor abusivo?

É como se a sociedade perdoasse o abuso desde que ele venha com uma retórica divina, mas punisse a honestidade intelectual. E vale reforçar para quem está ouvindo, as fontes apontam essa discrepância sem tomar partido político partidário. O foco é estritamente na mecânica de como a gente debate isso publicamente.

E essa punição imposta pela cultura é muito alta. Por isso, as seguras públicas evitam o assunto. Mas antes da gente falar sobre como o ensaio propõe resolver esse problema das omissões, tem uma dica bem prática do autor sobre o consumo desse conteúdo.

Ah, sim. O próprio Jorge Guerra Pires recomenda o formato de audiolivros. Ele relata nas fontes que ouvir audiolivros transformou a produtividade dele. Permitiu que ele passasse a ler vários livros por mês, né? Isso, ouvindo enquanto caminha, enquanto cozinha ou lava roupas. E o livro, o Paradoxo de Einstein, que a gente acabou de citar, já está disponível em audiolivro no Google Play e no Google Books. Dá para baixar no smartphone para ouvir sem internet.

E os livros dele também estão na Amazon. E o legal é que hoje não precisa ter um aparelho físico do Kindle para ler. A Amazon permite baixar o aplicativo e ler em qualquer lugar, no celular mesmo. É muito prático. Mas voltando ao nosso raciocínio, a gente entendeu o diagnóstico. A história é higienizada e a cultura atual pune quem fala a verdade sem filtros. A grande questão é como a gente conserta isso. Como estudar o passado sem cair na armadilha do viés?

Exato. E é aqui que o ensaio introduz a figura central, o historiador Richard Carrier. O título do material chama ele de O Euler do Ateísmo Moderno. Para quem não lembra das aulas de matemática, Leonhard Euler foi um dos matemáticos mais brilhantes e prolíficos da história. Então, chamar o Carrier assim é colocar um peso enorme na contribuição dele.

E o ensaio justifica isso mostrando que o Carrier traz o rigor matemático para o debate histórico. Ele ataca os métodos clássicos como o tal do critério do embaraço. Esse critério é muito comum. A lógica tradicional diz que se um documento antigo relata um fato embaraçoso sobre um herói, esse fato deve ser verdade porque ninguém inventaria algo ruim sobre o próprio líder.

Parece lógico na superfície, mas o Carrier desmonta isso, não é? Totalmente. Ele mostra que o que é considerado embaraçoso muda drasticamente dependendo da cultura e agenda política. É um método muito subjetivo. Um historiador pode moldar isso para confirmar o que ele já queria provar. E qual é a vacina que o Carrier propõe? A estatística baiesiana. Ele sugere substituir essa intuição subjetiva pelo teorema de Bayes.

Aquele cálculo de probabilidade. Espera aí. Como a gente pega uma fórmula matemática e aplicações humanas complexas da antiguidade? A história humana é caótica, cheia de mentiras e fofocas. Tentar forçar isso numa fórmula matemática não é criar uma ilusão de precisão que simplesmente não existe.

Essa é a crítica mais comum. Mas o contra-argumento do Carrier, que o ensaio detalha, é brilhante. Ele aponta que qualquer historiador já está fazendo isso de forma implícita na cabeça. Quando ele diz que algo é improvável, ele está fazendo um cálculo. A diferença é que a estatística baiesiana obriga o historiador a ser transparente.

A colocar os números no papel. Exato. Ele precisa atribuir probabilidades numéricas às evidências e colocar todas as cartas na mesa. O autor do ensaio usa o exemplo da engenharia. Se a engenharia consegue calcular a resistência de uma ponte com exatidão matemática, lidando com o vento e desgaste natural para evitar que ela caia, a história tem que buscar esse mesmo rigor.

Para evitar que as nossas pontes com o passado desabem. Nossa, faz todo sentido quando você coloca assim. E a transparência é o segredo, né? Você cruza o conhecimento prévio com a evidência nova e calcula matematicamente. Se a probabilidade for baixa, o historiador perde o poder de usar adjetivos vagos para passar pano. Ele não pode mais dizer, ah, eu acho que era uma metáfora. Ele tem que mostrar a matemática.

Mas tem um obstáculo aí que o ensaio aborda e que eu achei assustadoramente fascinante. O que acontece quando a matemática falha em convencer as pessoas? O autor chama isso de o chumbo da pergunta. Esse conceito é a peça que falta no quebra-cabeça.

O ensaio se apoia em estudos do professor Dan Cahan, citado na fonte. Ele pesquisou o raciocínio motivado. O objetivo era entender como pessoas muito instruídas lidam com dados que contrariam as crenças delas. E a descoberta é chocante, né? Muito. A pesquisa mostra que se o tema é neutro, por exemplo, a economia da antiga Mesopotâmia, um pesquisador com PHD erra muito pouco. A lógica funciona perfeitamente.

Porque ninguém constrói a própria identidade em cima da irrigação da Mesopotâmia. Tipo, não tem peso emocional. Mas quando o assunto é altamente polarizado, quando tem esse chumbo ideológico, como a historicidade de Jesus ou o papel da igreja na ditadura. Aí a coisa muda de figura. A inteligência excepcional para de funcionar como uma vacina contra o erro.

E ela passa a ser usada para construir defesas lógicas super sofisticadas para proteger os dogmas do indivíduo. A pessoa usa toda a capacidade de abstração não para buscar a verdade, mas para se defender. O intelecto vira um advogado de defesa absurdamente caro, contratado para inocentar um viés. É uma reflexão que desmonta a ideia de que mais educação automaticamente gera pessoas menos parciais.

Diante do chumbo da pergunta, a mente só racionaliza o que o coração já decidiu antes. Exatamente. E é por isso que a matemática baesiana do Kerry é tão necessária. Ela funciona como uma grade de proteção contra os nossos próprios impulsos de proteger narrativas confortáveis.

Bom, sintetizando tudo que a gente cobriu até aqui, o impacto desse material é gigantesco. A grande contribuição do Carrier e a análise do Jorge Guerra Pires mostram que não se trata apenas de debater a existência de Deus. Vai muito além disso. Sim.

Trata-se de desmascarar como a omissão histórica, seja sobre a ditadura militar ou as cartas privadas do Einstein, construiu a ilusão de instituições imaculadas. E o antídoto para isso é o rigor probabilístico, frio e transparente. E para quem nos ouve e quer mergulhar ainda mais nesse universo, tem muito material disponível. Além do paradoxo de Einstein que a gente já mencionou, o autor tem outros livros.

Quais são os outros títulos? Tem o livro Seria a Bíblia um livro científico, porque a Bíblia Sagrada não deve ser levada a sério e como argumentar contra ela, que é o volume 2 da série Estudos Bíblicos para Ateus. Está lá na Amazon, tanto impresso com entrega gratuita pelo Prime, quanto no Kindle.

E esse tem versão em áudio também, né? Tem, sim. Como audiolivro no Google Play e Google Books. São mais de 10 horas de áudio com 3 vozes diferentes para melhorar a experiência de quem está ouvindo. E também tem o livro Gibiblia, a fábrica de absurdos, a história de Jesus sobre uma lente ateísta, que é o volume 1 da mesma série, disponível na Amazon.

O legal de comprar o livro físico na Amazon é o foco deles no cliente. Qualquer problema de entrega gera reembolso sem burocracia e mesmo sendo uma compra internacional às vezes, é tudo rastreável. E no digital, o acesso é na hora e tem reembolso em caso de arrependimento.

É bem seguro. E tem uma dica muito valiosa que o autor deixa para o Spotify. Quem gosta de ouvir conteúdos de forma contínua pode configurar o Spotify para baixar os episódios automaticamente ou colocar os podcasts dele como favoritos. Ah, isso é ótimo. O Spotify vai tocar tudo em sequência na timeline. Ele tem mais de 10 podcasts diferentes, então dá para montar uma maratona. E, alternativamente, todo esse conteúdo é jogado automaticamente no YouTube, para quem prefere a plataforma de vídeo.

Tudo lá no canal dele, Jorge Guerra Pires, PhD. Fica aí o convite para quem está acompanhando a gente. E para encerrar a nossa exploração de hoje, eu queria deixar uma provocação inédita para quem nos ouve. Manda. A gente viu como a matemática bayesiana pode desmascarar omissões em eventos globais de milhares de anos atrás e em biografias de gigantes da ciência.

Mas e se nós aplicássemos essa mesma probabilidade clínica, fria e beisiana às narrativas que nós contamos sobre o nosso próprio passado pessoal? Nossa, isso é um exercício em tanto. Quantas das nossas certezas absolutas sobre quem estava certo ou errado nas nossas próprias vidas, nos nossos conflitos, sobreviveriam se a gente fosse forçado?

a colocar todas as evidências na mesa e fazer as contas sem deixar o chumbo emocional interferir. Fica a reflexão.

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