Episódios de Itaú Views Morning Call

01/06/26 | Revisamos nossa projeção de Selic para 13,75% em 2026 (de 13,25%)

01 de junho de 20265min
0:00 / 5:14

Análise do cenário do dia com a economista Lorena Dourado.

Link 1

Link 2

Participantes neste episódio3
L

Lorena Dourado

HostEconomista
P

Pedro Renaud

HostEconomista
P

Pedro Renault

HostEconomista
Assuntos5
  • Projeção da economia brasileiraProjeção PIB Brasil 2026 · Projeção Inflação Brasil 2026 · Projeção Selic Brasil 2026 · Corte de juros · Choque de petróleo
  • História econômica do BrasilProdução Industrial Brasil · Balança Comercial Brasil · PIB Brasil · Agroindústria · Indústria de transformação
  • Eleicoes ColombiaAbelardo Espriella · Ivan Cepeda · Gustavo Petro · Partido Defensores da Pátria · Partido Pacto Histórico
  • Cenário Econômico InternacionalPIB EUA · Juros Europa · Guerra no Oriente Médio
  • O Papel do Centrão na Política BrasileiraDefinição do relator da 6x1 no Senado · Facções criminosas · Pesquisa Real Time Big Data · Presidente incumbente · Pré-candidato do PL
Transcrição13 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, aqui é a Lorena Dourada, esse é o Toavis Morning Call do dia 1º de junho. Começando lá por fora, as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem travadas, com o Teherã condicionando qualquer acordo mais amplo à implementação efetiva de um cessar-fogo no Líbano e meio à intensificação dos bombardeios israelenses na região.

O discurso iraniano endureceu o Namard com acusações de que Washington estaria violando os termos do César Fogo e atuando, abre aspas, de má fé, fecha aspas, o que obviamente reduz espaço para avanços nas tratativas. Além disso, novos ataques ao sul de Beirute reforçam a percepção de que o conflito ainda está longe de uma solução duradoura.

Nos Estados Unidos, a semana concentra uma nova rodada de indicadores que deve reforçar a leitura de um mercado de trabalho ainda resiliente. Nossa expectativa para o payroll, que sai nesta sexta-feira, é da criação de 95 mil vagas, acima do consenso que tem 85, com taxa de desemprego estável em 4,3%, enquanto o ADP e os outros devem seguir apontando para uma recuperação na criação e abertura de vagas.

Do lado da atividade, o ISM de manufatura que sai ainda hoje deve ficar de lado em 52,5%, mas permanecendo em território expansionista. Na quarta sai o ISM de serviços, que deve ter comportamento parecido. Na zona do euro, a divulgação de inflação de amanhã deve trazer uma leitura ainda pressionada na margem.

com índice cheio em 3,2%, vindo de 3%, e o núcleo em 2,5%, vindo de 2,2%. Um bom termômetro antes desse dado são as expectativas de inflação dos consumidores, por lá, que acabou de sair, e mostrou expectativas de inflação um ano à frente, subindo bem para 4%, de 3,5%, enquanto para 3 anos à frente caíram um pouquinho, de 3 para 2,9%, e de 5 anos ficaram estáveis, de 2,4%.

Por fim, passando rápido pelos nossos vizinhos, aqui em Latam, na Colômbia, tivemos o primeiro turno das eleições presidenciais nesse final de semana e o candidato Abelardo Espriella, do Partido Defensores da Pátria, recebeu quase 44% dos votos, enquanto Ivan Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro e do Partido Pacto Histórico, conquistou 40,9% dos votos. Ambos vão disputar o segundo turno no dia 21 de junho.

Vindo aqui para o Brasil, semana mais curta por conta do feriado reduz a agenda política em Brasília, que deve acabar focando na definição do relator da 6x1 no Senado e implicações da decisão dos Estados Unidos sobre facções criminosas. Aliás, pesquisa Real Time Big Data acabou de sair do forno e no cenário de segundo turno mostrou o presidente incumbente

45% das intenções de voto e o pré-candidato do PL com 40%, uma abertura de vantagem de 5 pontos do presidente sobre o senador em relação ao levantamento de maio. Em termos de dado, também não muita coisa nessa semana. Destaque para a produção industrial na quarta-feira, que deve mostrar crescimento de 0,6% no mês contra mês, com alta tanto da indústria extrativa como de transformação. E balança comercial de maio no mesmo dia, na expectativa de um superávit de 7,4 bilhões de dólares.

Ainda falando de dados, na sexta a gente teve a divulgação do PIB, do primeiro TRI, que confirmou uma retomada do crescimento na margem, com alta de 1,1% no TRI contra TRI, 1,8% no ano contra ano, ligeiramente abaixo da nossa projeção em 1,2%. A composição veio um pouco mais fraca que o esperado pelo lado da oferta, com surpresa baixíssima em agroindústria de transformação. Ainda assim, olhando a abertura, vale destacar a aceleração dos componentes mais sensíveis ao ciclo de política monetária.

Um ponto muito importante que deve pedir cautela extra do Banco Central nesse momento de corte de juros. A propósito, a gente está soltando agora a nossa revisão de cenário mensal e após a divulgação do PIB e do conjunto de medidas fiscais e creditícias anunciadas recentemente, a gente subiu nossa projeção do PIB nesse ano para 2,1 de 1,9.

Para 2027, a gente continua com 1,7%. Do lado da inflação, a gente também subiu nossa projeção para 5,4% de 5,2% nesse ano, incorporando o maior repasse indireto do choque de petróleo. E para o ano que vem, maior inércia e pressão adicional sobre alimentos devem levar a inflação para 4,5% versus 4,3% previamente esperado. Diante dessa nova piora do quadro inflacionário e da atividade resiliente, naturalmente o espaço para corte de juros fica mais limitado.

Por isso, revisamos a nossa projeção da Selic terminal para R$ 13,75, vindo de R$ 13,25 nesse ano, o que significa somente três cortes adicionais de 25 pontos base. No mais, projeções de taxa de campo inalteradas, bem como de fiscal. No âmbito global, a gente fez um ajuste fino no PIB dos Estados Unidos para R$ 2,4 nesse ano, de R$ 2,6. Mas a principal mudança foi na Europa, onde agora vemos o ICB subindo juros em junho e julho para 2,5%. E aí

por conta dos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio. Você pode acessar nossa revisão do cenário pelo site Itaú Análises Econômicas ou pelo link na descrição desse podcast. É isso por hoje. Bom dia e boa semana.