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29/05/26 | Esperamos crescimento de 1,2% t/t do PIB no 1T26

29 de maio de 20264min
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Análise do cenário do dia com a economista Lorena Dourado.

Assuntos6
  • Fim da escala 6x1Tramitação rápida · PEC Alternativa do PL · Regime flexível baseado em horas trabalhadas · Transição · Mecanismos de compensação
  • Acordo EUA-IrãAcordo preliminar para extensão do cessar-fogo · Programa nuclear iraniano · Donald Trump
  • Classificacao Faccoes TerroristasSanções · Risco país · Clima em Brasília
  • Mercado de Trabalho BrasileiroTaxa de desemprego (PNAD) · Caged · Criação de vagas · Média de três meses
  • Dados de Inflação nos EUACorp. C benigno · Serviços
  • PIB do Brasil (1T26)Crescimento trimestral · Crescimento anual · Setor de serviços · Indústria · Agronegócio · Consumo das famílias · Investimentos · Exportações · Choque do petróleo
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Bom dia, aqui é a Lorena Dourado e esse é o Itaú Views Morning Call do dia 29 de maio. Começando lá por fora, notícias trazem a possibilidade de Estados Unidos e Irã terem chegado a um acordo preliminar para a extensão do cessar-fogo por 60 dias e também acordado pontos sobre o programa nuclear iraniano ontem, mas o martelo ainda não foi batido, depende da aprovação final de Trump.

Palavra da vez é aguardar para ver. Falando sobre o Fed, o tom segue dividido entre membros mais dovish e mais duros, mais hawkish. Williams indicou que a política já está levemente restritiva e vê a inflação ainda pressionada no curto prazo, mas com alívio ao longo do ano, enquanto Musalem trouxe um discurso mais hawkish, mais duro, destacando o risco de confiar demais em ganhos de produtividade e colocando na mesa até a possibilidade de alta de juros se não houver desinflação nos próximos trimestres.

Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, falam Dallis, Schmidt, Bowman e Paulson, o importante é ficar de olho. Ontem, o destaque ficou para o Corp. C, mais benigno do que o esperado, em 0,24% contra o consenso em 0,30%, puxado por serviços, o que, na margem, reduz a probabilidade de uma virada mais agressiva do Fed no curto prazo.

Aqui no Brasil, o noticiário discorre sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar duas facções criminosas como organizações terroristas globais, com a formalização prevista para os próximos dias. A medida amplia significativamente o escopo de sanções, incluindo congelamento de ativos, restrições a transações e penalizações a quaisquer vínculos financeiros.

O movimento já gerou algum ruído doméstico com preocupação sobre a percepção de risco país e do lado político, ponto agora é acompanhar a reação do governo e o clima em Brasília quanto eventuais repercussões na opinião pública nas próximas semanas. Ainda em político, o Globo reporta que o presidente do Senado deu sinal verde para uma tramitação rápida da PEC do fim da escala 6x1 após a aprovação da Câmara. O relator deve ser anunciado já na segunda-feira.

Ao mesmo tempo, o PEC Alternativa do PL já tem 36 assinaturas, sendo a principal proposta da oposição. A principal diferença para a PEC atual é que propõe um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Nesse contexto, a discussão da PEC que foi aprovada na Câmara deve girar em torno do desenho da transição e eventuais mecanismos de compensação, pontos em que a oposição deve pressionar mais. Vale acompanhar o ritmo de tramitação e o grau de consenso em torno do texto final.

Falando de agenda macro, ontem os dados de mercado de trabalho seguiram mostrando um panorama ainda bem aquecido, com a taxa de desemprego medida pela PNAD estável em 5,4%, com o nosso ajuste sazonal. Sem ajuste, na verdade, caiu de 6,1% para 5,8%.

E o Caged, que mede a variação no emprego formal, acabou apontando para a criação de 86 mil vagas em abril, abaixo do consenso em 216 da nossa projeção em 130. Apesar dessa surpresa baixista, quando a gente olha para a média de três meses, ela ainda está rodando num nível bastante robusto em 98 mil, acima do neutro que a gente estima em 60.

Agora, a estrela do dia que vai nos dar mais informações sobre o retrato da atividade nesse início de 2026 é o PIB do primeiro TRI, que sai logo menos às 9 horas e deve vir com alta de 1,2% no trimestre ou 2% no ano contra ano. Pelo lado da oferta, serviços devem seguir resilientes, crescendo 2,2% e a indústria, enfim, começa a se recuperar, crescendo 1,9%.

enquanto o agro tem alta tímida de 2%, se comparando com os 12% que cresceu no mesmo período do ano passado, tudo isso em variações anuais. Pela ótica da demanda, estímulos recentes e emprego e renda em níveis elevados devem sustentar uma reaceleração do consumo das famílias, enquanto investimentos retraem e exportações sobem ajudadas pelo choque do petróleo.

Para terminar, ontem a Petrobras reajustou o preço da gasolina na refinaria em R$ 0,48 por litro, mas esse impacto deve ser em grande parte compensado pela subvenção de R$ 0,44 que foi anunciada pelo governo no início dessa semana. Na prática, a combinação das duas medidas reduz o repasse para o consumidor no curto prazo, funcionando como uma espécie de amortecedor de preço, embora mantendo algum custo fiscal e também levantando dúvidas sobre a sustentabilidade desse tipo de intervenção mais adiante.

É isso por hoje, um bom dia.

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