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25/05/26 | Semana agitada com dados, pesquisas e PEC 6x1

25 de maio de 20264min
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Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.

Participantes neste episódio1
P

Pedro Renaud

HostEconomista
Assuntos3
  • Cenário Econômico InternacionalAcordo no Oriente Médio · Banco Central Europeu · Alta de juros na Europa · Divulgação do PCI nos EUA
  • Crise Fiscal BrasilBloqueio de despesas · Meta fiscal · Resultado primário · Dívida pública
  • Contradição Ambiental de Subsídios a Combustíveis FósseisValores de subvenção
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Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o atual Morning Call do dia 25 de maio. Começando lá por fora, a semana se inicia com uma nova rodada de expectativas positivas sobre o acordo no Oriente Médio, aquele sentimento de agora vai, que já não foi algumas vezes, puxando uma dinâmica mais positiva de preço de ativos, mas ainda sem tanta coisa concreta para celebrar.

Na Europa, o Banco Central entra daqui a poucos dias em período de silêncio, então o mercado vai acompanhar nos próximos dias o que membros falam para tentar cravar se tem alguma alta de juros em junho. A alta da última reunião que sai na quinta deve reforçar a disposição de agir e os números de inflação de maio devem adicionar pressão.

Estados Unidos, foco de dados da semana, divulgação do PCI na quinta. Aqui no Brasil, semana cheia no fronte econômico, daqui a pouco tem pesquisa Focus, que teve data crítica para atualização de projeções de IPCA e Selic na última sexta, então pode vir com movimentos importantes. Eu diria que nela o foco é ver se as projeções de mercado por IPCA em 2028 vão ter alta adicional.

dado o incômodo que o BC tem demonstrado sobre isso, e o pano de fundo da discussão atual no mercado sobre a possibilidade de o Copom ser forçado a pausar o ciclo de calibração. A gente enxerga que a barra para uma pausa é alta, mas de qualquer forma uma Focus Feia hoje pode aumentar as apostas nessa direção, obviamente condicionadas a uma não resolução no Oriente Médio.

No front de dados mais relevantes para o próximo COPOM, que acontece no meio de junho, também tem o IPCA 15 de maio na quarta, que deve mostrar a nova leitura de inflação pressionada, subindo de 4,4% para 4,6% em 12 meses, alta mensal de 0,57%, com passagem aérea começando a incorporar o efeito da guerra e com posição qualitativa desse número piorando com alta dos núcleos de serviços e indústria.

Na quinta também tem GPM e começam os dados de atividade com o PNAD, onde o desemprego deve até subir um pouco, mas ainda em nível muito baixo. E Caged, que a gente projeta mais fraco, mas também em ritmo acima do neutro, mostrando um mercado de trabalho que flerta com perder ritmo, mas ainda está pressionado.

E aí na sexta tem o PIB do primeiro trimestre, que deve vir com forte alta de 1,2% tri contra tri, 2% ano contra ano, com componentes mais cíclicos voltando a acelerar, a despeito dos juros em patamar ainda contracionista, em função de uma série de estímulos que a gente tem presentes na economia, que funcionam como um pé no acelerador enquanto o juro é pé no freio. Esse PIB mais cíclico acelerando também pode pesar nas discussões sobre o Copom.

Na política, tem algumas pesquisas para sair, importante ver se o movimento capturado nas da semana passada continua, ou seja, se a vantagem do atual presidente aumenta nas simulações de segundo turno, ou se o que vimos foi mais um ajuste de nível após o noticiário ruidoso envolvendo o pré-candidato do PL. Ele, a propósito, vai aos Estados Unidos e pode se encontrar com o presidente americano amanhã, segundo os jornais, isso é algo que pode gerar repercussão, mas ainda não está confirmado em agenda oficial.

Em Brasília, a semana deve ser decisiva para a PEC 6x1 na Câmara, com expectativa de votação na Comissão Especial e depois no Plenário. Segundo a CNN, o presidente da República deve se encontrar hoje com o presidente da Câmara para bater o martelo sobre o que vai a voto em termos de regra de transição, onde, lembrando, o governo puxa para uma transição mais curta ou mesmo nenhuma, enquanto o centro e a oposição defendem alguma forma de faseamento.

Isso definido, o Estadão reporta que a aposta é que a votação vai ser unânime nos moldes da mudança do imposto de renda, porque o tema é muito popular para alguém querer ser visto votando contra, principalmente em anos de eleição.

Só para não deixar de comentar, na sexta o governo anunciou um bloqueio de despesas maior do que se esperava na revisão bimestral da trajetória orçamentária. Isso é marginalmente positivo por ajudar a cumprir a meta desse ano, mas não muda muito o quadro fiscal, até porque esse cumprimento de meta se dá oficialmente, mas com vários abatimentos legais.

E, de qualquer forma, o problema não é R$ 20 bilhões para cá ou para lá, que foi o tamanho do bloqueio, e sim a distância entre o resultado primário efetivo, que vai ser na casa de menos 0,5% do PIB, e o resultado primário necessário para estabilizar a dívida, que é mais para perto de 3%. Para terminar, nessa semana o governo deve oficializar os valores de subvenção para os combustíveis. E só para esclarecer um ponto, o Caged sai na sexta-feira, do jeito que eu falei, pareceu que era na quinta. É isso por hoje, bom dia e boa semana.