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21/05/26 | Transição para PEC 6x1 em discussão

21 de maio de 20263min
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Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.

Participantes neste episódio2
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Pedro Renaud

HostEconomista
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Pedro Renault

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Assuntos2
  • Sistema internacional e geopolíticaNegociações EUA-Irã · Guerra no Oriente Médio · Política monetária do Fed · PMIs da Europa
  • Debate sobre a escala 6x1 no BrasilTransição para jornada 6x1 · Redução de horas semanais · Jornada para trabalhadores de alta renda
Transcrição8 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o tal Morning Call do dia 21 de maio. Ontem, o mercado lá fora teve um daqueles movimentos de melhora forte, com base em pouca coisa concreta, uma sequência de manchetes perto da hora do almoço, trazendo o que o presidente americano disse que estão nos estágios finais de negociação com o Irã. Hoje, as notícias vindas do Irã são de que estão em processo de responder a última mensagem enviada pelos Estados Unidos, e é algo que, na visão deles, reduziu as lacunas em alguns pontos.

Importante acompanhar se ao longo do dia vem alguma coisa mais tangível, mas a última nota no Reuters antes de gravar aqui não parece tão boa, traz que o Irã enxerga que o Irã é enriquecido, tem que permanecer no país, o que para acontecer precisaria de concessão dos Estados Unidos, pensando aqui em termos de negociação.

Saindo da guerra, mas diretamente ligado a ela, ontem a ata da última decisão de juros do Fed veio com um viés um pouco mais duro na nossa visão do que a comunicação do dia da reunião. Não teve discussão explícita sobre subjuros nos Estados Unidos, mas falaram no documento que a maioria dos participantes julgou que algum aperto pode se tornar apropriado caso a inflação continue a rodar persistentemente acima da meta de 2%.

Por outro lado, eles também falam que vários participantes acreditam que faz sentido ainda cortar juros nesse ano, caso haja uma resolução rápida do conflito no Oriente Médio, com dissipação clara das pressões de tarifas e de energia. Tudo amarrado na guerra, com o que acontece por lá, provavelmente definindo o gatilho para a próxima reunião, se o Fed vai tirar o viés por queda de juros, falar de juros parados por período mais longo ou mesmo ir direto para alta.

Hoje tem PMIs da S&P, pedidos de seguro-desemprego, como toda quinta, e dados de construção para sair por lá. Falando de PMIs, na Europa vieram feios os de maio, mostrando o pior ritmo da economia em mais de dois anos, com queda do índice agregado de 48,8 para 47,5 pontos, lembrando que tudo abaixo de 50 é consistente com contração.

E aí esse movimento aqui foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que quer o próprio patamar em mais de cinco anos, enquanto a alta dos preços de energia pressiona custo de vida e possivelmente vai levar o Banco Central a subjuros na sua próxima reunião. Aqui no Brasil, seguem fortes as especulações em torno da pré-candidatura do PL e o apoio político após os acontecimentos recentes.

De notícia mais concreta no meio político, no entanto, eu destacaria as notas na Folha e Globo, trazendo que o governo deve ceder nas negociações do fim da escala 6x1, aceitando um período de transição para a mudança das horas trabalhadas. Segundo esses jornais, esse período em discussão é de três anos, mas o governo já gostaria de ver uma redução inicial das 44 horas semanais nos próximos meses. Jornais também trazem que o relator da PEC defende que não haja limite de jornada E isso tudo?

para trabalhadores que ganham acima de R$ 16 mil por mês. Sem dados na agenda, é isso por hoje. Bom dia!

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