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05/05/26 | Ata do Copom em foco

05 de maio de 20264min
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Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.

Assuntos4
  • Dívida Pública BrasilNova rodada · Renda de até 5 salários mínimos · Dívidas em atraso · Cartão de crédito · Cheque especial · Crédito ao consumidor · FGTS · Sites de apostas · Fundo Garantidor de Operações (FGO) · Custo fiscal · Despesa primária · Recursos esquecidos em contas bancárias · Pronamp · Consumo · PIB
  • ATA do COPOMExtensão do ciclo · Taxa Selic · Balanço de riscos · Projeções de inflação
  • Tensão no Oriente MédioTensão na região · Operação dos Estados Unidos · Estreito de Hormuz · Irã · Emirados Árabes
  • Pesquisa eleitoralInstituto Real-Time Big Data · Simulação de segundo turno · Aprovação do governo · Fim da escala 6x1 · Congresso · Redução da maioridade penal · Violência e criminalidade · Ciclo eleitoral
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Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o tal Morning Call do dia 5 de maio. Começando pelo Oriente Médio, ontem em meio a notícias desencontradas, a gente teve de forma concreta um aumento da tensão na região, depois que começou a operação dos Estados Unidos para permitir a saída de navios que estão presos dentro do Golfo, efetivamente gerando disputa pelo controle do Estreito de Hormuz com ataque a barcos militares. O Irã também fez ataques aos Emirados Árabes, isso ajudou a minar as esperanças de cessar fogo na região.

Hoje, nos Estados Unidos, vale prestar atenção no SM de serviços e no JOLTS, ambos às 11 da manhã, e ambos provavelmente com leve recuo com relação aos dados do mês anterior, mas em patamares consistentes com o mercado de trabalho resiliente e com serviços em território positivo.

Aqui no Brasil, foco na ata do Copom, que sai daqui a bem pouco, na qual nós vamos querer ver se tem mais comentários ligados à extensão do ciclo que eventualmente possam levar o mercado a reajustar expectativas para o nível terminal da taxa Selic.

Também é importante ficar de olho no que falam sobre o balanço de riscos em torno das projeções de inflação, lembrando que apesar de o risco nesse momento nos parecer claramente torto para cima, o Copom manteve no comunicado de quarta passada uma descrição simétrica do balanço de riscos, só destacando como fizeram na ata da reunião anterior, que tem uma dose grande de incerteza nesse momento atual.

Ontem o governo anunciou os detalhes da nova rodada do Desenrola e já mandou medida provisória implementando esse programa que vai atender a pessoas com renda de até 5 salários mínimos que tenham dívidas em atraso de 3 a 24 meses no cartão de crédito, cheque especial e crédito ao consumidor.

com descontos que vão variar de 30% a 90%, a depender do prazo, e teto de 2% para a taxa mensal do que for refinanciado com a garantia do FGO. Essas pessoas também vão poder usar até 20% do que tiverem de saldo do FGTS para abater dívida. Quem aderir vai ter CPF bloqueado em sites de apostas por 12 meses. Em termos de custo fiscal... mammate com o Brasil.

o governo vai ter que colocar mais dinheiro no FGO para ele garantir essas operações. O FGO, que é um fundo criado pós-crite de 2008, que ficou realmente ativo a partir da pandemia. Parte do recurso a ser injetado sai direto do Tesouro, a despesa primária, 5 bilhões. Parte vem daqueles recursos esquecidos em contas bancárias, que eu já comentei em outros momentos aqui, num montante de 5 a 8 bilhões, que não configuram despesa do governo, mas cujo uso pode gerar controvérsia.

O primeiro desenrola não teve impacto tão relevante, mas isso em parte teve a ver com questões de burocracia que podem ser mais simples dessa vez. Se o programa tiver sucesso em reduzir o endividamento das famílias, ele pode gerar impulso positivo para o consumo e por tabela para o PIB, mas a gente estima que o dinheiro que já está no FGO e que agora vai ser consumido com desenrola vai deixar de ir para outras coisas que a gente já tinha na conta, programas como o Pronamp.

Então essa notícia não chega a ser algo que nos deixa tão tentados a mudar cenário, pelo menos não nesse primeiro momento, porque o impulso para o PIB deve ser algo na faixa de 0,1, 0,2 pontos percentuais. Fora isso, acabou de sair pesquisa do Instituto Real-Time Big Data com simulação de segundo turno similar à de outras pesquisas recentes, mostrando o presidente com 43% dos votos, um ponto a taso do candidato do PL, que tem 44%.

A pesquisa mostra que o governo tem 42% de aprovação e 52% de desaprovação naquela métrica binária, que é sim ou não. E é interessante que também traz algumas perguntas sobre temas quentes, como o fim da escala 6x1, que recebe 71% de apoio contra 23% de oposição, mostrando que essa é uma discussão que tem seus desafios para passar no Congresso por causa de oposição das empresas, calendário curto, mas que tem um apelo popular relevante.

Agora vale chamar a atenção que dessas perguntas temáticas, a que tem resultado mais consensual é a redução da maioridade penal para 16 anos, com 90% de aprovação. Isso nos mostra que violência e criminalidade devem ter um peso importante nesse ciclo eleitoral. É isso por hoje. Bom dia.