13/05/26 | Governo remove "taxa das blusinhas"
Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.
Pedro Renault
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- Guerra no Oriente MédioHezbollah · Israel · Líbano
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Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o Itaú Views Morning Call do dia 13 de maio. Começando lá por fora, pouca novidade em termos de negociações para o aspecto de paz no Oriente Médio, mas tem notícia na imprensa excelência de que o Hezbollah fez ontem o maior ataque de drones desde o início da guerra e que Israel começou bombardeios no sul do Líbano como retaliação.
Hoje, lembrando, começa mais tarde o encontro previsto para durar dois dias entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira de lá. O mercado vai para esse encontro com baixas expectativas de grande progresso. Passando pelos Estados Unidos, ontem o CPI veio mostrando inflação ao consumidor um pouco acima do que o mercado esperava em abril, em linha com as nossas expectativas, subindo 0,64% no índice cheio e 0,38% no núcleo, onde o mercado esperava 0,3%.
E aí com esses números indo respectivamente para 3,8% e 2,8% ano contra ano. Essa surpresa para cima reforça a nossa leitura de que o Fed vai ter dificuldade para cortar juros nesse ano. O PCI que sai mais para frente e é o dado de inflação que o Fed acompanha com mais carinho também deve vir salgado.
com o núcleo que a gente estima preliminarmente em 0,35% no mês, mas isso podendo mudar um pouco hoje, depois da divulgação do PPI, que vem com alguns preços no atacado que são relevantes para essa conta do PCE. Aqui no Brasil, o IPCA saiu bem em linha com o esperado ontem.
Dá para dizer que foi um não-evento para o mercado, com alta de 0,67% em abril, acelerando de 4,1% para 4,4% ano contra ano, com piora dos núcleos de inflação, serviços subindo de 5,4% para 6% na média desazonalizada dos últimos três meses, e industriais indo de 4,1% para 4,8% na mesma métrica, em ambos os casos sem muita surpresa.
O que chamou a atenção em termos de itens e de vindoar, para cima foi a parte de alimentação no domicílio e gás de cozinha. O que surpreendeu para baixo foi gasolina, porque a alta inclemental foi menor do que se esperava depois da pancada do mês anterior. E produtos de vestuário e higiene pessoal que são mais sensíveis a câmbio provavelmente tiveram uma ajuda do real mais apreciada e acabaram surpreendendo para baixo também.
Hoje o dado da vez é a pesquisa mensal do comércio, que vem daqui a pouco, com queda de 0,2% no varejo ampliado e alta de 0,1% no varejo restrito, que exclui veículos, material de construção e atacado de alimentos. Essas são nossas projeções por mês contra mês, praticamente de estabilidade.
mas com números ano contra ano que vão se lá bastante, de menos 2,2% em fevereiro para mais 5,5% em março no ampliado e de mais 0,2% para mais 3% no restrito. Isso por causa do efeito do carnaval que foi em março no ano passado, mas em fevereiro agora em 2026.
Ainda no fronte de divulgações, o Instituto Quest solta uma nova pesquisa eleitoral. Em Brasília, a Comissão Especial das PEC 6x1 tem mais uma sessão e houve o início da Secretaria-Geral da Presidência. Mas o foco em termos de medidas hoje fica para a MP assinada pelo governo.
para reverter a infame taxa das blusinhas, que é o imposto de importação de 20% sobre compras online de até US$ 50, que foi implementado mais para o início desse mandato presidencial. Em uma pesquisa recente, o Instituto Atlas mostra que essa cobrança se destaca como a medida mais impopular do governo.
Então, a derrubada da taxa a partir de hoje pode ter implicações nas sondagens eleitorais à frente. Jornais se percutem à estratégia política do governo, destacando a insatisfação de partes do comércio e da indústria. Em nota, a Folha traz que as equipes técnicas da Fazenda foram contra a medida. A Veja também reporta que a oposição ainda se organiza para reagir à derrubada da taxação, que é algo que eles criticavam até aqui. É isso por hoje. Bom dia.