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14/05/26 | Mercado repercute ruído político

14 de maio de 20263min
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Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.

Participantes neste episódio1
P

Pedro Renault

HostEconomista
Assuntos5
  • Linguagem e escândalos em BrasíliaPesquisa Quest · Áudio vazado · Candidato da oposição · Banqueiro envolvido em escândalos
  • Inflação e Política MonetáriaPPI · CPI · Kevin Walsh · Banco Central dos EUA
  • Impacto Econômico da Crise GeopolíticaReunião China-EUA · Oriente Médio · Guerra com o Irã
  • Contradição Ambiental de Subsídios a Combustíveis FósseisMedida provisória · Gasolina · Diesel · Ministério da Fazenda
  • Programa Desenrola BrasilVarejo de março · PIB
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Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o tal Morning Call do dia 14 de maio. Começando lá por fora, a reunião entre os presidentes da China e Estados Unidos divide espaço com pouco progresso em termos de estabilização no Oriente Médio. São dois assuntos que se conectam porque dessas reuniões podem surgir alguns sinais de cooperação entre as duas potências para acabar a guerra com o Irã.

Nos parece, no entanto, otimismo demais esperar que surja algo concreto. A China provavelmente pediria coisas em troca que os Estados Unidos dificilmente vão topar, mas dá pra dizer que apesar da baixa expectativa, tem mais risco de sair notícia boa do que ruim desse encontro. Nos Estados Unidos, ontem o PPI veio surpreendendo pra cima, como fez o CPI, com preços ao produtor subindo ao maior ritmo dos últimos quatro anos, batendo 6% ano contra ano.

e confirmando a nossa leitura de que mais à frente vem um PCI salgado. Também ontem o Senado confirmou a indicação do Kevin Walsh para o Banco Central, o novo Cher, que tem uma leitura de que ganhos de produtividade poderiam até justificar juros mais baixos por serem desinflacionários, mas não é alguém que nos parece que vai fazer vista grossa para a pressão inflacionária vindo do choque atual. Em grande medida por isso, a gente deixou de esperar aquele corte de juros na segunda metade do ano, que era o nosso cenário pré-guerra.

Aqui no Brasil, ontem veio pesquisa Quest, mostrando melhora do presidente em termos de aprovação e simulações de segundo turno, com empate técnico com o pré-candidato do PL, mas hoje 99% do foco político fica sobre o áudio que vazou na tarde de ontem.

com trecho de conversa entre o principal candidato da oposição e o banqueiro envolvido nos escândalos recentes. Os jornais especulam os potenciais e efeitos para a campanha do pré-candidato, que já veio a público e afirmou que o contato entre os dois se restringiu ao financiamento privado para um filme.

Ainda não dá para fazer grandes prognósticos sobre implicações dessa história. O mercado vai querer ver a reação dos atores políticos e é feito em pesquisas, onde aqui vale mencionar que tem uma data folha marcada para amanhã, mas ela não deve ser termômetro bom porque a sondagem já estava em campo antes de surgir a notícia.

Fato é que ano de eleição sempre traz volatilidade e esse estava até um pouco atípico com ativos locais só seguindo as tendências globais. A última vez que teve algo mais intenso de ruído doméstico foi dezembro. Chegando mais para perto do pleito, fica difícil descartar que a gente possa ter outros episódios desse tipo.

Ainda na política, ontem o governo publicou medida provisória autorizando nova subvenção para combustíveis, inclusive gasolina. Os parâmetros exatos e o custo decorrente ainda dependem de portaria a ser publicada pela Fazenda, mas em coletiva de imprensa foram mencionados 40 a 45 centavos para gasolina e 35 para o diesel, com estimativa de custo mensal na faixa de 2,7 a 2,9 bilhões, isso dando um passo adicional para concretizar o que já tinha se prometido de consumir.

a receita extraordinária trazida pela alta do petróleo, com medidas para reduzir a pressão de preços ao consumidor. Mas vale destacar que isso não necessariamente vira alívio na bomba de combustível, porque ainda tem muita defasagem de preço na refinaria, então é possível que a subvenção mais reduza as chances de alta adicional dos preços ao consumidor.

No front de dados, ontem o varejo de março veio mais forte do que o esperado, teve alta de 0,5% mês contra mês no índice restrito e 0,3% no ampliado, o consenso estava em 0 e 0,1% respectivamente. No agregado do trimestre, o varejo ampliado cresceu 1,3% e o nosso tracking para o PIB como um todo está em 1,2% tri contra tri, 2% ano contra ano. É isso por hoje, bom dia!