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15/05/26 | Reuniões entre EUA-China terminam sem grandes novidades

15 de maio de 20262min
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Análise do cenário do dia com o economista Pedro Renault.

Participantes neste episódio1
P

Pedro Renaud

HostEconomista
Assuntos4
  • Reuniões EUA-ChinaReuniões entre EUA-China · Guerra no Golfo
  • O Papel do Centrão na Política BrasileiraÁudio vazado · Pesquisas eleitorais · Pré-candidato do PL
  • Efeitos da RaivaEstreito de Ormuz · Preço de petróleo · Urânio altamente enriquecido · Irã
  • Estatisticas IBGEPIB do primeiro TRI · Base de comparação · Carnaval · Serviços prestados às famílias
Transcrição7 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia, aqui é o Pedro Renaud e esse é o tal Morning Call do dia 15 de maio. Começando lá por fora, terminou a visita do presidente americano à China sem trazer grandes novidades, ou seja, justificando as baixas expectativas que o mercado tinha. Houve várias postagens em rede social, mas nada muito concreto que mude o status da relação entre os dois países ou tem implicação prática para a guerra no Golfo. Na verdade, para o conflito, o que parece importar mais hoje é a declaração mais recente do presidente americano dizendo que os Estados Unidos não precisam que o Estreito de Ormuz seja reaberto e o que parece que o Estreito de Ormuz seja reaberto.

puxando o preço de petróleo para cima, por não mostrar pressa ou proximidade de uma resolução. Mas vale comentar que ele também falou que os Estados Unidos não precisam retirar o urânio altamente enriquecido do Irã, a não ser por uma questão de relações públicas. E aí não dá para tomar muito a valor de face, mas isso pode indicar uma linha vermelha a menos do lado deles para negociações à frente.

Aqui no Brasil, repercussão do áudio vazado de quarta-feira ainda muito em foco, dominando todo o resto em termos de noticiário político, que hoje repercute a participação do pré-candidato do PL em um programa de TV para abordar o assunto. Como eu mencionei ontem, nas próximas semanas o mercado deve ficar bem sensível a como evoluem as pesquisas. Nesse sentido, vale comentar que tem uma data-folha que pode ser divulgada a partir de hoje.

mas ela ainda não deve ser um termômetro tão preciso dos acontecimentos recentes, porque o Instituto começou as sondagens, foi a campo, antes do áudio virar público. No front de dados, daqui a pouco tem os dados de serviços do IBGE, que fecha o conjunto dos principais indicadores que a gente usa para calcular o PIB do primeiro TRI.

A nossa estimativa para esse número é recuo de 0,1% em março, alta de 4,3% ano contra ano, vindo de alta de 0,1% no mês contra mês e 0,5% no ano contra ano, no número de fevereiro, repetindo aquele padrão visto nas vendas do varejo, onde o ano contra ano dá esse salto para cima em março por causa da base de comparação, porque o carnaval foi em março em 2025 e em fevereiro em 2026.

Para a linha de serviços prestados às famílias, que é a que entra com mais peso no nosso tracking para o PIB, a projeção é alta de 0,2% no mês, 2,4% na comparação anual. Esse tracking, lembrando, se encontra em 1,2% de crescimento trimestral, 2% ano contra ano.

O Brasil tem tido, nos últimos tempos, primeiros trimestres muito fortes. A sazonalidade do dado de PIB parece ter mudado um pouco, mas se a gente olha para essa evolução ano contra ano, o ritmo de 2% não é muito diferente do que nós vimos durante a segunda metade do ano passado, vindo de uma média mais próxima de 3% no primeiro semestre. É isso por hoje. Bom dia.

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