Nuszhuz: O pouso na Lua desafia o Islã
Leia o texto dela, inglês: Islam’s Moon Landing Problem
Entrevista com a Nuszhuz, ative o português nos áudio, dublagem usando IA: Leaving Islam with Nushuz
Trazendo as questões do ateísmo em debates! Escute no Spotify!
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- Cosmologia Islâmica vs. CiênciaArquitetura clássica do cosmos no Islã · Sultã (permissão divina) · Jornada de Maomé (Isra e Mirage) · Pouso na Lua pela NASA · Choque de realidade científica
- Custo humano de questionar dogmasApostasia como crime · Separação entre Estado e religião · Perda de poder letal da religião · Busca pela verdade e coragem
- O ensaio 'Islam's Moon Landing Problem'Impulsionamento orgânico do Medium · Crítica ao modelo cosmológico islâmico · Teste de estresse do modelo
- Reações ao pouso na Lua no mundo islâmicoBoato da conversão de Neil Armstrong · Mecanismo de defesa coletivo · Tentativa de assimilação psicológica · Negação e teorias da conspiração · Intervenção do Departamento de Estado dos EUA
- O livro 'Born a Burden' de NushuzInfância das meninas na cultura islâmica · Dúvidas na vida adulta · Violência contra quem deixa o Islã · Coragem de falar abertamente
- Oração na Estação Espacial InternacionalGeometria da oração no espaço · Dificuldade de apontar para Meca · Decreto do Conselho Nacional de Fatuá · Ritual desenhado para mundo plano
- Exploração EspacialImpacto em crenças modernas · Primeiros passos em Marte · Verdades absolutas deixadas na Terra
- Julgamento do MacacoEnsino da evolução humana · Lei Batur · Julgamento de Scopes
E 1925, na cidade de Dayton. Skull, jovem mestre, aceitou o vão. A lei Batur dizia que não se podia ensinar que o homem veio do animal. Os jornais chamaram de julgamento do macaco. A cidade virou palco, grande espetáculo. Não era só fé contra a ciência, era sobre raça, poder e consciência.
O que conecta o astronauta Neil Armstrong, um corcel místico chamado Burak, o algoritmo de curadoria da plataforma Medium... Que é uma mistura bem inusitada, né? Pois é. E ainda tem mais, o novo livro de um PHD brasileiro. O que liga tudo isso? Olha, parecem peças de quebra-cabeça de caixas diferentes. Exato. Mas a missão da nossa análise de hoje é justamente desbravar essa conexão. Certo? Vamos desempacotar tudo isso? Vamos lá.
A gente vai fazer um mergulho profundo no ensaio chamado Islam's Moon Landing Problem, escrito por Nuxos. E a gente vai explorar esse choque fascinante entre uma cosmologia religiosa fechada e um universo científico aberto. E para isso, a gente vai usar uma seleção bem curada de ideias e textos do autor Jorge Guerra Pires. Mas, antes da gente dar o primeiro passo nesse território, eu preciso fazer um aviso muito importante para quem nos ouve. Manda ver.
O material que a gente vai analisar hoje lida com temas religiosos, políticos e bem sensíveis. Então, é vital deixar claro que nós não estamos tomando nenhum partido, sabe? Não estamos endossando pontos de vista.
Aham, com certeza. A ideia não é atacar ninguém. Isso. O nosso objetivo é única e exclusivamente relatar, de forma totalmente imparcial, as vivências, os argumentos baseados em evidências da autora original e o conteúdo exato das fontes que a gente tem. A intenção é estimular o pensamento crítico de quem acompanha a gente.
Maravilha, acho que é o tom perfeito para a gente começar. E antes de a gente literalmente decolar para o espaço sideral, a gente precisa ancorar a fonte dessas informações, né? Exato! Apresentar quem fez a curadoria desse material. Isso. A gente vai basear muito da discussão nos textos e na curadoria do Jorge Guerra Pires. Ele é um PhD, um pesquisador e escritor independente que, olha, é apaixonado por biologia, matemática, programação.
Ele tem um currículo bem extenso, né? Nossa, muito. Ele já foi pesquisador em instituições de peso, tipo a Universidade de Láquila, lá na Itália, a Universidade Técnica de Gdansk, na Polônia, e aqui no Brasil passou pela UFU, USP, UFBA, Fiocruz.
Caramba, rodou bastante. Rodou. E hoje ele foca em obras que tentam unir ciência, crítica social e filosofia. E ele tem uma dica bem legal para quem nos ouve no Spotify. Qual é a dica? Ele sugere configurar o aplicativo para baixar automaticamente os episódios ou simplesmente favoritar os mais de 10 podcasts diferentes que ele tem. Ah, entendi. Daí o próprio app organiza tudo.
Exatamente. O Spotify vai tocar tudo em sequência na timeline da pessoa. É super prático. Ou, para quem prefere vídeo, os áudios também vão direto para o canal dele no YouTube, que é Jorge Guerra Pires, PHD. E ele também está lançando um livro novo agora, né? O Paradoxo de Einstein, Ciência, Ética e o Deus Cósmico.
Isso mesmo, é o livro 2 da série Mente Ateísta. Já está nas lojas da Amazon e logo vai ter formato impresso. Mas a versão em áudio e livro já está disponível no Google Play e no Google Books.
O que é ótimo, porque revolucionou muito a forma como as pessoas consomem conteúdo. Nossa, nem me fale. Ele até dá a dica de ouvir caminhando ou fazendo tarefas domésticas. E eu confesso que ouvir audiolivros enquanto eu lavo roupa é tipo um hack de produtividade que parece viagem no tempo para mim.
Transforma uma tarefa monótona num mestrado informal, né? E sobre a versão da Amazon, vale lembrar que dá para ler no smartphone também, não precisa ter um Kindle físico. Exato. Mas voltando para o conteúdo do livro, ele vai muito além de ser só uma biografia do Einstein, embora tenha uma sessão de anexos bem rica sobre ele. O texto principal tenta responder a uma pergunta bem incômoda.
Que é porque figuras públicas fogem do rótulo de ateu. Isso. Tipo, aqui no Brasil isso ainda é muito vivo. Famosos como o Leandro Karnal ou o Drauzio Varela, por mais que tenham discursos super racionais, eles raramente cruzam certas linhas na mídia. É um estigma muito forte, né?
Demais. O livro questiona, por exemplo, o caso do Daniel Sotomayor. Ele debateu religião ao vivo na Globo e depois praticamente sumiu do grande espaço midiático.
enquanto outras figuras têm um espaço enorme garantido. Pois é. O livro compara isso com líderes como o pastor Silas Malafaia, que tem a cara de pau de pedir um avião aos fiéis na televisão, sabe? A provocação é, por que assumir que é ateu é tratado como algo muito mais tóxico do que ter um comportamento abusivo como líder religioso?
Se a gente conectar isso a um cenário maior, essa dificuldade, esse estigma de questionar dogmas que o livro do Jorge aborda, é o gancho perfeito para a nossa fonte principal de hoje. Que é a Anushu's. Exatamente. Porque se no Brasil o custo é a rejeição social ou midiática, para Anushu's o preço de questionar o sistema foi muito mais visceral. Ela é autora do livro Born a Burden, Breaking Free from Islam, Tradition and Silence, que também está na Amazon.
Que título forte. Nascida a um fardo, numa tradução livre, né? Sim. E no livro, ela relata como a infância das meninas na cultura dela é marcada por um status secundário, relata todas as dúvidas que surgem na vida adulta e, principalmente, a violência extrema contra quem decide deixar a religião. E o Jorge fez uma resenha super interessante sobre esse livro lá na Amazon. Ele diz que, mesmo sendo do Brasil e não de um país islâmico, ele aprendeu muito com a obra dela.
Eu li essa resenha. Ele elogia bastante a coragem dela, né? Muito. Chamou a atenção dele foi a coragem de uma mulher falar abertamente, ancorada em evidências e na experiência de vida dela, e não só jogando slogans para o ar. É uma postura científica.
Exato. Ele até recomenda o livro para ateus e secularistas. O argumento dele é que, se a gente vai criticar sistemas como o Islã, a gente tem que fazer isso com conhecimento real, não com ignorância. E a Nuxos tem muita honestidade intelectual. E o impacto do trabalho dela é tão visível que ela chegou a participar ao vivo do podcast Scientists Free from Religion, lá no canal Mente Ateísta.
Verdade. O YouTube até fez aquela dublagem automática de inteligência artificial em mais de 20 idiomas para esse vídeo, incluindo o português.
Mas o grande feito que nos traz aqui hoje foi com a plataforma Medium. A Nuxos escreveu um ensaio chamado Islam's Moon Landing Problem. O problema do pouso na lua do Islam. Isso. E esse ensaio foi escolhido pela própria equipe do Medium para receber um boost, um impulsionamento oficial da plataforma. Tá, mas espera um pouco. Eu sou meio cético com essas coisas. Esse tal de boost não é apenas uma daquelas ferramentas pagas onde qualquer um vai lá, passa o cartão e compra espaço na plataforma?
Olha, é uma dúvida justa, mas não, não é. A gente checou as diretrizes de distribuição deles, esse boost não pode ser comprado de jeito nenhum. Ah, é puramente orgânico, então. Puramente por mérito. É uma equipe de curadores humanos que seleciona. Eles buscam histórias que sejam super originais, que realmente enriqueçam a vida de quem lê. E o mais importante hoje em dia, eles garantem que o texto não foi gerado por inteligência artificial.
Ah, legal. Isso com certeza atesta o peso do trabalho dela. Mas vamos lá. Aqui é onde a coisa fica realmente interessante. Qual é o grande problema entre a cosmologia islâmica e a chegada do ser humano à Lua?
Para entender isso, a gente precisa olhar para a arquitetura clássica do cosmos, segundo o Islã, como a Nushu descreve no texto. Não é só uma metáfora, sabe? É descrito como algo físico. Tipo um prédio. Tipo isso. São sete céus empilhados fisicamente uns sobre os outros. E tem guardas celestiais vigiando as fronteiras, tem grandes corpos de água entre as camadas.
E as estrelas que a gente vê no céu à noite, elas entram onde nisso? Teriam atiradas contra demônios ou jeans que tentassem acessar os andares superiores sem autorização. Nossa, é uma visão super literal e militarizada do universo. Totalmente. E o conceito-chave de tudo isso é o sultan.
Sultã, a permissão divina. Exatamente. O texto sagrado diz que nada, nem humanos nem demônios, podem atravessar os limites desses céus sem essa autorização expressa, o sultã. Entendi. E a grande prova de que esse sistema funcionava para eles é aquela jornada famosa do profeta Maomé, né?
O evento chamado de Isra e Mirage. A tradição ensina que ele voou fisicamente de Meca até Jerusalém, montado no buraque. Que é aquele corcel mítico. Isso. E de lá de Jerusalém, ele teria subido através desses sete céus. Ele encontra Jesus num andar, Moisés no outro, Abraão lá em cima. E é nessa viagem que ele negocia a redução das orações diárias. Eram 50 orações e caíram para 5, não é isso? Exato. Exato.
E o ponto da Nuchus é, isso não é ensinado como uma lenda ou uma metáfora espiritual. É ensinado como um fato geográfico e histórico literal para as crianças. E aí corta para julho de 1969.
A NASA lança a missão Apolo 11, o ser humano pisa na Lua. Mais tarde, telescópios como James Webb olham a bilhões de anos-luz de distância e o que eles encontram? Só vácuo. Só vácuo. Um vácuo em expansão, o brilho térmico do Big Bang, mas absolutamente nenhuma arquitetura física. Nada de firmamento trancado, nada de água cósmica, nada de guardas celestiais pedindo sultão.
É um choque de realidade. Cara, é como se você tivesse a planta arquitetônica de uma fortaleza supostamente impenetrável e aí alguém pilota um drone exatamente através de onde as paredes de tijolo deveriam estar de acordo com aquele mapa. E passa direto, sem bater em nada. Exato. A física simplesmente saiu do chat. A estrutura literal não estava lá.
E o que eu achei brilhante na análise do Chus é que ela desmonta aquela desculpa clássica dos teólogos. Muitos tentam dizer, ah, mas o voo do buraque foi um milagre movido por fé, enquanto o foguete usou combustível líquido, então não dá para comparar. Eles tentam mudar o foco do debate. Sim.
Mas ela diz que é um teste de estresse do modelo. Não importa o método de propulsão, se o seu livro sagrado diz que o universo é um prédio com portas trancadas, esse modelo não sobrevive ao contato com uma humanidade que voa através desse teto sem nunca ter pedido a tal permissão divina.
E o problema não é como eles viajaram, mas por onde eles viajaram. Isso. Mas me diz uma coisa. Quando a missão Apolo aconteceu e cruzou essas supostas fronteiras sagradas, qual foi a reação? Houve uma negação imediata?
Curiosamente, a primeira reação não foi dizer que a viagem era mentira. Foi uma tentativa quase desesperada de assimilação psicológica. Anúcios relata no ensaio um boato fortíssimo que se espalhou pelo mundo islâmico indo lá do Egito até a Malásia.
E o que dizia esse boato? Dizia que o Neil Armstrong, enquanto estava lá andando na superfície da Lua, teria escutado o som do Adão. O Adão? Aquele chamado cantado para oração que toca nas mesquitas? Esse mesmo. A história contava que ele ouviu isso na Lua e ficou confuso. Tempos depois, visitando o Egito, ele teria escutado o som de novo, reconhecido e se converteu ao Islã na mesma hora.
Mas espera, não estou entendendo. Ninguém parou para perguntar como o som se propaga no vácuo do espaço? O ar não existe lá para carregar onda sonora. É silêncio absoluto. O que é fascinante aqui é que as pessoas não precisavam da lógica física. A acústica não importava. Elas precisavam que o boato fosse verdade para proteger a própria visão de mundo. Como um mecanismo de defesa coletivo.
Totalmente. Vamos pensar na lógica deles. A televisão mostrou que o pouso aconteceu. Era inegável. Mas o Alcorão exige o sultã, a permissão. Certo. Então, a única reconciliação lógica para a mente deles era de que Deus secretamente tinha dado a permissão para a NASA.
E a conversão do Armstrong seria o recivo dessa permissão. A Idalua foi transformada num milagre islâmico retroativo. Sacrificaram a ciência para salvar o modelo cosmológico. Caramba, isso é um malabarismo mental de proporções épicas. E, obviamente, o Armstrong negou isso, né?
Sim, ele negou isso a vida inteira. Chegou num ponto tão absurdo que, em 1983, o Departamento de Estado dos Estados Unidos precisou intervir oficialmente. Eles emitiram comunicados diplomáticos para todas as embaixadas no Oriente Médio e na Ásia para desmentir formalmente a história de que ele tinha se convertido.
Nossa, virou assunto de Estado americano. E eu imagino que quando esse boato caiu por terra, a negação total deve ter assumido o volante. Exatamente. Quando a tentativa de apropriação falhou de vez, vieram as teorias da conspiração. Passaram a dizer que a NASA forjou tudo para enganar o mundo islâmico. Ah, o pacote clássico de conspiração.
Pois é. Acharam detalhes como o fato do Buzz Aldrin ter levado uma pequena bandeira maçônica na missão, o que é um fato histórico mesmo, e juntaram com outras coisas, tipo dizer que o número de telefone do presidente Nixon era 6666666. Sério? Aham.
Tudo para construir uma narrativa de um complô maçônico e satânico. Se não podiam tomar o crédito cósmico, então a viagem inteira era uma fraude do demônio.
É um nível de dissonância cognitiva quase assustador. E o mais doido é que você percebe que esse embate não parou lá com o Apolo 11 nos anos 60. O modelo cósmico antigo continuou batendo de frente com as missões modernas. Com certeza, o choque continua até hoje. O ensaio cita aquele caso da Estação Espacial Internacional, não cita? Sim, o caso do astronauta da Malásia, o Sheikh Muzaffar Chukor. Isso foi em 2007, quando ele foi selecionado para ir para a ISS.
E qual foi o problema dessa vez? A geometria da oração simplesmente quebrou no espaço. Como assim? A religião exige que o fiel ore cinco vezes ao dia, sempre voltado fisicamente na direção de Meca, baseado na posição do sol. Tá, na Terra isso é tranquilo.
Mas na ISS, um dia inteiro dura só 90 minutos, porque a estação está orbitando muito rápido. Então o Sol nasce e se põe continuamente. Além disso, a direção geométrica de Mecca está girando em todas as direções possíveis enquanto você flutua no espaço.
É como tentar usar as regras de xadrez para jogar uma partida de tênis, sabe? Bem isso. Se você remove a pessoa daquele ponto fixo terrestre, o sistema não se adapta, ele entra em curto circuito. E eu ouvi dizer que eles acionaram o conselho religioso para resolver isso. Exato, o Conselho Nacional de Fatuá. Eles precisaram emitir um decreto especial para o astronauta. E o que eles disseram?
Foi uma resposta burocrática bem pragmática. Disseram, aponte para a Meca se puder, se não der, aponte para a Terra. Ou para qualquer direção, só faça o seu melhor. Carre qualquer direção. Isso é a prova clara de que o ritual foi desenhado para um mundo plano, né? Um mundo onde sair do planeta não era sequer uma categoria que existia na mente de quem escreveu os textos.
E quando perguntaram sobre a viagem à Lua para o Comitê Permanente da Arábia Saudita, sabe o que eles fizeram? O quê? Escolheram o silêncio. Preferiram a diplomacia agnóstica do silêncio e aconselharam os crentes a simplesmente pararem de falar sobre o assunto. Finge que não existe para não ter que lidar com a falha estrutural. Exato. Isso prova que todo o sistema de adoração deles pressupõe um ponto de vista terrestre fixo.
O pouso na Lua não foi um teste da fé em si, foi um teste do modelo físico do universo que a fé apresentava como absoluto e, infelizmente para eles, o modelo simplesmente falhou. E chegando ao encerramento dessa nossa jornada de hoje, a gente precisa voltar para o elemento humano que a Ana Schultz abordou na entrevista dela. Porque apontar que o modelo falhou não é um exercício teórico de física, tem um custo de vida.
Um custo gravíssimo. Na entrevista para o Canal Mente Ateísta, ela deixa claro que não largou a religião por uma rebelião adolescente. Foi guiada pela razão. Ela estudou a fundo os próprios textos e viu essas inconsistências científicas que a gente conversou e também o tratamento secundário que há dado às mulheres pela doutrina.
E é bom lembrar o que está em jogo, né? Sim. Deixar o Islã, cometer apostasia, em muitos desses países, não é só mudar de igreja no domingo. É uma questão literal de vida ou morte. É crime. Exato. Ela argumenta muito bem que a evolução social só acontece quando existe uma separação de verdade entre o Estado e a religião.
Como aconteceu no Ocidente, né? Exatamente. Ela aponta que a igreja aqui no Ocidente não evoluiu porque decidiu mudar os textos sagrados de boa vontade. Ela parou de queimar pessoas na fogueira porque o secularismo impediu legalmente que ela fizesse isso.
Tirou o poder letal das mãos dela. Isso, e é essa separação entre lei civil e crença religiosa que faz tanta falta em várias nações hoje. E reforçando aqui para quem nos ouve, essa é a visão vívida e analítica da autora. O nosso foco não é atacar crentes, mas olhar friamente para o impacto real quando pessoas normais decidem questionar dogmas em estados que misturam religião e código penal.
Isso levanta uma questão importante se a gente puxar aquele gancho inicial do Brasil. Então, o que tudo isso significa para o nosso contexto? Significa que a busca pela verdade cobra um preço. Seja apontando para um clérigo que um foguete atravessou o céu sem pedir permissão a Deus, ou debatendo no Brasil a necessidade de um espaço público livre de imposições religiosas. A honestidade intelectual demanda muita energia.
O que Anuxos prova e o que o livro do Jorge Guerra Pires levanta é que exercitar o pensamento crítico e a razão exige muita coragem. Uma recapitulação muito precisa. A gente começou descobrindo o porquê figuras brasileiras rejeitam rótulos no livro do Jorge, viajamos pela curadoria que trouxe a voz da Anuxos até nós,
Vimos um foguete quebrar a cosmologia medieval dos sete céus, passamos pelos boatos do Neil Armstrong no Egito, a ginástica para rezar na estação espacial e terminamos vendo o custo humano profundo de quem escreve sobre essas rachaduras. E eu queria deixar uma reflexão para a nossa audiência terminar de digerir.
se a exploração básica do nosso sistema solar inevitavelmente despertaçou cosmologias antigas que foram desenhadas para o mundo estático. O que vai acontecer com as nossas crenças modernas mais profundas quando a humanidade finalmente der seus primeiros passos em Marte? Caramba! Que outras verdades absolutas a gente vai ter que deixar para trás na Terra?
Essa é a provocação perfeita para encerrar o nosso mergulho. Fica o desafio mental para todo mundo e um agradecimento caloroso a todos que acompanharam a gente até aqui.
Não deixem de conferir os livros na Amazon, viu? Isso. Procurem pelo formatório livro de O Paradoxo de Einstein no Google Play. Escutem a entrevista da Nuxos dublada lá no YouTube do Mente Ateísta e sigam os podcasts e o canal do Jorge Guerra Pires. Vale muito a pena. Vale demais. Continuem curiosos, continuem questionando e a gente se vê na próxima análise. Tchau, tchau. Tchau, pessoal.
Em 1925, na cidade de Dayton, Scope, jovem mestre, aceitou o vão. A Aleibatua dizia que não se podia ensinar que o homem veio do animal. Os jornais chamaram de julgamento do macaco.
Música
O dia tem lua, sem fé dizia Brian O saber é mau, porta aberta, o caos caminho fatal Darrow chegou, o agnóstico gigante Defensor da razão, do direito constante Vila lei, ataque, a liberdade Uma tiocracia sobre a humanidade Todos ao gramado, calor insuportável Darrow desafia Brian, ato notável Pergunta sobre Noé, Jouso é criação Seis dias de lúvio era interpretação
Praia admitiu, os dias eram longos Muralha do literalismo caiu com sons Derrota moral, mas a lei ainda figurava Impacto cultural que a América sentia Escópolis pagou, luta depois anulada Pela suprema corte, questão técnica aplicada O julgamento deixou marca e lição Tu pois lembrava, democracia em avaliação Oh, avaliação
Evaliação. Evaliação. Evaliação.
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Livro 'O Paradoxo de Einstein'A Revolução Ateísta