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Secretaria da Cultura do RS avalia Cultura 24 Horas | Página Rosa: 4ª Temporada

09 de maio de 202613min
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Dia de Cultura 24 Horas por aqui! Em uma edição especial e mais longa, o Página Rosa realizou uma conversa emocionante entre um dos organizadores do evento, o produtor cultural Jardel Bassi, a coordenadora da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, Kamila Domeraska, e dois representantes da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul.

Em visita ao principal festival de cultura independente do Norte do Estado, o coordenador do Sistema Estadual de Cultura, Ruben Oliveira, e a coordenadora de Diversidade e Cultura Popular, Luciane Barbosa, avaliaram a importância do Cultura 24 Horas e, inclusive, projetaram caminhos para o projeto no RS.

Mais informações, em primeira mão, você confere no áudio...

Participantes neste episódio6
C

Candice Campos

HostApresentadora
J

Jardel Bassi

ConvidadoProdutor cultural
J

João Pedro Tartari

ReporterRepórter de cultura
K

Kamila Domeraska

ConvidadoCoordenadora da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos
L

Luciane Barbosa

ConvidadoCoordenadora de Diversidade e Cultura Popular
R

Ruben Oliveira

ConvidadoCoordenador do Sistema Estadual de Cultura
Assuntos3
  • Virada Cultural SPAvaliação do evento pela Secretaria da Cultura do RS · Importância do evento para o interior do RS · Diversidade de artistas e público · Projetos sociais e culturais apresentados · Reconhecimento do evento como patrimônio da cidade
  • Desenvolvimento CulturalLevar a experiência do Cultura 24 Horas para outros municípios · Aproximação da Secretaria de Estado com os municípios · Reconhecimento do território e sua produção cultural
  • Cultura e SociedadeCultura a serviço da vida e dignidade social · Cultura como ferramenta de autoestima e bem-estar · Cultura como saúde e educação
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Eu sou Candice Campos. Eu sou Jardel Bassi. Os idealizadores e produtores do Cultura 24 Horas. E você ouve agora... Página Rosa. O teu canal de cultura e arte.

Bom, a gente está em época de Cultura 24 Horas e aproveitando algumas presenças estaduais aqui na Casa da Cultura de Marau, eu vou aproveitar para fazer uma edição especial aqui do Página Rosa, recebendo por primeiro o Jardel Bassi, um dos idealizadores e produtores do Cultura 24 Horas, para saber um pouquinho, né Jardel, como é que está andando esta edição? Já estamos no quarto dia de programação, bem-vindo aqui ao Página.

Olá a todos os ouvintes, um prazer falar sempre com o Página Rosa. Estamos mais uma vez muito felizes com essa edição. Acabamos de sair do momento agora de casa cheia. E apesar de a gente estar no quarto dia, a gente não está nem na metade da programação, porque o sábado e domingo, como é mais extenso, começa às 14 horas, tem muita coisa ainda para vir pela frente.

Estamos muito felizes com tudo que foi construído até agora, todo esse trabalho. E agora é um momento que a gente celebra, que tem as apresentações, que o público se conecta. Estamos aí há 17 anos, sempre nos reinventando. Felizes de ter o pessoal aqui também de Porto Alegre com a gente.

Muito ainda por vir, então a gente reforça o convite no sábado e domingo, começando às 2 da tarde até às 10 da noite e a entrada, como sempre, é gratuita. Sempre tem uma concentração muito grande de artistas, esse ano são quase 700 artistas que passam aqui pela Casa da Cultura.

E a gente aproveita, claro, sempre a presença da equipe aqui da Secretaria de Cultura do Estado. Começo falando com o Rubem Oliveira, o Rubinho, né, que é coordenador do Sistema Estadual de Cultura, até para entender como é que a Secretaria de Cultura vê essa manifestação cultural aqui no interior do Rio Grande do Sul, norte do estado do Rio Grande do Sul, reunindo grande quantidade de artistas. Bem-vindo ao Página Rosa.

Muito obrigado, eu estou muito feliz, estou muito emocionado. Primeiro como artista, né? Que eu, antes de ser um técnico, eu trabalhei a minha vida toda com arte. Então, assim, em nome da secretaria, em nome do secretário André, ele fez questão que a gente estivesse aqui. Eu queria muito, eu queria muito, porque eu acompanho esse projeto. Eu tenho um carinho muito especial por essa...

cidade, por essa prefeitura, por essa equipe, por esses grupos de trabalho. Eu acompanho os gaiteiros, assim, estão no meu cardápio direto, assim, ah, no Palácio Piratini, ah, vamos chamar o Maral, ah, lá no Encontro Nacional de Secretários do Brasil todo, vamos chamar Maral. Então, por quê? Porque vocês têm uma coisa muito presente, muito viva, muito verdadeira. Uma coisa me encantou muito.

Eu queria muito vir Há anos que eu tento vir Mas a agenda da gente é muito lotada Eu atendo 497 municípios Então é muito difícil Hoje eu não estaria aqui, eu estaria na fronteira Mas o secretário foi compreensivo E disse não

Vai, Rubinho, vai que é importante a nossa presença lá. Eu estou aqui muito feliz, muito feliz. Eu quero agradecer de joelhos a essa cidade, a essas pessoas, porque eu vi aqui tudo que eu acredito. A cultura tem que estar a serviço da vida. A cultura tem que ser despojada de determinadas vaidades e glamour.

e encarar o que é o papel dela, o papel social. Eu vi aqui, são quase 700 artistas, e são quase 700 pessoas motivadas, iluminadas, sobem num palco. Isso é importante, gente, porque mexe na autoestima dessa cidade. E povo com autoestima cuidada é povo bem resolvido. Então eu estou super emocionado. Eu vi projetos de todas as formas de proteção às mulheres.

que é pauta da cultura, da terceira idade, que é pauta da cultura, mas não da terceira idade no papel de entretenimento, ou de papel realmente de dignidade, dignidade social. Eu vi projetos de todas as formas, recortes de todas as faces da cultura. Pela primeira vez eu me sinto completo, eu estou me sentindo completo, em tudo que eu estou vendo, e eu preciso agradecer essa cidade.

Porque eu não sei, eu vou fazer 50 anos de trabalho. Eu não sei se eu vou ter oportunidade de ver algo tão grandioso como eu estou vendo aqui. E muito verdadeiro. Aqui ninguém foi inventado. Aqui ninguém foi criado de ontem para hoje. Todo mundo que tem uma trajetória, que tem uma história.

e que tem esse direito digno da cultura de poder se mostrar e se tratar como... Eu estou sendo super abraçado, acabei de ganhar um livro de um escritor, do Diogo, eu fui ler o livro, gente, o livro é de contos que eu sou apaixonado. Então assim, é tudo isso no Soma, em nome da Secretaria, eu levo isso para segunda-feira na reunião com os diretores, eu poder falar um pouco disso.

E também como pessoa, como artista, isso me comove bastante e me deixa super emocionado. E muito obrigado, mais uma vez, me ajoelho para essa cidade, para agradecer e rogar que continue nessa trilha de luz e de respeito à cultura.

Quem também está aqui com a gente é a coordenadora de Diversidade e Cultura Popular, a Luciane Barbosa. E, claro, aqui a gente tem um pouquinho também disso tudo. Vocês não estavam presentes, mas cabe a gente trazer aqui que ao longo da programação nós tivemos presença de funkeiro também. É comum que em outras edições tenhamos a presença do rap enquanto...

identidade aqui presente no palco e a de se ver que há artistas de diversas identidades trazendo um pouquinho das suas artes aqui. Quero entender também como é que essa coordenação entende toda essa situação e vê toda essa situação presente aqui também. Eu tô muito feliz, né?

Quando o Rubinho me convidou, assim, não, secretário que precisa os dois estarem lá em Marau. E eu assim, eu nunca fui em Marau. Mas assim, aí eu me deparo com Marau, uma cultura diversa. Desde quando eu entrei vendo os quadros, vendo todas as culturas onde eu defendo dentro da secretaria e onde eu...

defendo que tem que ter visibilidade, e eu vejo tudo num palco. No primeiro dia que a gente participa aqui, eu fico emocionada, sabe? Porque eu vejo os idosos cantando, aquele coral maravilhoso, que remeteu à lembrança do meu pai, que quando se aposentou foi para o coral, e isso é muito importante, a gente fomentar, não fomentar na questão, pensar só em verba, mas fomentar em visibilidade.

Olha só, cultura é saúde, cultura é educação. Então, assim, eu estou muito feliz porque o Rio Grande do Sul, graças a Deus, nós somos uma cultura diversa. E tem que ser respeitada. E a cultura diversa cura tudo, cura a alma.

E é saúde. Então, assim, parabéns para todos os identizadores desse evento. Quero voltar mais vezes aqui. Curti, tô louco assim para ver amanhã, que eu vou ver só um pouquinho. O pessoal do hip hop, o pessoal da capoeira, porque...

É isso, sabe? É diversidade e vamos fomentar e vamos dar visibilidade. Estou louca para chegar segunda-feira na SEDAC e já falar, tem projeto, vamos fazer projeto, Rubinho. Que é isso, é isso que eu defendo e é isso que eu acredito. E cultura, tu tem que acreditar e tem que amar.

Vocês dois comentaram de levar um pouco também do Cultura 24 Hores, enquanto pauta dessa reunião dentro da Secretaria de Cultura do Estado, a SEDAC. E eu acho que é interessante entender o que parte daqui, o que vai ser apresentado por vocês dois enquanto coordenadores, que a gente vai ter reverberando também na capital gaúcha.

Eu tenho uma reunião toda segunda, que são só os diretores, o secretário. E nessa reunião, geralmente, a gente traz essas experiências. Eu vou levar isso, gente. Acreditem que existe uma cidade que abre o palco para as pessoas serem felizes. Uma cidade que faz isso, que transita com a saúde. Gente, a saúde mental dessas pessoas, elas ficam lá em cima, porque elas têm essas oportunidades de encontro.

e de poder fazer essa troca. É isso, eu vou levar essa experiência rica, de dizer, gente, atentem para Amaral, porque é um nicho inexistente. Eu nunca vi. Eu conheço os 497 municípios, conheço todos, não é, Lu? Eu sou uma das únicas pessoas da Secretaria que conhece todo o Rio Grande, e eu conheço parte do Brasil, porque eu também participo do Fórum Nacional de Secretários.

E eu nunca vi uma experiência assim. Acho que tem muita coisa boa, graças a Deus. Hoje a Secretaria de Estado se aproximou bastante dos municípios, pelo menos depois que eu assumi, que eram apenas 19, hoje eu tenho 457.

no sistema, e a gente consegue enxergar isso, e mostrar os territórios que estão fluindo. E isso é uma questão de reconhecimento do território. Claro que isso vai muito da emoção, que a gente carrega também, não tenha dúvida que ela não desliga da gente. Tudo que é bom se copia. Então por que ficar só no lugar, né?

Vamos levar cultura 24 horas. Vamos expandir. Vamos expandir a consciência. É isso que a gente precisa. E é isso que vocês estão fazendo aqui. É a expansão de consciência. Não é só o número X de cultura. Vocês estão olhando para todos. Sem olhar para quem. E isso é importante. Então a expansão de consciência cultural é muito importante. E é isso que nós vamos levar.

Vários assuntos eu vejo a Camila do Amerasca aqui, coordenadora da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos, muito emocionada, né? Quero entender um pouco de toda essa emoção, né? Porque, querendo ou não, Cultura 24 Horas faz parte da vivência, e agora, principalmente, após ter sido entendido enquanto patrimônio da cidade.

inclusive da secretaria, né? Bem-vinda ao Página Rosa. Obrigada, Josh. Bom, o Cultura já me deixa emocionada por si só. Lá depois da Luciane e do Rubinho, como disse o secretário Paulo no protocolo depois da fala do deputado Zanquin, é sacanagem, né? Porque a fala deles foi perfeita. Como gestão...

Tanto Zanquim, quanto Yura, Naura, nossos secretários que passaram por aqui, todos sempre foram muito incentivadores da cultura. E isso é um orgulho enorme para o município. O que a Cândia e o Jardel fazem pela cultura no município é fantástico. Como gestão, nos traz muito orgulho. Todos os artistas que participam, cada ano aumentando. Esse ano, quase 700 artistas é uma coisa que, quem olha de fora, não imagina que uma cidade do interior tenha tanto artista.

E é uma diversidade fantástica. Falando de forma particular, meu currículo, não só currículo, mas o meu amor pela cultura cresceu junto com a cultura. Então, desde 2011, acompanhando as edições cada vez mais de perto. Então, é muito orgulho mesmo.

É poder, né, trazer um pouquinho, participar um pouquinho de tudo isso. E, claro, a Secretaria também tem um grande papel, cedendo tanto o espaço, né, porque a partir da construção da Casa da Cultura passou-se a realizar o Cultura 24 Horas efetivamente aqui, muitas das edições, e também participando, né, com ações, viabilizando agora enquanto patrimônio, né.

É sempre uma ação conjunta, com a organização principalmente da Cândido Jardel, mas a gestão sempre presente, sempre auxiliando em tudo que for possível. E de Jardel, vi que tu também se emocionou um pouco todo esse momento aqui. Acho que não dá para ver um evento que foi pensado há 17 anos ter esse reconhecimento.

Eu sempre digo que a gente só chora uma vez por ano. E a gente já chorou no primeiro dia, então a gente tinha que segurar a câmera aqui. Mas é sempre muito emocionante para a gente, principalmente com pessoas com tanta bagagem cultural, né? Como eles falando do coração, né? Então, para nós é sempre muito emocionante e isso sempre nos dá muito mais forças para seguir adiante, né? E isso é só o começo de uma estrada e tem muita coisa para vir.

Com toda certeza. A gente segue acompanhando aqui o Cultura 24 Horas. Esse episódio está indo ao ar agora no sábado de manhã. Então tem ao longo de todo sábado. E também o domingo inteiro. Domingo, inclusive, eu apresento o Cultura 24 Horas. Então quero ver todo mundo presente. Isso aí, pessoal. Agradeço muito as falas de todos vocês. Eu sou o João Pedro Tartari, repórter de cultura. E você ouviu...

Página Rosa, o teu canal de arte e cultura. Este programa vai ao ar aos sábados, às 9 horas e 30 minutos da manhã, no Spotify, no Apple Podcasts, no YouTube Music e no Amazon Music. Até a semana que vem.

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