Deputados cobram da PF solução para transferência de armas
Alencar Santana
José Luiz de Sanctes
Rodrigo Dazaele
Wellington Clay
- Transferência de armas para PFCobrança de deputados e CACs · Mudança de controle do Exército para PF · Sistema SIGICORP e SINARME · Vácuo operacional e insegurança jurídica · Novo portal automatizado com IA
- Armas de Fogo e SegurançaVencimento em julho de 2026 · Renovação escalonada por mês de aniversário
Parlamentares e representantes de associações de atiradores criticaram o que chamam de paralisia na transferência de armas entre cidadãos após a mudança do controle desse acervo do Exército para a Polícia Federal. Durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, a categoria cobrou rapidez na normalização do serviço, enquanto a PF afirmou que os processos seguem ativos e anunciou um novo portal automatizado.
O debate focou na mudança da fiscalização de armas de colecionadores, atiradores e caçadores, os CACs, do Exército para a Polícia Federal. Com a nova regra, o controle que era feito pelo sistema SIGICORP do Exército passou para o sistema SINARME da PF, o que causou dificuldades na operação dos serviços. O deputado Rodrigo Dazaele, do PL do Mato Grosso, que pediu audiência pública, afirmou que essa transição gerou um vácuo operacional.
houve a suspensão do serviço, sem que fosse implementado um sistema substitutivo dentro do SINARC, o que gerou paralisação de negócios jurídicos lícitos, desvalorização patrimonial dos acervos, insegurança jurídica. O coordenador-geral de controle de armas de fogo da PF, Wellington Clay, negou a interrupção total. Ele explicou que o órgão adotou o atendimento via e-mail para registrar a passagem de propriedade de armas.
Eu sei que temos problemas pontuais. Muitas vezes é uma interpretação equivocada do policial da ponta que é facilmente corrigida por nós no órgão central. As transferências devem estar correndo normalmente, conforme publicado no site da Polícia Federal, no Gov.br.
anunciou um novo portal que está em fase de testes e deve integrar a inteligência artificial para agilizar os processos, o que, segundo ele, vai reduzir o trabalho manual em cerca de 80%. Para o setor, no entanto, as falas persistem. O presidente da Associação Nacional de Atiradores, José Luiz de Sanctes, reforçou que há atrasos reais. Esperamos que funcione a contento para atender a demanda.
E como o deputado Rodrigo Dazelle comentou, tem reclamações em outros estados referentes à transferência de armas entre CACs, de CAC para CAC, o que tem atrasado um pouco. A audiência também tratou do vencimento de certificados em julho de 2026. A PF confirmou que a renovação será escalonada pelo mês de aniversário do portador para evitar o acúmulo de pedidos. Da Rádio Câmara de Brasília, Emanuele Brasil.