Episódios de 1ª Igreja Presbiteriana de Louveira

Efésios 6.4 | Rev. Cleiton Quenã

06 de maio de 202639min
0:00 / 39:33
Primeira Igreja Presbiteriana de Louveira
Dom. às 09h30 - Escola Bíblica 📖
Dom. às 18h30 - Culto ao Senhor 🙌🏽
Insta: @1iplouveira
Participantes neste episódio1
C

Cleiton Quenã

HostRev.
Assuntos5
  • Objetivo final: criar para o SenhorCriação segundo as escrituras · Temor do Senhor como princípio do saber · Formar discípulos para Cristo · Ser adorador de Deus · Refletir o próprio Cristo
  • Meios de nutrição: disciplina e instruçãoFormação de caráter · Correção e repreensão · Janela de aprendizado na infância · Disciplina não é violência · Instrução verbal e formação da mente
  • Paternidade DivinaArrependimento e busca pela vontade de Deus · Dependência da graça de Deus · Perdão aos pais · Pai Celestial perfeito · Ser filho de Deus
  • Perigo da autoridade destrutivaIrritação profunda e desânimo · Padrão de vida que corrói o coração · Promessas não cumpridas · Comunicação que leva à ira · Exigências sem ensino, correção sem amor
  • Paternidade e MaternidadeCriar significa nutrir, alimentar, sustentar · Preparação para as batalhas diárias · Educação com afeto e bondade · Nutrição, treinamento e crescimento
Transcrição90 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Meus irmãos, nós estamos numa série de mensagens na carta de Paulo aos Efésios. Nós demos uma pausa ano passado por causa das comemorações de Natal.

da organização da igreja, da Páscoa, e voltamos no mês passado com essa série de mensagens. E nós voltamos a partir do capítulo 5, verso 21, onde Paulo começa a nos instruir a respeito de como é a vida de alguém que está cheio do Espírito Santo. Até o verso 20 ele falou...

sobre nós nos deixarmos encher do Espírito, e ele falou que isso a gente faz na igreja, cantando, louvando. Ele falou que a gente faz isso enquanto o corpo de Cristo, nos sujeitando uns aos outros. Então nós vimos que podemos mostrar que estamos cheios do Espírito Santo enquanto mulher, enquanto marido.

As esposas se submetendo aos seus maridos. Os maridos amando sacrificialmente suas esposas. E nós também vimos, no domingo passado, como é a vida dos filhos que estão cheios do Espírito Santo. Aquelas crianças, os adolescentes, os jovens que estão sob a dependência de seus pais e que os obedecem.

e que ouvem a ordem deles e atendem. E hoje nós veremos como são os pais que estão cheios do Espírito Santo. E isso está em Efésios capítulo 6, verso 4. Aqueles que quiserem podem abrir suas Bíblias, os que preferirem podem acompanhar na projeção a leitura da palavra do nosso Deus.

Efésios, capítulo 6, verso de número 4, diz-nos assim a palavra de Deus. E vocês, pais, não provoquem os seus filhos a ira, mas tratem de criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor. Que o nosso Deus nos abençoe na exposição de sua santa e bendita palavra.

Meus irmãos, depois de falar diretamente aos filhos, o apóstolo Paulo agora se volta aos pais. E isso é extremamente significativo. Sabem por quê? Em qualquer sociedade, a maneira com a qual os pais educam os filhos vai impactar diretamente na saúde dessa sociedade. Na saúde dessa cultura.

Uma sociedade saudável, emocional e espiritualmente começa dentro dos lares. Quando os pais educam seus filhos no Senhor. Mas quando os pais se esquecem da palavra de Deus, o que acontece é a construção, o desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens.

prejudicados, machucados e traumatizados. É por isso que nós precisamos nos atentar para a palavra de Deus, a fim de que saibamos como Deus quer que nós eduquemos nossos filhos. E prestem atenção, Paulo não está preocupado simplesmente com comportamento. Ele tem uma preocupação muito mais profunda.

Ele está mostrando como o evangelho transforma a autoridade dentro do lar. Eu vou repetir, preste atenção. Paulo está mostrando como o evangelho de Cristo, a boa nova da salvação, como a palavra de Deus transforma a autoridade dentro da família. Isso é importante mencionar. Porque quando Paulo escreveu, naquele contexto greco-romano...

Os pais, e principalmente a figura masculina, o pai, tinha poder absoluto. Só que ele usava esse poder para disciplinar como ele bem entendesse, para rejeitar filhos, para exercer autoridade sem limites. Porém, quando o evangelho entra dentro do nosso lar,

Não é assim que a autoridade deve ser exercida. Ela não vai ser abolida, mas ela vai ser redimida. E é sobre isso que nós veremos nessa noite em quatro partes. E a primeira delas é essa. O perigo de uma autoridade que destrói.

O apóstolo Paulo, no início do verso 4, como os irmãos podem acompanhar em suas Bíblias, ele diz o seguinte, e vocês pais não provoquem os seus filhos a ira. Paulo se dirige aos pais. Lá nos versos anteriores, nos versos 1 a 3, quando ele diz que os filhos devem obedecer aos pais, ele usa uma palavra diferente. Na nossa tradução...

ela foi feita de forma igual, mas na língua em que a Bíblia foi escrita, ele usa nos versos anteriores, uma palavra que poderia ser traduzida como genitores, então ele está dizendo o seguinte, filhos, obedeçam o seu pai e a sua mãe, aqui.

Obviamente que ele está falando da autoridade do pai e da mãe. Mas ele usa uma palavra que é o plural de pais. Portanto, ele está falando especialmente as figuras masculinas dentro do lar. Homens, pais, atenção a essa mensagem. Deus quer falar com vocês nessa noite.

O que Deus está dizendo é, a responsabilidade espiritual dos filhos começa com o pai. E o que significa não provocar a ira? Provocar aqui significa irritar profundamente, gerar frustração contínua ou levar ao desânimo. Percebam então que não é um ato isolado.

Porque como ser humanos falhos que nós somos, em um momento ou outro nós vamos irritar nossos filhos, vamos falhar com eles, vamos levá-los ao desânimo. Mas Paulo está falando aqui não de um ato isolado, mas de um padrão de vida de um pai que vai corroendo o coração da criança.

E o apóstolo Paulo, ele reforça essa ideia aos coríntios. Ele vai dizer, pais, não irritem os seus filhos para que eles não fiquem desanimados. A palavra de Deus diz um princípio.

que é especialmente importante quando nós entendemos que não devemos provocar nossos filhos à ira. É o princípio da nossa palavra ser sim, sim, não, não. Ou seja, quando você promete passar tempo com seu filho, promete brincar com ele, promete...

estudar com ele, promete ajudá-lo em alguma tarefa, cumpra isso. Porque senão, se recorrentemente você falhar nessas pequenas promessas, não adianta você pedir para que ele, quando tiver problemas grandes na juventude, na adolescência, juventude e vida adulta, que ele recorra aos seus conselhos. Você nunca cumpriu nada que você prometeu.

Uma outra forma também de nós frustrarmos ou deixarmos nossos filhos confusos é quando nós prometemos o seguinte, quando chegar em casa eu vou ter uma conversa séria com você. E aí chega em casa, bate em você uma preguiça e você não conversa coisa nenhuma. Aí o filho fica confuso, eu fiz ou não algo de errado?

Eu fiz ou não algo que eu não deveria? Meu pai falou que conversaria, depois não quis mais conversar. Deixou isso passar? Será que eu posso voltar a cometer o mesmo erro? Vejam, meus irmãos, que a comunicação dos pais aos filhos pode levá-los à ira. Quando o nosso sim, não é sim. Quando o nosso não, não é não. E percebam o ciclo.

O filho fica irado, então ele é levado ao desânimo, o seu coração é quebrado. E então isso irrita os pais. E os pais irritados levam seus filhos à ira, que levam eles ao desânimo, que quebram seus corações. E o ciclo é interminável se nós não quebrarmos esse ciclo diante de Jesus Cristo, diante da palavra de Deus.

Mais uma vez, como os pais podem provocar seus filhos a ira? Exigindo coisas sem ensinar, corrigindo sem amor, disciplinando sem consistência. O filho nunca sabe pelo que ele vai ser disciplinado, se ele está fazendo algo de errado ou não.

Ele sempre estará inseguro. Quando nós tratamos com dureza constante e ignoramos as necessidades emocionais. Os nossos filhos, como todo ser humano, têm emoções. E às vezes nós ignoramos. Ou quando somos hipócritas, exigimos coisas que nem vivemos. Isso irrita as crianças. Isso leva os filhos à ira.

Mas não deve ser assim. Nessa carta aos Efésios, o apóstolo Paulo já tinha apresentado um contraste quando ele escreveu que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação. Na verdade, ele quer que no nosso meio haja bondade, compaixão e perdão. Então, atenção, meus irmãos. O ponto central aqui nessa primeira parte é...

Deus não autoriza os pais a esmagarem seus filhos. Porque autoridade sem amor produz rebeldia, produz medo, não produz piedade. É isso que Tiago escreve. A ira humana não produz a justiça de Deus. A primeira lição que nós temos aqui, portanto, é paz.

Não basta vocês estarem certos. Não basta apenas vocês corrigirem. A forma como vocês corrigem importa. Porque dependendo da forma com a qual você corrige, você pode ganhar o comportamento, mas perder o coração. Ganhar alguns instantes de silêncio, mas perder a alma do seu filho.

Em primeiro lugar, então, nós vemos o perigo de uma autoridade que não constrói, mas destrói. Mas o apóstolo Paulo continua, meus irmãos. E em segundo lugar, ele vai nos dar um chamado para uma paternidade que nutre. Vejam a sequência do verso 4 em suas bíblias. O verso 4 na sequência vai dizer...

mas tratem de criá-los. Agora o apóstolo Paulo, ele muda de uma exortação do que nós não devemos fazer, para uma exortação do que nós devemos fazer. E o que nós devemos fazer? Criar.

E o que significa criar? Criar significa nutrir, alimentar ou sustentar até a maturidade. Isso muda totalmente a visão de paternidade. Deixa eu fazer uma ilustração. O que vocês achariam se algum de nós dissesse há pouco mais de 40 dias para a Copa do Mundo

queria disputar esse campeonato, sem treinar, sem estar em condições físicas para isso, nós certamente daríamos risadas disso, pensaríamos, não é possível que você vai conseguir fazer isso, mas vamos mais além, olimpíadas daqui dois anos, vou começar hoje a aprender algum esporte.

Nós largaríamos muito atrás de atletas que desde a adolescência estão treinando, jogando e competindo. Não é verdade? Mas e se nós fôssemos mesmo assim? O que aconteceria? Possivelmente uma lesão, uma contusão, o rompimento de um ligamento ou de um tendão, uma parada cardíaca.

despreparados, não condicionados fisicamente, se quiséssemos disputar esses campeonatos, não seria algo bom. Muito pelo contrário, não estaríamos preparados para essa competição. Os pais precisam entender que a educação dos filhos é mais ou menos assim.

Para qual tipo de competição ou de batalha nós preparamos nossos filhos? Para aquelas que eles vão enfrentar diariamente nas escolas, com professores não cristãos, com colegas perversos.

para aquelas que eles vão enfrentar em seus trabalhos, trabalhando lado a lado de ímpios. Os nossos filhos vão se encontrar com ímpios mais cedo ou mais tarde, e como nós estamos preparando ou condicionando espiritualmente os nossos filhos.

Se nós não começarmos agora, tal qual uma criança começa a treinar para poder disputar em alto nível um esporte, os nossos filhos não conseguirão enfrentar as lutas diárias no mundo.

É hoje o tempo para começarmos a criar, a nutrir, a alimentar, a treinar os nossos filhos. Porque nutrir significa isso, desenvolver, alimentar, fazer crescer. Portanto, meus irmãos, esse é um chamado para pais que vão nutrir, treinar, alimentar seus filhos.

E o apóstolo Paulo, escrevendo aos tessalonicenses, ele se utiliza de uma linguagem paternal e isso nos traz um ensinamento importante. Vejam o que está escrito. Embora como apóstolos de Cristo pudéssemos ter feito exigências, preferimos ser carinhosos quando estivemos aí com vocês. Assim como uma mãe que acaricia os seus próprios filhos.

Assim, com muito afeto, estávamos prontos a lhes oferecer não somente o Evangelho de Deus, mas até mesmo a própria vida. Porque vocês se tornaram muito amados por nós. Vejam como deve ser essa nutrição, essa criação.

Essa educação dos pais, com afeto, com bondade, com autoridade, mas sempre ali, instruindo e criando. Mas então, nós já vimos, o perigo da autoridade que destrói e um chamado para uma paternidade que nutre. Em terceiro e penúltimo lugar...

Nós veremos aqui os meios pelos quais nós vamos nutrir nossos filhos. São eles disciplina e instrução. Vejam o que diz na sequência do verso 4. Veja isso em sua Bíblia. Paulo diz assim, tratem de criá-los na disciplina e na admoestação. Meus irmãos.

O que nós temos aqui é, se eu quero que o meu filho chegue condicionado espiritualmente para que no mundo enfrente as batalhas e esteja preparado para a guerra, eu preciso discipliná-lo e instruí-lo.

E vejam, é importante essas duas coisas. Pais que só disciplinam, mas não instruem. Os filhos nunca vão saber porque estão apanhando, sendo corrigidos ou sendo repreendidos. Pais que só instruem, mas nunca corrigem, nunca disciplinam. Os filhos não vão praticar esse ensino. É necessário disciplina e instrução. Vamos entender o significado dessas duas palavras.

Disciplina significa treinar, significa formar o caráter. Meus irmãos, formar o caráter, construir o caráter, treinar leva tempo. É necessário recurso, é necessário energia.

Nós não faremos isso se não nos conectarmos com os nossos filhos, se não tivermos conversas com eles, se não olharmos nos olhos deles para dizer o que eles devem fazer ou corrigir quando eles não fizerem o que eles devem fazer. Disciplina é treinamento completo, é formação de caráter e nós não devemos negligenciar isso.

E quando a gente lê as escrituras, a gente percebe que disciplina inclui correção. Vejam o que diz esse texto. O que retém a vara odeia o seu filho. Quem o ama, este o disciplina desde cedo. Meus irmãos, tem algumas pesquisas.

que deixam claro o fato de que os primeiros anos da infância, até os cinco anos mais ou menos, são de uma janela muito importante para o aprendizado das crianças. E essa janela não deve ser negligenciada. Se nós deixarmos as crianças fazerem o que elas quiserem nessa janela, nesse período de tempo, e depois de ir ao final,

ela começa a se fechar na segunda parte da infância, na adolescência, quando chega na juventude e já está totalmente trancada para o aprendizado. É por isso que o versículo diz que desde cedo nós precisamos disciplinar. Há muitos métodos educativos hoje em dia que excluem a disciplina.

quando o assunto é educar filhos. Por exemplo, a educação positiva, que diz que você não pode falar não para seus filhos. E quando crentes adotam esse tipo de método, é de causar estranheza por se esquecerem, por exemplo, de como os dez mandamentos foram formados. Deus não ficou dando opção. Ele falou não.

Não faça isso, não faça aquilo. E quando esses mandamentos são transgredidos, Deus disciplina, Deus pune, Deus corrige, Deus mostra a dor do pecado, Deus faz com que eles possam ter a lembrança de que sair dos seus caminhos dói.

Desde cedo é necessário fazer nossas crianças entenderem que a desobediência, a rebeldia e o pecado têm punição.

E isso não é falta de amor. Pelo contrário, a Bíblia diz que o Senhor corrige a quem ama. Se nós queremos imitar a Deus, se nós queremos fazer a vontade de Deus na educação dos nossos filhos, a disciplina que inclui correção vai fazer parte da educação dos nossos filhos. Mas atenção, obviamente, disciplina não é violência.

Disciplina não é violência. Disciplina é amor que forma e molda. Mas eu quero trazer aqui dois extremos que nós vemos por vezes. O primeiro extremo, pais autoritários demais. É só gritaria. É só violência. É só sentada, chinelada. Autoritarismo.

Num outro extremo, nós temos por vezes pais permissivos demais. O filho faz o que quer, chora quando quer, come quando quer, assiste quando quer. E ele demonstra esse desejo dele de moldar a sua própria rotina.

Pelos gritos e pelos choros. É assim que a criança vai se comunicando. Nós temos de um lado pais autoritários demais. Do outro lado pais permissivos demais. Atenção. A Bíblia apresenta o equilíbrio. Disciplina com amor.

Nós amamos quando disciplinamos. E a disciplina é um reflexo do nosso amor aos filhos. Mas além da disciplina, que é o primeiro meio pelo qual nós criamos nossos filhos, nós nutrimos nossos filhos, o versículo vai dizer sobre admoestação. E a palavra admoestação...

em Efésios 6, 4, tem um significado importante. Ela é a junção de duas palavras, prestem atenção. As palavras colocar e mente. Ou seja, admoestar é instrução verbal, é correção verbal, é formação da mente por meio da comunicação. Nós precisamos falar com os nossos filhos.

E quando nós falamos sobre administração, sobre instrução verbal, não podemos deixar de nos lembrar desse texto. Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração. Você as inculcará a seus filhos e delas falará quando estiver sentado em sua casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se. Também não podemos deixar de nos lembrar desse outro texto.

Ensine a criança no caminho em que deve andar. E ainda quando for velho, não se desviará dele. Pais, não basta corrigir comportamento. É necessário ensinar a verdade. Dar nome aos pecados e levá-los a Cristo.

Filho, o que você está sentindo aqui, nesse momento, ao querer pegar o brinquedo da outra criança, é inveja. Deus não se agrada disso. Pare com isso. Filho, esse seu choro, que não é porque você está sentindo dor, mas é porque você não quer fazer o que eu estou mandando você fazer, é rebeldia.

Pare com isso, Deus não se agrada disso. Filho, você está perdendo privilégios e bênçãos aqui dentro do nosso lar, sendo castigado, sendo tirado de você algumas coisas, porque o que você está fazendo é pecado. Desagrada a Deus. Dê nome, instrua, fale, se comunique com seus filhos.

Nós não podemos simplesmente disciplinar e deixar nossos filhos confusos, porque não sabem pelo que estão sendo corrigidos. Nós não podemos apenas instruir e deixar nossos filhos confusos ao não corrigir quando eles não fazem a nossa instrução, não cumprem a nossa instrução. É necessário disciplina e admoestação. Correção.

Instrução. A lição que nós temos aqui é, pais que só disciplinam, criam filhos obedientes por medo. Pais que só ensinam, criam filhos que sabem, mas não praticam. A ordem de Deus aos pais é, tratem de criá-los na disciplina e na administração.

E meus irmãos, em quarto e último lugar, o que nós podemos ver nesse texto é o ponto central. É para que nós estamos criando os nossos filhos. Porque na sequência do verso 4, como vocês podem ver em suas bíblias, diz que nós vamos tratar de criá-los na disciplina e na admonestação do Senhor. Essa é a palavra de Deus. Esse é o ponto mais importante, meus irmãos.

Nós não criamos os nossos filhos segundo a nossa própria experiência. Ah, quando eu estive lá dentro de casa, os meus pais fizeram isso comigo, eu vou fazer isso também. Não é bem assim. Nós não criamos pelo que a cultura ou a sociedade dita prefere.

Nós criamos segundo o Senhor, para o Senhor. E portanto é pelas escrituras que nós criamos nossos filhos. Tudo gira em torno disso. A criação dos filhos pertence ao Senhor. O Salmo vai dizer, herança do Senhor são os filhos.

O fruto do ventre, seu galardão. Portanto, o centro de tudo isso é o Senhor. Ou como o sábio vai dizer em provérbios, o temor do Senhor é o princípio do saber, mas os insensatos desprezam a sabedoria e o ensino. Vejam, por vezes nós, pais, desprezamos.

a própria sabedoria perfeita do Senhor na criação dos filhos. Eu já vi, por exemplo, gente no Instagram dizendo o seguinte, que aquele provérbio que diz que nós não devemos reter a vara, que nós vimos há pouco, não é uma ordem, mas um princípio a ser seguido. Bom, em certo sentido, está correto isso.

Provérbios é um livro de princípios. Mas você prefere seguir os princípios de quem? De Deus ou seus? De Deus ou da cultura? De Deus ou de uma suposta ciência, um suposto método educativo?

Siga o temor do Senhor que é o princípio do saber. Os pais insensatos que não conhecem as escrituras, que não vão às escrituras para criar os seus filhos, que não criam os seus filhos para o Senhor, acabam por desprezar a sabedoria e o ensino. E vejam...

quando nós percebemos que herança do Senhor são os filhos, e que nós criamos na disciplina e na admoestação do Senhor, um ponto é muito importante de ser mencionado. O objetivo final da nossa educação não é simplesmente que os nossos filhos tenham sucesso ou tenham um comportamento que nos agrade.

O objetivo final é formar discípulos para Cristo. Ou seja, pais, isso redefine tudo. Vocês não estão criando um cidadão. Simplesmente.

Vocês não estão apenas criando alguém que vocês querem que escolham uma profissão bem sucedida e que ganhe muito dinheiro. Vocês não estão criando simplesmente um cidadão ou um profissional. Vocês estão formando um adorador de Deus.

É por isso que as crianças que estão aqui na igreja, elas precisam ser diferentes. Primeiro porque elas ouvem a palavra do Senhor. Segundo porque elas têm pais que professam a palavra do Senhor. Diferente dos pais ímpios, diferentes das crianças filhas de pais ímpios. Aqui nós formamos adoradores, discípulos de Cristo. Isso muda tudo.

Muda como nós educamos. Muda como nós conversamos, nos comunicamos, corrigimos os nossos filhos. A gente precisa se perguntar. Eu estou ensinando meu filho a temer a Deus ou a temer a mim? Eu estou apontando para Cristo ou apontando para qualquer outra forma de redenção? Eu estou vivendo o que eu ensino?

Então nós temos algumas lições finais para nós aqui, meus irmãos. Primeiro, aos pais. Pais, arrependam-se. Onde falharam? Eu sei, eu me olho no espelho também.

Eu faço essa autorreflexão também e percebo quantas vezes falhamos na educação de nossos filhos. Excedendo para mais ou para menos. Que ambas as formas são erradas, tá? Tem gente que fala que prefere pecar para menos, para mais, enfim. É pecado do mesmo jeito. E a gente precisa se arrepender. Diariamente.

E buscar a vontade de Deus. Pais, dependam da graça de Deus. Corram para Deus. Se acheguem diante de Deus. Suplicando a graça dEle para que você crie seus filhos. Não os provocando a ira, mas na disciplina e na demonstração do Senhor. A gente depende de Deus. Pais, busquem refletir o próprio Deus.

o próprio Cristo. Sejam a primeira testemunha de Cristo dentro de casa. Mas eu também quero trazer aqui algumas lições para os filhos que estão presentes aqui. Sejam vocês, crianças, adolescentes, jovens, vocês que já estão casados, perdoem seus pais. Porque seus pais erraram.

Seus pais pecaram na educação. Eles não são perfeitos. Mas ao saber disso, não olhe com desprezo, mas olhe com compaixão e perdoe-os. Além disso, corram para Deus. Porque em Deus nós temos o Pai perfeito. Ele vai educá-lo, ele vai instruí-lo, ele vai acolher você. Filhos.

Peçam perdão pelas rebeldias de vocês. E se vocês não tiveram, até hoje, a oportunidade de se achegar diante dos pais e falar, pai, quando eu fui um adolescente, eu fiz coisas muito erradas, me perdoe. Faça isso. Deus se agrada da nossa confissão. Meus irmãos, portanto...

Hoje nós vimos que esse texto nos confronta profundamente. Ele mostra que a educação de filhos não é neutra. Ela forma almas. Ou eu estou provocando meus filhos a ira, ou eu estou formando discípulos. Mas existe algo mais profundo. Os pais erram, os pais falham.

Os pais não são perfeitos. Então essa mensagem agora é para todos vocês. Prestem atenção nesse versículo. Se vocês que são maus sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem. Irmãos.

Se você durante esse sermão foi pensando, enquanto seus pais faltaram, falharam e pecaram, vocês têm hoje a oportunidade de recorrerem com consagração, com devoção ao nosso Pai Celestial. Para que então vocês possam encontrar a disciplina com perfeição, a instrução sábia, o amor sem falhas.

Irmãos, todos nós temos esperança em Deus. Eu sei que a infância é um período de aprendizado importante, mas o Espírito Santo é maior do que os seus traumas, é mais poderoso do que as falhas dos seus pais.

Deus, Ele faz aumentar mais ainda a graça onde o pecado aumentou. Então vá para Deus e saiba que esse Pai perfeito, o Pai que está nos céus, Ele acolhe você, Ele abraça você, Ele ensina você, Ele ama você. Portanto, você não é seus traumas.

Você não é o erro na educação que seus pais fizeram com você. Quando você se entrega a Cristo Jesus, você é filho de Deus. E você pode ser perdoado. Você pode ter esperança e alegria. E a maior prova de amor do Senhor foi ter enviado Cristo Jesus para morrer em nosso lugar. Este Cristo que nos salva, que nos ama.

E que nos dá a vida eterna. A Ele nós recorremos, nós adoramos e nós agradecemos. Eu convido você a fechar seus olhos e consagrar sua vida para Jesus nesse momento. Feche seus olhos e mesmo em silêncio ou em pensamento, ore consagrando a sua vida. Pedindo perdão pelos seus pecados. Suplicando a graça do Senhor.

Vocês pais para educar seus filhos. Vocês filhos para obedecerem seus pais. Orem consagrando sua vida ao Senhor.