Inferno 34 - Fruto proibido, fruto permitido
Fruto proibido, fruto permitido
A sorte é que nada chegará aos tímpanos dos vindouros.
- Vícios Alimentares e LiberdadeNutrição e fome · Crescimento e maturidade · Conhecimento e tentação
- Fome Emocional vs. FisiológicaRecordações de dentadas e azia · Empanturrar-se de tutoriais
- Segurança e Estilo de Vida AmericanoSedentarismo em Portugal vs. ideal americano · Desejo de ser um cyborg
- Ambição e amor ao dinheiroDinheiro físico vs. digital · Desejo e a sujeira do dinheiro · Sexualidade como higienização
- Crise Financeira do BRBDose extra de batatas como luxo · Encontrar dinheiro físico
- Relação com o CorpoComer em excesso e artérias · Glóbulos vermelhos apitando
- Slogans nutricionais em LisboaPromessas nutricionais vazias
- Sexualidade e CastidadeVolume perdido de Foucault
O meu crescimento é um projeto a longo prazo.
Eu não ponho a colher nos assuntos de nutrição, tu sabes como eu sou. E aproximando-me de vocês da vossa fome, a beira de mim com essa colher de mel vem aducicar as nossas existências por um período mínimo de tempo. Deixa-me cair na ficção que a vida é doce.
Não desanimes. Endireita-me espinha, mas não te endireitos politicamente. Estás todo torto, vieste de Itália, ainda trazes. A torre te pisa nos ossos. No mar alto isto é fechando os olhos, corbute é aproximar-me-nos de Deus. Cada vitaminós é um altar a um Deus desconhecido. Cada fruto é um fruto proibido. Isto se estiveres com fome.
Ora, digo-te uma coisa, fruto proibido, fruto permitido, exclamado pelo nutricionista misteriosamente. Já tens idade para conheceres aqui o que levas à boca. Qual é, afinal, o proibido? Pensou a criança que cresceu nos talardetes, pois não há tempo para criar camadas em cima dos ossos. Pelo sim, pelo não, não comes nada. Enquanto eu mandar neste salão de...
bailes e de estética, não comes nada, se quiser comes é no focinho até seres velho isto é, artista. Então, dá-me esse biberão até eu ter neto, ó minha amiga. Tu disseste montem que estavas a cortar nos laticínios, em produtos lácteos, e agora, quem é que mama o produto do meu...
Fica em branco. Como uma esperma. A luz procura a vida ou vice-versa. O que eu sei é que eu estava vestido de gato e fui para o meio da estrada. Ouvei com os faróis nos olhos. O que me salvou foi estar no lentejo onde as pessoas têm calma. Até para atropelar gatos.
e aquele atropelo fez-me um bem às costas. Quando saí de baixo do carro vestido mecânico, estava todo inclinado para o comunismo. Agora sim, posso-vos falar da vida. A fruta, minha amiga, a fruta. Não é ser sede conhecimento, sede a eternidade. Nós não estamos no início. Deus não quer saber de nós. Deus não dá tarefas a Adão. Nomei esta malta toda. Como se trabalhasse num grande armazém, vais ter de etiquetar esta merda. A fruta.
O que eu te posso dizer, como eu sou uma pessoa, não há mais metafísica no mundo que não uma salada de frutas. Pomos as frutas todas de conhecimento, da amargura, da eternidade e agora? E agora? Quem és? Onde é que estás, Adão? Pergunta mesmo a coisa desde que nasci.
Vamos lá, porque o meu sonho é ser norte-americano. Ser sedentar em Portugal é quase ser etíope, aos olhos dos Estados Unidos. O que eu quero é ser um norte-americano belovo para ser um homem-estátuo ligado às máquinas e ser uma espécie de cyborg. Não, não, estás aí em coma. Esquece isso. Então, num dia de maior desafogo...
financeiro, como se houvesse outros. Pedimos uma dose extra de batatas. Um luxo, inesperado, como todos os luxos, para o pobre. É pá, saímos a taluda, encontramos 10 euros debaixo de uma pedra. Tudo muito fora de órbita e isto tudo muito pouco verosinho, dado que ninguém usa dinheiro físico.
Se nós não tocamos no outro, agora vamos tocar do dinheiro que é a coisa mais suja. É a única coisa suja que nós desejamos. O sexo higienizá-lo. Mas o dinheiro vai ser sujo. O dinheiro sujo dá-me muita decisão. Esqueçam isto. É a história da sexualidade. É o volume perdido de Foucault. Vou mudar de tom para pensar em que isto é outro gajo. Tendo em conta os dias apocalípticos que se envizinho a passo de maratonista etíope.
criado em chat GPT. Não há coerência. Ah, isto é tão humano. E aquelas dentadas, ainda hoje recordamos com baba na boca. Perdemos os dentes. Recordamos ababalhados. E esse foi o ponto de viragem. Recordo com doçura. Aquele óleo que me provocou azia. Foi o ponto de viragem. Daí para a frente, empantarrámo-nos de tutoriais sobre finanças e criptomoedas. Eu quero ser outro.
Caralho, eu prefiro dar dinheiro. Os jovens manhosos a dar dinheiro ao comércio local com essa gordura de autor. Comem panturra, as artérias, a circulação. E os glóbulos vermelhos já não conseguem circular e já apitam nas veias. Foda-se, estou em Lisboa. E ainda há onde matar com slogans e com promessas nutricionais. E é nessa hora que eu penso, eu sei lá, sei lá o que é um fruto.
proibido, é para alguma coisa que me apareça na boca para me fazer esquecer a fome.