Só Pod 86 - Minha colega de trabalho deu em cima do meu namorado
Uma colega de trabalho falsa, um limite que foi longe demais e um sumiço sem explicações. A nossa ouvinte decidiu cortar contato para se proteger, mas a ex-colega nunca aceitou o silêncio.
Será que a gente sempre deve uma explicação antes de desaparecer da vida de alguém?
✨ Histórias sobre inveja, limites e pessoas que não aceitam um "não".
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Isa
Marli
- Bloqueio de colega de trabalhoComportamento inadequado no trabalho · Inveja e fofoca · Limites interpessoais · Ghosting e corte de contato
- Histórias de ouvintesSonhos e intuição · Relacionamento com o namorado · Conflito com colega de trabalho · Decisão de cortar contato · Assédio pós-corte de contato
- Ghosting e relacionamentos modernosResponsabilidade de dar satisfação · Diferença entre amizade e colega de trabalho · Empatia vs. autoproteção · Opiniões sobre cortar contato
Eu sou irresponsável por sumir sem dar satisfação? E aí, galera, bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa, tô de Brasil porque acabei de ver o jogo Brasil e Japão, passei um nervoso absurdo, né, pô. Que bom que eu não acompanho futebol, que não teria estômago para aguentar isso toda vez. E vamos ao que interessa. Hoje a gente vai começar com história de ouvinte. É a história da Marli, o nome dela não é esse, e o título da história é: eu sou irresponsável por sumir sem dar satisfação?
Olá, adoro podcast, escuto todos os episódios. Eu queria que você contasse uma das minhas histórias também. Hoje eu sou casada e eu e meu marido somos muito felizes. A nossa relação é de muito diálogo, companheirismo, felicidade, calmaria. Mas na época dessa história, a gente só namorava ainda. Ele nunca me deu motivo para desconfiança, ele é muito meu parceiro para tudo. Mas no início de 2023, quando tudo isso começou, eu sonhei que ele me traía.
Eu até fiquei brava, mas eu não levei muito a sério porque não tinha motivo e eu nunca tinha sonhado com isso. Então, deixei para lá. Depois de um tempo, eu comecei a reparar em umas falas meio estranhas de uma colega de trabalho. Ela dizia que, se ela namorasse com ele, ela já teria casado há muito tempo. Ela falava isso porque ele tinha uma condição melhor do que a do noivo dela. E foi ela mesma que comentou isso. Era uma diferença pequena, mas a gente sabe que, para algumas pessoas, R$500 já faz muita diferença.
Aqui não me incomodava, mas como todo mundo achava normal, eu pensava que era só coisa da minha cabeça. Ela devia ter uns 3 meses de empresa e eu já tava lá 1 ano. Ela era uma funcionária péssima, fazia tudo de qualquer jeito, faltava muito, vivia colocando atestado, falava mal dos chefes, só que ao mesmo tempo ela puxava o saco dos chefes direto. Fora que ela ficava armando cilada para mim, para as outras meninas. Tipo, ela tentava fazer a gente falar mal dos chefes sabendo que eles estavam ali na recepção e que eles iam ouvir tudo.
Como eu era estagiária nível 2 e ela nível 1, me colocaram pra treinar ela. Só que ela nunca aceitava as instruções da empresa, ela não concordava com nenhuma regra e ainda debochava de mim dizendo que eu me achava gerente, sendo que eu só tava passando as instruções que a minha chefe pedia. Nessa mesma época, uns 15 dias antes do meu aniversário, ela me deu um presente e eu nunca consegui usar. Eu achava meio esquisito. Na época eu pensei que eu só não usava o presente porque eu achava feio, mas hoje eu acho que era intuição.
Mesmo assim eu guardei. Aí semanas depois eu vi um vídeo de uma moça falando que sonhava muito com traição e os meus sonhos também continuavam. Nesse vídeo, a moça descobriu que na verdade era inveja de uma colega de trabalho, que inclusive tinha dado um vinho para ela e ela jogou fora. Mesmo assim, eu não juntei os pontos. Eu acho que eu tava trabalhando tanto, eu vivia tão ocupada que nem passava nada pela minha cabeça. 3 dias depois de assistir o vídeo, teve um evento da empresa e essa minha colega perguntou algumas vezes se o meu namorado ia.
Ele acabou indo, mas por causa dessas falas dela, a gente decidiu que era melhor ele ficar bem longe dela durante a festa. Eu sentia que tinha algo de errado ali, e ele também não gostava das coisas que ela falava e fazia. Fomos eu, minha irmã, meu cunhado e meu namorado. O evento aconteceu e eu passei metade do tempo na recepção trabalhando. O evento acabou bem tarde, a gente foi embora correndo porque eu ia trabalhar no dia seguinte.
Só que de madrugada eu sonhei que essa colega me levava para uma festa e eu traía o meu namorado lá. No sonho ela super me apoiava e era como se eu quisesse para casa conversar com meu namorado, mas eu não conseguia falar com ninguém, só com ela. Foi um pesadelo muito estranho, uma sensação horrível. Eu sempre fui muito sensível espiritualmente, eu sempre tive sonhos com futuro. Quando eu acordei, eu senti que aquilo tinha sido um aviso espiritual, e antes mesmo de eu abrir o olho, eu lembrei do vídeo que eu vi.
Eu mandei o vídeo para o meu namorado, e antes de eu contar o sonho ou falar qualquer outra coisa, ele me solta uma. Ele contou que em um momento do evento, essa colega tentou falar com ele longe de mim. Ela falou que sentia saudade, para ele aparecer mais na empresa, e ainda alisou o braço dele. E ele saiu na hora, ignorou ela e foi para perto do marido de outra colega nossa de trabalho. Como eu sempre priorizei meu trabalho, eu decidi não falar nada para não estragar o clima da equipe.
No fundo, eu tinha muita pena de prejudicar ela, então eu só me afastei. Nos dias seguintes, ela vivia me oferecendo comida, ela comprava coisa e levava para mim, mas eu nunca comi nada. O pior é que parece que ela sabia, Porque ela sempre me perguntava se eu tinha comido o que ela levou. Depois disso eu fiquei sabendo que ela ia ser promovida. Como a gente foi promovida pro mesmo cargo, eu resolvi ser sincera com a minha chefe sobre todas as coisas que ela fazia e que ela falava.
Eu só não contei a parte dela ter dado em cima do meu namorado porque eu não achei ético da minha parte. Minha chefe ouviu tudo, mas ela disse que ela queria dar uma chance pra ela e que ia conversar com ela. Ela me pediu para manter a amizade pelo menos dentro do trabalho, para não atrapalhar o andamento da equipe, e foi isso que eu fiz. Um detalhe curioso é que ela vivia me mandando vaga de emprego, dizendo que eu devia sair dali porque eu merecia coisa melhor.
Eu acabei fazendo até mais do que eu devia para ajudar. Ela ia casar nessa época, então eu dei presente e a gente ainda organizou um challenge surpresa na empresa. No fim, ela cansou e decidiu procurar outro emprego. Só que antes dela sair, ela envenenou a equipe inteira dizendo que o salário era baixo pra quantidade de trabalho. O resultado foi que todo mundo pediu demissão no mesmo mês, inclusive ela. Só eu fiquei na equipe.
Depois de toda essa confusão, eu acabei descobrindo por outras pessoas que ela fazia o famoso "leve e traz pro chefe" sobre todo mundo, inclusive sobre mim. No fim das contas, aquelas armadilhas dela realmente funcionaram para algumas pessoas. Já em 2024, depois que ela saiu e eu descobri que ela falava mal de mim, eu decidi cortar o contato de vez. Não tinha mais motivo nenhum para manter contato. Eu tirei ela das redes sociais e eu arquivei nossas conversas.
Eu não expliquei nada, eu só sumi. Ela começou a mandar mensagem em todas as minhas redes sociais, mandar para o meu namorado, para as minhas amigas e para minha irmã. Ela falava que ela não sabia o que ela tinha feito pra mim, que queria conversar pra entender e que ela tava muito triste. Chegou a falar que eu fui irresponsável, mas eu dei um gelo total. Eu não achava que eu devia satisfação pra ela. Uma amiga em comum até disse que eu tava sendo irresponsável afetivamente, já que a garota achava que a gente era amiga.
Mas o meu namorado, a minha irmã e as outras amigas todos me apoiaram. Dizendo que eu não precisava falar nada se eu não quisesse. E eu não quis responder porque eu sabia que ela nunca ia admitir o que ela fez, e eu não quero esse tipo de pessoa na minha vida. Eu acabei saindo dessa empresa também, e hoje eu sou autônoma em outra área. Só que ela continuou me ligando e mandando mensagem de número desconhecido por uns 6 meses. Recentemente ela me seguiu no meu perfil profissional e ela fica curtindo e comentando tudo.
Eu fiquei bem assustada com isso, porque já faz um bom tempo e parece que ela não desiste. Eu nunca atendi ou respondi. Eu deixei muitas situações de fora porque senão a história ia ficar enorme, mas depois que eu saí da empresa eu contei pra minha chefe tudo o que realmente tinha acontecido. Mesmo com todo esse assédio dela, eu nunca cogitei contar nada pro marido dela. Eu ficaria muito feliz se você contasse minha história. Muito obrigada, um abraço.
Marli, eu que agradeço demais você ter mandado essa história para o podcast. E aí vamos aos milhões de perguntas, coitada, que eu fiz para ela, e ela respondeu muito gentilmente. Vamos lá, perguntei qual que era a idade de todo mundo nessa história, tanto a dela quanto o marido e da colega de trabalho. Ela fala que ela tem 28 anos, o marido 30, e ela, que é a colega de trabalho, 24 anos. "Como que era sua relação com ela no começo?
Vocês eram próximas ou vocês eram mais colegas?" "No começo, apesar das atitudes que ela tinha no escritório, eu achava que era tudo só por conta do trabalho. Mas como a gente saía com outras meninas da empresa, a gente acabou ficando amiga assim. Só que depois de tudo que aconteceu com meu namorado, eu me afastei e a gente nunca mais se encontrou fora do trabalho." Eu achei que ela ia entender o recado e se afastar também. Você comentou que você percebeu algumas falas estranhas.
Além do que você contou, teve mais alguma situação que te marcou? Além dela viver perguntando sobre coisas financeiras, sobre os bens do meu namorado e até da nossa vida sexual, uma das vezes que mais me marcou foi quando a gente estava comentando sobre uma trend. Era aquela trend que as esposas mostravam como os maridos ficavam nas fotos com ela e com os amigos. Aí ela me solta um: nossa, vendo suas fotos com seu namorado, eu diria que ele te odeia e que ele só tá com você por obrigação.
Gente, você lembra que presente ela te deu no aniversário? Que eu fiquei muito curiosa, que presente foi esse? Ela conta que o presente foi um colar com uma pedrinha vermelha. Outra pergunta que eu faço: ela e o seu namorado já se conheciam antes disso, ou eles se conheceram por conta do seu trabalho? Eu também não entendi ela falando que tem saudade do namorado, né? Tipo, como assim? A Marli responde que eles se conheceram por conta do trabalho, nas saídas que a gente fazia depois do trabalho.
Teve algumas vezes que a gente convidou todos os parceiros para irem juntos. Quando você disse que ele também não gostava das atitudes dela, que tipo de comportamento incomodava mais você? Ele que eu perguntei era o namorado na época, que hoje é marido da Marli. Ela responde: "Eu sempre contava para ele essas coisas que ela perguntava e falava. As perguntas curiosas eram o que mais incomodava a gente." Você sente que existia de fato uma amizade entre vocês ou era algo mais superficial do lado dela?
"Para mim, apesar da gente ter se aproximado, eu não diria que é uma amizade, mas observando as atitudes dela depois, eu acho que para ela a gente era amiga." Quando você disse que você não pensou em contar para o marido dela, você quis dizer sobre as atitudes dela com seu namorado? Só para eu entender melhor esse ponto. Sim, algumas pessoas me disseram que eu devia contar para ele, mas eu não conheço bem o cara. Eu não sabia como ele ia reagir, se ele podia ser agressivo ou fazer alguma coisa ruim com ela.
Você sente que essa relação era próxima o suficiente para se dever uma explicação? Eu sinceramente não sei. Eu sinto que seria muito ruim e desnecessário para mim ter essa conversa, mas eu fico em dúvida se eu precisava ter feito isso por ela. Hoje ela tá bloqueada em todas as minhas redes pessoais, mas me falaram que pode ser ruim bloquear pessoas nas redes comerciais por causa do algoritmo. Então, na minha rede profissional ela ainda tá lá e ela continua interagindo, curtindo e comentando tudo como se nada tivesse acontecido.
Mesmo eu nunca respondendo. Você sente que você se afastou mais pela sua intuição, por situação concreta, tipo a situação com seu namorado e os comentários dela, ou um pouco dos dois? Eu sinto que eu me afastei pelas situações concretas, porque enquanto era só minha intuição, eu ignorei. Eu só gostaria de acrescentar mais uma coisa: quando a equipe inteira saiu da empresa, a minha chefe me chamou para conversar. Ela demonstrou um certo arrependimento de ter dado uma chance pra ela.
E ela também me contou algumas coisas. Ela contou que essa colega vivia levando questões que só serviam pra prejudicar outras pessoas. Inclusive eu. E que com o tempo ela começou a perceber maldade nessas atitudes. Minha chefe também confessou que ela reparou o quanto ela tava influenciando a equipe de um jeito negativo. Study and play come together on a Windows 11 PC. And for a limited time, college students get The best of both worlds.
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Eu confesso que eu sou do time que vocês sabem, né, que eu sempre falo que a gente não é obrigado a manter relação que não faça mais sentido para a gente, seja qual for essa relação. Mas por outro lado, eu também sou do time que, poxa, se a relação acabou e vocês estão no clima bom Clima bom, né, gente? Vocês entendem o que eu tô querendo dizer. Se não teve uma bomba, eu acho sim que vale uma satisfação. Mas eu não acho que é o caso dessa história.
Eu não sei o que vocês pensam. Não sei se vocês vão ter opiniões diversas às minhas. Mas eu acho que não era uma amizade, sabe? E eu também acho muito relativo. Acho que vai muito de história pra história mesmo. Eu não acho que era uma amizade, uma relação que você devia, sabe, esse tipo de satisfação. Mesmo porque eu acho que é importante a gente olhar para as atitudes dessa colega de trabalho, né? Comentários estranhos, sabe?
Comentários que eu, julgando totalmente, considero maldosos. Muita curiosidade para saber sobre a vida, sobre questão financeira. E aí, enfim, né, dá em cima do namorado. Então não acho que é uma relação digna de satisfação. E eu vou dizer que no lugar dessa colega de trabalho, eu entenderia a indireta, né? Pô, a pessoa não fala mais comigo, eu cortei essa pessoa de tudo. Eu entenderia, tá bom, essa pessoa não quer mais meu contato, vida que segue.
Não sei, acho meio estranho ficar insistindo aí por 6 meses e manda mensagem pro namorado, manda mensagem para as amigas, manda mensagem para irmã. Não me parece, pelo que a Marli contou, uma amizade super, sabe, de anos, que a gente, nossa, troca experiências e enfim, tá ali uma pela outra. Parece um negócio meio assim superficial mesmo. Então não entendo. Então, Marli, de verdade, eu não acho que você foi responsável. Eu até vou dizer, quando você fala que você faria mais por ela, enfim, daria mais essa satisfação pensando nela do que em você, que até te deixaria um pouco desconfortável.
Eu acho que você tá certo. Eu acho que não é para a gente ficar desconfortável, sabe? É o que eu sempre falo, gente, o desconforto vai cair em alguém, entendeu? Vocês concordam comigo? Vocês discordam de mim? Queria muito saber o humilde de vocês, mas os meus humildíssimos aqui eu não acho que você devia uma grande explicação, sabe? Mesmo porque, como você mesma falou, se você fosse de fato contar o porquê você se afastou, ela ia negar.
Então fica um negócio meio tipo, para que que eu vou conversar se essa pessoa vai negar tudo que ela fez? Talvez um "Oi, tudo bem, tô ocupada", sei lá, dá um migué. Mas para mim, o fato de cortar contato já passa o recado. Então não sei, gente, gostaria muito de saber os humildes de vocês, o que vocês acham, se vocês acham que a Marli foi errada ou não. Eu sinceramente acho que não. E aí queria dizer também que, Marli, eu super te entendo quando você fala de sonho, de intuição.
Eu sou uma pessoa que também dou um certo valor para essas coisas assim, e eu também tento sempre confiar na minha intuição. Mas aí eu entro numa coisa de tipo, meu, será que é minha intuição ou será que eu tô noiando nas paradas, sabe assim? Mas eu super entendo e eu sou dessas também, que quando eu sonho com alguém eu já fico, Mas é isso, gente, deixem aí os seus humildes pra Marli. Marli, muito obrigada por ter confiado a sua história aqui no podcast.
E eu só queria lembrar pra qualquer pessoa que queira mandar a sua história, é só mandar pro e-mail que tá na descrição do episódio. E aí, vamos lá, vamos de histórias do Reddit. Eu separei duas histórias. Uma é da pegada de essa colega de trabalho tá dando em cima do meu namorado, o que que eu faço? E a outra é na pegada de meu, dei um corte sem explicação na minha colega de trabalho, tô errada, tô certa, tá bom? Então vamos lá.
Como dar um chega pra lá na minha colega de trabalho que fica dando em cima do meu namorado? Nham, nham, nham. Eu, mulher 24 anos, preciso de conselho sobre como dar um chega pra lá numa colega de trabalho, mulher 25, que fica dando em cima do meu namorado, homem 25. Pra dar um contexto, quando eu comecei nesse emprego, essa minha colega, que eu vou chamar de Alicia aqui nessa história, tinha quase a mesma idade que eu. Um detalhe sobre Alicia que eu acho importante falar é que ela é mãe solo.
No começo ela era super legal e ela parecia bem a fim de engatar uma amizade fora do trabalho. Eu não sou muito de ficar procurando amizade no serviço, geralmente eu tento evitar isso, mas de vez em quando eu acabo fazendo alguma amizade assim. É aí que vem o problema. Lá para o meio do ano passado, a Alicia ficava tentando marcar as coisas comigo fora do trabalho sempre, por vários motivos. "Eu vivia recusando ou inventando alguma desculpa, mas no fundo eu sentia um pouco de pena dela.
Parecia que ela tinha perdido uma parte da juventude por ter sido mãe muito nova." Aí ela coloca entre parênteses: "Eu só imagino isso por causa das conversas que ela tinha comigo, que ela falava que ela não tinha curtido a vida quando ela era mais nova, que ela não tinha ido a nenhuma festa e feito as coisas que ela queria quando ela tinha 20 e poucos anos." Em uma dessas vezes, eu tava conversando com uma outra colega de trabalho sobre o que eu ia fazer no final de semana.
Ela ouviu de longe e se meteu na conversa. Eu tava querendo ir para um evento na sexta e ela começou a falar que ia ser muito legal se a gente fosse na quinta à noite. Esse evento ia rolar o final de semana inteiro, com atração diferente a cada dia de evento. Ela insistiu tanto que eu acabei topando. Eu pensei: "Ai, que que custa ir só dessa vez?" Pra essa parte da história não ficar muito longa, a noite foi um desastre. Deu tudo errado.
Deu um monte de B.O., mas eu vou focar no que mais importa aqui. Já tava super tarde e eu liguei pro meu namorado pra avisar que horas ele precisava buscar a gente. Como a gente ia beber, já tava combinado que o meu namorado ia ser o motorista da rodada, E ela já tinha o esquema dela pra ir embora depois. Do nada, a Alicia pega o telefone da minha mão e começa a falar com meu namorado. Nessa hora eu fiquei mais irritada por ela ter arrancado o celular da minha mão do que por ela estar falando com meu namorado.
Eu pensei: "Bom, ela tá bêbada, gente bêbada faz besteira às vezes, beleza, deixar quieto." Só que enquanto eu tentava pegar o telefone de volta, ela começou a falar toda cheia de gracinha e a dar em cima dele. Sem brincadeira, ela tava literalmente enrolando o cabelo e fazendo aquele olharzinho de santa. Gente, achei tão engraçado o olharzinho de santa. Eu consegui ouvir pelo telefone o meu namorado falando: você pode, por favor, devolver o telefone para o pi?
Dava para notar que ele tava incomodado. Eu conversei sobre isso com meu namorado voltando para casa e foi ele quem tocou no assunto primeiro. Eu pedi desculpa pelo comportamento dela e por ter deixado ela pegar o telefone da minha mão para começo de conversa. Ele não ficou bravo, mas aquilo deixou ele bem desconfortável e eu me senti muito mal por isso. Depois daquela noite, eu não gostei nada da atitude dela e eu decidi que eu nunca mais sairia com ela de novo.
E aí eu achei que a história ia morrer ali, só que aí vieram os meses seguintes. Cheios de comentários estranhos e cheios de indiretas. Teve uma vez no trabalho que ela me perguntou do nada: "Você e seu namorado já terminaram?" Uma outra vez ela me perguntou há quanto tempo a gente estava namorando. Eu acho que faziam 6 meses na época. E ela falou: "Ah, então vocês ainda estão na fase da lua de mel. É muito cedo para saber se vocês vão ficar juntos de verdade." Ela também vivia fazendo comentários maldosos disfarçados sobre a minha aparência.
Coisas do tipo: "Ah, você é só magrinha assim porque você tem 20 anos e você ainda tá no auge." Aí eu lembrei ela da minha idade de verdade e ela respondeu: "Ah, tá, então você é magrinha assim só porque você ainda não teve filho." E tudo bem, pode até ser, mas por que que a gente tá falando do meu corpo no trabalho sendo que eu nem toquei nesse assunto? Aí a gente chega no problema mais recente: a festa de Natal da empresa. Era a primeira vez que eu ia levar o meu namorado em algum evento do trabalho e eu tava super animada pra apresentar ele pra todo mundo.
Na festa tava todo mundo sentado numa mesa e a Alicia ficou comendo meu namorado com os olhos a noite inteira. Ela coloca entre parênteses: "Desculpa, eu não sei se tem um jeito melhor de eu explicar isso." E tentando dar em cima dele. Eu tentei ignorar, porque ele não tava dando a mínima para ela, mas eu tava ficando cada vez mais puta da vida. E não foi só isso, ela levou um acompanhante para essa festa. Tipo, como assim? Um pouco antes da gente ir embora, Alicia veio falar comigo e falou: a gente devia super sair de casal.
Aí ela coloca entre parênteses: mas nem morta. Quando a gente tava voltando para casa, eu comentei com meu namorado sobre o convite da gente sair de casal só para ver a reação dele. Ele soltou um "tá louca?" e disse que de jeito nenhum. Aí ele começou a falar sobre o comportamento dela durante a noite. O que ele contou batia certinho com o que eu tava vendo também. Ele ficou bem desconfortável. Isso me deixou bem chateada porque eu trabalho com uma galera muito legal e é um saco ver uma pessoa sem noção estragar o clima.
E é por isso que eu venho pedir socorro aqui pra vocês. O que eu faço com a Alicia? Eu vim ignorando tudo até agora e não tá adiantando nada. Eu sei que ela quase nunca vai ver meu namorado de novo, mas eu fico preocupada dele parar de ir em eventos do trabalho comigo só por causa disso. E eu nem tiro a razão dele. Ou dele até se sentir mal se ela estiver lá. E pra ser sincera, eu já tava de saco cheio desses comentários dela.
Eu espero de verdade conseguir algumas dicas do que eu posso fazer pra cortar as asinhas dela. Mas de um jeito bem sutil e profissional. Pra eu saber o que falar quando ela fizer alguns comentários desses sobre o meu namorado ou sobre mim. Eu não entendo a intenção dela com tudo isso. Parece aquela coisa típica de ensino médio, de menina invejosa que a gente vê em filme. Eu juro que eu nunca me senti tão desrespeitada por alguém assim.
Eu não sei se ela simplesmente gostou do meu namorado, apesar de que ela já era cheia dessas gracinhas antes de conhecer ele. Ou se ela tem inveja do fato de eu não estar presa com filhos ainda. Eu não faço ideia. E mesmo assim, tanto faz. Eu só quero que isso pare. Me dá uma raiva e um negócio tão ruim só de lembrar disso. E eu odeio me sentir assim. Então, por favor, qualquer conselho ou visão que vocês puderem me dar vai me ajudar muito.
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Sabe, eu sei que o ideal, no mundo ideal, a gente gostaria, né, sei lá, algumas vezes de dar uma resposta educada e de dar um toque falando: querida, se contém aí. Mas nem sempre adianta, viu, gente. Às vezes eu acho que a gente tem que dar na mesma moeda, sabe assim. E é isso. Agora, também eu não acho válido eventualmente o namorado dela parar de ir em evento só porque essa pessoa vai estar e porque ele vai se sentir desconfortável.
Confortável. Então eu acho que é cortar na raiz mesmo, sabe? Às vezes até ser um pouco grossa, porque é isso de devolver o desconforto, né? A pessoa ela não tá se importando em deixar o clima desconfortável, enfim, fazer comentários não muito agradáveis. Então não acho que tem que ter a mesma consideração do outro lado. Faz sentido? Vamos aos comentários mais votados. Primeiro: Corta contato total. A cabeça dela é de uma adolescente de ensino médio que não respeita os seus limites e nem liga se você tá feliz.
Fora do trabalho, para você ela não existe. Dentro, só conversa com ela sobre o trabalho. Se ela forçar a barra para entrar na sua vida, denuncia para o RH. Ela merece zero empatia e nenhum segundo do seu tempo. Segundo comentário: eu vou sugerir uma coisa que pode ser um pouco polêmica. Arma uma situação bem casual para ela se enfiar de novo, sabendo que o seu namorado vai estar junto. Quando vocês estiverem no restaurante ou em qualquer outro lugar público, inventa uma desculpa para sair da mesa, para eles conversarem os dois sozinhos.
E aí o seu namorado deixa bem claro que ele não tem o menor interesse nela. Mas tenta fazer de um jeito que não seja pesado demais. Com sorte, isso vai ser o suficiente para ela cair na real e sumir da sua vida. Eu acho que aqui pode ser os dois, sabe? Pode ser dando cortes nos comentários. E aí, se ela tiver num evento que o namorado também tiver e ela der em cima do namorado, o namorado também pode se encortar, sei lá, né? Faz por todos os lados, corta os comentários.
Gente, tem que cortar às vezes sendo meio grosso, meio rude mesmo. E assim, paciência. E aí, se um dia tiver um evento aí da empresa que o namorado for e ela der em cima, ele também. Todo mundo se posiciona. Que que vocês acham? Terceiro votado, que é o Pi Responde: não dá corda nenhuma para ela, seja a pessoa mais indiferente do mundo. Dá umas respostas bem curtas e não compartilhar mais nada da sua vida com ela. OP responde: Beleza, eu gostei dessa abordagem.
Até agora, quando ela falava esse tipo de coisa, eu simplesmente não respondia nada. Mas eu queria muito conseguir falar alguma coisa que deixasse claro o quanto o comentário dela foi bizarro. Só que eu não queria partir para ignorância logo de cara e me dar mal no serviço. De qualquer forma, eu vou testar essa tática. Sabe uma dica? Talvez é algo que eu costumo fazer de vez em quando. Eu dou umas cortadas e depois eu falo: imagina, só tô brincando, querida, nem quis dizer isso, sabe?
Você é grossa, você impõe. E aí, para não se queimar, você fala: ai, tô só zoando, sabe? É uma tática também. Deixo aí para quem quiser usar, né? E aí ela tem uma atualização bem curtinha. Obrigada pelas respostas e pelo conselho de todo mundo. Muita gente aqui comentou sobre dar um gelo nela e só responder o básico, então acho que é isso que eu vou fazer. Se não funcionar, eu vou bater de frente com ela. Eu sei que vocês queriam uma atualização do que aconteceu, então se acontecer algo de importante eu volto para contar.
Valeu mesmo, gente! Não tem mais atualizações, não me matem. Não me matem, não me critiquem, por favor. Não tem mais atualização. Eu acho que tem algumas situações com algumas pessoas que a gente tem sim que se impor de uma forma um pouco mais agressiva, sabe? Um pouco mais contundente, um pouco mais para que não, querida, aqui não. Vai fazer esses comentários para lá com outras pessoas, porque aqui não é lugar. É o que eu faria, eu acho.
E aí também pensar, gente, que nem toda amizade de trabalho vai virar uma super amizade, né? Nem sempre uma relação bacana— não que essa seja, mas nem sempre uma relação bacana vai virar uma super amizade fora da vida real. Algumas, em algumas situações, lógico, sim, mas em outras eu acho que é sempre melhor sabe, ficar com o pé atrás e ter um cuidado. Esses são os meus humildes. E aí vamos para última história do dia que eu separei, em que a OP deu um gelo total na pessoa.
Eu queria saber o que vocês pensam, mas antes de eu ir para ela, eu venho com meu recado de sempre para você, por favor, seguir o podcast aqui no Spotify, dê as 5 estrelas caso você ainda não tenha me dado esse privilégio. Inscreva-se no YouTube também, todos Todos os links estão aí na descrição do episódio. Siga as redes sociais também, que me ajuda muito. Então eu conto com a ajuda de vocês. E vamos lá para a última do dia. Fui babaca por dar um gelo total em uma colega de trabalho?
Eu, mulher, 33 anos, trabalho como professora substituta por meio de uma agência. Eu conheci uma colega também substituta que eu vou chamar de Jane. Mulher na faixa dos 50 anos. A gente se conheceu em uma escola em que a gente foi escalada para trabalhar juntas por uma semana. No começo foi tudo bem, porque ela só curtia conversar comigo sobre o trabalho e eu não via problema nenhum em bater um papo antes do trabalho começar. A gente trocou telefone porque eu não via mal nenhum em falar com ela por mensagem de vez em quando, só que a coisa começou a me incomodar quando ela vinha com papo de "Você tá ocupada?" ou "Queria conversar fora do horário do expediente, principalmente à noite." Ela queria ficar horas conversando comigo por mensagem.
Ela até tentou falar comigo em pleno sábado. O motivo disso ter me incomodado é que, pela própria natureza do trabalho como professora substituta, eu já preciso ficar de plantão ou pronta para atender o celular de segunda a sexta, das 6 da manhã às 7 da noite. Eu sentia que as ligações constantes dela era como se mais trabalho tivesse acumulando para o meu lado, e ela me procurava basicamente para ficar desabafando da vida e reclamando de tudo.
E é aqui que eu posso ter sido a babaca. Eu gosto de me desligar um pouco do mundo, e eu comecei a fazer isso assim que eu saía do trabalho nos finais de semana, já que a minha semana é super corrida. Com o tempo, por conta desse esquema de plantão do serviço, eu comecei a me sentir super esgotada. Então, comecei a ficar o mínimo possível no meu celular quando eu tava de folga. A Jani começou a me procurar cada vez mais e eu simplesmente decidi parar de responder ela.
Eu não tenho nada em comum com ela. E só para dar um contexto, a gente não tem necessidade nenhuma de manter contato porque a gente nunca trabalha na mesma escola. Então, eu simplesmente sumi. "Mas eu queria muito saber, eu fui babaca?" Gente, aí aqui eu vou ser muito contraditória, tá? No meu, acho que no meu primeiro comentário da Marli, na primeira história da Marli, que eu acho, continuo achando que a gente não tem que manter relações, conversas com quem a gente não tá afim.
Muito engraçado porque na história da Marli eu não acho que ela fez errado cortar, eu entendo porque ela cortou. Relação simplesmente e sumiu e não respondeu mais. Mas nessa aqui eu não acho que ela é a babaca, mas eu acho que ela poderia ter mandado um: Oi, Jane, tudo bem? Putz, meu, tô na correria, não vou conseguir te responder, e sumido. Você entende como eu sou completamente hipócrita? Mas para mim tem uma diferença nessas histórias, sabe?
Vocês acham que eu tô viajando? Me conta aí e me deixem os seus humildes. Vamos aos comentários. Comentário mais votado: ninguém é babaca nessa história, ela só tava tentando ser sua amiga. Se você não tem interesse, é só seguir a sua vida, ignorar ela. Uma hora ela vai se cansar. Segundo comentário mais votado: ninguém é dono do seu tempo, mas ajudaria se você pelo menos avisasse ela educadamente. Tipo: "Oi, eu não tô com cabeça agora pra conversar.
Eu tô focada em outras coisas e isso já tá me consumindo bastante. Eu espero que você entenda." Eu diria que você seria a babaca num universo paralelo se tivesse sido grossa sem necessidade. Então não, não é a babaca. Opi responde: "Muito obrigada, eu adorei a sua ideia do que eu poderia falar. Eu confesso que eu não sou muito boa sendo direta com as pessoas." Eu tô no espectro autista, eu já passei por experiências bem ruins quando os outros reagiram mal ao meu não.
Eu acho que é porque eu nunca tive colegas de trabalho me procurando desse jeito, então não sei muito bem como lidar com essas coisas. Gente, não acho que é babaca, sabe? Também às vezes consome mesmo muita energia. Às vezes a gente não tem, sabe, sei lá, energia de sobra para querer ser educada e gentil. Eu acho que eu responderia, mandaria uma mensagem bem assim: Oi, não tô com cabeça agora, boa sorte aí no emprego, beijo, tchau.
Mas ao mesmo tempo não acho que é babaca não. Mas não sei, gente, eu queria muito saber de vocês. Vocês acham nessas histórias aqui, o que que vocês acham? Você acha correto cortar Que é o famoso ghosting, né, que a galera fala. Vocês acham certo? Vocês acham errado? Eu acho que depende muito da situação. Por exemplo, a Marli, eu super entendo ela ter cortado contato com a colega de trabalho. E aí eu vou deixar a pergunta final aqui para vocês, que eu quero saber os humildes de vocês, mais conectada aí com a história da Marli.
Vocês acham que a gente deve explicação para alguém mesmo quando essa pessoa ela já passou várias vezes do limite? Deixa para vocês que eu jogo a bomba e eu deixo para vocês me responderem. E gente, as histórias de hoje foram essas. Eu espero muito que vocês tenham gostado. Eu conto muito com os humildes de vocês das histórias de hoje. Marli, muito obrigada de novo por ter mandado essa história aqui para podcast. Se você quer mandar sua história, é só mandar para o e-mail que tá na descrição, só pode ser história@gmail.com.
Na verdade não é só, né, sem o acento. Então é só pode ser história sem o acento no O e no história também. Enfim, para não ter erro, tá aí na descrição. Eu peço mais uma vez para finalizar o episódio, para você seguir o podcast no Spotify, dá 5 estrelinhas aí para mim, por favor. Inscreva-se no canal no YouTube também, deixa o hype no vídeo, deixem seus humildes Sigam as redes sociais que me ajudam muito. E por hoje é só. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui.
Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. A gente se vê no próximo. Tchau, tchau!