Só Pod 84 - Errei em ir pra cima dele?
Algumas pessoas perdem a cabeça em segundos. Outras passam anos tentando justificar uma decisão tomada no pior momento possível. Mas será que dá para condenar alguém sem entender o que levou aquela pessoa até ali?
✨Histórias sobre raiva, proteção e as consequências de fazer justiça com as próprias mãos.
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Isa
- Comentário sobre perda gestacionalComentário cruel sobre gravidez e perda · João · Renata · Reação do marido e da família · Histórico de abuso e alcoolismo de João · Consequências e possível reabilitação
- Violência FiccáriaNamorado agredindo a irmã · Maurício · Reação do irmão · Mia · Consequências da agressão · Apoio familiar e terapia
- Violência contra a filhaComentário sexual e ofensivo sobre a filha · Sérgio · Reação do pai · Regras absurdas do Sérgio
Eu sou babaca por ter dado um soco no marido da minha ex depois dele fazer um comentário sexual e ofensivo sobre a minha filha?
Yes!
E aí, galera, bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje vamos histórias só do Reddit. Essas histórias, gente, elas são na pegada de— eu encontrei uma e aí quis fazer um episódio com essa pegada de eu não concordo, mas eu entendo porque a pessoa fez. Antes de eu começar, é importante dizer que todas as histórias, todas que eu vou ler hoje, elas contêm tópico de violência física. E também algumas delas contêm tópicos de violência doméstica, alcoolismo, perda gestacional e comentários inadequados envolvendo menor, tá bom?
Então, se esses são tópicos sensíveis para você, por favor, ouça com cautela ou considere não ouvir esse episódio, beleza? Antes de eu começar, só vou deixar muito claro que aqui nesse podcast eu não compactuo com nenhum tipo de violência, tá? Mas fica a pergunta aí: será que no lugar dessa pessoa eu faria diferente? E aí eu quero muito saber a opinião de vocês. A primeira história começa: eu sou babaca por ter dado um soco no marido da minha ex depois dele fazer um comentário sexual e ofensivo sobre a minha filha?
Minha ex e eu separamos quando a nossa filha Sarah tinha 4 anos. Hoje ela tem 14. Minha ex tá casada com o atual marido, o Sérgio, há quase 3 anos. Eu fico com a Sara 4 dias por semana por causa da escala de trabalho da mãe dela. E eu nunca gostei do Sérgio. Ele sempre me passou uma vibe meio estranha. Minha filha e eu somos muito próximos. A Sara combinou de ir no cinema com os amigos e depois passar na casa de um deles. Ia ter alguns meninos lá.
Eu falei para ela ficar esperta e me ligar se ela ficasse desconfortável. Essa conversa rolou na casa da mãe dela enquanto eu tava lá para buscar ela. O Sérgio, que é o marido da ex-mulher dele, tava no mesmo cômodo e soltou: por que que você tá preocupado? Ela nem peito tem ainda. Aí ele coloca entre parênteses: minha filha já é super encanada com o corpo e já tinha me pedido para eu comprar sutiã com bojo só para ela se enturmar com as amigas.
A Sara travou na hora e subiu correndo pro quarto. Eu perguntei o que se passava na cabeça dele pra ele falar isso de uma menina de 14 anos. Ele disse que ele só tava falando a verdade e que ela tava "a salvo" perto dos meninos. Ali me subiu um sangue tão forte que as minhas mãos agiram antes de eu conseguir raciocinar. Eu dei um soco na cara do Sérgio. Minha ex me botou pra fora e me mandou esperar pela Sara no carro. Mais tarde naquela mesma noite, minha ex me mandou uma mensagem dizendo que eu tinha que pedir desculpa pro Sérgio.
Ela falou que talvez ele precisasse ir pro hospital porque o nariz dele ficou bem machucado, que ele só tava zoando e que eu perdi o controle. Eu senti como se ele tivesse sexualizando a minha filha e ainda diminuindo ela por causa de uma coisa que já deixa ela super encanada. Eu fui o babaca? Comentário mais votado: Não é o babaca. Que situação bizarra, sério. Eu espero que a Sarah saiba que você é um baita pai por ter defendido ela desse jeito.
Não que a violência seja sempre uma resposta, mas o que o Sérgio falou passou de todos os limites. Eu espero que ela esteja bem. Eu fiquei pensando aqui se uma hora dessas a Sarah não vai querer morar com você direto, e se isso é possível para vocês, caso ela não se sinta segura morando lá. "Com certeza o juiz aceitaria de boa se você tiver como fazer isso. É só uma ideia pra você pensar." Opi responde: "Ela já mora comigo na maior parte do tempo.
O esquema dela comigo é 4 dias por semana, mas às vezes eu também fico com ela nos outros 3. Eu sempre pergunto pra ela se o Sérgio deixa ela desconfortável ou se ela se sente bem lá. É que mesmo sem esses comentários de tarado, Ele já tentou colocar ela de castigo por bobeira. Ele quer dar punição por coisas que davam super pra resolver na conversa. E ele ainda paga de durão. Tipo, se ela esquecer de colocar o lixo pra fora, ela fica 2 semanas sem um computador.
Se ela mexe no celular na mesa, a mesma coisa acontece. Eu tive até que comprar um celular novo pra ela porque o antigo vivia confiscado por besteira. Ela diz que ela nunca se sentiu desconfortável perto dele, mas que é muito difícil aguentar essas regras absurdas. Segundo comentário mais votado: O comentário dele foi extremamente nojento. Um monte de mulher e pessoas sem peito, sem curva ou sem qualquer atributo sexy sofrem abuso.
Ter ou não ter peito não tem nada a ver com isso. Hope responde: Esse é exatamente o meu ponto. Eu tenho zero tolerância com esse tipo de coisa. Quando eu era mais novo, a irmã caçula do meu melhor amigo era super moleca. Ela só andava de camiseta larga e shorts de basquete. Ela roubava quase todas as roupas do irmão. E ela foi abusada. Isso pode acontecer com qualquer um. Primeira história curtinha, tá? E aí, gente, a pergunta que fica é: eu acho que violência é a melhor das respostas?
Não, não acho nem um pouco. Mas eu entendo porque ele partiu para violência? Se eu falar não, nossa, não entendo, eu vou estar mentindo. Então eu acho que a pegada desse episódio vai ser: discordo, porém consigo entender porque a pessoa chegou nesse limite. E aí eu queria muito saber de vocês se vocês passam pano para cada uma das histórias que eu vou ler hoje, ou se vocês acham que, meu, não, não tem como, não tem como passar pano.
E é isso aí, violência não. E outra coisa também que eu acho importante falar: a gente nunca sabe o que a outra pessoa é capaz de fazer. Então diga não para violência, tá bom? E vamos para a segunda história do dia. As outras são mais compridas. Eu dei uma surra no namorado da minha irmã caçula e agora ela não fala mais comigo. Pra contextualizar, eu homem 20 anos tenho duas irmãs, que eu vou chamar de Olivia, mulher 25, e Mia, mulher 15 anos.
Essa história é sobre a Mia. Há mais ou menos uns 6 meses atrás, a Mia arrumou o primeiro namorado dela, o Maurício, homem 16 anos. Ela é completamente louca e apaixonada por ele e acha que esse moleque nunca erra. Bom, no geral ele parecia um cara legal. Entre parênteses, eu achava, e ela tava feliz. Então eu pensei, bom, de boa. Mas recentemente, nas últimas semanas, ela começou a voltar para casa cheia de roxos pelo corpo. Eu notei isso logo nos primeiros dias, eu perguntei para ela o que que era, mas ela desconversou.
Então contei para os meus pais e eu deixei quieto. Há 2 dias atrás, o namorado dela foi jantar lá em casa. A gente se divertiu, deu risada, conversou e a gente jantou todos juntos. Logo depois da janta, os dois foram direto para o quarto dela. Quando eu tava indo para o meu quarto, eu preciso passar na porta dela para chegar no meu, eu ouvi uns barulhos estranhos vindo de lá de dentro, tipo uns gemidos de dor. A porta tava aberta, então eu dei uma espiada para ver o que tava acontecendo e para falar para ela fechar a porta.
O que eu vi ali me deixou cego de ódio. O namorado dela, aquele merdinha, tava batendo nela. E não era briguinha de brincadeirinha, eram socos e tapas com força. Ela só ficou ali sentada apanhando como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Eu surtei. Eu entrei com tudo no quarto Peguei ele pelo pescoço e eu bati nele com toda a força que eu tinha. Eu fiquei completamente cego de raiva. E quando eu me dei conta, ele tava com o nariz quebrado, a boca estourada e a cara quase toda roxa.
Eu não sei o tamanho do estrago que eu fiz nele, porque a única coisa que passava pela minha cabeça era que ele tava batendo na minha irmã. Então eu não lembro de muita coisa. Eu só lembro dos meus pais me arrancando de cima dele e da minha irmã chorando desesperada. Eu mandei ele sair da nossa casa e nunca mais aparecer na frente dela. Depois que ele foi embora, eu expliquei tudo para os meus pais e contei o que tinha acontecido.
Eles entenderam, mas disseram que eu passei um pouco do limite. A Mia, por outro lado, não entendeu. Ela ficou puta comigo por ter batido no namorado dela por nada. Eu fiquei em choque. Ela disse que aquilo era super normal. Eu tentei explicar que não, não era normal, mas ela não quis me ouvir. Agora ela tá puta da vida comigo e fica me cobrando pra pedir desculpa pra ele. A Olivia, que é a outra irmã do Pi mais velha, entendeu o meu lado e até tentou conversar com a Mia, mas ela também não quis ouvir minha outra irmã.
Um dia depois, ela invadiu meu quarto gritando comigo por eu ter estragado o relacionamento dela, porque pelo visto ele terminou com ela. Eu não sei o que fazer, gente. Por um lado, eu não quero ver minha irmã se machucando. Por outro, ela ainda amava ele. Ela não fala comigo desde que tudo isso aconteceu. So good, so good, so good.
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Eu tô completamente perdido, sem saber o que fazer agora. Eu amo a Mia, eu não aguento ver ela assim, mas eu já tentei de tudo para ela entender que aquele cara não presta. Qualquer conselho é super bem-vindo. Como que eu faço para ela entender? "Como eu faço para ela abrir os olhos?" Vocês entendem que discordo, porém entendo porque a pessoa chegou nesse nível? Edição, por favor, tentem entender o meu ponto de vista. Eu só quero conselho de como ajudar minha irmã a passar por isso.
E eu não tô mentindo, como alguns de vocês disseram. É difícil ler esse tipo de comentário, de verdade. Então, por favor, se você não tem nenhum conselho bom para dar, Pelo menos não fique insinuando que eu tô mentindo. E aí, gente, a gente tem dois comentários que o Pi não responde, e os comentários foram meio divididos mesmo. Foi tipo: que absurdo você ter feito isso com um cara de 16 anos. E outra parte do comentário super passando pano para ele.
Primeiro comentário: meu Deus, o povo aqui falando que você é um bom irmão, pelo amor de Deus. Cê quebrou o nariz dele na porrada? Cê é louco? Era só tirar ele do quarto, botar ele pra fora de casa, sei lá, mas bater no moleque de 16 anos desse jeito? Caramba, é você quem tem problema. Segundo comentário, que vai por outro lado completamente diferente: Nunca peça desculpa por defender a sua irmã. Beleza, ela tá puta agora, mas uma hora isso vai passar.
Criança pequena também chora e fica brava quando você tira o garfo da mão dela antes dela colocar na tomada. Pra falar a verdade, eu faria exatamente a mesma coisa. Agora ele tá marcado, ou seja, o único jeito dele não apanhar de novo é sumindo da sua frente, o que vai fazer ele ficar longe da sua irmã. Ela pode não entender isso agora, mas ela vai te agradecer muito quando ela crescer e esquecer esse cara. E aí a pergunta que fica pra vocês, nos seus humildes, cês são mais, time do primeiro comentário, tipo, meu, você é louco, você bateu num cara de 16 anos, sendo que, né, o Oppie tem 25, se eu não me engano, perdão, Oppie tem 20 anos.
Ou vocês são do time, pô, eu faria tudo também para defender meus irmãos, principalmente, nossa, gente, vê ela apanhando de um cara, sabe? Então assim, deixo para vocês, gente. Eu queria muito saber os humildes de vocês. E a gente tem uma atualização dessa história. Vamos lá. Muita coisa aconteceu desde o meu último post. Primeiro, eu queria agradecer a todo mundo pelos conselhos. Vocês me ajudaram demais. Eu fiz o que algumas pessoas sugeriram.
Eu entrei em contato com o Centro de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica aqui perto de casa. Eu peguei uns folhetos deles e eu espalhei pela casa toda. Depois disso, a Mia pareceu entender um pouco a gravidade, mas ela ainda não tava falando comigo. A Olivia, que é irmã de 25 anos dele, nossa irmã mais velha, veio aqui em casa com o marido dela e teve uma conversa bem franca, de coração aberto, com a Mia. Ela explicou que o que o cara fazia com ela não era amor, que não era normal, e que o que eu fiz foi para proteger ela.
A Mia pareceu dar uma amolecida depois de tudo isso e ela veio falar comigo. Tudo bem que ela tava sendo ainda meio grossa, mas já é um começo. No dia seguinte, a gente foi todo mundo até a escola dela. Eu, a Mia, a Olivia e o meu pai. Minha mãe tava trabalhando e não conseguiu ir. Enfim, a gente foi direto pra diretoria. A gente conversou com o responsável e eles marcaram uma reunião com o ex dela e os pais dele. Depois que a gente saiu da escola, todos fomos almoçar fora.
E foi aí que a Mia e eu conversamos de verdade. Eu falei pra ela que eu amo ela e que eu não aguentava ver ela se machucando daquele jeito. Eu falei que o que o namorado dela fez foi totalmente errado e que eu só tava tentando cuidar dela. Rolou muito choro e a gente pediu desculpas um pro outro. No outro dia, a gente voltou pra escola pra reunião com o ex e com os pais, que já estavam lá. Eu tive que fazer uma força sobre-humana pra não voar no pescoço dele de novo.
A gente repassou tudo o que aconteceu e os pais dele ficaram em choque. Pelo visto, o moleque tinha dito pra ele que os machucados que ele tava tinham sido de um tombo de skate. E sim, os tontos dos pais acreditaram. Mas depois que a gente contou o que realmente tinha rolado, primeiro eles ficaram putos comigo por ter batido no filho deles, mas logo a raiva deles mudou e o foco foi todo pra cima do filho por conta da agressão.
Pelo que a minha irmã me contou, a mãe dele veio de um lar super abusivo e odeia violência doméstica com todas as forças. Então, pode acreditar em mim, o ex levou o maior esporro da vida dele. Eles pediram desculpa para minha irmã e a gente decidiu não prestar queixa, nem pelo abuso contra minha irmã e nem pelo sacode que eu dei nele. A gente voltou para casa e tudo parecia tá bem. Isso foi ontem. Hoje a minha voltou da escola e toda a nossa família sentou para conversar sobre o que aconteceu.
Pelo visto, o merdinha foi suspenso. Sim, só suspenso, não expulso. Eu sei, eu teria ficado bem mais feliz se ele tivesse sido expulso. Ele levou um castigo pesado dos pais e a escola fez uma palestra sobre abuso em relacionamentos e abusos em geral. Depois que a minha mãe foi fazer o jantar e o meu pai foi assistir TV, nós três conversamos sozinhos e eu dei a ideia da Mia fazer terapia. Ela ficou meio receosa no começo porque os nossos pais enfiaram na cabeça dela que terapia não funciona, mas depois de mais ou menos uma hora conversando comigo e com a Olivia explicando tudo, ela topou.
Eu vou pagar tudo do meu bolso. Por enquanto o plano é esconder isso dos meus pais. Mais uma vez eu queria agradecer a todos pelo conselho. Me ajudou demais a lidar com toda essa situação. Amanhã eu vou tirar a Mia mais cedo da escola e a gente vai escolher qual terapeuta e qual terapia ela prefere. Se quer sessões sozinha ou comigo ou com Olivia junto. Vai levar um tempo para Mia se livrar de toda manipulação do ex. Sim, como alguns de vocês me falaram, o abuso foi vindo aos poucos e geralmente vinha acompanhado daquela fase de "mar de rosas".
Mas eu tenho certeza que a gente vai superar isso. Se eu não postar mais nenhuma atualização depois dessa, é porque ficou tudo bem. Se acontecer algo que vale a pena contar, eu aviso vocês. Obrigado de novo. Bom, como vocês sabem, eu fazia estimuloterapia, né? Sempre vou sugerir terapia para vocês. E, gente, assim, não compactu com a violência, tá? Digam não sempre para violência. Mas eu entendo porque ele chegou nesse nível. Eu acredito que se sou eu, se eu pego assim, sabe, alguém batendo, Deus o livre, no meu irmão ou nas pessoas que eu considero tipo irmãos, que é, por exemplo, a Fê, que vocês conheceram, eu acho que eu perco o controle também.
Então é difícil julgar, né? E aí, gente, eu só queria dizer uma coisa que eu acho importante: é quando pessoas próximas a nós, elas passam por relacionamentos abusivos, É muito normal a pessoa se isolar, né, infelizmente. E aí, por exemplo, eu acho que eu, no lugar desse irmão, eu tentaria com todas as minhas forças, que eu imagino que é super difícil para ele, eu tentaria engolir o que eu sinto pelo cara, por mais que eu queira que, nossa, enfim, ele seja expulso, etc., e não julgar para fazer com que a Mia se sinta confortável em compartilhar experiências dela.
Às vezes com esse ex de novo, não sei se ele vai tentar voltar a falar com ela, ou em eventuais aí relacionamentos futuros. Eu espero que não, mas eu acho importante a gente, por uma tática mesmo, tá, gente? Então não sei, gente, acho que minha dica aqui talvez para o Piscis seria isso, sabe? Eu sei que você deve querer ver esse cara mais longe possível de você, mas não se feche, sabe? Sei lá, esteja aberto aí para sua irmã, para que ela se sinta confortável contando.
Porque quando a gente sabe, a pessoa consegue se abrir, é muito mais fácil da gente conseguir ajudar. E aí eu separei a pior história para o final, como se, né, essas fossem super ótimas, mas essa daqui é pesada, tá, gente? E antes de eu ir para ela, eu vou pedir por favor para você seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas, isso me ajuda muito, muito, muito. Se você tá no Spotify e puder me dar uma força lá no YouTube também, e vice-versa, se você tá no YouTube e puder me dar uma força no Spotify, eu agradeço demais.
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Olha isso aqui, ó. Sabe por quê? Eu tenho um produto tipo progressiva, falando nada com nada aqui, tá, gente, só para dar uma descontraída e para vocês entenderem porque eu tô o episódio inteiro assim. Eu tenho um coisa que eu passo, tipo, sabe progressiva de banho? Porque eu tenho muito frizz. E aí quando eu passo, eu sinto que ele dá, meu cabelo dá uma, sabe, acalmada de frizz. E aí eu tento deixar sempre um dia inteiro, só que nossa, eu tô me sentindo, gente, eu, esse cabelinho assim, ó, olha, olha, eu tô mexendo porque parece que eu tô, sabe, sem volume no cabelo.
Enfim, vamos continuar. Vamos para a última história do dia, e para mim, no meu ranking, a pior. E eu quero que vocês já deixem aí os seus humildes, se vocês acham que essas pessoas— acho que a pergunta final é: dá para passar pano? Vamos lá. Eu sou babaca por bater no meu irmão no aniversário do meu pai, depois do que ele disse para minha esposa grávida.
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Eu, homem, 36 anos, vou ser pai de uma menina daqui mais ou menos 1 mês. Minha esposa, que eu vou chamar de Renata, mulher, 35 anos, e eu estamos juntos desde a época da faculdade. Nossa vida é maravilhosa, mas a gente teve uma perda gestacional no final da gestação há pouco mais de 3 anos. Foi um baque enorme para mim, mas para ela foi 100 vezes pior, já que foi ela quem carregou o nosso menino por tantos meses. Felizmente essa nova gravidez está correndo super bem.
A gente tá radiante, mas há um medo absurdo de passar por tudo aquilo de novo. A Renata chega a ter pesadelo e ela me confessou que ela tá com dificuldade de curtir a gravidez. De tanto pavor de que dê algo errado de novo. Para vocês entenderem o contexto familiar, eu sou o mais velho de 3 irmãos. Eu tenho uma irmã de 33 anos e eu tenho um irmão de 30 anos, o João. O João sempre foi um garoto bom, o típico filho de ouro na nossa infância.
Eu sinceramente não sei o que aconteceu, mas a cabeça dele virou do avesso. Ele começou a viver em festa e ele largou a faculdade de direito. Depois ele tentou ser ator, não deu certo, e ele acabou conseguindo um emprego como professor num colégio particular. Só que o contrato dele não foi renovado esse ano. Agora ele e a esposa dele tão morando de graça na casa dos meus pais. A minha mãe diz que ele passa o dia bebendo, não mexe um dedo para achar outro emprego.
Trata todo mundo mal e ele ainda culpa os meus pais pelo fracasso dele. Todo mundo na minha família ama minha esposa, menos o João. Eu acho que ele morre de inveja dela porque ela é advogada, ela trabalha como defensora pública federal e ela se formou numa faculdade muito boa. Ele vive soltando indiretas sobre a condição financeira da família dela. O apelido dele para ela é princesa. E ele adora falar que o trabalho dela é defender psicopata de graça.
Eu costumava cortar as piadinhas dele na hora e bater de frente com ele, mas a Renata me pediu para parar. Ela prefere evitar esse tipo de situação. Ela só finge que não é com ela e deixa a pessoa passar vergonha sozinha. Como ela tem 3 irmãos homens, ela tá acostumada com esse tipo de provocação e ela nem liga tanto. Já eu fico possesso. Eu já chamei o João para conversar várias vezes e ele sempre se esquiva falando que é só uma brincadeira e que ele gosta dela.
Minha mãe também já cansou de pedir para ele parar de ser ignorante. Ele promete mudar, mas nunca muda. Enfim, ontem foi o aniversário do meu pai e eles chamaram a família inteira para jantar. Quando a gente chegou, o João já tava bêbado e ele continuou virando taça atrás de taça durante todo o jantar. A esposa dele pedia pra ele parar, só que ele nem ligava. No final da noite ele já tava com a voz super arrastada, quase caindo de bêbado na mesa.
Aí uma hora minha mãe perguntou pra Renata como que tava a gravidez, e ela respondeu que tava tudo bem. Minha mãe se emocionou e disse que tava torcendo muito por ela, e que ela sabia que dessa vez ia dar certo. Foi aí que o João soltou do nada:— Bom, pior que da última vez não tem como, né? E começou a dar uma gargalhada histérica. Eu nem sei explicar a cara de choque e de horror da minha esposa. Eu avisei para o João que aquele comentário tinha passado de todos os limites, mas em vez do meu irmão calar a boca, ele continuou rindo e falou:— Ah, só seria pior se a Renata morresse junto.
E logo em seguida ele olhou para mim e perguntou: "Se você tivesse que escolher, você preferia que quem morresse? A Renata ou seu bebê?" A mesa inteira começou a gritar com ele e eu perdi totalmente a cabeça. Eu empurrei ele da cadeira e dei um soco na cara dele. Meu pai e meu cunhado tiveram que me segurar para eu não ir para cima dele de novo. A Renata e a esposa do meu irmão estavam chorando. Eu falei para os meus pais que eu tava indo embora porque eu não ia ficar mais nenhum segundo no mesmo teto que aquele moleque.
A gente ainda tava no caminho pra casa quando a minha mãe me ligou chorando. Ela disse que ela ficou tão horrorizada que ela até expulsou o João da casa dela na mesma hora. Depois eu fiquei sabendo que eles foram pra casa da irmã da minha cunhada, que é esposa do João. Mas honestamente, eu não quero mais saber do meu irmão. A Renata, que costuma ser super forte com essas coisas, passou o dia inteiro chorando. Ela me disse que foi a coisa mais cruel que ela já ouviu na vida dela.
E que o João devia odiar profundamente ela pra conseguir fazer uma piada com isso. Eu nunca vi ela tão abalada na gravidez inteira. É bizarro pensar nisso. Ainda mais sabendo o quanto tudo isso já deve estar sendo super difícil pro nosso psicológico. Hoje de manhã, o irmão mais velho da Renata me ligou puto da vida comigo. Ele é super protetor com a irmã dele. A minha esposa tinha ligado pra ele ontem à noite chorando e ele me ajudou a acalmar ela pelo telefone.
Só que hoje ele veio me cobrar. Ele perguntou como que eu tive a capacidade de sujeitar minha esposa grávida a passar por isso por causa do meu irmão. E ele disse que ele nunca mais quer ver o João na frente dele. Eu pedi desculpa, eu falei que eu nunca imaginei que meu irmão chegaria nesse nível, mas o meu cunhado desligou na minha cara e não me atende mais. A Renata já falou para ele que a culpa não foi minha, que ela mesmo pediu para eu ignorar o João.
Mas eu entendo meu cunhado, eu também sinto que eu falhei com a Renata por não ter colocado meu irmão no lugar dele antes, mesmo sem nunca ter passado pela minha cabeça que ele faria piada com isso. A cereja do bolo foi minha mãe me ligando e contando que o João acordou hoje sem lembrar de absolutamente nada e que ele começou a chorar que nem um louco quando a minha cunhada contou o que aconteceu. Essa cunhada é a esposa do João.
Ele topou ir para reabilitação e reconheceu que ele tem um problema grave com bebida e que ele tá em depressão. Meu irmão foi abusado na infância pelo pai de um amigo. Longe de mim diminuir a gravidade disso tudo, mas ele e a minha mãe sempre usam esse trauma como desculpas para folga e para as grosserias dele. Eu falei para minha mãe que eu não quero mais saber porque eu não pretendo pisar no mesmo ambiente que ele nunca mais.
Minha mãe me falou que ela não espere que eu perdoe ele agora, até porque nem ela mesma perdoou, mas ela pediu pra eu deixar uma porta aberta pro futuro, porque aquele monstro de ontem não é o João de verdade. Minha mãe falou que ele é uma pessoa boa que passou por muita coisa e que a família inteira precisa apoiar. E falou que eu piorei as coisas por ter partido pra agressão física, porque isso deixou a Renata ainda mais nervosa e que a violência nunca é a resposta.
No fim das contas, ela acha que o João deve desculpas para minha esposa, mas que eu devo desculpas pelo João pelo soco que eu dei e para o meu pai por ter estragado o aniversário dele. Eu nunca comentei nada disso com a minha esposa para poupar ela de todo esse stress, mas nem passa pela minha cabeça pedir desculpa para o meu irmão e muito menos deixar ele chegar perto da minha esposa de novo. Eu odeio violência, mas eu não sinto nenhum pingo de remorso por ter batido nele.
Eu sei que ele tá doente, que provavelmente ele não falaria aquilo sóbrio, mas o que ele fez ontem foi imperdoável. Eu sou babaca por ter partido para cima dele e por me recusar a perdoar o meu irmão, mesmo ele indo para reabilitação? Gente, eu achei pesadíssima essa história. Nossa, meu Deus do céu, eu achei pesadíssima assim. E o que eu sempre falo, gente, é que a gente entender o por trás, né, do comportamento da pessoa explica o comportamento, mas não justifica, né.
Nada justifica ele falar isso para esposa dele, a esposa do Pique, eu tô querendo dizer. Eu sinto muito que ele tenha passado por um abuso na infância e, né, para ele tá lidando aí com alcoolismo, mas, gente, Não tem como. Você imagina, meu Deus, você sabe, no final da sua gravidez, você já teve uma perda gestacional antes, você ir para um jantar e ouvir isso do irmão, sabe, do seu cunhado. Nossa, para mim não tem como. Então é mais uma história que eu entendo porque a pessoa chegou nesse nível, entendeu?
Vocês compreendem também? Vocês acham que eu tô viajando? Contem aí, deixem os seus humildes, porque eu quero saber o que que vocês acham. Para mim, assim, eu nos meus humildíssimos entendo porque a pessoa chegou no nível de partir para violência. Não compactuo com a violência, mas eu entendo porque a pessoa chegou nesse nível. E assim, me colocando no lugar de todas as pessoas agora, falando num geral das histórias de hoje, eu não sei se eu faria diferente.
Gostaria muito Mas assim, não sei se eu conseguiria fazer diferente também, que eu sou meio bundona também. Não sei se eu partiria para violência, mas poxa, difícil, né? Difícil, bem difícil para mim. E vamos para os comentários dessa última história. Comentário mais votado diz: eu acho que agora você e sua esposa tem mais é que focar em vocês e na gravidez. O João precisa mudar de verdade e provar isso com atitude. E bota uma coisa na sua cabeça: perdoar alguém não significa que você tem que dar abertura para essa pessoa na sua vida de novo.
Sempre falo isso, sempre digo. Eu acho o ato de perdoar muito lindo, eu acho um pouco superestimado, talvez, mas não quer dizer: ai, perdoei, que nossa, vamos viver tudo que a gente sempre viveu. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu acho que as duas coisas podem andar lado a lado. Perdoei, mas também não quero mais contato. Segundo comentário: você não é babaca de jeito nenhum, você não estragou o aniversário do seu pai.
Quem estragou foi o João, o queridinho da mamãe. Tá mais do que na hora de cortar relação de vez com ele e dá um belo gelo na sua mãe por tentar te culpar e ficar passando pano para o filhinho de ouro dela. Se você quiser, chama o seu pai para almoçar fora para compensar, mas deixa bem claro que daqui para frente você e a sua família, você, Renata e o seu bebê, não pisam mais na casa deles. Se ele quiser conhecer a neta, o seu pai que vá até a sua casa, e sozinho, porque você não vai dar bobeira para o João ou para sua mãe falarem ou fazerem outra coisa do tipo.
Sabe aquele ditado: o que o bêbado fala, o sóbrio pensa? Você vai mesmo arriscar ele falar algo tão ruim ou ainda pior para sua esposa de novo e ver a sua mãe arrumando desculpa para ele? Opi responde: Valeu pela resposta, que bom saber que eu não sou o maluco da história. E aí, os humildes eu deixo para vocês, gente, sabe? Os humildes eu deixo para vocês, porque primeiro nenhuma história fica completa, claro, sem o comentário de vocês.
Eu acho que o resumão desse episódio é: discordo, mas entendo. Eu, tá, eu, nos meus super humildes, sissíssimos aqui, que não quer dizer que tá certo ou errado, é só a minha humilde opinião. Mas eu queria saber de vocês, queria muito saber de vocês, e queria que vocês falassem por história mesmo, tipo: a 1, não, acho que não precisava. A 2, pô, entendo. A 3, de jeito nenhum, sabe? E é isso, pessoal, histórias bem pesadas hoje, mas mesmo assim eu espero que vocês tenham gostado.
Eu vou pedir mais uma vez para vocês seguirem o podcast no Spotify, dê as 5 estrelinhas aí para mim, por favor. Inscreva-se no YouTube, deixa o hype no vídeo, deixa nos comentários, bora comentar. E também sigam as redes sociais que estão na descrição do episódio. Eu encho o saco pedindo isso, eu sei, mas é que me ajuda, gente, muito, muito, muito mesmo. E é isso, Pupi. Finalizando dizendo que a gente não compactua com violência, pô, tá bom?
Diga não à violência sempre, gente. Vamos todo mundo ficar seguro. Violência não é a resposta, tá bom? Estou falando isso de coração. E é isso, pessoal. Que foi, meu bebê? Tá na hora, eu sei. Sabe do que tá na hora? Eu sei, da papinha. Ixi, agora eles vão pular em mim. Mas vamos manter aqui a calma, tá? Que eu já dou. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. A gente se vê no próximo episódio. Ciao, ciao.
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