Episódios de Só Pod Ser História • Podcast

Só Pod 81 - Eu via ela como uma segunda mãe

09 de junho de 202635min
0:00 / 35:39

Durante anos, ela admirou essa pessoa e fez de tudo para manter a família unida. Mas, com o tempo, algumas atitudes ficaram difíceis demais de relevar.

✨Histórias sobre família, decepção e limites.

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Participantes neste episódio3
I

Isa

HostTécnica do IDR Paraná
M

Marina

ConvidadoEstrategista de Expansão e Marketing do Grupo Carbo
O

Opi

Convidado
Assuntos3
  • Relação da filha com GustavoRacismo contra o marido · Fofoca e manipulação · Conflito familiar · Estabelecimento de limites · Marina · Mãe da Marina · Marido da Marina · Filha da Marina
  • Racismo e o uso pejorativo de 'Zulu'Racismo e comentários ofensivos · Conflito familiar e manipulação · Dilema de afastar-se de familiar tóxico · Marina
  • Histórias de ouvintesCoexistência de amor e afastamento · Prioridade à família criada · Limites e saúde mental · Racismo como comportamento inaceitável
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Voz A:Eu sou babaca por não convidar a minha madrinha para o aniversário da minha filha? E aí, galera, bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje começando com história de ouvinte, quem me escreve é a Marina. O nome dela não é esse. Lembrando que se você quiser mandar sua história para ser lida e comentada aqui, é só mandar para o e-mail que tá na descrição do episódio. O título da história da Marina é: Eu sou babaca por não convidar a minha madrinha para o aniversário da minha filha? Antes de começar, é importante dizer que essa história contém tópicos de racismo, então se esse é um tópico sensível para você, por favor, ouça com cautela, tá bom? Ela começa dizendo: Isa, eu preciso muito desabafar, entender se eu tô sendo errada nessa história. Eu, mulher 27 anos, tenho uma madrinha de batismo, mulher 47, que é irmã da minha mãe. Inclusive, ela é a única irmã da minha mãe. Isso é importante. E assim, eu preciso começar sendo justa. Na minha infância, ela fez tudo por mim, tudo mesmo. Ela me tratava como uma filha, ela cuidava de mim, me incluía em tudo, tava presente. Então eu cresci com amor e uma gratidão muito grandes por ela. Eu via ela quase como uma segunda mãe. E também porque ela tem uma filha da minha idade, então a gente praticamente cresceu juntas. Então assim, era uma relação muito próxima, muito. Só que com o tempo eu fui percebendo algumas coisas. Coisas que quando você é criança você não entende, mas quando você cresce você começa a ligar os pontos, sabe? Ela é o tipo de pessoa que você tá na sala, ela vai para cozinha pegar um café e tá falando mal de você lá dentro. E por muito tempo eu não enxerguei isso. O grande problema começou quando eu comecei o meu relacionamento com o meu marido, homem 30 anos. A gente tá juntos há 14 anos, desde muito novo. E desde o começo ela nunca gostou dele, mas não era do tipo "ah, não fui com a cara", era pesado, ela era racista com ele, ela falava que ele não prestava, falava que ele não era uma pessoa boa, já chegou no absurdo de acusar ele de roubo, sendo que ele nunca fez nada, nada, e mesmo assim eu insistia. Eu era nova e morava com a minha mãe, então eu frequentava a casa dela. E eu levava ele junto às vezes. Depois que a gente casou, eu continuava insistindo. Eu brigava com ele pra ele ir, pra ele participar, pra ele manter esse vínculo, mesmo ele claramente desconfortável. E hoje eu vejo que ele sempre teve certo. Com o passar dos anos, ela só piorou. Ela falava mal dele pra outras pessoas, fazia comentários maldosos, e ele foi se afastando com razão. Mas eu ainda ficava naquele lugar de tentar manter a família unida, sabe? Até que teve um episódio que virou a chave pra mim. Um dia a gente foi na casa dela tomar um café. A gente conversou sobre várias coisas, inclusive sobre a minha mãe. Nada demais, conversa normal. Só que depois ela ligou pra minha mãe e falou que eu tinha falado mal dela. Coisas que eu nunca disse. Isso gerou um conflito enorme entre eu e minha mãe. Só que dessa vez meu marido tava junto. Ele viu tudo, ele ouviu tudo, e ele virou para mim e falou: "Eu te avisei." E dessa vez eu não consegui ignorar, porque não era a primeira vez. Eu comecei a lembrar de outras situações, de outras histórias, e eu percebi que ela fazia isso com várias pessoas. Era um padrão. E aí eu me afastei, fui me afastando aos poucos, e sinceramente eu senti paz. Paz de não ter que pisar em ovos, paz de não ter ninguém criando problema onde não existe. E aí chegou esse ano, eu vou fazer o aniversário da minha filha e eu decidi chamar minha família, mas eu não convidei ela. Foi aí que começou o problema. Minha mãe ficou chateada porque, né, irmã dela, minha madrinha, e as outras pessoas começaram a falar que eu tô exagerando, que o jeito dela é assim mesmo. Que eu devia relevar, só que eu não consigo mais. Isso é o que mais me pesa, porque eu sou grata por tudo que ela fez por mim na infância, mas ao mesmo tempo eu não consigo conviver com quem desrespeita o meu marido, inventa coisas sobre mim e cria conflito na minha vida. Eu não quero isso perto da minha filha, eu não quero mesmo. E aí eu fico na dúvida: eu tô sendo a babaca por cortar totalmente essa relação? Por não convidar ela? Vamos às perguntas que eu fiz para Marina. Primeira pergunta que eu faço: você comentou que insistia para manter o vínculo mesmo depois de você casar. Por quanto tempo isso aconteceu, mais ou menos? Há quanto tempo vocês estão casados? Ela responde: aconteceu até minha filha ter 4 anos, que eu mantive esse vínculo forte. Depois eu fui me afastando aos poucos. Hoje a minha filha vai fazer 6. Sobre essa situação que você disse que ela falou mal da sua mãe, por que que você acha que ela faz esse tipo de coisa? Você acha que é algo intencional? Eu realmente não sei. Como eu passei a vida inteira vendo ela ser assim, eu não sei se ela faz intencionalmente para ter algo para falar ou se esse já é o padrão de comportamento dela. Como que é a relação da sua madrinha com a sua filha? Você percebe algum tipo de comportamento parecido com o que ela tem com seu marido? Na verdade, não. Ela sempre foi do tipo que puxava muito saco. Tanto ela quanto as filhas dela mandavam presentes em datas comemorativas, viviam mandando mensagem perguntando da minha filha, e sempre que a gente ia na casa dela, ela fazia questão de agradar e bajular todo mundo. Mas eu também já ouvi através de outra pessoa que ela disse que a minha filha era feia igual ao pai dele, e que quando ela nasceu ela tinha cara de Eu não tenho coragem de reproduzir a fala da madrinha da Marina, tá? Mas é extremamente— mas é um comentário extremamente ofensivo e com conotação racista. Ela continua dizendo: hoje a minha mãe ainda força bastante esse contato. Quando a minha filha tá na casa dela, ela faz chamada de vídeo, manda foto às vezes, compra presente e diz que foi a minha tia quem mandou. Ela também mostra fotos da minha tia para ela, para filhinha da Marina. "A minha mãe também tenta aproximar a minha filha da filha mais nova da minha tia, dizendo que elas são melhores amigas. Ela costumava levar a menina quando a minha filha tava lá. Só que a menina tem 12 anos e eu já falei que elas tão em fases muito diferentes da vida. Inclusive eu tenho a impressão de que até ela fica desconfortável com essa situação de tentarem forçar uma convivência que não acontece de forma natural." Próxima pergunta: Que que é mais difícil para você? Lembrar de quem ela já foi ou lidar com quem ela é hoje? Acho que o que mais me dói pensar é como uma pessoa consegue agir dessa forma com os outros, principalmente com a própria família, com alguém que ela praticamente criou. Eu acho que ela sempre foi assim, mas eu só consegui enxergar isso tarde demais. Hoje você sente que ainda existe algum tipo de vínculo emocional com ela? Ela é a única irmã da minha mãe. Ela foi minha madrinha de batismo e de crisma. Ela sempre esteve muito presente na minha vida como alguém que eu sempre admirei. Uma mulher trabalhadora, elegante, que todo mundo gostava de ter por perto. Eu sinto que eu nunca vou deixar de amar ela por tudo que ela já fez por mim. Mas chega um momento em que esse amor e essa gratidão não superam o amor pela minha família. Última pergunta: se ela não tivesse sido tão presente na sua infância, "Você acha que você ainda teria dúvidas sobre se afastar?" "Eu acredito que não. Eu sou uma pessoa que não tem dificuldade em cortar relação com pessoas tóxicas da minha vida, desde que elas não tenham significado muito especial para mim. Inclusive, isso é algo que eu já trabalho na terapia. O que mais me dói nessa situação é justamente precisar me afastar de alguém que eu amo. Me dói perceber que ela não me ama o suficiente para amar o que é uma extensão de mim." que a minha família. E também me dói enxergar quem ela realmente é, porque ela faz isso com muitas pessoas. Ela é falsa, é o tipo de pessoa que abraça na sua frente e fala mal de você pelas costas.

Voz B:Or a trail mixer. Just add a song to your chosen playlist and put your summer on track. Red Bull Summer All Day Play. Red Bull gives you wings. Visit redbull.com/brightsummerahead to learn more. See you this summer.

Voz A:Bom, essa história que a Marina me mandou já faz um tempo. E aí eu mandei um e-mail pra ela sabendo que eu já ia gravar e falei: Marina, a 'aconteceu mais alguma coisa? Rolou a festa? Não rolou? Me conta.' E ela traz uma atualização. Mas antes eu queria dar os meus humildes. A gente vê bastante histórias aqui, né, de pessoas que percebem em algum momento da vida que as pessoas que elas têm com muito carinho, que não são pessoas que elas admiram mais, enfim, E eu acho isso, eu acho que as duas coisas podem coexistir. Você pode amar sua madrinha e você pode ser muito grata pelo que ela foi para você, né, que ela praticamente criou, e você pode não querer mais ela perto de você. Porque eu tenho para mim que quando a gente tem uma família, quando a gente cria nossa família, a prioridade é a família que a gente tá criando. E não é só que ela igual você fala, que ela é falsa, que ela fala dos outros pelas costas. Não é só isso, né? Ela é racista com seu marido e ela já teve falas racistas com a sua filha. Então, o importante para mim assim na história inteira é deixar o seu marido e a sua filha confortáveis e não colocar eles dentro dessa situação apenas pelo bom convívio que deveria existir. Esse é a minha humilde. Talvez com o tempo, gente, com o passar da vida, a gente começa a enxergar parentes e pessoas de convívio com outros olhos mesmo, porque vem a maturidade, vem experiência de vida, vem também, né, todas as informações que a gente tem hoje. E aí você olha, você fala: caramba, essa pessoa talvez não seja a pessoa que eu tenho, que eu imaginei, né, que eu criei, enfim, que eu construí. E tá tudo bem se afastar. Eu acho, sempre vou dizer aqui, que a gente não é obrigado a ficar em lugares que machucam a gente. Eu não acho que o seu marido tenha que passar por isso. Eu não acho que a sua filha precise passar por isso também. Eu acho sinceramente que vocês estão melhores sem essa pessoa no seu convívio. E é uma pessoa adulta, né? "É o jeito dela." Eu entendo, gente, eu já falei isso algumas vezes. Entendo que a gente tem um jeito de ser, mas isso não pode ser passe livre para pessoa ser preconceituosa, ser racista, te destratar, sabe, destratar seu marido. Isso não dá passe livre. E também não vou encerrar meus humildes sem dizer que, gente, eu entendo que não é tão simples assim. Cortar uma relação com um familiar, com parente, com pessoas que a gente tem convívio por anos, que a gente ama, enfim, que a gente considera, eu imagino que não seja fácil, não é tão simples assim, né, quando você tá na situação, mas eu acredito ser necessário. Então esses são os meus humildes, gente, me contem aí, deixem aí nos comentários o que vocês acham, se a Marina ela tá tá correto ou não. E aí vamos para atualização dela, tá bom? Eu mandei perguntando: e aí, a festa aconteceu? Como foi? Ela começa dizendo: sim, a festa aconteceu. Nesse meio tempo, a filha dela, que é minha prima, com quem eu era muito grudada, se casou no civil e fez um almoço com a família, onde só eu não fui convidada. Eu entendi o recado e por mim tudo bem, até que depois da festa ela ligou para minha mãe dizendo que o filho mais novo dela tava em prantos porque ele viu as festas nas redes sociais através de outros primos, e como era uma festa temática, ele queria muito ter ido. Isso partiu meu coração, porque ele é um adolescente criança, 14 anos, muito bonzinho e amoroso. Então eu me culpei ainda mais. No mês passado foi meu aniversário, no Dia das Mães, e ela não me mandou parabéns e nem me desejou feliz Dia das Mães. A minha mãe, para amenizar, disse que ela mandou parabéns por ela e disse que ela não sabe o motivo de eu ter virado a cara para ela. Eu acabei me desentendendo com a minha mãe porque ela ficou do lado da minha tia dizendo que eu sou uma pessoa ruim e que esse é e sempre foi o jeito dela e que ela não sabe porque eu tô criando caso. Eu fiquei chateada porque ela sabe que não é a primeira vez que a minha tia se faz de vítima nas situações, inclusive já aconteceu com a minha mãe. Depois de uns dias eu fui na casa da minha avó levar o presente de Dia das Mães que eu comprei para ela E ela me disse que chora todos os dias porque a família não é mais unida. Isso me deixou ainda mais culpada. Eu voltei com culpa, sabe? Só que horas depois minha mãe me ligou porque a minha madrinha fofocou para outras pessoas que a minha mãe tinha feito a cirurgia para emagrecer, que até então pouca gente sabia, e que até que enfim minha mãe tinha tomado vergonha na cara, e que ela não sabe como meu pai foi capaz de aguentar todos esses anos com uma mulher como ela. Eu juro que a minha vontade era falar: eu te avisei. Só que eu senti o peso disso para minha mãe. Eu simplesmente falei que ela não tem que se importar com as opiniões de pessoas desse nível e que eu achava melhor ela se afastar por um tempo. Não adiantou nem uma semana, tá? Risos. Minha mãe já tava na casa dela de novo. Eu ainda fico com coração dividido se eu levo as coisas ao extremo e se sou babaca, ou se eu realmente sou a única que enxerga esse ciclo. Beijos, Isa, adoro podcast. Marina, um grande beijo para você. Eu entendo. Ai, gente, é muito complicado porque assim, eu acho que nesse caso você não vai conseguir mudar talvez a cabeça da sua mãe, né? E eu acho engraçado como em muitos casos essas pessoas que acabam se afastando de todo mundo não entendem porque as coisas estão sendo assim. Sabe, se fazem de vítimas. É o que eu sempre falo: errar, gente, a gente vai errar para sempre na vida. Mas isso daqui não é um erro. Eu não consigo enxergar as atitudes da sua madrinha como apenas um erro. Por exemplo, putz, ela veio na minha casa e sei lá, falou mal da toalha de mesa e eu fiquei chateada, tá? Errou, beleza. Isso são coisas contornáveis. Agora, uma atitude repetidas vezes, repetidamente, para machucar as pessoas, falar mal das pessoas pelas costas, sabe? Ser racista com a sua filha, com seu marido, tratar mal todo mundo, falar isso da sua mãe. Isso é um padrão de comportamento. E aí, magicamente, às vezes a pessoa acaba sozinha e não entende. Nossa, por que eu acabei sozinha? Cara, porque ninguém é obrigado. Então eu não acho que você— eu acho zero que você é a babaca. Eu acredito que no seu lugar eu faria a mesma coisa. Eu ia priorizar pelo conforto do meu marido e da minha filha. Tem uma impressão que às vezes quando a gente se posiciona e quando a gente impõe um limite, às vezes a gente é taxada de tipo: nossa, meu, você tá sendo muito, sabe, não é, não precisa ser assim, é família. Ai, nossa, mas para quê? Se assim, esse é o jeito dela. Mas eu não acho que tá errado, muito pelo contrário, eu acho que você tá corretíssima. E de novo, entendo que não é fácil. Espero que a terapia que você falou que já tá, que ela te ajude a enxergar que não tem nada de errado em pôr limites e a cortar pessoas tóxicas da sua vida. E também digo igual eu disse nos primeiros comentários, que as duas coisas podem coexistir. Você pode ter um carinho por quem ela foi para você durante a sua infância, enfim, que ela ajudou aí a te criar, e ao mesmo tempo entender que hoje você enxerga ela da forma como ela é e que você não quer mais. Essas coisas podem viver em equilíbrio. Eu acho que uma coisa não anula a outra, entendeu? Você cortar ela da sua vida não anula que você, enfim, é grata pelo que ela fez por você, mas que hoje você enxerga uma relação que não, não te faz bem, não faz bem para sua família, e que você não quer mais. E eu acho que tá certo mesmo, gente. Esses são os meus humildes, tá? Não é porque a família que tem que ter passe livre para fazer o que bem entender. Então é isso. Me contem, deixem os seus humildes para Marina. Ela quer saber se ela, porque ela ainda tá com coração dividido, ela sente que às vezes ela leva as coisas ao extremo, ela sente que ela pode ser babaca. Ou será que ela não é a única que enxerga esse circo? Eu acho que eu falei ciclo no começo quando eu li, mas esse circo Eu acho que talvez você é a única que enxerga, ou talvez outras pessoas também podem enxergar, mas preferem, ó, passar um paninho. Não te acho babaca. Meu veredito final é: nem um pouco babaca. E vocês, galera, me contem aí. Deixem os seus humildes sendo, por favor, gentis. Marina, muito obrigada por mandar sua história aqui para o podcast. Gente, eu tô tendo muita dificuldade em sorrir porque minha boca tá toda rachada do frio. Tá muito frio e tá toda rachada, então talvez eu não consiga. Ó, isso aqui é um aço que chega. E aí, vamos lá. Eu preparei duas histórias do Reddit na mesma pegada, então vamos para a primeira história. O título é: sou a babaca por cortar contato com a minha madrinha depois dela passar anos falando mal do meu namorado? Que agora é o meu marido. Minha madrinha sempre foi um exemplo para mim. Eu vou chamar ela de Suzana. Ela sempre foi muito bem-sucedida, tanto nos estudos quanto na carreira, e eu admirava muito o sucesso que ela tinha. Meu sonho era ter o mesmo sucesso que ela construiu e ter uma vida boa para mim. Enquanto eu crescia, a gente nunca passou necessidade. Eu nunca fui dormir com fome, mas também não sobrava dinheiro. E eu sonhava em ter um pouco mais. Eu sempre gostava de visitar ela, tomar um café junto ou fazer qualquer coisa juntas. Ela também era a minha maior referência feminina, porque eu via ela como uma mulher muito forte e bem-sucedida. Isso mudou quando eu comecei a namorar o meu namorado, que eu vou chamar de Felipe. A saúde mental dele não tava muito boa quando a gente começou o relacionamento. Por causa da ansiedade dele, era muito difícil dele conseguir um emprego e eu conseguir sustentando a casa. Isso nunca foi um problema para mim. Sim, o dinheiro era apertado, mas a gente sempre conseguiu se virar. Eu continuei vendo a Suzana como eu sempre fiz. Ela vivia perguntando quando que o Felipe ia arrumar um emprego, dizendo que não era certo eu ser a única sustentando a casa, que ele era preguiçoso e coisas do tipo. E vale lembrar que ela nunca nem tinha conhecido ele pessoalmente, mas isso nunca impediu ela de falar mal dele. A saúde mental do Felipe melhorou, ele conseguiu um emprego, e como a gente não tinha filho, a nossa situação melhorou muito rápido. Mas eu já tava cansada da minha madrinha. Eu parei de procurar ela e eu também fui respondendo cada vez menos quando ela me procurava, até que no ano passado eu simplesmente parei de responder de vez. Eu sei que sumir da vida de alguém nunca é a melhor forma de lidar com a situação, mas eu simplesmente não aguentava mais ouvir os conselhos dela sobre o meu relacionamento. Quando a gente se casou, o COVID ainda tava rolando e a gente só conseguiu fazer uma comemoração pequena, e por isso eu não chamei a Suzana. Agora ela continua querendo ver a gente, mas eu não quero mais, e eu tenho medo de nunca mudar de ideia. Ela nunca pediu desculpas pelo que ela falou. Para ela parece que se a gente não falar sobre isso, então nada nunca aconteceu. Eu seria a babaca se eu não falasse mais com ela? Eu tô pensando em mandar uma carta explicando por que que eu fiquei magoada, porque eu tenho a sensação de que ela até hoje não entende o que ela fez, mas ela também nunca perguntou o que aconteceu ou porque eu me afastei. Então eu nem sei se vale a pena mandar essa carta. Eu queria muito ouvir opiniões imparciais porque eu não sei se eu tô sendo a babaca nessa Dost du? So good, so good, so good.

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Voz A:Vamos aos comentários dessa história. O primeiro comentário mais votado: Antes de qualquer coisa, cê não é babaca por se afastar de alguém que faz mal pra você, pra sua saúde mental ou pra sua família. Não importa se essa pessoa é parente, amiga ou alguém que faz parte da sua vida há muitos anos. Se a relação tá te fazendo mal, cortar contato pode ser uma decisão difícil, mas é completamente válida. "Você não é babaca, nem um pouco. Dito isso, eu confesso que eu torço para que de alguma forma vocês duas consigam ter uma conversa e consigam resolver isso de uma forma que faça bem para as duas." Opi responde: "Muito obrigada. Acho que eu ainda vou mandar a carta para ela, pelo menos para explicar o meu lado da história. Eu sinto que eu devo isso a ela, mesmo que ela nunca tenha pedido uma explicação." Gente, eu concordo tanto com esse comentário. Não importa se é parente, amiga ou alguém que faz parte da sua vida há muitos anos, se essa relação tá te fazendo mal, cortar contato pode ser uma decisão difícil, mas completamente válida. Aqui resume tudo que eu penso. Ela pode ainda, por exemplo, super admirar a madrinha dela, achar uma grande influência, uma influência positiva na vida dela, e mesmo assim não querer contato. Gente, a vida é louca assim mesmo, sabe? Talvez às vezes é difícil porque a gente fica com esses sentimentos tipo: caramba, eu gosto muito dela, eu sou muito grata pelo que ela me fez, mas eu não quero contato. E tá tudo bem essas duas coisas coexistirem. A partir do momento que eu percebi que coisas muito, muito, sabe, contraditórias podem coexistir dentro de mim, Tem situações que ficaram mais fáceis assim de eu enxergar. Então eu acho que é o caso daqui. E não acho que é babaca, gente. Eu nunca vou achar pessoa babaca por cortar relacionamento, cortar relação com ninguém. Pode ser que eu pague minha língua e um dia leia uma história que, nossa, assim, você foi babaca em cortar relação. Pode ser. Por enquanto não apareceu nenhuma, então não sei. E aí vamos para a última história do dia. Antes de eu ir para a última história, eu peço a sua ajuda seguindo o podcast no Spotify, deixando as 5 estrelinhas aí também, se inscrevendo no YouTube, seguindo as redes sociais que aparecem na descrição do episódio, dá o hype no YouTube também no vídeo, deixem nos comentários, tudo isso me ajuda muito. Gente, eu tô tendo uma dificuldade para sorrir que tá impressionante aqui. Nossa, vocês ficam assim no frio? Eu não sou nem um pouco fã de frio. Aqui está muito frio e eu sofro porque minha pele fica assim uma coisa de louco. Minha boca, gente, vocês não têm ideia, tá rachando. Parece que eu não consigo sorrir, sabe? Enfim, só uma coisinha aqui para a gente quebrar o clima do episódio. E vamos para a última história de hoje. O título é Sou a babaca por estar com raiva da minha madrinha? Minha madrinha barra prima, mulher 38, e eu, mulher 25, nunca tivemos a melhor das relações. Eu cresci com a sensação de que ela não gostava de mim, e até hoje eu ainda acho que ela não tem muito respeito por mim. Mas qualquer coisa que a minha madrinha faz me atinge profundamente. Ela sempre foi aquele tipo de pessoa que falava de mim pelas costas para os pais dela. Eu sempre me senti excluída da família porque eu demorei para encontrar meu caminho. Eu abandonei a escola por um tempo para tratar uma depressão severa e depois eu voltei a estudar. Eu também passei por várias fases e tentei várias coisas diferentes até finalmente eu descobrir o que eu queria fazer. Sempre me sustentando sozinha. Eu sou a primeira pessoa da família a fazer faculdade, mas para minha madrinha e para alguns outros parentes isso só significa que eu sou preguiçosa demais para trabalhar de verdade. Para eles eu sou uma decepção e alguém que não quer encarar a realidade. Minha madrinha adora ser o centro das atenções. Quando a família tá reunida, parece que todo mundo tem que parar para ouvir ela falar. Quando acontecia de ter algum problema comigo, eu nunca ficava sabendo por ela porque ela nunca vinha falar direto comigo. Em vez de fazer isso, ela dava aquelas cutucadas disfarçadas e me deixava numa posição desconfortável na frente de todo mundo. Na maioria das vezes, a minha família acabava concordando com ela porque ela tem uma personalidade muito forte. E eu, por causa da forma que eu cresci, sempre senti a necessidade de agradar todo mundo e eu não queria incomodar ninguém. Tipo, ela vivia falando de mim pelas costas e depois outros familiares vinham tirar satisfação comigo por causa disso. Eu já tive algumas crises por causa dessas situações porque a última coisa que eu quero é machucar alguém ou fazer alguém pensar que eu tô sendo desrespeitosa. Em casa, mas eu sempre saía como errada da história. Eu cresci acreditando que sentir raiva ou demonstrar os meus sentimentos era um sinal de desrespeito, ingratidão. Alguns dias atrás, a família toda recebeu um convite para uma festa. O filho da minha madrinha vai começar a escola em setembro e ela decidiu fazer uma comemoração para a família inteira, mas a festa foi marcada para o dia 17, na sexta seguinte, que também é o dia do meu aniversário. Eu não me sinto confortável falando sobre isso com alguém da minha família porque eu sempre saio como errada. Eu sei que é só o meu aniversário de 26 anos, mas ainda me incomoda que ela simplesmente tenha escolhido essa data sem nem sequer falar comigo. É o único dia do ano em que eu realmente me sinto querida por alguns familiares, e agora eu sinto que eu perdi a chance de comemorar com eles. Eu sei exatamente qual seria a reação se eu falasse alguma coisa. Que só existe um primeiro dia de aula, que eu tô sendo infantil, que eu posso comemorar outro dia e por aí vai. Eu não quero falar diretamente com a minha madrinha porque eu sei que ela vai voltar a falar de mim pelas costas e eu não consigo lidar com esse stress. Eu tô com raiva porque eu me sinto desrespeitada e ignorada. Eu sei que talvez eu esteja exagerando e é justamente por isso que eu queria ouvir a opinião de vocês. 'Eu sou babaca por estar triste e com raiva por ela ter marcado a festa justamente no meu aniversário?' 'Eu sinto que tem pessoas que fazem de tudo para magoar as outras, não parece meio de propósito?' E aí eu vou falar um negócio que assim, eu sempre tento ver o por trás, sabe, desses comportamentos. Sei lá, gente, eu sei que não justifica, tá? Mas explica. Eu, e aí eu gosto de entender, tipo, pô, por que será que essa pessoa age desse jeito? E aí, lógico, deve ter aí um por trás, algo que não sei. Às vezes ciúmes, inveja, às vezes insegurança, não sei, mil opções. Mas como eu disse, pode explicar, mas não justifica, caramba. Não dá impressão que a madrinha dessa história aqui do Reddit, ela faz de propósito? Ela tem 38 anos, a OP tem 25. E assim, você marcar uma festa do primeiro dia de aula não é algo muito importante, né? Sei lá, para mim não é algo, não é algo que dá. Por exemplo, o aniversário não dá para ser pulada, essa daqui dá, faz uma semana depois, não sei, faz um dia antes. Mas bem no dia do aniversário parece que a pessoa faz para te provocar, para te magoar. Vamos aos comentários que o OP responde. O primeiro comentário: obviamente você não é a babaca, mas também não parece que tem muito que você possa fazer. Se você realmente quiser comemorar com algumas pessoas da sua família, talvez a melhor saída seja escolher outra data e não transformar isso numa discussão. Se não, comemora com seus amigos e deixa a festa da sua madrinha para lá. O OP responde: Sim, eu vou fazer isso, muito obrigada. Eu, no lugar do pi, já ia, eu já ia para o meu lado causadora de confusão, e eu ia fazer uma festa bem no dia e falar, ó, vamos aí ver quem que vai aonde, porque o dia do meu aniversário eu não vou aceitar ser passada para trás por todos os meus familiares porque o filho da bonita tá indo na aula. Mas a Opini, nesse caso, ela fala que ela é super insegura. Coitada, imagina assim você passar também anos todo mundo te colocando como errada da história, todo mundo caindo em cima de você, e a madrinha dela: 'Ai, só porque tem uma personalidade forte tudo pode passar.' Gente, não é assim. Segundo comentário: 'Eu nunca ouvi falar de alguém fazer uma festa para comemorar o primeiro dia de aula de uma criança.' "talvez alguma tradição cultural que eu não conheça?" Mas para mim isso é bem incomum. De qualquer forma, você não é a babaca. Você não tem obrigação de passar tempo com as pessoas que só fazem você se sentir mal consigo mesma. Será que não teria alguns amigos ou pessoas próximas que você pudesse passar essa data? Ope responde: "Não, pelo menos não na minha família. Ela só gosta de fazer festa por qualquer coisa." Eu tenho sim amigos. Eu gosto de fazer duas comemorações todos os anos, uma com a minha família e outra com os amigos. Mas você tem razão, eu acho que eu vou cancelar a comemoração com a família e comemorar o meu aniversário do jeito que eu quero. E se as pessoas preferirem ir na festa dela, tudo bem. Obrigada. É isso que eu faria, eu faria a festona, porque me incomoda um pouco as pessoas, sabe, gente? "Ah, é o meu jeito, é o meu jeitinho, eu sou assim." Todo mundo tem o seu jeitinho, todo mundo tem um lado bom, lado ruim, todo mundo tem suas qualidades, seus defeitos. Agora, você fazer isso, você trazer isso como um, sabe, um passe livre para fazer o que você bem entende, aí não. E aí também tem lógico as pessoas que ficam aplaudindo, não aplaudindo, mas assim, passando pano e deixando a pessoa ser o que ela quer, o que ela quiser. Então eu, no lugar da Opi, da última história, faria uma bela de uma festa no mesmo horário. Ia falar: agora vamos ver quem tá comigo, quem não tá. E eu bateria de frente com essa, com essa madrinha. Eu falar: desculpa, meu aniversário é só nesse dia. O seu filho começando uma escola, que bom para ele, porém você pode fazer no outro dia. Gente, quais são os humildes de vocês para as histórias de hoje? Principalmente para a história da Marina. Eu fiquei muito feliz que ela não convidou a madrinha para o aniversário da filha. Eu acho que principalmente o aniversário da filha é o momento em que as pessoas que de fato, sabe, são a família dela mesmo, que a filha, o marido, eles têm que se sentir 100% confortáveis e, né, e não assim não ter espaço para para ela ser, ficar falando mal dos outros, ser racista com os outros também. Lembrando que racismo é crime, tá bom? E eu acho que a Marina não fez errado, eu acho que ela tá corretíssima. Marina, um grande beijo! Mas eu quero saber de vocês, qual é, quais são os humildes de vocês? Marina, muito obrigada mais uma vez por ter mandado a sua história aqui para o podcast. E gente, por hoje é só. Eu tô muito ansiosa para gravar o episódio, o próximo episódio, e eu já vou dizer que eu vou vim do mesmo jeitinho, com a mesma roupa, porque está um frio e eu não quero ter que me trocar. Acho que eu só vou pôr uma blusa e eu já vou gravar agora. E para quem é, para quem tem pet, o episódio, o próximo episódio vai irritar, vai irritar, e eu quero muito saber se vocês vão gostar ou não. Mas eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Eu peço por favor para você seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas, inscreva-se no YouTube também, dê o hype no vídeo, siga as redes sociais que aparecem aí na descrição. Se você também quer mandar a sua história para o podcast, é só mandar para o e-mail que também tá na descrição. E gente, por hoje é só. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau! Tá num sono pesadão porque não acordou. Pô. Pepe. Pe? Essa acordou, essa daqui não. O Thor tá capotado lá. Pupi, pupi. Ai, eu tô com dó de acordar ela, ela tá tão bonita nanando. Geralmente ela percebe quando eu acabo de gravar, mas ela tá num soninho gostoso. Capopo, capopo, pi. Io falei ciao ciao.

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