Episódios de Só Pod Ser História • Podcast

Só Pod 108 - Minha sogra não conseguiu chegar ao banheiro... e fez tudo na minha sala

29 de setembro de 202650min
0:00 / 50:23

Sabe aquela visita da sogra que sai completamente do controle? Pois é. Um pequeno acidente no caminho do banheiro acabou gerando um climão enorme.

E para comentar essa saga de histórias de sogra, é claro que a convidada tinha que ser ela: Paloma Jung, do podcast Se Essa Sogra Fosse Minha. Obrigada por ter participado, foi demais ter você aqui comigo! 🫶

✨Histórias sobre sogras, família e limites.

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Participantes neste episódio2
I

Isabela Escolano

HostPodcaster
P

Paloma Jung

Convidado
Assuntos5
  • A sogra que tentou adoecer a neta de propósitosogra pressiona para dar laranja ao bebê·sogra cozinha mingau por tempo insuficiente·sogra dá superdosagem de remédio ao bebê·sogra dá comida proibida ao bebê
  • A sogra que fez cocô na sala da nora e a reação da famíliasogra se recusa a usar fronha velha·nora se esconde no closet·sogra briga com o filho·sogra quer lavar roupa suja na máquina da nora
  • A sogra que deu uma estilingada no rosto da nora e zombou da situaçãosogra persegue nora com estilingue·sogra ri da nora atingida·sogra imita a nora debochadamente·sogra encomenda mais estilingues
  • A insensibilidade da sogra durante o luto da família pelo cachorrosogra pergunta sobre viagem durante eutanásia·marido pede para a mãe guardar o celular·nora se sente culpada por não ter paciência
  • A importância do marido em impor limites à mãe na relação com a esposamarido não se posiciona diante da sogra·conflitos surgem pela falta de limites·responsabilidade do filho em proteger a parceira
Transcrição192 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PJPaloma Jung

Oi, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História! Junto com Se Essa Sogra Fosse Minha.

?Voz B

O título da primeira história é: Minha sogra se cagou na minha sala. E aí, galera! Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História.

PJPaloma Jung

Eu sou a Isa.

?Voz B

Para quem só está me ouvindo e não está me vendo, tenho aqui do meu lado uma pessoinha muito da especial que eu quero que ela fale um oi pessoal para vocês, que pela voz vocês vão reconhecer.

PJPaloma Jung

Oi pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História junto com Isabela Escolano.

?Voz B

Não, o seu podcast.

PJPaloma Jung

Eu pensei, por que que ela tá me pedindo para apresentar? Não, junto com Se Essa Sogra Fosse Minha.

?Voz B

Eu sou a Paloma, eu sou a Isabela, e hoje vamos comentar a história do que que você acha que vamos comentar a história de?

PJPaloma Jung

Não sei, sogra, não faço ideia.

?Voz B

E gente, temos aqui, se vocês, o que eu acho impossível, mas se vocês não conhecem, essa é a Paloma. Do Se Essa Sogra Fosse Minha e do Parentaiada, ficando aqui na minha casinha para a gente ficar bem amiguinhas, bem juntinhas, aproveitando e gravando um episódio.

PJPaloma Jung

Isso.

?Voz B

Então hoje eu separei umas histórias do Reddit para a gente cair de cara no chão, tá? Então vamos começar, que eu quero muito fazer. Então eu vou fazer, e aí as outras vou deixar você escolher, tá bom? A primeira, eu já quero começar começando. O título da primeira história é Minha sogra se cagou na minha sala. Gente, tenso! Vou começar, tá? Então, minha sogra veio passar o final de semana aqui em casa e com 2 horas de visita ela deu um grito para o meu marido sair do banheiro assim que ele sentou na privada.

Ele demorou só um segundinho para terminar, coisa de 30 segundos no máximo. Nisso, a minha sogra levantou do sofá e ficou parada no meio da sala quando o meu marido avisa que o banheiro tá livre. Aí a minha sogra começou a berrar que tá vazando e que ela não consegue se mexer. Depois ela começou a gritar pedindo uma toalha ou qualquer coisa para o chão para ela poder pisar. E aí o cheiro começou a subir. Meu marido me chamou no closet para pedir ajuda e para pegar algo para ela.

Então deu umas fronhas meio velhas que a gente tinha. Detalhe: uma das fronhas foi ela mesma que deu pra gente. Era super velha, a gente nunca usava, mas ela se recusou a usar pra não melar de cocô. Enfim. Aí ela vai andando igual um pato em direção ao banheiro. Eu enfiei a cabeça dentro do armário, porque ela tava no closet. Porque, um, eu não conseguia nem olhar praquilo. E 2, o cheiro tava insuportável. Eu tive que me esconder no closet porque o armário fica do lado do banheiro e ela tava vindo bem na minha direção.

Eu vi o cocô escorrendo pela perna dela, ela dando risada e eu morrendo de nojo. Ela ficou no chuveiro e eu saí acendendo incenso, vela, fósforo, qualquer coisa pra ver se aliviava aquele cheiro. Onde ela começou a vazar na sala ficou coberto, ou seja, ela colocou lá um paninho, Até minha sogra sair do banho. A essa altura eu tava escondida no meu quarto porque eu simplesmente não consegui encarar a situação. E eu ouvi ela dando esporro no meu marido por ele não ter limpado o cocô dela no chão da sala, jogando na cara dele que eu limpava sua bunda quando você era bebê.

Eu me segurei para não gritar. Ele era um bebê indefeso, você é uma mulher adulta. Mas eu decidi que essa briga não valia a pena. Ela limpou a sujeira dela e eu passei desinfetante na casa inteira. Parecia que ela tava meio ofendida, sabe? Só que eu não tava nem aí. Você acabou de se cagar na minha sala. Mas a cereja do bolo foi na manhã seguinte. No dia anterior, ela tinha colocado as roupas sujas de cocô num plástico e largado na minha varanda.

Primeiro, ela tinha largado em cima da bancada da minha cozinha. E quando eu terminei de lavar minha roupa, ela soltou um: ai, que bom, porque agora eu preciso lavar minhas roupas. Eu dei uma risadinha e eu disse que tinha uma lavanderia na rua de cima. Ela ficou super ofendida e disse que eu tava sendo ridícula. E o que que você vai fazer quando você tiver filho? O meu marido me puxou num canto e pediu para deixar ela lavar, e eu deixei.

Quando as roupas saíram da máquina, ela ainda soltou uns comentários debochados, tipo: Ai, olha só, nem ficou cocô na sua máquina. Ou, ai, amor, eu teria levado em casa para lavar, mas aí vai ficar com essa toalha, porque eu acho que ela se enrolou com a toalha suja de fezes. Aí a Upi coloca, vai se foder. Eu tava exagerando? Eu preciso muito saber.

PJPaloma Jung

Ai, eu acho que sim.

?Voz B

Exagerando?

PJPaloma Jung

Eu acho que sim. Eu acho totalmente compreensível ela ter ficado com nojo, porque dá nojo de ouvir a história. Mas eu acho que ela foi um pouquinho indelicada, porque a sogra não fez de propósito, né? Ela jamais. Bom, esperamos que não, né? Eu imagino que ela não tenha feito de propósito, e eu acho que provavelmente ela ficou, ela se sentiu humilhada, ela ficou constrangida, e ela Ah, imagina a situação dela.

?Voz B

Eu tava com medo de defender essa sogra e tá completamente errada, sabe? Porque teve uma sogra que eu defendi e um monte de gente no comentário, e hoje eu vejo que de fato eu defendi errado, mas um monte de gente falou, meu, eu sou formada, não sei se essa sogra fosse minha, Isa, você tá errada aqui, não sei o quê. E aí toda vez que eu leio agora história sobre sogra, eu fico com um pé atrás.

PJPaloma Jung

Então, mas se essa sogra fosse minha, ele tem esse efeito na gente também. Inclusive em mim. Ele, ele, ele... A gente acaba ficando meio envenenadinho, assim. E não é que toda sogra é um monstro. A gente não tem absolutamente nenhuma informação dessa sogra até ali. Mas a Nora, ela já parece estar com a guarda levantada. Então não sei se ela tá com essa guarda levantada por um... Você é muito expert, né? Muito, muito PhD.

?Voz B

Muito, muito expert, tá louco.

PJPaloma Jung

Eu não sei se ela já tá com essa guarda levantada por alguma coisa que aconteceu antes disso, ou se de repente já é por conta desse preconceito. Porque tem esse preconceito, vai, de sogra. Só que levantando só esse recorte ali, eu achei que a sogra ficou num momento extremamente humilhante. Ninguém quer estar nessa situação. E eu acho que, sabe aquela coisa do revitimizar? Eu acho que a situação, por exemplo, do dia seguinte, dela querer lavar as próprias roupas e a nora dizer, cara, tem uma lavanderia em tal lugar, tipo, não, não vai lavar aqui que dela querer lavar as roupas dela e a Nória falar não, tipo, ela foi constrangida novamente.

Aí eu achei, achei assim que deu uma exagerada assim. Eu acho que eram, acho que nessa situação específica não tinha necessidade. Eu acho que cabia ali um acolhimento, porque ela não fez de propósito.

?Voz B

A gente acha, eu também acho que não.

PJPaloma Jung

Esperamos que não, né, partindo da ideia de que ela não fez de propósito.

?Voz B

Mas acho que é uma situação muito merda Literalmente você passar por isso.

PJPaloma Jung

Sim.

?Voz B

E talvez o jeito da pessoa lidar com desconforto de, poxa, né, tô evacuando no meio da sua sala, é mesmo tipo fazer brincadeira, ou exatamente, sabe, para descontrair.

?Voz C

Sim.

?Voz B

Mas ela coloca uma edição e na edição ela começa dizendo outra história para dar um contexto do porquê eu não tive um pingo de paciência nessa situação.

PJPaloma Jung

Ah, então vamos lá.

?Voz B

Duas semanas atrás, o meu marido e eu dirigimos mais de 3 horas até a casa da irmã dele porque o cachorro da família ia ter que ser eutanasiado na manhã seguinte. Ele tava com câncer e piorou muito. Naquele mesmo final de semana, eles tinham planos de ir pra praia. Tava todo mundo no veterinário chorando, segurando o focinho do cachorro enquanto a gente se despedia. Eu não posso nem pensar muito, senão vou começar a chorar. E do nada minha sogra levantou e falou: gente, então o fulano tá me mandando mensagem perguntando que horas que a gente vai chegar na casa dele.

Quando que vocês acham que a gente vai embora daqui? Ela continua: desculpa, como é que é? Graças a Deus, meu marido falou: sem clima para isso agora, mãe. E ela guardou o celular. Mas tipo assim, a sua filha caindo em prantos e você respondendo uma mensagem sobre viajar? Cês conseguem me explicar uma coisa dessas? O problema nem foi o cocô no chão, o problema foi a atitude dela. Isso já aconteceu comigo antes e paciência, sim, merdas acontecem, mas a forma como você age nessa hora é o que mostra quem você é.

Ela pode rir de ter feito cocô na minha sala, mas quando eu dou risada e falo que tem uma lavanderia ali perto, aí não tem mais graça? E no final de semana ela ainda perguntou se ela podia colocar o nome dela no nosso contrato de aluguel Já que era óbvio que a gente ia se mudar do apartamento. E ainda fez piada com isso. Eu também só tenho uma lava e seca pequena e eu limpo o filtro na mão. Então sim, eu posso estar sendo neurótica. Mas só de pensar nisso já me dá um nojo absurdo.

PJPaloma Jung

Cara, eu entendo a parte do nojo. Eu acho que eu também ficaria com nojo de lavar a máquina depois pensando nisso, de que depois eu ia ter que fazer essa limpeza. Mas eu jamais, jamais constrangeria a pessoa por conta disso. E eu acho, não sei se a Upi foi atacada nos comentários para ela fazer essa edição depois, mas eu acho que a sensação que me passou, e eu posso estar errada, é que ela trouxe isso como uma forma de tornar a atitude da sogra dela mais condenável.

?Voz B

Entendi.

PJPaloma Jung

E eu acho, na minha humildíssima opinião, amo que as pessoas elas lidam com o luto de forma diferente.

?Voz B

Isso é verdade.

PJPaloma Jung

Então o fato da sogra ter feito esse comentário não foi legal, não. Talvez tenha sido sim insensível com quem tava ali, mas talvez ela só lida com o luto de uma forma diferente. Eu não acho que isso seja o suficiente para a gente condenar e pensar, poxa, essa pessoa, ela é totalmente insensível, porque ela riu quando ela fez cocô na sala da nora e porque ela fez um comentário sobre uma viagem durante o velório. Foi insensível, pode ter magoado outras pessoas, mas eu, por exemplo, passei por um luto muito difícil.

E hoje, quando eu penso em como eu estava durante os primeiros dias ali, eu nem me reconheço, sabe? Eu busquei, eu fui para um lado totalmente prático, eu E eu tava fugindo da dor.

?Voz B

É lógico.

PJPaloma Jung

Hoje eu enxergo que eu estava fugindo da dor. Então não quer dizer que essa pessoa não tava sofrendo. Pode ser que ela tava, pode ser que—

?Voz B

Do jeito dela.

PJPaloma Jung

Pode ser que ela realmente não tava, pode ser que essa sogra seja uma grande de uma babaca. Mas eu acho que baseado nesses dois recortes, eu acho que pode ser que ela é só uma pessoa que não lida do mesmo jeito que a Nora.

?Voz B

Ou do jeito esperado, né? Que a gente tem, sei lá, uma expectativa de que nossa, a pessoa vai cair no chão. E nem sempre assim, cada um tem.

PJPaloma Jung

Eu acho que foi muito humilhante para sogra. E eu acho que eu entendo ela ter ficado ofendida com a questão da máquina, porque eu acho que a Nora acabou humilhando ela mais uma vez.

?Voz B

Eu também, eu também, cara.

PJPaloma Jung

E eu acho que a piada que ela fez e as risadas dela ali foram justamente para ela, porque ela tava constrangida, e foi uma forma que ela achou de lidar com a situação Sem— bom, é o que eu estou imaginando, tá? Pode não ser nada disso, eu posso estar toda errada, mas eu imagino que foi a forma que ela conseguiu lidar com toda a humilhação e todo constrangimento que ela tava sentindo. E aí, quando a nora faz uma piada, ela tá fazendo uma piada com a humilhação e o constrangimento de outra pessoa. Então não tem como ela achar Não tem como comparar, na minha opinião.

?Voz B

Os comentários, o comentário mais votado fala exatamente isso. Minha mãe tem incontinência e já causou, enfim, várias situações constrangedoras pra ela. E aí ela fala, se a minha sogra tivesse passando por uma situação parecida, eu com certeza não teria agido assim. Fala que não culpa a reação da Opi, porque ela provavelmente, tipo, ficou meio, meu Deus, o que eu faço agora?

?Voz C

Sim.

?Voz B

Mas pelo fato da mãe dela passar por isso, ela sabe como é constrangedor e como pode sim ser uma questão que a pessoa fica super numa saia justa, sabe? Tipo, putz, infelizmente realmente me caguei na sua sala.

PJPaloma Jung

E posso falar, eu acho que a reação dela na hora que aconteceu, a reação da Nora, não foi tão ruim. Bom, eu acho que não tem como a gente criar uma expectativa porque a pessoa tá ali fazendo cocô no meio da sua sala. Então não sei o que esperar da reação dela. Não acho que foi errado. Talvez ela também ficou em choque, não conseguiu lidar com aquilo, ficou enojada. E eu acho totalmente compreensível. Inclusive, como eu disse já, eu entendo o nojo que ela sentiu, mas eu acho que no dia seguinte, depois que tudo passou e a poeira baixou, não, eu acho que foi totalmente desnecessário a piada da máquina.

?Voz B

Por mais que você sinta muito nojo, a não ser, e aí eu vou assim, informações da minha cabeça, é que ela já não gosta nem um pouco dessa sogra. Pode ser também. E aí qualquer coisa que a pessoa faça, isso foi um acidente, vai, qualquer coisa que a pessoa faça, então já é uma grande questão. E aí, putz, Não, vai lavar em outro lugar. Eu, com a minha sogra, que amo de paixão, se acontecesse isso, eu ia fazer qualquer coisa que precisasse pra deixar ela confortável.

Eu mesma ia limpar, sabe? Assim, deixa eu fazer. Então me parece, sei lá, que já tem uma coisinha nessa relação.

PJPaloma Jung

Eu também acho.

?Voz B

E aí nada ajuda, sabe?

PJPaloma Jung

E eu vou mais longe, eu acho que ainda que exista isso, eu acho que eu não conseguiria. Eu, como pessoa, não conseguiria fazer isso. E Mesmo com muito nojo, sabe o que eu faria? Eu diria para—

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PJPaloma Jung

Filho dela, ó, dessa vez eu não vou lavar a máquina, dessa vez vai ser você, porque é sua mãe, né?

?Voz B

Sim, justo. Não, acho justo, gente.

PJPaloma Jung

Eu consegui assim a proeza de fazer a Paloma concordar com uma sogra, defendê-la, defendê-la.

?Voz B

Então por mim esse episódio acabaria aqui, mas é claro que a gente vai mergulhar em mais histórias do Reddit.

PJPaloma Jung

Então vamos lá.

?Voz B

E aí tem uma que eu quero muito finalizar Que essa daqui tá separada, eu quero fazer, e as outras eu vou deixar você escolher, porque eu sou assim, entendeu?

PJPaloma Jung

Jogou na minha, eu jogo nas suas costas e você que se vire. Tá bom.

?Voz B

Primeira opção: minha sogra continua deixando a minha filha pequena rolar da escada. Opção 2: minha sogra fez o meu bebê de 7 meses adoecer de propósito. Opção 3: Minha sogra levantou a minha blusa enquanto eu amamentava e eu ainda tô tentando processar isso. 3 semanas de parida.

PJPaloma Jung

Caramba, puerpério me pega muito, tá? Puerpério me pega demais, tudo que envolve puerpério. Mas eu confesso que eu fiquei intrigada com a segunda ali, de que ela adoeceu a criança de propósito. Eu tô meio que assim, como que ela fez isso?

?Voz B

Então vamos lá, vamos a essa então, tá? Olá pessoal, eu mulher 30 anos decidi me divorciar por causa de vários problemas que eu vim enfrentando com meu ex homem 34 anos. Alguns eu já até postei aqui no Reddit. Hoje eu descobri que a minha sogra fez várias coisas de propósito enquanto eu morava lá para que a minha filha ficasse doente. Aí ela enumera, tá? São quantas enumerações aí? São muitas, Jesus amado, são 5 enumerações. Nem existe essa palavra 5 enumerações, né?

Mas eu tô inventando aqui. Vamos lá, deve existir. Primeira: eu tinha acabado de chegar na cidade deles vindo da casa da minha mãe e o meu bebê de 7 meses pegou um resfriado. A minha sogra ficou me pressionando para dar laranja para bebê por uma semana inteira. É óbvio que eu não dei. Toda vez que ela insistia, eu dava meus motivos para não dar, mas ela não dava o braço a torcer e eu não entendia o porquê daquela fixação.

PJPaloma Jung

Porque partindo do princípio que a laranja é vitamina C, é laranja, vitamina C, e fortalece o sistema imunológico, fortalece ou não fortalece?

?Voz B

Eu acho, cara, toda vez que eu tava gripada, minha mãe me dava o suco de laranja.

PJPaloma Jung

Então, suco, a parte, partindo do princípio que vitamina C ajuda, eu gostaria de saber quais são as razões dela para não querer dar a laranja, se é Não que ela tem que se justificar, porque ela é a mãe do bebê. Mas eu gostaria de entender se ela tava rejeitando só porque era uma sugestão da sogra. Que pode acontecer. Ou se existiam quais eram as razões que ela fala, que ela argumenta, né. Eu gostaria de saber por quê.

?Voz B

É, ela não explica. Mas o Google diz que o bebê de 7 meses pode comer laranja. Mas só a fruta inteira, não suco. 2: Minha sogra fez uma farinha caseira que ela viu num vídeo do Instagram pra fazer mingau pra neném, com ajuda da minha mãe. Depois que a minha mãe foi embora, essa mulher cismou que eu tinha que cozinhar o mingau por apenas 2 minutos, porque segundo ela era o tempo certo. Se eu tentasse deixar mais tempo no fogo, ela vinha em cima de mim mandar eu desligar o fogão e tirava a panela.

Quando eu descobri pelo vídeo que a minha mãe mandou que o negócio tinha que cozinhar por muito mais tempo, a minha sogra veio com papo furado dizendo que Ai, desculpa, eu não tinha reparado. E que ela não tinha assistido o vídeo direito. E ela ainda mudou a versão da história dizendo que ela cozinhou por 8 minutos. O vídeo mandava deixar 13 minutos ou mais e eu sei que ela deixou só 2. Ou seja, ela fez a farinha pra fazer mingau e tinha que cozinhar, por ser um nenenzinho, ela não queria.

Agora eu descobri que a minha mãe já tinha preparado a receita na frente dela no começo. E a minha mãe ainda avisou: Ó, eu costumo deixar bem mais tempo porque é para um bebezinho. Ou seja, a demônia da minha sogra sabia sim que tinha que cozinhar mais tempo, e ela fez questão de me fazer desligar o fogo antes para minha filha passar mal a noite inteira se contorcendo de cólica. 3. Quando a minha filha ficou resfriada por mais de uma semana, meu ex me disse: ah, minha mãe falou para você dar remédio 3 vezes ao dia em vez só de 2, por que que a gente não faz isso?

Eu falei para ele: não, é um remédio que deve ser dado de 8 em 8 horas, não pode mais do que isso. Naquele mesmo dia eu precisei sair de casa no final da tarde e pedi para eles darem o remédio para ela caso eu voltasse para casa depois do horário. Depois que eu cheguei em casa, meu ex e a minha sogra pararam o que estavam fazendo para me dizer: ah, então a gente deu remédio duas vezes para ela enquanto você tava fora. Só para ver a minha reação.

Eu fiquei fora de casa por 3 horas, ou seja, eles deram a dose 2 vezes dentro desse intervalo de tempo.

PJPaloma Jung

Meu Deus!

?Voz B

Então imagina que é uma dipirona, por exemplo. Bebê pode, né, tomar dipirona?

PJPaloma Jung

Pode uma específica para bebê, até onde eu sei.

?Voz B

É, eu também.

?Voz C

Sim.

?Voz B

Então imagina que é tipo uma dipirona, e aí de 8 em 8, porque é um bebezinho pequenininho.

PJPaloma Jung

Se for contar 8 em 8, pode dar 3 vezes em um dia. Porque um dia tem 24 horas, mas não num espaço de 3 horas, né?

?Voz B

Gente, eu matava o meu marido.

PJPaloma Jung

Não. E a minha sogra. Mas eu posso falar? Nesse caso, eu fico com muito mais raiva do cara do que com a sogra, sabe? A sogra tá toda errada também, porque isso acontece muito, né? De, ai, porque na minha época, porque eu sei mais, porque eu tenho mais experiência, porque eu fui mãe há muito mais tempo. E aí ignora, né? A questão da farinha também, tá? Confesso para você que o bebê tinha 7 meses. Ele, bom, seguindo as orientações, né, que a gente tem, teria começado a introdução alimentar a 1 mês. Então será que já era para estar comendo farinha?

?Voz B

É um mingau, é um mingau, né?

PJPaloma Jung

Aí, mas principalmente mal cozido.

?Voz B

Com certeza mal cozido não, né?

PJPaloma Jung

Mas aí, qual a intenção da sogra? Então eu fiquei pensando isso, ver a neta sofrer.

?Voz B

Eu fiquei pensando isso. Quando eu li essa história, eu falei, cara, mas pra quê? E assim, talvez.

PJPaloma Jung

Mas aí a pessoa é um monstro mesmo, é uma pessoa ruim, é uma pessoa com desvio de caráter enorme.

?Voz B

Ou pode ser, sabe o que me veio na cabeça? Sabe aquela síndrome que eu não vou lembrar o nome, desculpa, galera, mas que você quer fazer a pessoa ficar doente pra você cuidar dela? Você já viu? Eu sempre, não sei se eu já falei isso aqui nesse podcast, mas você já viu? Uma série que chama O Ato. Não. É bizarra, eu super indico. É bem pesadinha, mas baseada em fatos reais. Baseado não. Baseado em fatos reais, porque tem coisas que eles adicionaram.

Mas é isso, a mãe dela fazia ela ter todas as doenças do mundo. E ela era uma clara fofoca.

PJPaloma Jung

Porque eu já vi da Gypsy.

?Voz B

Isso, da Gypsy e da Didi.

?Voz C

Sim.

?Voz B

Pode ser que ela tenha isso.

PJPaloma Jung

Cara, você sabe que pra mim, apesar de eu ser bem envenenada contra as fórmulas, eu não consigo imaginar uma pessoa fazer isso de propósito com uma criança de 7 meses?

?Voz B

Aí eu consigo.

PJPaloma Jung

Mas assim, não que eu não acredite na maldade do mundo, porque eu sei que tem muita gente, sabe? Mas aí eu fico pensando, será? Ai, gente, eu não tô querendo defender a sogra, porque eu tô achando que a sogra tá completamente errada. Não me interpretem mal, mas eu acho assim, gente. E aí, para você ver, a mãe protege essa criança o tempo todo. Quando ela acha que não deve dar laranja A gente não sabe por qual motivo, mas se ela acha que não vai fazer bem para o filho dela, para o bebê, né, ela protege.

No caso da farinha também, ela protege, ela se impõe. E aí, no momento que essa criança fica aos cuidados do pai, no momento que a mãe confia essa criança aos cuidados do pai, ela recebe uma superdosagem de remédio.

?Voz B

Gente, pode dar muito ruim uma superdosagem de remédio num bebezinho, eu acredito, né? Pode dar muito ruim, pode subir pressão, acredito.

PJPaloma Jung

Pode. A minha filha, por exemplo, a Catarina, é alérgica de pirona.

?Voz B

Mas para sempre? Eu não sei, porque eu tive alergia a Novalgina quando era bem bebezinha e passou.

PJPaloma Jung

É, já me falaram isso também, que pode passar. Mas ela—

?Voz B

mas pode dar muito ruim, pode dar muito ruim, Deus me livre. Bom, vamos que tem muito mais coisa. Quarta: toda vez que eu saía para resolver alguma coisa, a minha sogra dava comida que a minha bebê não podia comer. Ela era uma bebê que tinha muita cólica, então alguns alimentos faziam sim ela passar mal a noite inteira. Se eu perguntava o porquê que ela tinha feito aquilo, a resposta dela era: ah, eu tava comendo, ela pediu, ué, e eu dei.

Primeiro, a minha própria sogra não come esse tipo de coisa gordurosa, mas por algum motivo, quando eu deixo a minha bebê com ela, ela resolve comer. Segundo, ela poderia muito bem comer escondida ou falar para bebê que tinha acabado. Quinto, eu, meu ex e a minha família fomos viajar, e uma semana depois de eu voltar, eu comecei a ter um surto na pele com os caroços no corpo inteiro. No dia em que minha pele pipocou inteira, a gente tinha um reencontro de família.

E aí eu chorei para o meu ex. Eu tô morrendo de medo, eu não quero nem encostar na nossa filha e a gente precisa ir no médico agora. Ele só falou, vamos no evento primeiro, depois a gente vai no médico. Eu tentei bater de frente, mas não adiantou nada. Em pânico, eu fui falar com a minha sogra. Ela falou, ai, toma um antialérgico e a gente vai. Esse encontro era em outra cidade, 2 horas de viagem. Eu não queria ir de jeito nenhum, só que eu não sabia como lidar com aquilo sozinha.

Até hoje eu me sinto culpada por não ter batido o pé e protegido a minha filha. Depois que a gente voltou, eu fui na dermatologista e graças a Deus o médico disse que não era contagioso. Mas a pior parte foi o meu ex me perguntando: pergunta lá se é contagioso. Na hora me veio na cabeça: se você achava que isso podia passar para minha filha, Por que que você me fez ficar carregando a menina no colo o dia inteiro para lá e para cá?

Eu tô que eu nem me aguento de tanta raiva e tristeza, então precisei soltar tudo aqui. Obrigada por esse espaço seguro. Tá bom para você? Então eu acho de verdade que não sei se de propósito, tá, mas é muito difícil não pensar que de propósito.

PJPaloma Jung

E eu acho que assim, ó, eu acho que talvez não que ela tenha— eu tenho dificuldade realmente de conceber que ela tenha um plano maquiavélico de fazer a neta passar mal. Mas eu acho que vai para um ponto que é muito comum e que eu vejo muito. Eu recebo muitas histórias assim lá no podcast, que é limites mesmo. E não é nem falta de limite aqui, porque ela estabeleceu um limite quando a sogra diz eu quero que você dê laranja todos os dias.

E ela diz: não, eu não quero fazer isso. Não, eu não acho que vai fazer bem para minha filha. Ela tá estabelecendo um limite. E às vezes tem muitas sogras que fazem isso, que elas se sentem desafiadas a partir do momento que elas recebem esse limite. Elas começam a testar, elas começam a testar cada vez mais. E aí, quando elas têm a oportunidade de ultrapassar aquele limite, Elas ultrapassam para mostrar, olha como eu faço.

?Voz B

Tipo o meu cachorro Thor que mija para marcar território, é isso.

PJPaloma Jung

Porque ela não conseguiu com a laranja, porque ela não conseguiu com a farinha, porque ela não conseguiu. E aí quando a Nora não estava, aí ela faz, ela fez. E ela fez questão de falar, né, olha só, a gente medicou, sabe, esperar a reação.

?Voz B

A única coisa que me deixa muito feliz É que ela fala, ela começa a história dizendo que eu decidi me divorciar. Porque eu acho que quando eu comento história de sogra aí, gente, é muito engraçado que é sempre mãe de menino, né? De menina não, de homem. E eu sempre acho que o problema central tá sempre no cara.

PJPaloma Jung

Eu também concordo.

?Voz B

Porque sua sogra, ela pode... Não tirando a culpa da sogra, não isso. Mas assim, quem é o responsável por impor limites com a sua mãe é você que casou comigo.

PJPaloma Jung

Inclusive, abrindo parênteses, o nome do meu podcast é Se Essa Sogra Fosse Mim, porque a gente fala dessa relação. Mas quando o cara se posiciona, dificilmente essa relação vai virar episódio. Dificilmente.

?Voz B

Nossa, você falou um negócio que é bem real.

PJPaloma Jung

Então assim, não é uma questão de livrar a cara, porque tem muita sogra mau caráter, tem muita sogra que realmente aproveita o fato de ter essa posição na vida do cara pra tratar a nora do jeito que ela quer. Como tem nora que faz isso também, né? A gente não tá falando que todas as noras são ótimas e todas as sogras são péssimas, porque não é verdade. Mas a responsabilidade tá no parceiro ali, no filho daquela pessoa, de impor esse limite, de proteger a parceira ou parceiro.

Porque a gente fala, né, sempre mãe de menino, não é, né? Tem mãe de menina também, mas na maioria dos casos é mãe de menino. E aí essa generalização ela acaba ficando válida.

?Voz B

Não tem como, né? Um mundo muito lotado de história assim. E lógico, para toda regra tem sua exceção. Vai ter nora chata, vai ter, enfim, mãe de menino, mãe de menina não, né? Porque a gente tá comentando quando é todo mundo adulto. Mãe de mulheres também que vão ser insuportáveis. Mas as histórias que eu trago e que a maioria das que eu ouço no seu podcast, porque, gente, eu sou muito fã, tá? Tanto da Paloma quanto dos podcasts dela.

Sempre acaba, para mim, acaba batendo na mesma tecla. Cara, você tem que se posicionar.

PJPaloma Jung

Sim.

?Voz B

E o desconforto, eu sempre falo aqui, tem que cair com alguém. Que caia com— por que que sempre tem que cair com você, sabe assim? Sim. Por que que sempre tem que cair com essa mulher? E agora vai.

PJPaloma Jung

E é verdade que a única pessoa que vai conseguir mediar isso sem causar conflito é o filho, sabe? A única pessoa. Por isso que esse é o papel. Não, porque tá muito confortável para ele. E a maioria dos conflitos é assim, porque o cara tá confortável nessa posição onde tem duas mulheres disputando pela atenção dele, disputando pelo amor dele, disputando, disputando e disputando. E ele tá ali naquela posição confortável, sendo amado, sendo aos berros.

Ai, nossa, aos berros! E aí, se ele é um cara babaca, se ele é o famoso bananão, ele vai escolher ficar nessa posição confortável enquanto as duas se quebram.

?Voz B

E é, bem parece que esse cara, ele não, ele não tomaria o lado da esposa dele, sabe? Porque já passou por cima de várias coisas, né?

PJPaloma Jung

Sim. E ele não se importa, né? Eu acho que porque ela tá doente, ele fala: vamos primeiro no evento, depois a gente vê a sua necessidade, sabe?

?Voz B

O que talvez pese muito é que ela mora com pelo que ela conta, ela mora com a sogra. Então eu acho que isso torna mais difícil. Porque, por exemplo, quando você tá na sua casa, você fala, eu não vou, vou ficar na minha casa. Dependendo da relação que ela tem, parece que você tá meio de favor. Então que você não tem muito direito de falar, eu vou ficar porque eu quero ficar. Então tipo, ó, você tá na minha casa, já que tá todo mundo indo, você vai também. Então tomara mesmo que ela tenha se divorciado.

PJPaloma Jung

Tomara mesmo. Inclusive, quando ela se posiciona pra defender a filha, também é muito forte sabendo que ela mora na casa da sogra, porque existe sim uma questão da sociedade de que ela tá de favor, então ela tem que aceitar tudo.

?Voz B

Exatamente, exatamente. Eu acho que isso é assim, tá muito claro para mim nessa história, tá? Impressão que eu tenho. E é o que eu falo, gente, quando a gente ouve a mesma história, cada um, sei lá, interpreta de um jeito, bate na gente em lugares diferentes. Mas bateu muito para mim tipo isso, sabe? Parece que ela tá de favor e nossa, Então tudo que minha sogra mandar eu fazer, eu vou ter que fazer.

PJPaloma Jung

Exatamente. E aí é uma afronta ainda maior para sogra estabelecer esse limite, porque você tá aqui dentro da minha casa de favor e você vai me dizer que eu não posso fazer o que eu quero?

?Voz B

Exato. Com a minha, né?

PJPaloma Jung

Com a minha, né?

?Voz B

Que é filha do meu marido. Gente, mas tem sogras que meio que veem o filho como o homem da minha vida. Então acho que Ambos fizeram sentido, tanto o marido quanto o bebê do meu bebê, o bebê do meu bebezinho. Ai, amorzinho, dá uma mordidinha.

PJPaloma Jung

Como ele é lindo!

?Voz B

Ô, gente, vamos para a última do dia. Antes de eu ir para ela, eu vou pedir por favor para você seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelinhas também, inscreva-se no YouTube. Se você puder dar o hype no vídeo, eu te agradeço demais. Se não, de qualquer jeito, já vai comentando, porque como vocês sabem, nenhuma história fica completa sem o comentário de vocês. E já digo pra, se vocês não conhecem ainda, o que eu acho humanamente impossível pra correr no Se a Sua Sogra Fosse Minha e no Parentaiada também, porque a Paloma é uma mulher de...

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?Voz B

Podcast. Ela é uma mulher de respeito, ela é uma mulher que se joga, que fala, não é? É, eu não sei, eu sou muito fã dela. Então vão assistir, vão ouvir.

PJPaloma Jung

Eu acho que eu tô falando muito mais aqui agora.

?Voz B

Para mim, essa história, gente, ó, falei que ia deixar a pior.

PJPaloma Jung

Ai, meu Deus do céu, eu tô preocupada com minhas opiniões.

?Voz B

Bom, vamos lá. Minha sogra me deu uma estilingada no rosto sem querer. Sabe que é estilingue, né? Que negócio assim, tuc, e vai na cabeça.

PJPaloma Jung

Eu sei que tem algumas regiões que chamam de budoque. Não sei, acho que sim.

?Voz B

Mas sabe aquele negócio que é assim? Exato. Vamos lá. Minha sogra veio fazer uma visita umas semanas atrás e trouxe um pacote com 20 estilingues baratinhos de borracha porque o meu filho achou no parque e amou. Ela trouxe também um alvo, um monte de bolinha e dardos de velcro para atirar com os brinquedos. Brinquedinho legal, né? Até aí beleza, meu filho consegue treinar coordenação motora, né? O problema é que esses estilingues de borracha viraram uma encheção de saco na hora.

Ficou tudo espalhado pela casa inteira, juntava tudo que é poeira e sujeira, e eles eram sugados e travavam no nosso aspirador de pó. A gente já tava jogando tudo fora aos poucos mesmo, conforme eles iam rasgando. Avançando para semana passada, ela tava aqui de novo com o nosso filho de 4 anos e meio enquanto meu marido tava no trabalho. Eu tava respondendo uns emails no meu escritório para não ter que ficar perto dela. Então a gente já sente porque ela é exaustiva.

Infelizmente, o único lugar para o meu escritório é no mezanino que não tem porta. O meu filho normalmente sabe quando eu tô trabalhando e ele fica bem quietinho e tenta não fazer barulho no escritório.

PJPaloma Jung

Fofo, querido!

?Voz B

Eu esperava que a minha sogra respeitasse isso também, né?

PJPaloma Jung

Sim.

?Voz B

Mas não. Semana passada, ela resolveu perseguir o meu filho até o meu escritório pra fazer uma guerra de estilingue. Eu tentei colocar a mão na frente do rosto pra sinalizar que eu não tava participando da brincadeira, mas ela não ligou e continuou atirando na minha direção, supostamente mirando no meu filho. Quando, do nada, eu tomei uma estilingada na cara. Quase direto no meu olho. Se não fosse pelos meus óculos, ia pegar no meu olho.

E eu fiquei em choque total com a falta de respeito. Ela começou a rir muito e soltou: ai não, me dei mal, eu acertei a mamãe no rosto sem querer.

PJPaloma Jung

Achei bem conveniente.

?Voz B

Eu desliguei o computador na hora, falei: um, ó, eu não gostei nem um pouco e eu acho que para mim já deu por hoje. Eu decidi tomar um banho para esparecer, mas eu conseguia ouvir ela dando risada disso com o meu filho por pelo menos uns 5 minutos. Eu tinha comentado por alto sobre o assunto com meu marido na semana passada quando a gente estava conversando, mas a gente acabou não se aprofundando no assunto. Corta para ontem à noite, ela tava aqui jantando e tocou no assunto não uma, mas duas vezes, chorando de rir de mim.

Eu tentei fingir que não era comigo, mas na segunda vez eu finalmente falei: nossa, mas você se divertiu muito com isso, né? E eu peguei os meus pratos para me levantar da mesa. Meu marido tinha acabado de contar uma notícia super triste sobre um colega de trabalho que sofreu um acidente e faleceu. E como abençoada da minha sogra responde, ela disse com todas as letras: sabe, o dia de amanhã Deus pertence, por isso que eu tento me divertir o máximo que eu posso todo dia, tipo dando uma estilingada na cabeça da minha nora.

Hahaha. Aí a cara que ela fez, hahaha, eu tava tipo, meu Deus, agora ferrou para o meu lado. Mas a Opi, ela fala o nome da Opi, mas a gente não sabe, mas a Opi até que foi de boa. Ela falou, como é que ela falou mesmo? Aí acho que por hoje deu para mim, com uma vozinha debochada imitando a minha fala. E depois disso tudo, ela ainda teve a cara de pau de me falar que encomendou mais um monte de Orem por mim.

PJPaloma Jung

Puts, essa aí me irritou, tá, gente? A vózinha, cara, essa aí me irritou.

?Voz B

Impressão que me deu dessa história é que a pessoa quer fazer de tudo para te irritar, mas ela é meio sorrateirazinha. Então, tipo, eu quero muito encontrar ela agora que ela tá trabalhando, eu quero muito, mas pô, tô aqui brincando com meu neto, então vou fingir que a gente tá fazendo uma super guerra de estilingue. E sabe, ai, se pegar. Para mim, essa sogra odeia a nora dela.

PJPaloma Jung

Para mim também odeia com todas as forças. Sabe qual é? Sonsa da sogra. Sonsa, sonsa, sonsa total.

?Voz B

Mas sabe, eu não sei se eu, eu não sei o que sonsa significa. Pode ser. Para mim, não sei se é que para mim isso é de propósito. Será que ela então se encaixa no sonsa?

PJPaloma Jung

Se encaixa no sonsa. Porque o sonsa, bom, eu acho que sim, tá? Porque o sonsa, tem gente que acha que o sonsa é tipo assim, tonhona, aí, songamonga. E sonsa, a sonsa é a que se faz de boba, entende, sabe? Eu acho, pelo amor de Deus, confirmem aí nos comentários, que eu acho que é, que eu acho sonsa é isso. Ela tem noção e ela finge que não, sabe? Então, tipo assim, aí tava brincando, cara, ela adorou, ela mirou, ela acertou, e ela ficou muito feliz que ela acertou.

Ela, a vontade que ela tinha de dar na cara da Nora, mas se ela não podia, então ela conseguiu dar uma estilingada.

?Voz B

Exatamente. E assim, nem por um segundo pedir: nossa, perdão, cara, te acertei sem querer. Por mais que assim, vamos imaginar que foi uma cena engraçada, vai, que nossa, pô, doeu. Mas mesmo assim, pô, desculpa, perdão, tava, você tava, sei lá, lendo email, te atrapalhei, tava aqui brincando com ele, eu vou me retirar daqui, me desculpa. Não existe um pedido de desculpa Pelo contrário, existe ainda, eu vou usar disso pra zoar com a cara dela de novo. E imitando a vozinha.

PJPaloma Jung

Não, ali foi o ápice.

?Voz B

Imitar a vozinha pra mim.

PJPaloma Jung

Ali foi o ápice. Ela tirou a Nora pra nada, assim.

?Voz B

Pra outra área?

PJPaloma Jung

Pra outra área, total.

?Voz B

Sabe o que eu queria de informação que a gente não tem? O como, o que o marido fez essa hora.

PJPaloma Jung

Eu ia te perguntar isso agora. Se ela falou isso na mesa... Onde é que tava esse marido, gente?

?Voz B

Tava na mesa também.

PJPaloma Jung

Pois é, mas ele tava em coma.

?Voz B

Pode ser. Ou ela, de duas uma, ou o marido não fez nada, ela fica até, pô, meu marido não fez nada, eu nem vou colocar isso aqui, sabe? Para eu não mostrar para os outros como meu marido é um bosta.

PJPaloma Jung

Ele provavelmente não fez. Ele provavelmente não fez nada.

?Voz B

Ele provavelmente não fez. E sabe por que também isso me dá a impressão? Porque ela fala, eu comentei com meu marido, mas a gente não se aprofundou.

PJPaloma Jung

Não se aprofundou, exatamente. E tem que se aprofundar.

?Voz B

Olha, tem que se aprofundar, gente. Sua mãe me deu uma estilingada na cara e saiu rindo enquanto eu tava trabalhando.

PJPaloma Jung

Aí esse é o jeitinho dela. Eu sou marido. Aí esse é o jeitinho dela, ela é assim tão engraçadona, uma palhacinha.

?Voz B

E aí ela lança essa, tipo, marido contando de um colega que sofreu um acidente trágico, que faleceu, e ela: ai, por isso, sabe que eu—

PJPaloma Jung

sim, ela sabe aquela pessoa que ela procura várias formas de chegar naquele mesmo assunto. Sabe pessoa que viaja para fora?

?Voz B

Não, eu tô indo viajar, eu não sei entender o que eu quis dizer.

PJPaloma Jung

Eu sei, nem sabe aquela pessoa. Ai, que eu acabei de chegar de Nova York. Ou ai, ai, aqui aquela pessoa que conhece alguém famoso. Ai, é porque eu não sei quem, sabe? Aquela pessoa que ela qualquer, qualquer Qualquer grão de areia é para, ai, é que eu acabei de voltar de Nova York, ai, é que o meu amigo não sei quem, é que quando eu morei nos Estados Unidos, isso, isso, ela buscando qualquer forma de trazer à tona aquele assunto pelo prazer de reviver aquele momento.

?Voz B

E irritou a Upi, né?

PJPaloma Jung

Ela levantou, ela falou, não, me irritou, me irritou, me irritou aqui, aqui no sofá do Só Pode Ser História. E aí eu queria levantar essa questão ali que a gente falou, porque a gente realmente fica, né, como é que o marido não reagiu? E aí que tá, eu acho que tá tão normalizado isso, essa rixa entre sogra e nora, que às vezes a gente deixa passar, sabe, que o marido não reagiu, que tem uma terceira parte, né, e que é fundamental, uma terceira parte que é fundamental.

E eu falo assim, ali no próprio podcast, sabe, muita gente fala, tá, gente, onde é que tava o marido? Ele não tava, ele não aparece em nenhum momento. A pessoa nem menciona, a pessoa manda a história e nem menciona o marido, porque ele é um saco de batata no meio da história.

?Voz B

E eu sempre acho que volta sempre para essa pessoa, entendeu? Para o marido, para mulher da pessoa, assim, filho da pessoa que está causando.

PJPaloma Jung

Exatamente. E eu acho que essa sogra ela tem tanto desrespeito por essa nora, porque ela tem, ela não respeita a nora como ser humano, ela não respeita a nora como igual, igual, exatamente. Ela se põe acima da nora, ela se sente superior. Em algum lugar eu acho que ela sente que o filho dela também não tem esse respeito pela própria esposa, porque eu acho, eu acho que quando a sogra faz isso, é uma teoria, tá? Eu posso estar errada, mas eu acho que em algum, a sogra quando ela faz isso, em algum lugar ela acha, ela presume que o filho não tem respeito pela esposa, porque se ela achasse que ele ia ficar incomodado com isso, que ele ia ficar desconfortável com isso, que se ela achasse que ia haver alguma retaliação por parte do filho, ela não faria.

?Voz B

Nossa, que ponto interessante que você levantou, porque faz muito sentido. E aí E pode ser também que além disso seja o fato de que foi criado e tá na asa da mãe até hoje e não sabe se impor. Então tudo que eu fizer, o meu filho vai dizer amém.

PJPaloma Jung

Sim, muitos eles são condicionados, né, mas eles são adultos. Então a gente pode falar assim, olha, ele foi condicionado a isso, e é muito comum, tá, muito comum. É a sociedade no geral, né, condiciona para isso. Só que eles são adultos e eles precisam assumir a responsabilidade também. Então tem muito isso, a nossa responsabilidade como mãe de criar, como mãe de menino, como mãe de menina, a gente tem essa responsabilidade. Então pode existir sim esse condicionamento, e acontece muito, mas isso não pode ser é um motivo para a gente livrar eles dessa responsabilidade, porque são homens adultos.

?Voz B

Sim. E tem uma hora que assim, independente do que a gente, enfim, não independente, mas tem uma hora na vida adulta que a gente fala: opa, peraí, agora sou eu, né? Então vamos virar.

PJPaloma Jung

Tô tendo dificuldade, será que eu fui condicionado a isso? Terapia.

?Voz B

Eu sempre falo, né, gente, eu sou a maior fã de terapia. Lembrando que tem terapia pelo SUS, E também pelo site Mapa da Saúde Mental. Tem alguns profissionais, enfim, alguns lugares que eles atendem por valor social. Então eu vou aqui sempre recomendar terapia. Você recomenda terapia, querida? Maravilhoso! E é isso, eu tô muito feliz que você veio aqui participar.

PJPaloma Jung

Eu também.

?Voz B

Por mim, a Paloma viria todo mês.

PJPaloma Jung

Por mim também.

?Voz B

Por mim, sinceramente, viria todo mês pra gente comentar histórias de sogra e histórias Mas também sobre a vida além do universo sogras, né?

PJPaloma Jung

Aliás, eu posso incluir uma história do parentaiada? Óbvio que não é do parentaiada, mas é do meu pai. Então eu posso trazer um bilisquete? Óbvio. Meu pai, por isso que eu sei do negócio do budóquio, porque eles chamavam de budóquio. É, voltando na questão do estilingue, mas é uma história legal para finalizar com gostinho bom e que não tem nada a ver com sogra. Meu pai, ele tinha uma péssima mira. Quando eles eram crianças, eles sempre tentavam.

Só que o Eastling dele era ele mesmo que fazia, né? Eles procuravam por um galinho que tinha aquele formatinho de Y e tal. E eles estavam sempre brincando com isso, sempre, sempre, sempre. E meu pai conta que ele era péssimo, ele era muito ruim mesmo. Eles tentavam derrubar a garrafa, tentavam derrubar várias coisas, e ele era o pior de todos. Todo mundo era melhor que ele.

?Voz B

Desculpa, pai, vai ser por conta Contando pra todo mundo.

PJPaloma Jung

Sim. E aí, um dia, eles estavam no meio do mato. Sempre tava no meio do mato, né? E aí, eles estavam brincando e tinha uma cobra do lado do pé do irmão do meu pai, do irmãozinho mais novo dele. E não tinha como ele... Bom, naquele momento ele não conseguiu pensar em outra alternativa, ele não conseguiu pensar em pegar o irmão, ele ficou com medo de assustar no movimento assustar, e a cobra dá o bote no irmãozinho. E aí foi quando ele pensou, eu vou tentar.

E aí ele puxou a pedrinha e na cabeça da cobra e matou a cobra, não o irmão. E conseguiu tirar o irmão daquela situação. Ele trabalha bem sob pressão, eu acho, né?

?Voz B

Nossa, eu acho que ele trabalha muito bem sob pressão. E o que é pedra que põe, né?

PJPaloma Jung

É pedra. E ele fala que foi a única vez que ele acertou.

?Voz B

Quantos anos seu pai tinha?

PJPaloma Jung

É uma boa pergunta, mas tipo, sei lá, aí eu imagino que uns 12, pelo que ele conta.

?Voz B

Imagina o terror de passar por isso assim.

PJPaloma Jung

E ele ficava naquela época, né, ele cuidava dos irmãos mais novos desde muito cedo. Então os meus avós eram agricultores, e aí eles estavam ali no meio do mato sempre, né, ajudando também e de olho nos irmãos. Pensa na responsabilidade, né?

?Voz B

Nossa, sim.

PJPaloma Jung

E aí foi quando aconteceu. Pesei o clima?

?Voz B

Não, eu amei. É, eu amei demais. Eu amo histórias e eu acho que você conta muito bem, né? Você tem uma voz muito boa.

?Voz C

Agora vai passar um diogo para Muito obrigada.

?Voz B

Você tem uma voz muito boa.

PJPaloma Jung

Você, deixa eu me preparar aqui.

?Voz B

Você é boa, cara, você é muito boa. Eu sou muito sua fã, sempre falo isso.

PJPaloma Jung

Que bom.

?Voz B

E você conta de um jeito que você fica tipo meio envolvido, envolvente.

PJPaloma Jung

E é isso, essas são as histórias de hoje. E aí, o que vocês fariam se essas sogras fossem suas? Comentem aí se vocês concordam com os nossos humildes, nossos humildes, ou se a gente tá viajando demais Porque quando eu tô com a Isa, eu também não sei, às vezes a gente parece que divide o mesmo neurônio e fica meio assim uma névoa. Pode ser. Então pode ser que a gente falou um monte de besteira. E aí vocês podem ficar à vontade para fingir que não e tratar a gente super bem, que a gente vai ficar bem mais feliz.

?Voz B

Mas gente, essas foram as histórias de hoje. Eu espero muito que vocês tenham gostado. Deixem as suas opiniões aí, os seus humildes nos comentários, que eu tô curiosa para saber o que vocês pensam, se vocês pensam diferente, se vocês concordam. O Só Pode Ser História é um programa independente, então se você gosta, se identifica, gente, mas aquele pedidinho básico antes de finalizar para você, por favor, seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas, inscreva-se no YouTube, não se esqueça.

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PJPaloma Jung

Eu tô triste também.

?Voz B

Venha mais vezes.

PJPaloma Jung

Eu venho.

?Voz B

Então tá bom, gente, é isso. Muito obrigada por terem ficado até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!