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Só Pod 97 - Minha melhor amiga se cansou de mim depois de 25 anos

13 de agosto de 202644min
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Uma amizade de 25 anos começou a esfriar do nada, sem nenhuma explicação. A nossa ouvinte passou um tempão tentando entender o que tinha feito de errado, até que finalmente descobriu o que a amiga pensava sobre ela pelas costas. E a resposta doeu bem mais do que qualquer briga.

✨Histórias sobre amizades que mudam, ressentimentos e ciclos que chegam ao fim.

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Participantes neste episódio1
I

Isa

HostTécnica do IDR Paraná
Assuntos6
  • Amizade de 25 anos e afastamento· SociedadeAmizade de longa data·Mudança de comportamento·Falta de comunicação·Hierarquia de sofrimento·Carol
  • Ressentimento e Comunicação Passivo-Agressiva· SociedadeAcumular conflitos·Comunicação passivo-agressiva·Incompatibilidade de visões sobre amizade·DARVO
  • Término de Amizade· SociedadeCansaço com a amizade·Falta de diálogo·Aceitação do fim·Carol
  • Amizade à Distância e Distanciamento· SociedadeAmizade virtual·Ignorar mensagens·Comunicação fria·Ciclo vicioso
  • Assumindo a Bissexualidade· SociedadeDescoberta da própria orientação sexual·Relacionamentos com mulheres·Reação das amigas
  • Conflitos em Grupos de Amigas· SociedadeDinâmica de grupo·Intrigas e barracos·Piadas sobre deficiência
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz 1

Depois que eu me assumi bissexual, a minha amiga lésbica mudou. E aí, galera? Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje vamos começar com história de ouvinte. Eu amo receber história de ouvinte. Se você também quer mandar sua história pra ser lida e comentada aqui, é só mandar pro email que tá na descrição do episódio. Vamos lá, quem me escreve é a Thaís. Lembrando que todos os nomes foram alterados, tá bom?

O título da história dela é: Depois que eu me assumi bissexual, a minha amiga lésbica mudou. Oi, Isa, eu adoro o podcast, não perco um episódio. Sempre que tem história de ouvinte, eu penso em mandar essa história porque eu adoraria ouvir a opinião de pessoas de fora. Eu quero muito os humildes. Bom, pode me chamar de Thaís. Eu tenho 39 anos e um grupo de amigas há 25 anos. Eu, a Carol e a Denise já estudávamos juntas, e a Gabriela era namorada de um amigo nosso e acabou se aproximando.

Hoje a gente até perdeu o contato com ele, e a Gabi foi o presente que ele deixou. A gente sempre foi muito unida. A gente viveu os melhores e piores momentos das nossas vidas sempre juntas. De casamento a separação, de nascimento de filho a morte de pais, formatura ou desemprego, a gente sempre se apoiou. Até financeiramente, se precisasse. Entre os momentos mais difíceis da nossa história, tem o episódio em que eu sofri um acidente e eu perdi boa parte da minha audição quando eu tinha 20 anos.

Elas estiveram comigo o tempo todo. O começo da nossa vida adulta foi bem agitado, com muita festa e rolezinho. Quando a Carol tinha 24 anos, ela contou pra gente que é lésbica. Ela tinha receio de contar porque a Gabi era religiosa. Mas além de acolher, a gente festejou muito a coragem dela e a gente começou a frequentar balada LGBT. Eu não sabia, mas a partir daí a minha vida também começou a mudar. Nessas baladas, sempre que eu bebia, eu virava a maior beijoqueira do mundo.

Beijava todo mundo que me dava vontade, independente do gênero. Eu adorava. Eu recebia muita proposta das mulheres, mas eu colocava tudo na conta do ambiente e da bebida. Alô, bisfestinha! Meia-noite, eu conto um segredo. Ela coloca risos. Como eu sempre me relacionei com homem e eu gostava disso, eu nunca cheguei a questionar minha orientação sexual. Eu nunca fui a pessoa que se dizia hétero convicta, mas eu também não me colocava em xeque.

Eu simplesmente não achava que era importante pensar nisso. E era lindo ver a Carol desbrochando. Um ano depois, ela se envolveu com uma moça com quem ela acabou casando e ficando por alguns anos. Foi nessa mesma época que eu engravidei de um cara que eu conhecia há poucos meses. Eu tentei fazer essa relação dar certo por 3 anos, mas eu percebi que eu vivia um relacionamento abusivo e eu rompi de vez. Mais uma vez, quem tava lá pra me salvar eram elas.

Cada uma seguiu sua vida, mas a gente sempre esteve próximas. Depois de me separar, eu fiquei bastante tempo solteira, fazendo terapia, me dedicando à minha carreira e também à minha filha. Um dia, conversando com uma colega de trabalho, ela me contou que era bissexual e que namorava uma mulher. Quando eu contei das minhas peripécias de outros tempos, ela riu e disse: querida, você é bi sim! E eu pela primeira vez fiquei: será?

A cada conversa eu ficava mais curiosa em ter algo com uma mulher, até que aconteceu. Eu conheci uma moça num bar e na mesma noite a gente dormiu juntas. Foi incrível! Quando eu contei para as minhas amigas, elas ficaram super animadas. A Carol, então, nem se fala. Ela tinha se separado há pouco tempo, então ali parecia o melhor dos mundos. Nós duas solteiras frequentando rolês de mulheres sáficas juntas. No começo foi muito divertido.

As coisas que eu vou contar a partir daqui foram acontecendo aos poucos ao longo dos últimos 4 anos. E talvez seja isso que justamente me deixa confusa sobre a minha interpretação do que pode ter acontecido. A Carol fazia parte de um grupo de mulheres lésbicas e bissexuais que se conheceram nas redes sociais e elas faziam vários encontros. A Carol me apresentou todo mundo e eu fui super bem recebida por elas, mas aos poucos eu comecei a me incomodar com a dinâmica do grupo.

Parecia um reality show, sabe? Cheio de barraco e intriga meio imatura, sendo que todas tinham mais de 30 anos. Às vezes eu sugeri uns rolês diferentes e elas nunca aceitavam. Elas queriam sempre os mesmos lugares. Eu comecei a broxar do grupo, mas a gota d'água foi quando uma fulana que eu mal conhecia achou de bom tom fazer piadas sobre a minha deficiência auditiva. Nessa situação, a Carol veio falar comigo e ela disse que a fulana tinha sido muito desagradável e que ela entendia se eu quisesse distância.

Pois foi exatamente o que eu fiz. Mas pra Carol, nada mudou. Ela continuou saindo com elas e pra mim tava tudo bem. Mas eu percebi que depois disso ela começou a mudar comigo. Ela começou a faltar direto quando a gente marcava algum encontro nós quatro. E quando ela ia, ela era super seca comigo. A Denise foi a primeira a perceber e ela veio me puxar de canto pra entender o que tava rolando. Só que nem eu sabia. Fora aquele episódio que nem tinha sido com ela, não tinha acontecido mais nada.

Pouco tempo depois, eu me envolvi com uma moça e a gente ficou quase um ano juntas. Mas eu decidi terminar porque ela tava com muita dificuldade em assumir a orientação sexual dela e eu não aguentava mais viver num relacionamento escondido. Eu gostava muito dela e eu fiquei realmente de coração partido. E como sempre, eu fui pedir colo pras minhas amigas. Poderia ser um desabafo como qualquer um dos milhares que a gente já teve durante todos esses anos, mas dessa vez a Carol parecia impaciente.

Muitas vezes, enquanto eu falava, ela revirava os olhos. Do nada, ela começou a desabafar como era difícil ser homossexual, que ninguém entende, que ela sempre sofreu e sofre. Enfim, ela fez exatamente o que a gente sempre abominou: hierarquia de sofrimento. Nosso combinado sempre foi o acolhimento. Pouco importa se a dor da outra parecia menor. Eu sou mãe solo, tenho deficiência, já passei perrengue pra caramba. Mas eu nunca usei isso pra diminuir o que elas sentiam.

Dessa vez, a Gabi percebeu e chamou a atenção dela. E ela passou o resto do tempo quieta, de cara fechada e olhando pro celular. Depois desse dia, eu fiquei com aquilo engasgado na garganta. E aí eu decidi, em nome da nossa história, tentar conversar com ela. Eu chamei ela várias vezes pra um café, mas ela sempre inventava uma desculpa. No ano passado, eu pedi pra ela receber uma encomenda minha. Ela mora perto de mim e o condomínio dela tem portaria 24 horas.

Eu já fiz isso várias vezes, mas na verdade era só um pretexto para encontrar com ela. Antes, quando eu ia buscar alguma coisa, ela sempre me chamava para entrar. Só que dessa vez ela já tava me esperando no portão e falou meia dúzia de palavras rapidinho. Eu cansei. Eu entendo que relações acabam e eu não costumo insistir quando a pessoa se afasta. Desde esse dia, ela nunca mais me procurou. Todas as vezes que a gente se encontrou depois disso foi em algum evento chamado pelas outras meninas.

Aniversário de uma, inauguração da loja da outra. E toda vez que a gente se encontrava, eu me sentia em luto por essa relação, que agora parecia ser de duas estranhas. Hoje em dia, tudo que eu sei dela é porque alguém me conta. A gente tem um grupo de WhatsApp que anda bem morno. E aí, no começo do ano, eu resolvi tentar aproximar as coisas. E eu contei que eu tinha começado a namorar um rapaz e que eu tava apaixonadinha. Enquanto a Denise e a Gabi faziam várias perguntas sobre tipo, ai, como que vocês conheceram?

Quando que a gente vai conhecer? Enfim. A Carol só mandou a seguinte mensagem: eu não sei como depois de tanto tempo ficando com mulher você ainda consegue chupar um... Não vou falar, né, gente, pra não me barrar aí, mas vocês entenderam. Eu não consegui me segurar. Logo eu, que sempre me preocupo em ser carinhosa e alto astral com elas. Eu não consegui segurar o choro e eu só respondi assim: É sério isso, Carol? Tantos meses sem falar comigo, tanto tempo sem saber como eu tô, tanta coisa que você podia dizer, tudo que você tem pra falar pra mim é um comentário sobre genitália?

Ela respondeu que era só uma brincadeira, que eu não precisava ter ficado tão nervosa. E aí eu respondi: Eu não tô nervosa, eu tô frustrada. Eu queria muito ser questionada sobre os assuntos que a minha boca anda falando, sobre as cervejas que a minha boca anda bebendo, Sobre os pratos novos que eu tô experimentando, sobre as músicas que eu tô cantando. Mas tudo isso acabou e eu me sinto frustrada. Ficou um climão. As outras me chamaram pra conversar no particular, mas logo tudo esfriou e simplesmente caiu no esquecimento.

Só que aí essa ferida foi cutucada de novo no mês passado, quando a Gabi resgatou um assunto antigo. A gente tá às vésperas de fazer 40 anos. E lá atrás, quando a gente fez 30, a gente combinou de juntar um dinheiro pra fazer uma viagem juntas agora em 2027. A gente voltou a falar sobre isso no grupo pra gente escolher o destino e planejar a data. Mas a Carol sugeriu que em vez da gente viajar, que a gente fizesse uma festa. As outras logo foram contra.

E pra mim, honestamente, tanto faz. Nada disso brilha mais como brilhava 10 anos atrás. Pra falar a verdade, eu não consigo nem me imaginar viajando com a Carol. Eu não sei o que fazer. Eu tô pensando em desistir da viagem. Apesar de já ter conversado muitas vezes com a Gabi e com a Denise, Eu acho que elas não conseguem ter dimensão do quanto essa história é dolorida para mim. Eu tenho medo de acabar me afastando delas também por não querer estar nos mesmos lugares que a Carol.

Será que eu tô sendo dodói demais nessa história? Até hoje eu me questiono sobre em que momento tudo mudou e talvez eu não tenha percebido. São tantos questionamentos, eu adoraria ouvir um conselho. Mas a maravilhosa da Thaís nos envia uma atualização, então eu vou direto para ela. Vamos lá. Ela começa: Depois que eu mandei o email, eu fiquei muito reflexiva. Eu achei que seria bom conversar com as minhas amigas e me abrir assim como eu fiz aqui com você.

Eu fiz uma pequena reforma na minha casa e eu usei isso como pretexto pra convidar todas. Eu mandei uma mensagem no grupo: Meninas, a minha sala tá do jeitinho que eu queria. E agora que eu tenho mais espaço pra receber visita, seria maravilhoso estrear isso com vocês. E aí a gente já aproveita pra falar sobre a viagem. Como eu imaginava, a Carol não veio. Então eu me abri com elas. Eu contei todos os detalhes e eu falei como eu me sentia.

Elas disseram que elas até percebiam o afastamento dela, mas que elas tinham uma visão bem diferente da história. Na verdade, elas nem percebiam as coisas que eram direcionadas a mim. Mas elas me ouviram e disseram que tudo fazia sentido. Parece que algumas peças começaram a se encaixar. A gente pensou em mil teorias do que podia ter acontecido. E no final a gente não chegou a nenhuma conclusão. Mas foi muito bom conversar com elas.

Parece que um peso enorme saiu das minhas costas. A Denise tem um jeito mais imponente. Ela disse que a Carol tava prestando um serviço pra loja dela e que as duas iam se encontrar durante a semana. Então aí ela ia perguntar sobre esse afastamento e sobre a viagem. Eu fiquei ansiosa com a conversa delas. Mas eu também sentia no fundo que isso seria um ponto final. Os dias passaram e a Denise chamou eu e a Gabi pra uma chamada de vídeo.

E aí ela contou sobre a conversa. Primeiro, ela contou que ela disse pra Carol que ela já tava percebendo o distanciamento dela há um tempo. E que ela não parecia mais envolvida com a viagem. No começo, a Carol tentou esquivar. Falou que era só uma fase, que tava distante de todo mundo. Mas a Denise não engoliu a resposta e aí puxou o meu nome. Ela disse que já fazia tempo que a Carol vinha me tratando mal. Além do fato dela tá afastada.

Foi aí que a Carol abriu o jogo. A Carol falou que a amizade comigo deixava ela cansada. Sim, ela usou exatamente essa palavra: cansada. Falou que eu sempre tenho alguma história, que sempre acontece alguma coisa comigo, que as pessoas me dão atenção demais e que quando eu começo a falar é como se eu fosse uma pessoa extraordinária. Ela falou que o meu jeito de contar as coisas Parecendo que a minha vida é uma série que todo mundo quer acompanhar, desgastou demais ela.

No fim, a Denise perguntou por que ela nunca tinha vindo conversar comigo, já que a gente sempre teve um diálogo tão bom no grupo. E ela só respondeu: Pra quê? Pra virar mais um assunto dela? A gente ficou chocada com isso. Do jeito que ela falou, parece até que eu sou uma pessoa egocêntrica que vive falando de si. Só que a verdade é que eu sou tímida. Eu nem falo tanto assim. Toda semana eu mando mensagem no grupo pra saber como elas estão.

Eu tenho pouquíssimos amigos além delas. A questão é que elas são as pessoas em que eu mais confio nesse mundo. Elas são a minha maior rede de apoio. Inclusive, eu aprendi a pedir mais ajuda justamente quando eu me separei do pai da minha filha. Então eu divido tudo da minha vida com elas. Mas eu sempre espero que elas também façam o mesmo comigo. Talvez eu tenha um jeito mais detalhista de contar as coisas. Ou talvez tenha o fato de terem acontecido muitas coisas na minha vida.

Eu passei muito tempo vivendo em uma montanha-russa, mas eu nunca me orgulhei dessa instabilidade. A Carol sempre foi muito centrada, muito estável, e eu sempre admirei isso nela. Inclusive, eu aprendi a cuidar melhor da minha carreira e do meu dinheiro por causa dela. Se os últimos anos da minha vida estão mais tranquilos, eu devo muito a ela. A Denise e a Gabi disseram que elas não pensavam da mesma forma que ela. A Gabi ainda levantou a bola de que ser lésbica era o tempero que fazia a Karol se sentir mais especial.

E que a partir do momento que eu furei essa bolha, alguma coisa mudou. Pra mim, fez sentido. Eu senti uma intuição forte de que essa mudança dela comigo foi depois que ela me viu me relacionando com mulher. A Karol disse pra Denise que ela não queria fechar nenhuma porta pra mim. Porque ela tem muito carinho por mim, mas que ela não consegue mais conviver. E encerrou dizendo que ela não vai mais viajar com a gente. Mas que ela continua desejando só coisas boas pra nós.

Eu tô lidando agora com esse término. As meninas também parecem estar de luto, mas é isso, né? Relações acabam e a vida segue. Obrigada pelo espaço, Isa. Beijos, gente. E é um término, né? Antes de eu ir para as perguntas, só queria fazer esse humildizíssimo comentário aqui rapidão, que é um término mesmo e que não é fácil e é difícil. Mas eu concordo muito quando você fala que relações acabam e a vida segue. Mas vamos para as perguntas.

Primeira: Quando você começou a perceber esse afastamento da Carol, ela tava diferente só com você ou também nas outras meninas? Ela responde: Nesses mais de 20 anos de amizade, a gente já passou por muitas fases. É super comum uma ou outra ficar um pouco mais ausente de vez em quando. A gente sempre respeitou o espaço de cada uma. Então, no começo, parecia só que ela tava distante do grupo. Mas foi nos detalhes do jeito que ela me tratava, em como ela não correspondia quando eu tentava puxar assunto, que eu percebi que comigo a história era diferente.

Não era só um distanciamento. Segunda pergunta: Você lembra se rolou algo específico entre vocês quando você começou a namorar mulheres? Algum comentário, alguma conversa ou atitude que hoje te chama atenção? Ela responde: Naquela época, a única coisa que me chamou atenção foi o comentário daquela moça do grupo que fez uma piada comigo. Eu acabei achando que o afastamento dela era por causa do grupo todo, que ninguém tinha gostado de mim.

Mas hoje, olhando com mais calma, eu lembro de várias piadinhas dela. I didn't like what you said. Odin pauses. About the future. This is the love story of real hinge couple Odin and Edward, written and read by me, Curtis Garner. Listen to the free audiobook now. Comentários pejorativos sobre as mulheres que eu ficava, deboche por eu ter vergonha de chegar em mulher. Só que na hora eu deixei passar e eu não dei muita importância.

Terceira pergunta: Quando você tava namorando aquela mulher por quase um ano, como que a Carol era com vocês? Ela apoiava o relacionamento? Vocês saíam juntas? Quando eu me relacionei com a Júlia, vou chamar de Júlia aqui, a Carol já tava um pouco distante. A gente se encontrou toda junta só umas duas vezes, mas ela foi super respeitosa. Ela parecia feliz por mim, de verdade. Eu me senti validada por ela pela primeira vez, até porque ela só dizia coisas positivas a respeito.

Quarta pergunta: quando você voltou a se relacionar com homem, você sentiu alguma mudança diferente no jeito dela com você? Isso foi no início do ano. A gente já não se falava nem se via há meses, mas foi a primeira vez que eu percebi um tom de desrespeito de verdade vindo dela. Quando a Denise e a Gabi disseram que tinham uma percepção diferente da situação, o que que elas achavam que tava acontecendo antes de você contar como você tava se sentindo?

Elas só achavam que a Carol tava afastada do grupo em geral. Se ela agia de forma seca ou se ela era grossa, elas achavam que a Carol tava passando por um momento difícil. Mas quando eu listei o que ela fazia comigo e eu mostrei como eu tentei uma aproximação sem resposta, aí elas entenderam. Porque enquanto ela me ignorava, ela encontrava as meninas, tomava café com uma, almoçava com a outra. Sexta pergunta: depois que a Denise contou o que a Carol disse, você teve vontade de falar com ela ou você prefere deixar as coisas como estão?

Não. Eu me senti aliviada de saber que ela tava realmente sentindo alguma coisa ao meu respeito e que isso não era coisa da minha cabeça. Porque muitas vezes eu tentei acreditar que era. Mas se ela não conseguiu me olhar nos olhos e conversar, eu acredito que seja uma limitação dela e eu jamais forçaria. Última pergunta: se a Carol te procurasse hoje querendo conversar sobre tudo, você ainda teria vontade de tentar recuperar essa amizade?

Ela responde: eu não sinto rancor. Eu continuo achando a Carol uma das pessoas mais legais que existem no mundo. Minha admiração por ela não mudou, mas eu me sinto bastante desgastada por esses últimos anos correndo atrás dela e de uma resposta. Eu até consigo ver a gente se encontrando mais pra frente, mas não agora. Acabou. E a Thaís quer saber os nossos humildes. E vamos aos meus humildes. Thaís, eu acho que você resume bem, é meio que, sei lá, pra mim, tá?

Não sei se pra todo mundo. O negócio meio duro da vida é de que, tipo, meu, relacionamentos acabam e a vida vai seguir, principalmente quando é Gente, eu valorizo muito amizade entre mulheres assim. Eu acho que principalmente quando é esse lugar muito seguro, sabe? E um lugar que a gente se sente em casa e que a gente pode falar de tudo, pode desabafar de tudo, que a gente sabe que a pessoa vai estar aí. Então eu entendo esse luto.

Mas pra mim é meio que uma coisa, tipo, as coisas são como são. E tem vezes que quando a gente percebe que as coisas são como são e que a gente não consegue fazer nada pra mudar, é meio que talvez um processo, sei lá, de aceitação, de putz... Tá doendo, vai doer, e eu não posso fazer nada. Porque pela história, assim, quando você fala que ela revirava os olhos enquanto você falava, me parece que é tipo algo que já vai vindo com o tempo, né?

Talvez que ela tava aí segurando, carregando isso com ela. E aí, gente, é lógico que no melhor dos mundos, né, no cenário ideal, o que que a gente espera de uma amiga muito próxima? Que que a pessoa seja sincera com a gente, que a pessoa seja direta. Por mais que às vezes seja duro ouvir, ó, meu, sei lá, não tô, não tá batendo aí a vibe, sabe? Tô em outra, tô em outro momento. Porque aí, se a pessoa ela não fala, ela não se abre, a gente não consegue consertar algo que a gente não sabe que existe, né?

Mas eu sinto muito, Thaís, por esse afastamento assim. 25 anos, gente, é muita história, sabe? É muita coisa. E eu espero que você passe assim por esse luto é da melhor forma possível. E também acho que tudo isso acontecendo é um baque, é lógico que é, mas não exclui tudo que vocês passaram, não exclui também o fato de, né, vocês terem sido muito importantes umas para as outras. E, gente, sei lá, às vezes a vida segue um pouco e depois volta, sabe?

Ou às vezes não também. E você tentou, né? Eu acho que você, dentro do que você podia fazer, você tentou de todas as formas se aproximar, tentar pensar. Então é isso, acho que eu dormiria também com a consciência tranquila de que, pô, fiz tudo que tava ao meu alcance. E se um dia essa amizade voltar, ótimo. Mas se acabar aqui, infelizmente são coisas da vida e coisas difíceis de passar. Que bom que você tem a Gabi e a Denise que estão nessa junto com você.

Então acho que vocês também vão conseguir se apoiar e tá ali uma pela outra. E, gente, digo de novo, amizade com mulheres é muito importante, sabe? A gente se unir como mulheres é, cara, é um colo, né? É um colo muito agradável, tipo, é um ninho de, sei lá, de coisas boas. Eu sou muito fã das minhas amigas mulheres e pra mim elas são incríveis. Então, invistam nas amizades de mulheres, tenho dito aqui. Mas, gente, esses são os meus humildes para a história da Thaís.

A Thaís também quer saber o humilde de vocês, o que vocês acham. Então, por favor, deixem nos comentários os seus humildes para ela. E aí, vamos lá, vamos para as histórias do Reddit que eu separei hoje. A primeira é: a minha amiga começou a se afastar de mim e já tá agindo de uma forma distante comigo faz quase um ano. Minha amiga, mulher 38, e eu, mulher 37, somos amigas há quase 10 anos. Como a gente mora muito longe uma da outra, o nosso contato sempre foi meio que à distância, mas a gente se falava direto por ligação, mensagem, foto, áudio e, claro, um monte de meme.

O nosso nível de sintonia sempre foi tão forte que parecia que a gente vivia o dia a dia uma da outra. Ela tem um filho que hoje já é adulto e ela mesmo vive dizendo que foi como se eu tivesse ajudado a criar ele por telefone. Eu acompanhava tudo e torcia por cada conquista dele. A gente esteve juntas nos momentos mais difíceis da vida. Ela me deu um apoio que ninguém que tava perto de mim fisicamente conseguiu dar. Ela foi fundamental pra eu superar uma fase muito difícil que eu passei.

Se qualquer uma de nós cozinhasse algo, fizesse algum passeio ou planejasse qualquer coisa, a gente se mandava mensagem. Era tudo muito natural, leve e espontâneo. A gente ria de passar mal, chorava quando tinha que chorar e passava horas conversando sempre que a gente precisava. Só que praticamente há um ano parece que ela se afastou totalmente de mim. Eu mando mensagem ou foto, ela visualiza e simplesmente não responde. Às vezes ela até responde dias depois, mas de um jeito super frio, tipo só dá um curtir na mensagem.

No começo eu achei que era só o cansaço, sei lá, correria do dia a dia, só que isso foi se arrastando. Eu perguntei se tava acontecendo alguma coisa na vida dela. Ela agiu como se não fosse nada, voltou a mandar mensagem normalmente por uns dias, mas logo em seguida ela se afastou de novo. E o mais confuso é que ela fica postando coisa nas redes sociais, super feliz com a família, com outros amigos, fazendo vários vídeos engraçados, cantando, dançando.

Ela até me contou recentemente que ela tá com mais tempo livre agora que o filho cresceu e que aquela rotina pesada deu uma aliviada. Eu tentei desencanar. Eu pensei, bom, vou dar o espaço dela e logo logo a gente volta para o nosso ritmo normal. A gente já passou por muita coisa juntas, nossa amizade não é tão frágil assim. E eu achei que até podia ser algo da minha cabeça, mas já faz muito tempo e ela definitivamente mudou comigo.

Ela ignora minhas mensagens ou responde de qualquer jeito e eu não sei mais nada da vida dela. O filho dela prestou vestibular, passou na faculdade E já começou as aulas. E eu só soube porque eu perguntei diretamente pra ele. Durante anos eu acompanhei cada formatura, cada nota, cada festa. E agora ela nem me conta a maior conquista da vida dele. E aí eu tentei conversar com ela recentemente. Eu perguntei, por que a gente quase não se fala mais?

Até das férias dela, ela não me mandou nada. E mais uma vez ela ignorou o que eu perguntei. E ela só mandou uma foto do que ela tava fazendo com a família naquela hora. Depois que eu parei para pensar, eu vi que ela só fez aquilo só para me agradar na hora e me deixar quieta. Aí ela veio até minha cidade para um casamento de amigos em comum, e aí a gente se encontrou. Mas como ela tinha compromisso, ela morava longe, ela teve que ir embora cedo e a gente não teve nenhum tempo para nós.

Eu achei que se ver pessoalmente ia dar uma esquentada na amizade, mas não mudou nada. Eu continuo agindo normal porque eu penso, bom, se ela tiver passando por alguma coisa, eu quero que ela saiba que eu tô aqui. Mas tá muito cansativo manter uma comunicação que só vem deixar ela de um lado. Eu me sinto chata, sabe? Como se eu tivesse incomodando e que eu devia deixar ela em paz. Dia sim, dia não, eu penso em parar de mandar mensagem para ver o que acontece.

Nas poucas vezes que eu fiz isso, ela acabou mandando um: nossa, desculpa, eu vi suas fotos, mas eu não tive tempo de responder. Ela manda duas mensagens e depois some de novo. Parece que ela não quer que eu me afaste, mas ela também não quer conversar comigo de verdade. Virou um ciclo vicioso. Essa amizade é muito importante para mim. Mas tá acabando e eu não sei o motivo. O que que eu faço? Eu continuo tentando puxar assunto ou eu só me afasto de uma vez?

E como eu reajo quando ela finge que tá tudo bem só quando ela percebe que eu tô me distanciando? Gente, tem um único comentário nessa história e a Elpy não responde. E o comentário é: conversa com outra amiga sobre isso. E a Elpy não responde. Mas o que que não sei? O que que eu talvez faria no lugar dela? É que, sei lá, eu acho que quando eu penso, por exemplo, nessa história, Eu me divido em duas opiniões. Primeiro, tá na cara que ela não tá querendo conversar com você.

E aí, sabe, para bom entendedor meia palavra basta. Então eu penso por um lado nisso, e por outro lado eu penso, bom, amizade muito importante para mim sempre, enfim, tamo junto lado a lado há anos. Eu vou falar a real. Fulana, te amo, você é foda, considero muito você. A sua amizade é muito importante pra mim. Sinto que a gente não tá mais se falando, sinto que você tá se afastando. Mas eu mandaria, tipo assim, não meio que cobrando alguma coisa, eu mandaria: Sinto que você tá se afastando, tô percebendo isso.

Se você quiser conversar, tô aqui. Nesse momento aí, enquanto parece que você não quer muito contato, eu vou deixar você, enfim, viver seu momento, viver sua fase. E se precisar, tô aqui. Se quiser conversar, também tô aqui. E tiraria o meu corpo. Eu acho que eu faria isso. Que que faz, gente? Agora falando sério assim, o que que faz quando você sente que uma amiga muito querida, muito próxima de anos, tá se afastando e você tá vendo a amizade terminar?

Que que você faz? Você deixa aí? Você deixa aí e fala tchau, foi da hora enquanto durou, muito boa sorte na sua vida? Ou você tenta aí, não sei, conversar, tentar, não sei, tentar resgatar essa amizade. Eu não sei qual seria a resposta. Lógico que não tem uma resposta certa só, né? Mas eu acho que eu faria isso, sabe? Colocaria tudo para fora e, ó, se precisar, tô aqui. Mas, e é isso de novo, né, gente? É difícil falar que tipo, ai meu, vida que segue, pô, a pessoa não quer mais contato, pô, uma amizade de anos, sabe?

Você passou anos com a pessoa. Só que também penso, hoje eu tô falante, hein? Só que também penso que eu já falei isso aqui em algum episódio, que a vida muda muito o tempo inteiro. A gente tá sempre mudando e às vezes a gente não acompanha a mudança das pessoas, né? E a pessoa às vezes não acompanha a nossa mudança também. E eu tinha uma impressão que hoje eu vejo que assim é uma impressão muito equivocada que eu tinha, que com quase com 35 agora, que, sabe, ia chegar uma fase dessa vida, tipo, ai, 35, parece que você nunca mais vai conhecer ninguém.

Mas você vai. A vida nos surpreende. E a gente conhece pessoas legais ao longo do caminho, sim. Eu tinha uma impressão, sabe, de com 20 que, nossa, 35 acabou, todas as portas se fecharam. E, cara, não. Eu acho que as portas, muito pelo contrário, estão começando a se abrir agora. Então eu queria muito saber de vocês se vocês já passaram por isso, e se vocês passaram, como que foi a experiência? E outra pergunta: se vocês passaram por isso e perceberam, puta, essa pessoa tá se afastando, o que que vocês fizeram?

Vocês falaram, ah, beijo, tchau, querida, segue a vida? Ou vocês ainda tentaram, enfim, manter um contato, mandar uma mensagem? Me contem. Última história do dia, e antes de eu ir para ela, eu vou pedir por favor para você seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas, inscreva-se no canal no YouTube também, Também, se você puder dar o hype no vídeo, eu vou te agradecer demais. Não se esqueça de seguir as redes sociais que estão na descrição do episódio, estão todos os links lá.

E claro, se você conhece alguém que vai gostar de ouvir história de tudo quanto é tipo e você puder compartilhar, eu te agradeço muito. E vamos que vamos, última história do dia. A minha amiga me jogou anos de ressentimento na cara depois que eu falei que ela tinha me magoado. Eu não sei mais o que pensar dessa amizade. Gente, eu preciso muito desabafar e ouvir a opinião de vocês sobre uma coisa que aconteceu com uma das minhas amigas mais próximas.

Eu ainda tô tentando processar tudo. Pra vocês entenderem o contexto, a gente é amigas há anos. Como qualquer amizade, a nossa nunca foi perfeita. Do meu ponto de vista, essa pessoa às vezes é meio sumida, meio descompromissada, sabe? Eu sentia que quase sempre era eu quem corria atrás, quem chamava pra sair, quem tentava manter a amizade viva. Mas eu aceitava isso. Eu achava que era só o jeito dela. E como eu gostava muito dela, eu só deixava passar.

Só que recentemente eu mudei de cidade. Antes de eu ir embora, eu tentei várias e várias vezes marcar da gente se encontrar. E simplesmente não rolou. Isso me machucou demais. Poxa, era uma das minhas melhores amigas. E ela nem fez questão de me dar um abraço de despedida numa transição tão grande como essa? Aí eu mandei uma mensagem pra ela depois que eu já tinha mudado. Eu tentei medir muito bem as palavras, sabe? Eu falei que eu tinha ficado chateada com a ausência dela nesse momento tão importante pra mim.

Eu deixei claro que eu sabia que ela tava ocupada, mas eu reforcei o quanto a nossa amizade importava pra mim. A minha intenção quando eu mandei a mensagem não era botar a culpa nela, mas sim abrir um espaço pra gente se resolver. Um dia depois ela me respondeu dizendo que ia me mandar uma resposta completa assim que ela pudesse. Nessa hora aqui eu travo de ansiedade, aqui eu fico travada de ansiedade. Ou me fala na hora, ou pelo amor de Deus não me fala.

E alguns dias depois veio o textão, só que em vez de falar sobre a minha chateação recente, ela me jogou uma bomba. Ela falou que na verdade ela guardava um ressentimento de mim há anos. Ela falou que ela me achava condescendente, passivo-agressiva, e até meio maldosa às vezes, que eu falava com ela de cima para baixo. Ela disse que ela tentou me falar isso anos atrás, mas ela sentiu que eu cortei o assunto. E aí, por causa disso, ela parou de se sentir emocionalmente segura comigo, se fechou e foi se afastando aos poucos da nossa amizade.

Ela até se desculpou por não ter se despedido de mim antes da mudança, mas ela deixou claro que ela precisa de espaço e que ela quer se priorizar. A parte mais difícil para mim é que eu honestamente não me lembro da maioria das situações que ela falou. Eu me sinto até mal de dizer isso porque eu queria muito lembrar, mas eu não invalidei o que ela sentia. Eu falei que talvez eu realmente tenha me comunicado mal no passado, principalmente quando eu era mais nova, e eu me desculpei de coração pelo impacto que as minhas atitudes tiveram nela.

Eu fiz um monte de pergunta porque eu queria entender melhor, e eu ainda perguntei se ela ainda tinha interesse em manter essa amizade. E agora eu tô aqui esperando uma resposta. O foda é tentar reconciliar duas versões completamente opostas da minha história. Pro meu lado, eu achava que a gente tinha até ficado mais próximas durante os anos, apesar dos trancos e barrancos. Pro lado dela, ela tava se distanciando emocionalmente de mim há muito tempo.

E o que mais me pega é o processo. Eu só fiquei sabendo desse ressentimento de anos depois que eu já tinha me mudado de cidade. E só porque eu fui falar que eu tava chateada. Eu fico pensando se eu já tive a chance de consertar as coisas antes de chegar nesse ponto. Isso tá me fazendo sentir a pior pessoa do mundo. Como se eu fosse totalmente sem noção e eu tivesse ignorado todos os sinais de que tinha algo errado. Eu não acho que nenhuma de nós duas seja uma pessoa ruim.

Eu só tô tentando entender o que aconteceu e se isso é algo que ainda dá pra consertar. Ou se isso só mostra que a gente se tornou incompatível. Comentários. Primeiro mais votado. Se o que você tá contando for exatamente isso, isso me soa um pouco como o DARVO, aquela tática em que a pessoa inverte tudo, nega o que ela fez, ataca você e se faz de vítima. Eu já vi muita gente que fica na defensiva quando é chamada na responsabilidade.

Em vez de assumir que errou, a pessoa parte para o ataque e tenta te fazer sentir a pior pessoa do mundo pelas coisas que aconteceram anos atrás. Pode ser que a sua amiga realmente acredite no que ela tá dizendo, mas também é possível que ela só esteja falando isso para diminuir o próprio erro. No caso dela, me parece que tem até um pouco de terapia usado como arma, sabe? Usar termos de psicologia para se defender, isso é um baita sinal vermelho.

Sério, vai aproveitar sua cidade nova. Tem muita gente aí que vai querer ser sua amiga de verdade.

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?Voz 1

Ope responde: Nossa, muito obrigada por me mandar isso. Eu fui pesquisar sobre o assunto, mas sinceramente eu acho que ela tá sendo genuína. Talvez tenha sim um pouco de esquiva, até porque ela não deu muita atenção para minha chateação quando eu falei. Mas eu acho que foi só questão de péssimo timing. Ela deve ter essa mania de guardar conflito e guardando tudo pra ela mesma. O que me preocupa depois de ler sobre o Darvo é que eu realmente não consigo lembrar dos momentos que ela citou.

Como ela não deu muito contexto, fica muito difícil de puxar na memória algo de anos atrás. A gente é amiga já há quase 8 anos. Eu fico morrendo de medo dela achar que eu tô debochando ou tentando manipular a situação, quando na verdade eu só tô sendo honesta e tentando entender o que ela tá me falando. Eu queria muito que ela tivesse me falado isso antes de eu mudar, pra pelo menos a gente poder conversar pessoalmente ou até por ligação.

Ela tá levando quase uma semana pra responder cada mensagem que eu envio e isso tá me matando de ansiedade. Mas muito obrigada. Lendo o seu comentário, eu me dei conta de que a minha ideia de uma comunicação saudável é resolver as coisas conforme elas surgem e não ir acumulando tudo. Talvez a nossa visão do que é uma amizade seja simplesmente incompatível no momento. Gente, vocês acham que ela tá usando tipo uma meio que uma manipulação assim?

Porque, por que que ela traria isso do nada, né, se não fosse verdade? Talvez, né, para poder se defender e não trazer a responsa. Talvez, não sei, eu fiquei meio dividida com essa história. Sabe quando você não sabe muito em quem acreditar? Segundo comentário: A gente não tem como julgar de verdade sem saber o quadro completo. Eu já estive dos dois lados dessa moeda, em duas amizades bem diferentes. Com uma dessas amigas, eu sempre fui tratada como a segunda opção.

Ela já tinha feito bullying comigo na época da escola, mas eu perdoei, mesmo que isso tenha me deixado marcas. No ensino médio foi de boa, mas depois disso ela só me mantinha perto o suficiente pra me chamar de amiga, nunca pra me fazer sentir importante. Ela sempre priorizava os amigos novos, adorava se gabar das pessoas que ela conhecia e dizia que ela vivia ocupada demais. Mas ela tinha tempo pra todo mundo menos pra mim. A gente quase não se falava, se via uma ou 3 vezes por ano no máximo.

Mas quando ela tinha um problema grave, lá tava eu pra apoiar, diferente dos outros super amigos dela. Depois de um tempo, eu percebi que embora ela nunca estivesse lá por mim, ela esperava que eu estivesse sempre disponível. Até depois eu ter me mudado pro exterior. Com todos os problemas que ela enfrentava, ela foi ficando amargurada, passiva-agressiva e com ar de superioridade toda vez que eu discordava de algo. Tá perto dela era muito exaustivo.

Eventualmente ela me bloqueou por causa de um único dia em que eu não pude atender ela. E aí anos se passaram. Quando ela voltou me perguntando por que que eu tava assim com ela, aí eu finalmente falei: eu não mereço ser descartada por conta de um momento que eu não tô disponível. Eu nem trouxe o resto, a prepotência, o egocentrismo, porque eu sabia que ela ia distorcer tudo e usar tudo contra mim, como ela sempre fazia. Ela se fazia de vítima em todas as situações.

Depois de mais de 15 anos tentando, essa amizade só me machucou. Essa pessoa precisava sempre ser a boazinha da história, mesmo quando ela pisava em mim. E ela me acusava sutilmente de coisas que eu nunca fiz, só pra inverter o jogo. Eu não sei se sua amiga tá certa sobre você ser meio condescendente. Mas no meu caso, eu só queria que essa minha amiga tivesse percebido o quanto ela me tratou mal. Ela me via como parte fraca da relação e ela até já chegou a me dizer: ah, eu já pensava muito sobre isso, mas eu vi que você não evoluiu nada, querendo dar a entender que ela tinha crescido e que eu era um caso perdido.

Eu mantive a calma, foquei nos fatos e não caí nas provocações dela. Com a outra amiga, era eu quem sempre corria atrás. Ela ficava super empolgada quando convinha a ela, mas ela se fechava e ficava fria no segundo em que outra coisa chamava atenção dela. No dia em que ela me deu um bolo, eu finalmente falei toda a verdade para ela e ela reagiu super mal. Ela falou que se eu me sentia assim, era melhor eu não ser amiga dela. Ela nem chegou a me pedir desculpa, e aí ela mesma acabou com a amizade.

Depois de tudo que eu entreguei, de ser a psicóloga gratuita dela, de apoiar e ajudar em tudo, eu fiquei muito chateada. Hoje eu nem me importo tanto. Eu já tava perdendo essa amizade um ano antes dela me descartar de vez, mas ainda assim eu me sinto mal quando eu vejo ela por aí. As duas situações mostram o mesmo padrão: alguém egocêntrico que se acha no direito de tudo e é incapaz de assumir responsabilidade pelas coisas que faz.

Se você costuma tomar decisões sem consultar os outros, espera que as pessoas façam de tudo por você sem nem perguntar como elas estão, e pula direto pro ai, ninguém tá do meu lado, em em vez de se perguntar se você não afastou essas pessoas, talvez valha a pena refletir sobre isso. Mas se nada disso parece com você, pode ignorar o que eu falei. De qualquer forma, você tá fazendo a coisa certa, conversando abertamente e tentando entender o que aconteceu.

O Pi responde: nossa, muito obrigada por esse ponto de vista. Do meu lado, eu acho que a nossa amizade parecia bem mais com a segunda história do seu exemplo. Pela proximidade que eu achava que a gente tinha, eu apoiei e estive do lado dela em vários momentos difíceis da vida dela. Eu tô longe de ser uma pessoa perfeita. Então eu tentei de verdade refletir sobre tudo que ela me falou. A única coisa que eu consigo pensar foi uma piada que eu fiz num tom de brincadeira, mas que ela pode ter interpretado mal e ela nunca me falou na época.

Ou talvez eu tenha usado o tom de voz errado sem perceber. Eu sei que às vezes eu fico animada demais com o assunto, quando eu tô me divertindo, enfim, e as minhas palavras saem de um jeito que eu realmente não queria. Eu não sei por que que isso acontece. Talvez porque eu fui muito excluída e sofri bullying na infância, então eu acabei perdendo algumas etapas do desenvolvimento social, mas eu venho trabalhando isso nos últimos anos.

Mas não sei, vai que a minha amiga me enxerga como a pessoa da primeira história no seu exemplo, né? Pelo relato dela, eu imagino que ela se identifique mais com essa sua primeira versão. Isso parte o meu coração. Se eu soubesse que as minhas atitudes estavam sendo percebidas dessa forma, eu com certeza pediria desculpa. Mas infelizmente eu não tenho como mudar o que nem eu sei que eu tô fazendo. Ela também me disse que eu chamei ela de ingênua e emocionalmente ignorante, mas de novo, eu não tenho nenhuma lembrança disso.

A única coisa que eu sempre pensei dela é que ela é uma mulher extremamente forte e resiliente. Enfim, muito obrigada pelo seu comentário. Eu vou continuar refletindo, vou continuar esperando uma resposta dela, e também vou pensar sobre a minha parcela de responsabilidade no fim dessa amizade. Gente, queria o veredito de vocês dessa história aqui, porque eu não sei em quem acreditar. Lógico, né, a gente não tem o lado da amiga dela, mas que estranho, né?

São muitas coisas assim, são muitos exemplos específicos, né, que ela dá. Tipo, aí um dia você falou que eu era emocionalmente imatura, outro dia você falou que não sei o quê. Eu já tentei trazer isso porque você falava isso, é porque você falava de uma forma comigo e você ignorou. Então, de duas uma: ou ela tá inventando tudo, ou realmente essa amiga, o Pi, que tá escrevendo a história, ela fez tudo isso e não sei, não enxerga.

Gente, às vezes tem coisa que a gente não enxerga mesmo, né? E por isso que é importante um feedbackzinho aí. Pô, não gostei do que você falou aquele dia, não gostei da forma como você falou comigo. Eu acho que amizade é isso aí também, né, gente? A gente ser aberto com a pessoa, a gente falar o que a gente não gosta, enfim. E, gente, as histórias de hoje foram essas. Eu espero muito que vocês tenham gostado Eu vou finalizar essa história com uma pergunta que eu até anotei em algum lugar aqui, que eu queria muito saber de vocês.

E essa eu não tenho uma opinião formada sobre, eu queria entender o que vocês pensam. Na história da Thaís, quando ela fala que a fulana ela fez uma piada de muito mau gosto sobre a deficiência dela, e a Carol continuou amiga dela, a pergunta que eu queria fazer— pera que eu anotei isso em algum lugar porque eu queria— ah, achei. Nesse caso, amigo que continua sendo amigo de quem te magoou, vocês acham de boa ou vocês acham que não?

Eu quero muito saber. Eu não tenho opinião formada, tá, sobre. Eu acho que também depende muito de caso para caso, mas eu queria muito saber o que vocês pensam. Se vocês puderem deixar isso nos comentários, eu vou adorar ler os humildes de vocês. E, gente, por hoje é só. Thaís, muito obrigada mais uma vez por ter enviado a sua história para cá. Eu espero que os meus humildes tenham te ajudado de alguma forma. Enfim, se você também quer enviar sua história para ser lida e comentada aqui, é só mandar para o email que tá na descrição do episódio.

Se acalmem, se relaxem. Então, os 3 loucos aqui que já entenderam que o episódio acabou, mas eu não posso mexer a câmera porque que vai desfocar tudo. Agora esperem que eu vou dar tchau. Gente, antes de finalizar, por favor, meu último pedido para você seguir o podcast no Spotify, dê as 5 estrelas também, inscrevam-se no canal no YouTube, dê o hype no vídeo se você puder, vão deixando o humilde de vocês também, sigam as redes sociais que estão na descrição do episódio.

E por hoje é só, eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje, muito obrigada por terem ficado comigo até aqui, a gente se vê no próximo. Tchau, tchau! Eu aposto que todo mundo quer saber o quê? Papinha, papinha! Eu vou filmar para o pessoal ver vocês, como vocês estão. Eu vou filmar para todo mundo ver como vocês estão. Quer ver só? Atena! Olha, gente, eu vou tentar filmar. Pera aí, fala para o pessoal. Pô, ninguém tá te vendo. Quem quer papinha? Tchau, pessoal! Should she say that about the kisses?

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