Só Pod 93 - Eu falei mal da minha cunhada... e ela descobriu tudo
Às vezes a gente só quer desabafar... até a mensagem cair na mão da pessoa errada. E depois que a pessoa lê o que você escreveu, não tem mais como voltar atrás.
No episódio de hoje, a nossa ouvinte conta como um desabafo acabou com a amizade com a cunhada e mexeu até com o namoro dela.
✨ Histórias sobre cunhadas, família, privacidade e conflitos.
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Eu falei muito mal da minha cunhada enquanto a gente tava criando uma amizade. Eu fui a babaca? E aí, galera! Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Começando com a história de ouvinte. Amo! Quem me escreve é a Natália. Lembrando, gente, que todas as informações foram alteradas. Se você também quer mandar a sua história pra ser lida e comentada aqui. Fica tranquilo que é tudo feito de forma anônima.
E se você quer mandar, é só mandar pro email que tá na descrição do episódio. Vamos começar. Título da história dela é: Eu falei muito mal da minha cunhada enquanto a gente tava criando uma amizade. Eu fui a babaca? Pra contextualizar tudo, eu preciso voltar um pouco na minha história. Mas resumidamente, eu sempre fui uma pessoa com pais de cabeça muito fechada. Daqueles que não deixavam eu ter amigas que usavam batom, porque eu não podia e isso podia me influenciar.
Dito isso, era óbvio que eu não confiava neles e eu acabava mentindo sobre tudo. Hoje, a minha relação com meu pai é inexistente por conta desse comportamento dele. Mas a relação com a minha mãe é infinitamente melhor. Alguns anos durante a minha faculdade, a maioria das coisas eram novas e super interessantes pra mim. Então eu tava super empolgada. Eu não queria que fosse como na escola, onde eu não tinha nenhum ou só um amigo.
Então eu tava super disposta a ser uma pessoa mais sociável. E deu super certo. No primeiro semestre, eu era uma pessoa extremamente confiante e eu falava com boa parte da sala. E isso fez com que o nosso grupo só crescesse cada vez mais, porque tinha muitas pessoas de personalidade forte. Em algum momento, entrou um menino da nossa sala no nosso grupo. O Paulo. O Paulo era bem na dele no começo e não era super lindo, mas não tinha muita opção de menino bonito, então ele foi eleito mais bonito.
Com o tempo eu comecei a conversar com ele também, porque eu sempre falava com todo mundo pelo menos um pouco, e eu percebi que a gente tava conversando bastante, a ponto de deixar o grupo pra trás e a gente andando na frente. Pra resumir, depois de algum tempo dessa proximidade na faculdade, A gente começou a sair e deu super certo, até que ele me pediu em namoro. A minha mãe sempre soube e o meu pai nem sonhava. Ao contrário da minha família, a dele era completamente próxima e aberta.
Os pais dele me acolheram de uma maneira inexplicável e foi uma experiência super diferente fazer parte de uma família muito saudável. E é aí que a Carla entra. A Carla era a irmã mais velha do Paulo. Quando a gente se conheceu, a gente não criou uma super relação igual eu tinha com os pais dela, mas eu não me afetei tanto porque eu imaginei que por ser mais jovem era normal da gente não se aproximar tão rápido. Vale pontuar que a família dele tinha uma condição financeira muito boa.
Eles não eram ricos, mas eles viviam bem e muito melhor do que eu na época, e isso me impressionava muito. Eles sempre faziam compras muito grandes e eles tinham uma geladeira de duas portas que nunca ficava vazia. Isso pra mim era inacreditável. A casa tinha 2 andares, cada um com os seus quartos, sua própria TV e seu notebook. O quarto da Carla era muito lindo, com todas essas coisas: TV, notebook, uma estante de livros gigante e uma penteadeira lindíssima.
No banheiro tinha um carrinho que era só dela, com muitos produtos de higiene pessoal e beleza. Aquilo realmente me chamava muita atenção. Porque era muita coisa e mais de uma unidade de praticamente tudo. A Carla nunca foi uma pessoa ruim comigo, nunca mesmo. Mas ali no começo, quando a gente ainda não tinha tanta proximidade, eu comecei a reparar mais na dinâmica da família deles. Que era basicamente: a mãe dele já aposentada, mas ela continuava trabalhando na área dela e tinha a maior renda da família.
O pai que, por algum motivo que eu não lembro, não trabalhava. Mas fazia bico de Uber, o Paulo que fazia faculdade depois de conseguir uma bolsa parcial, e a Carla que estudava sozinha porque não dava pra pagar um cursinho. Todas as vezes que a gente saía da faculdade e passava na casa dele pra almoçar, o que acontecia sempre ali em torno da 1:30, 2 da tarde, a cena era a mesma: a Carla tava dormindo ou acordando bem naquele horário, só esperando o almoço ficar pronto.
Depois de comer, ela voltava para o quarto e passava a maior parte do tempo lá dentro. Ela dizia que tava estudando, mas a verdade é que eu nunca soube ao certo o que ela ficava fazendo trancada ali. A Carla tinha acesso ao carro da mãe para sair quando ela quisesse e um cartão com o valor que ela podia gastar no crédito, que a mãe dela pagava todo mês. Aos poucos, eu fui percebendo que a rotina dela era basicamente essa. E algumas vezes na semana ela tava sempre saindo com alguma amiga, indo para cafeteria, cinema ou shows.
Eu comentava um pouco sobre isso com o próprio Paulo para entender como que eles viam esse comportamento dela, e ele sempre me falou que ele também não gostava muito de como tudo era muito cômodo para Carla e que ela não corria tanto atrás de mudar essa situação, principalmente porque a mãe dele já tava cansada de trabalhar e ela só não se aposentava de vez porque ela não conseguia manter o mesmo estilo de vida sem o trabalho dela.
E a gente falava sobre isso com a mãe dele também. Uma vez, a mãe dele mesmo chegou a comentar comigo, em uma das nossas idas pra algum lugar, que ela tinha medo da filha dela ficar muito parecida com o pai e depender dela por muito tempo. A gente teve uma conversa super bacana sobre isso. Vale lembrar que a minha relação com a família dele era tão natural que eu nem sempre esperava ele chegar pra estar lá. Depois de um ano de namoro, ele começou a trabalhar e eu também.
E quando acontecia de eu sair mais cedo do trabalho, O pai ou a mãe dele passavam pra me buscar, pra eu ficar esperando ele lá na casa deles. Lembra que eu falei que a mãe dele fazia compras gigantes e passava horas no mercado? Uma vez eu comentei com ela que eu amava isso. E aí ela me chamou quando ela foi fazer a próxima compra do mês. Normalmente um dos filhos ia com ela, só que como o Paulo tinha começado a trabalhar, a Carla sempre ia.
Então nesse dia fomos nós três. Foi nesse dia que, no meio da compra, eu me irritei de verdade com a Carla. Eu fiquei muito mal com o jeito que ela tava tratando a mãe dela e a forma como ela agia lá no mercado. Na hora, eu mandei mensagens para o meu namorado contando tudo que ela tava fazendo, o quanto tudo aquilo tava me irritando e como era ridículo da parte dela agir assim com a mãe dela. Eu confesso que, no meio do desabafo, eu acabei chamando ela de inútil.
Mas eu juro que eu tava me referindo estritamente à atitude dela em fazer as compras com a mãe naquele momento. Corta pra um tempo depois, quando eu comecei a me aproximar muito mais da Carla graças a várias noites de jogos que a gente fazia. A gente até começou a sair juntas e ela passou a me aconselhar em relação ao meu pai e à minha madrasta. Eu já tinha esquecido aqueles episódios e eu tava adorando a nossa relação. Até que um dia eu acordo com o Paulo me mandando mensagem dizendo que tava um clima horrível na casa dele.
A Carla pegou o celular dele enquanto ele dormia e foi direto nas nossas conversas, e ela simplesmente leu todas as coisas que a gente já tinha falado sobre ela. Na hora, sem entender nada, eu perguntei exatamente o que que ela tinha lido. Ele me disse que ela leu a parte do mercado e também as mensagens em que ele falava o quanto ela era um fardo para mãe deles. Ali eu já sabia que as coisas nunca mais seriam as mesmas. A Carla tinha demorado muito tempo para se aproximar de mim e eu sabia que ela não ia fazer isso de novo.
O Paulo me contou que ela chamou ele e a mãe para conversar e ela colocou tudo para fora. Ela disse o quanto tava chateada com ele por ser irmão dela e pensar daquele jeito, e desabafou sobre como ela se sentia mal estando naquela situação. Em relação a mim, Bom, ele disse que ela só falou que ela ia manter o respeito, mas que a partir daquele momento eu não era nada para ela além de namorada do meu irmão. Eu chorei quando ele me falou isso, mas depois de um tempo eu entendi, porque eu sabia que a Carla não ia me perdoar.
Mesmo assim, depois de alguns dias, eu mandei mensagem para ela tentando explicar o que tinha acontecido, mas ela me tratou com frieza e ela não fez questão nenhuma de me escutar. A gente continuou o namoro, mas eu nunca mais consegui pisar na casa deles. Mesmo ele dizendo que não tinha problema e que a mãe dele até falava que ela entendia a situação. Acho que isso até ajudou a levar ao fim do nosso relacionamento. Porque mesmo lidando como dava com os meus problemas pessoais, trabalho e faculdade, essa situação me afetou demais na época.
Enfim, essa foi a vez que eu falei mal da minha cunhada enquanto a gente construía uma amizade. Eu fui babaca? Vamos às perguntas que eu faço para Natália. Primeiro, eu queria entender qual a idade de todo mundo aí quando isso aconteceu. Ela tinha 19 anos na época, Natália. Ela disse que hoje ela tem 23. O Paulo tinha 20 e a Carla de 22 para 23. Você comentou que você foi reparando cada vez mais no jeito da Carla. Como que você enxergava ela nessa época?
Que que mais te incomodava? Eu achava muito estranho ela passar tanto tempo em casa, dela não se incomodar em comer e não ajudar e nem limpar nada depois. Sem falar no quanto ela saía semanalmente com as amigas. Aos poucos eu comecei a reparar se o Paulo tinha essas mesmas atitudes, de usar o cartão e a mãe pagar, de pedir dinheiro para sair comigo ou com os amigos, de não colaborar financeiramente e de nem ajudar nas tarefas em casa.
A mãe dele fazia absolutamente tudo. Pagava tudo e deixava até roupa lavada e dobrada só para eles guardarem. Essa dinâmica me fez ver que eu e o Paulo, a gente tinha criações muito diferentes. Mas até hoje eu não sei ao certo porque eu prestava tanta atenção especificamente na irmã dele. Terceira pergunta: naquele dia do mercado, o que que ela fez que te irritou tanto? Quando você comenta que ela tava no mercado com a mãe, enfim.
Eu lembro exatamente do que me fez mandar mensagem para ele naquele dia. A mãe deles fazia compras em dois carrinhos porque ela comprava pegava muita coisa, mas a Carla basicamente não ajudou em nenhum momento a pegar nada que fosse pesado ou que pudesse ser um problema para mãe dele, que ela tinha um problema no joelho. Na hora eu falei para o Paulo que fazia todo sentido a mãe dele preferir que ele fosse no mercado com ela, porque além da irmã dele ser uma inútil ali, ela não aceitava o que a mãe queria levar em relação a preço e marca.
A mãe pegava de uma marca e a Carla ia lá e trocava por outra mais cara Ou por outra que ela simplesmente gostava mais. E isso aconteceu com praticamente tudo. Leite, pasta de dente, manteiga, shampoo. E até com o barbeador do Paulo. O Paulo, inclusive, tinha mandado foto pra mãe falando qual barbeador ele queria. O que pra mim também foi estranho na época. Porque como que você tem 20 anos e a sua mãe compra o seu barbeador? A Carla meio que controlou toda a compra e a mãe dela foi só ali pagar.
Quarta pergunta que eu faço pra Natália. Quando você comentava essas coisas dela com o Paulo, ele se incomodava por você tá falando da irmã dele? Ou era uma conversa que acontecia de forma tranquila entre vocês? Ele nunca demonstrou incômodo com a minha opinião sobre ela e nem desconforto em falar comigo sobre isso. Não era como se fosse uma conversa pra falar mal dela. Era mais aquela situação onde surge o assunto sobre um membro da família e aí vocês aproveitam pra falar sobre.
Na época eu já morava sozinha e o meu irmão acabou indo morar comigo. A gente conversava direto sobre ele também, sobre os comportamentos dele, e era tudo muito tranquilo. Você tem alguma ideia do porquê a Carla foi pegar o celular dele? Você acha que ela já desconfiava de algo? Porque, gente, para mim muito estranho, né, a Carla ir lá entrar no quarto do irmão, pegar o celular para dar uma fuçada. Então acho que aí já tinha, sei lá, talvez um ponto de atenção.
Da Carla com a Natália. Ela responde: eu não faço ideia do porquê ela pegou o celular dele. Na época eu até achei essa justificativa meio estranha, só que além de já tá chateada com a situação, eu não encontrei nenhuma explicação que fizesse sentido. Até porque os dois tinham a senha um do outro e diversas vezes quando a gente dormia junto podiam chamar ou bater na porta que a gente não acordava de jeito nenhum. Então fazia sentido ele não ter acordado.
Pra você ter uma ideia, eu mesma já fiz Pix da conta dele várias vezes enquanto ele dormia e ele nem se mexia. Fora que a nossa relação era muito boa nessa época. Depois daquele episódio no mercado, eu nunca mais tinha falado nada sobre ela. Eu só conversava coisas normais sobre ela com o irmão dela, como qualquer cunhada faria. Depois que ela descobriu tudo, vocês chegaram a conversar pessoalmente ou foi só aquela situação da mensagem mesmo?
Depois disso, a gente nunca mais se viu e o nosso contato por mensagem foi super rápido. Eu tentei conversar com ela daquela vez e, como não deu em nada, eu não mandei mais nada também. Um tempo depois, a gente terminou e acabou ficando por isso mesmo. Última pergunta que eu faço: hoje, olhando para trás, você enxerga essa história de um jeito diferente? Hoje, mais velha, fazendo terapia, eu consigo olhar para trás e entender melhor o que acontecia comigo na época.
Eu me arrependo de como tudo aconteceu, porque eu queria muito ter mantido uma amizade com ela. Eu tenho pra mim que eu senti um pouco de inveja, não exatamente dela ou da vida dela, mas as condições, das oportunidades que ela tinha, me dava uma raiva de ver aquilo e sentir que ela não valorizava, sabe? Aquele sentimento de, cara, se fosse comigo, eu faria tudo pra valorizar isso. Mas ainda assim, eu sempre fui verdadeira com a Carla, porque eu gostava de verdade de quem ela era.
Ver que a família dele sabia que eu não tinha as mesmas condições e fazia de tudo pra eu me sentir bem tudo bem, na minha cabeça na época soava como pena, e eu nunca quis que ninguém tivesse pena de mim. Eu me senti até um pouco humilhada por ela ter tudo e ainda ser tão boa comigo. Eles sempre falavam que eu podia usar tudo na casa. A Carla com o tempo passou a me deixar usar as coisas dela no banheiro, e ela até me dava umas coisas que ela não queria mais, mas eu nunca me senti confortável para aceitar.
No fundo, eu queria muito que ela tivesse me ouvido, Mesmo sem eu ter coragem de contar tudo isso pra não parecer vitimismo. Eu amava a amizade que a gente tava construindo. E até hoje eu penso em como a gente poderia ter vivido tanta coisa juntas. Gente, essa é a história da Natália.
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Talha, e aí vamos lá. Eu vou dar os meus humildes comentários com a minha humildíssima opinião, mas é lógico, como vocês sabem, nenhuma história fica completa sem o comentário de vocês. Então gostaria de saber também o que vocês pensam. Eu tenho para mim que comentar da família da parceira ou do parceiro é meio que um tiro no pé. Eu tento evitar, eu não comento sobre nada, por mais que, gente, assim, seja o fim, o fim do mundo, sabe?
Seja a situação mais bizarra para mim, eu fico na minha quietinha porque eu acho que isso só traz problema. Eu tô dizendo isso, gente, de dinâmicas familiares que não são extremamente absurdas, tá? Tô dizendo, por exemplo, da história aqui da Natália. Eu acho que quanto menos a gente se meter, melhor. Porque primeiro, a gente nunca sabe se o que a gente fala vai chegar nos ouvidos das outras pessoas. E segundo, se chegar, a culpa cai toda na gente.
Porque, por exemplo, nessa história da Natália, a Carla cortou relações com ela, mas não cortou relação com o Paulo. Porque quando existe burburinhos, comentários entre família, dentro da dinâmica familiar, é recebido de outra forma, né? É natural que tenha. Então eu acho que as pessoas por fora da relação, namorado, namorada, parceiro, parceira, enfim, acaba saindo queimada, sabe? Então se eu posso dar uma dica aqui, é: se vocês quiserem falar mal da família do seu parceiro, da sua parceira, falem, sabe, ao vivo.
Não para pessoa, claro, a não ser que vocês queiram. Mas assim, se você for comentar com seu namorado, com a sua namorada, fala ao vivo, não manda por mensagem, porque isso pode se virar muito contra você. Eu entendo muito da onde vem essa frustração de: nossa, cara, olha essa pessoa tendo tudo e não sabendo valorizar. Mas é, eu acho que é importante a gente perceber, e aí é uma observação minha, talvez não seja exatamente assim, que essa dinâmica inteira ela é constituída por todas as pessoas dessa família, né?
Então há uma relação em que a mãe deles também favorecia isso para eles, tá? E eu não tô julgando, tá, gente? Eu não tô falando que é errado, que é certo, enfim. Mas o que eu tô querendo dizer é que eu entendo da onde vem essa frustração de você olhar pra pessoa que tem tudo e falar, cara, pelo amor de Deus, você não tem noção do tão bom que você tem, sabe? Mas eu deixo, de novo, o meu conselho de que quando a gente puder se afastar de comentários da família da outra pessoa, eu acho melhor.
E se fizer, faça ao vivo, né? Não deixe rastros de mensagem. Assim, fui babaca? Eu acho que errou na forma como falou. Sinceramente, acho que você errou. E aí, como eu falei no começo dos meus humildes comentários, que é isso, o mesmo comentário, sabe, a mesma discussão, a mesma conversa, eles vão ter pesos diferentes. Porque o Paulo, por exemplo, era tão culpado, vai, vou colocar dessa forma, quanto você. Mas é família, e aí tem gente que passa pano, esquece, vida que segue.
E aí acabou caindo só sobre você. Então eu acho que a responsabilidade não era, não foi só sua, entendeu? O Paulo também participava aí dos comentários, participava das conversas. E aí quando a bomba estourou, é muito mais fácil passar pano para o irmão e aí você aparecer como a única culpada. Gente, esses são os meus humildes, tá bom? Mas eu quero saber de vocês. Vocês acham uma boa comentar, ficar comentando, ficar, sabe, participando dessas conversas?
É que eu sou uma pessoa que eu quero menos B.O. Pra mim, sabe? Quanto menos B.O. possível pra mim, tá valendo, tô ótima. Então eu evito de falar aí da família dos outros, né? Mas se for falar, não deixa rastros de mensagem. Acho que fica essa dica aí pra vocês. Mas queria muito saber de vocês. E agradecer, lógico, à Natália por ter enviado a sua história. Muito, muito obrigada. E aí vamos para histórias do Reddit. Eu separei 3, então eu acho que esse episódio vai ficar um pouquinho mais longo.
E vamos para a primeira história, segunda do dia, primeira do Reddit. Minha cunhada falou absurdos sobre mim no grupo da família e quando eu fui me defender, todo mundo resolveu inverter o jogo e fingir que a errada da história era eu. Vamos lá, eu vou contar a história do começo. Tudo começou quando meu noivo comprou um carro novo para mim. O nosso plano era a gente se mudar para uma casa que fica bem longe da cidade Então, é lógico que a gente ia precisar de um novo carro.
Só que ele comprou o carro de surpresa para mim. Ai, que surpresa deliciosa, digamos de passagem aqui, hein? Eu só fui descobrir que ele tinha comprado uma semana inteira depois dele já ter ido buscar o carro na concessionária. Eu fiquei muito surpresa porque foi uma compra gigante, mesmo porque a gente tinha acabado de comprar uma casa nova 3 meses atrás. Mas claro que não dá para negar que eu também fiquei super feliz. Para vocês entenderem o meu lado, faz um ano que eu me mudei para onde a gente mora.
Eu deixei a minha família e o meu país para vir morar com ele. Como eu ainda não posso trabalhar legalmente, ele é o responsável por todas as minhas necessidades financeiras e ele faz o melhor que ele pode para me dar uma vida boa. Aí, 2 dias depois do meu noivo comprar o carro, a irmã dele viu o carro parado na garagem no nosso apartamento. Na mesma hora, a irmã dele me mandou mensagem no WhatsApp perguntando perguntando palavra por palavra: ele comprou um carro novo?
Quando? Por que que ele escondeu isso? E eu respondi para ela. Só que além das mensagens para mim, ela também mandou uma tempestade de perguntas sem fim para o meu noivo. E aí eu vi as mensagens que ela enviou para ele no grupo da família. O ponto central das mensagens era a raiva e a chateação dela por ela não ter sido avisada que ele comprou um carro para mim. Ela começou a questionar sobre a situação financeira dele, que até aí tudo bem, eu entendo a preocupação.
Só que o que me deixou meio puta e muito magoada foi o que ela escreveu sobre mim. Ela escreveu com todas as letras que eu nunca tô satisfeita com nada do que o meu noivo faz por mim, disse que eu só quero coisas novas e caras para nossa casa nova e que o meu noivo gasta muito mais dinheiro comigo do que com ele mesmo e com a mãe dele. Gente, quem que é ela para dar esse tipo de opinião? Ela fala como se ela soubesse de tudo que acontece no nosso relacionamento e de tudo que eu passei para morar aqui longe da minha família e dos meus amigos para ficar me julgando desse jeito.
E vale ressaltar uma coisa: o meu noivo dedicou a vida inteira, desde muito jovem, para ser responsável por duas pessoas da vida dele, a mãe e essa irmã caçula. Detalhe: essa irmã já tem mais de 30 anos E ainda mora junto com meu noivo. Quando ela descobriu que eu tinha lido as mensagens que ela mandou pro meu noivo no grupo da família, a desculpa dela foi dizer que aquelas mensagens não eram pra mim, era pra ele. Que ela tinha mandado pra ele e que eu não devia ter lido.
Tudo bem, eu sei que eu não devia ter lido. Mas o fato é que ela escreveu o meu nome. Ela me mencionou várias vezes nas mensagens. E eu tenho todos os prints daquela conversa no grupo. Aí, quando eu tentei dizer que eu tava magoada com as palavras dele no grupo, a minha sogra e a própria irmã continuaram dizendo a mesma coisa: não era para você ter lido, a mensagem não era para você, por que que você foi ler? E para fechar com chave de ouro, o meu noivo me culpou dizendo que o erro foi meu por ter lido as mensagens dele.
Eu admiti que eu não devia ter lido as mensagens que não eram direcionadas a mim. Mas por que que ninguém tá falando sobre a irmã dele ter falado super mal de mim pelas costas? E por ela ter se intrometido demais no nosso relacionamento? Ela chegou ao ponto de perguntar quem que ia dirigir esse carro novo, se era eu ou o meu noivo. Ela escreveu que ela não ia ficar quieta sobre isso e falou que o que o meu noivo faz por mim é coisa demais pra uma pessoa que ele mal conhece.
Eu nunca nem falei pra ele que eu queria um carro novo. Eu nunca pedi carro nenhum, muito menos um modelo específico. Isso tudo é uma loucura para mim. Eu tô muito estressada com essa situação e para mim é tudo muito injusto. Ela nem sequer me pediu desculpa primeiro por ter dito todas aquelas coisas de mim. Em vez disso, fui eu que tive que pedir desculpa para ela. Agora, pelo que eu entendi, ela não tá nesse grupo, né? Porque quando eu li a primeira vez, eu entendi que ela tava no grupo, mas então não.
Acho que é o grupo da família, tipo, o noivo, a mãe, a irmã. E aí talvez ela pegou o celular e tutututu, deixa eu ver o que estão falando de mim aqui. E aí achou tudo isso. Vamos lá, comentários. Jogar a culpa em você só porque você leu o que você não devia é o clássico truque de tentar mudar o foco do problema. A sua cunhada falou mal de você pelas costas e sim, isso não tá certo de jeito nenhum. Pra mim tá bem claro, a família do seu noivo se acostumou a ter o dinheiro dele à disposição.
E agora que eles têm que dividir essa atenção e o bolso dele, eles estão incomodados. Agora, o seu noivo te culpar por ter lido a mensagem é um sinal de alerta gigante. Ele abaixa a cabeça para eles em tudo? Foi a primeira vez que ela chegou com esses comentários, ou ela faz isso direto e ele só passa um pano? Na boa, você e seu noivo precisam ter uma conversa muito séria e talvez até procurar uma terapia de casal para ele entender que a prioridade dele agora não é mais a família dele.
Dele.
Agora é o relacionamento de vocês. O Pi responde: ele me disse que ela nunca tinha falado mal de mim antes, que essa foi a primeira vez que eu peguei ela fazendo isso. Só que honestamente, às vezes eu fico me perguntando: e se ela já fez isso outras vezes e ele nunca me contou? Depois desse episódio, tá muito difícil de eu confiar neles. O grande problema é que ele quer bancar o isentão. E isso me preocupa muito. Para mim, não dá para ele simplesmente ficar em cima do muro.
Me magoa muito ver que ele prefere continuar tentando ser justo com todo mundo em vez de ficar do meu lado e me defender com unhas e dentes. Segundo comentário mais votado: a vida financeira do seu noivo não é da conta da sua cunhada, ponto final. Ela que devia ficar quieta e não se meter. Agora, a pergunta que não quer calar é: como que seu noivo reagiu às mensagens que a irmã mandou? Ele é daqueles totalmente dependente da família que não impõe limite, ou ele realmente toma suas dores e te defende?
Opi responde: ele respondeu o grupo dizendo que eu vim para cá dependendo dele, só que assim, basicamente metade do que ele falou era tentando me defender e a outra metade, e a maior parte na verdade, era o medo dele magoar a família. Esses são os comentários do Opi dessa história. Mas aí eu, no meu modo detetive, procurando tudo que não tem, Achei um comentário da Upi. Ela comenta em outra história de uma pessoa dizendo que tá querendo se afastar da família e do parceiro, da parceira dessa pessoa.
E ela responde dizendo: eu tô passando exatamente pela mesma situação. O meu parceiro ama sair com a família dele e ele fica me dizendo que eu não posso evitar a família dele para sempre, só que eu discordo totalmente. Eu não quero ficar perto de pessoa que me trata com desrespeito. Não importa quem essas pessoas sejam. A gente vive brigando por causa disso. Ele não consegue aceitar os meus limites e ele fica o tempo todo batendo na mesma tecla, dizendo que a parceira dele tem que se integrar à família dele.
Sendo bem sincera, eu tô super inclinada a tomar a decisão de terminar e ir embora daqui. Eu tô completamente exausta de ter esse mesmo problema várias vezes. E o meu parceiro simplesmente não consegue ter empatia pelo que eu sinto ou pelas feridas que a família dele já me causou. Aqui acaba. E aí, pessoal, eu acho que é o seguinte nessa história aqui, né? Essa pessoa conta que o noivo super se comprometeu a, enfim, colocar em primeiro lugar e a sustentar a mãe e a irmã.
Tendo isso como prioridade, é muito difícil criar um relacionamento que não bata de frente com essa responsabilidade que o noivo tem tá arcando. Eu tenho para mim que quando algum familiar ocupa um papel muito central na vida da pessoa, é difícil uma pessoa nova entrar e enfim ocupar um lugar importante. Então para mim essa pessoa aqui vai estar sempre brigando por esse lugar, sabe? Ah não, mas ele comprou um carro para mim e aí a irmã dele tá querendo satisfação, você entendeu?
Essa história não tem atualização, mas eu sinto que eles terminaram. Eu sinto que aí foi um um basta, porque essa pessoa percebeu, tipo, putz, eu nunca vou conseguir ocupar o lugar que a mãe e a irmã ocupam na vida dele. E aí, vida que segue. Agora, a pergunta que eu queria deixar dessa história para vocês é a seguinte: fez certo em mexer no celular e achar essas mensagens? Vocês acham que justifica ou não? Você acha que meu celular é privado da pessoa, eu não tenho que me meter.
Mesmo que você saiba que essa, que lá no celular dessa pessoa tem alguém falando mal de você, queria que vocês me respondessem. E aí vamos para a terceira história do dia. É isso aí, terceira história do dia. Então chegamos basicamente na metade do episódio, e chegando aqui é claro que eu vou vir com o lembrete de sempre e pedir para você, por favor, seguir o podcast no Spotify. Deem as 5 estrelinhas aí isso me ajuda muito. Se você me ouve ou me vê pelo YouTube também, não se esqueça de se inscrever no canal, ativa o sininho para saber quando sai vídeo novo.
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Bora!
Eu ouvi a minha cunhada falando mal de mim pelas costas e eu fui tirar satisfação com meu irmão. A reação dele me deixou totalmente sem saber o que pensar. Tudo começou por causa de um sofá. Sério, um sofá. Eu tinha um sofá de couro legítimo parado em casa e como eu sabia que ele não ia caber no meu porão, eu resolvi oferecer para o meu irmão. Ele disse que não queria e aí beleza, eu doei o sofá e vida que segue. Só que no domingo passado eu fui jantar na casa dele.
Em um dado momento eu ouvi a minha cunhada no telefone com alguém no outro cômodo e ela tava me descascando. Ela dizia com todas as letras que eu tive a audácia de empurrar um sofá para o meu irmão sem pensar como que ele ia transportar aquilo, se caberia na casa dela pequena ou no prejuízo que isso podia trazer para os dois, que eu tava usando a casa deles como lixeira e que eu adorava esfregar na cara do meu irmão que eu ganho bem mais do que ele.
Me chamou de narcisista, doente por limpeza, e ela disse que se ela ganhasse o que eu ganho ela jamais deixaria os irmãos viverem na miséria. E ela continuou falando coisas horríveis sobre mim. Na hora eu só mantive a calma, me despedi do meu irmão e eu fui embora. Mas aquilo ficou me corroendo, sabe? Então eu resolvi ligar para ele para entender a situação. Eu perguntei: viu, você comentou com a sua mulher sobre o sofá? Aí ele já mudou de tom: ué, por quê?
Você ouviu alguma coisa? Eu disse: cara, só me responde. E ele acabou admitindo que sim, que ele tinha contado para ela que eu ofereci o sofá e que ele recusou. Aí eu mandei a real: olha, eu ouvi a sua esposa acabando comigo no telefone quando eu tava aí, isso não é legal. Eu ia começar a contar o que eu tinha ouvido, só que ele me interrompeu e falou: eu sei, ela fala mal de você para mim também. Ele me disse que ele nunca me contou nada porque ele não queria criar um clima chato entre a gente.
Disse que ela não gosta de mim, E que qualquer coisa que eu faça vai virar um crime aos olhos dela. Ele falou pra eu não levar pro pessoal, porque ela é assim com quase todo mundo. No fim das contas, eu só falei: Tá bom, só fica sabendo que eu não piso mais na sua casa se ela tiver aí. E ele aceitou numa boa. De boa até demais. Agora eu pergunto pra vocês: o que eu faço com essa reação? Ele é o meu irmão. Não entra na minha cabeça como ele aguenta o veneno dessa mulher há tanto tempo.
E muito menos porque ele puxou assunto sobre a droga do sofá com ela, sabendo o quanto ela me odeia. O que que vocês acham? Vou julgar antes de eu ir para os comentários. Eu vou julgar e eu vou chutar que pela reação desse irmão, talvez ele pensa a mesma coisa da irmã, ou sei lá, ou sabe, não quer arranjar problema para cabeça. Falou, ah, realmente ela fala mesmo mal de você, vida que segue. Porque se são irmãos com uma relação boa, né, tô julgando aqui, por que que não fala nada, né?
Tipo, aceitou na boa, vida que segue, beijo, tchau, querido. Então nunca mais fiz aqui comentários. Faz exatamente isso que você falou: para de ir na casa dele, para de conversar com ela e para de ficar oferecendo coisa para os dois. O seu irmão também tá sendo um babaca, mas a gente sabe que você não quer se meter no casamento deles. Então senta e conversa com ele. Explica como toda essa situação te faz sentir. Pergunta como que ele se sentiria se fosse o contrário.
E como que ele espera que você reaja a isso. E aí, a partir daí, vocês veem o que vocês fazem. No fim das contas, vai ser muito melhor e todo mundo vai viver mais feliz. Ô Pi responde: É, eu acho que o melhor que eu faço é me afastar dos dois. Porque eu não sei se eu posso confiar que ele não vai sair correndo pra contar as minhas coisas pra ela. É irreal querer que ele se separe disso por causa dela, né? O que eu espero de verdade é só que ele ponha um limite e que corte as asinhas dela.
Eu esperava pelo menos um pedido de desculpa da parte dele, sabe? Ou ver ele pelo menos bravo com a situação. Mas não, ele achou tudo isso muito normal, e é exatamente isso que me revolta. Segundo comentário: você nunca teve problema nenhum com seu irmão, né? Ou você teve? E agora você vai dar um tempo dele só porque ele não te contou que a esposa guarda rancor de você? Que coisa boa sairia se ele te contasse isso de verdade? Pelo visto nenhuma, já que agora você não quer nem mais falar com ele.
E porque ele foi contar para a mulher dele do sofá? Ué, porque a mulher dele, eles estavam lá conversando sobre isso. Como é que ele ia prever que ela ia surtar por causa disso? Eu não sei o tamanho da sua família, mas me fala uma coisa: o seu irmão é assim tão descartável para você?
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Oi, Opi Responde. Lógico que meu irmão não é descartável, mas eu não caio nessa história de que ela é assim com todo mundo. A mulher dele é uma boa mãe e é superprotetora com a família. Ela é daquelas pessoas que adora bancar a justiceira e caçar confusão pelos outros quando ela acha que tem alguma injustiça, sabe? E o tom de voz dela no telefone parecia exatamente com isso. Ela tava muito revoltada, com aquela pose de justiceira defendendo o lado dele.
Aquela raiva toda não podia ter vindo só da cabeça dela. E é por isso que eu tô me afastando dos dois. Acabei de ter um insight aqui, gente. Acabei de pensar uma coisa. Vê se vocês concordam comigo ou vocês acham que eu tô viajando. Olha essa parte aqui, eu vou ler de novo. Que eu tava usando a casa deles como lixeira e que eu adorava esfregar na cara do meu irmão que eu ganho mais do que ele, bem mais do que ele. Me chamou de narcisista doente por limpeza e disse que se ela ganhasse o que eu ganho, ela jamais deixaria os irmãos viverem na miséria.
Eu acho que é daí que estão vindo esses comentários, hein? Talvez aí o negócio que eu pensei é que o irmão dela ou dele pensa exatamente assim, entendeu? E aí por isso que ele nem ficou chocado, ele falou: é isso aí, ela fala mal de você também. E por isso que ele não quis talvez reverter a situação, ou não sei, né, achar um meio termo aí. Então acabei de pensar isso, não sei se vocês concordam ou não. Eu acho que vem daí, talvez o irmão pensa isso também.
Agora, viver na miséria, será que eles passam assim dificuldade? Porque se eu— e Jesus que vá me ajudar, hein, Deus, sei lá, o universo, as forças, as energias, por favor, gente, me ouçam e me ajudem aí. Se um dia eu tiver condição, muita condição, tipo, caramba, tô nadando aqui na grana, cara, vai ser um prazer para mim ajudar meu irmão. Mas enfim, acho que ele não vai precisar. Mas se você precisar um dia, saiba que eu feliz, te bancaria com todo o meu amor, te amo muito.
Então não sei, gente, eu acho que esses comentários estão vindo desse lugar, mas me contem aí o que vocês acham. E vamos para a última história do dia. Essa daqui, gente, eu vou contar uma coisa, ela é curtinha, mas eu fiquei meio pensando, meu Deus do céu. Vamos ver o que vocês pensam sobre. Minha cunhada mexeu no meu celular escondida, leu as minhas conversas antigas e quando eu fui cobrar uma atitude, ela deu um show, gritou comigo e disse que ela tava certa.
Um dia, minha cunhada, a irmã do meu marido, pediu o meu celular emprestado porque o dela tinha acabado de quebrar e ela precisava fazer uma ligação rápida. Eu emprestei sem pensar duas vezes, super de boa. 2 meses depois, ela me chega dizendo que ela tava muito chateada comigo. O motivo? Ela disse que viu umas mensagens no meu celular entre mim e a minha melhor amiga onde eu tava desabafando sobre ela porque eu tinha me irritado.
E para ser bem sincera, eu admito que eu falei umas coisas meio pesadas sobre ela. Só que ela não chegou nessas mensagens sem querer, do jeito que ela tentou fazer parecer. Na verdade, ela fuçou o meu celular inteiro. Ela mexeu na minha lista de conversa no WhatsApp até achar esse papo específico com a minha melhor amiga, e chegou ao cúmulo de escutar os áudios que eu tinha enviado para ela. Eu me senti tão violada, eu não consigo nem acreditar nesse limite que ela cruzou.
Na hora que ela veio me cobrar sobre as mensagens, a única coisa que eu fiz foi pedir desculpa. Afinal, ela tinha me enganado direitinho e ela me fez acreditar que ela tinha visto aquilo por puro acidente. Ela inventou uma história de que eu tinha recebido uma notificação da minha melhor amiga com o nome dela no meio E por isso que ela clicou. Só que eu percebi a mentira quando eu fui checar o histórico de conversa naquela época.
No dia que ela pegou meu celular, a gente nem tinha se falado. Não teve notificação nenhuma. Eu fiquei tão puta da vida. Eu tava querendo ter uma conversa bem séria com ela. Mas no fundo eu já tava com medo dela inverter o jogo pra cima de mim e mandar aquela tipo: Ah, o que eu vi nessas mensagens é muito pior do fato de eu ter mexido no seu celular. E aí vem o desfecho dessa história. Eu fui conversar com ela pra tirar a limpo tudo isso.
E adivinha? Ela não assumiu erro nenhum. Em vez disso, ela começou a gritar comigo, dizendo o quanto eu fui desrespeitosa por ter falado dela. Ela teve a coragem de dizer que ela fuçou sim no meu celular, porque ela tinha a sensação de que eu falava mal dela pelas costas, e que ela queria tirar a prova do tal sexto sentido dela. E ela ainda falou que ela tava muito feliz por ela ter feito isso. Olha, para mim já deu. Eu lavei as minhas mãos.
Não tem a menor chance de eu querer convivência com alguém que não consegue assumir um pingo de responsabilidade e que nem quer enxergar todo o absurdo que ela fez. Sabe o que eu acho que ela fez? Eu acho que ela pegou o celular e pesquisou o nome dela. Eu não acho que ela foi, pegou o celular e ficou aí tipo scrollando o WhatsApp. Ela deve ter pego o celular, foi no WhatsApp, na lupinha do WhatsApp, colocou vai finge que o nome dela é Sílvia, colocou Sílvia e foi, ó, ouviu tudo.
Imagina você esculachando a pessoa e ela ouve os seus áudios. Péssimo, hein? Vamos aos comentários. Nossa, que absurdo! Você tá coberta de razão. A gente tem todo direito de ter conversa privada com a nossa melhor amiga quando a gente tá estressada. Ela cruzou um limite gigantesco quando ela foi fuçar suas mensagens. Isso é uma invasão total de privacidade e uma quebra de confiança absurda. E o fato dela ter tentado esconder isso com mentira só me prova uma coisa: as atitudes dela que te irritam e que você desabafa com a sua amiga provavelmente são todas verdade.
Eu no seu lugar ficaria até preocupada com mais que ela teve tempo de bisbilhotar. Será que ela mexeu nas suas fotos pessoais? Será que ela ficou lendo conversa privada que você teve com outras pessoas? Ou até pior, será que ela mandou alguma coisa para o celular dela e depois apagou tudo para não deixar rastro? Sério, ela foi péssima. Eu não duvido que tenha feito tudo isso, tá? Opi responde: exatamente, ela com certeza possui mais coisa.
Essa conversa com a minha amiga sobre ela tinha acontecido uns 3 ou 4 dias antes do dia que ela pegou meu celular, e a gente tinha conversado sobre um monte de outro assunto particular nesse dia. Ou seja, ela leu tudo. Isso me faz pensar: será que foi a primeira vez que ela fez isso? Ou será que ela já tem o costume de fuçar o celular dos outros sempre que ela tem uma chance? Ela só veio falar comigo porque ela ficou brava com o que ela descobriu.
Porque se não fosse por isso, ela nunca teria me contado nada. Eu nem tinha parado pra pensar que talvez ela tivesse procurando podres meus. Eu só achei que ela tava sendo fofoqueira, porque tudo isso combina muito com a personalidade dela. Ela sempre quer saber de tudo, sobre todo mundo. Tá bom para vocês, gente? Eu acho um absurdo você pegar o celular da pessoa e assim, por mais que você tenha suspeitas, né, que a pessoa fale mal de você, quem que não fala mal dos outros que atire a primeira pedra, sabe?
Seria muito hipócrita se eu chegasse aqui para vocês e falasse: nossa, gente, eu jamais falo mentira. É lógico, e é natural, tá? E é normal também, igual voltando para a história da Natália, que a gente fale da família dos nossos parceiros, né, das nossas parceiras. Enfim, é natural porque, pô, Geralmente é uma dinâmica bem diferente da que a gente tá acostumado, é natural, e eu acho assim saudável com outras pessoas, né? Volto a dizer que eu acho meio um tiro no pé falar disso com a própria pessoa, a não ser que a pessoa você super confie nela, enfim, e tenha certeza absoluta que isso não vai voltar contra você.
Mas é natural você desabafar com seus amigos, com as suas amigas, sabe? Falar: nossa, você não sabe o que irmã dele faz, olha que absurdo. Eu acho super natural. Então assim, ok, que você tem que dar uma desabafada também. Só que, gente, aí pegar o celular da pessoa, para mim, ultrapassa limites. E eu tenho certeza que ela pegou, escreveu o nomezinho dela e viu tudo o que a Upi falava, tá sabendo de tudo. E aí se justifica falando: meu, eu pegar seu celular não é nada perto do que você falou de mim.
Só que para mim, o pior dessa história é pegar o celular. Para mim. Vocês acham, gente, para vocês existem alguma nessas histórias aqui que a gente leu hoje, assim, nesse âmbito de cunhada, enfim, cunhados e família da pessoa? Vocês acham que existe algum motivo justificável para pegar o celular da pessoa e ler, tanto do parceiro, da parceira, quanto da família? Não sei, deixa aí para vocês responderem. Eu queria saber, antes de eu terminar esse episódio, qual cunhada aí que vocês acham que mais errou.
Eu deixo para vocês me responderem. E pessoal, por hoje é só. Natália, mais uma vez muito obrigada por ter enviado a sua história aqui para o podcast. Se vocês também querem enviar suas histórias para ser lida e comentada aqui, é só mandar para o email que tá na descrição do episódio. Último recadinho de sempre: por favor, siga o podcast no Spotify, dê as 5 estrelinhas. Isso me ajuda muito, ajuda a fazer com que o podcast seja entregue aí para mais pessoas.
Já vai deixando os seus humildes nos comentários, como é claro e óbvio em todo episódio. Inscreva-se no canal no YouTube também, ative o sininho para receber notificação. Se você puder dar o hype no vídeo, eu te agradeço muito, isso me ajuda muito também. E sigam as redes sociais que também estão na descrição. Pessoal, por hoje é só. Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!
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