Só Pod 91 - Eu deveria ter defendido minha esposa?
Tem situações em que parece óbvio de que lado ficar... até você descobrir tudo o que aconteceu antes.
Quando família, casamento e anos de ressentimento se misturam, uma conversa pode acabar mudando tudo.
✨ Histórias sobre relacionamentos, conflitos e limites.
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Isa
- Conflito com a sograRelação sogra-genro · Defesa do parceiro · Imaturidade em conflitos
- Confronto e Expectativas FamiliaresGordofobia · Relações familiares · Casamento e maternidade
- Resolucao de ConflitosPosicionamento em brigas · Limites em relacionamentos
- Desafios nas amizadesMelhor amiga · Traumas de infância · Comunicação em amizades
- Vulnerabilidade em RelacionamentosSíndrome do ovário policístico · Inveja e autoestima · Pressão social religiosa
Eu sou babaca por não ter defendido a minha esposa depois que a minha irmã chamou ela de gorda? E aí, galera, bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Vamos começar hoje, o episódio vai ser todo de história do Reddit. A primeira história é: Eu sou babaca por não ter defendido a minha esposa depois que a minha irmã chamou ela de gorda? Antes de começar, é importante dizer que essa história ela contém tópicos de gordofobia, então se esse é um assunto delicado e sensível para você, por favor ouça com cautela, ou claro, considere não ouvir essa história, tá bom?
Minha irmã, mulher, 27 anos, estava visitando eu, homem, 33, e a minha esposa, mulher, 32, na última semana. Pra vocês entenderem o contexto, eu preciso falar um pouco sobre a minha irmã. Ela tem 27 anos e tem um filho de 5 com o ex-namorado. Quando ela engravidou, ele até quis se casar meio que na pressa, mas ela disse não. Ela só me disse que eles não eram compatíveis a longo prazo. E eu achei que não era da minha conta ficar se metendo.
Eles terminaram, mas acabaram criando uma relação super saudável de coparentalidade. É guarda compartilhada meio a meio, os dois têm empregos ótimos. São super estáveis e eles moram perto um do outro. Tá tudo bem, sabe? O problema é a minha esposa. Ela tem essa ideia fixa de que a minha irmã tinha que ter casado. Ela não gosta até quando a minha irmã chama o ex de pai do meu filho. Toda santa vez que as duas se encontram, a minha esposa toca no assunto.
Ela fica pressionando, perguntando por que que ela não tenta voltar com ele, Por que que ela não quer casar, etc. Já chegou ao ponto da minha irmã pedir no privado para eu conversar com a minha esposa e pedir para ela parar. E eu conversei, só que não adiantou. Há uns dias atrás, a minha irmã veio visitar a gente. O papo tava super tranquilo, ela tava contando sobre o meu sobrinho que vai entrar no jardim da infância, como tava preparando ele para escola, etc.
Tudo normal. Do nada A minha esposa solta a bomba. Ela olhou pra minha irmã e disse que ela devia ir logo no cartório se casar com o ex, porque os outros pais da escola iam achar ela uma imatura e ver o filho dela como um bastardo se ela continuasse solteira. Gente, antes que eu pudesse abrir a minha boca pra acalmar os ânimos, a minha irmã explodiu. Ela virou pra minha esposa e disse: Mulher, vai cuidar da sua banha e perder uns 50 quilos antes de querer dar palpite na criação do meu filho.
Não tem anel no mundo que disfarce essa sua papada. Em vez de se preocupar comigo indo para o cartório, vai se preocupar com você indo para academia. A minha esposa sempre foi gordinha e eu amo o corpo dela, de verdade, mas essa é a maior insegurança da vida dela. Ela começou a chorar muito enquanto a minha irmã pegava todas as coisas dela e ia embora. A briga toda durou uns 2 minutos e eu simplesmente travei. Eu não consegui esboçar nenhuma reação.
Depois que a minha irmã saiu, a minha esposa chorando me perguntou por que que eu não defendi ela. E eu fui sincero, eu disse que eu achava que ela passou totalmente dos limites chamando a minha irmã de matura e o filho dela de bastardo. Eu falei que a reação da minha irmã foi pesada sim, mas que não foi sem provocação. Agora minha esposa tá me dando um gelo. E aí, eu fui o babaca por não ter defendido ela? E aí vamos lá aos comentários, mas só para vocês entenderem a pegada desse episódio inteiro, é assim: eu fui babaca por não defender?
Eu tenho que defender? Faltou posicionamento da minha parte? Enfim, aí vocês vão entendendo a pegada ao longo do episódio. Mas é isso, comentário mais votado: peraí, então você congelou de verdade ou você só não disse nada porque achou que a sua esposa mereceu levar o troco? Ele responde: eu travei de verdade durante a briga porque eu fiquei em choque. A minha irmã não é de explodir. Eu acho que foi a segunda vez na vida inteira que eu vi ela daquele jeito.
Eu só fui raciocinar e analisar tudo com calma depois que ela foi embora. Segundo comentário mais votado: você foi meio babaca assim, mas não por não ter defendido a sua esposa na hora, e sim por nunca ter imposto um limite para ela parar de ofender a sua irmã e o seu sobrinho. Ela chamou o menino de bastardo. Cara, que absurdo! Aliás, uma pergunta: sua esposa é do tipo sou cristã tradicional? Porque não é possível ela insistir nisso.
Aí ele responde: sim, acertou em cheio, ela é cristã. Terceiro comentário mais votado: situação difícil, hein? Por um lado, a sua irmã finalmente reagiu, e reagiu pesado, depois de anos levando patada da sua esposa. Por outro lado, tem aquele velho ditado: Esposa feliz, vida feliz. Sua esposa costuma ser uma pessoa de boa no dia a dia? Tipo, dá pra sentar e trocar uma ideia com ela? Explicar que o golpe da sua irmã, sim, foi baixo, mas que passar 5 anos insistindo na mesma besteira e chamando o filho dos outros de bastardo também é péssimo?
Ele responde: Ela costuma ser bem sensata, sim. Só que agora ela não tá nem olhando na minha cara. Quarto e último comentário antes da atualização: nossa, sua esposa parece ser insuportável. Você foi babaca por ter deixado ela desrespeitar sua irmã e o seu sobrinho por tanto tempo. Se a sua esposa gosta de julgar e dar palpite não solicitado na vida dos outros, ela tem que aguentar o tranco quando a resposta vier na mesma moeda.
Isso tava entalado na garganta da sua irmã há anos e ela surtou. Foi pesado? Foi. Mas às vezes a pessoa só aprende quando ela leva uma patada no mesmo nível. E o, e o, e bom, será que eu já dou meus humildes ou será que eu espero para atualização? Vamos direto para atualização, vai. Não, vou dar meus humildes, gente, vou dar meus humildes já. Vamos lá. Ele é um babaca por não ter defendido a esposa. Eu sou da humildíssima opinião de que a pessoa que tá com você, enfim, seu parceiro, sua parceira, ela tem que sempre te defender, por mais que você erre, talvez te defender e depois, sei lá, puxar um assunto, fala, pô, acho que você errou nisso, nisso, nisso.
Mas eu não acho que talvez é o caso dessa história, porque são anos da irmã dele recebendo opinião e comentários não solicitados. Então eu acho que de verdade o centro, tipo, o foco dessa história é ele não ter, apesar de que ele fala, né, que ele passou com a mulher dele, ele não ter colocado um basta nesses comentários, que assim, gente, precisa. Lógico, o comentário foi péssimo, foi péssimo, né, foi pesado e foi se criando um clima terrível.
Mas eu entendo de onde ela vem, sabe? Eu não acho que, por exemplo, eu acho que se ela tivesse respondido sem atacar o peso da esposa dele, aí eu acho que ela sairia perfeita, sabe? Tipo, sei lá, falar do meu. Vai cuidar você da sua vida, você não tem que ficar dando pitaco na minha vida e do jeito que eu crio meu filho, eu nunca te pedi opinião. Aí eu acho que ela sairia 100% correta. Mas aí meio que assim perde um pouco a razão por ter ofendido ela desse jeito.
Então acho que vacilou comentando sobre o peso da esposa dele, sim. Principalmente porque ele fala nela, é algo que gera uma insegurança pra ela. Só que também do outro lado da moeda é E se também for uma insegurança para irmã dele ser separada, enfim. Então, gente, para mim todo mundo babaca nessa história, de verdade, tá? Mas vamos à atualização, vamos lá. Ele começa dizendo: pessoal, eu li os comentários de vocês e ficou bem claro para mim.
Vocês acham que eu vacilei por nunca ter defendido a minha irmã antes, mas que eu não errei em ter ficado quieto quando a minha esposa levou o troco. Eu liguei para minha irmã e pedi desculpa para ela. Ela foi super compreensiva e aceitou. Eu disse para ela que eu acho ela uma mãe incrível e que ela teve uma paciência de santo por ter aguentado esses comentários por tanto tempo. E não, eu não exigi que ela pedisse desculpa para minha esposa.
Para o pessoal que ficou preocupado sobre o meu sobrinho escutar esse tipo de coisa, a minha esposa só fazia esses comentários quando o pai do menino tava com ele ou quando meu sobrinho tava em outro cômodo. Eu não tô passando pano, é só para esclarecer a dúvida de algumas pessoas de como as coisas aconteciam. Agora sobre a minha esposa, ela voltou a falar comigo. Ela resolveu ligar para mãe dela, no caso a minha sogra, para contar tudo que aconteceu, e a mãe dela falou várias para ela.
Depois disso, a minha esposa ligou para minha irmã e pediu desculpa, não só por essa última briga, mas por todos esses anos de alfinetada. A minha irmã também pediu desculpa pelo que ela disse sobre o peso dela. Depois eu e a minha esposa sentamos pra conversar, pra ter uma conversa séria sobre o porquê dela ser tão fixada no fato da minha irmã não ser casada. E aí ela acabou desabafando. Ela contou que algumas amigas mais religiosas dela ficavam julgando ela por ter uma cunhada solteira com um filho.
E ela acabou projetando essa insegurança na minha irmã. Além de tudo isso, ela admitiu que ela tinha muita inveja da minha irmã. Primeiro porque a minha irmã conseguiu ter um filho, o que é o nosso grande sonho. Só que por conta do peso da minha esposa, a gente tá com dificuldade enorme para engravidar. Ela me autorizou a contar, ela tem síndrome do ovário policístico e o IMC dela tá bem alto. Ela também disse que ela tinha inveja da beleza, do emprego e da maturidade da minha irmã.
Eu deixei bem claro para ela que ela nunca mais vai tocar nesse assunto da minha irmã não ser casada. No fim, eu continuo achando que o que a minha irmã disse foi pesado e foi no calor do momento, mas não foi injustificado. Ela surtou depois de anos engolindo aqueles comentários. A gente vai começar a fazer terapia de casal. Eu deixei bem claro para ela o quanto eu acho ela linda e eu falei que a gente vai superar tudo isso juntos.
Eu quero usar tudo isso para fortalecer o meu casamento e ter uma relação ainda melhor com a minha irmã. Iupi, todos saíram bem! E aí eu vou dizer que eu entendo que às vezes alguns comentários, sabe, às vezes a gente critica, julga as pessoas que a gente tá projetando uma insegurança. Entendo isso, mas aí, gente, ninguém é saco de pancada de ninguém, né? Não é porque você tem as suas inseguranças, e todo mundo tem, eu tenho, acredito que todo mundo tem, que a gente vai sair por aí falando o que bem entende, a hora que quer, e também achar que quando a gente falar, eventualmente, as pessoas não vão se defender.
Comentários. Primeiro mais votado: eu fico feliz que ela tenha pedido desculpa para sua irmã. Só uma dúvida: a sua esposa chegou a ler os comentários do primeiro post? Ele responde que ela leu sim, ela ficou em choque, morrendo de vergonha. Segundo comentário: depois de ler o post original, eu tô achando que a sua esposa precisa de amizades novas se essas amigas ficam jogando esse preconceito para cima dela. E além de terapia de casal, ela precisa de uma terapia individual urgente.
Terceiro e último comentário: sinceramente, para mim isso parece um monte de desculpa esfarrapada para ser maldosa. As amigas estavam julgando ela por ter uma cunhada solteira? A gente voltou para 1950, por acaso? Pelo amor de Deus! Concordo plenamente com esse último comentário. E lógico, que bom que todo mundo se entendeu, mas eu acho que todo mundo foi babaca aqui, hein? Tô nessa de, para mim, marido, esposa e também, né, a irmã dele por ter feito esse tipo de comentário.
Pra mim é todo mundo no mesmo barco. Foi errado em fazer esses comentários? Foi. Pra mim, primeiro de tudo, quem não tem que fazer esse tipo de comentário é a esposa dele. Aí a gente desce um degrauzinho. Não dando certo, a esposa continuando a fazer esses comentários, eu acredito que é ele que tem que falar, cara, ó, tá chato, não se faz esse tipo de comentário, deixa ela viver a vida dela. E aí, descendo outro degrau, o degrau 1 e o 2 não funcionou, então vamos pro 3.
Mas também acho que errou pelo tipo de comentário que foi feito. Queria saber de vocês, vocês acham que na hora de se defender vale falar tudo ou vocês acham que tem que ter um limite? E outra pergunta que eu ia fazer também dessa história: se você tá numa situação que o seu parceiro, a sua parceira tá claramente errado, você toma o lado dessa pessoa ou você fica neutro? Você toma o lado dessa pessoa e depois você chama de canto e fala, pô, acho que você errou ali, ali, ali, pá pá pá.
Ou você fica neutro e deixa o circo pegar fogo? Fica aí de pergunta para vocês. Eu quero saber, porque lógico, nenhuma história fica completa sem o comentário de vocês. Então já conto com os seus comentários e vamos para a segunda história do dia. Eu sou babaca por não ter defendido meu marido. Who cares about your poops? Ollie does. That's why Ollie's science-backed gut health lineup helps support your family's regularity, from daily probiotics to fiber gummies your kiddos will love.
Find it all on ollie.com. That's ollie.com. These statements have not been evaluated by the Food and Drug Administration. This product is not intended to diagnose, Eu, mulher, 30 anos, e o meu marido, homem, 31, tamo casados há 3 anos. A gente descobriu que eu tava grávida do nosso primeiro filho há uns 4 meses. A gente ficou super feliz e a gente acabou contando para a maior parte da família logo no começo, mas o meu marido não queria contar para os nossos amigos ainda.
Então eu segurei a onda. Foi difícil demais pra mim, principalmente porque eu não podia contar pra minha melhor amiga. A Jo, mulher, 30 anos, é a minha melhor amiga desde que a gente tinha 14 anos. Eu amo essa mulher, eu dou a vida por ela e a gente conta absolutamente tudo uma pra outra. Só que dessa vez eu decidi respeitar o pedido do meu marido. E pra completar, a Jo se mudou pra uma cidade a umas 3 horas daqui logo no começo do ano.
Então a gente já não se vê com tanta frequência. Conforme os meses foram passando, claro que mais e mais amigos foram descobrindo. Mas eu nunca achava o momento certo de eu contar pra Jo. E o meu marido também não fazia muita questão. Aí ontem a Jo veio visitar a gente. Eu preparei uma caixinha surpresa com macacãozinho dentro escrito: Você virou titia. Só pra vocês entenderem, a Jo é meio doidinha, meio palhaça. E é o que eu mais amo nela.
Ela não tá nem aí pro que os outros pensam. Ela é uma figura. Na hora que ela leu a caixinha, ela começou a gritar, chorou, me abraçou. Foi um momento super emocionante pra gente. Meu marido parecia feliz também, só que todo mundo sabe que ele não curte muito esse jeito meio escandaloso da Jo. Ela adora zoar ele e tirar sarro de tudo. Depois que a gente se abraçou, a Jo foi lá, deu um abraço nele Deu um tapinha nas costas e falou: Nossa, Miguel, eu não sabia que você tinha essa capacidade toda.
Gente, era nitidamente uma piada. Todo mundo na sala deu risada na hora. Só que o meu marido não gostou nada dessa piada. Ele olhou pra ela e falou num tom super passivo-agressivo: Pois é, por isso mesmo que você foi a última a saber. A Jo ficou em choque, sem entender nada. Ela olhou pra mim e perguntou se aquilo era verdade. Quando eu fui tentar explicar, ela disse que ela ficou sim chateada, mas que ela tava feliz pela gente.
Depois dessa, o clima simplesmente morreu. Não demorou muito e todo mundo foi embora. Assim que o pessoal saiu, eu fiquei puta da vida com meu marido por ele ter falado aquilo pra ela. Só que ele virou pra mim e disse que ele tá cansado dessas piadinhas dela, que ela nunca leva nada a sério e que ele odeia que eu nunca fico do lado dele. Conhecendo a Jo como eu conheço, ela só tava brincando, não tinha nada ali para ele se ofender desse jeito.
Mas o meu marido acha que eu fui uma babaca por não ter defendido ele. Eu fui babaca? Antes de eu ir para os comentários, eu vou dizer que a votação do Reddit, gente, a maioria foi que a Opi e a Jo são babacas. Mas eu acho que eu vou talvez discordar dessa votação. Vamos para os comentários. Comentário mais votado: você disse que ela adora zoar e tirar sarro dele, e eu tô assumindo que o seu marido já deixou claro antes que ele não gosta desse comportamento.
Não importa se a Jo gosta de ficar zoando ele, se ele não gosta disso, e fica bem óbvio que ele não gosta, então isso já não é mais brincadeira, é bullying. E como acontece com muita gente que sempre sofre bullying, ele finalmente cansou e deu o troco. Foi duro? Eu acho sim que foi, mas o bullying dela também foi. Se você não tem o mínimo de noção pra ver como o comportamento dela afeta o seu marido, então esse problema é seu, e você não tem o direito de culpar ele quando ele finalmente se defende.
Você é a babaca sim, e você precisa ter uma conversa séria com a Jo sobre o jeito que ela trata o seu marido. Isso depois de você dar uma olhada séria no espelho pra ver como você ajudou a alimentar esse comportamento. E depois pedir desculpa para o seu marido por causa disso. E aí eu separei, achei um comentário, que a maioria dos comentários é falando que ela é babaca. E aí eu achei um que diz que ela não é. Você não é babaca.
O Reddit é um lugar muito esquisito. Primeiro que a gente só recebe um pedacinho de informação para julgar. Depois cada um filtra isso pelo seu próprio ponto de vista e experiência de vida. Eu terminei de ler seu post achando que o seu marido é que foi babaca. Primeiro, ele parece ser muito controlador em relação à notícia da gravidez. Como eu fui pai recentemente, eu posso dizer que eu e minha parceira conversamos bastante sobre quando contar e sobre quem saberia primeiro.
Me parece que vocês não tiveram essa conversa e você acabou deixando ele mandar em tudo. Segundo, foi de uma grosseria absurda ele falar na cara dela que a sua melhor amiga foi a última a saber. Eu entendo que seu marido não gosta da sua amiga por não saber lidar com o humor ou com as tiradas dela, mas a piada que você deu de exemplo é super inofensiva. Na minha visão, como homem e pai recente, esse tipo de comentário é super comum entre amigo e família.
Sinceramente, eu não entendo todo mundo dizendo que você é o problema. Pra mim, quem tem que pedir desculpa pelo xilique totalmente fora de hora é o seu marido. Eu vou dar os meus humildes dessa história. Sabe a impressão que me passou? A impressão que me passou é que não sei por qual motivo, talvez pelo jeito da Jo, esse marido da Upi não gosta dela. E aí, gente, eu entendo que nem todo mundo vai gostar da gente, isso é óbvio, né?
Isso é claro. Para algumas pessoas a gente vai ser super divertido, para outras a gente vai ser um pé no saco, e tá tudo bem. Esse é o jeito dela, entendo. Enfim, cada um com seu jeito, super válido ele não gostar do jeito da Jo, super válido, você não precisa gostar. Mas eu acho que aí ele leva isso talvez como uma ofensa pessoal, sabe? Porque, e aí me corrijam se vocês acham que eu tô errada, tá? Eu não achei que foi um comentário ofensivo.
Vocês acham? Talvez, talvez foi. Vamos ver o comentário que ela fez, vou ler de novo. Ela falou: nossa, Miguel, eu não sabia que você tinha essa capacidade toda não. Não sei, gente, talvez é, eu veria como uma brincadeira, mas para mim deu a impressão que ele já não gosta dela. E aí é outra coisa que não fala nessa história que eu gostaria de saber, é isso já foi conversado, né? Ele já sinalizou? Não sei se ele já sinalizou que não gosta dessas brincadeiras e a Jo continua fazendo.
Aí eu acho que, né, a Jo tá pecando. Se ele nunca sinalizou, também não tem como a Jo saber. Então acho que faltou isso de informação também para a gente julgar essa parte. Mas não sei, gente, eu acho que ele não gosta dela e que aí qualquer coisinha que ela falou já ofendeu. Mas eu não sou mulher, então eu não sei. Homens, digam aí, vocês acham que foi um comentário ofensivo? Deixo para vocês comentarem, porque também, né, não posso falar muito, mas eu não julgaria como algo extremamente ofensivo.
E aí vamos para a atualização. Logo depois que eu fiz o post original, eu fui bombardeada por um monte de comentário e julgamento, e do fundo do meu coração eu agradeço demais por isso. Eu sou do tipo que sempre tenta evoluir como pessoa, então qualquer ajuda nesse sentido é super bem-vinda. Para começar, eu preciso admitir que essa situação inteira foi um erro gigantesco da minha parte. Eu não me comuniquei bem nem com meu marido e nem com a Jo, e foi isso que causou todo esse conflito.
Eu tive uma conversa bem longa e profunda com meu marido sobre como a gente tá. A gravidez acabou afetando bastante o nosso relacionamento e a gente ainda não tinha parado para encarar isso de verdade. Ele me disse que embora ele goste da Jo e do jeito carinhoso dela, ele não é muito fã das piadas dela no geral e que ele já tinha tentado falar isso comigo antes. Embora as piadas dela raramente sejam sobre ele, ele sente que ela passa do ponto de vez em quando.
Eu pedi desculpa por não ter entendido o lado dele e por não ter dado atenção às preocupações dele antes. Eu tô me sentindo uma parceira horrível. Mas a gente concordou em fazer terapia de casal pra alinhar essa nossa falha de comunicação. Depois eu me encontrei com a Jo. Eu falei pra ela que o Miguel nunca gostou muito das piadinhas dela. E que ela precisa ter mais seu mancol. A gente também conversou sobre a minha gravidez. E ela me explicou que a piada nunca teve a intenção de ser nada demais.
Ou de atingir a fertilidade dele. Ela pediu desculpa por ter chateado ele. Disse que nunca quis ofender ninguém. E que ela ficou chateada na hora porque por ela ser a minha melhor amiga, ela achou que ela seria uma das primeiras pessoas a saber. Mas ela reforçou que ela tá muito feliz pela gente. Que ela acha ele um cara legal. E que ela não quer criar problema nenhum no meu casamento. Só pra vocês entenderem, a Jo tem uns traumas de infância e ela acaba usando esse jeito dela super descontraído como defesa.
Aí eu convidei a Jo pra ir lá em casa. Os dois tiveram uma conversa bem sincera, de coração aberto. A Jo pediu desculpa por fazer piada desnecessária e por não ter percebido antes que ele não gostava. O Miguel reconheceu que ele podia ter conversado com ela de um jeito melhor em vez de ter dado aquela patada. A Jo até concordou em dar um espaço e se afastar um pouco da gente. Foi uma decisão bem difícil, mas a gente concordou que seria o melhor pra gente naquele momento.
A única coisa chata que rolou foi quando meu marido virou pra Jo e disse que ela precisava começar a levar a vida mais a sério, que ela precisava focar em arrumar um namorado e um emprego de verdade. A Jo, com todo respeito, Disse que isso não era da conta de ninguém e que ela gosta da vida que ela leva. No fim, a gente tomou sorvete juntos e aí ela foi embora. Eu não sei quando eu vou ver ela de novo, mas por enquanto eu vou focar 100% no meu marido e no nosso bebê.
Eu fui a babaca nessa história, eu assumo total responsabilidade pelo que eu fiz e eu vou trabalhar para consertar isso. Obrigada a todos e tenham um ótimo dia. Eu saio com gosto tão amargo dessa história porque, gente, vou falar agora sendo mulher, é tão importante as nossas amizades de mulher para mulher, Marisa, sabe? É tão importante a gente ter mulheres para conversar, para falar. E aí o que me deixa com esse gosto meio amargo, é que por isso ela se afastou da Jo.
E eu saio dessa história com a impressão de que o Miguel não gosta da Jo. Talvez, não sei, pela vida que ela leva, porque esse comentário dele, sabe, me traz um pouco para esse lado. Talvez pelo jeito dela, pela, pelas, pelo jeito dela ser e pelas piadas que ela faz, e porque ela, né, tira sarro de todo mundo. Eu acho que o Miguel— vou bater o martelo na minha humilde— que é, o Miguel não gosta da Jo. Ele até talvez tenha empurrado um pouco com a barriga o fato de contar que eles estavam esperando um bebê especificamente para ela, sabe?
Talvez de propósito, não sei. E aí ele achou um jeitinho de afastar as duas. Vocês acham que eu tô viajando? Essa é a impressão que eu saio dessa história. Mas vamos aos comentários dela. Primeiro comentário mais votado: sinceramente, eu não consegui gostar de absolutamente ninguém dessa história. Um comentário responde a esse: eu tô na mesma. Para mim, a Opi deu uma mudada na versão. No post original, ela falou que a amiga vivia zoando o marido.
Aí, na atualização, ela passa pano para a Jo dizendo que ela quase nunca fazia piada com ele. Afinal, qual que é a verdade? E outra, pra que se afastar da amiga se todo mundo conversou e se resolveu? Essa conta pra mim não fecha. Terceiro comentário mais votado: eu acho que a Upi deu uma puta passada de pano pra frequência em que a Jo zoava o marido dela. Uma coisa é você brincar e tirar sarro das pessoas, outra coisa é fazer isso quando a pessoa claramente não devolve a brincadeira ou sente que não tem espaço pra isso.
Nesse caso, você simplesmente pisa no freio. Pra mim, ou a Jo é totalmente sem noção de espaço, ou ela sabe perfeitamente que as piadas dela deixam os outros desconfortáveis e simplesmente não tá nem aí. Eu tava do lado do Miguel durante quase a história toda. Até a hora que ele soltou aquele comentário de que a Jo precisa arrumar um emprego de verdade e um namorado. No fim das contas, me parecem que os três são meio tóxicos. É, eu concordo, nada a ver esse comentário.
E aí, na minha cabeça aqui, tá, me pintou um negócio de tipo, putz, esse cara não suporta a Jo mesmo. E aí acabou conseguindo afastar ela da mulher dele. Eu acho uma pena porque amizade entre mulheres, pra mim, na minha humilde, são muito importantes. É muito importante. E também elas são amigas há anos, a Upi adora a Jo, então acho que ela vai sentir falta. Não tô dizendo, gente, que a Jo talvez não seja sem noção e que, ai, só porque é o jeito dela, o marido da Upi tem que aguentar.
Não é isso. Mas eu acho uma pena, sabe? Eu acho que ela não precisava se afastar da amiga, por exemplo. Eu acho que, ai, não gosto da sua amiga, sua amiga, sei lá, faz comentário sem noção comigo. Aí eu acho que tem que haver uma conversa, ó, não gosto desse tipo de comentário. Você já corta na raiz, tipo, ó, entendo que é seu jeito, mas comigo isso não funciona, não me sinto confortável. Talvez até o Pi aí dá um toque para Jo falar, ó, dá uma segurada quando for com meu marido, que ele não gosta.
Mas eu acho triste ela se afastarem, principalmente agora, sabe? Ela sendo mãe. Elas contam, ela disse que elas contam tudo uma para outra. Então fica aí uma falta, né? Vocês concordam, gente? Contem aí o que vocês acham. E aí eu queria muito que homens, né, talvez que vão poder me responder, se vocês acham que esse comentário foi, foi ofensivo. Gostaria muito de saber a opinião de vocês. E vamos para a última história do dia.
Antes de eu ir para a última história, eu vou pedir para você que me ouve e me assiste para seguir o podcast no Spotify dando as 5 estrelinhas. Isso me ajuda demais. Se você me vê pelo YouTube, por favor não se esqueça de se inscrever no canal. Ativa o sininho para você receber notificação de quando sai vídeo novo. Deixem nos comentários, dá hype no vídeo se vocês puderem também. Curtam, por favor, tudo isso me ajuda muito. E lógico, sigam as redes sociais que estão na descrição do episódio.
Combinado? Bora, hein? Última história do dia: eu sou a babaca por falar para o meu marido que tá na hora dele resolver as coisas direto com a minha mãe? Eu sei que isso vai soar estranho, Mas eu tô passando por um perrengue real com essa situação. O meu marido e a minha mãe simplesmente não se dão bem. Tipo, zero. Eles brigam o tempo todo. Eu tenho que admitir que é a minha mãe quem geralmente começa, mas o meu marido sempre rebate e se recusa a deixar pra lá.
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Exaustivo para a família inteira. E eles nem brigam por uma coisa que preste. Eles só ficam implicando com cada vírgula do que o outro fala. O meu marido já me disse várias vezes que a solução seria ele parar de ir comigo na casa da minha mãe. Só que eu não aceitei essa ideia. Primeiro porque não é nada prática e segundo porque não funciona a longo prazo. E eu não me sinto confortável de ir nos eventos de família sozinha, parecendo que eu sou solteira.
A minha sugestão foi que ele tentasse ao menos ignorar minha mãe e ele prometeu que ia tentar. No jantar do Dia das Mães, a minha mãe começou a soltar umas indiretas bem diretas sobre a mãe do meu marido. Dando a entender que ela não gostava dos filhos dela e nem tinha orgulho de ser mãe só porque tinha se recusado a comemorar a data com eles. O meu marido quis responder na hora, mas eu sussurrei no ouvido dele para ele deixar para lá e manter a calma.
E ele fez exatamente isso. Ele claramente ficou chateado, mas ele não falou um A, o que me fez pensar que a minha solução tinha dado super certo. Mas eu tava completamente errada. Foi só a gente pisar em casa que ele veio atrás de mim e falou: eu nunca mais coloco os pés na casa da sua mãe depois do que ela fez hoje. Eu suspirei e eu não disse uma palavra até ele começar a surtar só porque eu vi a mãe dele sendo esculachada, e eu pedi para ele deixar para lá.
Foi aí que eu perdi a paciência e falei que ele tava agindo que nem uma criança. Ele perguntou por quê e eu disse que é por causa dessas ameaças infantis de dizer que ele nunca mais ia pisar na casa da minha minha mãe. Ele tentou se justificar falando que a culpa era só da minha mãe e que foi ela quem provocou aquilo. Eu não aguentei, mandei a real. Eu falei que ele não era nenhum santo, que ele tinha sim uma parcela de culpa nisso e de deixar as coisas tomarem essa proporção.
O meu marido rebateu dizendo que quem deixou as coisas chegarem nesse ponto fui eu, por eu não colocar minha mãe no lugar dela. Aí eu disse que o problema dele era com ela, não era comigo. E que já passou da hora dos dois sentarem e resolverem isso de uma vez por todas. Só os dois. Ele me olhou como se eu tivesse dito a pior coisa do mundo e ele falou que eu tava errada. Porque aquela é a minha mãe e é o meu dever dar um basta nas palhaçadas dela e fazer ela entender que ele já tá de saco cheio disso.
Eu perguntei por que eu tinha que defender um homem adulto enquanto ele fica se escondendo atrás de mim. Aí ele surtou. Ele falou: tá bom, beleza, se você não quer se envolver no problema, então também não vem me dizer como eu devo resolver. Ele virou as costas e parou de falar comigo. Ele até dormiu no sofá nesse dia, como se ele tivesse me punindo por algo que eu nem fiz. Eu sou a babaca? Não tem atualização, hein? Eu procurei, procurei, não tem.
E vamos para os comentários antes de eu dar meus humildes. Vamos lá. Comentário mais votado: tá, então é a sua mãe que começa tudo, e aí você pede para o seu marido não se defender, e depois você se recusa a defender ele também. Quem é que devia dar um basta nas palhaçadas da sua mãe? A resposta para mim parece ser ninguém. Ele que fique calado e aceite isso para sempre. E é por isso que você é a babaca. Outro comentário responde esse: com certeza, E tem mais.
A Upi disse que o marido deu a opção de parar de ir na casa da mãe dela. Só que ela não aceitou. E por quê? A razão que ela deu é porque ela não quer parecer solteira. Isso é mais importante do que não expor o marido aos absurdos da mãe dela? A Upi não quer ceder porque isso fere o ego dela. Mas o marido tem que ceder mesmo quando tá sendo massacrado sem motivo nenhum? A Upi disse que perdeu a paciência e falou que ele tava sendo infantil.
Mas desde quando se defender depois de aguentar tanto sapo é ser infantil? E se isso é infantil, o que é não defender o próprio marido quando ele é atacado? Ou o pior, o que é uma sogra debochando de propósito da família do Genro? Ele disse que a mãe da Upi criou toda essa situação. Ele não tá dando desculpa, ele só tá falando a verdade. Na real, quem tá dando desculpa é a própria Upi, que sabe que a mãe caça confusão, não defende o marido e ainda joga a culpa toda nele.
Aí ela manda essa: ele é um adulto, por que que eu devia defender ele? Ué, porque ele é seu marido e ele tá sendo insultado? Porque você não deixou ele se defender sozinho? Porque foi a sua mãe quem começou? Porque o único motivo dele tá ali aguentando tudo isso é você? Porque você obrigou ele ir lá várias vezes só porque você se importa em não parecer solteira mais do que com o bem-estar dele? Porque o mínimo esperado num casamento é você fechar com seu parceiro?
Você simplesmente passa pano para as atitudes da sua mãe. Você é babaca. Tchururu tcharará. E aqui, para mim, essa história é mais fácil assim de comentar de todas, porque, gente, realmente, sabe, eu acho que assim, se você não quer defender seu parceiro, sua parceira, nesse caso aqui dessa história, então tire ele da situação, porque não tem como você pedir: ai, não responde, não faça nada, apenas ignore. E, meu, a pessoa aí ouvindo tudo, né?
E aí me pinta a dúvida de que assim, quando ela começa a contar a história de que ela fala que eles sempre se provocam, nenhum dos dois deixa a situação passar, será que às vezes não só ele se defendendo? Me pareceu, não sei se também só porque ela trouxe esse exemplo que me dá essa impressão, mas a impressão que me passa é que assim, cara, ele só tá se defendendo também. Amém. Não tem como ficar ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo e ficar de cabeça abaixada falando amém porque a pessoa tá te falando, sabe?
Aí obriga o marido a ir. Ah, eu não quero que você não vá. E também não se posiciona. Eu nesse lugar, eu acho que dá opinião. Eu falaria com, no caso, a mãe dela. Ó, mãe, para de ser chata, insuportável, tá um clima bosta, tá um clima chato. Eu adoro vir aqui com meu marido. Eu gosto de participar, então você tem que se controlar. E aí, se o mesmo serve para o marido dela também, né, não sei se ele também faz comentário sem noção, também falar para ele.
Mas aí você não se posicionar, você não deixar ele também se posicionar, e você ficar brava quando ele se posiciona, aí para mim tá errado, galera. Para mim está errado. Vocês concordam? Eu sempre vou, talvez, vem, Pipi. Eu sempre vou ter talvez essa opinião de que quando o problema é causado por alguém da sua família, você dessa família tem que se impor e tem que, né, falar, ó, vamos dar uma pausa aí, vamos saber se comportar em sociedade.
Esses são os meus humildíssimos para a história de hoje. E o de vocês, gente? Me conta aí nos comentários. Das 3 histórias de hoje, vocês concordam com alguma delas de que, ai, não defendi a pessoa? Vocês discordam? Vocês acham que a gente sempre tem que defender o nosso parceiro, a nossa parceira? Ou vocês acham que depende da situação? Eu acho que depende da situação. Eu acho que tudo depende da situação, mas nesse daqui, nesse último aqui, eu acho que falta É um posicionamento da UPI.
E tenho dito, hein, e tenho dito. Mas conto com os comentários de vocês, gente. Essas foram as histórias de hoje. Eu espero muito que vocês tenham gostado. Eu vou pedir mais uma vez, por favor, para você seguir o podcast no Spotify. Inscreva-se no YouTube também se você ainda não é inscrito. Siga as redes sociais. Se você quer mandar sua história para ser lida e comentada aqui, é só mandar para o email que tá na descrição também.
E é isso, galera, é isso. Lembrando também, gente, que qualquer sugestão de história, de tema, de não sei o quê, é sempre bem-vinda. E por hoje é só. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!