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Só Pod 78 - O homem atrás de mim tava me cheirando

28 de maio de 202631min
0:00 / 31:16

Um homem insistindo demais. Outro observando de longe. Pessoas ultrapassando limites como se fosse normal. E em todas as histórias existe o mesmo sentimento: perceber tarde demais que aquele desconforto inicial fazia sentido.

✨Histórias sobre perseguição, medo e instinto.

🎙️Me conta o que você achou dessa história aqui nos comentários.

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Participantes neste episódio1
I

Isa

HostTécnica do IDR Paraná
Assuntos5
  • O cara do ponto de ônibus com feticheFetiche por pessoas com nanismo · Invasão de espaço pessoal · Medo e insegurança em locais públicos
  • Resposta de segurança e movimento na hospitalStalking · Segurança no ambiente de trabalho · Confiança no instinto
  • RPG de VárzeaFetiche por mãos · Encontros estranhos em locais públicos · Instinto de sobrevivência
  • Cheirar cabelo na farmáciaComportamento estranho em público · Segurança em estabelecimentos comerciais
  • Conselhos para momentos de afliçãoConfiar no instinto · Pedir ajuda em situações de risco · Reagir a situações de perigo
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O cara atrás de mim tava cheirando meu cabelo. E aí, galera? Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje a gente vai mergulhar no universo de histórias que, meu...

Terror da vida real que infelizmente acontecem. E é importante dizer que as histórias que eu vou ler aqui, elas têm tópicos de assédio, stalking e situações sociais desconfortáveis. Então, se esses são tópicos sensíveis para você, ouça com cautela ou considere não ouvir esse episódio. Vamos começar da primeira. O título da primeira história é O cara atrás de mim estava cheirando o meu cabelo.

Isso aconteceu talvez há uns 10 anos atrás, quando eu tinha uns 30 e poucos anos. Eu estava na fila da farmácia pegando os meus remédios. Eu moro numa cidade pequena e eu já era cliente frequente de lá, então o pessoal que trabalhava lá me conhecia de vista. Enquanto eu estava na fila, tinha algumas pessoas na minha frente e algumas pessoas atrás de mim. Só que eu comecei a sentir alguém mexendo de leve no meu cabelo, bem na parte de trás da cabeça.

E toda vez que eu olhava para trás, o cara que estava atrás de mim estava meio longe olhando para o chão, como se não tivesse feito nada. Isso aconteceu várias vezes até eu ser atendida. Quando eu cheguei para pedir os meus remédios, a farmacêutica falou que queria confirmar a medicação comigo numa salinha que eles tinham de consulta do lado. Eu achei bem estranho, porque ela já conhecia os remédios que eu tomava e eu provavelmente vou tomar eles para o resto da vida.

Não tinha nada de novo. Eu fui até a sala, fechei a porta e ela entrou pelo outro lado, pela porta que dava acesso à farmácia. E foi aí que ela me contou que o homem atrás de mim estava chegando perto de mim, enfiando meu cabelo no nariz, cheirando e se afastando de novo e olhando para o chão. Aquilo mexeu muito comigo, porque isso é um comportamento muito estranho, ainda mais numa cidade pequena.

O pessoal da farmácia insistiu para eu ficar ali esperando até o cara se distrair com outro funcionário. E depois um segurança me acompanhou até o meu carro e ficou me observando embora. Para garantir que eu fosse embora antes do cheirador de cabelo sair da farmácia e descobrir qual que era o meu carro e para onde eu estava indo. Até hoje eu continuo indo nessa farmácia e algumas das mesmas pessoas ainda trabalham lá.

Eu sempre vou ser muito grata deles terem tomado a iniciativa para garantir a minha segurança naquele dia. Antes de eu ir para os comentários, eu vou dizer que se isso acontece comigo, eu lavo meu cabelo na candida. Porque assim, gente, cheirar cabelo dos outros sem a permissão de uma pessoa que você não conhece é muito bizarro, muito surreal. Mas você enfiar o cabelo no nariz...

Vocês entendem a aflição? Eu ia, juro por Deus, eu ia lavar meu cabelo na candida. E aí, vamos aos comentários dessa história. O primeiro comentário mais votado foi Eu espero muito que qualquer pessoa reagisse da mesma forma naquela situação. Porque se aproximar escondido pra cheirar o cabelo de alguém não é um comportamento normal e hipótese nenhuma. Mas a gente nunca sabe, né? Tem gente que vê situação estranha acontecendo bem na frente delas e simplesmente não faz nada.

Eu acho que aqui a pessoa está se referindo ao pessoal da farmácia. E eu acho, gente, que a gente tem que estar sempre ligado. Se a gente trabalha em um comércio, em um lugar onde tem muito movimento, realmente se posicionar mesmo, alertar a pessoa, pedir para ela esperar. Eu acho que eu faria isso, por exemplo. Mas eu entendo também que às vezes tem situações tão bizarras que a gente fica meio travado.

Aí um outro comentário responde esse comentário dizendo Tá, mas será que uma única cheirada não seria aceitável? Tipo, e se a pessoa tivesse um cheiro muito estranho no cabelo e você só quisesse confirmar se era aquilo mesmo? Aí uma pessoa responde esse comentário Sai do fake, cheirador de cabelo.

E a última pessoa comenta. Ainda assim, é muito estranho. Continua sendo uma invasão do espaço pessoal da pessoa. Concordo. Não é pra ficar tirando o cabelo de ninguém. E talvez, assim, as próximas histórias eu separei... Quando eu separei o roteiro pra hoje... Gente, tem muita história bizarra.

Tem muita história surreal. Então, eu já meio que deixei um segundo roteiro preparado. Porque como são histórias curtinhas, não tem muito de atualização, enfim. Talvez fique também um episódio mais curtinho. E eu também não quis trazer 11 histórias para um episódio só.

Então, se vocês curtirem aí o final desse episódio, vocês me falam, porque tem histórias muito, muito bizarras. E talvez eu não tenha muito o que comentar, porque como são situações muito loucas, né? Talvez fica só aí no negócio de tomar cuidado, né? Se você perceber alguma coisa, você procurar ajuda também, enfim. E vamos para a segunda história do dia. O título da segunda história é O Tarado por Mãos.

Essa história aconteceu alguns anos atrás, quando eu tinha 19 anos. É uma mulher escrevendo. Eu morava no subúrbio e eu precisava andar até a avenida principal para pegar o ônibus para chegar até a minha escola. Era uma área mais comercial, cheia de loja, oficina e posto de gasolina.

Numa manhã por volta das 9 horas da manhã, eu estava quase chegando no ponto quando um cara apareceu do nada e começou a falar comigo. Eu estava ouvindo música, então eu achei que ele só queria pedir uma informação. Eu tirei os fones e pedi para ele repetir. Foi aí que ele falou que ele era representante de sabonetes e perguntou se podia olhar as minhas mãos.

Esse cara definitivamente não tinha a cara de alguém que trabalhava com isso. Meu instinto já estava dizendo que tinha alguma coisa errada ali. Ele era um homem de meia idade, acima do peso, com cabelo loiro sujo e uma camiseta azul cheia de mancha. Eu fiquei parada, sem entender muito bem aquela pergunta, e ele simplesmente pediu de novo para ver as minhas mãos.

Aí eu mostrei elas devagar e ele segurou as minhas mãos e começou a examinar. Foi nesse momento que eu olhei para as mãos dele. Tinham várias bolhas, vários cortes e machucado. Dezenas. Alguns até com líquido amarelo mais seco.

E até hoje eu nunca vi nada parecido. Na hora eu puxei as minhas mãos de volta. E ele falou que as minhas mãos estavam secas e que eu precisava usar um sabonete melhor. Depois ele perguntou se eu queria ir até o carro dele para olhar os sabonetes que ele estava vendendo para eu poder comprar algum. Eu recusei. Eu falei que eu estava com pressa e eu fui embora o mais rápido possível.

Durante o caminho da escola inteiro, eu fui olhando para as minhas mãos, torcendo para eu não ter pego nenhuma doença desse cara. Eu lavei as minhas mãos pelo menos umas três vezes quando eu cheguei. Depois eu contei para os meus amigos o que tinha acontecido e a gente acabou até rindo da situação. Porque parece que eu sempre atraía gente estranha e história bizarra. Só que dois anos depois, isso aconteceu de novo.

Eu tinha passado a noite na casa de um amigo em outro lugar. A gente bebeu a noite toda e eu estava acabada de ressaca. Como ele dava aula de tênis para a criança cedo de manhã, ele me deixou num ponto de ônibus em frente a um ponto comercial. Era sábado, sete da manhã, e não tinha ninguém na rua. Eu sentei no ponto e fiquei esperando o ônibus.

Até que, do nada, alguém aparece atrás de mim perguntando se eu queria comprar sabonete. Na mesma hora, eu reconheci o cara de dois anos atrás. Eu levantei rápido e eu falei que eu reconhecia ele. E na hora ele ficou claramente desconfortável. Ele tentou dizer que, imagina, era impossível. Que provavelmente eu estava confundindo ele com algum outro colega dele.

Mas eu falei que não, que eu não estava confundindo ele. Que eu tinha encontrado ele dois anos antes e eu até falei exatamente onde tinha sido. Ele ficou me encarando sem reação por alguns segundos. Virou, correu até o carro velho e enferrujado dele e foi embora acelerando. Meu coração estava tão disparado e eu não conseguia acreditar que aquilo tinha acontecido de novo comigo.

Depois o ônibus chegou e eu fui para minha casa. Até hoje eu me arrependo de não ter corrido atrás para anotar a placa do carro dele. Porque eu não faço ideia do que teria acontecido se eu tivesse aceitado ir no carro dele pela primeira vez. Talvez ele só tivesse um fetiche estranho por mãos. Mas ele parecia muito suspeito. E aquelas feridas nas mãos dele ainda me assombram até hoje. Eu espero nunca mais encontrar esse homem de novo.

Gente, só tem um comentário dessa história que diz, ele cita uma parte da história. E aquelas bolhas nas mãos dele me assombram até hoje. Dá pra imaginar de onde elas vieram, kkkkk. Ainda bem que você lavou as mãos depois daquele encontro, se cuida. Vieram de onde? Eu realmente não sei, tô sendo ingenuasíssima. Bolha de onde que faz na mão? Ai, gente, eu acho que eu sei sim.

E agora eu vou falar uma coisa, que é o seguinte. A gente, às vezes, tem a mania de querer ser, enfim, simpático, simpática com as pessoas e não querer destratar. Eu super entendo, eu sou muito assim.

Mas é melhor, gente, sabe? Não dá abertura para uma pessoa que chega para pedir para ver a sua mão. A gente nunca sabe quais são as intenções das pessoas. E uma coisa que eu acho muito importante, que eu sempre falo aqui, e vou repetir nessa história, que ela fala que ela já sentiu um negócio estranho, que já bateu nela de um jeito diferente. A gente tem que confiar no nosso instinto.

Pode ser, sei lá, a pessoa nas melhores das intenções, pode ser uma pessoa que parece ser super simpática, mas, assim, sentiu alguma coisa estranha? Meu, fecha a cara, sai fora, finge que você não está ouvindo. Eu vou contar uma história que aconteceu comigo. Há muitos anos atrás, muitos, eu era nova, eu sempre fiz Muay Thai, e aí eu estava voltando do Muay Thai à noite, a pé, do lugar para a minha casa.

E mulheres sabem que a gente sempre tá ligada quando tá andando na rua. Infelizmente, isso é algo corriqueiro que a gente tem que se acostumar. E eu tava andando de fone com moletom. Eu tava, tipo, com moletom na cabeça, assim, meio que escondida. Andando, indo pra minha casa. Quando eu vejo um senhor andando com um cachorro. E eu sou apaixonada por cachorro, né? O cachorrinho super velhinho, andando assim no ritmozinho dele, querido. Eu já olhei pro cachorrinho e já falei, ai, que coisa mais fofa.

E aí esse senhor começa a falar comigo antes de eu chegar perto dele. E aí eu, né? Toda, ah, não, vamos ajudar o próximo. Tirei o fone e falei, desculpa, o senhor falou comigo? Jurando que ele ia me pedir uma informação e eu ia ajudar de alguma forma, né? Não sei. Até que ele vira pra mim e fala, o que uma gostosinha como você tá fazendo andando assim à noite, sozinha?

Gente, eu fiquei tão em choque, mas tão em choque que, juro, eu acho que eu dei uma risadinha, sabe assim? Porque eu não esperava isso daquela pessoa. Aí eu dei uma risadinha e aí ele começou a me contar umas piadas, tipo, total de cunho sexual, sabe? Aí eu... Demorou muito tempo pra eu entender o que ele tava me falando. Porque você não espera que uma pessoa vai te parar na rua e falar isso. Na verdade, a gente espera, mas quando acontece, é meio bizarro. E aí eu olhei, fiquei muito em choque, coloquei o fone e saí correndo.

Cheguei em casa, assim, meio afobada, eu acho que até deu uma chorada, assim, pra minha mãe.

E aí, desde esse dia, eu sou muito mais cuidadosa, porque a gente pode não esperar, mas, gente, as pessoas são... Infelizmente, algumas pessoas são assim mesmo. Então, quando vem me pedir, sabe, ajuda, eu já fico meio com o pé atrás. Infelizmente, são coisas que a gente tem que ter cuidado, sim. Principalmente se a gente é mulher. E tem que ficar ligado. E essa foi a minha história, gente. Eu tenho certeza que tem muita gente com histórias parecidas.

E vamos para a terceira história do dia, penúltima. Já aviso que a última é bem bizarra. Antes de eu continuar, eu vou pedir a sua ajuda seguindo o podcast no Spotify, dando as cinco estrelas também, se você puder me ajudar demais. Inscreva-se no canal no YouTube, deixa o hype no vídeo.

Já vai deixando aí seus humildes, me fala se vocês estão gostando dessa pegada desse episódio. E, gente, qualquer sugestão é muito bem-vinda. Deixem aí também sugestões do que vocês gostariam de ver aqui, que eu com certeza faço com o maior prazer. E também sigam as redes sociais que estão na descrição do episódio. Vamos lá. Título da terceira história é Tem gente que consegue ser completamente creepy. Olá!

Eu sou um cara de 24 anos e eu trabalho como farmacêutico em um hospital. Normalmente eu faço plantões à noite. O hospital fica a poucos quarteirões da minha casa, então eu costumava ir sempre a pé. Alguns meses atrás, enquanto eu estava indo trabalhar por volta da meia-noite...

Um carro parou na minha frente e abaixou o vidro. O cara dentro estava usando uma roupa cirúrgica. Então, a primeira coisa que eu imaginei era que ele fosse enfermeiro. Ele tinha cabelo escuro, era gordinho e parecia ter mais ou menos a minha idade. Ele falou...

Ei, pra onde você tá indo? Deixa eu te levar pro trabalho. Eu recusei educadamente. O cara parecia inofensivo e eu pensei que não tinha problema ser só educado. Ele parecia uma pessoa normal, mas tinha alguma coisa no olhar dele que me deixava desconfortável. Só que ele não foi embora. Ele continuou insistindo pra me levar pro trabalho.

Foi aí que eu perdi a paciência e eu falei que eu estava esperando o meu namorado. O que era mentira, porque o meu namorado mora em outro país. Parecia que ele acreditou e ele foi embora. Alguns dias depois, eu recebi uma solicitação de mensagem pelo Instagram. Quando eu entrei no perfil da pessoa...

Eu percebi que era o mesmo cara estranho que tinha me oferecido carona. Até hoje eu não faço ideia de como ele descobriu meu nome. Eu ignorei a mensagem e continuei vivendo a minha vida normalmente, porque a minha rotina já era bem corrida. Dois dias depois, ele me mandou uma mensagem dizendo Você estava sorrindo mais cedo. Você fica muito fofo sorrindo.

Na hora que eu li aquilo, foi como se alguém tivesse me jogado um balde de água fria. Porque isso significava que ele estava no hospital me observando. E eu nem queria saber há quanto tempo ele estava me observando. Eu mandei ele ficar longe de mim e mandei ele para a PQP. Depois de mais alguns dias, eu já tinha quase esquecido desse cara.

até ver ele parado no corredor olhando para mim enquanto eu saía de uma sala durante as rondas no trabalho. Ele tentou chegar perto de mim, mas eu atravessei direto para o outro corredor e voltei correndo para a farmácia.

Foi aí que eu comecei a ficar realmente assustado e eu contei tudo para o meu namorado. Ele me aconselhou a ir trabalhar de carro em vez de eu continuar indo a pé. E foi exatamente o que eu fiz depois daquela noite. Eu também bloqueei o cara para evitar qualquer outra mensagem dele. Eu não vejo ele faz meses e eu quero continuar assim.

Então, pro cara estranho que insistia em me dar carona e começou a me seguir no hospital, eu espero que a gente nunca mais se encontre. Gente.

abaixou o vidro, quer dar carona? Ah, posso te levar pro trabalho? De verdade, já liga pra alguém, acho que eu faria isso, liga pra alguém, talvez por vídeo, pra ver que a pessoa, tipo assim, tá sendo filmada, ou não, liga e fala, ó, fica comigo aqui no telefone, qualquer coisa chama a polícia, eu tô em tal lugar, essa pessoa me ofereceu carona.

E assim, gente, por mais que a gente ache que a pessoa está sendo gentil e que a pessoa tem intenções boas, é melhor não arriscar. É melhor a gente ser percebido e percebida como grossa, como rude, do que, sei lá, correr algum risco. E vamos para o comentário mais votado que o Pi responde. O comentário mais votado diz, Eu não estou tentando ser dramática e eu não quero que você viva com medo. Mas isso é stalking. O comportamento dele não é normal.

O cara sabe que se recusou as investidas dele e mesmo assim continua aparecendo para te observar? O Pi, talvez ele realmente tenha seguido em frente e tenha esquecido você. Mas, por favor, não caia numa falsa sensação de segurança.

Ele pode muito bem estar te observando de longe, prestando atenção nos seus hábitos, onde você mora e quem você visita. Fica muito alerta, avisa a segurança, fala para alguém onde você está indo e tenta sempre carregar alguma forma de defesa pessoal.

Se algum dia você for pego de surpresa, faz um escândalo. Chama a atenção e tenta reagir do jeito que você conseguir. Não coopera se alguém tentar te levar para outro lugar. Eu espero de verdade que você nunca precise usar nenhuma dessas dicas. Mas em situações de legítima defesa, sua prioridade é sobreviver. Desculpa se eu pareço exagerada, mas como vítima de abuso sexual e sobrevivente de stalking,

Eu aprendi que a gente tá em alerta, nunca é demais. Eu recomendo aprender defesa pessoal, principalmente técnicas básicas pra escapar de alguém se alguém tiver te mobilizando. Eu torço pra que você viva a sua melhor vida, mas por favor, nunca tenha medo de reagir pra se proteger. Esses predadores contam justamente com o fato de pessoas normais travarem numa situação dessa, porque pessoas normais não querem machucar ninguém.

O problema é que às vezes quando você percebe que você precisa lutar, já pode ser tarde demais. Eu fui atacada e simplesmente congelei. Eu entrei em pânico e acabei cooperando. Ele era tão forte que eu parecia uma boneca de pano perto dele. Eu tinha medo de que ele me desconfigurasse. Mas eu sobrevivi. Eu tive sorte. Anos depois eu tive um stalker. Isso durou meses e muita coisa passou despercebida. Dessa vez eu reagi.

Eu sabia que provavelmente não tinha chance contra ele, mas naquele momento era eu ou ele. Eu não vou entrar em detalhes. Eu carrego muito arrependimento por não ter conseguido lutar contra a pessoa que me abusou. Eu acho que é por isso que eu sempre exagero nessas histórias. Porque se eu conseguir fazer pelo menos uma mulher não congelar pelo medo e reagir para se proteger, eu já vou dormir um pouco melhor à noite. Fique seguro, Pi.

Meu desejo é que respeitem o espaço de uma mulher que está aprendendo a ser mãe. Nestlé Materna está com você em todas as fases da maternidade. Com uma linha completa de suplementos que apoia você em cada momento e nas diferentes necessidades que surgem ao longo da jornada. Seja no planejamento, durante a gestação ou no puerpério, Materna tem o suplemento certo para acompanhar você. Nestlé Materna. Com você, do seu jeito.

Ai, gente, que difícil que eu ouvi esses relatos. Opi responde. Você se abrir sobre tudo isso e compartilhar sua experiência comigo significa muito. Eu sinto muito que você tenha passado por algo assim. Eu vou lembrar das suas dicas e eu espero de verdade nunca precisar colocar nenhuma delas em prática. Eu espero que você esteja bem. Se cuida. Ah, e aliás, eu sou um homem. KKKKK E aí

Gente, eu falo, nenhuma nóia é demais, sabe? Estar em alerta o tempo todo também não é demais. Infelizmente, a gente tem que ficar sempre em alerta. Eu já comentei em alguma história, se eu não me engano, foi de uma ouvinte no carnaval que a amiga dela deixou ela e foi embora. Quando a gente sai entre amigas, principalmente mulheres, né? Nunca deixar sozinha também, sabe? Sempre estar de olho, é...

Gente, é isso. Ficar o tempo inteiro em alerta é o que a gente precisa fazer. E agora, vamos para a última história do dia. Essa história aqui me deu um grande arrepio. E o título da história é O cara do ponto de ônibus com um fetiche. Aqui vai uma coisa que aconteceu comigo há uns três anos e que ficou marcada em mim até hoje. Principalmente quando eu preciso sair à noite.

Eu estava voltando para a casa da academia à noite. A academia ficava do lado da minha faculdade, mas o meu apartamento era literalmente do outro lado da cidade. Então, eu precisava pegar um dos últimos ônibus que passava à noite. Se eu perdia esse ônibus, eu tinha que andar muito até a minha casa. Eu cheguei no ponto, ele estava vazio, tirando um homem mais velho que parecia bem desarrumado e meio fora de si.

Na mesma hora, aquilo já acendeu um alerta na minha cabeça. Então, eu fiquei bem longe dele esperando o ônibus. O aplicativo do ônibus me mostrava que o próximo ainda ia demorar uns 15 minutos. Ótimo!

Então eu coloquei meus fones e eu comecei a ouvir um podcast para passar o tempo. Será que era o meu? Mas sem tirar o homem da minha visão periférica. Vale mencionar que eu tenho nanismo. Eu tenho cerca de 1,20m de altura e eu peso uns 36kg. E infelizmente eu já estou acostumado com a atenção indesejada.

Foi contra o meu bom senso sair tão tarde sozinho em um lugar que eu não conhecia muito bem. Eu devo ter me distraído por um momento porque do nada eu senti uma mão no meu ombro e o homem estava parado do meu lado, perto demais de mim. Eu olhei para ele e eu percebi que ele estava falando comigo. Então eu tirei os fones para escutar.

Você tá bem aí, amigo? Eu tava falando que eu nunca tinha visto alguém como você antes. Ele tava meio que balançando o corpo e sorrindo pra mim. Eu tô bem, obrigado. Qual ônibus você vai pegar? Eu não queria responder, mas só tinham dois ônibus naquela noite.

Então, eu falei que eu pegaria o outro. E ele pareceu decepcionado. Eu sempre quis conhecer alguém como você. Ele ficou parado me encarando pelo que me pareceu um minuto inteiro. Eu sentia os olhos dele em cima de mim o tempo todo.

E eu acho que naquele momento eu finalmente entendi o que mulheres querem dizer quando elas se sentem como um pedaço de carne. Depois de um tempo, ele me perguntou, Você transa? Eu já tinha ouvido perguntas inapropriadas antes, mas aquilo passou completamente dos limites. Eu devia ter falado que não era da conta dele, mas eu acabei respondendo sim de uma forma desconfortável.

Ele pareceu pensar sobre a minha resposta por um tempo e claramente entretido com a ideia, ele me perguntou E como que é lá embaixo? Eu sempre quis saber. E sinceramente, pelo tom da voz dele, ele parecia até animado fazendo aquela pergunta. Eu dei alguns passos para trás, para longe dele e dessa vez eu já estava mais preparado.

Não te interessa. Enquanto isso, eu estava pensando quanto tempo ia demorar se eu voltasse andando para casa. Ele ia pegar o mesmo ônibus que eu precisava pegar. E eu nem sabia para onde o outro ônibus ia. Então, eu comecei a pensar se valia a pena continuar sustentando aquela mentira.

E no fundo eu suspeitava que ele ia entrar no mesmo ônibus que eu de qualquer forma. Ele deu mais um passo na minha direção. E foi nesse momento que eu realmente fiquei assustado. Porque ele viu eu me afastando e ele simplesmente não se importou. Ele sabia o quanto eu estava desconfortável e ele simplesmente ignorou.

Então quer dizer que é grande? Ele deu uma risadinha. Eu aposto que é. Eu sempre quis transar com alguém como você. Aquilo foi o limite. Eu queria ter mandado ele calar a boca, mandar ele me deixar em paz ou qualquer coisa do tipo. Mas eu estava muito assustado. Eu só consegui falar. Tchau, eu preciso ir. Foi tudo que eu consegui falar antes de sair andando o mais rápido possível.

sem começar a correr. Não teria exigido esforço nenhum para ele me alcançar. Eu só ficava imaginando ele andando atrás de mim, mas eu não tive coragem de olhar para trás. Eu andei por alguns minutos antes de ter coragem de finalmente olhar para trás. Ele ainda estava no ponto. Mas ele tinha andado alguns metros para frente na beirada da calçada.

Eu só conseguia ver a silhueta dele contra a luz do ponto de ônibus, mas dava para perceber que ele ainda estava me observando. Eu virei uma rua só para sair do campo de visão dele. E eu andei uma hora inteira até a minha casa, imaginando ele me seguindo o tempo todo. Isso me assusta até hoje. Gente, eu não sei o que eu faria.

Porque assim, você tá sozinho. Eu acho que a melhor opção... E aí, gente, me contem aí se vocês têm ideias do que fazer. Qual a ideia mais segura do que fazer numa situação assim. Eu acho que eu sairia correndo.

ligaria pra alguém, né? Ou já ligaria pra polícia, sei lá, pra alguém e falar, ó, tem um cara aqui falando que acho que eu já ligaria e já falaria, ó, eu tô sozinha num ponto de ônibus na rua tal, já compartilha a localização e sai correndo. Acho que eu faria isso, gente. O que vocês fariam, Deus o livre, numa situação dessa?

Me contem aí nos comentários, já deixem os seus humildes. E eu vou para os comentários porque o Pi responde alguns comentários, vamos lá. O comentário mais votado diz Que cara estranho. Sinceramente, se acontecer alguma coisa parecida de novo, pega o celular e liga para a polícia na frente dele mesmo. Além disso te deixar mais seguro, isso talvez faça ele perceber que esse tipo de comportamento pode sim trazer consequência.

Segundo comentário É, sinceramente eu não sei Talvez sair correndo tenha sido a decisão certa naquele momento Acho que se o ônibus tivesse chegado A situação mudaria bastante Porque teria o motorista ali E você podia falar bem alto que aquele homem estava te assustando

Mas o problema é justamente pensar. E se ele nem pretendia esperar o ônibus para fazer alguma coisa com você? Porque agora, olhando de volta, talvez voltar andando tenha sido até mais perigoso. Principalmente porque, como você mesmo falou, se ele realmente quisesse te atacar, teria sido muito mais fácil simplesmente te seguir. O Pi responde. Talvez não tenha sido a melhor decisão.

Mas naquele momento eu não conseguia mais ficar perto dele. Parecia que a situação estava piorando muito rápido. E quando ele começou a se aproximar ainda mais de mim, meu instinto simplesmente assumiu o controle. Na hora eu só senti que eu precisava sair dali imediatamente.

O último comentário diz, sempre confie no seu instinto. Você tomou a decisão que parecia mais segura naquele momento. E eu sinto muito que isso tenha acontecido com você. Eu já passei por situações parecidas e eu sei o quanto isso é assustador. Porque muitas vezes a gente tenta continuar sendo educado.

E manter a calma pra não dar nenhum motivo pra pessoa reagir pior. Mas na maioria das vezes isso não muda muita coisa. Ainda bem que você conseguiu chegar em casa em segurança. Acabou, gente. Acabou.

essas foram as histórias de hoje o conselho que eu dou aqui no final e talvez, sei lá o ensinamento que a gente pode tirar daqui é sempre confie no seu instinto se tem alguma coisa errada liga pra alguém se você trabalha em algum lugar e vê que uma pessoa tá sendo aquada ou vê que uma pessoa tá passando por alguma situação procure alguém pra te ajudar

a tirar essa pessoa dessa situação e ficar sempre ligado, gente. É isso. O tempo inteiro ligado, o tempo inteiro prestando atenção, o tempo inteiro em alerta.

Se vocês já passaram por algo do tipo, eu sinto muito de verdade. Se você quiser compartilhar a sua história dessa ou de outras histórias também, é só escrever para o podcast, o e-mail está aí na descrição do episódio. E é isso, gente. Me contem aí o que vocês acharam do episódio de hoje. Eu já tenho meio que um roteiro preparado também.

Uma das histórias que eu tirei do roteiro de hoje, que eu achei que ia ficar, não sei, talvez muito pesado, o título era Eu tô procurando uma garotinha. Isso é uma frase dita por um cara muito estranho durante a história.

Se vocês quiserem, deixem aí nos comentários. Gente, lembrando de novo, qualquer sugestão é sempre muito bem-vinda. Se você tiver sugestão de tema, é só deixar aí também. Pedindo a sua ajuda de novo pra você seguir o podcast no Spotify. Inscreva-se no canal no YouTube, deixa o hype no vídeo.

Já deixem aí os seus humildes, sigam as redes sociais que estão na descrição do episódio. E por hoje é só. Eu espero muito que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo. Tchau, tchau!

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