Só Pod 77 - Meu amigo me trancou na varanda
Nas histórias de ouvintes de hoje, ela percebe tarde demais que uma amizade de 11 anos era marcada por competição e manipulação emocional. E outra ouvinte vê uma amiga tentar destruir seu relacionamento no pior momento possível.
✨Histórias sobre amizades tóxicas, insegurança e relações que machucam mais do que acolhem.
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- Amizade tóxica e manipuladoraCompetição e manipulação emocional · Controle e superioridade · Brincadeiras e comentários depreciativos · Abuso velado e gaslighting · Término da amizade
- Relato de amizade com limitesAcusações falsas de xixi no chão · Correções errôneas e humilhação no aprendizado de espanhol · Testes de limite vs. crueldade · Repensando a importância da amizade
- Traição em RelacionamentosInimizade e desaprovação do relacionamento · Invenção de história de traição · Confronto e confissão da mentira · Bloqueio e fim da amizade
- Relacionamentos AbusivosDiferença entre amizade e abuso · Importância da terapia e autoconhecimento · Não aceitar maus tratos · Gaslighting e manipulação
Eu sou a babaca por ter terminado uma amizade de 11 anos.
E aí, galera, bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje a gente vai começar com história de ouvinte, mas tenho mais de uma história de ouvinte também hoje no mesmo episódio. Como eram histórias no mesmo tema, então eu trouxe duas de ouvinte e depois mais algumas do Reddit pra gente comentar. A gente vai começar com a história da Tamara, lembrando que esse não é o nome dela. As informações foram todas alteradas.
E o título da história dela é Eu sou a babaca por ter terminado uma amizade de 11 anos.
Oi Isa, tudo bem? Segura que lá vem testão. Eu, mulher hétero, 40 anos. Ele, homem homossexual, 37 anos. Eu conheci o Caio quando eu tinha quase 30 anos através do trabalho. E desde o início parecia uma amizade intensa. Ligação todos os dias, chamada de vídeo, aquela sensação de proximidade. Eu estava recém separada, então eu vi a amizade como uma rede de apoio.
Mas junto com isso, sempre existiu uma coisa que eu só fui entender muito tempo depois. Competição. A gente sempre trabalhou no mesmo ramo. Eu segui a minha carreira e ele seguiu a dele.
E parecia que existia uma disputa silenciosa. Tudo dele era melhor. Sempre. O trabalho dele era melhor. A empresa dele era melhor. A vida dele era melhor. E tudo que era meu nunca era o suficiente ou não prestava. Se eu falava alguma coisa, ele discordava. Mesmo quando claramente ele concordava.
Era automático. Como se ele precisasse me diminuir para se sentir melhor. Tinham também as brincadeiras. Comentários sobre o meu corpo, sobre os meus relacionamentos, sobre a minha rotina, sempre em tom de piada.
Mas não era leve, era recorrente, era direcionado e tinha um padrão muito claro. Ele me atacava mais quando ele não estava bem. Uma situação que nunca saiu da minha cabeça aconteceu em 2023. Eu fui visitar o Caio na cidade onde ele morava.
A ideia era ficar na casa dele e de lá a gente ia seguir viagem para uma cidade do interior, para um festival de inverno. Ou seja, eu estava na casa dele como convidada. Em um dos dias ele pediu um lanche e queria que eu descesse para buscar. Eu já estava de pijama e eu falei para ele buscar enquanto eu arrumava a mesa.
Ele desceu, buscou o lanche e quando ele voltou, ele fez algo que até hoje me dá um aperto só de lembrar. Ele fechou a porta de vidro da sacada onde eu estava e disse que eu só iria comer depois que ele comesse.
Eu fiquei sentada ali, esperando incrédula. Aquilo não era sobre comida, era sobre controle. Era sobre ele se sentir superior por eu estar na casa dele. Como se por eu estar ali, eu tivesse que fazer o que ele queria. Quando ele terminou de comer, ele abriu a porta e falou, agora você pode comer, com um leve sorrisinho.
E naquele momento eu reagi. Eu falei pra ele pegar o hambúrguer e enfiar onde ele quisesse. Mas mesmo assim a amizade continuou. E sempre com o mesmo padrão. Eu me posicionava, ele sumia. Ficava dias sem falar comigo. Me deixava no gelo como se fosse uma punição. Até que veio uma viagem recente no final de 2025.
Eu ganhei algumas passagens em uma ação e eu podia levar qualquer pessoa. Eu escolhi levar ele. Não porque ele precisava, ele tem condição, mas porque eu quis presentear. Eu levei ele e mais uma amiga para a casa do meu pai numa cidade de praia. E foi uma das piores viagens da minha vida. Em um dos dias, a gente estava numa barraca de praia.
Música, todo mundo bebendo, clima leve. A cantora começou a interagir com o público, perguntando de onde as pessoas eram. E eu falei de onde eu era. Ele virou para mim e disse, quem se importa? Sai daí, ninguém liga para isso, ninguém se importa de onde você veio.
Aquilo me travou. Mesmo assim, eu tentei não estragar o clima. De costas para ele, eu joguei um pouco de areia de leve como brincadeira. E foi aí que tudo explodiu. Ele começou a gritar e a fazer um escândalo no meio de todo mundo.
Eu ainda tentei amenizar. Eu falei, ah, é só limpar. E aí vieram os xingamentos. Mandou eu me fuder, me mandou calar a boca e me desrespeitou de um jeito muito pesado. E no meio disso tudo, ele gritava e batia no peito.
Eu sou feliz. Eu sou feliz. Ali tinha muita coisa errada, mas o estopim ainda não tinha acontecido. O que realmente encerrou tudo veio depois. Eu não tenho filho. Eu já passei por câncer de ovário, endometriose e eu nunca consegui ter. E o meu sobrinho é tudo pra mim.
Na mesma semana em que eu estava começando um novo trabalho numa posição e num cargo maior, algo que eu fui convidada a assumir e que me deixou muito feliz, meu sobrinho passou por uma cirurgia. Eu estava longe viajando a trabalho com a cabeça a mil e extremamente nervosa. E o Caio me mandou uma mensagem perguntando como meu sobrinho estava.
Eu respondi, ele tá bem, já saiu da cirurgia e tá se recuperando. Só que na mesma conversa, ele mudou completamente o assunto e começou a falar de uma outra pessoa. Um conhecido nosso antigo de trabalho que trabalha nessa empresa onde eu tô. Que tem exatamente o mesmo nome do meu sobrinho. Só que ele não deixou isso claro.
E aí ele fez uma brincadeira de cunho sexual usando o mesmo nome. Algo do tipo, insinuando uma situação íntima usando aquele nome, que é o nome do meu sobrinho. Eu, naquele contexto, naquele momento, com a cabeça totalmente voltada para o meu sobrinho, eu entendi que ele estava falando do meu sobrinho de três anos. Na hora, eu fiquei em choque.
Eu respondi, nossa, para de ser doente, porque para mim não fazia sentido nenhum aquilo. E aí ele virou e falou, mas de quem você acha que eu estou falando? Você acha que eu estou falando de qual, Miguel? Depois o louco sou eu? Aquilo me atravessou, porque não era só sobre aquela frase.
Era sobre anos de abuso velado, de preconceito, de me diminuir, de me invalidar e, no fim, sempre inverter tudo para parecer que a errada era eu. Naquele momento, eu entendi que aquilo era só gota d'água. E eu cansei, de verdade.
Eu mandei um áudio para ele e falei, chega, eu cansei. Eu cansei de você errar e me colocar como a louca. Chega dessa necessidade de se sentir superior, de me diminuir, de fazer parecer que tudo que eu faço não presta. Segue a sua vida que eu vou seguir a minha. Fica com Deus.
E ali eu encerrei. Apaguei o número, tirei o acesso à minha vida e cerca de um mês depois ele me mandou uma mensagem com um único ponto, só para ver se ele ainda tinha acesso a mim. Para mim aquilo foi simbólico.
Hoje, aos 40 anos, eu tenho isso muito claro. Isso não era amizade. Eu demorei 11 anos para entender que não era amizade. Era uma relação abusiva com um narcisista e gaslighting. Então, eu queria saber de vocês.
Eu sou a babaca por ter terminado uma amizade de 11 anos. Ela continua. Isa, eu escuto muito seu podcast. Sou uma ouvinte assídua mesmo. Adoro a forma como você conduz as histórias e como dá voz para quem muitas vezes só precisa ser ouvido. Eu tenho hoje a minha opinião muito clara sobre tudo isso e sobre a decisão que eu tomei. Mas eu confesso que eu queria muito ter a oportunidade de ouvir a visão de outras pessoas também. Obrigada pelo seu trabalho, de verdade.
Tamara, eu quem agradeço a sua confiança em mandar a sua história para o podcast e antes de eu ir para os meus humildes e pedir os humildes de vocês também eu vou para as perguntas que eu fiz para ela, vamos lá primeira pergunta que eu faço é você já chegou a conversar com ele sobre como você se sentia na época que vocês ainda eram amigos? como que ele reagia?
Sim, algumas vezes, mas sempre que eu me posicionava, ele invertia a situação. Ou ele dizia que eu estava exagerando, ou ele simplesmente sumia por dias. Era como se eu fosse punida por me posicionar. Outras pessoas percebiam ou comentavam esse comportamento dele? Sim.
principalmente duas grandes amigas minhas que já tinham me alertado algumas vezes. Inclusive, uma delas bastou escutar uma única vez eu conversando com ele que ela já viu o quanto ele era abusivo. Mas elas sempre me disseram que eu mesma precisava enxergar isso. E hoje eu entendo exatamente o que elas queriam dizer.
Terceira pergunta. A outra amiga que estava junto reagiu de alguma forma? Naquela situação da praia que eles estavam, ele começou a xingar ela, enfim. Ela responde que não. Ela ficou em silêncio na hora. É uma amiga minha de muito tempo, quase 30 anos. Quando a situação aconteceu, eu levantei e fui embora chorando, porque eu não conseguia ficar ali. E ela foi correndo atrás de mim. Eu só sabia chorar naquele momento.
Depois ela me disse que não reagiu porque a gente tinha bebido muito e ela não era nada dele. Ela conheceu ele naquela viagem. Aí ela coloca entre parênteses, eu enfrentaria tudo pelos meus amigos. Essa atitude dela me fez acender um alerta. Mas isso fica para outro episódio porque também muita coisa aconteceu. Outra pergunta.
Você já tinha pensado em se afastar antes desse episódio final? Sim, várias vezes. Mas eu sempre acabava relevando, achando que era o jeito dele ou que eu estava exagerando. Hoje eu vejo que eu já sentia que não era saudável. Eu só não tinha o limite firme ainda.
O que você acha que fez você permanecer nessa amizade por tantos anos? Hoje eu consigo enxergar com muita clareza. Naquela época, eu estava vivendo um relacionamento conjugal totalmente abusivo, que inclusive terminou em medida pela Lei Maria da Penha. Então, de certa forma, ele era o meu porto seguro. Mas olhando hoje, eu entendo que foi só uma transferência de abuso em outro formato.
Quando eu lembro de algumas situações, eu tenho certeza que ele sentia um certo prazer em me ver daquele jeito. Olhando hoje, você acha que existiam sinais desde o começo? Sim, hoje eu vejo que sempre existiram. As brincadeiras, a necessidade de competir, a forma de me invalidar. Só que no começo vinha mais disfarçado. Aí ela acrescenta informações que ela queria. Eu queria só acrescentar um ponto que hoje faz muito sentido para mim.
Depois de muita terapia, eu comecei a entender melhor a minha própria história. Eu entendi situações difíceis que eu vivi desde a infância e como isso acabou influenciando diretamente a forma como eu me relacionei ao longo da vida. Eu percebi que por muito tempo eu me colocava em posições onde eu precisava me adaptar, me diminuir ou me mudar para ser aceita.
Isso se repetiu em diferentes relações, inclusive nessa amizade. Eu sempre fui uma pessoa muito independente. Eu fui atrás da minha estabilidade financeira, da minha carreira, e hoje eu tenho muito orgulho do que eu construí. Mas emocionalmente, eu ainda carregava padrões que me colocavam em relações desequilibradas.
E hoje eu entendo que, de certa forma, eu aceitava esse tipo de tratamento porque já era algo que inconscientemente eu reconhecia. Mas isso mudou. Eu continuo sendo uma pessoa que gosta de ajudar, que não suporta a injustiça e que ama fazer o bem. Mas eu aprendi algo essencial.
a dizer não, a me respeitar e a não aceitar mais nenhum tipo de abuso ou desrespeito. Hoje eu sou a minha prioridade. E reforçando, hoje eu estou em paz com a decisão que eu tomei, mas eu queria muito ouvir outras perspectivas também. Acho que ajuda a fechar ciclos de forma ainda mais consciente. Obrigada de novo pelo espaço e pelo cuidado. Um beijo!
Gente, sempre vou dizer que a gente nunca é babaca por terminar nenhum tipo de relação. A gente nunca é obrigado a estar em qualquer relação que seja, que não faça mais sentido pra gente. Então, meus humildes, voltando e respondendo, Tamara, a sua pergunta, se você é babaca por ter terminado uma amizade de 11 anos, não de forma alguma.
Pra mim, me parece que essa amizade, que essa relação, era muito uma disputa silenciosa, sabe? Tipo, sempre querendo competir com você, sempre mostrando que a vida dele era melhor e que as coisas dele são melhores que a sua.
Que tipo de amizade requer esse tipo de competição? Uma amizade que não é saudável. Então, assim, eu sinto muito que você tenha passado por isso. Não acho que você foi babaca nem um pouco. Não te culpo por você também. Gente, às vezes demora pra gente perceber o lugar que a gente tá, sabe? Ainda mais quando é uma amizade, eu acho que a gente tende a olhar...
é amizade de uma forma leve, né? Não sei se vocês têm a mesma impressão que eu, mas, por exemplo, quando eu ouço relacionamento abusivo, a primeira coisa que me vem é um relacionamento amoroso. Mas a gente vê que não, existem vários tipos de relacionamento abusivo com amizade, enfim, relações familiares. Então, o relacionamento abusivo não se limita a um relacionamento amoroso.
Mas eu acho que a gente não espera que uma amizade seja assim. Então, talvez a gente vá meio mascarado um pouco pra conseguir enxergar tudo o que é. As relações como elas são verdadeiramente.
E aí eu fiquei imaginando, meu, a situação dele te colocar pra fora na varanda. Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única. E que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos pra acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade pra mulheres que estão planejando a gestação.
até linhas exclusivas com vitaminas e minerais pra cuidados na gestação e no perpédio. Nestlé materna com você, do seu jeito. Puta merda. E assim, eu posso muito bem falar que eu fora dessa relação e dessa situação, falar, nossa, se fosse eu, eu quebraria tudo.
Eu acho que assim, quando a gente passa pelo negócio, vem uma sensação tão de choque, meu Deus, eu estou passando por isso, que nem sempre a gente consegue se posicionar da forma que a gente gostaria.
Então, assim, eu não acho nem um pouco que você foi babaca. Eu acho muito importante o papel da terapia. Pela sua escrita, eu percebo que você vem percebendo os padrões. Enfim, isso é muito importante. É até importante para você se fortalecer e perceber, talvez, sinais futuros em próximas relações. E, gente, não fiquem em relacionamentos merdas.
A gente merece algo muito mais da hora do que isso, sabe? E aí, outro ponto que eu acho importante dizer é sobre o jeito da pessoa, né? Tipo, não, é o jeito dele, é assim. Eu entendo que tem jeitos e jeitos e que é natural da gente ser de uma forma ou de outra, mas isso não dá pra se livre pra você ficar cagando na cabeça dos outros, sabe? Tratando os outros mal.
e humilhando e desrespeitando, ninguém é obrigado. Todos somos adultos, assim, digo, da minha idade, do meu convívio, da galera com 35 para mais, enfim. É todo mundo adulto, todo mundo teve experiências ruins no passado, está todo mundo enfrentando as próprias experiências ruins no presente.
Isso não quer dizer que a gente vai sair por aí um maltratando o outro. Todo mundo tem as suas questões, gente. Não é possível. Então, a gente vai baixar a cabeça para tudo só porque a pessoa, sabe? Sei lá, ou porque é o jeito da pessoa, ou porque a pessoa está passando por algo difícil. Eu acho que não. Vamos todos aí buscar melhorar para a gente não levar para os outros a nossa dor também. E não fazerem os outros sofrerem.
Esses são os meus humildes, gente. Mas a Tamara queria saber de vocês também. Então, deixem aí os seus humildes pra Tamara. Ela gostaria de saber o que vocês pensam também sobre a história dela. Eu não acho nem um pouco babaca. Eu acho que tem relações mesmo que a gente tem que cortar pela raiz. Porque não tem como a gente ficar se machucando.
Pra mim, gente, amizade é assim, é tudo de bom, sabe? Tem que ser algo muito... Que nos acrescente mesmo, sabe? Não que coloque a gente pra baixo. Constantemente, um errou, o outro demorou. Mas, sabe, constantemente...
Eu acho que não vale a pena. Mas deixem aí os seus humildes para a Tamara. Tamara, muito obrigada mais uma vez por ter mandado a sua história. E agora, a gente vai para a segunda história de ouvinte. É a história da Aline. Lembrando que, lógico, o nome dela não é esse. E o título do e-mail da Aline era o seguinte. Resposta ao episódio 61. Nem toda amizade é abrigo.
E se você ainda não viu o episódio 61, volta lá pra dar uma checada no que você perdeu. O foco do episódio 61 eram histórias de amizades que não eram amizades, que a pessoa queria sempre prejudicar a outra, sabe? Atrapalhar relacionamento, atrapalhar no trabalho, enfim.
E aí, a Aline mandou a história dela e ela começa dizendo Meu nome é Aline, tenho 29 anos e essa é uma história sobre amizade, inveja e aquele tipo de ferida que a gente só entende depois que cicatriza. Eu me mudei para os Estados Unidos aos 22 anos como au pair. Era tudo novo. O idioma, a cultura, a solidão e também as amizades que a gente constrói quando está longe de casa.
Foi nesse contexto que eu conheci a Miriam, 24 anos, que muito rápido virou minha melhor amiga. E foi através dela que eu conheci a Lídia, 27 anos. Desde o primeiro momento, algo não encaixava. Eu sentia que a Lídia não gostava de mim. Não por algo específico, mas por pequenas atitudes tipo comentários passivo-agressivos sobre o meu inglês.
Piadas na frente dos outros, aquele tipo de crítica disfarçada de brincadeira. Eu relevava. Eu não queria descer ao mesmo nível, não queria criar conflito. Eu só queria paz. A Miriam sempre tentava equilibrar as coisas. Chamava a atenção dela quando precisava, mas tinha algo ali que eu não consegui ignorar.
Um certo ciúmes. Como se a Lídia quisesse exclusividade na amizade. Como se ela não aceitasse dividir espaço. Então veio a pandemia. Sobreviver já era uma conquista. E comemorar qualquer coisa parecia um privilégio. Mas antes, tem um detalhe importante.
Em dezembro de 2019, no dia do meu aniversário, eu sofri um acidente de carro. Eu tinha chegado aos Estados Unidos poucos meses antes, em junho, e aquele seria o meu primeiro aniversário aqui. Mas eu não consegui comemorar por causa do acidente. Aquela data simplesmente passou em branco. Por isso, em dezembro de 2020, eu decidi fazer diferente.
Seria a minha primeira comemoração de verdade nos Estados Unidos, com amigos brasileiros e americanos e com meu namorado. A gente foi almoçar, eu, Miriam, Lídia e outras amigas. Depois eu encontrei o meu namorado e a gente foi para uma cervejaria com os amigos dele.
No começo, estava tudo bem, mas a Lídia começou a beber cedo demais e rápido demais. Por volta das três ou quatro da tarde, ela já estava visivelmente bêbada. Ela começou a passar dos limites, agarrando as pessoas, falando alto, chamando atenção, a Miriam, como sempre, tentando cuidar da situação.
Mais tarde, a gente foi pra casa de uma amiga americana. Eu não sabia, mas eles estavam preparando uma surpresa pra mim. Bolo, parabéns, todo mundo reunido. Meu namorado tinha organizado tudo. E foi ali, minutos antes de cantarem o parabéns, que a noite virou.
A Lídia me puxou de lado, bêbada, olhar pesado e falou pra mim, você não sabe, mas seu namorado te trai e é porque o seu inglês não é bom. Eu senti o chão sumir. Ela ainda disse que tinha ouvido isso da melhor amiga dele, uma tal de Bia.
Naquele momento, meu namorado me chamou para cantar parabéns e eu completamente abalada. Eu só consegui perguntar para ele na frente de todo mundo. Você está me traindo? O clima que era de celebração virou silêncio. A gente chamou a Bia e ela negou tudo. Ela disse que ela nunca falou aquilo, que nem tinha esse tipo de conversa com a Lídia.
Era mentira. Uma mentira cruel jogada no pior momento possível. A gente cantou parabéns, mas já não era a mesma coisa. Depois disso, eu simplesmente saí de lá. Eu saí andando sozinha, à noite, tentando processar tudo o que tinha acabado de acontecer. Meu namorado ficou, confrontou a Lídia e ele pediu para ela ir embora. Todos os meus amigos ficaram revoltados.
Quando eu cheguei em casa, meu namorado já estava lá. E aí a gente conversou. A Bia me ligou e reforçou que tudo era mentira. E no fundo, eu sabia. Eu sempre soube. Mas o estrago já estava feito. Aquele dia que era para ser especial foi destruído. Naquela noite, eu mandei uma mensagem longa para a Lídia. Eu disse tudo o que eu tinha aguardado por tanto tempo.
que ela era infeliz, que ela sempre me tratou mal, que ela sempre tentou diminuir e que finalmente ela tinha conseguido estragar algo que era importante para mim. Depois disso, eu bloqueei ela e eu nunca mais quis saber. Anos depois, em 2024, o destino colocou a gente na mesma sala de aula.
E aí eu chamei a Lídia para conversar. Não era para ser amiga, mas era para estabelecer respeito. Eu não queria que o passado interferisse no meu futuro. Uma semana depois, ela mudou de curso. E a gente nunca mais se viu. Hoje, olhando para trás, eu entendo muita coisa. Eu conversei com meu namorado, com os meus amigos, comigo mesma. Eu cresci.
Hoje eu sou casada com aquele mesmo homem. Ele nunca me traiu, nunca criticou o meu inglês e nunca me fez sentir menos. Nosso relacionamento é baseado em diálogo, respeito e liberdade. A gente conversa sobre tudo, sem segredo, sem ciúme doentio. A gente entende que amor não é posse, é escolha todos os dias. E talvez essa seja a maior lição dessa história.
Nem toda pessoa que entra na sua vida entra para ficar. Algumas vezes elas vêm te ensinar exatamente o que você não merece aceitar. E às vezes o pior dia da sua vida é justamente o que te empurra para a vida que você merece viver. Que fofa! E aí vamos lá, ela acrescenta algumas coisas.
Eu tentei me aproximar dela em outras ocasiões. Tá presente quando eu percebia que ela precisava de alguém por perto. Eu sei que a história de vida dela no Brasil não foi fácil. Mas a minha também não foi. E ainda assim, ela tinha o apoio da família dela. Enquanto eu me sinto jogada no mundo desde os 12 anos de idade.
Eu sempre achei a Lídia uma menina incrível, porque a gente estava inserida no mesmo contexto. Jovens imigrantes que vieram para cá em busca de algo a mais para ajudar nossas famílias. Ela sempre contava que vendia brigadeiro na porta da faculdade para juntar dinheiro para o intercâmbio. E eu respeitava muito esse momento e a dedicação dela.
Da minha parte, sempre houve a tentativa de me aproximar e também de entender quando existia um estranhamento inicial, até porque eu sou uma pessoa muito expansiva. Eu não sou dessas queridinhas que precisam de atenção, mas eu gosto de estar em paz com as pessoas ao meu redor e de fazer com que elas se sintam confortáveis perto de mim.
E aí vamos às perguntas que eu faço pra Aline. Gente, meu Deus do céu, cara. Tem que ser, tem que ter muito, tem que ser muito infeliz com você mesma pra se inventar um negócio desse. Mas vamos lá.
Primeira pergunta que eu faço para ela. Depois daquele dia, ela tentou te procurar ou pedir desculpa de alguma forma? Ela jamais tocou no assunto comigo. Algumas amigas em comum disseram para eu relevar porque era o jeito dela. Ela não tinha nenhum remorso sobre o que aconteceu e ela até se divertia com o que ela tinha feito. No final, todo mundo acabou bloqueando ela nas redes sociais e eu também bloqueei para cortar qualquer tipo de contato.
Você chegou a duvidar, mesmo que por um instante, do seu relacionamento? Ela responde, Isa, não. Pelo contexto que ela deu da Bia ter contado para ela, sendo que elas se conheceram naquele dia, e pelo fato de eu sempre ter sido muito amiga da Bia, aquela história não fazia sentido nenhum. Talvez se o contexto tivesse sido diferente...
Tipo, se ela tivesse falado que em algum momento o meu namorado procurou ela em outras situações, ou mandou mensagem pra ela em redes sociais, aí sim eu teria um motivo pra poder desconfiar e talvez tentar entender melhor.
Quando você encontrou ela anos depois, você sentiu que aquilo já tinha se resolvido dentro de você ou tinha alguma coisa mal resolvida? E da parte dela? Olha, Isa, para ser bem sincera, eu já passei por momentos muito difíceis na minha vida. Um deles foi quando a minha mãe adotiva faleceu e aos 12 anos eu tive que morar em uma casa onde eu era tratada como mão de obra.
e não como criança. Nesse caminho, eu encontrei muitas pessoas boas, mas eu também encontrei muitas pessoas ruins. E não é do meu feitio guarda-rancor de ninguém. Em 2024, quando elas se encontraram de novo na mesma sala, eu já estava super confortável na sala de aula. Eu conhecia o professor de um semestre anterior, e ele sempre foi muito querido comigo. Eu sou bem nerd, para ser sincera.
Então, eu ia super bem na matéria dele e o professor sempre conversava comigo. Eu também costumava ajudar outros alunos. E por isso, meu professor me pediu para ajudar ela algumas vezes. Mas eu percebi o desconforto dela. Até nas conversas em sala dava para perceber o nervosismo. Foi justamente por isso que eu fui falar com ela. E eu disse que a gente estava ali como duas colegas de classe. E que se ela precisasse de mim, eu estaria à disposição. Então, eu vou falar com ela.
Em um momento no começo do semestre, a gente teve uma aula por vídeo em vez de uma aula presencial e ela estava fumando um vape durante a chamada. Eu sei que o professor chamou a atenção dela e isso deixou ela ainda mais deslocada. Aí ela coloca entre parênteses, coragem. Gente, coragem fumar um vape na chamada com o professor. A última pergunta que eu faço para a Lini. Como que você interpreta hoje a atitude dela?
Você sente que tinha alguma relação tipo inveja, comparação ou até uma necessidade de te diminuir? Ela responde, eu não tenho um ego tão grande ao ponto de dizer que era inveja, mas eu sinto que existia uma necessidade genuína de me diminuir.
Inclusive, a nossa amiga em comum, a Miriam, antes desse problema acontecer, me chamava de lado para pedir desculpas pela atitude dela. Ela dizia que a Lidia era uma pessoa complicada e realmente rude. Eu não entendo do que ela teria ciúmes. Deu ter namorado por causa de homem? Eu nunca fiquei me gabando de nada na frente dela.
Eu também tinha acabado de chegar aqui nos Estados Unidos e a gente ganhava a mesma coisa. Na verdade, ela sempre morou com uma família milionária e até tinha o próprio apartamento por causa do intercâmbio. Enquanto eu estava numa situação muito menos favorável. Eu sentia muita maldade da parte dela ao falar esse tipo de coisa. Era como se o ego dela fosse alimentado ao me destratar.
A minha amiga Miriam ainda é amiga dela, só que em nenhum momento a gente se encontra em algum evento ou coisa do tipo. Talvez seja porque ela não queira, porque eu já disse para as meninas que eu não tenho o menor problema com ela. Eu só não vou interagir.
Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. Aline do Céu, você é uma pessoa muito bem resolvida, parabéns. Eu acho que eu não teria... Será? Não sei.
eu acho que eu não conseguiria lidar com tudo isso de uma forma tão madura como você lidou. Cara, eu sou um pouquinho vingativa assim, sabe? Se me machucou, ou eu vou querer excluir a pessoa da minha vida.
Mas, por exemplo, eu acho que eu não conseguiria tentar ajudar ela em sala de aula. Acho que ia ficar meio que elas por elas, sabe? Não sei, gente. Vocês negariam a ajuda? Eu me conhecendo, eu acho que... É que eu tenho dois lados. Eu tenho um lado muito bom de querer ajudar todos. Eu tenho um lado bem vingativazinha. Que é querer ver a pessoa aí batalhando sozinha. Acho que eu não ia querer ajudar.
Mas, gente, é muito louco como a história da Aline é muito parecida com histórias que a gente viu no episódio 61, que tem algo da pessoa, uma necessidade de diminuir sempre a outra pessoa, sabe? De diminuir o seu próprio amigo, inventar coisa para acabar com o relacionamento. Isso não entra na minha cabeça.
E aí ela escolheu o momento do seu parabéns pra inventar uma história, sabe? Pra realmente te prejudicar, prejudicar o seu relacionamento. Ainda fala, o seu namorado tá te traindo e é porque o seu inglês não é bom. Eu ia tirar um inglês que eu não tenho do âmago aqui e ia falar, só sei que ia meter um beat no final, com certeza. Listen here, your motherfucking bitch. Eu ia falar assim com ela.
Mas assim, gente, eu não consigo entender como alguém faz isso, sabe? É pura maldade. É maldade? Vocês enxergam isso como maldade? Vocês enxergam isso de outra forma? Eu não consigo ver outra, assim, por outra perspectiva, não ser maldade pura, assim, inventar isso no dia do aniversário, sabe, de uma pessoa que é considerada sua amiga.
Que não era amiga, né? Que hoje a gente vê assim. Que não era bem uma amiga. Porque já tentava te diminuir. Já tinha esse negócio meio de competição. Então, Aline, juro. Palmas pra você. Porque eu acho que você lidou com tudo isso de uma forma muito madura. Acho que eu não teria essa maturidade. Depois de, por exemplo, querer ajudar ela. E, gente. Cortem pessoas assim da vida de vocês. Espero que vocês não tenham. Mas se tiverem, aqui, ó.
cortezinho, não tem como, não tem como a gente ficar, sabe, alimentando a amizade, e eu sei que nunca é fácil cortar qualquer tipo de relacionamento, mas assim, não vale a pena. E aí, eu acho que essa história também, gente, traz um aprendizado pra gente ficar sempre ligada.
Porque quando a gente sente que tem algo ruim, assim, que algo não está certo, sabe? Às vezes é algo muito velado, às vezes é um comentário muito disfarçado, mas às vezes a gente sente, e quando a gente sente, é porque realmente tem algo ali.
Então, vamos ficar sempre ligado. Aline, muito obrigada por ter mandado a sua história aqui pro podcast. Aline me mandou foto dela e do marido dela. Felizes, maravilhosos, vivendo a vida. Eu fico muito feliz que esse comentário super maldoso dessa pessoa não tenha afetado a sua relação. E que vocês estão bem aí. Eu sei como é difícil. Eu morei um tempo fora, eu sei como é ruim. Não tá sozinho mesmo do outro lado do mundo. E meu...
algo que seja pra comemorar foi uma catástrofe aí por causa da Lídia. Lídia, melhore, querida. Vamos lá, vê terapia aí pra desenterrar o que isso esconde de você, sabe? Todo mundo consegue melhorar, então, gente, se vocês são amigos tóxicos também pros seus amigos, vamos procurar ajuda e vamos melhorar.
Tenho dito aqui. E aí, vamos lá, pessoal. Nessa pegada, eu separei mais duas histórias pra gente ler hoje. Nossa, acho que vai ficar um episódio compridão, hein? Do Reddit. E aí, antes de eu ir pras histórias do Reddit, eu vou pedir a sua ajuda. Seguindo o podcast aí no Spotify, dando as cinco estrelas. Gente, já deixa nos comentários. Já dêem os seus humildes, tanto pra Aline quanto pra Tamara, que foram as ouvintes do episódio de hoje.
Já conta aí se vocês tiveram algo parecido, se você também quer mandar a sua história pra ser lida e comentada aqui, é só mandar pro e-mail que tá na descrição do episódio. Aproveita e inscreva-se lá no YouTube também, se você tá me vendo pelo YouTube, deixa o hype no vídeo. Já deixa só curtido o seu comentário, tudo isso me ajuda muito, então eu sempre conto com a ajuda de vocês. E também se der pra ir lá rapidão nas redes sociais, também dá uma seguida, etc e tal, isso me ajuda.
Recados dados, bora para a próxima história. O título da próxima história é Minha amiga parece gostar de encontrar formas de me humilhar. Eu conheço a minha melhor amiga Mari, não é o nome real dela, 27 anos, mulher, há uns 7 ou 8 anos.
Eu estive do lado dela em momentos difíceis e ela também teve do meu. O resto desse post talvez faça ela parecer uma pessoa ruim, mas ela realmente não é. Ela é uma amiga muito gentil e carinhosa. Mas tem uma coisa que eu comecei a perceber que ela faz bastante ultimamente e eu simplesmente não entendo.
Parece que ela vive encontrando formas de me humilhar. Esses dias que eu estava na casa dela, ela saiu do banheiro, suspirou fundo e falou Isso é muito chato de falar, mas toda vez que você usa o meu banheiro, você faz xixi no chão. Desculpa, não queria falar nada, mas é que eu estou cansada de limpar. Eu fiquei genuinamente chocada e morrendo de vergonha. E eu acreditei nela. Eu nunca tive esse problema em nenhum outro lugar.
Mas talvez eu tivesse sido descuidada ou talvez tivesse alguma coisa no banheiro dela que me fazia ficar numa posição estranha. Na próxima vez que eu usei o banheiro dela, eu tomei muito cuidado e eu conferi o chão quando eu terminei. Tava completamente seco, então eu lavei as mãos e saí. Dez minutos depois, a Mari foi no banheiro, saiu e disse, Você fez xixi no chão de novo.
Mas eu não fiz. Eu conferi o chão com muito cuidado depois que eu usei o banheiro. Tava seco. Eu expliquei isso para a Mari, só que ela simplesmente ignorou e falou. Tá bom, se é isso que você quer acreditar. Recentemente, eu comecei a tentar aprender espanhol. Eu tenho me esforçado muito. Eu estou estudando de 3 a 4 horas por dia e fazendo aula particular.
Toda vez que eu comentava alguma coisa que eu tinha aprendido para a Mari, ela sempre me corrigia, o que era muito estranho, porque, um, o espanhol dela é tão iniciante quanto o meu, e dois, eu já sei o suficiente para perceber que ela geralmente está errada. Mas eu deixava para lá e pensava que ela só estava querendo me ajudar.
Já teve uma situação que ela corrigiu o meu espanhol de propósito só para me fazer passar vergonha. Tem vários outros exemplos que eu não vou entrar em detalhes porque esse post já está longo demais. O que eu queria perguntar é, como que eu falo isso para ela? Eu não quero criar uma briga por causa disso, mas nas poucas vezes que eu apontei isso para ela, ela desconversou completamente e foi completamente arrogante. Como eu converso com ela sobre isso sem começar uma discussão?
Aí eu acho que é sentar e ser sincera. Mari, olha, eu não faço xixi no seu chão. Eu acho que às vezes você faz coisas para tentar me magoar.
E eu gostaria que você parasse com isso. Só que sabe o que eu acho que a Mari faria nesse caso? Se de fato a Mari for uma pessoa que é uma amizade meio tóxica, a Mari tóxica, a Mari faria isso voltar para ela. Porque, gente, pessoas, às vezes...
abusivas, não sei se é toda vez, tá? Eu tô dizendo, acredito que na maioria das vezes, elas tentam contornar a situação. E aí, assim, se você tenta conversar com a sua amiga, se a sua amiga é assim, você tenta conversar, ela não te ouve, ela não procura entender o seu lado, e ela não procura...
uma responsabilidade dela própria, tipo, putz, sim, talvez eu faça isso, não tem como ficar batendo a cabeça na parede tentando mudar a pessoa também. Então, acho que eu, no lugar do Alpi, seria sincera, tentaria conversar, mas se a Mari não quiser conversar e não quiser assumir também... Beijo, tchau, querida. Aí faz como, gente, se não aceita conversar?
E aí a gente tem uma atualização dessa história. Vamos para a atualização. Gente, vocês veem essas cachorras? Olha isso. Como que pode? Enquanto eu trabalho, eles dormem. É uma paz que eles ficam incrível. E também, vou contar uma coisa. Eles não me deixam mais gravar sem eles. Eu vou filmar, eu vou postar.
No Insta lá do podcast. Eu entrando no estúdio, gente. Juro por Deus. Primeiro que essa daqui, ela já se liga total quando eu vou gravar. Ela fica no meu pé. E aí, quando eu vou abrir, porque eu tenho que trancar todas as portas, porque eu torço a abrir porta. Quando eu vou abrir, vem os três. E entra, já se acomoda e fica.
Não tem mais jeito de eu gravar sem eles, vai ter que ser sempre assim. Existe coisa mais perfeita? Eu respondo, não. Vamos à atualização. Ela começa dizendo, eu não sei quantas pessoas realmente queriam uma atualização, mas eu achei que valia a pena trazer. Primeiro de tudo, muito obrigada por todo mundo que me mandou seus conselhos e suas opiniões no post original. Ter a confirmação de que eu não estava exagerando me ajudou muito. Eu conversei com a Mari.
Resumindo bastante, eu dei para ela os mesmos exemplos que eu dei no post original, além de outros que eu tinha também. E eu falei que o jeito que ela vinha agindo ultimamente estava me fazendo me sentir humilhada, burra e inferior. E que como ela é minha amiga e eu sei que ela não queria que eu me sentisse assim, eu achei melhor conversar sobre isso para a gente tentar resolver.
No começo, ela foi super arrogante de novo e disse que eu estava fazendo tempestade em copo d'água. Normalmente, eu teria deixado para lá. Mas depois de ver tantas pessoas aqui concordando que o comportamento dela era inaceitável, eu insisti. Eu perguntei se fosse o contrário.
Se ela estivesse se sentindo mal com algo que eu faço, como que ela gostaria que eu agisse? A reação dela foi muito estranha. Ela ficou emocionada e disse que estava implicando comigo de propósito, como uma forma de testar limites de um jeito seguro. Um pouco de contexto. Antes de mim, a Mari passou a adolescência inteira numa amizade muito tóxica daquele tipo amiga e inimiga ao mesmo tempo.
em que ela era vítima e a outra garota era agressora. Isso acabou muito com a autoestima dela. E no primeiro ano da nossa amizade, eu precisava ficar lembrando ela que estava tudo bem, que ela não precisava concordar com tudo só para evitar conflito.
A família da Mari também não é muito legal e ela tem uma relação horrível com os pais. Segundo a Mari, eu fui a única pessoa na vida dela em que ela confiou de verdade. Então, ela começou a testar até onde ela pôde ir comigo.
Ela disse que queria ver o quanto eu realmente me importava com ela, como uma forma de confirmar que pelo menos uma pessoa na vida dela se importava com ela de verdade. No começo eu até entendi ela, mas depois da nossa conversa eu comecei a pensar sobre isso e eu fui ficando cada vez mais irritada. Existe uma grande diferença entre testar limite e simplesmente ser cruel com alguém.
Testar limite é outra coisa. Não uma mulher de 27 anos mentindo pra amiga, dizendo que ela fez xixi no chão só pra humilhar. Eu não vejo motivo pra eu ser tratada como lixo só porque os pais da Mari e a antiga amiga dela também trataram ela mal.
Então é nesse ponto que eu estou agora. Eu me importo com a Mari. Ela ainda é importante para mim, mas eu estou repensando o tamanho da importância que eu quero dar para essa amizade. Talvez isso prove que ela estava certa e que a nossa amizade não é incondicional. Mas eu não quero mais ser o capacho dela.
Voltando no que eu falei, não é porque você teve relações complicadas com outras pessoas. Gente, eu sei que isso carrega um peso, que às vezes deixa trauma, que às vezes deixa, se forma uma barreira em próximos relacionamentos. Não é fácil, mas não te dá também passe livre para destratar os outros. Concordam ou discordam de mim?
Deixem nos comentários aí. Eu entendo que talvez com algumas pessoas a gente precisa ter um pouco mais de paciência e ser um pouco mais cuidadoso. Mas também, é o que ela falou, ela não quer mais ser capacho da Mari. E acho que nenhum de nós merece ser capacho de ninguém também, né? Cada um também tá passando aí pelas suas coisas.
Eu vou para o comentário mais votado, que diz Gaslighting não é testar limite nem buscar validação. Isso é abuso. Ela mentiu para você e você teve o impulso automático de acreditar nela só porque ela era sua amiga. Você estava começando a duvidar de si mesma. E isso é extremamente tóxico. Eu me afastaria dessa pessoa. Ser testada ou manipulada não é um comportamento aceitável. Palmas para o comentário.
Porque tem isso, né? E você começa a duvidar de você mesmo, gente. Esse é o ponto também. E aí, imagina se essa amizade vai pra frente. E a Mari, assim, continua testando os limites da OP. Não vale a pena pra mim. Não vale a pena. Não sei o que vocês acham. Deixem nos comentários, mas pra mim não vale a pena. E aí, vamos pra última história do dia. Uma história um pouquinho curtinha.
Que aí, de novo, a pessoa tentando fazer, estragar relacionamento do outro. Não me entra na cabeça, mas vamos lá. O título é, a minha amiga inventou que o meu ex tava me traindo. Gente, como, por quê, pra quê?
Quando eu e meu namorado da época, eu vou chamar ele de Bruno, começamos a namorar, a maioria dos nossos amigos ficou super feliz pela gente. Tirando algumas pessoas que nem conheciam ele direito. Mas tinha uma amiga específica, que eu vou chamar de Rita, que odiava o nosso relacionamento. As desculpas dela eram coisas do tipo, Ah, ele é muito escandaloso e irritante. Ou, vocês nem combinam tanto assim.
Eu e alguns outros amigos já tínhamos tido alguns problemas com a Rita antes, mas a gente acabava perdoando e deixando pra lá. Alguns meses depois, uma outra amiga minha, que eu vou chamar Diana, me chamou de canto pra contar que o Bruno tava me traindo e dando em cima de outras mulheres. Obviamente, eu perguntei como que ela sabia disso e se ela tinha certeza que era isso mesmo e se não era um mal entendido.
Aí a Ana me contou que ele tinha dado em cima da Rita, e que a própria Rita que contou isso pra ela. O motivo da gente acreditar na Rita era porque a gente achava que ela não ia mentir sobre uma coisa tão séria assim. E naquela altura a gente já conhecia a Rita fazia uns dois anos. Dizer que eu fiquei destruída ainda é pouco. Mas mesmo assim eu decidi confrontar ele o mais rápido possível. Alguns meses se passaram e a gente terminou.
Nesse meio tempo eu percebi que eu era lésbica e eu comecei a namorar outra menina. E honestamente, o nosso relacionamento é saudável e eu amo ela mais do que tudo. Só que um dia eu encontrei o Bruno por acaso e ele literalmente implorou pra eu acreditar nele quando ele falava que ele nunca tinha me traído. Na hora eu ignorei, mas aí ele falou uma coisa que mexeu muito comigo.
Ninguém tinha prova nenhuma que ele tinha me traído. E todo mundo simplesmente acreditou na palavra de uma pessoa. A pessoa que mais queria separar a gente. Eu, obviamente, não acreditei logo de cara, mas o argumento dele fez muito sentido. Então, juntou eu, Bruno, Ana e mais um amigo nosso para confrontar a Rita e tirar a história limpo. No dia seguinte, a gente chamou ela para conversar.
E ela admitiu tudo. Ela confessou que tinha inventado a história inteira. Depois disso, todo mundo bloqueou ela e hoje ninguém mais fala com ela. Eu também pedi desculpa para o Bruno e obviamente perdoei ele. Mas até hoje eu fico em choque pensando que ela foi capaz de fazer uma coisa dessas. Gente, não entra na minha cabeça.
Eu vou até rever de novo o episódio 61, vou me ouvir de novo, pra ver as histórias, porque pra mim é algo tão surreal. E aí vamos aos comentários. O comentário mais votado, só tinha um comentário na história, na verdade, e ele diz, Nossa, isso deve ter sido muito difícil. Terminar um relacionamento achando que a pessoa tava te traindo, pra depois descobrir que nada era verdade, realmente, a Rita não parece ser uma pessoa boa mesmo.
Acho que bloquear ela foi a decisão certa. Gente, e quando a gente acha que essas histórias não, essas histórias só acontecem no Reddit, a gente vê que não, entendeu? A Aline, nosso ouvinte aí, escreveu pra gente...
Pra falar que, ó, comigo também aconteceu. E acontece. Então, é isso, gente. Essas foram as histórias de hoje. Eu gostaria muito de saber o que vocês acharam. Porque, como vocês sabem, nenhuma história fica completa sem o comentário de vocês. E também, lógico, queria que vocês deixassem aí os seus humildes.
Tanto pra Tamara, que terminou uma amizade super tóxica aí de 11 anos, quanto pra Aline, que teve essa pancada aí no dia do aniversário dela. Deixem os seus humildes pra ela. Me contem o que vocês acharam. O que eu preparei pro próximo episódio? Vamos ver se vocês vão gostar ou não. Espero que sim. O que eu preparei, pô? Eu preparei umas histórias. Sabe aquela sensação tipo creepy?
Sabe aquele negócio muito estranho? Tipo, sei lá, do cara te seguir no ponto de ônibus e começar a falar uns negócios estranhos pra você. Ou da pessoa ter um comportamento muito esquisito. Eu separei histórias nessa pegada. Eu queria saber o que vocês acham pro episódio de quinta-feira. Vai ser essa pegada aí, meio creepy, sabe? Tipo, meu...
Cara, que coisa estranha. E se você, por acaso, infelizmente, já passou por algo assim, me manda também. Eu gosto desse terror meio da vida real, sabe, gente? Essa meio é a pegada do próximo episódio, assim. Um terror meio da vida real que acontece.
E, gente, por hoje é só. Eu vou pedir mais uma vez pra você me ajudar seguindo o podcast no Spotify, dando as cinco estrelas, se inscrevendo no canal também no YouTube, deixando o hype no vídeo, deixando os seus humildes aí do que vocês acharam. Sigam as redes sociais também que estão na descrição do episódio, isso me ajuda muito também. E por hoje é só. Se você quer mandar a sua história pra ser lida e comentada aqui, é só mandar pro e-mail que tá na descrição do episódio.
A Gaia já sabe que acabou. Por hoje é só. Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau! Tchau!
Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br Claro Empresas. Bora fazer juntos.
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