Só Pod 76 - Engravidei do namorado da minha amiga
⚠️ Conteúdo recomendado para maiores de 16 anos. Este episódio aborda temas adultos e sensíveis.
Depois de descobrir uma traição da amiga, uma escolha impulsiva mudou completamente a vida da nossa ouvinte. O que era pra ser só um impulso acabou mudando a vida dela pra sempre.
✨Histórias sobre impulsividade, culpa e consequências que mudam tudo.
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Revisão e adaptação de texto: Joanna Martini
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Isa
Karine
UPI
- Amizade tóxica e manipuladoraHistória da Karine · Escolha impulsiva e consequências · Traição e vingança · Culpa e autoperdão · Relação com a ex-amiga
- Amigas e revelação de verdadeGravidez inesperada · Dilema sobre contar a verdade · Consequências da traição · Opiniões sobre a situação
- Relato de traição e culpaAmizade tóxica · Traição como vingança · Arrependimento e autoperdão · Perspectiva sobre a culpa
- Reconsideração da maternidadeNestlé Materna · Suplementos para gestação · Jornada da maternidade
Eu engravidei do namorado da minha amiga. E aí, galera? Bem-vindos a mais um episódio do Só Pode Ser História. Eu sou a Isa. Hoje a gente vai começar com a história de ouvinte. Quem nos escreve é a Karine, lembrando que esse não é o nome dela.
E todas as informações foram alteradas para essa história se tornar anônima. Se você também quer mandar sua história para a Celida e comentar daqui, é só mandar para o e-mail que está na descrição do episódio. Vamos lá, o título da história dela é...
Eu engravidei do namorado da minha amiga. Eu nunca imaginei que a minha vida ia tomar esse rumo, mas aconteceu. E hoje eu carrego as consequências de uma escolha feita no impulso. Em 2021, eu tinha uma amiga com quem eu me identifiquei muito rápido. A gente era muito parecida e por isso a amizade cresceu fácil. Ela não tinha muitas amigas e eu acabei acolhendo ela na minha vida.
Ela vivia praticamente na minha casa junto com o namorado dela, um relacionamento que a família dela não apoiava. Na época, a gente tinha todos os idades próximas, 21, 22 anos. Eu ajudei ela em tudo que eu pude.
Eu, inclusive, consegui um trabalho para ela na mesma empresa que eu, onde eu tinha um cargo acima do dela. Só que durante um período em que eu saí de férias, ela acabou cometendo um erro no trabalho. Quando eu voltei e fui conversar com ela sobre isso tentando ajudar, ela foi extremamente rude comigo. Depois disso, a nossa amizade acabou.
Quando eu voltei de férias, eu também descobri uma coisa que me machucou muito. Ela tinha dado em cima de um menino que eu ficava e que eu gostava de verdade. Aquilo me feriu mais do que eu esperava. E tomada pela raiva e pela vontade de me vingar, eu fiz a pior escolha que eu podia fazer. Eu acabei ficando com o namorado dela. A gente estava bêbado, foi algo impulsivo.
E ela nunca soube. Meses depois, eu descobri que eu estava grávida. Minha filha nasceu e desde o começo eu decidi seguir a minha vida sem procurar ele. Até que um tempo depois eu vi a filha mais velha dele e era impossível não perceber a semelhança. O rosto, o jeito de andar, parecia um espelho da minha filha. Foi aí que eu decidi procurar ele.
No começo, ele até tentou dar algum tipo de assistência, mas tudo mudou quando a minha ex-amiga descobriu. Ela fez um escândalo e ele simplesmente sumiu. A mãe dele chegou a me procurar, disse que queria fazer o exame de DNA, mas depois ela também desapareceu. No fim, ele deixou claro que não queria reconhecer a minha filha.
Naquele momento, eu desisti. Eu sei que eu errei. Eu sei que eu fui longe demais. Mas eu também sei que eu não fui a única responsável por tudo isso. Hoje, a minha filha é tudo pra mim. Ela é uma criança incrível, cheia de luz. E, ironicamente, muito parecida com ele. Às vezes, eu penso sobre o fato dela não ter uma família paterna presente.
Mas, ao mesmo tempo, nada falta para ela. Nem amor, nem cuidado, nem estrutura. Sobre a minha ex-amiga, quando ela soube da história, ela engravidou logo depois. Ela tira do Instagram qualquer pessoa que me conhece.
Não que eu procure, mas as pessoas me falam, caramba, a fulana me tirou do Insta do nada. Só que de alguma forma ela ainda tenta se fazer presente indiretamente. Tipo mandando algumas pessoas se aproximarem de mim e me seguirem no Instagram. A mesma coisa que ela fazia quando a gente era amiga e ela queria vigiar alguém que ela não gostava.
Eu, sinceramente, só quero paz. Essa história não é sobre orgulho, nem sobre justificativa. É sobre escolhas, consequências e sobre como a vida pode mudar completamente por causa de um momento. E no meio de tudo isso, nasceu o maior amor da minha vida.
Essa é a história da Karine e vamos para as perguntas que eu faço para ela. Primeira pergunta que eu faço. Sobre a situação com o menino que você gostava, como você descobriu que ela tinha dado em cima dele? Como que foi essa situação? Ela trabalhava no mesmo lugar que eu, onde ela me prejudicou falando mal de mim para o meu patrão.
Sendo que quem colocou ela para trabalhar lá fui eu. O cara que eu gostava trabalhava ao lado. Então, algumas meninas que também trabalhavam no mesmo local me contaram o que tinha acontecido. Depois, ele mesmo confirmou. E a partir daí, eu cortei laço com os dois. Quando você ficou com o namorado dela, você lembra em que contexto isso aconteceu? Tipo, onde você estava? Como que foi essa situação?
Ele tinha o costume de ir lá em casa com ela e acabou virando meu amigo. Ele quis conversar comigo sobre eu não estar mais falando com ela. Só que quando ele me ligou, eu estava chegando de uma festa muito bêbada e ele também estava um pouco embriagado. Agora, depois de anos, eu nem sei se isso configura como abuso. Mas mesmo embriagada, eu sei que eu dei consentimento porque eu queria vingança.
Quantos anos você tinha quando a sua filha nasceu? 22 anos. Hoje a minha filha tem 3 e eu 25. Quando você procurou ele depois, a sua amiga e ele ainda estavam juntos? Sim, eles continuam juntos até hoje. E um relacionamento que parece bem abusivo.
Eu já encontrei com ele algumas vezes porque a gente mora perto e ele tá sempre acompanhado, mas nunca com ela. Eu ainda tenho a mãe dela no Facebook e ele aparece em todas as fotos de família, mas eu nunca vejo os dois juntos em lugares públicos. E pelo que eu sei, eles moram juntos.
Sobre a gravidez dela, ela engravidou dele também? Sim, quando ela descobriu, a minha filha já tinha um ano e meio. Ela engravidou logo depois também. Então, a filha dela tem essa diferença de idade da minha. Hoje, olhando para trás, o que você sente que mais te levou a tomar aquela decisão naquele momento?
Acho que foi porque ela era uma amiga que eu me dedicava muito. A gente fazia tudo juntas e se ajudava demais. Então, quando ela fez o que fez, eu me senti apunhalada pelas costas. Acho que faltou maturidade também.
Você já chegou a conversar com ele de uma forma mais direta sobre assumir a paternidade? Ou você já pensou em buscar isso por vias legais? Ela responde, sim, ele disse com as exatas palavras. Eu posso até arcar com as despesas, mas eu nunca vou considerar como minha filha.
Isso me fez se pensar muito sobre buscar as vias legais, porque isso também daria direitos a ele sobre a minha filha. Além disso, a minha ex-amiga, como esposa dele, podia acabar tendo contato com ela. Quando a gente ainda era amiga, ela deixava bem claro que não gostava da primeira filha dele, que era de um relacionamento anterior. Eu vi algumas atitudes dela com a menina e conversava muito sobre isso com ela, porque eu não achava legal a forma como ela tratava a criança.
Então, isso também me causou muito receio. No fim, a parte financeira não vale a pena para mim. Eu crio a minha filha como uma princesa e eu não quero que ela passe por esse tipo de situação. A última pergunta que eu faço para a Karine é como se lidou emocionalmente com tudo isso depois que ele decidiu não reconhecer a sua filha?
Na verdade, foi muito difícil passar a gravidez sozinha. Mas depois que ela nasceu, eu tenho mais apoio da minha família, tanto emocional quanto financeiro. Eu também tive um parceiro que ela considera como pai e que faz esse papel até hoje, mesmo a gente estando separado. Ela não tem o nome do pai biológico na certidão, porque eu decidi deixar que ela escolha o que ela quer fazer quando ela crescer.
Se um dia ela quiser procurar ele, eu vou respeitar totalmente essa decisão e eu não pretendo esconder nada. Mas eu queria muito saber a opinião de vocês porque isso ainda pesa muito na minha consciência. Às vezes eu sinto como se eu fosse a única errada dessa história e eu me sinto exatamente assim.
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Gente, essa é a história da Karine. Então, vamos aos meus humildes. Lembrando que, claro, nenhuma história fica completa sem os comentários de vocês também. E, Karine, sinceramente, eu nem vou ficar batendo na tecla de que você errou, porque isso você já reconhece. E eu acho um passo muito importante da gente reconhecer os nossos erros.
e depois ver o que fazer com eles. E também, assim, uma escolha errada não torna uma pessoa uma vilã, né, gente? Eu sempre falo isso, a gente erra muito durante a vida, e a gente vai continuar errando. O importante é reconhecer o erro, e igual eu falei segundos atrás,
ver o que a gente faz com o que a gente errou. Eu acho muito humano essa vontade de... Eu vou colocar como vingança, tá? Eu acho humano esse sentimento da gente querer... Se alguém machucou a gente, a gente também quer que a pessoa seja machucada. Eu acho que é daí que...
sai aquela frase, pessoas machucadas machucam, o que pra mim faz muito sentido. Então, eu acho humano esse sentimento, mas eu gostaria de colocar uma coisa em perspectiva, que é o seguinte, na sua história, quando uma traição acontece, gente, ela precisa de dois lados, né? Ela precisa da pessoa que tá traindo e ela precisa de outra pessoa pra trair. No caso da sua história, a outra pessoa pra trair era o namorado da sua amiga.
Então, não tem como eu comentar essa história sem dizer que, às vezes, a culpa vai diretamente para a mulher. Nessa sua história, especificamente, existem duas pessoas erradas nessa situação. O seu erro que você já reconheceu e o erro dele também.
É engraçado como muitas vezes a gente só enxerga a mulher como errada. Eu preciso dizer uma coisa que muitas pessoas me falam nos comentários que as pessoas dizem, nossa Isa, você passa muito pano pra mulher. E eu reconheço isso de fato, eu acho que eu tendo a ser muito mais compreensiva quando eu tô lidando com uma história de uma mulher, né, sendo o papel ativo ali da história. Eu entendo que eu sou assim, eu assumo que eu sou assim e não sei se um dia eu vou mudar, não vou.
Mas eu gostaria de, para essa história, gente, trazer um questionamento com carinho, de fato. Será que a gente não julga muito mais a mulher nessas situações? E eu tendo a dizer que sim. É engraçado que o namorado da sua amiga, ele vive a vida dele como se nada tivesse acontecido. Ele tem a opção de não assumir a filha dele. Quando você entende que errou, assume que errou e é uma grande mãe.
Então, se eu pudesse te dar um conselho, Karine, de verdade, eu pediria para você tirar essa culpa de você. Eu acho que essa culpa não precisa mais ser carregada por você. E assim, se perdoe pelo erro.
É um erro que acabou trazendo, como você disse na história, o grande amor da sua vida. Então, talvez se a gente conseguir tirar algo de positivo dessa história é nasceu a sua filha que você é apaixonada e que você cria com muito carinho e cuida com muito carinho. Então, conselho de amiga aqui é não carregue mais essa culpa com você, se perdoe. E se perdoar não é fingir que nada aconteceu, se perdoar é reconhecer o erro.
E não deixar ele te definir como pessoa. Um erro não te define como pessoa. Então, o resumo dos meus humildes, eu acho que é não carregue essa culpa com você. Encontre perdão.
de você mesma, sabe? Se perdoe, se trate com carinho, se trate com cuidado e não carregue essa culpa. Porque do outro lado a gente tá tendo um homem que também errou, que não assumiu a paternidade da filha dele e que tá vivendo aí benzão. Então, viva bem você também, você merece isso. E também gostaria de pontuar
que essa amizade, assim, pra mim, pela sua história, pelo que você escreve, me parece que já tava muito quebrada. Às vezes, quando a gente erra, a gente se coloca num lugar tão de culpada que talvez embace um pouco a nossa visão pra como a situação era. Eu não estou dizendo que o fato de ser uma amizade quebrada...
faz o seu erro maior ou menor. Não é isso, tá? Mas estou dizendo que talvez essa amizade não fosse a grande amizade que você também imagina. Como eu disse antes, foi um erro, foi, mas existem duas pessoas erradas nessa história. Então, não, você não é a única pessoa errada nessa história.
mas eu não acho que você precisa carregar mais essa culpa. Eu acho que dá pra você seguir sua vida sem esse peso mais. E pra isso, Karine, lógico, gente, eu sempre vou falar de terapia. Eu acho que a terapia te ajudaria muito até a olhar pra essa história com outros olhos e talvez um processo aí...
pra você se perdoar. Mas é isso, gente. Eu gostaria de saber o que vocês acharam da história da Karine. Por favor, por favor, sejam gentis com ela. Ela já sabe que ela errou. Mas deixem aí os seus humildes pra ela.
E aí vamos de histórias do Reddit de hoje. Eu separei duas histórias do Reddit para hoje com a mesma pegada e tem muitas histórias parecidas. Se vocês quiserem também que eu faça um outro episódio com histórias similares também, é só deixar nos comentários e vamos à primeira história do Reddit. O título é...
Eu transei com o namorado da minha melhor amiga enquanto eles davam um tempo. E agora eu tô grávida de quatro meses. Eu, mulher de 19 anos, literalmente acabei de descobrir que eu tô grávida. Eu tomo anticoncepcional, então obviamente foi um choque enorme pra mim. Porque eu achava que engravidar tomando a pílula nem era possível. Eu ainda tô tentando processar a informação.
Então, agora eu tô meio que num dilema. Gente, só pra falar que nenhum método contraceptivo é 100% de segurança de que não vai engravidar, tá? Tanto pílula quanto camisinha, enfim, todos têm os seus riscos. Mas, pelo amor de Deus, não deixem de usar camisinha, porque não é só gravidez que a gente precisa se preocupar, tá? É também doenças e etc.
No verão passado, a minha melhor amiga e o namorado decidiram dar um tempo. Eu sou amiga dos dois, então eu continuei mantendo contato com eles individualmente. Enfim.
eu decidi chamar o namorado dela para ir até a minha faculdade durante a semana para distrair ele do término e animar ele um pouco. As coisas saíram do controle e a gente acabou transando. Mesmo tomando anticoncepcional, eu gosto de fazer as coisas da forma mais segura possível. Então, a gente também usou camisinha. Eu acho que era uma camisinha do tamanho errado, porque ela acabou estourando enquanto a gente estava junto.
Essa foi a única vez que a gente dormiu junto. Então, eu achei que as chances de eu engravidar por causa disso eram extremamente baixas. Pelo visto, eu estava errada. Agora, minha melhor amiga e o namorado dela voltaram. Ela não sabe que a gente passou aquela noite juntos.
Então, eu tenho medo de que contar para ele acabe expondo esse segredo. Ao mesmo tempo, eu não sei como eu me sinto sobre interromper a gravidez. Eu não sei se eu estou preparada para o desgaste físico e emocional que vem com uma decisão dessas.
E eu também me sentiria culpada tomando essa decisão pelas costas dele. O que eu faço? Será que a gente devia contar para ela sobre aquela noite? Eles estavam mesmo num tempo naquela época. Eu não faço ideia se isso é algo que a gente conseguiria superar. Sendo bem sincera, perder a minha melhor amiga ia acabar comigo. Eu estou chorando só de imaginar.
Vamos aos comentários. Eu não quero ser chato, mas se você não queria perder a sua melhor amiga, você devia ter pensado nisso antes de dormir com o namorado dela enquanto eles estavam num tempo. Tá, não é traição.
mas definitivamente não é algo que uma melhor amiga faria. Então assim, esse barco já foi. Mais cedo ou mais tarde, a verdade vai acabar aparecendo, principalmente se você decidir levar essa gravidez para frente. Alguém vai fazer as contas, vai reparar nas semelhanças físicas, ou você simplesmente não vai conseguir manter esse segredo por muito tempo. E aí pronto, ela vai descobrir.
Acho que você precisa aceitar esse fato e assumir o que aconteceu. Um pai em potencial também tem o direito de saber.
Eu sou 100% a favor da escolha C da mulher. Mas eu acho que se você já está com 4 meses, você vai precisar tomar essa decisão rápido. E para ser sincero, talvez até seja tarde demais. A essa altura, você precisa tirar o melhor possível de uma situação ruim e assumir as consequências do que você fez. Outro comentário. Assim, dormir com o namorado dela, mesmo eles estando num tempo, foi meio que burrice da parte dos dois.
Se você contar para ela, não tem a menor chance disso não explodir na sua cara. Para mim, é sempre melhor contar a verdade para as pessoas e depois encarar as consequências. É isso que eu faço, porque só assim eu consigo dormir em paz à noite. Mas eu tenho a sensação de que a sua situação talvez exija uma abordagem diferente.
Se você acha que você consegue guardar esse segredo para sempre, então esse cara nunca nem precisa saber que você vai ter um filho dele, o que é uma coisa meio escrota de se fazer. Se você quer ficar com a consciência limpa, e parece que você quer, então a minha sugestão é a seguinte. Primeiro, chama o namorado dela para conversar só entre vocês dois e conta para ele.
Depois que ele terminar de surtar, vocês dois precisam sentar com a sua amiga e explicar tudo passo a passo na ordem do que aconteceu. Eu não posso garantir que isso não vai dar ruim. Ninguém pode, mas vai te deixar de consciência mais leve. Aqui acaba essa história.
Eu, no lugar da UPI, faria a mesma coisa, gente. Eu contaria para o cara. Na verdade, talvez eu acho que eu primeiro decidiria se eu gostaria de continuar ou não com a gravidez. Contaria para ele. E aí, eu também acho que eu faria igual esse comentário diz. Eu sentaria com a minha amiga, junto com ele, para explicar o que aconteceu.
que não dá pra gente tirar o outro lado da situação, né? Ele também participou de uma traição, vai. Se é que der pra gente colocar como uma traição, porque eles estavam no tempo. Ele também participou. Então, acho que nada mais justo do que, juntos os dois, comunico o que aconteceu. E assim, gente, infelizmente, toda ação tem uma consequência, né? Toda escolha tem uma consequência.
Tem que arcar também com o peso da sua escolha, nesse caso. Ela fala que seria péssimo perder a melhor amiga? Eu imagino que sim, mas são consequências. Talvez a amiga perdoe, talvez não. Aí vai muito do pessoal, gente, né? Cada um perdoa aí o que quer. Se te faz bem perdoar, perdoa. Mas eu, no lugar do pi, conversaria com o cara e depois conversaria com a minha amiga junto com ele.
O que vocês fariam? Vocês já passaram por isso? E aí, vamos pra última história do dia. Antes de eu ir pra última história. Gente, é lógico que eu vou vir com um pedidinho clássico. Pra você seguir o podcast no Spotify. Dê as cinco estrelas. Inscreva-se no YouTube também. Dê o hype no vídeo. Deixa nos comentários.
O podcast aqui é um podcast em que sou eu, Deus, a força do universo. E vamos que vamos. A Jo, muito querida, que me ajuda aqui nas adaptações também das histórias do Reddit. Jo, um grande beijo. Que tá me ajudando nessas também. Depois eu venho com os recadinhos dela. Então, toda ajuda, gente, é muito, muito importante pra mim.
Porque vocês me ajudam a decolar, entendeu? Vocês me ajudam a fazer com que o podcast seja entregue para mais pessoas. Então, eu conto sempre com a ajuda de vocês. Vamos para a última história.
Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos para acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade para mulheres que estão planejando a gestação até linhas exclusivas com vitaminas e minerais para cuidados na gestação e no perpério. Nestlé Materna, com você, do seu jeito.
O título é Eu transei com o namorado da minha melhor amiga por vingancinha. Um pouco de contexto sobre a nossa amizade. Olhando para trás agora, ela nunca foi lá muito uma boa amiga para mim.
A gente se conheceu no primeiro dia de aula da sexta série. Era cedo de manhã antes da aula começar, quando eu notei que ela estava sozinha numa mesa do pátio. Eu morava numa cidade pequena onde todo mundo se conhecia, então era óbvio que ela era nova.
eu fui sentar com ela e a gente se deu bem logo de cara. A gente se considerou melhores amigas por anos. Depois que ela passou a se sentir mais confortável na escola, pra mim, ela parecia ser uma pessoa muito confiante que adorava flertar. Mas hoje eu percebo que ela era uma garota muito daquelas... Ah, eu não sou como as outras garotas. Tipo, pick-me girl, né? A gente sabe.
Eu, por outro lado, era bem tímida e insegura. Eu pedia conselhos para ela sobre como agir perto dos meninos que eu gostava e que outras coisas eu podia fazer para melhorar. Mas ela nunca tinha nenhum conselho útil para mim. Ela só me colocava mais para baixo ainda, dizendo que eu era feia e me zoando quando a gente estava perto dos outros.
Ela tinha muitos problemas em casa e eu sempre fui o tipo de pessoa que ajuda todo mundo que precisa. Eu sempre fui muito grata pela minha família e eu odiava a ideia de alguém não ter o mesmo amor e apoio incondicional que eu tinha. Aí, durante anos, ela acabou passando boa parte do tempo na minha casa. A minha mãe tratava ela como uma filha e a gente fazia qualquer coisa por essa minha amiga. Ela passava semanas sem nem visitar a própria família.
Quando eu estava no segundo ano de ensino médio, eu precisei me mudar para outra escola numa cidade próxima. A minha melhor amiga continuou na minha escola antiga e eu ainda mantinha um contato com ela e ia visitar com frequência. Estar numa escola nova fez eu começar a me descobrir como pessoa e também sair da minha zona de conforto.
Eu fiz novos amigos, mas eu ainda tentava incluir ela o máximo possível fora da escola. Numa das vezes que a gente estava conversando, eu falei para ela sobre um garoto em específico de quem eu estava me aproximando e eu contei que eu gostava dele. Eu e esse garoto saíamos depois da escola quase todos os dias. Hoje eu sei que ele gostava de mim também, mas a gente era tímido demais para tomar qualquer iniciativa.
Um dia eu estava dando um rolê com ele e a gente decidiu ir juntos visitar essa minha amiga. Quando a gente chegou lá, ela estava flertando descaradamente com ele. E pouco tempo depois, eles começaram a namorar. Eu fiquei chateada, mas eu continuei amiga dos dois. Um tempo depois, eu estava dando outro rolê com ele. Sim, a gente saía sozinhos com bastante frequência.
E aí, de algum jeito, a gente acabou transando. Até hoje, eu nunca fui o tipo de pessoa que toma iniciativa ou que sequer sabe flertar. Então, eu não estava pressionando ele nem nada. Mas aconteceu. Ele se arrependeu e implorou para eu não contar para ela. Algumas semanas depois disso, ela estava na minha casa e eu fui deitar no sofá para dormir um pouco. Enquanto eu dormia, ela mexeu no meu celular e encontrou as nossas mensagens.
as mensagens que a gente falava sobre o que tinha acontecido. Ela continuou namorando ele, mas os dois pararam de falar comigo.
Anos mais tarde, a gente voltou a ser amiga e ela acabou se casando com meu primo. E aí os dois se mudaram pra longe. Eu ainda sou simpática com ela nas raras visitas que eles fazem, mas ela nunca foi uma boa amiga pra mim mesmo. Então eu não me esforço pra manter a amizade com ela. Eu não me arrependo do que eu fiz. Sinceramente, foi bom ter me vingado um pouquinho pelo jeito que ela me tratava.
Aqui acaba a história. Temos comentários que a UP responde. E, gente, essa pessoa não se arrepende.
Pra ela foi tiro trocado. Então, assim, tem gente que erra, se arrepende, tem gente que erra e não se arrepende. Ela, no caso, não se arrependeu. E aí, vamos aos comentários, porque a UPI, ela responde bastante. E eu achei bacana trazer os comentários dela pra esse episódio, pra gente ver a perspectiva da UPI dessa história, tá? O primeiro comentário diz...
Tá, você transou com o namorado da sua melhor amiga. Você é patética. Só porque você viu ele primeiro, você acha que isso torna tudo aceitável? O Pi responde. Não precisa ser grosso. Calma lá, querido, vamos com calma. Eu nunca disse que o que eu fiz foi certo. Eu tinha muitos problemas de autoestima quando eu era adolescente.
E ela era um dos motivos. Ela dizia que eu era feia e espalhava mentiras sobre mim para os outros. Então, quando ele começou a demonstrar interesse em mim, isso acabou fazendo eu me sentir melhor. Hoje eu sou adulta e eu sei que o meu valor é muito maior do que eu pensava quando eu era adolescente. Eu nunca achei que trair alguém ou ser amante fosse algo certo. Próximo comentário. Todo mundo foi babaca nessa situação.
1. Não importa a circunstância e nem a situação. Nunca é certo trair ou apoiar uma traição. Você sabia que ele tinha namorada e mesmo assim deixou isso acontecer. 2. Ela foi escrota por mexer no seu celular e por dar em cima dele mesmo sabendo que você gostava dele.
Ainda assim, ela não merecia ser traída. 3. Vocês dois foram super escrotos por esconder isso dela. Imagina se você estivesse nessa situação. Como você se sentiria se o seu namorado transasse com a sua melhor amiga e escondesse isso de você?
Se ia se sentir magoada, traída e arrasada. Não importa como ela te tratou, nunca é certo se vingar desse jeito. Transar com alguém não é só transar com alguém. Para muitas pessoas, isso é um ato poderoso e significativo. E ser traída por alguém em quem você confiava é horrível. Ainda mais vindo de alguém que você achava que também podia confiar.
Resposta da Upi desse comentário. Eu não tô dizendo que você tá errado, de forma nenhuma. Mas ela já tinha transado com caras com quem eu tava saindo antes disso acontecer. E eu também nunca achei certo trair ou ser amante de alguém.
Aquela foi a única vez em que eu fiz isso de maneira consciente. Último comentário que o Pi responde. Você podia ser muito bem a minha amiga da escola que transou com meu namorado pelas costas. KKKKK. Ironicamente, eu e ele voltamos a namorar oito anos depois e acabamos casando. Três pontinhos. Por um tempo. Eu diria que você foi a babaca. Principalmente porque você não se arrepende nem um pouco.
Mas eu também diria que você era adolescente e que naquela idade estava refém dos hormônios. Então não é a catástrofe que seria se você tivesse transado com ele depois dos seus 20 ou 30 anos. Apesar de que isso não é uma desculpa.
Resposta do Pi. Ok, eu sei que isso foi algo escroto de se fazer. Eu só estava compartilhando uma história de quando eu era jovem, idiota e insegura. Eu só não entendo porque algumas pessoas estão sendo tão agressivas por causa disso.
Uma pessoa vem e responde esse comentário dizendo Foi porque você perguntou, eu fui a babaca? E sim, você foi. Se você já tinha idade suficiente para transar, então você já tinha idade suficiente para saber que aquilo era errado. Independente de ser adolescente ou não. E não contar para sua amiga depois só piorou tudo. Você pode dizer o quanto quiser que ela dormiu com pessoas com quem você estava saindo. Mas isso só faz você parecer duas vezes mais sem noção.
Você devia ter cortado a amizade naquela época. Retribuir na mesma moeda nunca vai fazer algo errado se tornar certo.
Eu concordo, assim, que retribuindo a mesma moeda nunca vai fazer algo se tornar certo, né? Não vai corrigir um erro, sei lá. Mas aí, sabe o que eu queria saber de vocês? Eu queria que vocês deixassem os seus humildes. Pergunta é a seguinte, nessa história aqui. A melhor amiga dela não era uma super melhor amiga, né? Ela, enfim, dava em cima aí, ficava com os caras que a UP gostava.
Vocês acham que isso faz o erro ser menor ou ser maior? Ou tanto faz? Você acha que, por exemplo, ela aqui que foi e transou com o namorado da melhor amiga, pelo fato da melhor amiga já ter vacilado e não ser no olhar dela uma pessoa muito legal, vocês acham que esse erro se iguala?
Vocês acham que esse erro tem um peso maior? Ou você acha que esse erro tem um peso menor? Ou você acha que o erro é o erro independente? Queria muito, muito ouvir de vocês o que vocês acham dessa minha pergunta. E, gente, por hoje é só. Essas foram as histórias do dia. Eu queria dizer, antes de eu terminar, que as histórias que eu li aqui do Reddit, elas foram revisadas e adaptadas pela Joana Martini.
E a Jo também oferece os seguintes serviços, eu vou ler porque eu não quero falar errado e não quero esquecer, tá? Ela oferece tradução e revisão, francês, inglês e português brasileiro, leitura crítica, que é para saber se o texto está bom, leitura sensível, que é para ver se o texto tem problemas em questão de racismo, homofobia, xenofobia, capacitismo, basicamente se o texto está respeitoso com todo mundo.
E também Ghost Writing. Eu aqui super bilingue, tá? Que é para quem tem uma ideia de texto e de livro, mas não sabe escrever e precisa de alguém para fazer essa etapa. No resumo, esses são os serviços que a Jo oferece.
Ela é especializada na área editorial e audiovisual, atendendo públicos variados. Editoras, empresas, autores independentes. Então, se vocês precisam de qualquer um desses serviços, é só entrar em contato com ela. Os contatos da Jo estão aí na descrição do episódio. Jo, um grande abraço, gente, ela é demais. Vai sem medo se você está precisando desses serviços, vai que vai. E, gente, por hoje é só.
Eu gostaria muito de saber o que vocês acharam do episódio de hoje.
Gostaria muito de saber quais são os seus humildes para as histórias. E gostaria também que vocês deixassem os seus comentários e as suas opiniões gentis para a Karine que nos escreveu. Karine, muito obrigada por ter mandado a sua história aqui para o podcast. Muito obrigada por ter confiado a sua história. Não é uma história fácil, eu acho, gente, sabe? De abrir para o público, por mais que seja anônima. Eu acho que requer uma coragem, sim.
E queria deixar de conselho final pra você, pra você largar a mão dessa culpa, largar a mão desse peso, se perdoar e viver em paz, que é o que você merece. Lembrando, gente, por favor, pra vocês seguirem o podcast no Spotify, né, Pô?
o meu bebê dormindo no meu colinho, a Gaia aqui do lado, a Atena do outro lado também, eles participam de absolutamente tudo. Dê as cinco estrelas, inscreva-se no YouTube também, dê o hype no vídeo, compartilha aí com pessoas que vocês acham que também vão curtir, ouvir as histórias e dar seus humildes. E, gente, por hoje é só.
Muito obrigada por terem ficado comigo até aqui. A gente se vê no próximo episódio. Lembrando, se você quer mandar sua história, é só mandar para o e-mail que está na descrição. E também qualquer sugestão é super bem-vinda. A gente se vê no próximo. Tchau, tchau!
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